Mesmo após as Eleições, propagandas resistem nas ruas

Quatro dias após a eleição municipal, São José ainda tem áreas que parecem estar ainda em dias de campanha política. Além da região central, bairros periféricos e o Anel Viário têm diversas propagandas eleitorais, como mini-outdoors, placas e até os santinhos de candidatos.

Em uma das calçadas paralela à rotatória da avenida dos Astronautas, que dá acesso para a zona leste, além de placas – entre intactas e as já rasgadas ou danificadas – era possível encontrar até ontem à noite diversos panfletos e santinhos.

“Isso é horrível. Os partidos deveriam ser obrigados a limpar tudo em poucos dias”, critica a auxiliar de farmácia Fernanda Campos, de 32 anos. De acordo com ela, até ontem, o bairro São Benedito ainda estava sujo. “A escola do bairro tem votação e até a hora em que saí para trabalhar, a fachada estava parecida com o dia da eleição, de tanta sujeira”.

A crítica à sujeira no bairro vem de outros moradores. “Acho que tinham que apressar os políticos para tirar todas as propagandas. No bairro aqui (São Benedito), ainda tinha muita sujeira hoje de manhã”, disse o servente Manoel Queiroz, de 33 anos. Cavaletes, pequenas placas ou mini-outdoors e qualquer outro tipo de propaganda eleitoral têm até 30 dias após o pleito para serem retiradas.

A coordenação de campanha do PT, da coligação São José Mais Forte que tinha mais seis legendas, disse fará a retirada do material de propaganda dentro do prazo legal. “Não temos um número aproximado deste material, até porque abrange material para prefeito e vereadores”, disse Wagner Balieiro.

Já o PSDB, afirma ter 700 peças – 500 placas e 200 mini-placas – pela cidade. “Já começamos a retirar e, no máximo, até a próxima terça já terão sido recolhidas”, disse Anderson Ferreira, que coordenou a campanha tucana ao Paço.

O PV informou à reportagem que pretende fazer a remoção dos cerca de 400 itens antes do prazo legal. O PSTU, que tem 60 placas, e o PSB, que contabiliza cerca de 100, disseram que concluirão antes do prazo estabelecido pelo TSE. O PSDC não produziu este tipo de material de campanha e o PSOL não respondeu à reportagem.

O Vale

Publicado em: 11/10/2012

Multirão realiza limpeza de propaganda politica na cidade

Desafiando a legislação, placas e cavaletes de candidatos a vereador e prefeito continuam prejudicando pedestres e motoristas que circulam pelas principais vias de São José dos Campos. De acordo com levantamento feito por O VALE nos cartórios eleitorais da cidade, desde o início da campanha, em julho, foram apreendidos 246 materiais que estariam irregulares, entre bandeiras, cavaletes e placas.

O maior número de ocorrências foi registrado na região sul, da cidade onde 175 peças de propaganda já foram retirados. “A última grande apreensão que tivemos aconteceu há uma semana. Tiramos cerca de 135 itens e acabou enchendo um caminhão. Levamos para a Urbam, onde eles trituram ou reciclam no caso da madeira”, afirmou Luís Fernando Vaz, chefe do cartório da 412ª Zona Eleitoral.

A única região que não registrou nenhuma ocorrência foi a leste. Isso porque os candidatos retiraram as propagandas no prazo de 48 horas após terem sido notificados, como manda a legislação eleitoral. Os cartórios não informaram, no entanto, quais os candidatos, partidos ou coligações que mais infringiram as regras nesta campanha.

De acordo com o juiz da 411º Zona Eleitoral, Luís Guilherme Cursino de Moura, os cavaletes móveis podem ficar nas ruas das 6h às 22h, desde que não atrapalhem a passagem dos pedestres e a visão dos motoristas. Os cavaletes também não devem estar em lugares públicos como praças, templos e áreas verdes.

“Caso os cartórios recebam denúncias, o candidato com o cavalete irregular é notificado e tem 48 horas para retirar a propaganda. Caso contrário, ele pode ser multado por desrespeitar a lei”, disse o juiz. A multa para as propagandas irregulares com cavaletes, placas ou bandeira varia de R$ 2.000 a R$ 8.000.

