Duas grandes empresas da cidade fecham contrato

Duas empresas controladas pela Embraer Defesa e Segurança – Savis Tecnologia e Sistemas S/A e OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S/A – e que formam o consórcio Tepro, assinaram contrato de R$ 839 milhões com o Exército Brasileiro para o início da primeira fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

A fase inicial do Sisfron vai monitorar aproximadamente 650 quilômetros de fronteira terrestre na faixa que acompanha a divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e com a Bolívia. Segundo a Embraer, o sistema compreende a vigilância e proteção das fronteiras terrestres do país em uma faixa de 16.886 quilômetros que separa o Brasil de 11 países vizinhos e se estende por dez estados e 27% do território nacional.

No comunicado enviado à imprensa nesta segunda-feira (26), o presidente da Savis, Marcus Tollendal, diz que a pretensão da empresa é entregar o sistema ao Exército e no futuro exportar o modelo.

Consórcio Tepro
A Savis, empresa da Embraer Defesa e Segurança, foi criada para atuar na gestão integrada de projetos de monitoramento e controle de fronteiras, estruturas estratégicas e recursos naturais. A OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S/A é uma empresa brasileira de base tecnológica, especializada em sensoriamento remoto e radares de vigilância aérea e terrestre, com centros tecnológicos e comerciais em Campinas e São José dos Campos.

G1 (Vnews)

Publicado em: 27/11/2012

Venda de grande aquisição feita pela Avibras na cidade

A Avibras Aeroespacial fechou contrato de US$ 350 milhões para vender 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2 para a Indonésia, conforme informou ontem a publicação especializada ‘Janes Defence Weekly’.

Segundo a publicação, a operação comercial entre o Ministério da Defesa da Indonésia e a Avibras foi fechada durante a feira internacional de materiais militares Indo Defence, realizada nesta semana em Jacarta. O acordo contempla ainda 36 veículos para o transporte das plataformas de lançamento, controle de disparo, manutenção e treinamento para a utilização das armas.

Trata-se do segundo grande contrato que a Avibras fecha com compradores no exterior desde 2008, quando firmou uma venda de 18 sistemas Astros para a Malásia, por R$ 500 milhões. A encomenda foi entregue até o começo de 2010. Além do contrato de venda para a Indonésia, a Avibras assinou com o país um memorando de entendimento para a troca de tecnologia e de fortalecimento da cooperação na área de defesa.

Na avaliação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, a Avibras terá que contratar funcionários para dar conta deste novo contrato. Em recuperação pela crise que quase provocou a sua falência e tendo passado por um processo de recuperação judicial entre 2008 e 2011, a Avibras perdeu mais de 1.000 trabalhadores desde os anos 1980, quando viveu a sua primeira crise.

Reduziu o número de operários a 900, em dezembro de 2011, mas começou a recuperar postos neste ano, após a liberação de contratos do governo federal. Hoje, são 1.400 trabalhadores.  A presidente Dilma Rousseff (PT) autorizou o pagamento de recursos na ordem de R$ 209 milhões para a Avibras desde agosto do ano passado R$ 45 milhões naquele mês e mais R$ 164 milhões em outubro.

O dinheiro faz parte do pacote de socorro à fabricante de materiais bélicos por meio do programa Astros 2020, orçado em R$ 1,2 bilhão e tido como a ‘salvação’ da Avibras. O programa irá equipar o Exército Brasileiro. O equipamento é uma evolução do conjunto lançador de foguetes livres Astros 2, o maior sucesso de vendas da empresa. Procurado ontem pelo O VALE, o presidente da Avibras, Sami Hassuani, não foi localizado para comentar o contrato com a Indonésia.

Com a venda de produtos em baixa e em crise institucional, a Avibras Aeroespacial requereu, em julho de 2008, o regime de recuperação judicial. A Avibras aposta no desenvolvimento do programa Astros 2020, que equipará o Exército Brasileiro, como a ‘salvação’ completa da empresa. O orçamento é de R$ 1,2 bilhão.

