Para realizar melhorias, Carlinhos buca verba para a cidade

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), começou a negociar com o governo federal o repasse de verbas para realizar um mutirão de consultas e exames na área da Saúde a partir de 2013. Deputado federal, Carlinhos foi a Brasília ontem e só deve retornar amanhã. Entre os compromissos está o de tentar garantir recursos para um mutirão da saúde.

“Como sou deputado federal, vou conversar com o ministro Padilha. Ele pode antecipar recursos aos municípios que fizerem mutirões. Então, nossa ideia é em janeiro tentar obter dele a antecipação desses recursos para tentar dar conta desse mutirão”, afirmou Carlinhos.

Em São José, o vice-prefeito Itamar Coppio (PMDB) já iniciou o mapeamento dos hospitais que podem ser parceiros no processo. A estimativa é que São José tenha uma fila de espera de 37 mil consultas e 2.000 cirurgias. Um diagnóstico sobre o setor já foi iniciado pelo petista. “O Carlinhos já conversou com o Padilha para garantir a liberação de recursos para os mutirões logo no começo do governo”, disse Itamar, que é médico.

O Ministério da Saúde informou que liberou R$ 650 milhões aos estados e municípios para a realização de cirurgias eletivas até junho de 2013. Os repasses são destinados à realização de cirurgias de ortopedia e de catarata, entre outros.

De acordo com o ministério, cabe ao gestor local definir as demandas e o valor necessário e encaminhas as informações para a analise do Ministério. Se aprovado, o repasse pode ser feito por meio do Fundo de Ações Estratégicas e de Compensação.

Segundo Itamar, a expectativa é obter dados do atual governo sobre o cadastro de pessoas à espera de exames, consultas e cirurgias. “Precisamos saber quem está na fila, qual a demanda e quais os casos mais graves”. Paralelo a isso, Itamar iniciou ontem conversas com instituições de saúde da cidade para levantar a capacidade de atendimento ociosa existente.

“Faremos o diagnóstico do banco de reserva de consultas e cirurgias que podem a atender as pessoas. Por exemplo, já sabemos que a Santa Casa possui dez leitos disponíveis, mas a capacidade é de 20. Hoje são realizadas cerca de 15 cirurgias por mês, mas poderiam ser feitas 40”.

O Pio 12, segundo ele é outro hospital que poderia ampliar o atendimento de cateterismo e angioplastia. “Estamos analisando capacidade, mas também custos”, disse. Itamar deve integrar a equipe de transição de Carlinhos. Ele inclusive pode ser um dos articuladores do grupo

Outro nome cotado é o do vereador Wagner Balieiro. “Ainda não há definição sobre a equipe, mas ela será técnica para analisar planilhas, contratos e fazer um diagnóstico por área da prefeitura. Pode haver também na coordenação, uma pessoa mais política”, disse Balieiro.

O Vale

Publicado em: 10/10/2012

Prefeito Eleito tem 30 dias para entregar relátorio

O prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT) planeja fazer um diagnóstico em 30 dias das áreas que considera prioritárias: saúde, desenvolvimento econômico, finanças e educação. A meta é analisar os dados para planejar as primeiras ações do petista a frente da Prefeitura em janeiro de 2013. Carlinhos ainda não definiu sua equipe de transição, mas já existem alguns nomes cotados.

O vice-prefeito eleito Itamar Coppio (PMDB) já está encarregado de fazer um raio-x dos serviços prestados na Saúde e de avaliar a capacidade extra de atendimento de hospitais que podem ser parceiros. “Vou ajudar na organização do mutirão da saúde, fazendo contato com os hospitais parceiros. Só a Santa Casa possui 50 leitos ociosos para fazer todo tipo de cirurgia”, disse o vice.

Segundo Itamar, as principais demandas são nas áreas de ortopedia, ginecológica, hérnias e varizes. Ele espera contar com o apoio dos médicos da rede para elaborar seus diagnóstico, e estima que em até um ano será possível acabar com todas as filas do setor.

