Ex-Prefeito Emanuel pretende volta ao Paço em 2016

Com apenas sete meses do governo Carlinhos Almeida (PT) em São José dos Campos, o deputado federal e ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) avisa: o PSDB vai vencer a eleição de 2016 e reconquistar a prefeitura, que comandou por 16 anos consecutivos. “Quem decide quem vai ganhar a eleição é a população. Mas estou confiante de que vamos vencer. Temos legado de 16 anos de bom trabalho reconhecido pela população e somos uma força na cidade”, afirmou Emanuel, em entrevista exclusiva a O VALE . Ele reconheceu que o PSDB perdeu a “sensibilidade das ruas”, criticou o aumento da tarifa de ônibus e disse que o governo Carlinhos ainda está devendo na área de saúde.

Legado do PSDB.
Depois de 16 anos de governos, acredito que deixamos legado de melhoria em todos os serviços públicos. A cidade teve uma urbanização bastante acelerada e bem feita. Todo mundo que vem conhecer São José vai embora encantado com nossa infraestrutura e a qualidade dos nossos serviços públicos. Eu acredito que em todas as áreas nós avançamos bastante.

Derrota na eleição.
Havia um sentimento de mudança, que detectamos ainda antes da eleição e que não significa reprovação ao nosso trabalho. E este sentimento não foi só em São José, aconteceu nas maiores cidades de São Paulo. É um sentimento que aconteceu, está acontecendo e acho que vai se repetir na eleição do ano que vem. Acho que foi o maior motivo para a nossa derrota.

Recusa de candidatura.
Não fui candidato por questão bastante pessoal. Tinha que tomar conta da Juana [Blanco, sua mulher que morreu em março último]. Não faria campanha com cabeça no lugar. Não teria sido bom candidato e acho que não seria bom prefeito. Se fosse candidato teria ganho? Não sei. Fazendo uma análise política, acho que poderia ter ganho porque saí do governo com avaliação positiva alta. Vamos disputar a próxima eleição para ganhar. Vou estar junto para isto, mas não sei se serei candidato. Insisto na tese do novo.

Mea-culpa.
Obviamente que depois de 16 ano de governos há certo desgaste e acomodação. Era preciso reciclar e por isto procuramos um candidato novo e atrair gente nova para o time. Porque você acaba perdendo um pouco a sensibilidade das ruas e perde aquela sensibilidade aguda de quem está fora do governo. Você passa a ouvir menos. Não sei se foi um erro ou se foi algo normal. Mas não é por má vontade nem por salto alto. Nós estamos na oposição agora e é incrível como você readquire esta sensibilidade das ruas. Para o PSDB, estar fora do governo vai propiciar que voltemos com nova mentalidade e novo gás.

Governo Carlinhos.
O problema de São José continua sendo a saúde. É preciso investir de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões acima do orçamento e é isto que faríamos se tivéssemos vencido a eleição. Iríamos fazer mais convênios, contratar mais médicos e enfermeiras. Enfrentar com mais vigor esta demanda. Já tivemos mudança de secretário, os problemas persistem e a população continua reclamando. Ainda estamos esperando o governo fazer o que prometeu na campanha para a área de saúde. Teve também o aumento da passagem de ônibus, que foi muito salgado e muito pesado.

PSDB na oposição.
Temos que fiscalizar o governo, mas também temos que estar mais nas ruas ouvindo as pessoas para nos prepararmos para a próxima eleição. O PSDB tem que aprender algumas lições enquanto está no processo eleitoral, procurar solucionar os eventuais erros que tenha cometido para quando chegar na próxima eleição propor o que a população está querendo.

Eleição de 2016.
Quem decide quem ganhará a eleição é a população. Mas estou confiante de que venceremos. Temos um legado de 16 anos de bom trabalho reconhecido pela população e nosso grupo tem espírito público e preocupação com ética. Nós perdemos a eleição, mas somos uma força na cidade.

Protestos.
É uma manifestação política da população contra todo o sistema político. Como foram bastante expressivas as manifestações, é hora de darmos uma resposta. O Congresso deve fazer a reforma política urgentemente.

Ações judiciais.
Tem a ação penal do STF no caso dos tíquetes- alimentação de quando era prefeito e a questão das festas nos bairros. Mas nos dois casos não houve nenhuma ilegalidade. Não tem ninguém mais honesto do que eu e vou provar minha inocência. Não estou enquadrado na Ficha Limpa e estas questões não vão atrapalhar eventuais novas candidaturas.

