PM pede aumento de salário e ameaça operação tartaruga

Representantes de entidades ligadas à Polícia Militar se reuniram ontem em São Paulo para discutir o reajuste salarial que será dado à categoria. O encontro começou de manhã e invadiu a noite. De acordo com David Francisco da Silva, presidente da Associação dos Sub-tenentes e Sargentos do Vale do Paraíba, a reunião teve como objetivo reafirmar a posição da PM e também os valores de reajuste pedidos. “Nós queremos que seja concedido um aumento de 15% para todos os policiais, seja da Civil ou Militar, neste ano e outros 11% para o ano que vem”, afirmou Silva.

A discussão sobre os reajustes começou na última semana, quando o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou reajuste de 7% para as duas corporações e um adicional de 10,5% para os delegados e de 18,5% para escrivães e investigadores. A principal queixa dos policiais militares é que esse reajuste dado aos policiais civis comprometeria a paridade salarial, estabelecida no governo Franco Montoro, em 1983. Como retaliação, alguns policiais da capital cogitaram fazer uma ‘operação tartaruga’, como reduzir o número de escalas. Silva não confirmou que isso vai, de fato, acontecer. “Vamos esperar qual será o resultado da reunião para saber o que vai ser feito”, disse. Até as 21h de ontem, a reunião não tinha chegado ao fim, segundo a polícia.

De janeiro a agosto, polícia faz 7.562 prisões na RM, diz Estado

O problema da superlotação dos CDPs (Centro de Detenção Provisória) de São José dos Campos e de Taubaté está longe de ter um fim. Isso porque, de acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, divulgados no último dia 25, de janeiro a agosto foram presas 7.562 pessoas na RMVale. Esse número equivale à lotação de quase 15 CDPs, como o de São José, que tem capacidade para 512 presos. Hoje, a população carcerária do CDP de São José é de 1.673 detentos. Enquanto Taubaté tem 2.161 presos para apenas 768 vagas.
No mesmo período do ano passado, foram presas 7.373 pessoas houve um aumento de pouco mais de 2% em relação a 2013.

De acordo com o Major Paulo Luiz Junior, chefe da divisão de operações do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior) é possível enxergar um ponto positivo nos números divulgados. “A polícia vai todo dia para a rua fazer o seu trabalho. Do ano passado para cá, são aproximadamente 200 bandidos a menos nas ruas”, afirmou o major. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, em oito meses foram presas 5.471 pessoas em flagrante e 2.091 por mandados. Para ele, o aumento no número de criminosos nas ruas é causado por uma série de fatores, como falta de políticas públicas e também de uma reformulação na legislação. “Muitas vezes as pessoas pensam que o problema de criminalidade é exclusivo da polícia. Mas é preciso ter um investimento em educação, saúde, saneamento básico para que aconteça uma prevenção. Nas leis também. Hoje um adolescente é detido e ele sabe que vai voltar rápido para as ruas”, disse.

Opinião semelhante tem Paulo de Palma, promotor de Justiça de execuções criminais de Taubaté. Para ele, o tráfico de drogas está tomando o lugar de prefeituras e do Estado. “É preciso fazer um trabalho nas periferias das cidades da região. Não adianta nada você colocar uma quadra nos bairros e deixar lá. Hoje o tráfico ajuda as famílias com segurança, saúde, ou seja, obrigações do poder público”, explicou Palma. Sobre o destino das pessoas presas na região, o major da PM não deu mais detalhes. Apenas afirmou que, quando detidos, são levados para as delegacias e lá é decidido para onde eles são levados. Segundo Luiz Henrique Righeti, coordenador regional dos presídios do Vale do Paraíba, não são todas as pessoas presas que são levadas para os CDPs da região.

Ele afirmou que, de fato, a superlotação dos centros de detenção é um problema grave que precisa ser resolvido. Uma das saídas para o problema seria a construção de mais CDPs na região, para desafogar os dois que já existem. “Estamos procurando novas áreas, conversando com as prefeituras do Vale do Paraíba. Nossa meta agora é conseguir as áreas até o final do ano”, afirmou Righeti. O coordenador regional dos presídios afirmou também que outro problema enfrentado nos CDPs é a falta de agilidade da Justiça de julgar os casos, o que diminuiria o número de presos nessas unidades. “Alguns presos estão esperando o julgamento há muito tempo. Se esse processo fosse mais rápido, o número de detentos não chegaria ao que estamos hoje”, disse Righeti. “Nós temos uma falha no mecanismo penal grande. Cerca de 30% dos detentos provisórios já poderiam ter sido julgados e desocupariam os presídios”, completou Palma.