Atualmente, a estimativa é que a fila de espera por consultas chega a 37 mil pessoas, e de cirurgias a 2.000. O vereador Wagner Balieiro (PT) também é cotado para compor a equipe de transição de Carlinhos, atuando no levantamento de dados da administração municipal.

“É bom chegar ao governo sabendo detalhes sobre contratos, projetos e obras em andamento. Também é preciso saber o comprometimento financeiro da prefeitura para esse ano e o próximo”, disse. “Iremos montar um grupo de trabalho para discutir a transição. Aguardamos um aceno do prefeito”, disse Balieiro.

A Saúde é a prioridade de Carlinhos, que afirmou que não irá esperar assumir o posto de prefeito para organizar um mutirão de consultas, exames e cirurgias já no primeiro mês como prefeito. “Em visitas aos hospitais da cidade identificamos ociosidade no Antoninho, no Pio 12, na Santa Casa e no GACC. Precisamos saber o potencial de cada uma delas e como elas podem ajudar”, disse.

No setor de desenvolvimento econômico, Carlinhos pretende analisar o processo de implantação de empresas na cidade, e na educação, como funciona atualmente o modelo de ensino integral. Para ter acesso aos dados, Carlinhos planeja procurar o prefeito Eduardo Cury (PSDB) ainda essa semana para criar um canal de diálogo com a atual administração. “Vamos fazer um contato com ele para ver a melhor forma de conduzir esse processo”.

Os integrantes da equipe de transição serão anunciados até o final dessa semana. “O grupo será enxuto e terá representação política e conhecimento técnico”, acrescentou. O processo de transição depende do aval do atual prefeito Eduardo Cury (PSDB), que foi sucinto ao falar do assunto ontem. “Ainda não pensei no assunto”.

O Vale

Publicado em: 09/10/2012

Orçamento de R$2 bilhões é valor estimado para novo Prefeito

O futuro prefeito de São José dos Campos, que será escolhido no próximo domingo (7), terá um orçamento de quase R$ 2 bilhões para administrar em 2013. Essa é a previsão orçamentária encaminhada pela prefeitura à Câmara na manhã desta segunda-feira (1). De acordo com a previsão de arrecadação, o futuro prefeito terá à disposição um orçamento de R$ 1.837.493 bilhão no próximo ano.

O valor representa crescimento de 6,18% em relação à previsão orçamentária deste ano de R$ 1.730.600 bilhão. A prefeitura não informou até a manhã desta segunda-feira (1) de que forma o valor será gasto e não quis divulgar a previsão. A proposta ainda será votada na Câmara. Para efeito de comparação, Campinas tem orçamento 2013 previsto em R$ 3,7 bilhões e Arapeí, a menor cidade do Vale do Paraíba, tem orçamento previsto de R$ 14,8 milhões.

G1 (Vnews)

Arena Esportiva será entregue pelo novo Prefeito

A Arena Municipal de Esportes de São José será entregue só no ano que vem, em data ainda desconhecida.
A um custo de R$ 33,3 milhões, a obra foi inicialmente projetada para ser concluída em agosto último. Depois, reconhecendo os atrasos, a administração do prefeito Eduardo Cury (PSDB) prometeu entregar a arena no final deste mês.

Ontem, porém, o governo municipal admitiu que o complexo esportivo só será entregue no ano que vem. “Já é um fato notório que está sendo construída a Arena de Esportes. Houve atraso. Os recursos que estamos colocando a mais na Secretaria de Esportes para o ano que vem é para pagar o final da obra”, afirmou a O VALE o secretário de Fazenda, José Liberato Júnior.

O Orçamento da pasta de Esportes no ano que vem, segundo projeto de lei com as diretrizes orçamentárias enviado ontem pela prefeito à Câmara, será de R$ 58 milhões crescimento de 32,4% ante os R$ 43,8 milhões atuais.

Ontem, os secretários de Obras, Flávia Pitombo, e de Esportes, Sérgio Theodoro, não comentaram o atraso.  No final de agosto, quando o presidente da empreiteira responsável pela obra, a Recoma, Sérgio Schildt, revelou a O VALE que seria impossível entregar a obra antes de 31 de outubro, Flávia se disse surpresa.