Após iniciar o processo de recuperação judicial, a empresa fechou dois grandes contratos internacionais. Com o governo da Malásia, em 2008, a Avibras fechou a venda de 18 sistemas Astros por R$ 500 milhões. Os equipamentos foram entregues até 2010.

A empresa fechou nesta semana um contrato de US$ 350 milhões com o governo da Indonésia para desenvolver 36 plataformas de lançamentos múltiplos de mísseis Astros 2, além de troca de tecnologia e cooperação na área da defesa. O Sindicato dos Metalúrgicos aposta nos contratos com o exterior para retomar a contratação de funcionários. Na avaliação da entidade, a empresa terá que passar dos atuais 1.400 trabalhadores para algo em torno de 2.000 empregados para dar conta dos programas.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Prefeitura da cidade investe milhões em semáforos

A Prefeitura de São José pretende instalar até o final do ano 25 novos semáforos inteligentes nas avenidas João Batista de Souza Soares (Estrada Velha Rio-São Paulo), na zona sul, e Juscelino Kubitschek, na zona leste, e em vias do bairro Jardim Colinas, na zona oeste.

O objetivo é diminuir o tempo de espera do motorista nas vias e melhorar a fluidez do trânsito. O governo vai investir R$ 2 milhões para a instalação das sinalizações nas duas avenidas. Já o restante dos semáforos serão bancados pelo Shopping Colinas, que passa por processo de ampliação. O valor é de R$ 800 mil.

“Sempre quando um empreendimento tem planos de ampliação, nós realizamos estudos para saber qual o impacto que isto vai ter no trânsito. E o shopping deu essa contrapartida porque, ampliando a área, vai trazer mais gente e o fluxo de carros aumentará”, disse Paulo Guimarães, diretor de trânsito de São José.

Hoje, existem em São José dez semáforos inteligentes aparelhos que calculam automaticamente o tempo que devem ficar abertos ou fechados, a depender do fluxo de veículos na via. Eles foram instalados no início do ano nas avenidas Nelson D’Ávila e Deputado Benedito Matarazzo e no cruzamento das ruas Paraibuna e Turquia.

A escolha das vias que recebem a sinalização se baseia no fluxo de carros. São priorizados os cruzamentos com os maiores tráfegos. Segundo Guimarães, a escolha das avenidas João Batista de Souza Soares e Juscelino Kubitschek também levou em conta o grande número de ônibus que circulam pelas vias.

“No futuro, vamos otimizar os corredores de transporte público para saber onde está passando ônibus com mais ou menos gente e, assim, melhorar o trânsito.” Motoristas e comerciantes consultados por O VALE elogiaram a instalação dos novos semáforos.

Para o empresário John Ferraro, 46 anos, é maneira eficaz de controlar o trânsito. “Aqui em São José ainda não tem engenharia de tráfego eficiente. Embora tenha estes mesmos semáforos no Jardim Paulista, ainda é pouco. Espero que esse plano seja ainda mais ampliado”, disse Ferraro.

Com um comércio instalado há 13 anos na Avenida JK, Jandira de Almeida, 45 anos, espera que os semáforos inteligentes diminuam o número de acidentes na via. “Acho que vai ajudar muito até porque, como é controlado, os motoristas não precisarão esperar muito para o semáforo abrir. Aí não precisa passar quando não pode.”

Já Sérgio Ezjemberg, engenheiro e mestre em transportes pela Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), alerta que os semáforos inteligentes são úteis, mas podem não diminuir o engarrafamento quando há um grande fluxo de veículos no cruzamento no mesmo instante. “Como os semáforos têm sensores, calculam o tempo necessário. Mas se o cruzamento estiver com muitos carros dos dois lados, o tempo acaba sendo de um semáforo comum.”