O VALE constatou ontem excesso de propagandas eleitorais em locais de grande fluxo de pessoas e carros, como a avenida Nelson D’Ávila, na avenida dos Astronautas e na orla do Banhado. O grande volume de materiais espalhados pelos candidatos foram criticados pelos eleitores.

“Tem cavalete que atrapalha demais os motoristas, desviando a atenção. Acho que os políticos deveriam colocar algo mais decente e menos chamativo”, disse o pedreiro Manoel Rosa, 56 anos. Opinião semelhante tem o operador de máquinas Luciano Marcelo Silva, 40 anos. Ele acredita que as propagandas que ficam no meio da rua não ajudam o eleitor a definir seu voto.

“Se a pessoa vai votar, ela estuda antes, assiste a pessoa falando na televisão e na rádio. Não é uma foto em um cavalete ou em uma placa que vai definir meu voto. Isso pode até prejudicar os próprios candidatos”, afirmou Silva.

Na opinião do cientista político da Unitau (Universidade de Taubaté) José Maurício Cardoso Rego, os eleitores têm que denunciar as propagandas irregulares para impedir que elas se proliferem. “É importante que as pessoas postem fotos nas redes sociais ou até mesmo façam denúncias pelo site do Tribunal Regional Eleitoral para que essas infrações não se repitam”, afirmou o especialista.

Para ele, os candidatos são os culpados pelos erros na divulgação de seus nomes e têm que orientar corretamente seus auxiliares. “Não importa se quem colocou os cavaletes ou placas tenha sido o cabo eleitoral. O candidato deve orientar sua equipe para que ele não venha a ser punido”, disse o cientista político da Unitau.

O Vale

Disputa Eleitoral destrincha guerra no setor da Saúde

A campanha pela Prefeitura de São José dos Campos contrapõe dois modelos de gestão para a área de saúde. De um lado, o candidato da situação, Alexandre Blanco (PSDB), defende a continuidade das terceirizações na administração dos hospitais Municipal e de Clínicas Norte.

O Hospital Municipal é comandado pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Saúde) desde 2006 e o atual contrato tem vigência até 2015. Já a gestão do Hospital de Clínicas Norte foi assumida pela Organização em Saúde Próvisão em abril último para contrato de um ano.

“A parceria com Organizações Sociais é uma forma moderna de gestão da saúde. Ela permite maior controle e agilidade na compra, na contratação de serviços e na administração de recursos humanos. Costuma ser mais eficiente do que a gestão direta”, afirmou o político tucano.

Do outro lado, o candidato do PT, Carlinhos Almeida, sustenta que cumprirá os contratos com as OSs (Organizações Sociais), mas promete cobrar mais transparência e melhores resultados. Para diminuir a espera por consultas e exames, o petista pretende também ampliar as parcerias com hospitais e entidades filantrópicas, como a Santa Casa de Misericórdia e os hospitais Antoninho da Rocha Marmo e Pio 12.

“Vou cumprir os contratos com a SPDM e o Próvisão, mas vou cobrar com rigor o cumprimento das metas e dos itens dos contratos. Também vou ampliar as parcerias com os hospitais particulares e com as entidades filantrópicas para podermos resolver os gargalos de consultas, exames e cirurgias”, disse Carlinhos.

Também disputam o governo Antonio Alwan (PSB), Cristiano Pinto Ferreira (PV), Fabrício Correia (PSDC), Ernesto Gradella (PSTU) e Gilberto Silvério (PSOL).  A saúde tem sido o principal mote das campanhas pela Prefeitura de São José desde 2004.

Mesmo com orçamento para este ano de R$ 452,5 milhões, o setor é o que recebe mais críticas da população, principalmente em relação à demora para realização de consultas e exames. Para o secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), José Ênio Servilha Duarte, os modelos defendidos por Carlinhos e Blanco são semelhantes e para ter sucesso dependerão de um controle mais efetivo da prefeitura sobre a prestação dos serviços.

