Ex-Prefeito passa todas as obras da cidade para Carlinhos

A Prefeitura de São José dos Campos realiza nesta segunda-feira (3) na Câmara Municipal a 3ª Mostra de Vídeos Ambientais com os trabalhos de alunos do ensino fundamental de escolas públicas que participam do Programa Revitalização de Nascentes. A cerimônia terá início às 9h, com a participação de cerca de 500 alunos.

A Mostra de Vídeos é o resultado do trabalho de Educomunicação desenvolvido durante o ano por meio do Programa Revitalização de Nascentes. Desde 2010 a Secretaria de Meio Ambiente utiliza esta ferramenta pedagógica para a educação ambiental nas escolas. Professores e alunos são capacitados a utilizar a linguagem audiovisual como instrumento para disseminar informação e conhecimento entre alunos e comunidade sobre a preservação das nascentes e a importância da água. O princípio da educomunicação é o “apoderamento” dos meios de comunicação pela sociedade para geração de conhecimento de uma forma democrática.

Professores e alunos foram capacitados para utilizar ferramentas como máquina fotográfica, filmadora, microcomputador e software de edição de vídeo. Também foram transmitidos conhecimentos técnicos, estéticos e teóricos da linguagem audiovisual, desenvolvendo a visão crítica dos estudantes.

Em 2012 o tema desenvolvido com os alunos foi “Serviços Ambientais e a APP da Nascente”, abordando a importância dos serviços ambientais prestados gratuitamente pela natureza como a produção de oxigênio, água e alimentos, o conforto térmico, o controle natural de pragas, a estabilização do solo, controle de enchentes, a purificação do ar, a proteção e manutenção da biodiversidade, entre tantos outros. A partir do tema, professores e alunos apresentaram suas criações audiovisuais inéditas associando a temática às nascentes revitalizadas em seus bairros.

Participam da mostra 18 trabalhos de 15 escolas municipais e uma unidade da Fundhas. Uma banca examinadora, com representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Educação, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, especialista em comunicação e profissional do SESC SJCampos, avaliou e classificou os três primeiros colocados. As escolas vencedoras receberão troféus.

Revitalização de Nascentes

Desde 2006, a Secretaria de Meio Ambiente está revitalizando 33 nascentes degradadas em áreas urbanas do município, com o plantio de mais de 40 mil mudas de árvores nativas da nossa região.

Paralelamente a esse trabalho, é desenvolvido um amplo programa de educação ambiental com 31 escolas públicas localizadas nas proximidades das nascentes, com o objetivo de disseminar conceitos e práticas de cuidados com o meio ambiente e uso racional da água.

Grupos de alunos das escolas municipais participam de todas as etapas do reflorestamento, como o monitoramento da água e de toda a área da nascente de seu bairro em processo de revitalização, ajudando a fiscalizar a preservação.

O Vale

Publicado em: 03/12/2012

Prefeitura prevê recuperação no ICMS da cidade

Estudo elaborado pela Prefeitura de São José dos Campos mostra que o Valor Adicionado do município registrou crescimento de 27,15% entre janeiro e setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2011. Os dados, divulgados pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) com exclusividade para O VALE, mostram que o Valor Adicionado acumulado nos primeiros nove meses deste ano atingiu R$ 12,5 bilhões, ante R$ 9,8 bilhões no comparado com igual período do ano passado.

O Valor Adicionado considera toda a riqueza produzida no município e é um dos principais componentes utilizados para o cálculo da participação do município na partilha que o Estado faz dos recursos do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Ele é o resultado, de modo geral, de o tudo que o município fatura e vende (saídas) para outras localidades, menos o que a cidade compra (entradas).

O estudo feito pela Fazenda Municipal aponta que o setor aeronáutico e espacial foi o que apresentou maior percentual de crescimento (159%) no período. O Valor Adicionado do setor saltou de R$ 721 milhões para R$ 1,870 bilhão. No entanto, quem mais contribui para o Valor Adicionado do município é o setor petroquímico, que teve crescimento de 18%, segundo revela o estudo da pasta.

O Valor Adicionado do segmento pulou de R$ 6,1 bilhões para R$ 7,2 bilhões. O setor automotivo, que também tem significativa participação na produção de riqueza em São José, teve alta de 14%. O Valor Adicionado do segmento aumentou de R$ 1,6 bilhão para R$ 1,9 bilhão.