O Vale

Publicado em: 24/10/2012

Embraer registra lucro liquído alta, saindo do vermelho

A Embraer registrou lucro líquido de R$ 132,5milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 200 mil registrado em igual período no ano passado, anunciou a empresa ontem à noite na divulgação do seu balanço financeiro.

Já a receita líquida da companhia alcançou R$ 2,85 bilhões no terceiro trimestre deste ano ante R$ 2,27 bilhões em igual período verificado no ano passado. Em relação ao segundo trimestre deste ano, a companhia registrou alta de 6% no lucro líquido. O balanço mostra que a receita líquida de julho a setembro teve queda de 15% no comparado com o segundo trimestre deste ano, de R$ 3,384 bilhões.

No acumulado do ano, a companhia soma receita líquida de R$ 8,283 bilhões e lucro líquido de R$ 444,1 milhões, segundo o balanço. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 336,9 milhões entre julho e setembro, ante R$ 311,4 milhões registrados em igual período do ano passado.

A fabricante informa no balanço que o resultado positivo do lucro líquido do terceiro trimestre e do ano foram impactados por uma redução no imposto de renda do primeiro e segundo trimestres, devido a uma alteração na base de cálculo.

“O lucro líquido acumulado foi positivamente impacto por R$ 85,7 milhões devido uma redução no Imposto de Renda de R$ 76,3 milhões no primeiro trimestre e R$ 9,4 milhões no segundo, que resultou na mudança da base de cálculo da companhia”, informa.

A companhia também informa que as despesas comerciais registras no terceiro trimestre foram de R$ 225,2 milhões ante R$ 233,5 milhões no trimestre passado. Também foi registrado decréscimo das despesas administrativas no terceiro trimestre, que totalizaram R$ 119,9 milhões ante R$ 147,6 milhões no segundo trimestre, comunica a fabricante.

No terceiro trimestre, a companhia entregou 27 aeronaves comerciais e 13 jatos executivos, sendo 11 jatos leves e dois jatos grandes. No ano, a empresa já despachou 83 aeronaves comerciais e 46 executivas. No balanço, a Embraer informa que mantém sua expectativa de atingir a receita líquida projetada para este ano.

A carteira de pedidos firmes da empresa somou US$ 12,4 bilhões no final do terceiro trimestre deste ano ante US$ 16 bilhões registrada um ano antes. Pelos dados, a carteira tem registrado baixa em razão do aumento de entregas. A empresa destaca também o crescimento do setor de Defesa e Segurança na receita, que foi de 18% no terceiro trimestre.

A Embraer mostra pela primeira vez um modelo em escala real do Legacy 450 na Convenção da Associação Nacional de Aviação Executiva (NBAA, na sigla em inglês), em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos, de 30 de outubro a 1º de novembro.

Além do modelo, que será apresentado no estande da Embraer, no centro de convenções, cinco jatos executivos da empresa estarão em exposição estática no Orlando Executive Airport. O Legacy 450 teve a fabricação do primeiro protótipo iniciada em agosto passado.

“A NBAA é um evento importante para a Embraer, razão pela qual escolhemos este palco para apresentar pela primeira vez o modelo em tamanho real do Legacy 450, enfatizando suas características revolucionárias”, disse Ernest Edwards, presidente da Embraer Aviação Executiva. Os jatos em exposição estática pela Embraer são o Phenom 100, Phenom 300, Legacy 650 e o Lineage 1000, além de um Legacy 600 semi-novo.

O Vale

Publicado em: 24/10/2012

Revap recebe multa por liberação de fumaça preta

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informou nesta quarta-feira (12) que vai multar Refinaria Henrique Lage (Revap) em São José dos Camposno valor de 5.001 UFESPs (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), o que equivale a R$ 92.218,44.

A medida foi tomada depois que uma instabilidade operacional ocorrida na empresa na última segunda-feira (10) ocasionou emissão de intensa fumaça preta na atmosfera pelo sistema de tocha da refinaria. O fato incomodou os moradores dos bairros Vila Industrial e Vista Verde, que é vizinho ao Jardim Diamante, onde a refinaria está instalada. Eles chegaram a relatar um forte odor no ar.

