Escolas Municipais realizam evento com os Alunos

Alunos e professores da rede municipal de ensino deram início nessa segunda-feira (8), a mais uma mostra artística de trabalhos desenvolvidos por meio do Programa Arte Viva. Denominada Semana Viva Arte, o evento reúne apresentações de teatro e dança durante o dia e música à noite, tendo como palco o Cine Santana, região norte de São José dos Campos.

Até esta quinta-feira (11), de 16 a 19 e no próximo dia 23, os grupos de dança e teatro das escolas municipais de Ensino Fundamental fazem revezamento durante as manhãs e tardes. À noite é a vez dos corais, das flautas e bandas. Durante esse mesmo período, haverá uma exposição de telas e figurinos criados pelos estudantes no Shopping Faro, que fica na Rua Sebastião Húmel, no centro da cidade.

O “Arte Viva” desenvolve atividades que contribuem para a formação integral do aluno, ao propiciar o autoconhecimento e ao elevar a autoestima pela descoberta e valorização das diferentes aptidões. Criado em 2009 com o objetivo de unificar os projetos extracurriculares já existentes, o programa atinge hoje mais de 2 mil alunos do Ensino Fundamental regular e EJA (Educação de Jovens e Adultos). Além coral, teatro, flauta, pintura em tela e dança, iniciativa abrange banda marcial e fanfarra e, a partir deste ano, desenho de figurino e percussão.

Prefeitura Municipal de São José
Imagem: Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 10/10/2012

Hospital Municipal da cidade é alvo de críticas

A quebra de três máquinas de raio X no hospital Municipal de São José tem deixado pacientes a espera de exames que necessitam do aparelho. Ao todo, o hospital conta com seis máquinas de raio X. Segundo a Secretaria de Saúde, dois deles foram comprados há um mês.

Na semana passada, dois dos aparelhos apresentaram defeitos e, no final de semana, um terceiro equipamento também quebrou. Durante a campanha pela disputa à Prefeitura, o candidato Cristiano Ferreira (PV), alertou sobre o problema dos equipamentos. “Na madrugada de quarta para quinta-feira, um conhecido, que tinha sofrido um acidente, me ligou. Fui até o hospital e ele estava há quatro horas esperando para fazer um exame de raio-x”, afirmou o atual vereador.

A Prefeitura de São José mantém há cinco anos contrato com uma empresa terceirizada. A SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) é responsável pelas visitas técnicas mensais, que têm o intuito de evitar pane nos aparelhos.

Além de fazer a manutenção preventiva, a empresa é também a responsável pela correção dos equipamentos, quando necessário. Contra a terceirização, Ferreira afirma que a SPDM pode causar prejuízo ao município. “Recebo diariamente ligações de munícipe reclamando da situação do hospital. A quebra dos equipamentos de raio X é só mais um dos problemas”, afirmou.

A diretora do Sindicato dos Servidores Municipais, Zelita Ramos, concorda que os problemas sejam nítidos.
“Desde o início, a tercei-rização é ruim para a população. A empresa sempre visará lucro. Não há interesse em consertar os aparelhos nem de contratar mais funcionários. Quem sofre com isso é quem precisa do serviço”.

Segundo nota emitida pela SPDM e assinada pelo diretor técnico do hospital, Carlos Alberto Maganha, a previsão é de que duas das máquinas quebradas voltem a funcionar hoje. Segundo o hospital, a maioria das peças para o conserto dessas máquinas é importada, por isso o reparo não é feito de imediato ou em poucos dias.

Parte dos exames estão sendo feitos no próprio hospital. O AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e o hospital de Clínicas Norte estão auxiliando em dias de grande demanda. Serão investigadas as causas desses aparelhos terem apresentado problemas técnicos quase ao mesmo tempo, fato que nunca aconteceu no hospital.

Fonte: O Vale / Foto: N/A, Licença: N/A

Publicado em: 10/10/2012

Contrato é rompido com empresa que construia Escola

A Prefeitura de São José suspendeu o contrato com a empresa CKR Engenharia e Construções, de São José, que construía uma escola estadual no bairro Altos da Vila Paiva, na região norte, por atrasos na obra. Iniciada em 3 de novembro do ano passado, com prazo de nove meses e orçada em R$ 3,64 milhões, a escola deveria ter sido entregue em 30 de julho deste ano.

