Empresa Selecta acumula divida de mais de R$20 Milhões

Sete meses após a desocupação do terreno do Pinheirinho, na zona sul de São José, a massa falida da Selecta S/A, proprietária da área, já acumula uma dívida de R$ 28 milhões por ‘abandonar’ o terreno de 1,3 milhão de metros quadrados. A limpeza da área, determinada pela prefeitura no dia 2 de fevereiro, após a demolição das 1.700 casas e a remoção dos entulhos, não ainda foi realizada.

Ao todo, a proprietária da área ignorou sete de nove notificações encaminhadas pelo governo. A massa também ignorou os pedidos para cercar o terreno, desfazer as ruas internas e reconstruir o passeio público. Em razão do descumprimento, recebeu 14 multas, sete delas por reincidências que juntas somam R$ 28 milhões. Em todas elas, a Selecta solicitou prazo de recurso, mas não cumpriu as determinações.

A multa mais alta é a que cobra a higiene e limpeza do terreno, R$ 27,5 milhões. Isso porque a cobrança é feita com base no tamanho do terreno é cobrado um valor de R$ 6,65 por cada metro quadrado de área. Para o governo, o local se transformou em um problema para a vizinhança local por oferecer riscos de proliferação do mosquito transmissor da dengue e de animais peçonhentos.

Outro problema é o uso do espaço por usuários de crack que costumam se reunir no local para o uso de drogas em plena luz do dia. “É um descaso com São José e com os moradores do entorno desse terreno. O excesso de entulho pode causar doenças e atrair animais peçonhentos”, disse a secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Oliveira.

Segundo Marina, são constantes das rondas da guarda municipais e de fiscais no local. “Eu espero que a massa falida tome uma providencia, principalmente para cercar e limpar aquela área, porque todas as multas que podíamos aplicar eu já apliquei”, disse.

Marina pretende contratar uma empresa para fazer a limpeza em um trecho do terreno, onde o problema é mais grave. Ela aguarda respaldo jurídico para fazer a limpeza em área particular. “Tem um trecho muito afetado onde os usuários de drogas se concentram. Estamos monitorando a área e iremos limpar uma parte e o jurídico irá remeter a conta para a empresa”, disse Marina.

Será a segunda ação da prefeitura no terreno. O alto risco do local, levou equipes do Centro de Controle de Zoonoses no final de fevereiro a realizar vistorias no local. Em um mutirão, agentes recolheram mais de oito toneladas de entulhos considerados potenciais criadouros do mosquito entre os escombros do Pinheirinho. A época o governo alegou que a ação foi necessária para eliminar possíveis criadouros da dengue.

A área também foi incluída entre os pontos estratégicos de risco para o controle do mosquito. São realizadas vistorias semanais. Todos os processos de multa ainda estão em andamento, alguns deles com recursos da Selecta sendo julgados pela Junta de Recursos Municipal. Até o momento, nenhuma das multas foi paga. Nenhum representante da Selecta foi encontrado ontem para comentar o assunto.

O Vale

Contrato no valor de U$ 900 Milhões é fechado com a Embraer

A Embraer, de São José, fechou ontem um contrato para vender seis jatos comerciais modelo E190 para a empresa aérea Conviasa, do governo da Venezuela. O contrato é de US$ 271,2 milhões e pode chegar a US$ 904 milhões se a estatal confirmar a opção de compra de outras 14 aeronaves. As primeiras entregas estão programadas para ocorrer até o final de 2012.

O contrato foi assinado durante solenidade em Brasília, da qual participaram os presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e Hugo Chávez. O venezuelano veio ao Brasil para participar da cúpula extraordinária do Mercosul, que formalizou a adesão da Venezuela como membro pleno do bloco.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o negócio já havia sido assunto de reuniões entre Dilma e Chávez, no começo do ano, por causa da entrada da Venezuela no Mercosul. Porém, o contrato só foi concretizado porque estava condicionado a um crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O avanço das negociações permitiu que o contrato fosse assinado durante a visita de Chávez a Brasília.