Cury disse que os reflexos positivos da alta do Valor Adicionado do município na receita da prefeitura ocorrerão entre 2014 e 2015. “O índice provisório de participação do município na distribuição do ICMS que será divulgado em junho de 2013 para ser aplicado em 2014 já terá os efeitos da alta do Valor Adicionado”, afirmou.

“Gradativamente, o município irá recuperar as perdas do índice ocorridas nos últimos anos”, completou. Segundo ele, a alta do Valor Adicionado de São José é resultado “do trabalho que a equipe técnica da Fazenda Municipal tem realizado junto às empresas da cidade”. “Acompanhamos o faturamento das empresas e prestamos auxílio para melhor o desempenho do setor industrial”, frisou Cury.

Para o economista Roberto Koga, os dados são positivos, mas é preciso cautela para analisá-los. “Os dados são significativos, porém, é preciso verificar o crescimento do Valor Adicionado dos demais municípios para saber se São José irá melhorar o seu índice do ICMS.” Nos últimos anos, São José registrou queda no índice de participação do ‘bolo’ do tributo.

O Vale

Prefeitura: 23/11/2012

Grandes obras da cidade fica nas mãos do novo Prefeito

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), planeja deixar encaminhado para o seu sucessor, Carlinhos Almeida (PT), dois megaprojetos viários que serão construídos pelo município em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Cury já programou para a próximas semanas a assinatura dos contratos para a elaboração dos projetos executivos e relatório de impacto ambiental para a construção dos corredores viários expressos Cambuí e Banhado.

Essas serão as obras mais caras do pacote de projetos que o município contratou com o BID no valor de US$ 85 milhões (cerca de R$ 170 milhões). A Cambuí tem custo estimado em US$ 58 milhões (cerca de R$ 106 milhões) e a Banhado, US$ 28,1 milhões (cerca de R$ 56,2 milhões). Nesse total já está incluída a contrapartida da prefeitura. Somente para a via Banhado, por exemplo, a prefeitura deverá desembolsar US$ 13,4 milhões (R$ 26,8 milhões). As obras, no entanto, somente vão sair do papel, caso sejam cumpridos os prazos previstos para a elaboração dos projetos, a partir do final de 2013.

A Via Cambuí irá interligar as regiões leste/centro/sudeste. O corredor expresso será construído ao lado do córrego Cambuí e terá aproximadamente 8,4 quilômetros de extensão, a partir do entroncamento com a avenida Juscelino Kubstichek, no Jardim Paulista, próxima à rotatória conhecida como da Itavema, até o bairro do Putim.

O projeto será elaborado pela Viaporte, Projetos e Consultoria de Engenharia S/A, vencedora da licitação para a execução do serviço. A empresa tem prazo de 14 meses para fazer o projeto básico, executivo e licenciamento ambiental, que terá custo de R$ 4,704 milhões. Depois de pronto é que a prefeitura irá licitar a construção do empreendimento. O prazo de execução da obra é de 36 meses.

O corredor expresso do Banhado será o prolongamento da Via Norte até o entroncamento com o complexo viário do Jardim Esplanada e Esplanada do Sol, em direção à região oeste (Urbanova). A via vai ser implantada margeando a orla do Banhado, no leito da antiga estrada de ferro Central do Brasil.

A nova avenida terá 3.680 metros de extensão, terá quatro pistas, duas em cada sentido, canteiro central, ciclovia e calçadas laterais. As pistas terão em torno de 3,5 metros de largura. Mesmas configurações terá o corredor expresso Cambuí.

O projeto da nova avenida será elaborado pelo consórcio Planservi-Cobrape, pelo preço de R$ 3,933 milhões. O prazo de conclusão é de um ano e meio, segundo a Secretaria Municipal de Transporte.
Depois o projeto será licitado e a obra tem prazo de conclusão de 18 meses.

O prefeito Eduardo Cury disse que esses corredores viários são fundamentais para melhorar o trânsito urbano. “A Via Cambuí vai permitir a construção também da Via Leste e ajudará a desafogar o trânsito urbano na Via Dutra”, relatou o prefeito. Já o corredor Banhado vai aliviar o trânsito em artérias como a avenida São João.

