Levantamento aponta que trânsito do Vale é o mais perigoso

Mais de dois motociclistas são internados por dia, em média, na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, em razão de acidentes no trânsito. Inédito, o levantamento foi feito pela Secretaria de Estado da Saúde com base no atendimento feito nos hospitais públicos estaduais em todo o Estado de São Paulo.

Na RMVale, o número de internações de motociclistas cresceu 18,76% em três anos, saltando de 762 em 2008 para 905, em 2011. A região está em quarto lugar no ranking estadual que enumera a quantidade de internações de motociclistas feitas em 2011.

Das 16 regionais de Saúde do Estado, descontando a Grande São Paulo, a RMVale perde apenas para Ribeirão Preto (1.472), Campinas (1.353) e Sorocaba (1.120) em número de internados. Segundo a Secretaria da Saúde, a pesquisa servirá de referência para campanhas de conscientização dos motociclistas, principalmente para usarem equipamentos de segurança, participarem de cursos e respeitarem as normas de trânsito.

“A imprudência é a principal causa dos acidentes”, disse o cirurgião Caio Soubhia Nunes, diretor técnico do Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté. Por si só, segundo ele, andar de motocicleta oferece um risco inerente ao veículo. O problema é ainda maior quando entra a imprudência.

“Cair com a moto parada já pode causar uma fratura exposta, que deixa o motociclista seis meses sem poder trabalhar”, afirmou o médico. Tendo chefiado a unidade de emergência do Hospital Regional por sete anos, Nunes está acostumado a atender motociclistas.

Para ele, as lesões que eles apresentam estão entre as mais graves entre todos os motoristas. São traumas graves que, não raro, levam à morte ou deixam sequelas incapacitantes. “O pior é que a maioria dos acidentados tem entre 20 e 40 anos, faixa economicamente ativa da população. Isso atrapalha demais e causa prejuízos à economia”, disse.

De acordo com o levantamento da Secretaria da Saúde, o Estado de São Paulo gastou R$ 27,2 milhões com internações de motociclistas em 2011, valor 76% maior do que os R$ 15,4 milhões aplicados em 2008. “O aumento se deve à maior complexidade dos casos. Os acidentes estão cada vez mais violentos”, disse Julia Greve, médica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Presidente do SindimotoVale, Benedito Carlos dos Santos, o ‘Natu’, defende a separação entre os motociclistas profissionais, que trabalham com o veículo, daqueles eventuais. Segundo ele, a primeira categoria tem mais cuidado com a segurança, em razão de depender do trabalho. Mas ele admite que há profissionais que exageram sobre rodas. “Defendemos o curso obrigatório para os motoristas profissionais, além dos equipamentos se segurança”, disse Santos. “Não é sem motivo, mas para aumentar a segurança dos motociclistas.”

O Vale

Publicado em: 21/02/2013

Industria da região tem queda nos empregos em um ano

O setor industrial da Região Metropolitana do Vale do Paraíba amargou a perda de 4.750 postos de trabalho nos últimos 12 meses, o segundo pior resultado da história. O primeiro ocorreu de junho de 2011 a junho de 2012 quando foram fechados 5.000 empregos formais, com carteira assinada.

A retração do emprego na indústria da região, principal mola da economia da RMVale, tem pior cenário nas cidades da região de Taubaté, que reúne 28 cidades, onde foram fechadas 2.400 vagas entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano.

O setor industrial da região de São José dos Campos, que reúne oito cidades, perdeu 2.100 postos de trabalho no mesmo período. Já a região de Jacareí, composta por três cidades, perdeu 250 empregos com carteira assinada no período de 12 meses, segundo o estudo.

Dirigentes das delegacias regionais do Ciesp analisam que o cenário foi ruim em 2012 por causa da crise da economia na Europa, prejudicando a exportação, a alta carga tributária (custo/Brasil) e a competição dos produtos importados, principalmente da China e da Índia.

Para Fabiano de Sousa, gerente regional do Ciesp São José, a região de São José não ficou fora da realidade em geral que foi ruim, mas sentiu muito as perdas. “O número equivale ao fechamento de uma grande empresa. É é um dos piores resultados da história”. Segundo Sousa, os vilões da alta queda são os setores de autopeças, aeropeças e produtos químicos.