Segundo a administração, apenas 21% dos serviços foram executados dentro do prazo e a obra foi paralisada em 2 de agosto deste ano. A empresa, que já recebeu R$ 791 mil, teve o contrato de rompido e será impedida de assumir novos serviços com a prefeitura pelos próximos dois anos.

Proprietário da construtora, o engenheiro Carlos Moreno acusa a prefeitura de fornecer projetos com erro e de não fiscalizar o andamento da obra como deveria, causando atraso no cronograma. A nova escola estadual da região norte tem 10 salas para alunos de ensino fundamental e está sendo construída por meio de convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Estado da Educação, que financia a obra.

São cerca de 2.700 metros quadrados com prédio, quadra e estacionamento. A previsão é que o complexo seja municipalizado. Para tocar o restante da obra, a prefeitura convocou a empresa EXM Construtora e Incorporadora, segunda colocada na licitação, que já aceitou finalizar o projeto pelo valor remanescente, de R$ 2,89 milhões.

A empresa vai começar a trabalhar na segunda quinzena de setembro e com prazo de conclusão de nove meses. Na avaliação da prefeitura, não haverá prejuízo no plano educacional em razão de a escola ter sido planejada para “cobrir futuras demandas na rede pública na zona norte”. A Secretaria de Estado da Educação informou que dará apoio para a finalização da obra dentro do novo prazo.

O engenheiro Carlos Moreno, proprietário da CKR Engenharia, disse que havia erros no cálculo dos níveis para a construção do prédio, quadra e estacionamento da nova escola estadual na região norte. A empresa foi suspensa pela prefeitura por não conseguir entregar a obra no prazo.

Segundo Moreno, os erros e a falta de vistoria regular de fiscais da prefeitura no início da obra, no final de 2011, teriam prejudicado o andamento dos serviços. Ele também afirmou que o prazo de nove meses teria sido subdimensionado.

“Uma obra desse tamanho exige 18 meses. Para piorar, depois que detectamos erros no projeto, a prefeitura demorou muito em resolver os problemas”, afirmou Moreno, que reivindica cerca de R$ 350 mil por trabalho ainda não remunerado e materiais no canteiro. “Também pedi e não recebi documentos da prefeitura. É cerceamento de defesa.” A prefeitura informou que a CKR já havia sido advertida por atraso em reforma e ampliação de escola na zona sul.

O Vale

Escola Municipal vira modelo para as outras na cidade

Força de vontade, dedicação e esperança. Essas foram as atitudes de educadores que transformaram para melhor a escola municipal Professora Rosa Tomita, de São José dos Campos. Quando foi criada, em 2004, a escola foi considerada a pior da cidade. Sua nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi a mais baixa entre todas as escolas de São José.

Hoje, o nível de aprendizagem passou de 3,9 em 2005 para 6,2 em 2011 entre os alunos do 5º ano. E de 2,7 para 4,9 dos alunos do 9º ano. As duas notas ficaram acima das metas do MEC. O começo foi complicado. A escola foi criada para ser a instituição de ensino do bairro Jardim São José 2, que havia sido criado no mesmo ano na região leste. O bairro foi fruto de um processo de desfavelização.

Moradores de três favelas Caparaó, Nova Tatetuba e Detroit foram transferidos para 453 casas populares do novo conjunto habitacional. No começo, a população enfrentou dificuldades, inclusive de falta de opções de renda. Mas os principais problemas eram a violência e as drogas. Grupos disputavam a liderança do tráfico. A situação de vulnerabilidade social se refletiu na escola. Os alunos tinham dificuldade na aprendizagem de leitura, escrita e cálculo.

A encarregada de mudar a situação foi Siberia Regina de Carvalho, designada como orientadora pedagógica. Uma mulher que tinha muito em comum com as crianças que iria ensinar. Nascida em família pobre, ela aprendeu a escrever no chão por falta de cadernos. Hoje, possui dois mestrados e um doutorado. “A pobreza não é desculpa para não aprender. É possível acreditar”, disse.

Um projeto implementado em 2005 começou a transformar a escola e o bairro. A escola investiu na leitura, nos educadores, nas atividades extra-curriculares e principalmente na aproximação de pais e alunos com os professores.