“Não há grandes diferenças. Independentemente se há ou não terceirização, o prefeito não pode abrir mão de ter o controle da saúde, tem que ter a palavra final e tem que cobrar com rigor o cumprimento dos itens dos contratos.”

O Vale

Em meio a corrida eleitoral, antigos candidatos somem

O que têm em comum a ex-secretária de Governo de São José Claude Mary de Moura (PSDB), a ex-prefeita Ângela Guadagnin (PT) e o empresário Apóstole Lázaro Chryssafidis, o ‘Lack’? Figuras centrais em diversas campanhas pelo Paço, neste ano eles são personagens ‘invisíveis’ da corrida sucessória.

Secretária de Governo até abril, quando se desincompatibilizou do cargo para disputar a indicação do PSDB para a prefeitura, Claude ‘sumiu’ depois de ser derrotada por Alexandre Blanco. Não voltou ao governo Eduardo Cury (PSDB) nem tem aparecido em eventos e atividades da coligação encabeçada por Blanco. Bem diferente de 2008, quando coordenou a campanha de Cury à reeleição.

Já Ângela, que governou São José de 1993 a 96 e atualmente é vereadora, tem sido ‘escondida’ pelo prefeiturável Carlinhos Almeida (PT), a exemplo do que já aconteceu nos pleitos de 2004 e 2008. Apontada pelos tucanos como tendo deixado uma ‘herança maldita’, Ângela que também foi a protagonista da ‘Dança da Pizza’ em 2006 defendendo petistas acusados de fazerem parte do mensalão não tem sido vista nas ruas ao lado de Carlinhos.

Embora negue, o candidato petista não quer associar sua imagem a uma prefeita que teve governo mal avaliado pela população. Mas o campeão em termos de rejeição é ‘Lack’, presidente da Abetar (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional). Investigado por supostas irregularidades no uso de verbas públicas federais, o empresário vive situação inusitada.

Ele ainda não foi visto em atividades da campanha de Blanco, apesar de seu partido, o PP, fazer parte da coligação tucana. Também não apareceu ao lado de Carlinhos, de quem foi o coordenador da campanha ao Paço em 2008. Claude e Ângela minimizaram os efeitos do ostracismo na corrida sucessória.

“A escolha do candidato a prefeito já é um fato superado. Não tenho participado de panfletagens devido a compromissos particulares, mas tenho ajudado o partido sempre que me pedem”, disse Claude. “Não tenho ido para as ruas com o Carlinhos porque estou fazendo minha campanha à reeleição na Câmara. Mas estamos juntos”, afirmou Ângela. Lack não foi localizado ontem para comentar o assunto.

Carlinhos negou ‘racha’ com Ângela. “A Ângela está cuidando da campanha dela, mas de vez em quando participamos de eventos juntos. Quanto ao Lack, ele fez parte da coordenação da minha campanha em 2008 porque era de um partido aliado. Agora, não é da coligação e portanto não tem motivos aparecer na minha campanha.”

Já o coordenador da campanha de Blanco, Anderson Faria, garantiu que Claude tem ajudado na campanha. “Ela tem colaborado bastante, como sempre fez. Quanto ao Lack, ele é amigo do Carlinhos e não nosso.”

O Vale

Cidade define hoje regras para as campanhas eleitorais

A Justiça Eleitoral de São José se reúne hoje com lideranças partidárias e candidatos à prefeitura para definir as regras da campanha eleitoral no rádio e na TV, que terá início no próximo dia 21 de agosto. O encontro será no Salão do Júri, no Fórum de São José, a partir das 13h e será conduzido pelo juiz da 411º Zona Eleitoral, Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos, responsável pela fiscalização da propaganda eleitoral na cidade.

Segundo o magistrado, a reunião tem o objetivo de estabelecer com os partidos e as emissoras de rádio e TV a forma de divulgação da propaganda eleitoral nos veículos. A propaganda na TV e no rádio será realizada entre 21 de agosto e 4 de outubro.