O Vale

Publicado em: 16/11/2012

Prefeitura do PT gera inimigos na cidade

O amplo arco de alianças costurado pelo prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, em torno de seu futuro governo já provoca reações contrárias dentro de seu partido, o PT. Isso porque a composição atraiu inimigos históricos da legenda.

Com esse cenário, militantes da ‘velha guarda’ querem garantir o controle de secretarias estratégicas na administração municipal e defendem limitações nas indicações políticas para cargos de confiança. Grupos ligados a movimentos sociais, lideranças de bairro e sindicatos querem ser ouvidos antes da formatação da nova equipe de governo.

O maior temor é a manutenção do sistema criado na gestão do PSDB, que permitiu o loteamento político dos cargos comissionados. Todos os partidos estão de olho na partilha dos quase 400 cargos de livre nomeação da administração direta, somados aos outros inúmeros cargos comissionados da administração indireta, como Urbam, Fundação Cultural, Fundhas e Organizações Sociais.

Um dos primeiros vereadores petistas de São José, Braz Candido, que atuou na Câmara entre 1982 e 1988, reconhece que a composição é necessária para garantir a governabilidade, mas diz que essa aliança não deve ser feita a qualquer custo.

“Se ele Carlinho não compor, não irá conseguir governar. Mas não será possível contentar todo mundo. Terá de ser feito um filtro técnico para a indicação de nomes”, disse. “O PT e os partidos que o apoiaram na eleição possuem quadros técnicos, e os novos que vierem ajudar devem ter responsabilidade com o novo governo”, afirmou.

O vereador Tonhão Dutra (PT) disse que o prefeito eleito deve estar atento. Ele espera que Carlinhos retome as plenárias partidárias e esteja próximo à base do partido. “Tem um pessoal que sempre foi oposição ao PT e bateu pesado. O Carlinhos tem que tomar cuidado com algumas lideranças que só querem barganhar cargos e que, daqui a três anos e meio, podem virar para o outro lado”, disse.

O coordenador da Central de Movimento Populares, Cosme Vitor, quer que o governo do PT rompa com a partilha de cargos. “Somos contrários à partilha política de cargos. Acreditamos que a escolha de pastas como Saúde, Habitação e Assistência Social deve passar pelo crivo dos movimentos populares. Não haverá restrição partidária, mas é preciso colocar alguém que saiba fazer.”

O deputado estadual Marco Aurélio afirma que o prefeito não é eleito só para administrar a cidade, mas também para ser um líder político e garantir sustentação na Câmara. “Não haverá governo 100% PT. Quando assumi pela primeira vez em Jacareí, houve certo desconforto entre militantes. Hoje a oposição virou a base”, disse ele, que governo a cidade até 2008.

Após a adesão fulminante do PSB e do PV, outros opositores históricos do PT como o DEM, PP e PPS também devem aderir ao governo Carlinhos Almeida. Os partidos consolidaram a base tucana por 16 anos. Carlinhos já conta com o apoio de seis vereadores eleitos por sua coligação: 4 do PT, 1 do PRB e 1 do PMDB. O PRP também já formalizou apoio.

O Vale

Publicado em: 05/11/2012

Mandato de Carlinhos pensa em isolar PSDB na cidade

Adesão fulminante. Depois do PSB e do PV, outros opositores históricos do PT como o DEM e o PP também devem aderir ao governo Carlinhos Almeida a partir do ano que vem, isolando o PSDB na oposição. Os apoios ocorrem apenas duas semanas após a vitória do petista e transformam em ‘fumaça’ o bloco de alianças consolidado pelos tucanos nos últimos 16 anos.

Na prática, com a cooptação de antigos adversários Carlinhos vai administrar um cenário político similar ao do PSDB em suas quatro gestões, com apenas quatro vereadores na oposição. Nesta semana, o petista irá se reunir com o lideranças do PP e do DEM com a meta de ampliar a adesão ao bloco petista. O reforço das duas legendas garantiria ao petista a maioria absoluta.

Carlinhos já conta com o apoio de seis vereadores eleitos por sua coligação: 4 do PT, 1 do PRB e 1 do PMDB. Na semana passada, adversários como PSB e o PV também declararam apoio ao petista, mesmo após 16 anos de oposição.