Para conseguir por em prática o projeto, foram feitas parcerias com as secretarias de Esporte, Desenvolvimento Social, Habitação e Saúde e com a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) a escola promoveu ações educativas complementares. Com isso a instituição se tornou de tempo integral.“O projeto contribui para melhorar o comportamento dos alunos e isso tem refletido na melhora da educação”, disse o diretor da escola Valdir Cassiano Pereira. Há cinco anos ele dirige o Rosa Tomita, que hoje conta com cerca de 630 alunos do 1º ao 9º ano.

A escola também melhorou a situação do bairro. Ela é aberta aos finais de semana para a comunidade com atividades esportivas e culturais. A dona de casa Yolanda Ferreira da Silva, 42 anos, mora no bairro e tem dois filhos estudando na escola. “A escola ajuda muito. Tudo que precisa, ela está por perto. A escola em período integral é a melhor coisa. As crianças ficam com a cabeça ocupada”.

A manicure Arli de Oliveira, 37 anos, considera a escola muito importante para o filho dela e para todos os outros estudantes. “Eu percebi que as crianças estão mais calmas. Como estão sempre ocupados, não vão fazer coisa errada”, afirmou Arli. “Meu sonho é que meu filho entre para uma faculdade”, afirmou.

O Vale

Transporte Coletivo Municipalizado é meta de Candidato

O candidato do PSTU à Prefeitura de São José dos Campos, Ernesto Gradella, tenta pela terceira vez chegar ao Paço com a meta de fazer uma transformação radical na administração pública. Ele defende uma maior participação da população na condução do plano de governo e promete intervenções como a municipalização do transporte público, mutirões na habitação e o fim das privatizações na área da saúde.

Gradella também criticou o controle exercido pelo Executivo sobre a Câmara. “Hoje a prefeitura não administra para a população, mas para a elite econômica. A nossa administração seria voltada para a baixa renda e contra esse modelo de ficar dando presentinho para controlar vereador”.

Leia os principais trechos:

Para o senhor, o que significa administrar São José?
Significa rever os investimentos de um orçamento de uma cidade muito rica como São José, na casa R$ 1,7 bilhão, para atender diretamente a população mais pobre. São José não é uma cidade carente, mas, pelo que nós vemos, a administração não investe na população mais pobre, e isso não faz sentido em uma cidade rica como essa. Como prefeito, vou estar voltado para o setor mais necessitado.

Qual é o perfil ideal de um prefeito, na sua concepção?
Ele precisa ter interesse e conhecimento da realidade da população. Nós estamos assistindo os prefeitos ligados mais aos setores empresariais, de empreiteiras e imobiliárias. Há uma certa privatização do dinheiro público, que tem que deixar de acontecer. O prefeito tem que ser transparente e consultar a população sobre os seus projetos. Queremos a população participando não só com voto, mas depois, na administração.

Caso eleito, qual será a prioridade de seu governo?
Temos algumas questões que se tornaram problemas, como a Saúde. Ainda existem pessoas que esperam anos e anos por um tratamento especializado. É necessária uma mudança na estrutura da saúde como está hoje, gasta-se muito com os hospitais privatizados, com a SPDM e o Provisão, enquanto nós vemos a população aguardando quatro anos para obter uma cirurgia. É necessário também uma mudança na moradia. Nós estamos com um déficit habitacional grande, e a prefeitura não constrói casa e ainda destrói as que existem. Há várias outras formas de se garantir moradia para população, liberando crédito e terreno, e sai inclusive mais barato para população. Há uma terceira questão, que é a falta de creches.

Por favor, cite três qualidades que o senhor considera essenciais para um administrador público.
Primeiro, tem que ter olhar social e estar voltado aos setores mais necessitados. Outra qualidade é não ter medo de fiscalizado. Ele também tem ouvir a população para administrar.

Que falhas o senhor identifica no atual governo?
É um governo que faz uma maquiagem na cidade na parte central, mas que deixa escondido um setor que vive em áreas totalmente abandonadas. Que gasta milhões em obras sem qualquer discussão com a população e sem nenhuma fiscalização. Quantas comissões tivemos na Câmara que tenham investigado o preço de uma obra nesses 16 anos?

