Para obras de expansão Shoppings investem mais de R$400 Milhões

Com investimentos que ultrapassam os R$ 400 milhões, os três principais shoppings de São José dos Campos trabalham para ampliar suas dependências e atrair mais clientes. O Colinas Shopping tem o maior investimento R$ 252 milhões em obras que vão até outubro de 2014. O Center Vale gasta R$ 100 milhões para no dia 31 de outubro inaugurar seu novo espaço. Já o Vale Sul, que terminou as obras em junho, não divulgou o valor gasto.

Após a conclusão das obras no Colinas e no Center Vale e a chegada das lojas restantes ao Vale Sul, os três shoppings devem gerar ao menos 6.600 novos empregos diretos e indiretos. Segundo delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia) Jair Capatti Júnior, os investimentos mostram a confiança dos investidores neste setor.

“Os setores de serviços e de comércio estão puxando a economia no Vale. É uma região que está se desenvolvendo e com isso abre espaço para investimentos”, disse o especialista. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mostram que serviço e comércio são os setores mais aquecidos da economia na cidade. De janeiro a julho, foram os que tiveram os saldos mais positivos na geração de empregos formais foram 214 e 180, respectivamente.

Shoppings. As obras do Vale Sul duraram quase dois anos 57 novas lojas foram criadas e a área saltou de 75 mil m² para 118 mil m², o equivalente a 13 campos de futebol. As vagas de estacionamento cresceram de 3.000 para 4.500.É esperado que 1,4 milhão de pessoas passe mensalmente pelo shopping crescimento de 16% em comparação ao período antes das reformas.

Segundo o gerente de marketing do shopping, Robson Mikio, a ampliação foi para acompanhar a tendência de crescimento do setor e para expandir o público. “O shopping precisa se preparar para e atender bem aos clientes e se tornar mais regional”, disse.

O estilo arquitetônico com elevadores panorâmicos, o boliche que será inaugurado no próximo mês e novas lojas como Vivara e Nike Factory são as apostas do shopping para atrair clientes. O Center Vale está em contagem regressiva para a inauguração da nova área. Engenheiros, pedreiros, ferreiros, marceneiros e eletricistas trabalham para entregar 80 novos espaços para lojas

O shopping contará com 6.000 m² a mais de área e 300 novas vagas de estacionamento. É esperado que passe 1,35 milhão de pessoas por mês após a reinauguração. A principal atração da nova área será a grife espanhola Zara, loja de vestuários e acessórios masculinos e femininos.

Com a ampliação, o shopping espera aumentar suas vendas este ano em 15%, em relação a 2011, e arrecadar R$ 500 milhões em vendas. O superintendente do shopping, Ricardo Nunes, disse que a ideia de expandir o shopping começou há dois anos para poder incluir novas redes.

“Nós sentimos a necessidade de aumentar. Não tinha espaço para novas lojas”, disse. O projeto mais ambicioso é o do Colinas. A intenção é triplicar o faturamento e o fluxo de pessoas. Hoje, passam 860 mil pessoas por mês. A 1ª fase de ampliação termina em dezembro deste ano 27 novas lojas serão inauguradas. O shopping quer ter a maior praça de alimentação da região, com 1.000 lugares.

Em 2014, data final das obras, serão 185 lojas a mais e 3.050 vagas de estacionamento. O projeto é transformar o shopping em um complexo multiuso. Além do centro de compras, será inaugurado um hotel em maio de 2013 e uma torre comercial de 24 andares em julho de 2014.

Todos os representantes dos shoppings foram unânimes ao afirmar que há espaço para todos ampliarem ao mesmo tempo. O economista Jair Capatti concorda que o momento é favorável e disse que é possível crescer mais. “Com o pré-sal e o trem-bala, o Vale deve crescer ainda mais.”

O Vale

Confusão em Obras de Trânsito na cidade

Mudanças no trânsito na região leste de São José dos Campos pegaram muita gente de surpresa na manhã desta segunda-feira (20). As alterações acontecem no viaduto do Vista Verde e também na saída da Dutra, no sentido São Paulo. De acordo com a Prefeitura, os desvios são necessários para a realização de obras de recapeamento na Avenida General Motors, que deve ficar interditada no sentido bairro nos próximos 60 dias.

As alterações foram implantadas a partir das 9h, com desvios no viaduto do Vista Verde e também com o fechamento da saída 143 da Dutra, no sentido São Paulo. No mesmo sentido, foi aberta como alternativa a alça de acesso na saída 144.