De acordo com a companhia, além da multa, a Revap deverá apresentar ainda um relatório técnico detalhando a ocorrência, contendo inclusive as medidas preventivas que serão adotadas para evitar que novos episódios semelhantes aconteçam.

A empresa informou que até às 20h desta quarta-feira, não havia sido notificada pela Cetesb. Já na segunda-feira, técnicos da Agência Ambiental da cidade e da companhia percorreram ruas dos bairros para averiguar possíveis problemas causados.

Além do contatos com os moradores, os técnicos realizaram uma vistoria nas instalações da refinaria, constatando que a parada de uma caldeira que gerou o desligamento de todo o sistema, ocasionou a liberação de hidrocarbonetos para o sistema de tochas e a queima incompleta do produto.

No dia da ocorrência, a empresa confirmou que houve uma instabilidade operacional o que provocou variação da chama da tocha, que é um dos sistemas de proteção e segurança da unidade de refino e informou que não houve dano pessoal ou material. Em 2011, a refinaria recebeu uma multa no valor de R$ 174.500,00 pela Cetesb devido à liberação de fuligem no bairro Vista Verde. O caso ocorreu no dia 30 de março.

G1 (Vnews)

Cidade terá 3 novos reservátorios de água da Sabesp

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) garante que no próximo verão a população de São José dos Campos não enfrentará problemas de abastecimento de água. Pelo menos nos últimos dois verões, moradores de bairros da zona leste da cidade conviveram com constantes falta d’água.

O superintendente da companhia no Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto, informou que a Sabesp está comprando, por meio de licitação, três reservatórios de aço para a região leste, o que irá garantir o abastecimento de 30 mil ligações em 118 bairros da região, o que representa cerca de 90 mil a 100 mil pessoas.

“Os novos reservatórios serão instalados até o final deste ano. O investimento é de R$ 2 milhões”, afirmou. De acordo com a Sabesp, os três reservatórios terão capacidade conjunta para armazenar 3 milhões de litros. Eles serão instalados no Jardim da Granja, Jardim Americano e no Galo Branco/Jardim República. “Com esse sistema, vamos garantir o abastecimento em toda a zona leste”, disse o superintendente da Sabesp.

A companhia planeja realizar nas próximas semanas uma operação de rastreamento ao longo do ribeirão Vidoca para identificar possíveis lançamentos clandestino de esgoto. O superintendente da Sabesp disse que se for constatado lançamento clandestino de esgoto, a Vigilância Sanitária será comunicada para autuar o infrator. “Senti um cheiro ruim próximo ao Vidoca”.

O Vale

Empres é multada por atraso nas Obras da Arena Esporte

A empresa Recoma, responsável pela construção da nova Arena Esportiva de São José dos Campos, recebeu ontem uma multa de R$ 330 mil da prefeitura pelo atraso na obra. “Segundo a última medição, entregue pela empresa na semana passada, a obra está 24% concluída. Pelo cronograma, esse índice deveria ser de 40%”, afirmou a secretária de Obras de São José, Flávia Pitombo.

Esse foi o segundo atraso consecutivo no cronograma. Em julho, a construção já deveria ter atingido 25%, mas estava em 20%. “Naquela ocasião, notificamos a empresa. A justificativa foi de que eles estavam com falta de funcionários, mas que o problema ia ser resolvido e o cronograma seria respeitado”, afirmou a secretária. Sobre esse novo atraso, registrado no mês de agosto, a Recoma ainda não enviou justificativa à prefeitura.

Pela proposta inicial, o novo complexo esportivo, no Jardim das Indústrias, zona oeste, deveria ter ficado pronto no início deste mês. Mas, devido a problemas com o terreno e as chuvas, a data já havia sido alterada para o dia 31 de outubro.