Para 2013, a perspectiva é de recuperação de parte dos postos de trabalhos perdidos. “Esperamos que em 2013 essa situação se reverta”. De acordo com Sousa, as medidas tomadas pelo governo federal, como desoneração na folha de pagamento e redução nos juros e de encargos sociais e redução de energia serão sentidas somente no segundo semestre deste ano.

Em Taubaté, o gerente regional do Ciesp, José de Arimathéa Campos, relatou que o setor de papel e celulose é o que enfrenta maiores dificuldades. “São números acumulados que devem ter melhora no meio do ano”, disse ele. Em janeiro de 2013, A região de São José registrou saldo negativo de 15 vagas comparado ao mesmo período do ano passado. Na contramão, a regional de Taubaté apresentou acréscimo de 800 postos de trabalho, alta de 1,52%. E Jacareí somou mais 100 empregos formais.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Fundação Cultural leva cinema para toda a cidade

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) de São José dos Campos inicia as atividades do projeto “Cinema Móvel” de 2013 nesta quarta-feira (20), às 19h. A primeira exibição do ano será na Praça Benedita Alvarenga, conhecida como Praça do Half, no bairro Dom Pedro I. Serão exibidos dois curtas-metragens sobre a improvisação do rap e outros dois, cujos títulos são surpresa para o público.

Após os filmes, haverá apresentações de rap, já conhecidas no bairro como a “Batalha do Half”. Dessa vez, elas serão transmitidas ao vivo na tela de cinema.  A Batalha do Half é uma iniciativa independente de jovens da Região Sul de São José dos Campos ligados à cultura hip hop. Toda quarta-feira à noite, eles se reúnem nessa praça e fazem desafios musicais conhecidos como batalha de Rap. Quem improvisa melhor ganha prêmios e fama entre eles.

O Cinema Móvel é uma parceria entre a Fundação Cultural Cassiano Ricardo e o Instituto Magneto Cultural. Uma perua equipada com telão, projetor, caixas de som, cadeiras e outros objetos necessários a uma projeção, leva a magia do cinema para praças e outros locais abertos em São José dos Campos.

A idéia é apresentar novos horizontes ao público, proporcionados pela arte do cinema, revelando novas possibilidades de olhar para o mundo, por meio dos filmes que circulam junto com o projeto. A escolha dos filmes varia de acordo com cada público.

Uma outra exibição está programada para sexta-feira (22), às 19h, na Praça Floripes B. Martins, conhecida como Praça do Rugby, no Jardim Esplanada 2. A exibição é uma parceria com o coletivo Open Air, formado por um grupo de pessoas apaixonadas por cinema e arte. Nesse dia será exibido o filme “Quem se importa”, da diretora Mara Mourão, que autorizou a exibição pública de seu documentário para esta parceria.

Confira a programação do “Cinema Móvel” até o início de março

Fevereiro

  • Quarta-feira (20) – às 19h
    Bairro Dom Pedro I – Praça Benedita Alvarenga (Praça do Half)
    Parceria com o coletivo Batalha do Half
    Se chover, os filmes serão exibidos no Espaço Cultural Flávio Carneiro
  • Sexta-feira (22) – às 19h
    Jardim Esplanada II – Praça Floripes B Martins (Praça do Rugby)
    Parceria com o coletivo OPEN AIR São José dos Campos
    Se chover, o evento será transferido para 1º de março
  • Terça-feira (26) – às 19h
    Jardim Paulista – Praça Francisco Escobar
    Se chover, o evento será transferido para 28/2
  • Quarta-feira (27) – às 19h
    Novo Horizonte – Praça 1 de Maio
    Se chover, o evento será transferido para 6/3

Março

  • Sábado (2) – às 19h
    São Francisco Xavier – Praça Cônego Manzi, s/nº – Centro
    Parceria Espaço Cultural Julio Neme – / Biblioteca Solidária
    Se chover, o evento será transferido para o dia 3/3

    Prefeitura Municipal de São José
    Publicado em: 19/02/2013

Consumo de Energia tem queda na conta para moradores

O preço da tarifa de energia elétrica residencial vai cair no Vale do Paraíba. Os novos valores, divulgados na semana passada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), variam entre 18% e 25% de redução, dependendo da empresa.