Na época, ela multou a Recoma em R$ 330 mil alegando que, até então, apenas 24% da obra estavam prontos. Obra vitrine do governo Cury, por se tratar de uma promessa de campanha, a Arena Municipal de Esportes, inclusive, foi incorporada pela campanha do candidato do PSDB à sucessão municipal.

O tucano Alexandre Blanco foi à TV na semana passada e disse que vai concluir a arena em seu governo, caso eleito. Sua coordenação de campanha afirmou que é um “compromisso” do plano de governo de Blanco entregar a obra.

Para o coordenador da campanha majoritária do PT, Wagner Balieiro, é preocupante a situação da arena. “É uma obra que nos preocupa muito. Precisamos terminá-la. Mas, pelo ritmo, é difícil dizer quando vai ser entregue”, afirmou. O PT, que lançou Carlinhos Almeida, tem feito sucessivas críticas à gestão de obras do governo Cury.

No caso da arena, além dos atrasos (devido a problemas com o terreno e as chuvas, segundo a administração), há outros agravantes. Contestações no TCE (Tribunal de Contas do Estado) e uma guerra de liminares entre as empreiteiras que disputaram o serviço, a Recoma e a Sérgio Porto Engenharia, atrasaram o início das obras em pelo menos seis meses.

O Vale

Em meio a Eleição, Blanco ganha vitrine na cidade

Para viabilizar até a eleição a inauguração do Centro da Juventude de São José, principal vitrine do candidato tucano Alexandre Blanco, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) autorizou o remanejamento de 90 servidores para turbinar a Secretaria de Juventude, que atualmente conta com 49 funcionários.

A estimativa é de que 140 funcionários de oito secretarias atuem no desenvolvimento das atividades. “Contaremos com o reforço de mais 90 pessoas na hora que o centro começar a funcionar com 100% das atividades. Serão funcionários vinculados às suas secretarias, mas que serão coordenados pela Juventude”, disse o secretário de Juventude, Fabrício Máximo.

Ele não teme desfalques no governo.  “Não haverá desfalques, porque estaremos concentrando em um só lugar muitas ações voltadas para atendimento do jovem com cursos, avaliação de esporte e atendimento de saúde.”

Ontem, O VALE vistoriou as instalações do novo centro, que possui 7.601 mil metros de área construída.  Com as obras concluídas, agora funcionários das oito secretarias que irão atuar no espaço trabalham na montagem das salas de dança, rádio e TV, biblioteca e novidades como consultórios médicos e cozinha experimental.

O prédio está avaliado em R$ 14,1 milhões. A expectativa é de que as obras sejam entregues só em outubro. A pasta confirma que toda a área externa do prédio já está pronta.  As obras na pista de caminhada, ciclovia, pavilhão e quadra poliesportiva já foram concluídas. “A estrutura física está finalizada, mas ainda tem coisa para fazer. A chegada dos móveis continua e ainda não conseguimos enxergar data de abertura”, disse Fabricio.

Segundo ele, cabe a Cury decidir inauguração. Paralelamente à adequação do prédio, a pasta toca obra de reforma da pista de skate, contratada ontem por R$ 430 mil. “Independentemente da inauguração, acho positivo. Quem ganha é a cidade. A obra começou há um ano. Faz parte do plano de governo do Blanco”, afirmou o coordenador da campanha de Blanco, Anderson Ferreira.  “A obra deveria ter sido entregue em maio. Nem a obra que é o carro-chefe deles PSDB é entregue no prazo”, disse o coordenador da campanha de Carlinhos Almeida (PT), Wagner Balieiro.

O Vale

Candidatos a vereadores escondem nome de Prefeitos

Candidatos a vereador da coligação liderada por Alexandre Blanco (PSDB) estão ‘escondendo’ o nome do tucano em propagandas de rua da zona leste da cidade. No caso do PT, a situação é inversa. O próprio candidato Carlinhos Almeida tem abolido o vermelho (cor oficial do partido) e o nome da legenda de seu material de campanha.