Terceirização do 190 vai liberar 65 PMs para as ruas

A nova medida do governo do Estado em terceirizar o atendimento emergencial 190, da Polícia Militar, colocará pelo menos 65 policiais a mais nas ruas de São José dos Campos. A estimativa é do secretário de Segurança Pública do Estado, Fernando Grella, sobre o número atual de policiais que hoje trabalham no Copom (Comando de Operações da Polícia Militar) da cidade. Atualmente são 130 soldados que atuam no processo de atendimento e despacho das viaturas da PM para as ocorrências nas 39 cidades que formam a RMVale.  Segundo Grella, o edital para a contratação da empresa para o atendimento está em fase de finalização pela Secretaria de Governo.

A mudança na operação do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior 1) atende a um projeto-piloto do governador Geraldo Alckmin, que visa tirar os policiais dos atendimentos e coloca-los nas ruas a fim de aumentar o efetivo. Em todo o Estado, de acordo com a PM, o serviço 190 conta hoje com 700 policiais e atende uma média diária de 150 mil ligações, sendo que 80% delas não geram ocorrências policiais. Segundo a PM, para atender adequadamente a demanda seriam necessárias 1.200 pessoas no serviço.

O comandante e coronel Cássio Roberto Armani, avalia positivamente a medida do Estado e afirma ainda que a terceirização deve contribuir para o melhor emprego do policial militar. A formação do policial militar é extensa, voltada para procedimentos operacionais padronizados, treinamento de tiro, noções sobre matérias jurídicas e administrativas da Instituição, além de Direitos Humanos, entre outros. “Em diversos países mais avançados, os atendentes são civis bem treinados, portanto não se trata de novidade em termos de gestão pública. A supervisão continuará sendo feita por oficiais e sargentos.”

Segundo ele, esses profissionais (supervisão) possuem boa experiência profissional de atendimento operacional para orientar os casos que possam gerar dúvidas ou que sejam complexos, além de fiscalizar a atuação dos novos profissionais. Vale salientar que o despacho das ocorrências (comunicação entre o COPOM e as viaturas policiais) continuará sendo feita por PMs com experiência operacional.” O CPI-1 deve investir em treinamento junto à prestadora de serviço para que o padrão Polícia Militar continue, segundo Armani.  “E isto deverá ser um dos componentes da licitação que está sendo planejada pelo Comando, com a participação das Unidades onde ocorrerá tal mudança”, afirmou.

O Copom de São José dos Campos atende mensalmente cerca de 186 mil ligações, uma média de 6.200 pedidos de socorro por dia em todo o Vale do Paraíba e Litoral Norte. Um velho problema ainda é o trote, responsável por 21% dos pedidos de emergência, o que gera uma média diária de 1.240 atendimentos perdidos. Segundo o comandante Cassio Armani, por meio do sistema de atendimento são despachadas viaturas do rádio patrulhamento, policiamento ambiental, rodoviário, bombeiros e ronda escolar. O despacho das viaturas e o atendimento são feitos pelo sistema de rádio comunicação. Além disso, o sistema permite o acompanhamento e o deslocamento de 100% da frota, por meio de um tablet chamado de Terminal Móvel de Dados, que permitem aos PMs acessarem o banco de dados da PM.

Bairros da Zona Sul tem Blitz no final de semana

A Polícia Militar de São José dos Campos realizou no final de semana uma mega blitz em quatro bairros da zona sul de São José dos Campos Conjunto Elmano Veloso, Jardim Morumbi, Dom Pedro 1º e Campos dos Alemães. Um homem e um adolescente foram detidos em flagrante por tráfico de drogas em dois bloqueios feitos na região, segundo informou o tenente-coronel do 46º BPM-I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), Takao Ikeda a O VALE. Foram apreendidos 386 gramas de maconha, 291 gramas de cocaína e R$ 547 em dinheiro arrecadado com a venda dos entorpecentes, além de uma espingarda e a captura de um foragido da Justiça.

Foram abordadas 291 pessoas nas madrugadas de sábado e domingo. “Vistoriamos ainda bares e inibimos a realização de fluxo, que acaba perturbando o sossego das pessoas”, disse Ikeda. A operação contou ainda com o apoio de agentes da fiscalização da prefeitura durante oito horas de trabalho nos bairros apontados mais críticos pela Polícia e pela Secretaria de Defesa do Cidadão.

Uma mulher foi presa em flagrante com 42 quilos de drogas ontem na Vila Hepacaré, em Lorena. Segundo a Polícia Civil, a suspeita estava em uma casa que servia como depósito e laboratório de drogas. Foram apreendidos 20 quilos de cocaína, cinco quilos de maconha e 17 quilos entre crack e outras substâncias usadas para o preparo da mesma droga. A droga abasteceria Lorena e cidades vizinhas.

