Vale tem queda no número de mortes, mais ainda é lider de Violência

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba registrou, pelo terceiro mês consecutivo, uma queda no número de mortes violentas –que somam vítimas de homicídios e latrocínios.De acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, divulgados ontem, foram 273 casos entre janeiro e agosto deste ano contra 296 mortes no mesmo período de 2012. Os números representam uma queda de 7,77%. Ou 23 mortes. Mesmo assim, a região continua é a mais violenta do interior do Estado. Foram 10 casos a mais do que a região de Piracicaba, a segunda colocada no ranking da violência. Além dessas regiões, também se destacaram Campinas, com 239 mortes e Ribeirão Preto, com 204 registros.

Entre as principais cidades da RMVale, a única que registrou aumento no número de mortes nos oito primeiros meses do ano foi Jacareí. Em 2012 foram 38 homicídios e neste ano a marca já atingiu 47 casos. Um aumento de 23,6%. Em São José dos Campos e Taubaté, porém, houve uma redução nas mortes. Enquanto São José teve redução de 10,41%, Taubaté registrou uma queda de 8,8% . Outra cidade que teve crescimento nos números de mortes violentas foi Caraguatatuba. Em 2012 foram 18 contra 23 este ano na maior cidade do Litoral Norte, o que representa um aumento de 27,77%.

De acordo José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública no governo Fernando Henrique Cardoso, alguns fatores colaboram para que a região seja violenta. “A região tem alguns casos sazonais, como o verão no Litoral Norte e o mês de julho em Campos do Jordão, que acabam concentrando muita gente. Além disso, a via Dutra, que corta várias cidades, é uma das rodovias mais problemáticas, pois vez ou outra temos casos com drogas e violência”, afirmou Silva. Ainda segundo o ex-secretário, é preciso que, diante dos números apresentados, cada cidade faça uma análise dos problemas que influenciaram nos dados. “Existe uma série de itens que podem ser considerados para fazer as adequações necessárias. É preciso analisar os problemas para melhorar os números para o próximo levantamento”, disse.

O VALE procurou os representantes das polícias Civil e Militar na região, mas eles não foram localizados. O balanço divulgado nesta quarta-feira também aponta que 314 pessoas foram vítimas de tentativa de homicídio na RMVale em oito meses. Veja abaixo os números registrados pela SSP:

Greve dos bancários fecha 51 agências em cidades da região

Pelo menos 51 agências bancárias da região foram fechadas ontem pela greve dos bancários, a maioria delas no centro de São José e Taubaté. O número trabalhadores parados não foi informado, mas a meta dos sindicatos dos bancários da região é conseguir a adesão total gradualmente. Com a greve, todos os atendimentos presenciais foram suspensos na agências afetadas. Os sindicatos também colaram cartazes na entradas dos bancos para alertar sobre a paralisação.

Em São José, das 20 agências do centro da cidade, apenas duas ficaram abertas. Com um apitaço e uma banda improvisada, os integrantes do Sindicato dos Bancários percorreram as agências logo pela manhã para convencer os funcionários a aderirem o movimento. Hoje, o sindicato planeja estender o movimento aos polos comerciais nos bairros, como Jardim Satélite e Vila Industrial. Os bancários entraram em greve depois de impasse nas negociações salariais da categoria. Os sindicatos querem aumento de 11,93%, mas a Federação dos Bancos oferece reajuste de 6,1%.

Com a greve, o Procon orienta os clientes dos bancos a buscarem alternativas para o pagamento de contas e boletos bancários. As agências lotéricas e os correspondentes bancários são algumas das alternativas disponíveis para os clientes. De acordo com órgãos de defesa do consumidor, os bancos devem oferecer serviços essenciais para os clientes manterem as negociações urgentes com as instituições. No caso de o cliente precisar sacar dinheiro na boca do caixa, deve entrar em contato por telefone com o banco e solicitar uma alternativa.

Ontem, já houve um aumento na procura pelas agências lotéricas na região central de São José. “Quando acontecem as greves e eu não tenho outra opção eu costumo pagar minhas contas e boletos nas lotéricas”, disse a dona de casa Paula Andrade, que procurou atendimento em lotérica na Vila Addyana. A Federação Nacional dos Bancos divulgou nota ontem lamentando a atitude dos sindicatos de promover greve no setor. Na nota, a entidade alega que a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos (autoatendimento, correspondentes) e eletrônicos, vão continuar funcionando normalmente.

