Primeiros dias de trabalhos da Rota é aprovado

A cúpula da Polícia Militar avaliou positivamente os dois primeiros dias de operação da Força Tática Regional, a tropa de elite da corporação no Vale, que fez patrulhas na região sul de São José ontem e anteontem. Hoje, os 20 homens e cinco viaturas do novo pelotão atuarão pela primeira vez fora da cidade. O município a receber o reforço policial será definido entre Taubaté, Caçapava e Jacareí.

No primeiro dia, os policiais fizeram 85 abordagens e detiveram dois menores que haviam furtado um carro no Jardim Satélite, zona sul de São José. O balanço do segundo dia será divulgado hoje. “Nossa avaliação é muito positiva. A população também gostou. Aumentou a sensação de segurança na localidade da operação”, disse o coronel Leônidas Pantaleão de Santana, comandante do CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), a quem a Força Tática Regional está subordinada.

O novo pelotão é formado por policiais das Forças Táticas da região e conta com 40 homens em dois grupos de 20, que atuarão todos os dias em alguma cidade da região. O foco é a prevenção de crimes. Segundo Santana, as vantagens do grupo são atuar de forma dinâmica, sem limitação geográfica e sem desfalcar as unidades de Força Tática da PM na região, nas quais atuam cerca de 200 homens. A prioridade dos policiais será aprender armas, drogas, veículos roubados ou furtados e capturar foragidos.

O Vale

Depois do Treinamento, Rota sai as ruas da cidade

Entra em operação hoje na Região Metropolitana do Vale do Paraíba a mais nova unidade de elite da Polícia Militar, batizada de ‘Força Tática Regional’. A ‘Rota do Vale’ terá 40 homens e 10 viaturas subordinados diretamente ao CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), cuja sede fica em São José, que atuarão em operações especiais. A PM não divulgou as cidades que receberão o reforço a partir de hoje.

O VALE apurou que as maiores cidades da região São José, Jacareí e Taubaté estão entre as prioridades da nova unidade. Trata-se de uma tentativa da Secretaria de Estado da Segurança Pública para diminuir os índices de violência no Vale, considerada a região mais violenta do interior do Estado. O reforço ocorre dois meses após a realização da campanha ‘O Vale pela Paz’, realizada pelos jornais O VALE e BOM DIA.

Foram 235 mortes por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte) no primeiro semestre deste ano aumento de 10% em relação às 214 mortes no mesmo período de 2011. Antes de atuar nas ruas, os policiais da Força Tática Regional foram treinados por instrutores da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), unidade da PM exclusiva da capital e com atuação em casos violentos.

Segundo o tenente-coronel Custódio Alves Barreto, comandante-interino do CPI-1, a Força Tática Regional é a primeira unidade operacional ligada diretamente ao comando da PM na região, o que daria a ela o benefício de poder atuar sem limites geográficos.

“As forças táticas nos batalhões trabalham com uma delimitação de área, o que não teremos nesta unidade do comando. Eles poderão atuar em qualquer cidade, a qualquer hora e em qualquer condição.” Segundo Barreto, a Força Tática Regional obedecerá a planejamento do CPI-1, que levará em conta demandas das cidades, operações programas e informações captadas pelo setor de inteligência da PM. “Será uma unidade de uso em operações especiais planejadas pelo comando.”

O Vale

Treinamentos de Policiais é reforçado na cidade

O CPI 1 (Comando de Policiamento do Interior) do Vale do Paraíba reforçou o treinamento dos policiais que irão integrar a nova unidade de elite da região. Ontem 120 homens da Força Tática participaram de um curso com instrutores do Batalhão da Rota (Ronda Ostensiva Tobias Aguiar) da Capital.

A ação visa preparar os PMs que irão integrar o contingente que irá atuar nas 39 cidades no Vale do Paraíba e Litoral Norte. A ideia é que a unidade, que ainda não tem um nome definido, siga os moldes da Rota da capital, com equipes formadas por quatro policiais em cada viatura.

No treinamento, os policiais foram atualizados sobre as técnicas no procedimento de abordagem a indivíduos e veículos suspeitos. “A abordagem é um dos momento mais delicados na atuação de um policial, pois qualquer erro pode resultar em um desfecho crítico”, explicou o tenente Marcos Galindo, instrutor da Rota.

A novidade para os policiais da região foi quanto ao emprego do quarto homem nas viaturas. Hoje a Força Tática da região atua com 3 policiais. “Esse reforço na equipe muda todo o esquema de trabalho, o que exige um treinamento específico’, disse Galindo.