Arena Esportiva será entregue pelo novo Prefeito

A Arena Municipal de Esportes de São José será entregue só no ano que vem, em data ainda desconhecida.
A um custo de R$ 33,3 milhões, a obra foi inicialmente projetada para ser concluída em agosto último. Depois, reconhecendo os atrasos, a administração do prefeito Eduardo Cury (PSDB) prometeu entregar a arena no final deste mês.

Ontem, porém, o governo municipal admitiu que o complexo esportivo só será entregue no ano que vem. “Já é um fato notório que está sendo construída a Arena de Esportes. Houve atraso. Os recursos que estamos colocando a mais na Secretaria de Esportes para o ano que vem é para pagar o final da obra”, afirmou a O VALE o secretário de Fazenda, José Liberato Júnior.

O Orçamento da pasta de Esportes no ano que vem, segundo projeto de lei com as diretrizes orçamentárias enviado ontem pela prefeito à Câmara, será de R$ 58 milhões crescimento de 32,4% ante os R$ 43,8 milhões atuais.

Ontem, os secretários de Obras, Flávia Pitombo, e de Esportes, Sérgio Theodoro, não comentaram o atraso.  No final de agosto, quando o presidente da empreiteira responsável pela obra, a Recoma, Sérgio Schildt, revelou a O VALE que seria impossível entregar a obra antes de 31 de outubro, Flávia se disse surpresa.

Na época, ela multou a Recoma em R$ 330 mil alegando que, até então, apenas 24% da obra estavam prontos. Obra vitrine do governo Cury, por se tratar de uma promessa de campanha, a Arena Municipal de Esportes, inclusive, foi incorporada pela campanha do candidato do PSDB à sucessão municipal.

O tucano Alexandre Blanco foi à TV na semana passada e disse que vai concluir a arena em seu governo, caso eleito. Sua coordenação de campanha afirmou que é um “compromisso” do plano de governo de Blanco entregar a obra.

Para o coordenador da campanha majoritária do PT, Wagner Balieiro, é preocupante a situação da arena. “É uma obra que nos preocupa muito. Precisamos terminá-la. Mas, pelo ritmo, é difícil dizer quando vai ser entregue”, afirmou. O PT, que lançou Carlinhos Almeida, tem feito sucessivas críticas à gestão de obras do governo Cury.

No caso da arena, além dos atrasos (devido a problemas com o terreno e as chuvas, segundo a administração), há outros agravantes. Contestações no TCE (Tribunal de Contas do Estado) e uma guerra de liminares entre as empreiteiras que disputaram o serviço, a Recoma e a Sérgio Porto Engenharia, atrasaram o início das obras em pelo menos seis meses.

O Vale

Cidade é vista com olhos de Candidatos ao Paço

A disputa pelo Paço em São José em pleno período que antecede o 245º aniversário da cidade ajuda a trazer à tona a relação de cada candidato com o município. A convite de  O VALE, os sete candidatos a prefeito responderam uma breve entrevista na qual cada um relacionou a cidade a um ponto específico, descrevendo como liga a cidade a diferentes temas.

Os candidatos responderam como resumir São José em: um lugar, uma música, uma paisagem, uma qualidade marcante, um desafio, uma alegria, uma tristeza e também uma palavra. Ao responder sobre como resumir São José em um lugar, o candidato Alexandre Blanco (PSDB) citou quatro. O DCTA, Parque Tecnológico, o Parque da Cidade e o Banhado integraram a lista dele.

“São José tem essa dicotomia entre o tecnológico e o rural. O Banhado traduz exatamente essa ligação de São José como falei: você olha para a esquerda e vê a potência econômica. À direita, tem a São José rural, com o Rio Paraíba ao fundo”, disse.

O candidato petista ao Paço, Carlinhos Almeida (PT), também elegeu o Banhado como referência de lugar. “A vista do Banhado sempre mostra o que temos preservado e também a cidade com seu crescimento e pujança”. O candidato Fabrício Correia (PSDC) elegeu o Parque da Cidade, pelo encontro entre as histórias da cidade e a sua pessoal.

“Tenho uma relação afetiva com o local porque foi lá que conheci minha esposa, mãe dos meus sete filhos”, afirmou o candidato. No quesito música, muitos candidatos titubearam ao eleger uma canção ou referência musical que identifique São José.