A Federação também sustenta que tem uma prática de uma prática de negociação pautada pelo diálogo. Nos últimos anos, porém, a deflagração de greves teria se tornado prática recorrente de lideranças sindicais.

Segundo IBGE, Vale do Paraíba tem mais de 2 mi de habitantes

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba alcançou 2.406.735 moradores em julho deste ano, segundo estimativa divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e viu crescer a sua população acima dos índices nacional e estadual. Entre 2010 e julho de 2013, de acordo com o levantamento do IBGE, a região ganhou 142.141 novos habitantes, o que representou 6,27% de crescimento. No mesmo período, o Brasil viu subir em 5,40% a população do país e o Estado de São Paulo, em 5,84% os residentes paulistas. São Paulo chegou a 43,663 milhões de habitantes e o país, a 201,032 milhões de pessoas. Na RMVale, todas as 39 cidades registraram crescimento no número de residentes desde 2010, quando o IBGE realizou um censo em todo o país.

Na estimativa do ano passado, comparada com 2010, oito municípios haviam registrado queda no número de moradores.,São José (673.255 residentes), Taubaté (296.431) e Jacareí (223.064) continuam sendo as maiores cidades em número de moradores na RMVale. Na ponta contrária, aparecem as menores cidades da região: Arapeí (2.541 habitantes), Areias (3.839) e Redenção da Serra (3.952). Entre 2010 e julho deste ano, as cidades que registraram o maior aumento proporcional da população foram Potim (10,84%), Ilhabela (9,88%) e Jambeiro (9,70%). Os municípios que cresceram menos, também proporcionalmente, foram Piquete (1,21%), Cunha (1,76%) e Arapeí (1,92%).

A mudança de pessoas para a região por causa de trabalho, na avaliação do IBGE, é o principal motivador do crescimento das cidades. Nos pequenos municípios, pelo mesmo motivo, o aumento da população é mais lento. “Algumas cidades que tiveram baixo crescimento foi por causa da falta de atrativos e de vagas para trabalho”, disse Bruno Garkauskas Ramos, chefe do escritório do IBGE em São José dos Campos. Foi o que ocorreu com as três maiores cidades da região. Elas cresceram acima da média nacional por causa da crescente migração atrás de emprego. O número de residentes em São José saltou de 629.921 para 673.255, entre 2010 e julho deste ano, aumento de 6,88%. Em Taubaté, em igual período, os moradores subiram de 278.686 para 296.431, crescimento de 6,36%. A população de Jacareí pulou de 211.214 para 223.064 no período, aumento de 5,61%.

Com cinco filhos com idade entre 14 anos e 11 meses, a autônomo Elza de Souza, 31 anos, e o marido Anderson Martins, 34 anos, vieram para São José atrás de trabalho. Eles vêm de famílias numerosas e acabaram ocupando uma casa no bairro Rio Comprido, na região sul da cidade, à espera de melhores oportunidades de emprego. “Operei para não ter mais filhos. Cinco está bom demais. Estou feliz com a minha família”, disse Elza. O IBGE estima que a população da Região Metropolitana do Vale do Paraíba cresça até 2042, quando deve seguir o padrão brasileiro e começar a reduzir gradativamente. Nas contas do instituto, os residentes da região, que cresceram acima da média nacional entre 2010 e julho deste ano, podem chegar a 2042 com uma população beirando 3 milhões de pessoas.

A partir daí, em razão da diminuição das taxas de fecundidade e do aumento da expectativa de vida, a população tende a reduzir e envelhecer. “O Vale deve seguir o padrão de São Paulo e do Brasil. Não vemos a região muito fora dessas linhas de variação populacional”, disse Bruno Ramos, chefe do escritório do IBGE de São José dos Campos. Para o sociólogo Matheus Gomes, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o Vale ainda atrairá muitos residentes nas próximas décadas por causa do desenvolvimento industrial. A nova estimativa do IBGE foi feita com base em outra, de 2012, e também nos dados do Censo 2010. Ela representa a população residente nos municípios no dia 1º de julho de 2013. A projeção é feita anualmente a pedido do TCU (Tribunal de Contas da União) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.