Walter Hayashi (PSB) chegou a se referir a Carlinhos como ‘companheiro’ de 20 anos e Valdir Alvarenga (PSB) arrancou sorrisos da vereadora Amélia Naomi (PT) ao relembrar os velhos tempos da sindicalista. Ele já chegou a pedir a cassação da petista por quebra de decoro parlamentar. “Sentimos-nos neutros porque não participamos da campanha do PSDB. E isso nos dá liberdade para cooperar com o próximo governo”, disse Valdir após declarar apoio ao petista.

Agora são os aliados diretos do prefeiturável derrotado Alexandre Blanco (PSDB) que podem aderir ao novo bloco de poder. As direções do PP e do DEM irão se reunir com o petista nesta semana. Os presidentes do PP, vereador Alexandre da Farmácia, e do DEM, Jorley Amaral, não foram encontrados ontem pelo O VALE para comentar o assunto.

Mas lideranças das duas legendas confirmaram o assédio petista. “Os três vereadores do PP irão se reunir com o Carlinhos para tomar sua decisão, mas até agora nada foi fechado”, disse o vereador eleito Roberto do Eleven (PP).

Uma liderança do DEM afirmou que os três vereadores da legenda irão tomar a decisão em conjunto com o partido. O DEM apoiou o petista na eleição de 2004, o que poderia ‘amenizar’ a troca de bloco. “São José vive um novo momento político com novos alinhamentos. Portanto, é natural estas adesões”, afirmou Carlinhos.

O Vale

Publicado em: 23/10/2012

Ex- Prefeito prepara relátorio de transição da Prefeitura

Após fechar acordo sobre a transição de governo, o prefeito de São José, Eduardo Cury (PSDB), solicitou aos 17 secretários municipais o mapeamento de projetos, obras e investimentos em andamento e previstos para o próximo ano já embutidos no orçamento de 2013.

O balanço solicitado pelo tucano vai embasar relatório que será entregue ao prefeito eleito, Carlinhos Almeida (PT), na segunda quinzena de novembro. O pedido foi feito na última segunda-feira durante a reunião do secretariado. Essa é a primeira ação concreta de Cury para iniciar o levantamento de dados para o próximo prefeito.

O governo não comentou o assunto. Por meio da assessoria, informou que anualmente realiza o balanço das ações, mas admitiu que os dados solicitados poderão ser utilizados no relatório final da administração.  A 74 dias do final do governo Cury, o secretariado já iniciou o levantamento dos dados.

O secretário de Meio Ambiente, André Miragaia, afirmou que o levantamento da pasta está em processo de conclusão.  Segundo ele, foram listados projetos em andamento e os que devem ser implantados em 2013, como o Parque do Banhado, que prevê o reassentamento de 281 famílias, a aquisição de áreas e o plano de manejo da área.

A lista inclui ainda o borboletário do Parque da Cidade e a ampliação dos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) três novos estão em licitação no Jardim Copacabana, Vista Verde e Castanheira. “Outro projeto que estamos concluindo é o de pagamento por serviços ambientais”, disse Miragaia.

No esporte, o prefeito eleito Carlinhos Almeida terá que dar continuidade à obra de construção da Arena.  O orçamento da pasta para o próximo ano, fixado em R$ 58 milhões, já prevê recursos para a conclusão da obra. “A arena vai ser finalizada na próxima gestão, assim como a reforma da Casa do Jovem e uma nova quadra no Nova Flórida também estão em andamento”, disse o secretário de Esportes, Sérgio Theodoro.

O coordenador do processo de transição petista, Wagner Balieiro, pretende entrar em contato com a administração para passar uma relação das informações necessárias. “Ainda não há clareza sobre o documento que será encaminhado pelo governo, mas são esperadas informações técnicas como o comprometimento financeiro de cada pasta, a relação de patrimônios como veículos, a relação dos convênios e suas respectivas datas, além do organograma de cada secretaria”, disse.

O Vale

Publicado em: 19/10/2012

Projeto da Terméletrica é congelado na cidade

A menos de três meses do final do mandato, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) não conseguirá viabilizar seu maior projeto financeiramente falando: a URE (Unidade de Recuperação Energética), que envolve processo de queima de lixo (termelétrica).