Segundo Santos, durante o encontro será realizado um sorteio entre os candidatos para determinar a ordem de veiculação do primeiro dia de campanha na televisão e no rádio. Com relação ao tempo de TV de cada candidato, ainda não há definição. “O TRE ainda não divulgou o tempo exato de cada candidato, o que deve ocorrer em até duas semanas. O calculo teve de ser refeito com a entrada do PSD”, disse o juiz.

No final de junho, o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que legendas criadas após a eleição de 2010, como o PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, têm direito ao rateio de dois terços do tempo da propaganda eleitoral gratuita em igualdade de condições com os partidos com representação na Câmara Federal.

Mesmo com a nova remodelação, o candidato Carlinhos Almeida (PT) deverá ter o maior tempo, com cerca de 10 minutos e 30 segundos. O candidato tucano, Alexandre Blanco, deve chegar aos 10 minutos, seguido de Antonio Alwan (PSB), com três minutos e meio, e de Cristiano Pinto Ferreira (PV), com dois minutos. Com pouca ou nenhuma representatividade na Câmara, PSDC, PSOL e PSTU terão cerca de 1 minuto e 30 segundos cada.

Ao final do encontro, Santos pretende orientar os partidos a adotar uma campanha limpa e sem abusos.
“Vou abrir espaço para esclarecer as dúvidas dos partidos e também pedir que eles evitem poluir a cidade.” Em relação ao uso dos cavaletes, o magistrado voltou a afirmar que a legislação eleitoral libera o uso da propaganda móvel e que cabe aos partidos buscar um acordo. “Sem um acordo unânime, irá prevalecer a permissão de uso dos cavaletes.”

O Vale

Campanha eleitoral prevê gasto de mais de R$10 Milhões

Os sete candidatos a prefeito de São José dos Campos projetaram gastar juntos até R$ 11,3 milhões na corrida pelo Paço, que começa oficialmente hoje. Esse valor representa a soma das previsões de gastos apresentadas ontem pelos postulantes à Justiça Eleitoral, junto com os registros de candidaturas.

O candidato do PSDB, Alexandre Blanco, lidera a lista com teto de despesa de R$ 2,9 milhões, seguido pelo candidato do PSB, Antonio Alwan, que prevê gastar até R$ 2,7 milhões na corrida pelo Paço. O candidato do PT, Carlinhos Almeida, estimou as despesas de sua campanha em até R$ 2,5 milhões. O PV estimou os gastos da campanha de Cristiano Pinto Ferreira em até R$ 1,9 milhão.

Entre os pequenos partidos, a maior projeção de despesas é do candidato do PSDC, Fabrício Correia: R$ 1 milhão. O PSTU informou à Justiça Eleitoral que irá gastar até R$ 200 mil na campanha de Ernesto Gradella. O PSOL estimou as despesas do seu candidato a prefeito, Antonio Gilberto Silvério, em até R$ 150 mil.

Na eleição municipal de 2008, o PSDB previu gastar até R$ 2,4 milhões na campanha de reeleição de Eduardo Cury. O PT fixou teto de R$ 1,2 milhão para Carlinhos. Na avaliação dos candidatos e partidos, dificilmente os gastos irão atingir o teto informado à Justiça Eleitoral.

“O cálculo foi feito de acordo com base em outras campanhas, mas não vamos atingir o previsto”, disse o coordenador da campanha tucana ao Paço, Anderson Farias Ferreira. Avaliação similar tem o presidente do diretório do PT, vereador Wagner Balieiro.  “A previsão informada não significa que necessariamente será atingida”, afirmou.

“Não vamos gastar o que foi previsto. É mais para termos uma margem de segurança”, pontuou o candidato do PSB, Antonio Alwan.  Para o candidato do PSTU, Ernesto Gradella, o valor apresentado representa a possibilidade de arrecadação do partido. “Trabalhamos dentro das nossas possibilidades”, disse.