Cidade tem mais de 800 vagas de empregos para moradores

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba está com mais de 800 vagas de empregos abertas nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT) nas áreas de serviço, comércio, construção civil e indústria. Em muitos casos, as vagas deixam de ser preenchidas por falta de qualificação profissional, dizem os empregadores. As vagas oferecidas por meio do Programa Emprega São Paulo da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, em parceria com o Ministério do Trabalho, são para as cidades de São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Caçapava, Aparecida, Guaratinguetá, Potim, Pindamonhangaba, Cruzeiro, Ilhabela, Campos do Jordão, Lorena e Canas.
Metade das vagas oferecidas são para a área de serviços. Também há 170 vagas abertas para pessoas com deficiência.

A supervisora de Recursos Humanos da Manserv, Elisangela Camargo, que presta serviços para a Johnson em São José dos Campos, disse que teve dificuldades para preencher 200 vagas de auxiliar de limpeza. Segundo ela, a empresa paga o piso da categoria no valor de R$ 755, mais convênio médico e odontológico. Os funcionários almoçam no restaurante da empresa e podem utilizar o ônibus fretado, sem pagar nada. “Mesmo assim, demoramos para preencher as vagas porque as pessoas não tinham o primeiro grau completo e não estavam disponíveis para trabalhar nos horários que precisávamos. Ainda temos 100 vagas abertas e precisamos de gente para trabalhar”, disse Elizangela.

A auxiliar de limpeza Maria Alice Costa Mendes, de 22 anos, teve sorte. Ela mandou o curriculum para a Manserv e logo conseguiu ser chamada para o seu primeiro emprego. “Acho que ter o ensino básico me ajudou na contratação”, disse Maria Alice. O supervisor dos PATs da região, Anderson Martino, acredita que, além da falta de qualificação profissional, as empresas tem feito muitas exigências para contratar os funcionários.nEle diz que para tentar ajudar a melhorar a empregabilidade dos trabalhadores, o PAT oferece cursos por meio do Programa Estadual de Qualificação (PEQ). Para ter acesso às vagas tem que acessar o site: www.empregasaopaulo.sp.gov.br criar login, senha e informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de

Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho.

Cidade tem unidade de Conservação Ambiental do Vale

Unidades de Conservação Ambiental da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, entre elas o Parque do Banhado, em São José dos Campos, vão disputar uma verba de R$ 35 milhões da Petrobras. O recurso é referente à complementação do valor da compensação ambiental pela ampliação da Revap (Refinaria Henrique Lage). O valor foi calculado pela CCA (Câmara de Compensação Ambiental) da Secretaria Estadual de Meio Ambiente sobre o custo final de implantação do empreendimento informado pela Petrobras para obtenção da Licença de Operação.

Segundo a estatal, o investimento total nas obras da Revap foi de R$ 9 bilhões. O projeto foi executado entre 2006 e 2011. A CCA informou que a complementação já estava prevista no Termo de Compromisso de Compensação Ambiental, celebrado em maio de 2006. À época, a verba disponibilizada pela estatal foi de R$ 12,8 milhões. Do montante, R$ 10,2 milhões foram destinados a São José para a criação dos parques do Banhado e Augusto Ruschi (antigo Horto Municipal), na região norte.

Por enquanto, a CCA não definiu a distribuição do recurso e informou que a posterior destinação deverá ser feita após análise de planos de trabalho a serem apresentados por gestores de Unidades de Conservação. Na RMVale há Unidades de Conservação em São José e Campos do Jordão, além do Parque da Serra do Mar. A CCA informou que, antes de qualquer análise sobre a possibilidade de São José receber novos recursos, a prefeitura “deve concluir o cumprimento das condicionantes para receber os recursos destinados anteriormente até 31/12/2013”.

Uma delas é a desocupação total da área já de posse da municipalidade na APA do Banhado, que inclui as cerca de 300 famílias da comunidade Nova Esperança (favela do Banhado). O prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse que uma exigência dessa “não tem como cumprir a curto prazo”. “Recebemos praticamente a comunidade toda e os produtores do Banhado. Vamos ter que negociar novos prazos”, afirmou o prefeito. Ele frisou, no entanto, que o município vai correr atrás desse recurso.

Ambientalistas da região ainda se dividem em relação à melhor destinação para os recursos da Petrobras. “Na minha opinião, é uma questão de princípio da compensação ambiental que essa verba seja aplicada prioritariamente na região mais afetada pela atividade geradora dos impactos, no caso a Petrobras”, disse o professor e ambientalista Wilson Cabral.