Controverso, o assunto vem sendo debatido em São José desde maio do ano passado, sem consenso. Com isso em mente e pensando em evitar mais desgastes, os vereadores descartam aprovar o projeto da URE neste ano, mesmo com o prefeito afirmando que “o projeto está amadurecido e poderia ser votado”.

Mesmo os vereadores que compõem a base governista de Cury na Câmara admitem que o projeto não será levado à pauta neste ano. “Foi uma eleição diferente neste ano. Seria muito polêmico colocar este assunto em pauta no fim do ano. É de suma importância a usina e sou favorável, mas temos que ter maior tempo de discussão e a participação da população. Isso não é possível ainda neste ano”, afirmou o líder do governo na Câmara, Fernando Petiti.

Apesar de defender a aprovação do projeto, Cury garante que não interferirá nos trabalhos do Legislativo. O projeto da URE, orçado em R$ 200 milhões, é a solução apresentada pelo tucano para a disposição do lixo em São José.

A partir de mecanismos modernos, a proposta é que a usina separe o lixo coletado, aumentando os índices de reciclagem, e queime outra parte do lixo, o que viabilizaria financeiramente o projeto, já que o processo térmico produziria energia suficiente para atender 200 mil pessoas.

Para tanto, o projeto precisa passar pelo aval da Câmara, já que a Lei Orgânica do Município não permite a comercialização de energia elétrica nos índices propostas para a URE. Aprovada pela Cetesb e pelo governo do Estado, a termelétrica é questionada por ambientalistas.

Para eles, a prefeitura deveria implantar mecanismos de redução de consumo e aumento da reciclagem antes de estudar uma termelétrica. O governo Cury defende que o projeto aumentará a reciclagem e que, além disso, o aterro municipal possui apenas mais 12 anos de vida, fazendo-se necessária a discussão de uma nova solução ao lixo. O governo afirmou que o projeto continua em consulta pública e que não tem pressa para finalizar o processo.

O Vale

Publicado em: 18/10/2012

Ex-Prefeito se encontra com novo Prefeito para transição

O prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), se reuniu ontem com o prefeito Eduardo Cury (PSDB) para estabelecer as diretrizes do processo de transição de governo. Foi o primeiro encontro entre Carlinhos e Cury após a eleição do último dia 7. A reunião reservada entre os dois ocorreu no Paço Municipal das 17hàs 17h40.

Foi definido que, na segunda quinzena de novembro, a atual administração entregará um relatório detalhado à equipe do prefeito eleito. “Ficou acertado, de comum acordo, que a atual administração vai elaborar um relatório até meados de novembro. Tendo esse documento como base, técnicos e assessores indicados por ambas as partes realizarão encontros para realizar a transição”, disse Carlinhos, por meio de sua assessoria.

O petista também cumprimentou Cury pela disposição em realizar a transição de governo com “a máxima transparência”. O prefeito Eduardo Cury cumprimentou Carlinhos Almeida pelo resultado da eleição e reiterou que sua equipe “prestará todas as informações necessárias ao novo governo, para que a transição seja tranquila e não prejudique o bom andamento da administração na cidade”, segundo nota divulgada por sua assessoria de imprensa

O vereador reeleito Wagner Balieiro (PT) vai conduzir os trabalhos da equipe de transição de Carlinhos, atuando como interlocutor junto ao governo Eduardo Cury. Coordenador da vitoriosa campanha do prefeito eleito, Balieiro foi o responsável pelo prime]iro contato entre petistas e tucanos.

Segundo ele, é importante que o prefeito eleito tenha acesso a informações da atual administração para garantir a manutenção do planejamento da prefeitura, dos projetos e programas existentes. Diagnósticos sobre o comprometimento financeiro e a capacidade de investimento da administração municipal também “serão fundamentais para o início da próxima gestão”, segundo Balieiro.

A equipe de técnicos que irá analisar os dados da prefeitura ainda será definida, afirmou Balieiro. “Iremos preparar um diagnóstico da cidade e quando obtivermos os dados da Prefeitura poderemos cruzar as informações que irão se complementar”, disse. O diagnóstico da área da saúde já foi iniciado pelo vice-prefeito eleito, Itamar Coppio (PMDB). Com a ajuda de médicos na rede, ele está levantando dados sobre as principais demandas da rede e quais os casos graves. O vice também está mapeando os hospitais que podem ser parceiros da prefeitura na ampliação de consultas, exames e cirurgias.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Vereadores da Câmara tem nova posição na Prefeitura

Pela primeira vez, desde que chegou ao parlamento municipal em 1997, o PSDB de São José dos Campos terá a missão de fazer oposição e fiscalizar o governo do PT, a partir de janeiro de 2013. Os quatro vereadores tucanos que conseguiram se reeleger na eleição de domingo passado afirmam que não será uma missão fácil.

