Centro da Juventude pode ser entrega antes das Eleições

A 17 dias da eleição, a Prefeitura de São José decidiu fazer um ‘mutirão’ para tentar entregar antes do pleito o novo Centro da Juventude, principal vitrine do candidato Alexandre Blanco (PSDB), que está atrás nas pesquisas de intenção de voto.

Pelo menos 15 funcionários da Secretaria de Serviços Municipais e da Urbam foram recrutados para fazer o calçamento frontal do prédio e um bicicletário. Uma empresa terceirizada está concluindo o paisagismo. A expectativa dos funcionários é que a obra seja entregue à população amanhã, mesma data cogitada para a primeira visita do governador Geraldo Alckmin a São José nesta campanha.

Entre os militantes tucanos, é cogitada uma visita de Alckmin ao centro, obra iniciada na gestão de Blanco à frente da secretaria. A entrega do centro e a visita do governador são os principais trunfos do PSDB para reverter a desvantagem do tucano em relação ao candidato do PT, Carlinhos Almeida, que lidera as intenções de voto.

Avaliado em R$ 14,1 milhões, o Centro da Juventude tinha a entrega prevista para maio, mas um aditamento na obra atrasou a entrega para o dia 15 de julho. Embora a prefeitura afirme que a obra já foi concluída, funcionários da Tecsul Engenharia, empresa responsável pelo serviço, ainda fazem reparos na parte interna do prédio.

“A empresa tem 90 dias para fazer correções, ajustes e a manutenção necessária. Mas a obra já foi entregue e a última medição paga”, disse a secretária de Obras, Flavia Pitombo. Segundo ela, os serviços de paisagismo são de responsabilidade da Tecsul e estão em fase de manutenção. No local, 10 funcionários de uma empresa terceirizada executam os serviços de paisagismo.

O secretário de Juventude, Fabricio Máximo, afirmou ter contratado a SSM para fazer o calçamento e um bicicletário para 70 bicicletas. Funcionários da Urbam foram cedidos à SSM. “Essa obra não estava no escopo do projeto mas foi contratada”, disse.

A expectativa dos funcionários é de que a obra seja concluída em dez dias. O próprio secretário admite que a pista de caminhada, as quadras de futsal e basquete e o pavilhão já estão aptos para o uso da população. “A abertura depende de ajustes finais e das instalações das secretárias parcerias.”

Outro trunfo tucano é a visita de Alckmin. “Neste sábado marcamos visitas do governador a cidades da Grande São Paulo, mas é ele que escolhe onde irá. Nós sugerimos São José dos Campos, São Carlos, Santos, Guarulhos e Ribeirão Preto. E ele aceitou, mas a data de visita é ele quem escolhe”, disse o presidente estadual do partido, Pedro Tobias.

O Vale

Contrato é rompido com empresa que construia Escola

A Prefeitura de São José suspendeu o contrato com a empresa CKR Engenharia e Construções, de São José, que construía uma escola estadual no bairro Altos da Vila Paiva, na região norte, por atrasos na obra. Iniciada em 3 de novembro do ano passado, com prazo de nove meses e orçada em R$ 3,64 milhões, a escola deveria ter sido entregue em 30 de julho deste ano.

Segundo a administração, apenas 21% dos serviços foram executados dentro do prazo e a obra foi paralisada em 2 de agosto deste ano. A empresa, que já recebeu R$ 791 mil, teve o contrato de rompido e será impedida de assumir novos serviços com a prefeitura pelos próximos dois anos.

Proprietário da construtora, o engenheiro Carlos Moreno acusa a prefeitura de fornecer projetos com erro e de não fiscalizar o andamento da obra como deveria, causando atraso no cronograma. A nova escola estadual da região norte tem 10 salas para alunos de ensino fundamental e está sendo construída por meio de convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Estado da Educação, que financia a obra.