Em julho, os policiais já haviam participado de um curso com oficiais do 3º Batalhão de Choque, que ensinaram sobre o controle de distúrbios civis, em aglomerações públicas. Ainda estão previstos novos treinamentos com outras equipes de elite, como o TOR, da Policia Militar Rodoviária.

O destacamento de elite da PM na região, foi uma promessa feita pelo governador Geraldo Alckmin, durante visita a Taubaté no último dia 27 de junho. A medida é uma resposta aos altos índices de violência registrados na região, considerada a mais violenta do interior do Estado. De janeiro a junho já foram registrados 233 assassinatos.

“O Vale está no eixo Rio-São Paulo e por isso temos que redobrar os esforços para proteger a região e fortalecer a segurança pública”, disse o governador durante discurso.

O Vale

Rota do Vale terá 6 novos integrantes na cidade

O Comando da Polícia Militar na região informou que já está em andamento o processo para a criação da Rota do Vale do Paraíba. O destacamento de elite da polícia, foi uma promessa do governador Geraldo Alckmin, em resposta aos altos índices de violência registrados na região, considerada a mais violenta do Estado.
Só neste ano já foram 233 assassinatos.

De acordo com a PM, a equipe será composta por homens das Forças Táticas, remanejados dos seis batalhões da região. Esse contingente ficará sediado no CI em São José, para atuar nas 39 cidades, em áreas identificadas pela inteligência policial, com maior necessidade de reforço no patrulhamento ostensivo.

Para José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de segurança pública, a criação de uma Rota no Vale do Paraíba é um erro. “Em uma cidade como São Paulo, com sua complexidade urbana, é justificável você ter uma equipe de elite como a Rota, mas no interior esse contingente é desnecessário, serve apenas para propaganda política”, criticou.

De acordo com Silva Filho, que já foi Comandante do Polícia Militar no Vale, as equipes da Força Tática tem total condições de dar resposta a demanda de segurança. “Você tirar homens da Força Tática para uma equipe à disposição do comando será um erro de logística”, avaliou o ex-secretário.

O Vale

Devido a falta de segurança, encontrado-se mais policiais

São Paulo terá mais 7.000 policiais nas ruas até o final do ano e o Vale do Paraíba terá prioridade no recebimento deste efetivo. A decisão da SSP (Secretaria da Segurança Pública) foi divulgada anteontem, cinco dias depois de os jornais O VALE e ‘BOM DIA’ lançarem a campanha ‘O Vale pela Paz’, que teve adesão de diversos representantes da sociedade civil organizada.

No mesmo dia, dados da própria SSP mostraram que a região continua como a mais violenta do interior do Estado, com 146 pessoas assassinadas até abril. O anúncio mostra uma mudança de postura do governo, que antes negava que houvesse déficit de policiais militares na RMVale e considerava os índices criminais para a região ‘normais’.

Os 7.000 policiais atuam em funções administrativas e passarão por um treinamento até o final do ano para reforçar o patrulhamento preventivo. De acordo com o comando da Polícia Militar no Estado, o local de atuação destes policiais será definido até o final do mês de julho.

A estratégia faz parte da ‘administração enxuta’, um modelo de policiamento criado no Vale no ano passado e que será adotado em todo o Estado. O deputado padre Afonso Lobato considera que a medida é acertada, pois policiais são mal utilizados em setores administrativos.

“Se existe efetivo, tem de ser utilizado da melhor forma possível. A região precisa de mais policiais. Se você tem 7.000 parados, tem de colocá-los nas ruas.” Na semana passada, padre Afonso e os deputados Hélio Nishimoto (PSDB) e Marco Aurélio de Souza(PT) se reuniram com o secretário de Estado de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, com o comandante da PM, Roberval Ferreira França, e com o delegado-geral de Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima.

Na reunião, eles apresentaram as oito reivindicações que a campanha ‘O Vale pela Paz’ faz ao governo. O reforço do efetivo policial é uma das principais. “O governo agiu rápido. Tivemos a reunião, eles analisaram e perceberam que necessitamos de reforço”, afirmou padre Afonso.

Opinião. Alexandre de Oliveira Campos, presidente da comissão de Segurança Pública da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), diz que o reforço é apenas o ‘primeiro passo’. “O Estado não pode esquecer da Polícia Civil. O efetivo é baixíssimo e as condições de trabalho são mínimas. É necessário abrir mais concursos para escrivães, investigadores e delegados”, afirma.

