Prefeitura realiza recapeamento no asfalto na Vila Industrial

A partir de segunda-feira (29), a Rua Saigiro Nakamura, na Vila Industrial, recebe obras de reconstrução asfáltica no trecho entre a entrada do Hospital Municipal e a Rua Ricardo Edwards, perto da Urbam. O pavimento será retirado e a pista terá novo asfalto.

Até o início de dezembro a circulação de veículos no trecho será limitada ao trânsito local. Os motoristas deverão usar rotas alternativas. As opções são os desvios pelas avenidas Juscelino Kubitschek ou Barbacena.

Nesse período, os dois pontos de ônibus da área que entrará em obras serão temporariamente desativados. Os veículos do transporte coletivo que passam pelo trecho, tanto em direção ao centro como no sentido bairro, seguirão pela Avenida Juscelino Kubitschek e Rua Ricardo Edwards até o percurso usual.

Na Rua Saigiro Nakamura circulam as linhas 230 (Tesouro-Colonial), 231 (Tesouro-Vila Dirce), 215 (Tesouro-Aquarius), 251 (Eugênio de Melo) e o alternativo Jardim Guimarães-centro. Os passageiros devem embarcar e desembarcar perto do Senac ou na Avenida Juscelino Kubitschek.

Todo o trecho em obras estará sinalizado, com orientação aos motoristas. Haverá avisos nos pontos de ônibus e dentro dos veículos do transporte coletivo, além de monitoramento pelos agentes de trânsito.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 25/10/2012

Com a obra de duplicação da Tamoios gera empregos novos

A obra de duplicação da rodovia dos Tamoios no trecho de serra, que deve começar no primeiro semestre de 2013, vai gerar 2.500 empregos, 70% deles preenchidos por trabalhadores da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba).

A previsão de geração de postos de trabalho está no Eia/ Rima (Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental), elaborados pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Até a conclusão da duplicação da rodovia, prevista para dezembro de 2013, 6.000 postos de trabalhos deverão ser preenchidos.

As obras na Tamoios começaram em maio pelo trecho de planalto. A previsão é iniciar entre março e abril do ano que vem os contornos norte e sul em Caraguatatuba e São Sebastião, para depois fazer o trecho de serra. Paralisadas desde o último dia 8, as obras no trecho de planalto devem ser retomadas hoje pelos operários. Eles estavam em greve, mas entraram em acordo ontem com as empresas.

O cadastro de trabalhadores interessados em trabalhar nas obras do trecho de serra deverá ser aberto em 2013 pela empresa que vencer a licitação. Segundo o secretário de Relações do Trabalho de São José dos Campos, José Luís Nunes do Couto, os interessados já podem começar a se inscrever no PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador).

“Quando as empresas solicitam um empregado, nosso sistema automaticamente já procura o perfil que se encaixa naquela vaga e ele é chamado.” O cadastramento pode ser feito também via internet, no portal Mais Emprego (www.maisemprego.mte.gov.br).

Nas obras do trecho de planalto na Tamoios, foram chamados 800 trabalhadores na área da construção civil, como operador de máquinas, pedreiro, armador, entre outros.  O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) deve marcar até o final deste ano as audiências públicas para apresentar o traçado do trecho de serra.

Serão ao menos dois encontros, que devem ocorrer em Caraguatatuba e Paraibuna. As datas não foram definidas. “Acho o traçado bom, com impacto ambiental apenas temporário para instalação de pontes. Só o impacto visual será definitivo”, disse o ambientalista Beto Francine, presidente do Instituto Goudwana.

O Vale

Publicado em: 25/10/2012

Governador quer acelerar obras da Tamoios

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) enfrenta hoje seu primeiro teste político após as eleições municipais com a votação do projeto que autoriza a obtenção de empréstimos para a obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios e para a expansão do metrô em São Paulo.

O governo tucano quer acelerar a obtenção dos empréstimos e evitar a aprovação de emendas do PT, que tenta condicionar a ajuda do governo federal à proibição da privatização ou concessão da rodovia. O valor do empréstimo é de R$ 1,958 bilhão e será contratado junto a instituições federais. A mensagem solicitando autorização para a operação de crédito foi encaminhada pelo governador Alckmin à Assembleia Legislativa em agosto último e tramita em regime de urgência.