A concessionária EDP Bandeirante, que atende 19 cidades da região, entre elas São José, Taubaté e Jacareí, ficou com o preço do quilowatt-hora em R$ 0,28586. A medida vale até 22 de outubro deste ano. Com 20 cidades, a maioria de pequenos municípios, a Elektro teve a tarifa reajustada para R$ 0,28713 o quilowatt-hora até 26 de agosto de 2013.

Em nota, a Aneel informou que a revisão tarifária obedece aos descontos determinados pelo governo federal em 24 de janeiro deste ano. O desconto se deve à renovação antecipada das concessões de energia que venceriam entre 2015 e 2017, e que foram concedidas por mais 30 anos, e a eliminação de encargos federais sobre a conta de luz.

O aposentado Roberto Moraes, 61 anos, de Paraibuna, comemorou a economia na conta. O valor de fevereiro foi R$ 22,70 menor do que o de janeiro. “É ótimo para o orçamento da família”. Em São José, a costureira Maria Dolores, 43 anos, também recebeu a conta com valor menor. “Paguei quase R$ 100 em janeiro e a conta, que chegou ontem, veio com R$ 81,40. É um bom desconto.”

Em Guaratinguetá, a artesã Sebastiana Santos, 52 anos, recebeu a taxa com desconto de R$ 18. “Finalmente uma boa notícia para a gente”, disse.

O Vale

Publicado: 14/02/2013

Nono dígito de celular começa a funcionar em agosto

Começa a valer, em 25 de agosto, o uso do nono dígito nas ligações para celulares de cidades do interior paulista com código DDD 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19, segundo publicação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (31). Isso significa que, para fazer ligações para os celulares dessas áreas, será necessário digitar o 9 antes dos outros oito números da linha.

Segundo a Anatel, a mudança começa a valer também, a partir de 27 de outubro, para as cidades do Rio de Janeiro com códigos DDD 21,22 e 24; e do Espírito Santo com DDD 27 e 28. (Veja a lista das cidades afetadas ao final da reportagem)

Em outubro, a Anatel previa que a implantação no interior de São Paulo ocorreria até o final de 2013, e no RJ e ES, até janeiro de 2014. Na capital paulista, a mudança foi feita em julho. A medida será necessária independente de a ligação estar sendo feita a partir de um celular ou de um telefone fixo. Pessoas de qualquer lugar do Brasil que liguem para celulares dessas áreas terão que digitar o 9 antes dos oito números da linha.

Segundo a Anatel, haverá um período de adaptação após o início da vigência da medida, em que as ligações sem o nono dígito serão completadas. Uma mensagem de voz vai orientar as pessoas sobre a nova forma de discagem. Depois desse prazo, as chamadas sem o nono dígito não vão ser mais possíveis.

PERGUNTAS E RESPOSTAS:

A mudança vai atingir quais usuários?
A partir de 25 de agosto de 2013 todos os usuários de telefones móveis do estado de São Paulo (DDDs 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18 e 19) e a partir de 27 de outubro de 2013 todos os usuários de telefones móveis dos estados do Rio de Janeiro (DDDs 21, 22 e 24) e Espírito Santo (DDDs 27 e 28) terão seus números alterados para nove dígitos, com a inclusão do dígito “9” à frente do número atual

Os números dos telefones fixos também irão mudar?
Não. Continuarão com 8 dígitos.

Os números de rádio irão mudar?
Não. Os números que são usados como terminais de rádio não irão mudar.

O usuário pode optar por não incluir o 9?
Não, a mudança será automática e obrigatória.

A mudança de número custa algo?
Não, ela é gratuita e de responsabilidade das operadoras.

Será preciso incluir o nono dígito para enviar SMS?
Sim, a mudança também afeta o envio de mensagens.

Quem ligar de fixo para celular das áreas afetadas também precisará incluir o nono dígito?
Sim. Quem ligar de qualquer telefone – seja fixo ou móvel – para um telefone móvel dessas áreas terá de discar o nono dígito para que a ligação seja completada.

Como serão feitas as ligações de outros estados?
Da mesma forma como são feitas hoje, mas com a inclusão do nono dígito. Exemplo: 0 + código da operadora + 12 + 9XXXX-XXXX.