Na semana passada, o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, revelou a O VALE que não seria possível entregar a obra dentro do prazo. “Eu fiquei surpresa com a declaração dele. Nós já sabíamos dos atrasos, mas em nenhum momento a empresa nos pediu um aditamento do prazo. Oficialmente, para a prefeitura, a arena seria entregue no fim de outubro”, disse Flávia.

Ainda de acordo com a secretária, o próximo passo é esperar a nova medição das obras, prevista para acontecer em setembro. “Se eles continuarem com os atrasos, podem receber novas multas. Caso a obra não seja concluída dentro do prazo, podemos até rescindir o contrato”.

Segundo a secretária de Obras, o contrato firmado entre a prefeitura e a Recoma não prevê reajuste nos valores.  O VALE conversou ontem com o presidente da Recoma, Sérgio Schildt, mas ele não quis comentar o atraso nas obras e a aplicação da multa.

O Vale

Com a antecipação do 13° salário, aquece a região

O pagamento antecipado da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas da Previdência Social vai injetar cerca de R$ 169 milhões na economia da Região Metropolitana do Vale do Paraíba. O depósito do benefício começou a ser feito ontem pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para 345 mil aposentados e pensionistas da RMVale.

Na Agência Regional da Previdência Social em São José dos Campos, que reúne cinco cidades, o total de benefícios soma 169.748. O valor da primeira parcela do 13º salário é de aproximadamente R$ 84 milhões. Somente em São José dos Campos, a maior cidade, são 88.377 benefícios. O 13º é de cerca de R$ 47 milhões.

Na Agência Regional de Taubaté, que reúne 27 cidades, os benefícios somam 176.071 e a primeira parcela do 13º em torno de pelo menos R$ 85,5 milhões. Se considerada apenas Taubaté, o número de benefícios é de 54 mil e a primeira parcela do abono anual em torno de R$ 29,5 milhões.

Esses valores são aproximados, pois somente em setembro é que as agências da Previdência terão o montante real do depósito efetuado pelo governo federal. Os cálculos são baseados nos benefícios pagos em julho. “É um número aproximado, mas dá para se ter a grandeza do volume de recursos injetados na economia”, disse Marco Aurélio Ferreira de Morais, da agência de São José.

A antecipação da primeira parcela do abono ocorre pela terceira vez. O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial), de São José dos Campos, Felipe Cury, disse que é uma notícia positiva para toda a região. “Parte dos recursos vai para o comércio, para pagamento de débitos, o que possibilita a abertura de novos créditos. Esse dinheiro, com certeza, vai movimentar a economia”, afirmou o dirigente.

“Vou utilizar esse dinheiro para pagar contas e acho que não vai dar para economizar nada”, disse Benedito Jorge, 81 anos, de São José. Já os aposentados Lázaro Raimundo Monteiro, 68 anos, e Fernando Franco de Godoy, 73 anos, planejam usar o abono para complementar suas aposentadorias.

“Vou deixar na Poupança para render alguns filhotes”, disse Monteiro.“Vou gastar aos poucos porque, infelizmente, o valor da aposentadoria é uma vergonha”, afirmou Godoy.

O Vale

Terreno da Selecta vai a leilão por volta dos R$187 Milhões

O terreno do Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos, vai a leilão no final de setembro por R$ 187 milhões, o dobro do valor venal da área, estimado atualmente em R$ 92,7 milhões. O edital será publicado no próximo dia 26 pelo leiloeiro Luiz Fernando Sodré Santoro. A área, que pertence à massa falida da Selecta, empresa do megaespeculador Naji Nahas, será leiloada para pagamento de dívidas.

De acordo com juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, da 18º Vara Cível, responsável pelo processo de falência da massa falida da Selecta, o terreno é o único bem da empresa, que possui dois credores, entre eles a prefeitura e o governo federal. O juiz não informou o valor devido aos credores, mas a estimativa é que a dívida da massa falida com município e União some R$ 28 milhões R$ 17milhões do município e outros R$ 11 milhões do governo federal. O montante da dívida representa somente 14,9% do preço de venda do terreno.