O governo não definiu o montante do empréstimo que será aplicado nas obras de duplicação da rodovia dos Tamoios, que já está em execução. A Secretaria de Transportes e Logística informou que a alocação de recursos se dará conforme o ritmo das obras, tanto da Tamoios como do Metrô. A pasta informou ainda que a verba da obra da Tamoios já está garantida no orçamento.

A bancada do PT na Assembleia apresentou um pacote de 15 emendas. Entre elas, a que pretende impedir que o governo do Estado realize a concessão, privatização ou transferência, a qualquer título, do controle acionário do Metrô e da nova Tamoios .

O deputado Gerson Bittencourt (PT), membro da Comissão de Transportes da Casa, disse que não faz sentido o governo contrair empréstimo para duplicar a rodovia e depois conceder à iniciativa privada. “A nossa proposta é para que a Tamoios não seja privatizada enquanto o governo não terminar de pagar o empréstimo”, afirmou o parlamentar.

Com relação às demais emendas, ele frisou que a intenção é dar mais transparência ao contrato da operação de crédito. Para o deputado Marco Aurélio de Souza (PT), de Jacareí, o pedido de empréstimo do governo é “genérico”.

“Não informa quando será efetivado, qual o prazo e condições de pagamento e não detalha a aplicação dos recursos.” As emendas da bancada petista foram rejeitadas pelo relator especial do projeto, deputado Samuel Moreira (PSDB), líder do governo na Casa, mas serão votadas em plenário.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Obras do Alphaville são retomadas após embargo

Após sofrer embargo através de uma ação civil movida pelo Ministério Público de São José dos Campos, parte das obras do condomínio de luxo Alphaville, no bairro Urbanova, na zona oeste, foram retomadas esta semana.
Trata-se do aterramento de um lago necessário para a construção de uma via de acesso entre a avenida Possidônio José de Freitas e o futuro empreendimento.

No dia 22 de março, a Cetesb suspendeu a construção da passagem, após vistorias que constataram que os responsáveis pelo condomínio não cumpriram os requisitos ambientais no local. O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar a suposta degradação e danos ao meio ambiente. A ação foi movida pelo promotor Gustavo Médici. Ele iniciou a investigação com base em representação dos moradores.

“Não me conformo, agente fica vendo e não pode fazer nada. Isso não é progresso, é tudo só pelo dinheiro”, disse a aposentada Rosângela dos Santos, 51 anos, que mora no bairro Altos da Serra 1. O MP não comentou a retomada das obras. Até o fechamento desta edição, a assessoria do condomínio Alphaville não respondeu a O VALE.

O Vale

Publicado em: 11/10/2012

Obras da cidade deveram ser entregues até o final do ano

A 80 dias do término do mandato, o prefeito de São Jose dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), administra um pacote de 35 obras em execução e já definiu as que serão entregues até o final do ano. Entre elas está o Centro de Referência da Juventude, uma das vitrines da administração tucana e da campanha do candidato derrotado do PSDB a prefeito, Alexandre Blanco.

O governo acelerou a conclusão do centro, mas não conseguiu entregar a obra durante a campanha eleitoral. O Centro de Referência da Juventude custou R$ 14,1 milhões e vai disponibilizar um pacote de projetos e serviços para o público jovem. O secretário de Governo, Alfredo de Freitas Almeida, disse que o prédio do Centro da Juventude está pronto, mas falta equipar o imóvel para o início das operações.

Também estão na lista de entregas a revitalização e recuperação da praça João Mendes (Sapo) e do Mercado Municipal, a reforma geral do Hospital de Clínicas Sul, a construção da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) do Residencial Gazzo, e as Galerias do Empreendedor do Putim (região sudeste) e do Campo dos Alemães (sul).