Terceira maior fabricante mundial de aviões e maior produtor de aeronaves para voos regionais, a Embraer reforça a sua posição de líder na América Latina e Caribe, onde detém 75% do mercado de aviação comercial no segmento de aeronaves com até 120 assentos.

“É uma satisfação receber este pedido da Conviasa, décimo primeiro cliente da família de E-Jets na região da América Latina e do Caribe, um mercado que crescerá, em média, 7% ao ano, nos próximos vinte anos”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial.

“Temos certeza que o E190 terá um papel importante no aumento da qualidade e da eficiência do transporte aéreo na Venezuela.” Os jatos da Conviasa serão configurados com 104 assentos em classe única. Atualmente, a empresa estatal atende a 14 destinos nacionais e 9 internacionais.

“Consideramos que o jato E190 vai ser fundamental no processo de renovação da frota da Conviasa”, disse César Martínez Ruiz, presidente da empresa. “Estes aviões nos permitirão aumentar a conectividade tanto nas rotas domésticas quanto internacionais.”

A venda foi concretizada dois dias após o anúncio de queda de 25,2% no lucro líquido da Embraer no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado –de R$ 153,8 milhões para R$ 114,8 milhões.

O Vale

Campanha eleitoral prevê gasto de mais de R$10 Milhões

Os sete candidatos a prefeito de São José dos Campos projetaram gastar juntos até R$ 11,3 milhões na corrida pelo Paço, que começa oficialmente hoje. Esse valor representa a soma das previsões de gastos apresentadas ontem pelos postulantes à Justiça Eleitoral, junto com os registros de candidaturas.

O candidato do PSDB, Alexandre Blanco, lidera a lista com teto de despesa de R$ 2,9 milhões, seguido pelo candidato do PSB, Antonio Alwan, que prevê gastar até R$ 2,7 milhões na corrida pelo Paço. O candidato do PT, Carlinhos Almeida, estimou as despesas de sua campanha em até R$ 2,5 milhões. O PV estimou os gastos da campanha de Cristiano Pinto Ferreira em até R$ 1,9 milhão.

Entre os pequenos partidos, a maior projeção de despesas é do candidato do PSDC, Fabrício Correia: R$ 1 milhão. O PSTU informou à Justiça Eleitoral que irá gastar até R$ 200 mil na campanha de Ernesto Gradella. O PSOL estimou as despesas do seu candidato a prefeito, Antonio Gilberto Silvério, em até R$ 150 mil.

Na eleição municipal de 2008, o PSDB previu gastar até R$ 2,4 milhões na campanha de reeleição de Eduardo Cury. O PT fixou teto de R$ 1,2 milhão para Carlinhos. Na avaliação dos candidatos e partidos, dificilmente os gastos irão atingir o teto informado à Justiça Eleitoral.

“O cálculo foi feito de acordo com base em outras campanhas, mas não vamos atingir o previsto”, disse o coordenador da campanha tucana ao Paço, Anderson Farias Ferreira. Avaliação similar tem o presidente do diretório do PT, vereador Wagner Balieiro.  “A previsão informada não significa que necessariamente será atingida”, afirmou.

“Não vamos gastar o que foi previsto. É mais para termos uma margem de segurança”, pontuou o candidato do PSB, Antonio Alwan.  Para o candidato do PSTU, Ernesto Gradella, o valor apresentado representa a possibilidade de arrecadação do partido. “Trabalhamos dentro das nossas possibilidades”, disse.

Em Jacareí, o atual prefeito e candidato à reeleição Hamilton Ribeiro Mota (PT) instituiu como teto à campanha o valor de R$ 2 milhões, segundo sua assessoria. Em seguida no ranking aparece o candidato Izaías Santana (PSDB), com R$ 1, 5 milhão, seguido de Adriano da Ótica (PPS), com previsão de R$ 500 mil, e Suzete Chaffim (PSOL), com R$ 100 mil.