Depois de pedir alguns minutos para pensar, o candidato Ernesto Gradella (PSTU) elegeu o grupo Trem da Viração como o que melhor representa a cidade. Gilberto Silvério (PSOL) escolheu os versos “Quero nossa cidade sempre ensolarada/ Os meninos e o povo no poder, eu quero ver/ São José da Costa Rica, coração civil” eternizados por Milton Nascimento na canção “Coração Civil”, de 81.

Fabrício Correia elegeu “Grandes Coisas”, canção do cantor gospel Fernandinho como ícone.  O “Hino do Bicentenário de São José” foi citado por Blanco e por Antônio Alwan (PSB). Já “Minha Cidade”, de Sérgio Weiss foi citada por Carlinhos Almeida e Cristiano. O urbanista Flávio Mourão explica que é comum que o Banhado e o Parque da Cidade sejam citados como ícones, mas salientou que é um bom momento para se falar de preservação da memória.

“A cidade precisa consolidar suas memórias e desenhos para não depender só de cosias naturais”, disse. Ele ainda ressaltou que há outros pontos importantes na cidade, como o prédio da faculdade de direito da Univap. “Aquelas grades, por exemplo, são irregulares, porque ali é uma praça”.

Para o músico e produtor musical Fábio Alba, da gravadora Oversonic Music, o fato de quatro dos candidatos terem citado músicas ligadas à cidade com no mínimo quatro décadas, não implica que São José não tenha referências novas. “Só acho que o estereótipo mudou. A ‘velha guarda’ da cultura joseense insiste em colocar a música da cidade como se ela ainda fosse representada por moda de viola ou folclore”, afirma.

O Vale

Candidatos apostam em Padrinho Políticos nesta eleição

Candidatos à Prefeitura de São José dos Campos apostam em ‘padrinhos políticos de luxo’ para alavancar suas campanhas. O candidato do PT, Carlinhos Almeida, vai utilizar a imagem da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva em seu material de campanha.

Em banners, placas e folhetos de apresentação, o petista vai aparecer ao lado das duas lideranças. “Em todo material que for possível iremos colocar as imagens de Dilma e do Lula. Nós queremos, com o Carlinhos como prefeito, aumentar a parceria de São José com o governo federal”, disse Wagner Balieiro, coordenador de campanha.

Para Balieiro, “o mais importante é mostrar que São José pode avançar nas parcerias com o governo federal”. O tucano Alexandre Blanco postou em seu site uma mensagem que recebeu de Geraldo Alckmin (PSDB) para mostrar ao eleitorado que tem sua candidatura o aval do governador. Em seus primeiros mini-outdoors, o candidato também aparece ao lado do deputado federal Emanuel Fernandes, seu padrasto, e do prefeito Eduardo Cury.

Obras tocados pelo governo do Estado, como a duplicação da rodovia dos Tamoios e o projeto de um Hospital Regional em São José também têm destaque no material.

“A imagem de Cury e Emanuel estão no primeiro material de campanha de Blanco em razão do legado do PSDB na cidade e da aprovação do governo”, disse o coordenador da campanha tucana, Anderson Farias Ferreira.
Segundo ele, na próxima leva de material, em agosto, Alckmin também estará presente em placas, folhetos e mensagens de televisão.

Quem também pretende investir na imagem de lideranças com projeção nacional é o PSB de Antonio Alwan. O candidato vai buscar o apoio de alguns dos principais nomes do partido, como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, e o presidente estadual do PSB, Marcio França.

“Eles devem fazer gravações para mostrar que o nosso candidato é qualificado”, disse o vereador Walter Hayashi. O PSB também pretende trazer o deputado federal Romário a São José. O candidato do PV, Cristiano Pinto Ferreira, disse que o partido também deve trazer estrelas do esporte para reforçar a campanha, como o ex-jogador Roque Júnior.

“A presença do Roque deixa clara nossa proposta de trabalhar projetos socio-esportivos voltados principalmente para a recuperação de jovens com dependência química”, afirmou o vereador. O candidato do PSDC, Fabricio Correia, aposta no apoio do presidente nacional do partido, José Maria Eymael.

“Vamos ter a presença do Eymael, que fez questão de apoiar nossa candidatura. Ele vai estar na campanha, seja nos programas de TV ou presencialmente. A foto de Eymael será exponencial nos próximos materiais”, disse. O PSTU, de Ernesto Gradella, pretende convocar a força sindical para reforçar a campanha do partido, entre eles o ex-candidato a presidente da República, José Maria de Almeida.
O PSOL também vai apostar em lideranças nacionais.

