Trem bala com ligação de São Paulo- São José é confirmado

O governo de São Paulo anuncia neste mês o projeto de implantação do Trem Regional, que vai ligar a capital às regiões metropolitanas do Estado. Um deles vai interligar São Paulo a São José dos Campos. O projeto orçado em R$ 16 bilhões foi revelado na última quarta-feira, com exclusividade a O VALE, pelo vice-governador do Estado, Guilherme Afif Domingos (PSD), em evento da Facesp (Federação das Associações Comerciais de São Paulo), em Campos do Jordão.

A rede do TEM (Trem Expresso Metropolitano) vai integrar as regiões metropolitanas, como São Paulo/Jundiaí-Campinas, SP/ São Roque-Sorocaba, SP/ABC-Santos e SP/São José, com estudo para chegar a Taubaté e Pinda, no limite da região geográfica, segundo Afif.

“A região do Vale é uma questão de reforço geográfico. Até porque a região já está se fortalecendo com a própria localização industrial, e isso é irreversível, até o próprio eixo da Dutra. O que nós temos que ver muito seriamente é o aspecto de mobilidade na região com relação à capital. Por isso, nós esperamos anunciar em breve, ainda este mês, a rede do TEM”, afirmou.

Depois de sair do papel, as obras devem ter início em 2014, com previsão de entrega da primeira etapa em 2016 e finalização em 2018. As configurações do trem devem ser europeias, com quatro vagões, e transportar, ao todo, uma média de 320 a 400 passageiros.

A uma velocidade entre 60 e 70 km/h, deve fazer o trajeto em uma hora e meia. A estimativa é de um investimento de R$ 16 bilhões, onde parte do dinheiro será da iniciativa privada e a outra do governo. “A própria presidente Dilma Rousseff deu toda ênfase de suporte ferroviário, portanto é prioridade dela. Tem capital externo e tem engenharia externa querendo investir neste projeto”, disse Domingos.

Segundo o vice-governador, já existe a sondagem de investidores estrangeiros. “Vamos dar um salto no Estado de São Paulo que nos coloca equiparados com o primeiro mundo”, afirmou. De acordo com o engenheiro e consultor de logística, José Geraldo Vantine, o trem deverá passar pelo traçado já existente na cidade.

“Caso ele realmente seja implantado, não vai colidir com o TAV (Trem de Alta Velocidade) [que terá uma parada em São José]. E será um trem de ótima qualidade”, disse. O Vale do Paraíba havia sido excluído do plano de expansão ferroviária porque o projeto se sobrepunha ao Trem-Bala. Mas, segundo Afif, a região será beneficiada por ser uma das mais promissoras do Estado.

“Nós já estamos todos estrangulados. As estradas de saída de São Paulo para cá (Vale) viraram marginais. O que nós não queremos é que a dinâmica econômica seja mais rápida do que a capacidade”, disse.

O Vale

Publicado em:09/11/2012

Região registra recorde de calor nos ultimos 10 anos

A região bateu recorde de calor ontem, com a maior temperatura média dos últimos 10 anos 37°C, segundo estimativa do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). A média é baseada nos registros feitos pelo instituto em todas as cidades do Vale.

Também de acordo com o Inmet, São José e Taubaté tiveram as maiores temperaturas do ano. São José teve máxima de 36ºC e Taubaté, de 38,3ºC. A onda de calor em plena primavera que tomou conta da região desde a última semana está associada à chegada de um ciclone extratropical no Sul do país, que fez os ventos soprarem de norte a oeste no Estado de São Paulo, elevando as temperaturas.

“É normal o calor nesta época do ano. Atualmente, um bloqueio atmosférico tem impedido o avanço de frentes frias”, afirmou Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet.  O forte calor fez com que muitas pessoas mudassem as suas rotinas.

A principal preocupação da secretária administrativa Márcia Pazeto, 23 anos, é o seu filho de 1 ano e 9 meses. “Deixo ele de fraldinha o tempo todo. Nos dias mais quentes, vejo que ele fica com dificuldade para dormir. Tenho dado três banhos nele e o faço beber água ou suco várias vezes ao dia”, disse ela. De acordo com o médico cardiologista Fábio Baptista, Márcia está certa. A hidratação deve ser a principal preocupação das pessoas.

“Apesar de parecer clichê, beber bastante líquido é a recomendação mais importante nessa época de calor. Ainda segundo o médico, é um equívoco esperar sentir sede para beber água. “Quando sentimos sede é porque já estamos em uma situação de desidratação. Então é preciso beber bastante água e incentivar as crianças e os idosos também”, afirmou o cardiologista.