Para a consultora política Gil Castillo, o custo de uma campanha pode variar de acordo com a proposta de marketing de cada candidato. “Cada candidatura é específica. Desde TV até a gasolina gasta na campanha. É uma questão proporcional. Quanto maior a cidade, maiores serão as demandas de ação”.

O eleitor poderá acompanhar pelo site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prestação de contas dos candidatos. Durante a campanha, os partidos terão que apresentar duas prestações de contas e, ao final do pleito, o balanço geral do montante arrecadado e do gastos efetivados.

O Vale

Contrato beneficiara Avibras com mais de R$200 milhões

Em recuperação pela crise que quase provocou a sua falência, a Avibras Aeroespacial será beneficiada com um contrato de R$ 246 milhões do Ministério da Defesa por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Equipamentos, anunciado anteontem pelo governo federal.

O pacote de incentivo para a indústria nacional prevê gastos de R$ 1,527 bilhão para a compra de 4.170 caminhões, 40 carros de combate Guarani e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020, fabricados pela Avibras na região.

O repasse do dinheiro foi autorizado anteontem por meio de Medida Provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff (PT) em cerimônia no Palácio do Planalto. Ao todo, serão destinados R$ 8,43 bilhões em 2012 para estimular a economia do país.

A compra dos veículos da Avibras chega em plena recuperação da empresa, que requereu, em julho de 2008, o regime de recuperação judicial. A companhia esteve à beira da falência. Com a homologação do plano, a fabricante de sistemas e produtos para as Forças Armadas iniciou com o governo um plano de capitalização.

Em agosto do ano passado, a empresa recebeu R$ 45 milhões da União como parte do processo de compra do sistema Astros 2020, desenvolvido pela empresa para equipar o Exército Brasileiro. O programa Astros 2020 é orçado em R$ 1 bilhão e tido como a ‘salvação’ da Avibras, que demitiu 170 funcionários em janeiro de 2011 por falta de contratos na área militar, carro-chefe da empresa, que tem unidades em São José, Jacareí e Lorena.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, a empresa conseguiu recontratar 70 dos demitidos e outros 130 trabalhadores, chegando a 1.250 funcionários. Em cinco anos, a partir de 2011, a meta da companhia é criar mais 400 vagas durante o desenvolvimento do Astros. Procurado pelo O VALE, o presidente da Avibras, Sami Hassuani, não foi localizado ontem para comentar o contrato do PAC Equipamentos.

Mesmo comemorando a entrada de mais recursos na empresa, que faz obras na unidade de Jacareí para o projeto Astros 2020, sindicalistas se mostram preocupados com recentes atraso no pagamento de funcionários. Além disso, segundo Elias Osses, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, a Avibras não pagou o abono e parcela da multa por ter atrasado os salários no ano passado. “Vamos nos reunir na semana que vem para tratar do assunto.”

O Vale

Alto indice de Exportação em São José dos Campos

As exportações de São José dos Campos aumentaram 60% em abril deste ano em relação ao mesmo mês do ano passado, com um volume total de US$ 606,6 milhões. Em abril de 2011 os produtos exportados somaram US$ 378,6 milhões. Os dados são Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados nesta sexta-feira (18).

No acumulado de 2012, as exportações do município somam US$ 1,75 bilhão, ultrapassando em quase 25% o desempenho do primeiro quadrimestre do ano passado, que foi de US$ 1,4 bilhão. De janeiro a abril, o saldo da balança comercial acumula superávit de US$ 582,7 milhões.

Entre os principais setores, destaque para a indústria aeroespacial, responsável por 72% do volume exportado pela cidade (US$ 1,23 bilhão) no primeiro quadrimestre do ano. O setor automotivo e de autopeças exportou US$ 189,2 milhões (10,5% do total exportado),  enquanto a exportação de equipamentos de transmissão para telefonia celular totalizou US$ 21,4 milhões.