O Vale

Transporte Coletivo Municipalizado é meta de Candidato

O candidato do PSTU à Prefeitura de São José dos Campos, Ernesto Gradella, tenta pela terceira vez chegar ao Paço com a meta de fazer uma transformação radical na administração pública. Ele defende uma maior participação da população na condução do plano de governo e promete intervenções como a municipalização do transporte público, mutirões na habitação e o fim das privatizações na área da saúde.

Gradella também criticou o controle exercido pelo Executivo sobre a Câmara. “Hoje a prefeitura não administra para a população, mas para a elite econômica. A nossa administração seria voltada para a baixa renda e contra esse modelo de ficar dando presentinho para controlar vereador”.

Leia os principais trechos:

Para o senhor, o que significa administrar São José?
Significa rever os investimentos de um orçamento de uma cidade muito rica como São José, na casa R$ 1,7 bilhão, para atender diretamente a população mais pobre. São José não é uma cidade carente, mas, pelo que nós vemos, a administração não investe na população mais pobre, e isso não faz sentido em uma cidade rica como essa. Como prefeito, vou estar voltado para o setor mais necessitado.

Qual é o perfil ideal de um prefeito, na sua concepção?
Ele precisa ter interesse e conhecimento da realidade da população. Nós estamos assistindo os prefeitos ligados mais aos setores empresariais, de empreiteiras e imobiliárias. Há uma certa privatização do dinheiro público, que tem que deixar de acontecer. O prefeito tem que ser transparente e consultar a população sobre os seus projetos. Queremos a população participando não só com voto, mas depois, na administração.

Caso eleito, qual será a prioridade de seu governo?
Temos algumas questões que se tornaram problemas, como a Saúde. Ainda existem pessoas que esperam anos e anos por um tratamento especializado. É necessária uma mudança na estrutura da saúde como está hoje, gasta-se muito com os hospitais privatizados, com a SPDM e o Provisão, enquanto nós vemos a população aguardando quatro anos para obter uma cirurgia. É necessário também uma mudança na moradia. Nós estamos com um déficit habitacional grande, e a prefeitura não constrói casa e ainda destrói as que existem. Há várias outras formas de se garantir moradia para população, liberando crédito e terreno, e sai inclusive mais barato para população. Há uma terceira questão, que é a falta de creches.

Por favor, cite três qualidades que o senhor considera essenciais para um administrador público.
Primeiro, tem que ter olhar social e estar voltado aos setores mais necessitados. Outra qualidade é não ter medo de fiscalizado. Ele também tem ouvir a população para administrar.

Que falhas o senhor identifica no atual governo?
É um governo que faz uma maquiagem na cidade na parte central, mas que deixa escondido um setor que vive em áreas totalmente abandonadas. Que gasta milhões em obras sem qualquer discussão com a população e sem nenhuma fiscalização. Quantas comissões tivemos na Câmara que tenham investigado o preço de uma obra nesses 16 anos?

Quais foram os pontos positivos do atual governo?
A prefeitura realizou uma infinidade de obras, discutíveis. É uma cidade que tem obras, e isso aí de alguma maneira movimenta a economia. Mas, infelizmente, essas obras não são discutidas com ninguém. São José enfrenta uma crise de empregos com programas de demissão voluntária na indústria automotiva e saldo negativo na geração de empregos. Comente. A prefeitura não pode ficar omissa como assistimos agora. Ela forneceu vantagens para alguns setores, mas não exigiu a contrapartida.

O trânsito de São José mata mais que homicídios e no sistema de transporte coletivo persistem as queixas sobre superlotação e atrasos. Como mudar o quadro?
Nós não vamos conseguir ficar criando avenida em São José para colocar carro. Tem que melhorar o transporte coletivo e oferecer ciclovias, que poderiam ser usadas por parte da população nos deslocamentos. Hoje, o sistema viário apenas privilegia carro. Continuamos com o transporte mais caro do país. Andar de carro não pode ser mais barato que de ônibus, como é aqui. Não podemos deixar a população pagar esse preço abusivo. Com a municipalização do transporte, isso não seria possível. A prefeitura faz propaganda, mas só oferece um transporte ineficiente.

A fila da habitação em São José tem 27 mil pessoas e o prefeito assumiu o compromisso de providenciar casas para os ex-moradores do Pinheirinho. Como o senhor vai conciliar o atendimento da fila com a realocação dos sem-teto?
Nós temos que atender a população do Pinheirinho mais essa infinidade de 27 mil famílias que estão sem moradia. O Pinheirinho serviu de alerta para fazer a prefeitura pensar que tem trabalhadores que ganham menos de três salários mínimos e que não são atendidos em nenhum programa habitacional. Temos que produzir casas por mutirão ou financiamento de material. A prefeitura não pode fazer só 300 casas por ano e ainda demolir casas de trabalhadores. Essa violência tem que acabar. Precisamos pegar as áreas onde podem ser construídas casas e transformá-las em áreas de interesse público.