Quem tem animais de estimação também não pode descuidar da saúde deles. A adestradora Paula Eras, 30 anos, possui em seu sítio cachorros, galinhas, além de um cavalo, um pavão, um porco e uma calopsita, e não descuida deles no calor.

“Mantenho-os sempre na sombra e com água fresca perto. No caso dos cachorros, os levo para tosar a parte do peito para que eles possam deitar no chão geladinho, e evito passear com os bichinhos à tarde, quando a temperatura está mais alta”, disse. O quadro de altas temperaturas com pancadas de chuva à tarde deve durar até o término do verão.

“Nesta semana, a partir de quinta-feira (amanhã), o calor deve diminuir em cerca de 4ºC”, afirmou Marcelo Schneider, do Inmet.  Para quem for viajar, no dia do feriado de Finados, deve chover. Já no final de semana, a probabilidade de chuva diminui para apenas 5%.

Hoje, segundo o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), de Cachoeira Paulista, as temperaturas continuam altas e podem chegar a 35°C no Vale Histórico, 34°C em São José, 33°C no Litoral Norte e 28°C na Serra da Mantiqueira. A umidade relativa do ar deve oscilar entre 36% no litoral e 52% na serra.

O Vale

Publicado em: 31/10/2012

Cidades tem reforço de policias no dia das Eleições

O comando da Polícia Militar no Vale do Paraíba definiu o esquema de segurança para atuar nas ruas neste fim de semana, véspera e dia das eleições municipais. No sábado (6), a tropa receberá um reforço de 40% no efetivo operacional e vai contar com 1.600 homens na região.

Além de manter a segurança durante o pleito, os policiais devem fiscalizar os crimes eleitorais –  como a boca de urna. Eles receberam informações de um manual de orientação com os procedimentos previstos em lei. Entre os quais, o que define que a partir desta terça-feira (2), nenhum eleitor pode ser preso ou detido, exceto em flagrante, em razão de uma sentença criminal por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

De acordo com o coronel Leônidas Pantaleão, comandante da PM no Vale do Paraíba, o reforço nas ruas será feito por meio da realocação do efetivo. “Os policiais que atuam no setor administrativo vão para as ruas e reduzimos as folgas neste fim de semana”, disse ao G1.

O policiamento deve ser mantido até a madrugada de segunda-feira (8), após os resultados nas urnas e comemoração dos candidatos eleitos. O comandante avalia que o período eleitoral costuma ser tranquilo, com número inferior de ocorrências no comparativo com outras ocasiões. “Não costuma ser um período complicado. Entre as nossas preocupações estão o grande fluxo de pessoas nas ruas e a movimentação no trânsito”, disse.

Nas últimas eleições municipais, em 2008, o comando da PM no Vale contabilizou 34 ocorrências em toda a região, destas, 11 por boca de urna.

G1 (Vnews)

Em passe de negociação, Bancários cruzam os braços

Cerca de 5.500 bancários podem cruzar os braços a partir de hoje na região em função do impasse nas negociações da campanha salarial da categoria. A greve, que é nacional e por tempo indeterminado, deve atingir até 400 agências no Vale.

Ontem à tarde, em função do aviso de greve, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) divulgou em seu site uma tabela com os serviços que podem ser feitos pelo correntista em caixas eletrônicos e pela internet, caso não consiga utilizar os caixas tradicionais.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real, piso de R$ 2.416,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Já os bancos oferecem reajuste de 6%, piso de R$ 2.014,38 e PLR de no máximo 2,2 salários mais fixo de R$ 1.484.

Os bancários também pedem mais contratações, proteção contra demissões, combate ao assédio moral e mais segurança. Os sindicatos dos bancários que cobrem o Vale do Paraíba informaram que a greve serve para pressionar os bancos a aumentarem a proposta salarial. A Fenaban, entidade que representa os bancos, informou ontem por meio de nota que só iria comentar o assunto hoje.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de São José e região, Maria de Lourdes de Oliveira, o ideal era que todos os bancos entrassem em greve, mas que dificilmente todos os bancários aderem ao movimento. “No começo, o movimento não tem 100% de adesão, mas depois os agentes vão percebendo que o movimento está crescendo e aumentam a mobilização.”

Hoje em São José um carro de som percorrerá o centro avisando a deflagração da greve. A base do sindicato de São José engloba 203 agências e 3.116 bancários em 11 cidade. Na base de Taubaté, são 140 agências e 1.600 funcionários em 12 cidades e, na de Guará, mais 60 agências e 822 agentes em 16 municípios.