Quais foram os pontos positivos do atual governo?
A prefeitura realizou uma infinidade de obras, discutíveis. É uma cidade que tem obras, e isso aí de alguma maneira movimenta a economia. Mas, infelizmente, essas obras não são discutidas com ninguém. São José enfrenta uma crise de empregos com programas de demissão voluntária na indústria automotiva e saldo negativo na geração de empregos. Comente. A prefeitura não pode ficar omissa como assistimos agora. Ela forneceu vantagens para alguns setores, mas não exigiu a contrapartida.

O trânsito de São José mata mais que homicídios e no sistema de transporte coletivo persistem as queixas sobre superlotação e atrasos. Como mudar o quadro?
Nós não vamos conseguir ficar criando avenida em São José para colocar carro. Tem que melhorar o transporte coletivo e oferecer ciclovias, que poderiam ser usadas por parte da população nos deslocamentos. Hoje, o sistema viário apenas privilegia carro. Continuamos com o transporte mais caro do país. Andar de carro não pode ser mais barato que de ônibus, como é aqui. Não podemos deixar a população pagar esse preço abusivo. Com a municipalização do transporte, isso não seria possível. A prefeitura faz propaganda, mas só oferece um transporte ineficiente.

A fila da habitação em São José tem 27 mil pessoas e o prefeito assumiu o compromisso de providenciar casas para os ex-moradores do Pinheirinho. Como o senhor vai conciliar o atendimento da fila com a realocação dos sem-teto?
Nós temos que atender a população do Pinheirinho mais essa infinidade de 27 mil famílias que estão sem moradia. O Pinheirinho serviu de alerta para fazer a prefeitura pensar que tem trabalhadores que ganham menos de três salários mínimos e que não são atendidos em nenhum programa habitacional. Temos que produzir casas por mutirão ou financiamento de material. A prefeitura não pode fazer só 300 casas por ano e ainda demolir casas de trabalhadores. Essa violência tem que acabar. Precisamos pegar as áreas onde podem ser construídas casas e transformá-las em áreas de interesse público.

São José tem 40 mil pessoas na fila por consultas com especialistas na rede pública de saúde. Por favor, faça um balanço da atuação da prefeitura nesta área.
Eu conheço pessoas que aguardam por cirurgia no joelho há três anos. Precisamos redirecionar os gastos da Saúde. A prefeitura gasta muito com a Saúde, mas de maneira ineficiente, como a parte que ela privatizou. E a população que não consegue ser atendida fica nessas filas de espera. Tem que melhorar o salário dos médicos dentro do padrão das grandes cidades e, ao mesmo tempo, replanejar as verbas, além de fazer mutirão emergencial de cirurgias.

Como vocês pretendem ganhar a simpatia do eleitor?
O PSTU tem uma proposta clara e vai apresentar uma programa completo. Vamos ser a cara da oposição. O PSTU não é aquele partido múmia, que se desenterra somente na época da eleição. O partido está nas lutas sindicais, nos movimento sociais como o do Pinheirinho e na luta contra o aumento dos vereadores, independentemente de ter parlamentar. Acreditamos que a rejeição vem da falta de conhecimento das nossas propostas.

O Vale

Para evitar curiosos, Prefeitura cerca obras no Teatro Municipal

A área do novo Teatro Municipal de São José, com obras há quatro anos paralisadas e sem data para serem retomadas, ganhou uma cerca para evitar curiosos. Quem passa pelo terreno, que fica no Parque da Cidade, entre a portaria principal e o Cefe (Centro de Formação de Professores), não consegue mais visualizar a área o tapume é alto e completamente fechado.

Antes, a visualização do espaço mostrava mato alto, ferros enferrujados e retorcidos e alguns pedaços de concreto quebrados. A precariedade do local é resultado da inversão das fundações, que originou a paralisação do serviço.

A proteção colocada em volta do canteiro de obras abandonado, segundo o governo Eduardo Cury (PSDB), tem como objetivo garantir segurança às pessoas que passarão a circular pelo Cefe, que deve ser inaugurado no mês que vem.

A cerca, contudo, também teria a função de evitar danos para as estruturas abandonadas, que serão periciadas pela Justiça. Já a oposição vê na proteção uma forma de maquiar o cenário negativo durante a campanha eleitoral, que começa mês que vem.

“O teatro invertido é o maior escândalo de desorganização de gestão da prefeitura. Se a obra, que é de suma importância, tivesse sido feita, não seria preciso tampar às vésperas da eleição”, disse o vereador oposicionista Wagner Balieiro (PT).