As ligações serão completadas caso não seja incluído o número 9?
Por um tempo determinado, serão completadas normalmente. Gradualmente, as ligações serão interceptadas, e o cliente receberá um aviso sobre a mudança do número.

Quando as chamadas usando os números antigos deixam de ser completadas?
As chamadas feitas para números afetados usando números com 8 dígitos não serão mais completadas 40 dias após a mudança e o assinante será orientado a usar a nova numeração. Mensagens não serão mais enviadas. O aviso deixa de ser dado 100 dias depois da mudança.

O cliente tem um pedido de portabilidade pendente. O que acontecerá com ele?
O processo de portabilidade acontecerá normalmente.

O que irá acontecer com os créditos do cliente quando o número for mudado?
O saldo dos assinantes, em créditos, nos telefones pré-pagos, não será alterado pela mudança da numeração.

Por que os números de celulares terão o nono dígito?
Para aumentar o número de combinações entre os números e, assim, aumentar o número de linhas possível.

G1 (Vnews)

Publicado em: 01/02/2013

Segundo Pesquisa, cidade tem a gasolina mais barata

São José tem a gasolina mais barata do Estado de São Paulo. É o que mostra pesquisa de dezembro, quando o combustível na cidade foi cotado a R$ 2,61 em média, segundo o IPTC (Índice de Preços Ticket Car). Taubaté ficou em quarto lugar entre as mais baratas, empatada com Sorocaba, e marcou R$ 2,65 o litro.

Os números não surpreenderam o métri Adriano Lorenzetti, 28 anos. Segundo ele, em cidades vizinhas e em outros Estados, o valor da gasolina é bem maior. “Estou de férias e de malas arrumadas para Santa Catarina. Lá é muito caro, sei porque morei lá. Dá vontade de encher vários galões e levar. Só de pensar, entro em desespero”, afirmou.

Mas o ranking surpreendeu quem trabalha na área. “Não imaginava isso. Só quando saímos de São José que dá para perceber isso. Que bom para a gente”, disse o frentista João Paulo de Moura, 30 anos. O motorista de Franca está desembolsando mais pelos dois combustíveis: o derivado do petróleo em média R$ 2,78 e o da cana de açúcar em média R$ 1,94.

Entre as 15 cidades pesquisadas, São José ficou atrás de Taubaté em 1 centavo, mas as duas cidades estão longe de terem o etanol mais barato de São Paulo. De acordo com o levantamento, a média do etanol em Taubaté ficou em R$ 1,88 e em São José em R$ 1,89, atrás de Americana, Araçatuba, Jundiaí, Limeira, Bauru, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Santa Bárbara do Oeste.

“Não acho barato mesmo. Nem sempre dá para colocar etanol. Hoje, carro flex nem é tão lucrativo assim”, disse o fisioterapeuta Thomaz Nogueira, 31 anos. Para quem tem veículo flex, a dica é fazer uma conta simples na hora de abastecer. Divida o preço do etanol pelo da gasolina. Resultados inferiores ou até 70% dão vantagem para o combustível vegetal, mais que isso o derivado do petróleo é a melhor opção.

“É importante que o consumidor fique atento faça a conta. O resultado você vê no bolso”, disse Jair Capatti Júnior, delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia). “Mas vale a pena lembrar que mesmo nos casos de vantagem econômica para a gasolina, o etanol é sempre ecologicamente mais indicado”, afirmou Eduardo Lopes, coordenador de produto Ticket Car.

A pesquisa também revela que em São José a média do diesel ficou em R$ 2,15, biodiesel em R$ 2,19 e GNV, R$ 1,84. Em Taubaté, na mesma ordem, diesel R$ 2,13, biodiesel R$ 2,25 e GNV em R$ 1,79. Quem vai viajar deve ficar atento. Segundo os dados, o motorista das outras regiões do Estado deverão encontrar as seguintes médias por litro: gasolina R$ 2,68, etanol R$ 1,86, diesel R$ 2,13, biodiesel R$ 2,17 e GNV R$ 1,63/m³.