Em Jacareí, o atual prefeito e candidato à reeleição Hamilton Ribeiro Mota (PT) instituiu como teto à campanha o valor de R$ 2 milhões, segundo sua assessoria. Em seguida no ranking aparece o candidato Izaías Santana (PSDB), com R$ 1, 5 milhão, seguido de Adriano da Ótica (PPS), com previsão de R$ 500 mil, e Suzete Chaffim (PSOL), com R$ 100 mil.

Para a consultora política Gil Castillo, o custo de uma campanha pode variar de acordo com a proposta de marketing de cada candidato. “Cada candidatura é específica. Desde TV até a gasolina gasta na campanha. É uma questão proporcional. Quanto maior a cidade, maiores serão as demandas de ação”.

O eleitor poderá acompanhar pelo site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prestação de contas dos candidatos. Durante a campanha, os partidos terão que apresentar duas prestações de contas e, ao final do pleito, o balanço geral do montante arrecadado e do gastos efetivados.

O Vale

Para evitar curiosos, Prefeitura cerca obras no Teatro Municipal

A área do novo Teatro Municipal de São José, com obras há quatro anos paralisadas e sem data para serem retomadas, ganhou uma cerca para evitar curiosos. Quem passa pelo terreno, que fica no Parque da Cidade, entre a portaria principal e o Cefe (Centro de Formação de Professores), não consegue mais visualizar a área o tapume é alto e completamente fechado.

Antes, a visualização do espaço mostrava mato alto, ferros enferrujados e retorcidos e alguns pedaços de concreto quebrados. A precariedade do local é resultado da inversão das fundações, que originou a paralisação do serviço.

A proteção colocada em volta do canteiro de obras abandonado, segundo o governo Eduardo Cury (PSDB), tem como objetivo garantir segurança às pessoas que passarão a circular pelo Cefe, que deve ser inaugurado no mês que vem.

A cerca, contudo, também teria a função de evitar danos para as estruturas abandonadas, que serão periciadas pela Justiça. Já a oposição vê na proteção uma forma de maquiar o cenário negativo durante a campanha eleitoral, que começa mês que vem.

“O teatro invertido é o maior escândalo de desorganização de gestão da prefeitura. Se a obra, que é de suma importância, tivesse sido feita, não seria preciso tampar às vésperas da eleição”, disse o vereador oposicionista Wagner Balieiro (PT).

Uma das principais promessas de Cury, o novo Teatro começou a ser construído com a frente do prédio virada para a avenida Olivo Gomes, quando deveria ficar voltada para dentro do Parque da Cidade, na zona norte. O erro foi descoberto dois anos depois, já com as obras paralisadas. Na época, o PT acionou a Justiça pedindo a condenação do prefeito e o ressarcimento aos cofres públicos dos valores gastos até aquele momento.

Iniciados em agosto de 2007, os serviços foram paralisados em maio do ano seguinte por determinação de Cury, que alegou atrasos no cronograma da obra. A investigação da Justiça está em fase de coleta de depoimentos. Cury eximiu-se de culpa no processo e apontou sete servidores como responsáveis por eventuais falhas. A Justiça encontra dificuldades para acioná-los, já que alguns estão morando em outros estados.

O Vale

Prefeitura produz vídeos para campanha Eleitoral na cidade

A Prefeitura de São José prepara cinco novos vídeos institucionais para serem divulgados até o dia 7 de julho, data-limite para a veiculação de propagandas oficiais em anos eleitorais. Todas as peças publicitárias fazem parte da série “São José: o Futuro em Construção” que já teve três vídeos divulgados em janeiro e fevereiro durante o horário nobre da televisão.

O VALE mostrou que os vídeos já veiculados enaltecem obras viárias que vão permanecer no papel nesta gestão ou que já foram descartadas pela prefeitura, como a construção de uma Ponte Estaiada no Colinas. Os vídeos em fase de produção devem seguir o mesmo modelo de produção e divulgar as principais ‘vitrines’ do governo Eduardo Cury (PSDB), antecipando a discussão eleitoral pela disputa do Paço.

Cada peça publicitária vai abordar três temas. Uma delas será sobre saneamento básico, reflorestamento e recuperação do rio Paraíba. O segundo vídeo vai divulgar o prédio do Centro de Juventude (em fase de construção) e as três Casas do Idoso (duas em fase de construção e uma em projeto) e a Arena de Esportes (também em construção).