Uma das principais promessas de Cury, o novo Teatro começou a ser construído com a frente do prédio virada para a avenida Olivo Gomes, quando deveria ficar voltada para dentro do Parque da Cidade, na zona norte. O erro foi descoberto dois anos depois, já com as obras paralisadas. Na época, o PT acionou a Justiça pedindo a condenação do prefeito e o ressarcimento aos cofres públicos dos valores gastos até aquele momento.

Iniciados em agosto de 2007, os serviços foram paralisados em maio do ano seguinte por determinação de Cury, que alegou atrasos no cronograma da obra. A investigação da Justiça está em fase de coleta de depoimentos. Cury eximiu-se de culpa no processo e apontou sete servidores como responsáveis por eventuais falhas. A Justiça encontra dificuldades para acioná-los, já que alguns estão morando em outros estados.

O Vale

Após anos, Teatrão Municipal será devolvido a Prefeitura

O Ministério Público de São José ingressou ontem na Justiça com uma ação civil pedindo que o complexo do Teatrão, na Vila Industrial, retorne ao patrimônio da prefeitura. O imóvel está sob a guarda do São José Esporte Clube há 31 anos.

Na ação, a promotora de Patrimônio Público, Ana Cristina Chami, pede a anulação do termo de doação do imóvel ao clube. O complexo foi doado ao São José em 1981, na gestão do ex-prefeito Joaquim Bevilacqua.

Na avaliação da promotora, durante esse período prevaleceu o interesse particular ao interesse público. “É imprescindível o reconhecimento da nulidade do ato da doação em razão da ocorrência de efetivo prejuízo ao patrimônio público e ao interesse social”, disse a promotora em trecho da ação.

Além da anulação do contrato que transferiu o Teatrão ao São José, a promotora pede a quebra dos sigilos bancário e fiscal do clube. A direção do São José defende a vigência do acordo com a prefeitura e antecipou que não vai abrir mão do espaço. A administração municipal informou que só se manifestará depois de conhecer o teor da ação do MP.

Para a promotora, a doação do complexo não possui condições jurídicas de ser válida por ter ocasionado prejuízo ao patrimônio público “através de ato liberal do administrador público, que simplesmente tornou particular área de destinação pública”.

Ela acrescenta que, embora tenha se efetivado o ato administrativo da doação, não houve registro jurídico da transmissão do bem ao clube no cartório de imóveis. “Em nosso pátrio sistema de legal, a propriedade do imóvel somente se transmite com o devido registro imobiliário.”

Ana considera a doação um ato de improbidade. “O ato administrativo concretiza verdadeiro e injustificado ‘presente’ à entidade privada beneficiada, cujo o uso do espaço deveria ser livre e irrestrito à comunidade”, disse a promotora na ação.

A promotora ressalta na ação que a prefeitura passou a arcar com contínuos custos de locação de frações do imóvel doado além de efetuar diversos repasses ao clube a título de colaboração ao esporte e arcar com custos de manutenção do estádio Martins Pereira, usado pelo São José.

A promotora também aponta o estado de degradação do complexo. “A maior parte dos equipamentos existentes se encontra em situação de precariedade e abandono sem condições de utilização, restando evidente descumprimento das obrigações de manter o núcleo sócio-esportivo-recreativo.”

A ação também questiona a locação de espaços para terceiros em atividades que em nada se relacionam com as finalidades da doação, como um posto de combustíveis e uma boate. O MP pede a devolução do poliesportivo à prefeitura sob pena de multa diária de R$ 2.000, para que o espaço tenha destinação de interesse público e social.

O Vale

Hospital Municipal realiza multirão para atendimento

A Prefeitura de São José dos Campos realizou nesse sábado (14) 166 consultas com ortopedistas durante o atendimento ampliado no Hospital Municipal (Rua Saigiro Nakamura, 800), na Vila Industrial. Foram oferecidas 250 consultas, mas quase 34% das pessoas que confirmaram a presença durante a chamada telefônica, faltaram ao atendimento, prejudicando a assistência aos outros pacientes.

Além do atendimento ampliado, a Prefeitura vem reorganizando a rede de assistência, com protocolos bem definidos e gerenciados para que se reduza a espera no atendimento com especialistas. Outra etapa do atendimento ampliado com ortopedistas está agendada para o próximo dia 21 no Hospital Municipal. Estão previstas 250 consultas.