Correntistas precisam ficar atentos aos serviços que podem ser feitos mesmo com as agências fechadas. Serviços de financiamento, saques, depósitos e transferências devem ser os mais prejudicados. Mesmo com a greve, pagamento de contas e boletos deve ser feito normalmente por outros meios.

Para o comerciante Carlos Eduardo, 36 anos, de São José, a greve vai atrapalhar o dia-a-dia de seu estabelecimento. “Eu uso mais a internet mas, como eu tenho comércio, tem coisas que não dá para fazer pelo computador. Essa greve vai complicar”, disse.

Já a estudante Vanessa Oliveira, 22 anos, disse que a greve vai vir em má hora. Ela está resolvendo assuntos burocráticos do pai que morreu. “A greve vai atrapalhar porque estou resolvendo problemas referentes à pensão, seguro e fundo de garantia do meu pai”, afirmou ela.

Outro que será prejudicado com a greve dos bancos é o professor de xadrez José Maria Soares, 59 anos. Ele precisa dos bancos para retirar o pagamento que recebe das escolas onde leciona.

O Vale

Feriado tem indice baixo de mortes na estrada

O balanço da Operação Independência 2012 revelou queda de 38,03% no número de acidentes nas estradas que ligam o Vale do Paraíba ao Litoral Norte e à Serra da Mantiqueira. Entre a quinta-feira e domingo do feriado, foram 88 acidentes, com 65 feridos e 2 mortes nas rodovias do Tamoios (SP-99), Oswaldo Cruz (SP-125) e Floriano Rodrigues Pinheiro (SP-123).

Como o feriado do ano passado caiu em uma quarta-feira, a PRE comparou os dados de 2012 com 2010 quando ocorreram 142 acidentes, com 75 feridos e cinco mortes. Este ano, os acidentes com vítimas fatais aconteceram na Tamoios e na Estrada Velha Rio-São Paulo, no trecho de Roseira, entre a sexta-feira e a noite e sábado. Ainda durante o feriado, os policiais fizeram 1.288 autuações, 67 recolhimentos de veículos e 12 registros de motoristas embriagados.

Devido às obras de duplicação, a rodovia dos Tamoios apresentou tráfego lento em vários trechos. Na sexta-feira, por exemplo, uma viagem de 1h30 entre São José dos Campos e Caraguatatuba levava quase 3 horas para ser percorrida.

Na volta, no domingo, a viagem durou cerca de 4h em alguns momentos do dia. Na Oswaldo Cruz, entre Ubatuba e Taubaté, o trecho era percorrido em até 4h30. “Foi complicado e cansativo, mas já peguei trânsitos piores nessa serra de Ubatuba”, disse Jeferson Vezaro, 32 anos, administrador de empresas, que escolheu viajar no domingo à noite para fugir do congestionamento do dia.

Na rodovia Presidente Dutra, principal corredor do Vale do Paraíba, foram registrados 56 acidentes durante o feriado prolongado, com 31 feridos e uma morte um homem atropelado na madrugada do último sábado, na altura do km 161 em Jacareí.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) usou como comparação o feriado da Semana Santa deste ano, que se estendeu de 5 a 8 de abril. Na ocasião, ocorreram 43 acidentes, com 18 feridos e 2 mortes. Segundo os policiais rodoviários, o Grito dos Excluídos no Santuário Nacional de Aparecida, na última sexta-feira, gerou até nove quilômetros de lentidão no sentido Rio de Janeiro da via Dutra. “Nos horários de pico, chegamos a registrar até 5.600 veículos por hora na rodovia no sentido capital-interior”, disse o inspetor Waldiwilson dos Santos, responsável pela 6ª delegacia da PRF em Taubaté.

O Vale

Vale tem indice de mortalidade em queda nas cidades

O Vale do Paraíba registrou, no ano passado, o menor índice de mortalidade infantil da história. De acordo com o estudo feito pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a fundação Seade, enquanto em 2000 a região registrou 16,7 óbitos de crianças menores de um ano de idade para cada 1.000 nascidas vivas, em 2011 foram 11,9. Isso significa 29% menos.

“Esse índice dá a noção das conquistas na área da saúde. Com os dados é possível saber quais as falhas de cada cidade”, afirmou Sandra Souza, coordenadora da área técnica da Saúde da Criança, da secretaria. “Nosso objetivo é reduzir o número de mortes infantis a um só digito”, disse.