Os trabalhos de pavimentação compreendem o trecho a partir do semáforo próximo ao viaduto Vista Verde até a rotatória de acesso a avenida dos Cegonheiros. A rota é geralmente usada para quem vai para Eugênio de Melo ou para a General Motors. A alternativa para os motoristas que se dirigem para o distrito ou para a fábrica – e que estão na avenida Juscelino Kubitschek – é seguir pela rua Uberaba, avenida Barbacena, avenida das Cegonheiras e então seguir o percurso usual.

Quem está na via Dutra, no sentido Rio de Janeiro, e está acostumado a acessar o viaduto da Vista Verde para seguir para a avenida dos Cegonheiros ou para a GM deve continuar na rodovia e utilizar o viaduto Santa Inês, já que o acesso para a avenida General Motors estará fechado. No sentido centro, o motorista deve redobrar a atenção, pois o tráfego de veículos seguirá em uma faixa de rolamento.

Logo nas primeiras horas após as mudanças muitos motoristas pararam para pedir auxílio aos agentes de trânsito. A maioria deles foi surpreendida pelos desvios. “Não sabia da alteração por aqui. Tenho o hábito de usar a pista para ir para GM, só que cheguei aqui e está tudo interditado. Não tem nenhum aviso antes”, reclama o motorista Ademar Hotel.

O caminhoneiro Paulo Pereira também teve que refazer o trajeto. “Pego essa via todo dia, mas não sabia dos desvios. Só venho fazer entrega na GM e não conheço nada aqui”, afirma.

Sinalização
De acordo com a Secretaria de Transportes, todas as mudanças e alternativas de trânsito referentes a área estarão sinalizadas e serão monitoradas por agentes de trânsito. Em relação ao transporte público, as linhas 200 (Parque Tecnológico) e 205 (Eugênio de Melo /Galo Branco) terão itinerário alterado no sentido bairro. A partir da avenida Juscelino Kubitschek os ônibus seguirão pelo viaduto Vista Verde, marginal da Dutra até o viaduto Santa Inês para então retomar o trajeto usual.

Os pontos de ônibus próximos da portaria da GM estão sendo temporariamente desativados. Um ponto será instalado embaixo da passarela de pedestres, do outro lado da pista. Os passageiros poderão acessar a GM pela portaria 4 atravessando a passarela. As mudanças de itinerário e de pontos de ônibus serão disponibilizadas aos usuários por meio de informativos afixados nos veículos.

G1 (Vnews)

Verba é liberada para obras de contorno na Tamoios

O governo estadual vai usar R$ 1,93 bilhão de um pacote de investimentos de R$ 11,9 bilhões para a construção dos contornos sul e norte, entre Caraguatatuba e São Sebastião, da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios.
O recurso virá de financiamentos com organismos de crédito, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), o pacote de investimentos foi assinado com o governo federal por meio do PAF (Programa de Ajuste Fiscal), aumentando o limite de endividamento paulista. “É emprego na veia”, disse Alckmin, ressaltando a importância dos investimentos para a geração de vagas no Estado.

Segundo ele, a garantia dos recursos permite ao governo estadual acelerar os projetos para a conclusão dos contornos do Litoral Norte, que terão 38 quilômetros de extensão ligando Ubatuba a São Sebastião sem a necessidade de entrar no tráfego urbano. “Com as obras do trecho de planalto da Tamoios indo muito bem, os contornos garantirão mais uma etapa dessa obra que vai aumentar a fluidez do tráfego entre o Litoral e o Vale”, disse o governador.

Orçada em R$ 1,6 bilhão, a construção do contorno sul, entre Caraguá e São Sebastião, foi aprovada anteontem pelo Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente). A obra terá 31 quilômetros de extensão, sendo cinco deles por meio de túneis pela Serra do Mar, e obrigará a desapropriação de 1.200 imóveis. A meta do governo é iniciar a construção em abril de 2013. Já o contorno norte, com 7 km e custo de R$ 336 milhões, está em análise pela Cetesb.

O Vale

Contorno Sul é aprovado, mesmo em meio de Criticas

O Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente) aprovou ontem a licença prévia para a construção do contorno sul, entre Caraguatatuba e São Sebastião, da obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios. A nova pista, que ligará as duas cidades sem passar por dentro delas, é alvo de críticas de ambientalistas. Eles apontam problemas na política de desapropriação dos imóveis e no traçado que desmatará áreas de Mata Atlântica.

A obra foi antecipada pelo governo estadual após reivindicação dos prefeitos do Litoral Norte, que temiam um aumento de tráfego em razão da duplicação do trecho de planalto da rodovia, cujas obras começaram em 2 de maio deste ano.