Desde setembro de 2011, o município se mantém na segunda posição no ranking nacional dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume de exportações não se destacam como São José dos Campos na produção de bens de alto valor agregado, pois participam do mercado internacional apenas com a venda de matérias primas, principalmente minérios, ou possuem portos onde são embarcados os produtos para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas do município é formada por aviões, veículos, equipamentos de transmissão de telefonia celular, peças para aviões, helicópteros, autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é constituído por China (US$ 308,5 milhões), Estados Unidos (US$ 297,9 milhões), Argentina (US$ 163,3 milhões), Itália (US$ 143,3 milhões), Países Baixos (US$ 114,8 milhões) e México (US$ 113,9 milhões).

Prefeitura de São José

Megaprojeto de R$314 milhões para ampliação de Aeroporto

A ‘novela’ de mais de 15 anos em torno da ampliação do aeroporto de São José dos Campos fez com que municípios menores da região ultrapassassem a ‘capital do avião’ em projetos para construção de aeródromos com o objetivo de desafogar o tráfego aéreo de grandes centros durante a Copa do Mundo no Brasil, em 2014.

Entre os projetos, o mais avançado é do CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), de Caçapava, que deve iniciar suas obras dentro de 10 dias. Também são estudadas melhorias nos aeródromos de Guaratinguetá e Taubaté, usados pelas Forças Armadas.

O CEA será instalado em uma área de 2,6 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Carvalho Pinto, a quatro quilômetros da via Dutra. Com investimento previsto de R$ 314 milhões, o projeto é encabeçado pelo Grupo Penido e tem previsão inicial de receber jatos executivos e aviões de pequeno porte.

“Esperamos ver aviões descendo na pista no final de 2013. É uma meta arrojada, mas pretendemos trabalhar 24 horas por dia depois do início das obras”, afirmou o diretor executivo do grupo, Rogério Penido. A escolha de Caçapava, segundo Penido, foi motivada por critérios técnicos.

“Apresentamos mais de 15 áreas para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), sendo seis em São José. A que mais agradou a Anac foi essa, por ser paralela às pistas de São José e Taubaté”, disse Penido.

A estimativa é que 22 mil empregos diretos sejam gerados com o empreendimento, que tem mais de 300 lotes disponíveis à venda para instalação de empresas do setor aeronáutico e hangares particulares. Cerca de 40% dos lotes já têm proprietários interessados.

O Vale

Exportação na cidade tem alto indice neste mês de março

As exportações de São José dos Campos aumentaram 13,46% em março deste ano em comparação com o mesmo mês do ano passado, com um volume total de US$ 621,8 milhões. Em março de 2011 o volume exportado foi de US$ 548,1 milhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados nesta segunda-feira (23).

No acumulado de 2012, as exportações do município somam US$ 1,15 bilhão, ultrapassando em 11,94% o desempenho do primeiro trimestre do ano passado, que foi de US$ 1,02 bilhão. De janeiro a março, o saldo da balança comercial acumula superávit de US$ 298,4 milhões.

Entre os principais setores, destaque para a indústria aeroespacial, responsável por quase 70% do volume exportado pela cidade (US$ 797,7 milhões) no total acumulado do primeiro trimestre do ano. Outros destaques do trimestre foram os setores: automotivo e autopeças, com volume de US$ 152,3 milhões e de equipamentos de transmissão para telefonia celular, com US$ 13,8 milhões.

Desde setembro de 2011, o município se mantém na segunda posição no ranking nacional dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás apenas de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume de exportações não se destacam, como São José dos Campos, na produção de bens de alto valor agregado e participam do mercado internacional apenas com a venda de matérias primas, principalmente minérios, ou possuem portos onde são embarcados os produtos para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas do município é liderada por aviões; veículos; equipamentos de transmissão de telefonia celular; peças para aviões; helicópteros; autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é formado por Estados Unidos, China, Argentina, Itália, México e Irlanda.