De acordo com o documento, os responsáveis pela queda são o aumento do número de UTIs Neonatais, o aprimoramento da assistência ao parto e à gestante, a ampliação do acesso ao pré-natal e a vacinação de crianças pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

São José e Jacareí registraram aumento nas taxas de mortalidade. No entanto, os números atuais ainda são inferiores aos apresentados nos anos 1990 e 2000. Enquanto São José teve 21,2 óbitos para cada 1.000 nascimentos em 1990, a cidade registrou 9,27 em 2010 e 12,2 em 2011. Jacareí teve 20,8 óbitos em 2001, 9,8 óbitos em 2010 e, 11,3 em 2011.

“Atualmente, a maioria das mortes é de bebês nascidos prematuros, o que denuncia que as mães pararam de fazer pré-natal”, afirmou Danilo Stanzani, secretário de Saúde de São José. “Para tentar reduzir os índices em 2012, as mulheres passaram a se consultar na unidade básica de saúde mais próxima de sua casa e foi intensificada a campanha de planejamento familiar”.

O Vale

Supletivos para concluir o Ensino Fundamental e Médio

Quem não completou os estudos no Ensino Fundamental e Médio tem uma chance de conseguir o diploma. Estão abertas as inscrições para os exames supletivos para o Ensino Fundamental e Médio. O objetivo é possibilitar a jovens e adultos que estão fora da escola ou da idade regular de ensino a possibilidade de obter a certificação escolar.

Os interessados devem consultar o regulamento e efetuar a inscrição, até as 18h do próximo dia 27, no Portal da Secretaria da Educação (www.educacao.sp.gov.br). O candidato deverá preencher todos os dados pessoais exigidos e indicar o nível que pretende concluir (Ensino Fundamental ou Ensino Médio). As provas serão realizadas em 28 de outubro.

Para as provas do Ensino Fundamental, podem se inscrever candidatos com idade mínima de 15 anos completos ou a completar até a data da avaliação. No caso do Ensino Médio, é preciso ter mais de 18 anos de idade. Detentos também podem participar.

Neste ano, o exame será dividido em uma redação e quatro provas objetivas, conforme o nível de ensino. Para o Ensino Fundamental, a avaliação irá exigir do aluno conhecimentos em língua portuguesa, inglês, arte e educação física; matemática; história e geografia; e ciências da natureza.

Já para os alunos do Ensino Médio, as questões serão sobre língua portuguesa, inglês ou espanhol, arte e educação física; química, física e biologia; matemática; ehistória, geografia, filosofia e sociologia. Não há limite para as inscrições, a prova será realizada para todos os interessados. Na última edição deste exame, em 2009, cerca de 130 mil pessoas participaram das provas Quem for aprovado vai precisar apenas de um documento com foto para retirar o certificado.

O aluno que ainda tiver dúvidas do exame pode se informar na Central de Atendimento da Secretaria da Educação, no telefone 0800 770 0012, ou na Diretoria de Ensino da sua cidade. Em Taubaté, a Diretoria fica na Praça 8 de maio, 28, no Centro.

G1

Região registra queda em empregos nas cidades

A geração de emprego com carteira assinada nas cinco maiores cidades do Vale do Paraíba caiu 57% de janeiro a maio, ante o mesmo período de 2011. No país, a redução foi de 25% na mesma comparação. Na região, foram 3.628 vagas criadas em 2012 contra 8.528 no ano passado, segundo balando do Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho.

Somente em maio, São José dos Campos e Taubaté fecharam 524 postos de trabalho. O melhor desempenho do ano é de Pindamonhangaba, com saldo de 939 vagas, ainda que o resultado seja inferior aos 1.430 empregos criados em 2011.

A construção civil puxa a geração de emprego em Pinda. O investimento de R$ 645 milhões na ampliação da Gerdau gerou cerca de 400 vagas. Outro foco de vagas na cidade são as obras do shopping Pátio Pinda, previstas para terminarem em abril do próximo ano. Até 1.000 empregos diretos serão criados.

São José, apesar da queda em maio puxada pelos setores de serviço e construção civil, registra a geração de 656 postos no ano. O secretário de Relações do Trabalho da cidade, Ricardo Dinelli, estima que a recuperação em relação aos números de 2011 aconteça a partir do próximo mês.

“A parte de serviços deu uma caída maior do que esperávamos, mas temos inauguração de shopping, duplicação da Tamoios (…) Qualquer demissão preocupa, mas esperamos fechar o ano com aumento de 5% em relação a 2011”, afirmou Dinelli.

No ano, o melhor setor de São José é serviços, com 885 vagas geradas. Já o pior é a construção civil, com redução d e 328 vagas. Em Taubaté, a indústria segue sendo o melhor setor da cidade no ano, com criação de 575 vagas. Em maio, no entanto, o segmento amargou a perda de 93 postos.

Segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), a queda foi motivada por duas empresas de autopeças da cadeia produtiva da General Motors, fornecedores da LG Electronics e uma empresa de artefatos de madeira.