Prefeitura Municipal

União de Prefeito e Ministro, pedem um ano para avaliação

O ministro-chefe da SAC (Secretaria de Aviação Civil), órgão vinculado à Presidência da República, Wagner Bittencourt, pediu um ano para estudar a proposta de municipalização do Aeroporto de São José. Ontem, Bittencourt se reuniu em Brasília com o prefeito Eduardo Cury (PSDB) e o deputado federal Carlinhos Almeida (PT) para falar sobre o futuro do terminal.

Após ouvir das lideranças políticas a necessidade de investimentos no terminal, o ministro-chefe se comprometeu a auxiliar nas tratativas com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), atual administradora do terminal, para investimentos a curto prazo.

Inicialmente, a ideia é implantar no aeroporto um MOP (Módulo Operacional Provisório), uma espécie de contêiner com estrutura para receber passageiros. Faltaria apenas a definição do local para a instalação da estrutura, cuja instalação levaria cerca de seis meses. Já a médio prazo, a SAC pretende finalizar o zoneamento civil/militar e definir o uso compartilhado entre

Aeronáutica, companhias aéreas e Embraer para dinamizar a ampliação do local. Carlinhos disse que Bittencourt considera que o aeroporto de São José tem potencial para chegar ao porte de Congonhas, em São Paulo. Segundo o assessor de Planejamento de Comunicação da prefeitura, Felício Ramuth, Cury pediu providências imediatas para dar “condições mínimas” ao terminal.

O Vale

Criação de fundos para instalação de empresas bases

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), planeja criar um fundo de fomento para atrair empresas de base tecnológica para a cidade.

A medida está prevista no pacote de incentivos fiscais enviado pelo tucano à Câmara na semana passada. A ideia do prefeito é usar parte do superávit financeiro da administração (dinheiro que é economizado pela prefeitura ao longo do ano) e das contrapartidas previstas no contrato da Sabesp para financiar a instalação ou a ampliação de empresas.

O novo fundo funcionaria como uma espécie de versão municipal do BNDES. “Exemplo concreto: um condomínio industrial, custa caro fazer. Não consigo tirar do Orçamento. Só que eu vou vender lote e receber de volta, com lucro”, afirmou o prefeito.

“Com esse fundo, a gente pode pegar o dinheiro, comprar a área, o empresário paga e retorna o dinheiro para o fundo”, acrescentou. O incentivo seria voltado aos setores aeroespacial, de defesa, automotivo, telecomunicações, tecnologia da informação, robótica, biotecnologia e bioengenharia.

“Tudo o que for estratégico poderá utilizar o fundo. Essa lei nos oferece grandes ferramentas para atuar num nicho onde outros Estados estão muito agressivos”, disse o prefeito a O VALE. A lei enviada por Cury à Câmara não é clara ao apontar quais serão as contrapartidas das empresas beneficiadas e abre brecha para investimentos a fundo perdido.

O governo do PSDB pressiona a Câmara a votar o pacote de incentivos até a semana que vem.  O fundo de fomento será composto de recursos como as duas primeiras parcelas da contrapartida da Sabesp à prefeitura, feitas por meio de ações da empresa avaliadas em R$ 75 milhões.

“As ações da Sabesp, que estamos recebendo, elas entram no fundo, não são vendidas e servem para tomarmos dinheiro do BNDES. Elas vão como garantia”, afirmou Cury.

Somado a isso, também está previsto o uso de 10% do balanço do superávit financeiro ao final de cada ano.
Para efeito comparativo, São José fechou 2010 com R$ 118 milhões de sobra no caixa da prefeitura. Se a lei já tivesse sido aprovada, R$ 11,8 milhões seriam destinados ao fundo.

A lei que cria o fundo também oferece isenções de até 100% em impostos municipais e remissão de até 80% do valor pago como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Na avaliação do economista Roberto Koga, São José precisa de uma política de atração de empresas há muito tempo.

Segundo ele, a cidade vem perdendo indústrias na última década, como a Kodac, Philips, Panasonic, Solectron e Ericsson. “É preciso ter controle para que a empresa beneficiada ofereça contrapartidas claras. Esse fundo deve ser melhor discutido para saber se o superávit nos caixas estão deixando de atender setores como saúde, educação e saneamento, a base para a formação das novas gerações.”

O Vale