Na periferia da zona leste, o nome de Alexandre Blanco quase não aparece no material de campanha da maioria dos candidatos do PP e do PTN. Em alguns casos, o nome de Blanco é escondido com adesivos ou fitas. “Não estamos divulgando muito o nome dele, porque as pessoas se afastam. A maioria aqui vai votar no Carlinhos, então a gente fala mais sobre o candidato a vereador”, disse uma liderança da zona leste, que preferiu não se identificar.

Na zona leste, o candidato Alexandre Blanco registrou seu pior desempenho na pesquisa O VALE/Mind divulgada no último domingo, com 18,8% das intenções de voto, contra 61% de Carlinhos Almeida.  Em bairros como Santa Hermínia, Bom Retiro e Primavera 1 e 2, o nome do candidato tucano ainda é desconhecido.

“Sei do candidato Carlinhos Almeida. O resto, eu não conheço. Só sei que o candidato do PSDB é enteado do prefeito”, disse a comerciante Silvana Evangelista, 50 anos, moradora do Bom Retiro. Blanco é enteado do ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB), hoje deputado federal.

Para o pedreiro Jaime Luiz Lima, 63 anos, do Primavera, a região foi esquecida pelos candidatos a prefeito. “Placa tem, mas ninguém vem aqui para dizer que vai urbanizar o bairro”, disse. O coordenador de campanha de Blanco, Anderson Faria Ferreira, negou boicotes dos candidatos aliados.  “São casos isolados”, disse.

Mas, segundo ele, o partido planeja uma campanha mais agressiva na região com o apoio dos candidatos Cristóvão Gonçalves (PSDB) e Alexandre da Farmácia (PP). O vermelho perdeu espaço para o azul nas placas oficiais do candidato do PT, Carlinhos Almeida. A sigla do partido também não aparece mais em destaque.

“A nossa campanha usa o azul porque é a cor da cidade. Não escondemos a identidade do PT. O Carlinhos tem história no PT, já foi presidente do partido, tem 30 anos de vida pública e é um candidato ficha limpa”, disse o coordenador da campanha do petista, Wagner Balieiro.  Segundo ele, o objetivo da publicidade é mostrar que o partido irá governar com aliados e pessoas da cidade.  “Não vamos governar não só com o PT.”

O Vale

Nova Lei de Zoneamento é atacada pelo Prefeito Cury

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), acusou candidatos de oposição de prometerem rever a Lei de Zoneamento interessados em um suposto apoio financeiro de construtoras para a campanha. As empresas do setor figuram entre as principais financiadoras das eleições na cidade e querem mudar ao menos 15 pontos da legislação que consideram restritivos à expansão urbana.

“Tem de tomar cuidado com os candidatos que, para ficarem bem com as construtoras, querem acabar com a lei, que foi uma vitória para São José”, disse Cury em entrevista à rádio Piratininga na terça-feira. A declaração foi dada após o candidato do PT ao Paço Municipal, Carlinhos Almeida, defender a revisão da lei durante uma sabatina promovida por empresários da construção civil.

“Eu fico com medo de quem promete isso para atender as grandes construtoras que querem acabar com a qualidade de vida em São José”, disse Cury. “Temos de ver a real intenção do candidato que promete mudar a Lei de Zoneamento, porque precisa ter a campanha financiada e faz essas promessas”, completou.

Procurado por O VALE, Cury reafirmou sua preocupação com mudanças estruturais na lei, como a liberação de prédios com mais de 15 andares em regiões consolidadas e a redução do recuo lateral entre as construções. A lei exige distância mínima de dez metros entre uma edificação e outra, mas os empresários da construção querem que esse recuo seja de seis metros.

“Tenho enorme preocupação de que isso Lei de Zoneamento venha a ser usado na campanha política como compromisso em nome de uma minoria, e em prejuízo da qualidade de vida e das conquistas que a lei trouxe para a sociedade”, informou o prefeito por meio de sua assessoria. O tucano frisou que “os eleitores precisam ficar atentos” aos candidatos que assumem o compromisso de mudar a lei em troca de apoio financeiro.