A obra da praça João Mendes é executada pela Urbam (Urbanizadora Municipal) e faz parte do projeto Centro Vivo, de revitalização da área. Não serão concluídas, por exemplo, a obra da Arena Esportiva, a maior e mais cara do governo, no valor de R$ 33 milhões (veja texto abaixo) e a reforma da Galeria Pedro Rachid, no centro, que vai abrigar a Unidade de Especialidades da Secretaria de Saúde e outras repartições municipais.

A ampliação do calçadão da rua Sete de Setembro, no trecho do Mercado Municipal, também não dever ser concluída este ano, segundo Almeida. Esse projeto também será executado pela Urbam. O secretário informou que o governo planeja elaborar um cronograma de entregas à medida em que as obras forem concluídas e estiverem em condições de operacionalidade.

“Além da entrega, é preciso que os novos equipamentos sejam entregues à comunidade em condições de uso”, afirmou o secretário. Almeida enfatizou que a meta é concluir o maior número possível de obras, de acordo com os cronogramas. “Todos os cronogramas de execução estão mantidos conforme os contratos e serão cumpridos”, declarou.

Ele ressalvou que, eventualmente, pode ocorrer atrasos em obras, em razão de chuvas, por exemplo. “Vamos entrar no período das chuvas e isso pode provocar atrasos em obras executadas ao ar livre”, ponderou. O secretário de Governo frisou que o governo continua trabalhando normalmente e que nada justifica a paralisação de serviços.

Ele também destacou que não está previsto iniciar e nem licitar nenhuma obra de grande porte. “É possível que sejam licitadas pequenas obras, mas nenhuma de grande porte. Todas as grandes obras previstas no programa do governo já foram licitadas e estão em andamento”, disse o secretário de Governo.

O Vale

Publicado em: 11/10/2012

Operários da Tamoios continuam greve na Rodovia

A greve dos operários das obras de duplicação da Tamoios entrou em seu segundo dia nesta terça-feira (9). Pela manhã, um assembleia com os trabalhadores decidiu pela continuidade do movimento grevista.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil cerca de 1.000 trabalhadores aderiram ao movimento. A categoria reivindica principalmente melhores condições de trabalho e benefícios, como participação nos lucros. Os trabalhadores estão paralisados nos dois canteiros de obras, no trecho de Jambeirox e Paraibunax.

A assessoria de imprensa do Consórcio Encalso manteve a posição de que as reivindicações relacionadas à falta de infraestrutura não procedem porque os problemas têm sido sanados. Sobre os benefícios, foi informado que há uma negociação em andamento com os trabalhadores

G1 (Vnews)

Publicado em: 10/10/2012

Operário da Tamoios entram em greve na obra

Os operários que trabalham nas obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios entraram em greve ontem, por tempo indeterminado. A categoria reivindica melhores condições de trabalho, convênio médico, PLR (participação nos lucros e resultados) de R$ 2.500 e ajuda de custo de R$ 250.

Segundo informou o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, todos os 900 funcionários aderiram à paralisação. Eles são contratados do Consórcio Encalso-S.A. Paulista, que venceu a licitação para a obra no trecho de Planalto, que começou em maio. O valor do contrato é de R$ 557,4 milhões.

No total, o governo do Estado vai gastar na duplicação da Tamoios R$ 4,9 bilhões. A previsão de término das quatro fases do projeto é para dezembro de 2013. Segundo o diretor do sindicato, Jorge Luiz da Costa, os operários são coagidos a se submeterem a uma jornada de trabalho considerada excessiva.

“Eles trabalham 12 horas por dia, mas são obrigados a fazer hora extra, inclusive aos sábados e domingos. E caso se neguem a trabalhar, os encarregados ameaçam com punição”, disse Costa. O sindicalista afirmou ainda que a alimentação é ruim. “As marmitas são frias, a carne é ruim, o arroz é sem tempero. É péssimo”, disse.

Costa afirmou que, por enquanto, as empresas só apresentaram proposta de ajuda de custo de R$ 30. As negociações já estariam ocorrendo há cerca de 20 dias. O VALE entrou em contato ontem, durante todo o dia, com a assessoria do Consórcio Encalso-S.A. Paulista, que não retornou as ligações.