Policíais Civil da cidade paralisam suas atividades

Pela segunda vez em menos de duas semanas, policiais civis da Região Metropolitana do Vale do Paraíba vão paralisar suas atividades hoje em protesto pela falta de valorização dos profissionais e pelas condições de trabalho impostas pelo governo estadual. A ‘Operação Blecaute’, encabeçada pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), mobilizará todas as delegacias do Estado. A paralisação será das 10h às 14h. Nesse horário, nenhum atendimento será feito nas delegacias da região. São duas horas a mais de protesto do que a primeira manifestação, no último dia 29 de julho, quando os policiais deixaram de atender a população entre 10h e 12h. Uma terceira paralisação relâmpago está prevista para o próximo dia 13, data em que os policiais lembrarão os cinco anos da greve da corporação, deflagrada em agosto de 2008 e que durou 59 dias.

Na ocasião, houve confronto entre policiais civis e militares no Palácio dos Bandeirantes, na capital, sede do governo paulista. “O nosso objetivo é protestar contra a desvalorização e o sucateamento da Polícia Civil em todo o Estado”, disse Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Adpesp. “A falta de investimentos do governo estadual ao longo dos anos impede a polícia de prestar um serviço de melhor qualidade, prejudicando o atendimento e o esclarecimento de diversos crimes.” Segundo ela, os policiais estão “cansados de promessas e de sentar para negociar”. “Queremos uma atitude diferente do governo, que sabe muito bem quais são as nossas reivindicações”, disse Marilda.

A expectativa da Adpesp é contar com 100% de adesão nas delegacias da RMVale, o mesmo índice alcançado no protesto do dia 29 de julho. Segundo Marilda, a atual situação encontrada pela polícia gera o aumento da impunidade e diminui a segurança entre a população. “Contamos com o apoio das pessoas para compreenderem que, lutar pela polícia, é lutar por mais segurança.” Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse que “respeita todo tipo de manifestação” e acredita que as autoridades responsáveis pelos departamentos e pelas unidades policiais vão assegurar “que não haja prejuízos à população”. Ainda na nota, a pasta afirmou que “tem tido muito empenho na negociação salarial com todas as categorias da polícia”, e que “anunciou um pacote de benefícios às carreiras policiais”, com medidas para “facilitar as promoções e a valorização de carreiras”.

Policiais Militares voltam a realizar fiscalização de Trânsito

A Polícia Militar de São José dos Campos vai protocolar nesta semana pedido formal ao prefeito Carlinhos Almeida (PT) para que seja fechado um convênio que possibilite à PM fiscalizar o trânsito e aplicar multas em casos de imprudência ou irregularidades. Com a celebração do convênio entre a Secretaria de Transportes e o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), os policiais militares dos 1º e 46º Batalhões do município darão o reforço na fiscalização e poderão até apreender veículos nas blitz realizadas no município.

“Serão mais de 1.000 policiais que contribuirão para a fiscalização do trânsito em toda a cidade. É uma iniciativa importante que possibilitará maior fiscalização dos veículos e seus condutores pelas vias públicas potencializando a segurança viária de pedestres, condutores e passageiros”, disse o tenente-coronel Takao Ikeda, comandante do 46º Batalhão da Polícia Militar.

Se a proposta for aceita pelo prefeito e aprovada por meio de um projeto de lei na Câmara, a PM terá plenitude em autuar motoristas que realizam fluxos do funk, pancadões e outros em vias públicas, além de atender reclamações sobre carros estacionados sobre as calçadas, guias rebaixadas e praças, estacionamento proibido ou qualquer outro tipo de violação a sinais de trânsito.

O Código de Trânsito Brasileiro estabelece competências para todos os órgãos e entidades que compõem o Sistema Nacional de Trânsito, União, Estados, Distrito Federal e Municípios pela Lei Federal número 9.503/97. “O artigo 25 possibilita a realização de convênios entre Estado e Município para que agentes públicos possam ter legitimidade para exercerem a atividade fiscalizadora objetivando mais segurança aos usuários das vias públicas”, disse Ikeda.

Estima-se que circulam pelas ruas e avenidas de São José um total de 380 mil veículos, entre carros, caminhões, ônibus e moto s, segundo o secretário de Transportes, Wagner Balieiro. “Nossa equipe de agentes é referência no país. Obviamente quando chegar a proposta vamos analisar visando os benefícios para a cidade”, disse.