São cerca de 2.700 metros quadrados com prédio, quadra e estacionamento. A previsão é que o complexo seja municipalizado. Para tocar o restante da obra, a prefeitura convocou a empresa EXM Construtora e Incorporadora, segunda colocada na licitação, que já aceitou finalizar o projeto pelo valor remanescente, de R$ 2,89 milhões.

A empresa vai começar a trabalhar na segunda quinzena de setembro e com prazo de conclusão de nove meses. Na avaliação da prefeitura, não haverá prejuízo no plano educacional em razão de a escola ter sido planejada para “cobrir futuras demandas na rede pública na zona norte”. A Secretaria de Estado da Educação informou que dará apoio para a finalização da obra dentro do novo prazo.

O engenheiro Carlos Moreno, proprietário da CKR Engenharia, disse que havia erros no cálculo dos níveis para a construção do prédio, quadra e estacionamento da nova escola estadual na região norte. A empresa foi suspensa pela prefeitura por não conseguir entregar a obra no prazo.

Segundo Moreno, os erros e a falta de vistoria regular de fiscais da prefeitura no início da obra, no final de 2011, teriam prejudicado o andamento dos serviços. Ele também afirmou que o prazo de nove meses teria sido subdimensionado.

“Uma obra desse tamanho exige 18 meses. Para piorar, depois que detectamos erros no projeto, a prefeitura demorou muito em resolver os problemas”, afirmou Moreno, que reivindica cerca de R$ 350 mil por trabalho ainda não remunerado e materiais no canteiro. “Também pedi e não recebi documentos da prefeitura. É cerceamento de defesa.” A prefeitura informou que a CKR já havia sido advertida por atraso em reforma e ampliação de escola na zona sul.

O Vale

Obras de Revitalização no Centro é assumida pela URBAM

A Prefeitura de São José dos Campos contratou a Urbam (Urbanizadora Municipal), sem licitação, para executar um pacote de projetos do Plano Estratégico Centro Vivo no valor global de R$ 2,3 milhões, em um prazo de oito meses.

Vinculada à administração municipal, a Urbam vai executar, até o final do ano, quatro obras do Centro Vivo, projeto de revitalização do centro, lançado e coordenado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), em parceria com a prefeitura.

O pacote contempla a construção do novo calçadão da rua 7 de Setembro, ao lado do Mercado Municipal, ampliação das calçadas e elevação do pavimento da rua Sebastião Humel, no trecho do mercado e defronte os dois calçadões laterais ao mercado, obras de alargamento das calçadas da rua 15 de Novembro em frente à praça Afonso Pena e complementação da revita-lização da praça João Mendes (Praça do Sapo).

Ainda está contemplado no pacote a implantação de iluminação ornamental no prédio do Mercado Municipal para valorização do patrimônio histórico. A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, afirmou que a contratação da Urbam foi para dar mais agilidade às obras, que terão que ficar pronta até o final do ano, antes do início da temporada de compras de Natal.

“Se os projetos fossem licitados, não haveria tempo para a conclusão das obras dentro do prazo que desejamos”, afirmou a diretora. Segundo Cynthia, o processo de contratação da Urbam foi precedido de um levantamento de preços para verificar se os valores ofertados pela empresa eram competitivos.

“As obras de alargamento de calçadas, elevação de piso e ampliação do calçadão visam priorizar o pedestre”, disse a diretora do Ipplan. Ela citou como exemplo, a ampliação da calçada na rua Sebastião Humel, defronte o Mercado Municipal.

“Nesse trecho, a velocidade dos veículos será reduzida e o pedestre terá prioridade e tranquilidade para circular”, disse. As obras do novo calçadão estão programadas para começar nos próximos dias.
Já a construção do calçadão da travessa Chico Luiz, também ao lado do mercado, terminam hoje, segundo o Ipplan.

Na praça João Mendes, a Urbam vai fazer instalações hidráulicas e elétricas e a troca do piso. A revitalização do local compartilhada com o Shopping Centro. “Como a praça é tombada pelo Patrimônio Histórico, é necessário seguir o padrão do local, como o piso, que tem que ser de ladrilhos hidráulicos similares aos originais”, relatou a diretora do Ipplan.