Para Jeferson Rocha, do Instituto Eco-Solidário, a verba extra deve ser partilhada com outras unidades de conservação da região. “Temos que pensar em termos de Região Metropolitana, mas o Poder Público de São José precisa se mexer e ir atrás da verba”, disse.

O Vale

Publicado em: 01/04/2013

Estado ganha pedidos para ajudar a crise do GACC

As Câmaras da Região Metropolitana do Vale do Paraíba vão enviar moções para o governo estadual em apoio ao GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer), que tem sede em São José dos Campos e passa por dificuldades financeiras.

A medida é uma reação à campanha que O VALE lançou na edição do último domingo para mobilizar a sociedade e chamar a atenção do governo estadual para o problema da instituição. O GACC acumula déficit mensal de R$ 200 mil e pode fechar as portas, com dívidas de R$ 800 mil.

A campanha do jornal foi elogiada por diversos setores da sociedade, como Câmaras e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), e incentivou as instituições a planejar suas próprias ações em favor do GACC. Ontem, os vereadores Calasans Camargo (PRP) e Rogério Cyborg (PV), ambos de São José, percorreram as cidades do Litoral Norte divulgando o GACC e pedindo moções em favor da entidade. “Os documentos serão assinados por todos os vereadores e enviados para o governo estadual, pedindo mais repasse para o GACC”, disse Cyborg. “O trabalho que eles fazem é essencial para toda a região, não apenas para São José”, afirmou Calasans.

No último domingo, a edição de O VALE trouxe uma capa falsa alertando os leitores para a campanha em favor do GACC, que foi reproduzida no site do jornal e repercutida pelas redes sociais. “A campanha do jornal é muito importante para o GACC. Arrisco dizer que é vital para nosso futuro”, disse Rosemary Sanz, presidente da entidade e uma das fundadoras. “As pessoas precisam tomar conhecimento de como o tratamento aqui é complexo. Muitas pessoas não doam por desconhecimento.”

Fundado há 16 anos, o GACC oferece atendimento integral a mais de 500 crianças e jovens com câncer das 39 cidades do Vale. “Não atendemos apenas São José, como muita gente pensa, mas toda a região. Por isso, é importante o jornal abraçar a causa do GACC e disseminar essa informação”, afirmou Ana Paula Silva, coordenadora de eventos do GACC.

Para o diretor geral do grupo Band Vale de Rádio e TV, Cláudio Giordani, que apoia a campanha, o GACC é referência de bom atendimento e gestão. “Eles fazem um trabalho muito sério, competente e importante para a região. Todo mundo precisa se sensibilizar para essa questão”. “Estamos à disposição do GACC no que for possível ajudar”, disse Silvia Dias, presidente da OAB de São José. “O jornal está de parabéns em levantar essa bandeira. A entidade faz um trabalho incrível na saúde e precisa de toda a ajuda que puder encontrar.”

Carlos Bakos, vice-presidente do Comus (Conselho Municipal de Saúde) de São José dos Campos, ressaltou a diferença que o GACC faz na vida dos pacientes que têm câncer. “Eles têm uma taxa de cura bastante alta e isso não pode ser perdido. A campanha lançada pelo O VALE deve ser replicada por quem puder ajudar a instituição.”

O Fundo Social de Solidariedade de São José vai arrecadar alimentos não perecíveis e leite em pó e doar ao GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer). A iniciativa é uma maneira de ajudar a entidade, que pode fechar as portas. O Fundo Social não sabe ainda se retomará o jantar beneficente em prol do GACC. O evento acabou em 2012.

A Secretaria de Estado da Saúde pode repassar mais dinheiro ao GACC (Grupo de Assistência à Criança com Câncer) para ajudar a entidade a sair do abismo financeiro. Em nota enviada ontem, um dia após o lançamento da campanha de  O VALE em defesa da entidade, a pasta informou que a Diretoria Regional de Saúde, que tem sede em Taubaté, está “avaliando a possibilidade de um aporte financeiro à instituição”.Desde 2010, a Secretaria disse que repassou R$ 4,2 milhões para custeio do GAAC. Neste ano, a previsão de repasse é de cerca de R$ 300 mil mensais.