Prefeitura Municipal

Investimento de R$164 milhões para metalúrgicos na cidade

O pagamento da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) negociada no ano passado com os metalúrgicos de São José dos Campos e região injetou R$ 163,9 milhões na economia do Vale do Paraíba.

O benefício foi quase um ‘décimo quarto salário’, considerando que o montante equivale a 81% da folha salarial mensal do setor, de R$ 200 milhões, segundo balanço feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O relatório, que levou em consideração a PLR de 30,6 mil trabalhadores 70% da categoria, também mostra que o salário só dos metalúrgicos representa 31% da folha salarial de todos os trabalhadores com carteira assinada das cidades cobertas pelo sindicato.

Parte dos metalúrgicos recebeu a segunda parcela do benefício no final de janeiro ou começo deste mês. “Esse valor tem aumentado gradativamente. É um dinheiro usado pelo trabalhador para pagar uma dívida, trocar de carro e arrumar alguma coisa em casa. Poucos têm poupança”, afirmou o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira.

As negociações sobre PLR dos metalúrgicos começam em março. Em alguns setores, como o aeronáutico, a discussão se estende até o final do ano, pela diferença na data-base da categoria. “Nada disso vem de mão beijada. A luta é grande e, em algumas empresas, ainda é preciso quebrar esse tabu de que a PLR é mais um gasto para a fábrica”, disse Moreira.

A empresa que pagou a maior PLR da região foi a General Motors, de São José. Cada trabalhador recebeu no total R$ 11.268 valor 13% superior ao recebido em 2010. Na briga por quem fica com a maior parte do benefício dos trabalhadores, o comércio tem levado a melhor. “Poucos trabalhadores têm poupança”, disse o presidente do sindicato.

“Esse dinheiro entra no comércio e estimula o consumo. Com o comércio vendendo mais, há mais fabricação desses produtos e isto se torna um ciclo”, afirmou o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), Felipe Cury.

A base do Sindicato dos Metalúrgicos de São José representa 42 mil trabalhadores e também abrange também as cidades de Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá. Em Taubaté, o montante injetado na economia com o pagamento de PLR dos metalúrgicos em 2011 foi de R$ 143 milhões, contra R$ 114 milhões de 2010.

O Vale

Prefeito entrega novas obras e mais verba para 2012

Em ano de eleição, o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), pretende inaugurar um pacote com pelo menos 30 obras avaliado em R$ 154 milhões. A lista inclui o novo Fórum, o Cefe (Centro de Formação Educacional), o Centro de Referência da Juventude e a Arena Municipal de Esportes, além de mais três Casas do Idoso (na Vista Verde, Bosque dos Eucaliptos e Santana).

Paralelamente, o tucano irá iniciar novas obras nas áreas de Educação, Saúde e Esportes, que juntas somam R$ 77,6 milhões, levando os investimentos em 2012 para R$ 231 milhões 58% a mais que o investido nos últimos anos (R$ 146 milhões).

Cury considerou natural o aumento no volume de obras. “Muitos projetos executivos terminaram nesse ano. Outros, fizemos os projetos e iniciamos as obras. Então é natural que no último ano se tenha sempre a conclusão”, disse.

Segundo ele, conclusão de obra é mais cara porque os custos dos materiais de acabamento são mais altos.
“Obra da prefeitura é igual obra de casa, no final fica mais cara.” Cury diz que 99% do Orçamento de São José para 2012 (R$ 1,7 bilhão) já está reservado. “O próximo ano já está todo planejado. Pode surgir alguma outra coisa sem grandes custos, porque o dinheiro já está comprometido.”