De acordo com Cynthia, quando as obras forem concluídas, o comércio do centro será dinamizado e haverá mais conforto para os pedestres.

O Vale

Mesmo depois de um ano, Arena ainda não tem projeto definido

Um ano após o início da construção da Arena Municipal de Esportes, principal obra do governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) em São José dos Campos, a administração ainda não tem o projeto do complexo totalmente pronto.

O VALE apurou que a Construtora Montebelense, de São Luís de Montes Belos (GO), contratada em março de 2010 para fazer o projeto executivo da Arena, por R$ 269 mil, ainda está entregando revisões das plantas o projeto da rede elétrica do ginásio, por exemplo, foi concluído somente na semana passada.

Até agora, de acordo com as planilhas de pagamento da prefeitura, a construtora recebeu R$ 154 mil pelo serviço, o que representa 57% do valor serviço contratado. O projeto executivo é usado obrigatoriamente como referência para a licitação da obra, detalhando arquitetura, redes hidráulica e elétrica, climatiza-ção, acústica e a estrutura no empreendimento.

Fernando Severino, um dos sócios da Construtora Montebelense, confirmou que a empresa está “fazendo revisões a pedido da prefeitura”. A secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo, negou que o projeto executivo esteja sendo substancialmente modificado após a licitação da obra. Orçada em R$ 33 milhões, a Arena começou a ser construída em agosto de 2011, com prazo de entrega de um ano.

A empreiteira Recoma, responsável pela obra, conseguiu postergar a entrega para 31 de outubro, em razão de problemas com o terreno e chuvas, mas já antecipou que não vai conseguir cumprir o novo cronograma. Com isso, o complexo pode ficar ainda mais caro e não ser entregue neste ano.

No final de agosto, a Recoma foi multada em R$ 330 mil pela prefeitura por ter concluído apenas 24% da obra, quando deveria ter entregue 40%. Ela pode recorrer. Considerando serviços complementares de R$ 2,8 milhões feitos pela Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) no terreno, o custo total da Arena já chega a R$ 36 milhões.

Na avaliação de arquitetos e engenheiros, a falta de um projeto executivo pronto e acabado vai elevar o custo e provocar mais atrasos. Presidente da AEA (Associação de Engenheiros e Arquitetos) de São José, Carlos Vilhena culpou a “falta de gestão” e a “interferência política” como os dois grandes problemas em obras públicas da cidade. “As escolhas da prefeitura têm que ser analisadas.”

Para ele, a falta do projeto executivo completo prejudica o trabalho dos construtores. “As obras ficam bem mais caras e as empreiteiras acabam tendo que pedir mais prazo e dinheiro para terminar”, afirmou Vilhena. O arquiteto Flávio Mourão disse que pequenas revisões são normais, mas a falta de um projeto executivo detalhado pode ser um indício de problemas mais graves. “A obra começa a ficar sob suspeita.”

O Vale

Obras de Hospital é agilizada por Alckmin na cidade

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem durante visita ao Vale do Paraíba que pretende realizar uma PPP (Parceria Público-Privada) para agilizar a construção do Hospital Regional de São José. “Vamos contratar uma PPP para agilizar a construção do Hospital Regional de São José. O projeto já está sendo elaborado”, disse Alckmin na coletiva à imprensa realizada após cumprir agenda oficial em Pindamonhangaba, sua cidade natal.

Segundo o governador, o novo hospital será fundamental para melhorar o atendimento à população. “Com o Hospital Regional de São José e a integração que acabamos de assinar entre o Hospital Regional e o Hospital Universitário em Taubaté, vamos formar um grande complexo de saúde do Estado no Vale. A região ficará muito bem dotada.”