Rosemary Sanz, presidente do GACC, vai se encontrar hoje com o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), para pedir a ajuda dele na busca de recursos junto ao governo federal. Em nota, o secretário de Saúde de São José, Álvaro Machuca, disse que é preciso “viabilizar de forma concreta a permanência do GACC”

O Vale

Publicado em: 12/03/2013

Passagem do Mêtro deverá ser de preço acessível

Leia os principais trechos da entrevista concedida pelo prefeito de São José, Carlinhos Almeida, sobre o projeto VLT:

Após a aprovação do VLT pelo governo federal, quais os próximos passos da prefeitura?
O próximo passo é assinar o contrato e fazer todo o encaminhamento da documentação ao Ministério das Cidades. A partir dessa etapa, vamos contratar o projeto do VLT e da obra, que deve ser feita em quatro anos.

O senhor acredita que o lançamento do edital para a elaboração do projeto pode ocorrer este ano?
Queremos avançar este ano na parte do projeto. Se não concluir, pelo menos começar a elaborar o projeto básico e executivo do sistema do VLT.

A região sul foi escolhida por ser a mais populosa e a de maior demanda de transporte?
Estamos começando pela zona sul porque a região tem 400 mil deslocamentos diários. A nossa ideia é que, com o tempo, o VLT avance para outras regiões da cidade, não só com recursos do governo federal, mas com parceria com a iniciativa privada e até mesmo com o governo do Estado.

Nesse primeiro trecho, o VLT vai ser integrado ao transporte de massa que existe hoje?
Necessariamente, tem que haver integração através do Bilhete Único. O novo sistema vai funcionar no grande eixo que temos na zona sul, que é o eixo da avenida Andrômeda.

Já existe previsão de qual será o valor da tarifa?
Nesse momento, não há como prever o valor da tarifa. É um projeto para quatro anos. É evidente que a tarifa terá que estar muito próxima a do transporte coletivo. A tarifa tem que ter um valor que viabilize a operação do sistema e seja acessível à população.

Haverá necessidade de desapropriação de áreas?
Se houver, será muito pequena. A linha vai aproveitar o leito já existente no eixo da Andrômeda. Vamos aproveitar as áreas do canteiro central.

A obra seria para começar em 2015?
Não gostaria de estabelecer uma data para o início da obra, claro que não vai ser este ano. A nossa meta é quatro anos.

O Vale

Publicado em: 08/03/2013

Cidade será contemplada com mais setor de trânsito

Oito cidades da RMVale serão contempladas com novas unidades do Detran (Departamento de Trânsito) no Estado: São José, Taubaté, Caçapava, Lorena, Cruzeiro, Campos do Jordão, Caraguá e São Sebastião. Com atendimento mais ágil, no mesmo modelo do Poupatempo, as unidades irão substituir as Ciretrans (Circunscrições Regionais de Trânsito), alvo de reclamações de usuários por conta da demora e burocracia.

O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao sancionar a lei que transforma o Detran em autarquia. Assim, o órgão deixou de estar ligado à Secretaria e Segurança Pública e passou para a Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Regional. O novo Detran já tem 11 sedes do Estado. A primeira da região foi inaugurada em setembro de 2011 em Aparecida. O governo estadual pretende abrir pelo menos 100 unidades até o fim de 2013.

A cada inauguração do novo Detran um time novo de servidores substitui os policiais civis locados nos Ciretrans, que são devolvidos à Secretaria de Segurança Pública. Desde o ano passado, a Polícia Civil recebeu de volta 430 agentes. Até o fim do ano, outros 1.000 serão devolvidos.

Para ocupar o posto dos policiais, será aberto um concurso público que vai oferecer 1.200 mil vagas em todo o Estado para oficial de trânsito, que exige nível médio, e agente de trânsito, de nível superior. O governo informou que novas vagas poderão ser abertas.

Os prédios atuais dos Ciretrans passarão por estudo para saber se têm condições de serem adaptados para receber o novo modelo. Caso contrário, outros poderão ser alugados ou firmadas parcerias com as administrações públicas para adequação.

O VALE apurou que o governo do Estado está à procura de áreas que possam receber as unidades em São José e Taubaté. Os Ciretrans são considerados obsoletos e sem condições de comportar as novas sedes. Em São José, por exemplo, a população enfrenta filas e demora no atendimento e sofre com a falta de estrutura do prédio, que fica na avenida São José, no centro.