A assessoria de imprensa da pasta informou que a corporação atua hoje com um efetivo de 80 agentes fiscalizadores do trânsito. “Todos têm poder de autuação dos infratores dos artigos previstos no Código de Trânsito Brasileiro.” O prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse a O VALE que a iniciativa da PM em apresentar a proposta vem somar com o trabalho realizado pelos agentes de trânsito do município. “O pedido será analisado com critérios específicos juntamente com o secretário de Transportes a fim de garantir um convênio eficiente para ambas as partes.” Após estudo do Executivo, o projeto da PM será encaminhado aos vereadores.

O Vale

Publicado em: 14/05/2013

Fiscalização da Lei Seca suspende mais de 20 motoristas

Vinte e dois motoristas de São José dos Campos terão suspenso por um ano o direito de dirigir e ainda pagarão multa de R$ 1.915,40. Do total, seis condutores foram detidos e tiveram que pagar fiança para não permanecerem na cadeia. Todos eles foram flagrados dirigindo com quantidade de álcool no organismo acima do permitido pelas regras da Lei Seca.

Eles foram autuados durante megaoperação comandada pelo Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) na última terça-feira, em São José. Foi a primeira ação do programa ‘Direção Segura’, lançado em fevereiro último pelo governo estadual, deflagrada na região. Cerca de 60 agentes do Detran e das polícias Civil e Militar, com quase 30 viaturas, realizaram duas blitze em dois pontos da cidade: no Satélite, zona sul, e no Jardim Aquarius, na zona oeste.

Ao todo, os fiscais fizeram 426 testes de detecção de álcool no organismo. Em 16 deles, os motoristas apresentaram índice de até 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido no etilômetro, punível com multa, suspensão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) por um ano e sete pontos na carteira (infração gravíssima). mOutros seis motoristas foram flagrados com índice acima de 0,34 miligrama. Além da multa e da perda do direito de dirigir, eles infringiram o limite penal e foram detidos. Só não ficou preso quem pagou fiança, estabelecida por um delegado da Polícia Civil.

Um dos detidos foi um aposentado de 54 anos morador da região sul de São José. Ele estava com o filho no carro e havia bebido em casa antes de dirigir. “Bebi um pouco e vim buscar meu filho no trabalho. Nem imaginava que seria preso”, afirmou. “Mas acho que a lei está certa em ser rígida”. Para o diretor do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), João Barbosa Filho, a operação é válida pelo caráter preventivo e educativo dela.

“As pessoas até se assustam um pouco com a quantidade de pessoas e viaturas, e isso acaba tendo um caráter educativo. Se beber, não pode dirigir de jeito nenhum”, disse. Com 3.119 testes feitos desde fevereiro deste ano, o diretor-presidente do Detran-SP, Daniel Annenberg, considerou positiva a operação em São José e disse que ela será expandida. “Além disso, a fiscalização continua a ser feita pela Polícia Militar na região”.

O Vale

Publicado em: 03/05/2013

Policiais terão treinamentos para evento da Copa na cidade

O Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) irá oferecer cursos aos policiais civis da região visando a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Haverá aulas de inglês, uso de armas não letais, contenção de distúrbios e operações em grandes eventos. Os cursos serão ministrados na Academia de Polícia na sede do Deinter-1, na região sul de São José.

“As aulas de inglês vão começar em breve. Os outros cursos iremos oferecer conforme a necessidade da preparação dos policiais para grandes eventos”, disse João Barbosa Filho, diretor do Deinter-1. Segundo ele, a preparação será reforçada com a escolha de cidades da região como subsedes da Copa, abrigando seleções que disputarão o Mundial. São José já assinou um pré-contrato com a Fifa para sediar um Centro de Treinamento de Seleções.

Taubaté, Guaratinguetá, Caraguatatuba e Campos do Jordão seguem na briga pela mesma oportunidade. “A vinda de seleções para a região irá trazer muitas pessoas também, como jornalistas e o público. Por isso, estaremos preparados para o trabalho na segurança pública”, disse Barbosa Filho. Cursos especiais preparatórios para a Copa do Mundo também estão sendo dados na Acadepol (Academia de Polícia Civil), na capital.

Um deles é ministrado pela delegada assistente na Seccional de Taubaté, Ana Paula Bittencourt Ribeiro, que é professora de Relações Públicas da Acadepol e especialista em cerimonial, protocolo e etiqueta. Segundo ela, para desempenhar bem sua função, não basta o policial civil ter apenas o conhecimento técnico. “Os policiais que fazem segurança em geral têm muito conhecimento técnico, mas podem se descuidar e comprometer até seu desempenho operacional”, disse a delegada, em nota. O curso orienta os policiais a trabalhar na segurança de famosos e autoridades.