Também está previsto vídeo sobre o projeto Centro Vivo, que prevê revitalizar a região central, o Mercado Municipal e o Parque Vicentina Aranha. O quarto vídeo vai mostrar a implantação de semáforos ‘inteligentes’ com sensores que identificam o movimento de veículos, além da internet gratuita nos bairros e a ampliação do número de câmeras de segurança.

O quinto vídeo será sobre transportes e vai falar sobre a futura ligação leste/sudeste, a Via Cambuí e a continuação da via de ligação Aeroporto e Tamoios (SP-99) todas em fase de projeto. “Devemos produzir outros vídeos sobre eventos que irão acontecer. Serão oito nessa série sobre futuro”, disse o assessor de Planejamento em Comunicação, Felício Ramuth.

Ao todo, o governo Eduardo Cury investe, em média, R$ 6,1 milhões por ano para realização das propagandas institucionais. A oposição acusa o governo do PSDB de utilizar os vídeos para fazer campanha eleitoral antecipada.

“Estamos vendo claramente uma propaganda enganosa, com nítida conotação eleitoral. A administração do PSDB está pegando obras e projetos que estão atrasados e já eram para estar concluídos e anunciam como coisa do futuro”, afirmou o vereador Wagner Balieiro, que preside o PT em São José dos Campos.

Segundo ele, muitas das obras que serão anunciadas pela prefeitura nos novos vídeos institucionais não serão entregues no governo atual. “Não tem nenhuma nova Casa do Idoso entregue ainda e a Arena de Esportes está muito atrasada.”

O Vale

Ex-Prefeito da cidade, não entra na disputa eleitoral

O deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB) reafirmou, na última sexta-feira, que não será candidato à Prefeitura de São José nas eleições deste ano e defendeu “sangue novo” na administração municipal.

A recusa do ex-prefeito (1997-2004) obrigará o PSDB a acelerar o processo de escolha do pré-candidato. Uma das metas do partido para este mês é a realização de uma pesquisa para identificar o perfil do candidato desejado pelos eleitores.

“Oficialmente, Emanuel Fernandes ainda não falou com o partido se irá disputar ou não as eleições. Se ele der certeza de que não irá participar do processo, iremos iniciar a busca por um novo nome”, disse o presidente do PSDB em São José, Alexandre Blanco.

Segundo ele, o primeiro passo será identificar quais lideranças têm interesse em participar da disputa. “Não sabemos quem quer ser candidato. Iremos perguntar a todas as nossas lideranças quem gostaria de ser candidato. Pode ser um secretário, um dos nossos vereadores ou um deputado. Temos uma lista com pelo menos 15 nomes.”

Segundo Blanco, além de preferências também serão avaliadas as rejeições aos nomes apresentados. Despontam como pré- candidatos cinco secretários do governo Eduardo Cury: Claude Mary de Moura (Governo), Marina de Oliveira (Defesa do Cidadão), Alfredo de Freitas (Urbam), Felício Ramuth (Comunicação) e Alexandre Blanco (Juventude). Mas o partido não comenta nomes.

O prefeito avalia que, antes de chegar à definição dos nomes, o partido que administra São José há 15 anos precisa traçar o perfil ideal para o seu sucessor. “Ser honesto é a primeira coisa. A segunda é gostar da cidade de coração e a terceira é ter humildade para trazer as melhores pessoas para o governo, independentemente de partidarismos”, disse Cury.

Principal adversário do PSDB na cidade, o PT já definiu a pré-candidatura do deputado federal Carlinhos Almeida ao Paço e tenta ampliar o arco de alianças. Segundo Carlinhos, o PT não teme nenhum candidato.

“Acho que o Emanuel é o candidato natural do PSDB pela sua trajetória. Agora, não cabe a nós escalar e até opinar sobre candidatura de outros partidos. Eu digo que não existe candidato que tenha chance zero de eleição e não existe candidato eleito de véspera.”

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