Os usuários reclamam também da burocracia e da falta de informação. A Ciretran de São José tem 40 funcionários e atende 19 mil pessoas por mês. O Detran reconhece que os serviços prestados pela Ciretran estão fora do ideal, mas afirma que o novo modelo implantado no Estado vai solucionar os problemas.

Foi o que afirmou o coordenador do Detran de São Paulo, Daniel Annenberg. “Enquanto não houver o novo padrão, com autonomia administrativa e financeira, não tem como solucionar os problemas”. Quem já usou as novas instalações do Detran em Aparecida aprovou o serviço oferecido. “Fui fazer o licenciamento do carro, levei toda a documentação por volta das 10 e meia e voltei para buscar tudo às 4 e meia da tarde. Antes, levava mais de uma semana”, disse o policial militar Gustavo Santos, 25 anos, morador de Aparecida.

O Vale

Publicado em: 23/01/2013

Pacote de construção civil deve abrir mais de 5 mil vagas

Pacote de medidas para a construção civil, anunciado na última terça-feira pelo governo federal, deve gerar cerca de 5.000 empregos com carteira assinada na região. Só em São José serão mais de 2.000 empregados. A expectativa é da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba) e do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado).

Isso porque entre os benefícios está a desoneração da folha de pagamento, que permitirá a diminuição do custo de mão de obra das empresas do setor. “A redução de imposto é um estímulo para as construtoras que devem contratar mais a partir de agora, e também estimula a formalização”, afirmou o presidente da Aconvap, Cléber Córdoba.

Além da desoneração da folha, o governo vai reduzir de 6% para 4% a alíquota do RET (Regime Especial de Tributação) do segmento, e o benefício substitui, para as construtoras e prestadoras de serviços, a contribuição de 20% por uma de 2% sobre o faturamento, recolhida ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

O governo também ampliou o limite para que uma empresa seja beneficiada pelo RET social, em que a alíquota é de apenas 1%. Antes, apenas habitações até R$ 85 mil estavam nesta lista. Agora, o teto subiu para R$ 100 mil.

Para o diretor regional do SindusCon-SP, José Luiz Botelho, a medida é positiva, mas deve beneficiar as empresas que têm um número alto de empregados. “É uma lei interessante, mas precisamos estudar melhor. Afinal, o governo tirou imposto da folha, mas embutiu no faturamento”, disse.

Segundo Córdoba, a medida vai estimular empreendimentos para a baixa renda. “Um dos objetivos do governo é direcionar a construção civil para esse setor habitacional, que está carente na região”, afirmou ele. O prazo para a medida entrar em vigor é de 90 dias.

O Vale

Publicado em: 06/12/2012

Cidade tem apresentação de peças teatrais

No período de 26 a 30 de novembro, às 21h, no CET – Centro de Estudos Teatrais, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR), realiza mais uma temporada de teatro de graça, por meio do projeto Noites em Processo.

Os espetáculos são inéditos e tem peças para todas as idades e públicos, como comédias, surrealismo e até mesmo teatro-documentário. Além das apresentações haverá a Mostra do Processo de Trabalho da Oficina Professor Encena e debates ao final das apresentações, que vão abordar o trabalho, a técnica e produção dos espetáculos. (Confira abaixo a programação completa).

Retirar ingresso: A entrada para as apresentações e atividades é gratuita, porém é necessária a retirada de ingressos com uma hora de antecedência no local.

Noites em Processo – O projeto Noites em Processo tem o objetivo de estabelecer um diálogo com o público a partir de peças teatrais em processo, produção. Espetáculos que ainda não tiveram a sua estreia, mas que são abertos para a partilha de exercícios criativos com o público presente e a troca de experiências entre os artistas, produtores e diretores.