O Vale

Patrulhamento e reforço nas ruas de São José

Menos papel e mais ação. A Polícia Militar no Vale passou por uma reengenharia em seu setor administrativo. A intenção: tirar os policiais das cadeiras para colocá-los no patrulhamento. O enxugamento do quadro administrativo garantiu 126 PMs a mais no policiamento ostensivo. Em São José, são 44 policiais.

O número de novos PMs equivale ao efetivo de uma cidade do porte de Caraguatatuba. As mudanças entraram em vigor no início da semana passada. Em tese, alguns setores em que o trabalho era dividido por batalhão passaram a ser centralizados no CPI (Comando de Policiamento do Interior).

A região sofre com a falta de efetivo. Em outubro, o comandante da PM no Estado veio a São José dos Campos e anunciou que o Vale receberia ‘mais policiais’ que outras regiões de uma formatura de 2.100 PMs.
15 dias depois, o governador Geraldo Alckmin veio a região e anunciou que o reforço seria de 35 policiais.

O policiamento no Vale do Paraíba e Litoral Norte é dividido em seis batalhões: Taubaté, Jacareí, Lorena, Caraguatatuba e São José, que tem dois batalhões. Cada batalhão tinha sete setores administrativos, que cuidavam da divisão de pessoal, atendimento à imprensa, eventos, controle de estatística e setor de inteligência, entre outras funções.

Após uma auditoria feita com representantes do ISO (a corporação possui o selo ISO 9001 pela qualidade no atendimento), foi constatado que era possível exercer algumas funções empenhando menos, desde que o trabalho fosse centralizado.

No atendimento à imprensa, por exemplo, eram 21 policiais três em cada batalhão, mais três no CPI-1, que coordena as ações da PM na região. Com a reestruturação, todas as demandas de imprensa são feitas a partir do CPI-1. Os 18 policiais dos outros seis batalhões, agora, atuam no reforço do policiamento.

“Antes, precisávamos que pessoas fizessem esse trabalho no local. Agora, com as ferramentas inteligentes, podemos administrar isso à distância. Podemos produzir a mesma informação de uma sede”, diz o major Acácio Geraldo Wendling César, chefe da administração interna da PM.

Outra vantagem apontada pela corporação na reengenharia é a liberdade para o estudo de segurança pública. Com as decisões administrativas tomadas em uma central. Os comandantes podem priorizar o estudo de dados e a melhor distribuição de policiais.

“A ordem é que os batalhões e companhias fiquem concentrados no atendimento à população e no estudo de estratégias de combate ao crime.”

As primeiras beneficiadas pela reestruturação da polícia, foram as chamadas cidades nanicas. “Nas cidades menores, havia menos policiais do que o mínimo para fazer um bom trabalho. Você estendia a carga de trabalho para suprir a falta de policiais. Agora, há um trabalho diuturno de qualidade.”

Segundo César, cada cidade da região, tem agora, pelo menos 11 policiais militares fazendo o atendimento à população. Conseguir reforçar o policiamento é uma briga antiga de autoridades de segurança pública do Vale.

O efetivo na região está perto dos 5.000 policiais militares. A corporação precisa de cerca de 4.000 policiais na região para atingir o parâmetro da ONU (Organização das Nações Unidas), que defende um policial para cada 250 habitantes.

Representantes de Taubaté e São José demonstraram frustração com o anúncio feito por Alckmin no dia 12 de outubro de que apenas 35 policiais viriam para a região. Uma nova formatura de PMs deve acontecer em dezembro a expectativa é de que o Vale tenha maior reforço.

SAIBA MAIS

Administração
A Polícia Militar enxugou o setor administrativo no Vale do Paraíba para aumentar o número de policiais em patrulhamento nas ruas

Reforço
A mudança colocou mais 126 PMs na rua com essa reestruturação; o efetivo extra é semelhante ao número de policiais de Caraguá

Setores
A PM possui seis batalhões no Vale do Paraíba. Cada batalhão tinha sete setores administrativos. Com a reengenharia, alguns setores foram excluídos e o trabalho será centralizado no CPI-1

Policiais
Em outubro, o comandante da PM no Estado anunciou que o Vale seria um dos maiores beneficiados de uma formatura de 2.100 policiais, mas apenas 35 PMs vieram

O Vale