Acostumados ao confortável papel de aliados do Executivo, a ter fácil acesso às informações da prefeitura e a benefícios, como indicar obras em seus redutos e nomes para cargos comissionados, os parlamentares tucanos vão enfrentar uma nova situação.

“Vamos ter muito trabalho, porque será uma situação completamente nova para nós”, disse o atual presidente do Legislativa, Juvenil Silvério, que se reelegeu para o segundo mandato com 4.665 votos. Ele avalia que todos os quatro parlamentares vão ter que aprender a fazer oposição. “Será um aprendizado, mas vamos enfrentar o desafio”.

Juvenil não descarta, inclusive, a possibilidade de a bancada tucana ficar isolada, assim como acontece hoje com os vereadores do PT. “Essa é uma possibilidade real. Mas só vamos ter certeza disso quando começar a nova legislatura”, ponderou. Pelo resultado das urnas, o grupo que apoiou o PSDB na disputa pela prefeitura conseguiu maior número de cadeiras, 11 das 21. No entanto, nos bastidores, pouco se acredita que o grupo todo, que inclui o DEM, PPS e PP, formará uma bancada oposicionista ao prefeito eleito Carlinhos Almeida (PT).

Como presidente em exercício do PSDB municipal, Juvenil convocou uma reunião da executiva do partido para amanhã, para iniciar um debate sobre o assunto. “Será uma primeira reunião de avaliação do resultado da eleição e para começar a discutir a atuação da bancada no próximo governo”, disse.

Na opinião do parlamentar, a bancada vai ter que “trabalhar unida”. “Se isso não acontecer, não vai funcionar”. O vereador tucano Fernando Petiti, que foi reeleito com 6.389 votos, disse que o PSDB terá papel fundamental na fiscalização do futuro governo.

“Não podemos abrir mão de fiscalizar e acompanhar os atos do governo. Vamos ter que exercer esse papel”, disse. Já a tucana Dulce Rita, que se reelegeu com 6.397 votos, ponderou que a bancada tem que ser oposição, mas não “uma oposição raivosa”.

“Temos que fazer oposição com justiça e não como o PT faz hoje”, afirmou. A secretária de Defesa do Cidadão, Marina de Fátima de Oliveira, integrante do PSDB, afirmou que o partido tem obrigação de ajudar a bancada e também fiscalizar os atos do futuro governo.

O Vale

Publicado em: 15/10/2012

Novo Prefeito analisa soluções para a cidade

O discurso oficial ainda tenta fugir de datas, custos e meios para consolidar a solução. O motivo? “Precisamos de diagnósticos, estudos”, afirma o prefeito eleito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT). Os problemas da cidade, contudo, são reais. E precisam de planos detalhados e bem elaborados para que sejam resolvidos.

Presentes nas promessas de campanha e também na ponta da língua dos moradores de São José, cinco gargalos da cidade se colocam como desafios imediatos ao novo prefeito eleito. Saúde e Segurança Pública lideram as queixas entre os moradores da cidade. Transporte público aparece logo abaixo, como um dos grandes gargalos de São José.

O risco iminente de demissões na GM e a queda de investimentos que geram empregos na cidade são outros dois assuntos que influenciam diretamente a vida do cidadão. Uma outra discussão vital para definir os rumos de São José é o zoneamento.

Todos os temas foram amplamente debatidos durante a campanha. As promessas foram diversas. Eleito, Carlinhos firmou compromissos em todas as áreas. Na Saúde, prometeu um mutirão para zerar as filas por cirurgias e consultas.

Na área de Transportes, 100% de integração –ou seja, permitir que um usuário se utilize de mais de um ônibus em qualquer sentido, dentro de uma carência de duas horas, pagando somente uma tarifa. Para garantir empregos, promete facilitar a vinda de empresários a São José.