Programação

  • 26/11
    21h
    Memórias de Sant’Anna
    Grupo: Cia. Cultural Velhus Novatus
    Origem: São José dos Campos – SP
    Recomendação etária: Livre
    Duração: 60 minutos
    Dramaturgia: Cia. Cultural Velhus Novatus
    Direção Musical: Guaraci Moreira
    Direção: Wangy Alves e Bonny Ribeiro
    Elenco: Vanderson Alves, HD (Edson Alcântara), Willian Prado, Wilson Viana, Zana, João Isidoro, Vivian Rau, Poliana e Guaraci Moreira
  • Sinopse: Memórias de Sant’Anna nasceu a partir da necessidade da Cia. Cultural Velhus Novatus em intensificar os trabalhos de pesquisa, pautados na cultura popular da região do Vale do Paraíba, iniciado a partir da montagem do espetáculo “O Auto do Julgamento”, em 2005. O tradicional bairro de Santana foi escolhido como objeto de pesquisa considerando que, o mesmo possui uma trajetória singular na cidade de São José dos Campos. O grupo registra pesquisa e ouve as vozes das pessoas que possuem forte relação com o bairro para, a partir desses caminhos, imagens, depoimentos e lembranças construir a história que se transformará no próximo espetáculo, pautado na cultura popular, na memória e nas vivências junto aos detentores dessa história: a própria população. O espetáculo, com previsão de estréia para março de 2013, recebe a orientação do Projeto Ademar Guerra da Secretaria de Estado da Cultura.
  • 27/11
    21h
    O Arquiteto e o Imperador da Assíria
    Grupo: Cia. de 2
    Origem: São José dos Campos – SP
    Recomendação etária: 16 anos
    Duração: 60 minutos
    Dramaturgia: Fernando Arrabal
    Elenco: Jonas de Paula e Jean de Oliveira
  • Sinopse: Dois homens em uma ilha deserta. Um deles é sobrevivente de um acidente aéreo. O outro, nativo do lugar, dotado de poderes sobrenaturais. O sobrevivente, herdeiro do mundo civilizado, busca estabelecer uma relação de poder e nomeia-se Imperador de uma civilização fictícia. O nativo, seu único súdito nomeado Arquiteto, deseja experimentar a civilização, alimentando a crença de que assim descobrirá o que é ser feliz. Isolados do mundo, ilhados num espaço imaginário, estes dois personagens criam relações de dominação e dependência. Dois atores que se revezam em uma série de “opostos e complementares” e, com seus jogos de cena, nos permitem vislumbrar aspectos presentes em toda a humanidade. O espetáculo recebe a orientação do Projeto Ademar Guerra da Secretaria de Estado da Cultura.
  • 28/11
    21h
    Filó + Bastião em: Diabo gosta é de Festa!
    Grupo: Artepão
    Origem: São José dos Campos – SP
    Recomendação etária: 10 anos
    Duração: 35 minutos
    Dramaturgia: Paulo Barja, Marzia Gatto e Willian Prado
    Direção: Coletiva
    Elenco: Marzia Gatto e Willian Prado
  • Sinopse: Filó e Bastião, um casal de nordestinos “contadores de verso”, viajam pelo Brasil afora contando histórias em cordel.  Mas desta vez eles narram aventuras e desventuras do diabo, mostrando que o “coisa-ruim” gosta mesmo é de festa!
  • 29/11
    21h
    Mostra do Processo de Trabalho da Oficina Professor Encena
    Origem: São José dos Campos – SP
    Recomendação etária: Livre
    Duração: 60 minutos
    Coordenação: Roberval Rodolfo
  • Sinopse: Mostra do processo de um trabalho em teatro educação, por meio da oficina Professor Encena, com a participação de educadores de São José dos Campos, sob a coordenação de Roberval Rodolfo.
  • 30/11
    21h
    O que é a vida?
    Grupo: Cia. Popatapataio
    Origem: Caraguatatuba – SP
    Recomendação etária: 14 anos
    Duração: 50 minutos
    Texto, luz, cenografia e sonoplastia: Daniel Forjaz
    Direção e figurinos: Ana Paula Santos
    Orientação: Valter Padgurschi
    Elenco: Gabriel Abi Harb, Luiz Brener, Zenaide Magnusson
  • Sinopse: O que é a vida? É um espetáculo surrealista pautado no Teatro do Absurdo, trazendo uma importante crítica à existência humana, ou seja, o que fazemos de nossas vidas durante seu transcorrer, e o que nos tornamos no final dela. Faz um questionamento sobre o homem e sua necessidade de existência para o outro e não para si mesmo, ou seja, a dependência de sermos reconhecidos e de nos sentirmos existentes a partir do reconhecimento por parte dos demais daquilo que fazemos, pensamos e sentimos.

Serviço: CET – Centro de Estudos Teatrais – Av. Olivo Gomes, 100 – parque da Cidade – Santana (sede da FCCR). Informações: (12) 3924-7358.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo – FCCR

Publicado em: 27/11/2012