O Vale

Publicado em: 15/04/2013

Cidade tem combate intenso contra pirataria

A Polícia Civil realizou uma operação contra produtos falsificados na manhã desta terça-feira (8) em lojas na Praça João Mendes – conhecida como ‘Praça do Sapo’ -, um dos principais pontos de comércio popular no centro de São José dos Campos.

Foram apreendidos relógios, bolsas, óculos, roupas, tênis, produtos com etiquetas de marcas famosas, e CDs falsificados de 36 boxes diferentes. Uma pessoa foi detida por desacato. Ela foi encaminhada à delegacia onde prestou depoimento e depois foi liberada.

Os materiais foram recolhidos em sacos plásticos e levados para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade, onde os investigadores trabalharam na separação e contagem das peças. A perícia técnica fará uma análise nos produtos e um inquérito policial será aberto para cada box caso fique comprovado que o material é ilegal. A situação será analisada uma a uma.

De acordo com a polícia, os comerciantes não apresentaram nota fiscal com a procedência dos produtos mesmo tendo alvará de funcionamento. “Eles podem responder por contrabando e descaminho, o crime contra a ordem tributária e financeira, crime contra a propriedade imaterial. Então, isso será  apurado dentro do inquérito policial. As penas em alguns dos casos podem chegar de 5 a 6 anos”, explicou o delegado assistente da DIG, Régis Germano.

Durante a tarde, após a operação da polícia, poucos comerciantes reabriram as portas dos boxes. Uma comerciante que tem um espaço no local, que não quis se identificar, reclamou que o cadeado do box dela foi estourado. Ela vende artesanato no espaço. “Eu já não estou vindo trabalhar, porque eu não tenho dinheiro nem para andar de ônibus. Eu tive que alugar a minha casa para sobreviver e morar com meu filho. Agora eu chego aqui, o único dia que eu vim trabalhar um pouco, eu chego aqui o meu box tá estourado e eu não tenho dinheiro pra comprar cadeado. Então eu gostaria de saber quem é que vai comprar um cadeado pra mim?”, questiona.

Sobre a reclamação da comerciante, o delegado explica que para crimes dessa natureza não são necessários mandados. Eles são considerados crimes permanentes e podem sofrer a intervenção do Estado a qualquer momento.

A Secretaria de Defesa do Cidadão informou que não foi notificada oficialmente sobre a operação realizada pela Polícia e que vai aguardar a conclusão do inquérito para tomar as medidas cabíveis em relação aos permissionários. No entanto, não informou quais podem ser essas medidas.

G1 (Vnews)

Publicado em: 09/01/2013

38 Prisões na cidade foram realizadas pela Rota

A Força Tática Regional, conhecida como Rota do Vale, completa hoje um mês em operação com um saldo de 38 prisões no Vale. De acordo com balanço divulgado ontem pelo CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), dos 38 presos, 28 foram flagrantes de crimes como roubo, furto, tráfico de drogas e porte ilegal de armas. Dez foragidos da Justiça foram recapturados durante os patrulhamentos. Também foram apreendidas três armas de fogo e cerca de 3 quilos de drogas.

“Estamos atuando nas áreas indicadas pela nossa inteligência com alta incidência de roubos, furtos e tráfico de entorpecentes”, disse o tenente Adilson Naresi, comandante de um dos pelotões da Força. A criação do destacamento de elite da PM foi uma promessa do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em resposta aos índices de criminalidade registrados na região, considerada a mais violenta do interior do Estado. De janeiro a julho, já foram registradas 268 vítimas de assassinatos. A situação foi denunciada por meio da campanha O VALE pela Paz, realizada entre maio e julho.

O resultado do primeiro mês de trabalho da Força Tática Regional foi elogiado pelo comando da PM. “Pelos número de prisões e apreensões, confrontados com o indicadores de violência das áreas visitadas, consideramos o resultado muito positivo”, afirmou o major Paulo Luiz Junior, chefe da Divisão Operacional do CPI-1.

De acordo com os indicadores de criminalidade da PM, nos bairros onde as equipes atuaram, o números de ocorrências de furto e roubo chegaram a zero. Um resultado, que segundo o representante da PM foi obtido graças ao trabalho integrado.

“O objetivo da unidade é somar forças ao efetivo que já existe nos batalhões, fazendo um trabalho de saturação nas áreas críticas, com a vantagem de poder ser deslocada de acordo com a demanda de segurança”, afirmou o major. Ontem os policiais participaram de um treinamento com instrutores do COE (Comando de Operações Especiais). A equipe é especializada em ações em áreas de difícil acesso, como mata fechada e favelas.

O Vale