Além da unidade de São José dos Campos, outros quatro hospitais estaduais serão construídos através de PPPs. Promessa de campanha de Alckmin, o Hospital Regional de São José será construído entre 2013 e 2015 com investimento estimado de cerca de R$ 57 milhões. Ele terá 150 leitos, sendo 120 para internação e 30 para UTI.

Durante a visita a Pinda ontem, Alckmin reforçou o compromisso de recuperar todas as estradas da região até 2014 através de investimento de R$ 1,162 bilhão. Sem falar de eleições e evitando contato com candidatos, o governador deu início à obra de duplicação da Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso (Rodovia SPA-099/060), que liga a região central à Dutra.

Serão gastos R$ 15,2 milhões para duplicar quatro quilômetros da via entre a rotatória João do Pulo e o acesso à Dutra, com previsão de conclusão da obra em maio de 2013. O político tucano realizou ainda o descerramento das placas de inauguração do posto do programa de inclusão digital Acessa São Paulo do bairro Ribeirão Grande e de reforma da escola de ensino médio Ryoiti Yassuda, que é de tempo integral.

O Vale

Descida a Serra ficará complicado com as Obras de Duplicação

O motorista que passar pela rodovia dos Tamoios durante o feriado prolongado vai enfrentar dificuldades. Embora não estejam previstas interdições para detonações de rochas entre sexta-feira e domingo, alguns trechos da rodovia apresentam afunilamento devido às obras de duplicação.

É o caso, por exemplo, do trecho do km 15, altura de Jambeiro. Nesse ponto, o tráfego sentido litoral é feito por apenas uma faixa. A outra está tomada por pedras, e não deve ser liberada. Já entre os kms 12 e 13, quem segue sentido São José dos Campos deve ficar atento aos cones de sinalização, que tomam parte da faixa da direita. A Secretaria Estadual de Transportes vai divulgar nessa quarta-feira a previsão de quantos carros devem passar pela Tamoios durante o feriado de 7 de Setembro.

Nesse período, as quatro cidades do Litoral Norte esperam receber 550 mil turistas. A Polícia Rodoviária Estadual vai reforçar a fiscalização na Tamoios durante o feriado prolongado. A medida faz parte de uma operação especial, que deve ter início na quinta-feira e término no domingo. Nesses dias, o uso do bafômetro deve ser intensificado. “Muitos motoristas, principalmente os que já estão no litoral, abusam do álcool, o que pode provocar acidentes”, afirmou o sargento Paulo Celso de Abreu, da PRE de Caraguatatuba.

Além disso, a Polícia Rodoviária vai intensificar a fiscalização com radares móveis existem dois ao longo da Tamoios e também a operação ‘Cavalo de Aço’, em que o alvo das abordagens são os motoqueiros. Durante o feriado, também haverá reforço no número de policiais nas rodovias. Os detalhes da operação da PRE também serão divulgados hoje.

Os motoristas que trafegam pela Tamoios estão pessimistas em relação ao feriado prolongado. “Eu acho que vai ser muito complicado. Quando é feriado normal, já é difícil passar por aqui. Agora, com tantos trechos com estreitamento de pista, vai ficar ainda pior”, afirmou o motorista Mário Otávio Moreno, 52 anos. A duplicação da rodovia começou em maio. As interdições, de segunda à quinta, devem durar 20 meses.

O Vale

Moradores da Zona Oeste ficam transtornados com Obra

Das 115 famílias que ocupavam a região do Jardim das Indústrias, zona oeste, afetada pelo prolongamento da Via Oeste, 36 permanecem no local, ao lado de destroços de imóveis vizinhos derrubados pela Prefeitura de São José dos Campos.

Orçada em R$ 14 milhões, a obra está embargada desde janeiro deste ano por decisão da SPU (Secretaria de Patrimônio da União), após pedido da Defensoria Pública da União para que a prefeitura garantisse o direito de moradia às famílias.