Na capital, os motoristas enfrentam estabilidade no preço da gasolina, cotado a R$ 2,64 o litro, e aumento de 1,6% no valor do etanol, cotado em média a R$ 1,83 o litro. “Quando meus parentes vêm do Sul do país, acham aqui mais barato mesmo. Mas infelizmente quando você opta em andar de carro, tem que pagar o preço”, disse a empresária Larissa Lessa, 33 anos.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013

Mundo tem mais celulares do que pessoas com a expansão

Com a expansão da telefonia móvel, o mundo terá, em 2013, mais linhas de celular do que pessoas. A informação é do jornal britânico Financial Times, que divulgou a pesquisa com base em dados divulgados pela empresa de telecomunicações Ericsson.

A previsão é de que, no final de 2013, tenhamos 7,5 bilhões de linhas de celular para pouco mais de 7 bilhões de habitantes. Se os números da pesquisa mundial surpreendem, assusta ainda mais saber que no Brasil a quantidade de linhas de celular já é superior a de habitantes desde 2010.

De acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), são 240 milhões de linhas móveis, o quedaria 122,39 celulares para cada 100 habitantes. O número engloba não só as linhas de transmissão de voz e dados, mas também as usadas em minimodens e máquinas de cartão de crédito.

No entanto, ao contrário do que pareceria óbvio, o aumento do número de celular não faz com que todo cidadão tenha ao menos um aparelho. “O que verificamos é que uma única pessoa tem, muitas vezes, dois ou três linhas de celular”, afirmou Eduardo Vitor de Souza, professor do curso de telecomunicações da Etec (Escola Técnica Estadual) Getúlio Vargas, de São Paulo.

O advogado Marcelo Castro faz parte das pessoas que não consegue viver sem celular. “Tenho três celulares. Um pessoal e os outros dois por causa do trabalho”, afirmou ele. Para ele, a aquisição das linhas, cada uma de uma operadora, foi uma questão de economia. “Consegui baixar a conta de R$ 3.500 para R$ 1.000”. O assessor rural Luiz Fernando Ferreira, 60 anos, também pode ser encontrado a todo momento nos celulares.

“Já cheguei a ter três celulares e um rádio, mas não dei conta”, afirmou. “Hoje tenho apenas duas linhas. Acho importante dar ao meu cliente a opção de ligar em uma operadora ou em outra”, afirmou. De acordo Souza, o Brasil não perde em relação a telefonia de outros países.

“Estamos bem evoluídos na área. Demos um grande salto nesta última década em termos de tecnologia. O problema é que as pessoas querem que a rede funcione a qualquer momento em qualquer lugar, e não é assim que funciona”, afirmou. “É natural que nos horários de maior uso, a rede fique mais lenta. Enfim, a eficiência de um sistema não pode ser calculado pelo seu pico de uso”, afirmou o especialista.

O Vale

Publicado em: 17/12/2012

Pacote de construção civil deve abrir mais de 5 mil vagas

Pacote de medidas para a construção civil, anunciado na última terça-feira pelo governo federal, deve gerar cerca de 5.000 empregos com carteira assinada na região. Só em São José serão mais de 2.000 empregados. A expectativa é da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) e do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado).

Isso porque entre os benefícios está a desoneração da folha de pagamento, que permitirá a diminuição do custo de mão de obra das empresas do setor. “A redução de imposto é um estímulo para as construtoras que devem contratar mais a partir de agora, e também estimula a formalização”, afirmou o presidente da Aconvap, Cléber Córdoba.

Além da desoneração da folha, o governo vai reduzir de 6% para 4% a alíquota do RET (Regime Especial de Tributação) do segmento, e o benefício substitui, para as construtoras e prestadoras de serviços, a contribuição de 20% por uma de 2% sobre o faturamento, recolhida ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

O governo também ampliou o limite para que uma empresa seja beneficiada pelo RET social, em que a alíquota é de apenas 1%. Antes, apenas habitações até R$ 85 mil estavam nesta lista. Agora, o teto subiu para R$ 100 mil.

Para o diretor regional do SindusCon-SP, José Luiz Botelho, a medida é positiva, mas deve beneficiar as empresas que têm um número alto de empregados. “É uma lei interessante, mas precisamos estudar melhor. Afinal, o governo tirou imposto da folha, mas embutiu no faturamento”, disse.