Na entrada do turno das 6h, os funcionários ficaram às margens da Rodovia dos Tamoios, nos trechos de Jambeiro e Paraibuna. Após uma assembleia com o sindicato na porta da sede do consórcio, os operários foram orientados a voltar para casa.

Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, não houve lentidão no trânsito por conta do movimento grevista. Porém, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) cancelou uma detonação de rochas que estava prevista para ocorrer ontem no km 17 e km 52. O órgão não confirmou se motivo da mudança foi a greve.

Para hoje, está prevista a interdição total em dois trechos da rodovia para a detonação de rochas: do km 15,9 ao km 16,9 e do km 49 ao km 50. A pista será bloqueada a partir das 12h. A previsão é que a via seja liberada até as 14h. A Secretaria de Estado dos Transportes não comentou a paralisação dos operários.

O Vale

Publicado em: 09/10/2012

Perante a lei de Zoneamento, expansão da ETEP vai contra

A ampliação do número de estudantes nas dependências da Etep (Escola Técnica Professor Everaldo Passos), na avenida Rio Branco, no Jardim Esplanada, zona central de São José, estaria ferindo a lei complementar 428/10, de agosto de 2010, assinada pelo então secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

A ampliação não deveria ser realizada, já que o trânsito de veículos dos alunos causa transtornos no bairro. De acordo com carta publicada pela Aabe (Associação Amigos do Bairro Esplanada), a atividade desenvolvida na Etep (ensino fundamental, médio, técnico, 3º grau, pré-vestibular e pós- graduação) não é mais permitida no local por causa da lei de zoneamento, que classificou a avenida Rio Branco como sendo CR1, que permite o uso residencial e atividades de serviços com vagas próprias de estacionamento, como por exemplo, consultórios, escritórios e escolas infantis.

Atualmente, a escola conta com 5.000 alunos 4.300 no período noturno. Com a aquisição do IBTA (Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada), anunciada no mês passado, o prédio passará a contar, a partir do ano que vem, com mais 800 alunos.

“Nossa principal reclamação é de que a escola não absorve a demanda de carros que ela causa. As ruas ficam tomadas por veículos, inclusive trazendo transtornos já que temos que por várias vezes chamar agentes de trânsito porque as pessoas têm parado inclusive em frente de garagens”, afirmou Maria Lúcia Fonseca Garcia, presidente da associação. A Etep possui 68 vagas dentro de seu prédio.

Procurado por O VALE, o secretário de Planejamento Urbano, Oswaldo Vieira de Paula Júnior, não se manifestou. De acordo com nota da assessoria de imprensa da Prefeitura, até o momento, a Secretaria não recebeu pedidos de reconsideração da situação.

De acordo com a assessoria de imprensa da Etep (Escola Técnica Professor Everardo Passos), o centro educacional é de 1956 e os seus cursos superiores existe desde 1972, anteriores à lei complementar 428/10, apresentada pela Aabe (Associação Amigos do Bairro Esplanada), de agosto de 2010.

Ainda segundo ela, a lei se refere à expansão espacial do prédio, cuja possibilidade inexiste por falta de espaço. Para sanar o problema do excesso de carro nas ruas, estão sendo estudados locais onde deverão ser construídos estacionamentos para os alunos.

Além disso, a partir do ano que vem, será lançada a campanha Carona Solidária, que visa incentivar os alunos a se juntarem em grupos para ir à escola. Sobre os cursos de pós-graduação, criado após a lei complementar, estes serão ministrados em breve na faculdade Bilac, na região central.

O Vale

Publicado em: 04/10/2012

Arena Esportiva será entregue pelo novo Prefeito

A Arena Municipal de Esportes de São José será entregue só no ano que vem, em data ainda desconhecida.
A um custo de R$ 33,3 milhões, a obra foi inicialmente projetada para ser concluída em agosto último. Depois, reconhecendo os atrasos, a administração do prefeito Eduardo Cury (PSDB) prometeu entregar a arena no final deste mês.

Ontem, porém, o governo municipal admitiu que o complexo esportivo só será entregue no ano que vem. “Já é um fato notório que está sendo construída a Arena de Esportes. Houve atraso. Os recursos que estamos colocando a mais na Secretaria de Esportes para o ano que vem é para pagar o final da obra”, afirmou a O VALE o secretário de Fazenda, José Liberato Júnior.