A área pertence ao governo federal e é considerada de risco pela prefeitura. A maioria das famílias que já saíram está em imóveis da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no Parque Interlagos, zona sul. O prolongamento da Via Oeste é financiado pelas construtoras Terra Simão e MRV, em contrapartida a empreendimentos locais. Com cerca de dois quilômetros, o corredor liga a avenida Campos Elísios à rua Corifeu Marques.

Quem se nega a deixar o terreno diz que mora há anos no bairro e que, além de distantes, os imóveis oferecidos são financiados. Outro problema relatado é o entulho deixado pelas casas derrubadas. “Botaram as casas vizinhas no chão e hoje elas abrigam cobras e ratos”, disse a dona de casa Debora Silva, 21 anos. “Só saio se for pra outra casa no bairro”, disse a auxiliar de limpeza, Vera Santos.

Em nota, a Secretaria de Transportes informou que 88 famílias foram encaminhadas para programas habitacionais, três estão na fila de espera e 36 permanecem no local. A pasta diz que aguarda a remoção das outras famílias para demolir as casas e retirar o entulho do terreno.

O Vale

Parque Banhado é retomado só ano que vem na cidade

A Prefeitura de São José informou que o projeto do Parque do Banhado só será retomado em 2013. Apesar de já estar disponibilizada toda a verba de R$ 9,12 milhões dada pela Petrobras como contrapartida pela ampliação da Revap (Refinaria Henrique Lage), o processo de construção do parque esbarra nos moradores do Jardim Nova Esperança.

“A lei aprovada em junho, que transforma o Banhado em Unidade de Proteção Integral, exige que todas as famílias que moram no local sejam retiradas”, afirmou André Miragaia, secretário do Meio Ambiente. “No entanto, não podemos removê-las sem um planejamento. É um processo demorado e complexo que envolve os programas habitacionais da prefeitura”, disse.

De acordo com a Secretaria de Habitação, em 2008 foram cadastradas 399 famílias morando na região. Desde total, 118 foram transferidas de maneira voluntária para os conjuntos habitacionais Frei Galvão, Boa Vista, Santa Luzia e Interlagos.

Davi Moraes, 60 anos, um dos líderes de bairro e morador do Banhado há 50 anos, nem imagina como será essa retirada. “Aqui tenho um bar, que é o meu sustento. Não sei do que vou viver se eu sair daqui”, afirmou. “Não queremos que nos mudem para longe do centro, nem em apartamentos. Além disso, não é justo que a gente pague pela casa que vamos morar”.

Benedito Evangelista dos Santos, 46 anos, agricultor, não se importa de mudar de casa, desde que ele consiga uma nova terra onde possa plantar. “Estou aqui há 20 anos. Quando cheguei, era mata fechada. Eu que iniciei a plantação. Hoje, forneço todo tipo de verdura para o Mercado Municipal”, afirmou.

De acordo com Miragaia, os moradores que tiverem a escritura dos seus imóveis receberão indenização, já os que invadiram a área pública serão inseridos em programa habitacionais. “De acordo com o nosso levantamento, estamos reservando cerca de R$ 9 milhões para a aquisição da área”, disse

A Prefeitura esclareceu em nota que, até o final de 2012, não haverá a transferência de nenhuma família remanescente do Banhado. Elas farão parte de um plano de reassentamento, que esta sendo elaborado para 2013. E este plano será apresentado e discutido em reuniões abertas.

O adiamento da retirada das famílias coincidiu com o planejamento das etapas que a Prefeitura ainda terá de cumprir antes da construção do parque, como a criação do conselho gestor, que ajudará a determinar as diretrizes para o plano de manejo.

O Vale

Entrega de Centro da Juventude é acelerado na cidade

A administração do PSDB em São José vai montar núcleos de oito secretarias no Centro de Referência da Juventude para viabilizar a entrega do prédio, principal vitrine de campanha do candidato tucano a prefeito, Alexandre Blanco.