Segundo Córdoba, a medida vai estimular empreendimentos para a baixa renda. “Um dos objetivos do governo é direcionar a construção civil para esse setor habitacional, que está carente na região”, afirmou ele. O prazo para a medida entrar em vigor é de 90 dias.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Ranking mais desenvolvidas do Brasil tem 4 cidades da região

Pesquisa realizada pelo sistema Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) revela que quatro municípios da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte Taubaté, Guaratinguetá, São José dos Campos e Jacareí estão entre as 100 cidades do país com maior Índice de Desenvolvimento Municipal.

O melhor colocado no ranking é Taubaté, que ocupa o 21° lugar no país e o 20° no Estado de São Paulo, com índice de 0,90. A seguir aparece Guaratinguetá, que é o 64° colocado no Brasil e 48° no Estado, com índice de 0,87.

São José dos Campos ocupa a 73ª posição no ranking nacional e a 56ª no Estado. Jacareí ocupa o 85° colocado no país e 65° no Estado. Pelos dados, Caraguatatuba é outra cidade que se destaca no ranking estadual. O município ocupa a 90ª posição. Já no ranking nacional, o município aparece em 128° lugar, segundo a pesquisa.

Os dados da edição deste ano da pesquisa do IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal) consideram informações referentes ao ano-base de 2010. Os critérios estabelecem quatro categorias: baixo desenvolvimento (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1).

Os parâmetros analisados são emprego e renda, educação e saúde, com base em dados de estatísticas oficiais divulgadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde. O gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme Mercês, avalia que a RMVale é uma das que se destacam no interior paulista.

“O Vale do Paraíba apresenta indicadores altos de desenvolvimento. Na comparação dos três índices que formam o IFDM, os dados relativos aos municípios dessa região são bastante positivos”, afirmou o especialista. Segundo ele, variações podem ocorrer, com queda de posição no ranking, mas a RMVale é “altamente desenvolvida se comparada com outras localidades do país”

O secretário de Desenvolvimento e Inovação de Taubaté, José Anthero Pereira Júnior, afirmou que o bom desempenho da cidade é resultado de um conjunto de fatores. “O município recebeu muitos investimentos nos últimos anos, tanto públicos como privados”, disse.

“A pesquisa comprova que Jacareí tem se mantido em uma curva ascendente. Considerando que os dados são referentes a 2010 e que há grandes investimentos que estão sendo feitos, temos boas perspectivas de que esse índice melhore ainda mais”, afirmou, em nota, o prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota (PT).

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, o município merece singular atenção, uma vez que desde o início da série manteve-se em crescimento a cada ano no ranking.

Na contramão, a pesquisa mostra que São José do Barreiro é o penúltimo colocado no Estado, com índice de 0,611. Canas aparece na 643ª posição, com índice de 0,617, Monteiro Lobato no 638° lugar, com índice de 0,648 e Potim, em 635° lugar, com 0,650.

O Vale

Publicado: 05/12/2012

Ponte da Região Sul é liberada pela Prefeitura

A ponte Misuhiko Yoshinaga, na região sul de São José dos Campos, foi liberada para o tráfego de veículos nesta semana. O acesso estava interditado para obras de aterramento da cabeceira da ponte sobre o córrego Senhorinha, que apresentava erosões em decorrência das chuvas.

Mesmo com a conclusão do aterramento, a equipe do setor de saneamento da Secretaria de Serviços Municipais (SSM) prossegue no local executando a colocação de gabiões nas margens do córrego. Posteriormente, serão construídos lançamentos de águas pluviais.

Considerada uma técnica artesanal, a ação é necessária para conter as paredes que escoram o leito do córrego, bem como o processo erosivo que vier a se formar no local.

A contenção das margens do córrego Senhorinha envolve 5.500 metros cúbicos de pedras do tipo pulmão que formarão 126 metros quadrados de muro, por 5 metros de altura. A conclusão desses trabalhos está prevista para meados de março de 2013.

Essa técnica pode ser observada também nas margens do Córrego Vidoca, na Avenida Eduardo Cury. Na faixa da esquerda (sentido Urbanova-Centro), outra equipe da secretaria finaliza os trabalhos de colocação de gabião.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 30/11/2012