O contorno sul terá 31 quilômetros de extensão, sendo cinco deles por meio de túneis pela Serra do Mar, e está orçado em R$ 1,6 bilhão. Segundo a Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), terão que ser desapropriados cerca de 1.200 imóveis. A construção deve começar em abril de 2013.

A obra só será mais barata do que os 22 quilômetros do trecho de serra da Tamoios, em fase de preparação do relatório de impacto ambiental. No total, a nova rodovia custará R$ 4,9 bilhões. Além dos 49 quilômetros do planalto, licitados por R$ 557 milhões, os 7 quilômetros do contorno norte custarão R$ 320 milhões.

Ligando Caraguá e Ubatuba, o trecho será o próximo a ser apreciado pelo Consema. O projeto está em fase de análise pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) e, dentro de 40 dias, deve ser encaminhado aos 36 conselheiros estaduais.

Segundo Laurence Casagrande Lourenço, diretor presidente da Dersa, a previsão é de que os 38 quilômetros dos contornos sul e norte sejam construídos em 36 meses. “O trecho de planalto do contorno será feito mais rapidamente, em 22 meses. O que exigirá mais tempo serão os túneis, que passarão por 60 metros de profundidade pela Serra do Mar, reduzindo o impacto ambiental.”

Na avaliação do secretário executivo do Consema, Germano Seara Filho, o projeto foi discutido pelos conselheiros e é ambientalmente viável.

O Vale

Governo disponibiliza verbas para obras na Jorge Zarur

A Prefeitura de São José dos Campos irá recuperar o pavimento e restaurar o entorno da Avenida Jorge Zarur, que fica ao lado do Córrego do Vidoca. A obra deve começar no prazo de um mês. A previsão é de que o serviço esteja concluído até o fim do ano.

Serão gastos cerca de R$ 4,2 milhões. O edital foi publicado na última quarta-feira e a escolha da empresa será feita no dia 12 de setembro. O pavimento da Avenida Jorge Zarur será restaurado desde o trecho próximo ao Shopping Colinas até o Anel Viário. A via também ganhará faixa extra.

O asfalto será recapeado numa área de 20.832 metros quadrados, com custo estimado de R$ 1,5 milhão. A recuperação do talude (parede lateral da pista), grama e serviços de drenagem deve consumir R$ 2,3 milhões. “A obra envolve uma série de melhorias, como a faixa extra. A intenção é melhorar o fluxo no local”, disse o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

Na opinião de motoristas, a obra deveria ser estendida a outros pontos. “O asfalto está ruim em alguns pontos e bom em outros. Acho que deveriam fazer a recuperação desde a Via Norte”, afirmou o vendedor, Francisco Maia, 55 anos.

O Vale

Motorista são prejudicados por interdições na Tamoios

As obras de duplicação da Rodovia dos Tamoios têm gerado transtornos para quem depende da estrada diariamente, mudando a rotina dos motoristas e trabalhadores das cidades do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Eles reclamam principalmente do bloqueio total dos dois sentidos da rodovia para detonação de rochas.

Desde maio, quando tiveram início as obras, as interrupções do tráfego acontecem de segunda a quinta-feira, das 12h às 14h, gerando congestionamentos. Os serviços devem ser concluídos em 20 meses. Durante todo o dia, também são realizadas paralisações parciais de alguns trechos. Quando acontecem nos acostamentos, fica livre apenas uma pista.

São realizadas ainda obras à noite, mas sem interdições das pistas. A situação deve se agravar já a partir do mês que vem, quando com o fim do inverno aumentará o fluxo de veículos em direção às cidades do Litoral Norte, principalmente nos finais de semana.

Professores da região têm enfrentado problemas com paralisações, como atrasos e perdas de aulas. O mesmo acontece com estudantes que circulam pela rodovia nos horários de parada total. A professora Penha Aparecida Ferreira, que mora em Taubaté e dá aula em escolas de Paraibuna, mudou sua rotina para não chegar atrasada ao trabalho.

“Para que eu possa chegar no horário da minha aula, tenho que sair mais cedo de casa. Isto compromete minhas atividades da manhã”, disse a professora. Com as obras, empresas que trabalham com entregas também tiveram que alterar suas logísticas.

“Tivemos que trocar horários e ordem de distribuição. A gente acaba não trabalhando pela necessidade do cliente e sim pelo que a Tamoios permite”, afirmou Felipe Neder, representante de panificadora que atende restaurantes que ficam às margens da Tamoios.