No zoneamento, diz que defende mudanças. “Hoje, você tem comércios e indústrias com dificuldade de se instalar em São José por conta da lei de zoneamento”. Porém, afirma que será a sociedade que decidirá ou não por mudanças. Por fim, defende novas parcerias com comunidades terapêuticas para retirar usuários de drogas das ruas.

Na última semana, O VALE cobrou do prefeito eleito detalhes sobre suas propostas. Carlinhos evita comentar números. Mais concretamente, dois compromissos: em janeiro, no seu primeiro mês de governo, os mutirões para zerar a fila por consultas e cirurgias começam. Integração 100%? “Ao longo do primeiro ano”, afirmou.

SAÚDE
Benedita Quintino dos Santos Fernandes, 66 anos, desde 2009 esperando por uma operação para corrigir um erro médico na retirada de dois nódulos. Maria do Rosário Faria Sales Leite, 50 anos, também há quase quatro anos esperando por um procedimento cirúrgico para diagnosticar por que sofre fortes dores abdominais. Um quadro preocupante, segundo os moradores de São José. Para eles, a Saúde é o principal problema da cidade, conforme pesquisa O VALE/Mind realizada no final de agosto –40% dos entrevistas responderam que a Saúde é o primeiro gargalo a ser enfrentado pelo novo prefeito. Atualmente, segundo números da prefeitura, são pelo menos 2.000 pessoas na fila por uma cirurgia na cidade.

TRANSPORTES
Com 630 mil habitantes, São José tem aproximadamente 350 mil veículos em circulação, entre carros, motos e caminhões. Os números retratam a opção do joseense pelo transporte individual no veículo automotor: dos mais de 1,2 milhão de deslocamento diários feitos na cidade, 49% são realizados por carros. Nesse universo, o transporte coletivo é a opção em 25% dos deslocamentos, enquanto 22% são feitos a pé. Por quê? Um dos motivos, conforme debatido na campanha, é a falsa integração do transporte coletivo. Na existente, o usuário pode se utilizar de mais de um ônibus, dentro de uma carência de duas horas, pagando só uma passagem apenas em sentido único. Em São Paulo, o roteiro é livre.

EMPREGOS
O começo do ano que vem promete um cenário preocupante. Quase 2.000 trabalhadores da GM, em São José, podem ser demitidos em janeiro quando finda acordo entre a montadora e o sindicato para garantia dos empregos considerados como excedentes na planta. Para alguns, o caso GM é só a ponta de um iceberg. Durante a corrida ao Paço, não faltaram afirmações por parte dos candidatos de que São José é, atualmente, uma cidade engessada para o crescimento. Verdade ou não, também não faltam empresários reclamando das burocracias oficiais para a abertura ou ampliação de empresas. Nos últimos anos, ainda, a cidade deixou de gerar empregos ao ver indústrias optando por outras cidades.

ZONEAMENTO
Construtores veem uma cidade engessada por causa da Lei de Zoneamento de 2010 que restringiu a construção de empreendimentos em áreas já adensadas de São José. Especialistas, contudo, defendem que o município adote medidas severas para parar o crescimento, pensando na qualidade de vida. Empresários do setor afirmam que o setor está retraindo, deixando de gerar empregos. Moradores de áreas com muitos prédios temem a ampliação zonas com pouca iluminação e ventilação, aumentando riscos de problemas sanitários. O assunto é controverso. Cresce ou não? As críticas se estendem ainda aos critérios da lei que estabelecem contrapartidas viárias aos empresários, que seriam subjetivas.

SEGURANÇA PÚBLICA
Fantasmas, aparecem e somem num piscar de olhas. Magros e maltrapilhos, podem ser vistos em qualquer horário do dia, principalmente na região central. À noite, multiplicam-se, ao se espalhar ao longo da orla do Banhado. Admitem sem pudor: “É o crack”, aos mostrarem as pontas dos dedos carcomidas e dispararem frases rápidas e desconexas. A polícia afirma: 70% dos homicídios são causados por causa das drogas. Só em São José, foram 48 de janeiro a agosto. A violência, inclusive, é o segundo problema mais preocupante da cidade, segundo os moradores afirmaram em pesquisa O VALE/Mind, atrás apenas da Saúde. Para especialistas, combater as drogas e tratar os dependentes é de suma importância.

O Vale

Publicado em: 15/10/2012