“Espero que a sociedade esteja vigilante para evitar que modificações estruturais desse porte sejam feitas. E acredito que a sociedade esteja madura para rechaçar qualquer tipo de interesse escuso que possa colocar em risco conquistas importantes da lei”, disse.

Cury descarta pressões dos empresários da construção civil sobre o candidato do PSDB à sua sucessão, Alexandre Blanco. “No nosso caso, nunca houve dessas pressões, mesmo porque nós nunca as aceitaríamos. Uma demonstração dessa evidência é que propusemos e aprovamos a Lei de Zoneamento. E conversei com o candidato do PSDB e vi que partilhamos da mesma opinião”, informou o prefeito.

A nova Lei de Zoneamento de São José foi aprovada em agosto de 2010. Desde então, empreiteiras reivindicam alterações pontuais na lei, alegando que as novas regras travam o crescimento da cidade. Nesta semana, empresários do setor iniciaram uma série de sabatinas com os prefeituráveis para expor suas reivindicações.

O Vale

Falha no serviço faz Ideais levar advertência de Cury

A Prefeitura de São José dos Campos aplicou uma advertência ao Ideais (Instituto de Desenvolvimento Estratégico e Assistência Integral à Saúde) por falhas em serviços prestados em unidades da rede municipal de saúde no ano passado. A entidade não mantém mais contrato com a administração.

O Ideais, segundo procedimento investigatório da Secretaria de Saúde, escalou o “mesmo médico para plantões no mesmo horário em unidades distintas”. Durante os serviços prestados pelo instituto, também foram registrados dois casos em que profissionais se ausentarem do trabalho antes do término do plantão.

O Ideais prestou serviço por cerca de sete meses no ano passado à Prefeitura de São José, em contratos firmados sem licitação a partir do mês de abril. Na época, o governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) afirmou que a contratação emergencial do instituto se justificava por um movimento grevista entre os médios da rede municipal.

A alegação do governo era de que, na época, os médicos deixaram de fazer horas-extras, o que comprometeria o atendimento nas unidades de saúde da rede. Ao todo, segundo nota enviada pela prefeitura ontem, o Ideais recebeu R$ 2,073 milhões pelos serviços prestados em sete meses.

A advertência aplicada pela prefeitura a Ideais é a penalidade mínima prevista pela legislação federal a empresas que prestam serviços ao poder público. Dependendo das falhas cometidas, essas empresas podem ser multadas financeiramente e até impedidas de participar de licitações. “A penalidade foi aplicada atendendo a proporcionalidade do prejuízo causado ao atendimento à população”, justificou a prefeitura, em nota.

O Vale

Em meio a crise, Prefeito admite corte em massa na GM

Após se reunir com representante da direção da General Motors, o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), admitiu ontem a possibilidade de demissão em massa na planta da montadora na cidade. “Estou muito preocupado e temo pela possibilidade real de demissão na fábrica de São José. A GM não deu nenhuma garantia de preservação dos empregos na linha de produção do MVA”, afirmou o prefeito ontem à tarde em entrevista a O VALE.

Cury relatou que o desfecho sobre o futuro dos trabalhadores dessa linha depende das negociações da empresa com o Sindicato dos Metalúrgicos e do mercado consumidor. Ele se reuniu segunda-feira com o diretor de Assuntos Institucionais da montadora, Luiz Moan, para tratar da situação dos cerca de 1.500 trabalhadores da linha de produção do MVA, onde são montados os modelos Corsa e Meriva.

Na semana passada, a montadora suspendeu a fabricação da minivan Zafira, montada nessa linha. Cury disse que se colocou à disposição da GM e informou que “o município está disposto a fazer o que estiver ao seu alcance, como concessão de benefícios fiscais, para encontrar uma solução que preserve os empregos”.

Segundo o prefeito, a GM informou que a questão reside na “postura do sindicato de não negociar acordos trabalhistas”. “Em 2008 e 2009, eu alertei para a postura radical do sindicato em não negociar com a GM e sobre a ameaça futura dos empregos na montadora, que agora é real”, disse o prefeito.