Empresas de transporte coletivo estão planejando seus itinerários e escalas dos motoristas para que os ônibus não fiquem muito tempo parados. Já donos de lojas localizadas às margens da estrada comemoram aumento das vendas. “As paradas aumentam número de clientes. Acredito que houve aumento de 30% no movimento desde início da obra”, disse Antônio Carlos Leite.

O Vale

Acordo foi firmado com proprietários a margem da Tamoios

O governo do Estado firmou acordos com 110 proprietários de imóveis às margens da rodovia dos Tamoios (SP-99) afetados pela duplicação do trecho de planalto da estrada. No total, serão 250 propriedades atingidas pelas obras, que tiveram início em maio e têm previsão de término em dezembro de 2013.

A informação foi passada em nota pela assessoria da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), que não deu mais esclarecimentos. Segundo o comunicado, todas as autorizações para as obras foram concedidas amigavelmente pelos donos de imóveis atingidos pela empreendimento, sem a necessidade ações judiciais.

As desapropriações para as obras do trecho de planalto da Tamoios atingem uma área de 1,670 milhão de metros quadrados (equivalente a 167 campos de futebol) e devem consumir cerca de R$ 40 milhões dos cofres públicos. O valor soma-se aos R$ 557,4 milhões que serão pagos pelo governo ao consórcio formado pelas empresas Encalso e S.A. Paulista para a execução da obra.

O trecho de planalto vai do km 11,5 ao km 60,48. As obras percorrem os municípios de São José dos Campos, Jacareí, Jambeiro e Paraibuna. A maioria dos terrenos que serão desapropriados fica em Paraibuna, que sofrerá o maior impacto, e Jambeiro.

As obras no trecho de planalto tiveram início em maio. A previsão é que o trabalho seja concluído até dezembro do próximo ano, a tempo da rodovia de ser usada pelos turistas na temporada de verão 2013/2014. O valor total da obra é estimado em R$ 1,05 bilhão.

Promessa recorrente dos governos tucanos desde 1994, a duplicação da Tamoios nasceu na campanha do governador eleito naquele ano, Mário Covas, a partir de demanda apresentada pelos prefeitos do Vale e Litoral. Depois, ela voltou a ser prometida pelo próprio Alckmin, em 2002, posteriormente eleito, e por José Serra, em 2006, também eleito. O objetivo é reduzir o índice de acidentes.

O Vale

Obras no Martins Pereira já são projetada na cidade

Após a confirmação de São José dos Campos como uma das 54 subsedes da Copa do Mundo de 2014, a Secretaria de Esportes da Prefeitura já se movimenta para adequar o estádio Martins Pereira aos padrões da Fifa. Segundo o secretário Sérgio Francisco Theodoro, o Théo, a entidade máxima do futebol ainda irá sugerir as melhorias que deverão ser feitas no estádio.

No entanto, já sabe-se que existe a necessidade de reformas de vestiários, arquibancadas e também implantação de câmeras de segurança. “Muita coisa também será sugerida pela comissão técnica da seleção escolhida”, afirmou.  Escolhido como centro de treinamento para uma das seleções que irão disputar o Mundial, o Martins Pereira já atende pelo menos um dos requisitos: a grama.

Preocupado com o clima brasileiro, o COL (Comitê Organizador Local) optou pela espécie Bermuda, que será o modelo padrão por se adaptar melhor ao país. “O Martins Pereira já usa esse tipo de grama”, disse Carlos Ignácio Trunkel, agrônomo da Prefeitura de São José.

O Martins Pereira foi inaugurado em 1970 e, desde então, não chegou a passar por nenhuma grande reforma, apenas obras pontuais. A capacidade atual é para cerca de 15 mil torcedores. O local conta ainda com 4 vestiários e uma pequena sala de imprensa.

A seleção que virá para São José será definida após as eliminatórias do Mundial, mas o hotel que irá hospedar atletas e comissão técnica já foi definido. Ele fica a cerca de 5km do estádio. “Fomos os únicos que apresentamos a estrutura necessária”, afirmou Franz Lehar, gerente geral do hotel quatro estrelas Promenade Enterprise. A Fifa ainda avalia a possibilidade do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José, abrigar outra seleção.

O Vale

Obras na Rodovia, irá implantar passarela para animais

O governo do Estado decidiu implantar corredores ecológicos e passarelas para animais nos trechos de planalto e serra da Rodovia dos Tamoios que serão duplicados com o objetivo de garantir a preservação ambiental e da fauna existente ao longo da estrada.