O município de Jacareí teve o melhor maio entre as cinco maiores cidades da região. Foram 232 postos gerados no período. “Estamos recebendo muita gente para acompanhar as obras da Chery e da Sany, principalmente muitos engenheiros. Isso gera emprego na cidade”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, Emerson Goulart.

O Vale

Rankign aponta seis cidade da região com o melhor ensino

Um levantamento do movimento ‘Todos Pela Educação” coloca a rede municipal de ensino de 6 das 39 cidades da região na ‘elite’ dos melhores do país. Segundo o estudo, as redes com melhores desempenho no Vale são Arapeí, Campos do Jordão, Lagoinha, Roseira, São Bento do Sapucaí e Taubaté.

O mapeamento mostra que essas cidades fazem parte de um grupo de 334 municípios brasileiros que atingiram todas as metas intermediárias de aprendizagem previstas para o 5º e 9º ano do ensino fundamental.

As metas avaliam a quantidade de alunos com aprendizagem considerada adequada para a sua série escolar. A avaliação foi feita com base nos indicadores da Prova Brasil, realizada desde 2005 a cada dois anos pelo governo federal, em língua portuguesa e matemática.

“Se essas cidades mantiverem este mesmo ritmo de resultado nos próximos anos, são grandes as chances de atingirem a Meta 3 final”, informou por nota a entidade. A Meta 3, definida pela própria ONG (organização não-governamental), determina que até 2022, ano do bicentenário da Independência, a qualidade da educação no Brasil seja semelhante a dos países desenvolvidos, com 70% dos alunos com aprendizagem adequada a série.

Avaliação. As prefeituras das cidades da região que atingiram as metas previstas informaram que o investimento no professor deve ser a principal causa do bom desempenho.

“Temos um forte trabalho de formação continuada do professor e temos um sistema apostilado que garante ao aluno acompanhar o conteúdo mesmo se mudar de escola”, afirmou Márcia Gonzalo, coordenadora pedagógica da Prefeitura de Taubaté.

O prefeito de Lagoinha, José Sérgio de Campos (DEM), afirmou que ampliou os investimentos com cursos de preparatórios de professores. “Os professores são dedicados e têm realizado uma série de cursos custeados pela prefeitura, inclusive aos finais de semana”, afirmou. Representantes das demais cidades do grupo não foram localizados ontem para comentar o assunto. Cada cidade tem uma meta específica determinada com base no desempenho histórico.

O Vale

Sesc tem evento para apresentar temas de Cidades Sustentáveis

A unidade do Sesc de São José será palco do encontro internacional ‘A Cidade e Suas Possibilidades’, realizado de hoje até a próxima sexta-feira, sempre às 19h, no auditório da entidade. Os ingressos custam entre R$ 2,50 e R$ 10. O evento contará com quatro especialistas que falarão sobre suas experiências no campo da sustentabilidade, planejamento urbano, economia criativa e ocupação dos espaços públicos.

Parte integrante do projeto “São José dos Campos e dos Sonhos”, que reúne seis instituições da cidade, o encontro é a segunda de quatro etapas previstas para o projeto, que termina em outubro.

Um dos destaques dos debates será o jornalista colombiano Jorge Melguizo, 50 anos, que abre o evento hoje contando como Medellín (Colômbia), usou a cultura para reconstruir o município e a cidadania. Na palestra de amanhã, o pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) Antônio Miguel Vieira Monteiro mostra seu projeto de nova cartografia de São José, baseada no estudo da população.

Em seguida, às 20h, Lala Deheinzelin, especialista em Economia Criativa, explica cono nasceu o projeto de empreendedorismo ‘Crie Futuros’, que une economia e desenvolvimento sustentável. O encontro termina na sexta, às 19h, com a palestra do sociólogo Nelson Brissac, que vai abordar as complexidades de um país mais urbano.

Todo conhecimento debatido no encontro, segundo Daniela Savastano, técnica de Meio Ambiente do Sesc de São José, servirá como uma espécie de provocação para que São José pense no futuro da cidade com sustentabilidade.

O viés das propostas dos palestrantes, disse ela, é mostrar como o acesso a bens culturais, à economia criativa e às novas tecnologias favorece o desenvolvimento. “São experiências diferentes, que agregam conhecimento ao debate que estamos fazendo sobre o futuro da cidade. Não vamos copiar, mas entender a metodologia”, afirmou Sérgio Seabra, coordenador de Programação do Sesc.

Além do Sesc, participam do projeto secretarias de Meio Ambiente e Educação, Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento).

O Vale