O Orçamento da pasta de Esportes no ano que vem, segundo projeto de lei com as diretrizes orçamentárias enviado ontem pela prefeito à Câmara, será de R$ 58 milhões crescimento de 32,4% ante os R$ 43,8 milhões atuais.

Ontem, os secretários de Obras, Flávia Pitombo, e de Esportes, Sérgio Theodoro, não comentaram o atraso.  No final de agosto, quando o presidente da empreiteira responsável pela obra, a Recoma, Sérgio Schildt, revelou a O VALE que seria impossível entregar a obra antes de 31 de outubro, Flávia se disse surpresa.

Na época, ela multou a Recoma em R$ 330 mil alegando que, até então, apenas 24% da obra estavam prontos. Obra vitrine do governo Cury, por se tratar de uma promessa de campanha, a Arena Municipal de Esportes, inclusive, foi incorporada pela campanha do candidato do PSDB à sucessão municipal.

O tucano Alexandre Blanco foi à TV na semana passada e disse que vai concluir a arena em seu governo, caso eleito. Sua coordenação de campanha afirmou que é um “compromisso” do plano de governo de Blanco entregar a obra.

Para o coordenador da campanha majoritária do PT, Wagner Balieiro, é preocupante a situação da arena. “É uma obra que nos preocupa muito. Precisamos terminá-la. Mas, pelo ritmo, é difícil dizer quando vai ser entregue”, afirmou. O PT, que lançou Carlinhos Almeida, tem feito sucessivas críticas à gestão de obras do governo Cury.

No caso da arena, além dos atrasos (devido a problemas com o terreno e as chuvas, segundo a administração), há outros agravantes. Contestações no TCE (Tribunal de Contas do Estado) e uma guerra de liminares entre as empreiteiras que disputaram o serviço, a Recoma e a Sérgio Porto Engenharia, atrasaram o início das obras em pelo menos seis meses.

O Vale

Conselho estadual realiza reunião para analisar Tamoios

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) deve marcar até o final do ano as audiências públicas na região para apresentar o traçado do trecho de serra da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios. Serão ao menos dois encontros com a população, ambientalistas e entidades, que devem ocorrer em Caraguatatuba e Paraibuna. As datas não foram definidas.

Na última segunda-feira, a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) protocolou na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) os estudos de impacto ambiental da obra. O documento será publicado no site da Dersa (www.dersa.sp.gov.br) na semana que vem para consulta.

O trecho de serra da Tamoios tem 20,6 quilômetros de extensão e é o mais caro e difícil de construir. Será feita uma nova pista pelo Parque Estadual da Serra do Mar que terá nove viadutos, cinco túneis e cruzamento em desnível.

A intenção da Dersa é seguir o mesmo parâmetro do sistema Anchieta-Imigrantes, que liga a capital com a Baixada Santista. Na serra, a Tamoios terá uma pista para subir e outra para descer. Da estimativa de R$ 4,9 bilhões para a duplicação, a serra deve consumir quase a metade desse valor.

A principal preocupação de ambientalistas é com a execução da obras, que será feita em áreas protegidas pela legislação ambiental. O EIA/Rima (Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) do trecho de serra da Tamoios será analisado pela Cetesb e depois enviado ao Consema.

Segundo a Cetesb, as sugestões feitas durante as audiências públicas poderão ser incluídas ou até mudar o projeto original, dependendo da viabilidade técnica. Somente após essa fase é que a Cetesb poderá emitir ou não a licença prévia para a licitação e depois construção das obras do trecho de serra. O relatório da Cetesb terá que ser avaliado pelo Consema.

Segundo Laurence Casagrande Lourenço, diretor presidente da Dersa, todas as fases do empreendimento estão sendo cumpridas. Em maio deste ano, o governo iniciou as obras no trecho de planalto da Tamoios. A previsão é de começar em março e abril de 2013 os contornos norte e sul em Caraguatatuba e São Sebastião, para depois iniciar o trecho de serra.

O Vale