O preço da área foi definido por um perito à pedido da Justiça. É a segunda avaliação judicial da área. Na primeira delas, o valor fixado era de R$ 220 milhões. O terreno do Pinheirinho foi desocupado pela Polícia Militar em janeiro, por determinação da Justiça. Cerca de 1.700 famílias ocupavam a área (veja cronologia do caso ao lado).

A pedido de O VALE, o especialista em avaliação fundiária José Silvio da Costa Manso fez ontem uma projeção do custo de mercado da área. Segundo ele, o valor do metro quadrado naquela região varia de R$ 80 a R$ 100. Assim, o custo total da gleba poderia variar entre R$ 108 milhões e R$ 136 milhões.

“Normalmente, o valor do metro quadrado é 20% superior ao valor venal da área, o que ficaria em R$ 80,30 o valor do metro quadrado. Mas há variações que podem elevar ou reduzir esse valor em 15%, depende da procura do mercado”, disse.

Com 1,3 milhões de metros quadrados, o terreno é uma das últimas áreas disponíveis na zona sul. Entretanto, pelo menos 45% da gleba correspondem a áreas de proteção ambiental. A gleba tem um aproveitamento estimado de 718 mil metros quadrados. A Lei de Zoneamento também limita o uso do terreno apenas para condomínios industriais e galpões. Nesse espaço, Manso estima que seria possível construir 1.000 galpões industriais. “Acima de R$ 100, o valor está fora do mercado e dificulta a aquisição da área. Há interessados nessas áreas, desde que esse custo caia 40%.”

O leilão será realizado pela empresa Sodré Santoro entre o final de setembro e o início de outubro na Casa Sodré Santoro, em São Paulo. O edital está sendo finalizado. Segundo o advogado da empresa, Sidney Palharini Júnior, o leilão será presencial, mas com possibilidade de lances pela internet com pelo menos 15 dias de antecedência. Os interessados poderão se cadastrar no site da empresa.

Só será permitira a venda da área total do terreno e o lance mínimo permitido será de 50% do valor definido em perícia R$ 93,5 milhões. Segundo Palharini, o valor definido pela Justiça é apenas referencial e caberá ao juiz determinar o valor final da gleba. O advogado diz que está descartada a participação de órgãos públicos no leilão.

A Prefeitura de São José informou não ter conhecimento do leilão. Quando o pregão for agendado, a Procuradoria Fiscal do Município irá acompanhar o processo para receber os créditos da dívida de impostos da Selecta.

O Vale

Governo disponibiliza verbas para obras na Jorge Zarur

A Prefeitura de São José dos Campos irá recuperar o pavimento e restaurar o entorno da Avenida Jorge Zarur, que fica ao lado do Córrego do Vidoca. A obra deve começar no prazo de um mês. A previsão é de que o serviço esteja concluído até o fim do ano.

Serão gastos cerca de R$ 4,2 milhões. O edital foi publicado na última quarta-feira e a escolha da empresa será feita no dia 12 de setembro. O pavimento da Avenida Jorge Zarur será restaurado desde o trecho próximo ao Shopping Colinas até o Anel Viário. A via também ganhará faixa extra.

O asfalto será recapeado numa área de 20.832 metros quadrados, com custo estimado de R$ 1,5 milhão. A recuperação do talude (parede lateral da pista), grama e serviços de drenagem deve consumir R$ 2,3 milhões. “A obra envolve uma série de melhorias, como a faixa extra. A intenção é melhorar o fluxo no local”, disse o secretário de Transportes, Anderson Farias Ferreira.

Na opinião de motoristas, a obra deveria ser estendida a outros pontos. “O asfalto está ruim em alguns pontos e bom em outros. Acho que deveriam fazer a recuperação desde a Via Norte”, afirmou o vendedor, Francisco Maia, 55 anos.

O Vale