O projeto será apresentado amanhã pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) em workshop programado para as 9h na Câmara de São José dos Campos. Durante o evento, serão detalhadas obras ‘ecológicas’ que serão feitas no trecho de planalto, que começou a ser ampliado há dois meses.

Posteriormente, serão realizados novos eventos para apresentar os projetos para a serra, onde o governo ainda busca a licença ambiental para execução dos serviços a previsão é que ela seja obtida até novembro próximo. No workshop de amanhã, denominado ‘Resgate e Afugentamento de Fauna da Nova Tamoios’, também será apresentado pelo Estado o levantamento da fauna existente no trajeto da Tamoios.

O conceito de corredores ecológicos e passarela para animais é recente no Brasil e já foi utilizado com sucesso em estradas como a que liga Ilhéus a Itacaré, na Bahia. O objetivo é evitar atropelamentos de animais e diminuir o risco de acidentes.

A implantação do projeto ecológico também é uma forma de minimizar os impactos ambientais que serão causados para viabilização da Nova Tamoios, principalmente no trecho de serra. Os impactos ambientais com as obras de ampliação da rodovia são preocupação recorrente de moradores, ambientalistas e prefeitos do Vale e Litoral Norte.

“Vamos trabalhar para evitar qualquer impacto ambiental na realização das obras de duplicação da Tamoios. Implantaremos várias passagens para os animais, faremos galerias específicas e uma passarela para que os bichos possam andar sem correr nenhum risco de serem atropelados”, disse o gerente da divisão de gestão ambiental da Dersa, Marcelo Arreguy.

Ele não informou quantos corredores ecológicos, passarelas e galerias para animais serão implementados. O ambientalista Beto Francine elogiou a iniciativa, mas cobrou mais ações para evitar impactos sobre a fauna e a flora locais com a duplicação da Tamoios. “A implantação de corredores ecológicos nas estradas é sempre importante.”

O Vale

Governo realiza Obras de emergência na Tamoios

O DER (Departamento de Estradas de Rodagem) abriu licitação para contratar uma empresa e recuperar o asfalto no trecho de serra da Rodovia dos Tamoios, em Caraguatatuba. Serão feitas obras emergenciais de recapeamento e sinalização horizontal (pintada sobre a pista) entre os km 64 e 81, orçadas em R$ 6,35 milhões. O edital está disponível no site do DER.

O trecho sofre com buracos e problemas no piso asfáltico, o que prejudica a passagem de veículos e aumenta o risco de acidentes. As obras terão caráter emergencial enquanto o governo estadual não começa a segunda fase de duplicação da Tamoios, que prevê obras no trecho de serra e nos contornos entre Caraguá e São Sebastião.

A previsão do DER é de concluir o projeto da segunda fase apenas em novembro deste ano, após estudos e análises de engenharia. A empresa vencedora das obras emergenciais será escolhida pela modalidade de concorrência com o menor preço. Os envelopes com as propostas serão abertos em 6 de agosto. Empresas consorciadas não podem participar do certame.

De acordo com o DER, a obra será executada em quatro meses a partir da emissão da primeira ordem de serviço, o que só deve ocorrer entre agosto e setembro, dependendo do processo de licitação. Se houver recursos de empresas participantes, o início dos trabalhos pode demorar ainda mais.

O DER explicou que as obras fazem parte do mesmo pacote de recuperação implantado no trecho de planalto da rodovia antes do início das obras de duplicação, em maio deste ano. Além de uma nova pista ao lado da atual, serão implementados recursos de segurança como sinalização antiofuscante, passarelas e barreiras de concreto.

A duplicação, que vai levar 20 meses para ser concluída, inclui o trecho entre os km 11,5, em São José e 60,4, em Paraibuna. As obras estão orçadas em R$ 557,4 milhões.  O início dos trabalhos de duplicação pelo trecho de planalto foi criticado por prefeitos do Litoral Norte, que esperavam as obras começando pela serra e pelos acessos à Caraguá e São Sebastião.

A pressão fez com que o governo estadual antecipasse para o primeiro semestre deste ano as audiências públicas sobre a segunda fase da duplicação, cujas obras devem durar em torno de quatro anos e exigirão diversas licenças ambientais.

“Recuperar o trecho de serra é importante para quem mora no litoral, em razão dos buracos e problemas no pavimento da rodovia”, disse Antônio Carlos da Silva (PSDB), prefeito de Caraguá. Para ele, as obras emergenciais poderão atenuar problemas no tráfego de veículos a partir da primavera e na temporada de verão.

O Vale