São José tem 40 mil pessoas na fila por consultas com especialistas na rede pública de saúde. Por favor, faça um balanço da atuação da prefeitura nesta área.
Eu conheço pessoas que aguardam por cirurgia no joelho há três anos. Precisamos redirecionar os gastos da Saúde. A prefeitura gasta muito com a Saúde, mas de maneira ineficiente, como a parte que ela privatizou. E a população que não consegue ser atendida fica nessas filas de espera. Tem que melhorar o salário dos médicos dentro do padrão das grandes cidades e, ao mesmo tempo, replanejar as verbas, além de fazer mutirão emergencial de cirurgias.

Como vocês pretendem ganhar a simpatia do eleitor?
O PSTU tem uma proposta clara e vai apresentar uma programa completo. Vamos ser a cara da oposição. O PSTU não é aquele partido múmia, que se desenterra somente na época da eleição. O partido está nas lutas sindicais, nos movimento sociais como o do Pinheirinho e na luta contra o aumento dos vereadores, independentemente de ter parlamentar. Acreditamos que a rejeição vem da falta de conhecimento das nossas propostas.

O Vale

Governador pressiona Emmanuel para Candidatura

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a pressionar o deputado federal e ex-prefeito de São José, Emanuel Fernandes, a lançar candidatura à prefeitura da cidade neste ano. Ainda há a esperança, entre dirigentes tucanos estaduais, de que Emanuel Fernandes reconsidere seu posicionamento e aceite disputar novamente o Paço.

Desde o começo das discussões no PSDB acerca da sucessão em São José, iniciadas oficialmente em março passado, Emanuel Fernandes, que governou o município de 1997 a 2004, tem afirmado que não está nos seus planos a candidatura.

Alckmin, porém, considera a presença do deputado, que foi secretário de Planejamento do atual governo estadual, indispensável no cenário de São José. Emanuel, segundo interlocutores do governador, é considerado o único nome com musculatura para disputar o Paço e impedir o crescimento do PT na cidade, estratégica no Estado.

Outra garantia seria a construção de uma base sólida no município, com mais de 438 mil eleitores, para a campanha de reeleição de Alckmin ao governo do Estado em 2014. Tais apontamentos foram tratados em encontro entre Alckmin e Emanuel Fernandes, na semana passada, na capital. Outra reunião para tratar do assunto, segundo fontes do governo, deve ocorrer na sexta-feira.

Enquanto caciques estaduais tucanos não conseguem convencer Emanuel, o PSDB de São José vive clima de indefinição. Atualmente, os tucanos trabalham com seis nomes como possíveis alternativas ao ex-prefeito.
Os dois mais cotados são os ex-secretários de Juventude, Alexandre Blanco, e de Governo, Claude Mary de Moura. O primeiro, enteado de Emanuel, conta com a bênção do deputado. A segunda é a preferida de Cury.

Além dos dois, também se colocaram à disposição os ex-secretários Felício Ramuth (Comunicação) e Marina de Fática de Oliveira (Defesa do Cidadão), o ex-vereador Luiz Paulo Costa e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José, Julio Aparecido Costa Rocha.

Na última segunda-feira, o coordenador do processo da sucessão, o prefeito Eduardo Cury, afirmou aos pré-candidatos que finalizou as consultas que julgava necessárias para a definição do ‘nome ideal’.

O presidente do diretório estadual do PSDB, o deputado estadual Pedro Tobias, disse que a cúpula da legenda no Estado nem chegou a discutir os nomes dos que se colocaram à disposição. “Não discutimos nomes A, B ou C. Ainda não perdi a esperança no Emanuel. Todo mundo está torcendo para que ele saia”, afirmou.

Tobias disse que, em caso de recusa do Emanuel, “com certeza o diretório municipal, guiado por suas lideranças”, encontraria um novo nome. “Nós vamos ganhar em São José, mas com o Emanuel isso é garantido. Ele é um símbolo, tem uma maneira de governar exemplar, sem desmerecer os outros candidatos”, emendou o dirigente tucano. Emanuel Fernandes confirmou o encontro com o governador, mas não comentou o pedido pela candidatura.

O Vale