Para o prefeito, o momento não seria para posicionamentos radicais, como a “realização de greves”, mas de buscar soluções negociadas. “Acho que é hora de o sindicato procurar a empresa e negociar acordos duradouros, de cinco a sete anos, para que a empresa volte a investir em São José. Sem investimentos e novos produtos, temo pelos empregos futuros da empresa”, disse.

A GM e o sindicato vão se reunir novamente entre os dias 20 e 25 deste mês, com a intermediação do Ministério do Trabalho e Emprego, em São José dos Campos. O primeiro encontro entre as partes aconteceu na semana passada, em São Paulo, mas não houve acordo.

O secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o ‘Mancha’, afirmou que a avaliação do prefeito sobre a postura da entidade não “corresponde à realidade”. “Nós sempre conversamos e estamos conversando com a GM.”

Ele frisou que o sindicato tem feito propostas para a GM voltar a investir na planta de São José. Prates declarou que a prefeitura deve participar das negociações com a GM na busca de uma solução que preserve os empregos na planta.

O Vale

Trânsito na cidade será um desafio para o novo Prefeito

São José tem uma malha viária (conjunto de ruas e avenidas) de 1.800 quilômetros o suficiente para ir de São José a Salvador. São José tem 56 quilômetros de ciclovias pouco mais da metade do caminho entre a cidade e Caraguatatuba. O espaço destinado para as bicicletas, normalmente contíguo às ruas, representa 3% de toda a malha viária e suas 7.449 ruas em São José.

O engenheiro mecânico Luiz Ishii, 47 anos, traduz os números: “É bastante complicado andar de bicicleta em São José.” Ele explica: “Quando a gente está na ciclovia, é uma beleza. Mas não existe continuidade entre elas. Todo cruzamento é muito complicado, já que as bicicletas nunca têm prioridade”, afirmou.

O engenheiro, que começou a andar de bicicleta há três anos e sempre quando possível deixa o carro na garagem para pedalar, mesmo que seja para ir trabalhar, aponta outro problema. “Se você quer ir da zona sul para o centro, por exemplo, não existe ciclovia. Você tem que dividir espaço com os carros na Dutra ou no Anel Viário. Quem sai perdendo é o ciclista.”

Só no primeiro trimestre deste ano, foram 49 acidentes envolvendo ciclistas em São José. Com 630 mil habitantes, São José também tem aproximadamente 350 mil veículos em circulação, entre carros, motos e caminhões. Os números retratam a opção do joseense pelo transporte individual no veículo automotor: dos mais de 1,2 milhão de deslocamento diários feitos na cidade, 49% são realizados por carros. Nesse universo, o transporte coletivo é a opção em 25% dos deslocamentos, enquanto 22% são feitos a pé.

O índice de uso do transporte coletivo em São José fica abaixo do registrado em capitais, em que até 65% da população opta pelo modelo para deslocar, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado no ano passado.

Para os candidatos à prefeitura, não há outra alternativa senão investir maciçamente no transporte coletivo público. Pelo menos em suas propostas, é essa a promessa. Todos também afirmam que investirão em ciclovias. Enquanto isso, entre os usuários do transporte coletivo sobram reclamações. “O grande problema é o que o ônibus está sempre cheio. Quase sempre tenho que ir em pé, seja para ir ao centro ou voltar”, afirmou a dona de casa Virgínia Gonçalves, 50 anos.

O percurso entre sua casa, no Campos São José (zona leste) e o centro costuma durar 40 minutos. “Problema não é preço nem integração, que às vezes não funciona. O problema principal é que ficamos muito tempo no ponto. Os horários são muito espaçados”, disse a dona de casa Andréia Marcia Gonçalves dos Santos, 43 anos, moradora do Monterrey, na zona leste.

Atualmente, São José conta com 382 ônibus. Os veículos não contam com faixas exclusivas a promessa é de que a primeira seja entregue ainda este ano. A velocidade média do sistema de transporte público é de 25,5

O Vale