O centro, que está com sua entrega atrasada há quatro meses, é a principal obra da administração de Blanco na pasta da Juventude, onde atuou por oito anos os últimos quatro como secretário. O governo quer inaugurar o espaço no dia 15 de setembro e para isso vai ‘turbinar’ o número de profissionais no local. Pelo menos 30 profissionais de outras secretarias serão deslocados. A Secretaria de Juventude possui 32 profissionais.

No prédio, haverá um núcleo de atendimento à saúde do adolescente com médico e enfermeiro. O setor de esportes será responsável pela avaliação física dos jovens e haverá salas multiuso para atividades da Fundação Cultural e estúdio da Fundhas, entre outros. O centro ficará aberto das 6h às 22h.

Segundo o secretário de Juventude, Fabricio Máximo, a parceria com as demais secretarias irá garantir a operação imediata do centro após a entrega da obra. “As atividades externas começam de imediato. E como os móveis para equipar os espaços já estão chegando, serão instalados rapidamente para o início das atividades”, disse.

O prédio será aberto incompleto. A obra de reforma da pista de skate foi contratada ontem por R$ 430 mil e só deve ser concluída em 120 dias. Inicialmente, o centro irá disponibilizar pista de caminhada, quadra de futsal e atividades marciais desenvolvidas pela Secretaria de Esportes.

Também são esperados monitores da Fundação Cultural para a realização de oficinas de dança, música, teatro e de instrumentos musicais. O Infocentro será mantido por profissionais do Desenvolvimento Social. “Iremos trabalhar em parceria. As secretarias nos darão suporte de equipamento e pessoal. Queremos atender à população rapidamente”, disse o secretário. Funcionários da Fundhas irão instalar e manter o estúdio de rádio e TV.

Para o vereador Wagner Balieiro (PT), a falta de planejamento levou o centro a ‘desfalcar’ pastas que já têm déficit de pessoal. “Eles não estão ampliando serviços, mas desfalcando secretarias. Faltou planejamento”, disse. O custo da obra é de R$ 14,1 milhões.

O Vale

Empres é multada por atraso nas Obras da Arena Esporte

A empresa Recoma, responsável pela construção da nova Arena Esportiva de São José dos Campos, recebeu ontem uma multa de R$ 330 mil da prefeitura pelo atraso na obra. “Segundo a última medição, entregue pela empresa na semana passada, a obra está 24% concluída. Pelo cronograma, esse índice deveria ser de 40%”, afirmou a secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo.

Esse foi o segundo atraso consecutivo no cronograma. Em julho, a construção já deveria ter atingido 25%, mas estava em 20%. “Naquela ocasião, notificamos a empresa. A justificativa foi de que eles estavam com falta de funcionários, mas que o problema ia ser resolvido e o cronograma seria respeitado”, afirmou a secretária. Sobre esse novo atraso, registrado no mês de agosto, a Recoma ainda não enviou justificativa à prefeitura.

Pela proposta inicial, o novo complexo esportivo, no Jardim das Indústrias, zona oeste, deveria ter ficado pronto no início deste mês. Mas, devido a problemas com o terreno e as chuvas, a data já havia sido alterada para o dia 31 de outubro.

Na semana passada, o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, revelou a O VALE que não seria possível entregar a obra dentro do prazo. “Eu fiquei surpresa com a declaração dele. Nós já sabíamos dos atrasos, mas em nenhum momento a empresa nos pediu um aditamento do prazo. Oficialmente, para a prefeitura, a arena seria entregue no fim de outubro”, disse Flávia.

Ainda de acordo com a secretária, o próximo passo é esperar a nova medição das obras, prevista para acontecer em setembro. “Se eles continuarem com os atrasos, podem receber novas multas. Caso a obra não seja concluída dentro do prazo, podemos até rescindir o contrato”.

Segundo a secretária de Obras, o contrato firmado entre a prefeitura e a Recoma não prevê reajuste nos valores.  O VALE conversou ontem com o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, mas ele não quis comentar o atraso nas obras e a aplicação da multa.

O Vale