O maior volume de investimentos está previsto nas áreas de mobilidade urbana e educação. Construções de novos acessos, ligações e pavimentações irão consumir cerca de R$ 60 milhões. Entre as ‘vitrines’ do governo estão a duplicação do Viaduto Kanebo, no Parque Industrial, avaliada em R$ 8 milhões e a ligação Embraer/Tamoios em parceria com governo do Estado com R$ 20 milhões.

A pasta também pretende dar início a construção de parte da Via Banhado e licitar o projeto executivo da Via Cambuí ambas com verba do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Na Educação, estão previstas a construção de creches e escolas no valor de R$ 49 milhões. A Saúde desponta em terceiro lugar com R$ 10,7 milhões em investimentos como a construção de uma UPa, de UBS e da ampliação do Centro de Zoonoses.

A secretária de Obras Flavia Pitombo afirmou que o volume de investimentos não se alterou nos últimos anos, sendo congelado em R$ 140 milhões. Segundo ela, em 2010 foram entregues R$ 57 milhões em obras. Nesse ano, a estimativa era entregar R$ 80 milhões em obras, capitaneadas pelas obras do Cefe e do novo Fórum, que devem ser inaugurados somente em 2012.

“Nosso trabalho é continuo. Ninguém deixa obra para inaugurar no último ano. É que algumas obras são complexas. Já as obras novas não são eleitoreiras. Muitas só serão concluídas em 2013 e 2014.” Com o grande volume de inaugurações, Cury terá de enfrentar uma maratona de entregas até julho, já que após esse período há restrições da Justiça Eleitoral (leia mais).

O vereador Tonhão Dutra (PT) criticou a demora na entrega de obras importantes. “O prefeito tem que fazer obra durante o ano inteiro, não tem que esperar o eco de eleição. Eu lamento que ele ignorou obras como as de contenção de enchentes.”

O Vale

No último ano de mandato, Cury investe em lazer

Em seu último ano de mandato, o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), vai investir R$ 12 milhões em obras de lazer e esporte na periferia da cidade. Serão 14 novas obras, entre elas, a construção de quadras e de centros poliesportivos, campo de rugby e urbanização de praças. A maior parte está nas regiões leste e sul da cidade.

Também está prevista a instalação de 30 academias ao ar livre em toda a cidade, com um investimento estimado de R$ 1,5 milhão. A previsão é que todas as obras do pacote sejam entregues em 2012 para se somar a outros investimentos iniciados este ano, como o da Arena Municipal, avaliada em R$ 33 milhões.

Orçamento. Todas as obras previstas estão vinculadas à Secretaria de Esportes, que terá um orçamento de R$ 43,8 milhões em 2012 valor 19% maior que 2011, que irá fechar o ano com R$ 36,8 milhões. Segundo o secretário de Esportes de São José, Sérgio Theodoro, a prioridade do governo em 2012 é investir no “esporte educacional”. Uma das principais obras apontadas é a construção de um campo de rugby no bairro Campo dos Alemães, obra avaliada em R$ 2,5 milhões.

“Em 2012, iremos ampliar a oferta de vagas em esportes como o rugby, que cresce em todo o Brasil e que será modalidade olímpica em 2016, mas de uma forma mais educacional. Lá, as crianças também poderão se alimentar.”

Outra obra citada foi a Arena Municipal. “É a principal obra do governo. Com esse espaço poderemos investir em esportes de alto rendimento como basquete e futsal.” Também estão previstas obras de reforma na Casa do Jovem, em Santana, no valor de R$ 1,5 milhão, e no Centro Comunitário do Alto da Ponte, na zona norte, R$ 1,6 milhão.

Entre as principais obras realizadas em 2011 está a instalação de 47 academias ao ar livre e de poliesportivos no Campo dos Alemães, Jardim Cerejeiras, São Judas Tadeu e Altos de Santana. Ao todo, a pasta mantém 50 equipamentos públicos, entres poliesportivos e centros comunitários espalhados pela cidade. Juntos, eles recebem cerca de 35 mil usuários.

O Vale