Contrato no valor de U$ 900 Milhões é fechado com a Embraer

A Embraer, de São José, fechou ontem um contrato para vender seis jatos comerciais modelo E190 para a empresa aérea Conviasa, do governo da Venezuela. O contrato é de US$ 271,2 milhões e pode chegar a US$ 904 milhões se a estatal confirmar a opção de compra de outras 14 aeronaves. As primeiras entregas estão programadas para ocorrer até o final de 2012.

O contrato foi assinado durante solenidade em Brasília, da qual participaram os presidentes dos dois países, Dilma Rousseff e Hugo Chávez. O venezuelano veio ao Brasil para participar da cúpula extraordinária do Mercosul, que formalizou a adesão da Venezuela como membro pleno do bloco.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o negócio já havia sido assunto de reuniões entre Dilma e Chávez, no começo do ano, por causa da entrada da Venezuela no Mercosul. Porém, o contrato só foi concretizado porque estava condicionado a um crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O avanço das negociações permitiu que o contrato fosse assinado durante a visita de Chávez a Brasília.

Terceira maior fabricante mundial de aviões e maior produtor de aeronaves para voos regionais, a Embraer reforça a sua posição de líder na América Latina e Caribe, onde detém 75% do mercado de aviação comercial no segmento de aeronaves com até 120 assentos.

“É uma satisfação receber este pedido da Conviasa, décimo primeiro cliente da família de E-Jets na região da América Latina e do Caribe, um mercado que crescerá, em média, 7% ao ano, nos próximos vinte anos”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer Aviação Comercial.

“Temos certeza que o E190 terá um papel importante no aumento da qualidade e da eficiência do transporte aéreo na Venezuela.” Os jatos da Conviasa serão configurados com 104 assentos em classe única. Atualmente, a empresa estatal atende a 14 destinos nacionais e 9 internacionais.

“Consideramos que o jato E190 vai ser fundamental no processo de renovação da frota da Conviasa”, disse César Martínez Ruiz, presidente da empresa. “Estes aviões nos permitirão aumentar a conectividade tanto nas rotas domésticas quanto internacionais.”

A venda foi concretizada dois dias após o anúncio de queda de 25,2% no lucro líquido da Embraer no segundo trimestre deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado –de R$ 153,8 milhões para R$ 114,8 milhões.

O Vale

Metálurgicos da GM realizam protesto na cidade

Na véspera de importantes reuniões que poderão decidir o destino de 1.500 trabalhadores da indústria, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos promove hoje ato em frente à planta da General Motors na cidade. A manifestação acontecerá a partir das 13h, na portaria da unidade de produção da S10.

Segundo a entidade, a manifestação terá a presença de representantes de sindicatos de diversas cidades e centrais sindicais do país. Entre as entidades que confirmaram presença estão Sindicatos de Metalúrgicos de Santos, Campinas, Limeira e São Caetano do Sul.

Amanhã, a direção do sindicato se reunirá com representantes da montadora, em São José, para discutir o futuro dos 1.500 empregados da linha de produção conhecida como MVA, onde são montados o Corsa e o Meriva. A GM não descarta a possibilidade de demissão.

O encontro está pré-agendado para as 11h, a pedido do Ministério do Trabalho. No entanto, até ontem à tarde ainda não havia sido definido local. Às 16h, acontecerá outra reunião entre as partes no Ministério Público do Trabalho, para tratar de demissões na planta, a pedido do sindicato. A Câmara também vai promover amanhã um encontro sobre o assunto. A plenária está marcada para as 18h, na sede do Legislativo, que vai convidar sindicato e GM.

O Vale

Com foco no mercado, Empresas apostam em exportação

Em setembro do ano passado, os sócios Ivan Sant’Anna e Renato Pisani participaram da feira Copa Ícaro, na França, voltada a esportes ligados a voos livres. A intenção da dupla, dona da Adventure Instruments, de São José, era apresentar seus produtos aos aficionados em voo livre, no entanto, a viagem foi o início de uma nova fase da empresa.

Os equipamentos fabricados pela Adventure, responsáveis pela medição de correntes de ar, tempo de voo e informações de voos anteriores, despertaram o interesse de comerciantes europeus e, atualmente, são exportados para 12 países, entre eles, França, Alemanha, Itália, Áustria e Suíça.

A Adventure Instruments ilustra um cenário cada vez mais presente na região: o crescimento do número de empresas que vendem para outros países. O MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) não possui dados sobre este crescimento, que foi sentido pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

“Temos visto esse crescimento aos poucos, principalmente de empresas incubadas. Hoje, está mais fácil exportar, até mesmo pelo correio, por Sedex. Elas se beneficiam deste momento mais que as grandes empresas pois os contratos são pequenos, mais curtos”, disse o diretor regional do Ciesp, Almir Fernandes.

A meta da Adventure para este ano é exportar para 50 países. “Não temos concorrentes no país. A exportação é fácil, fazemos tudo pelo correio e nunca tivemos problemas”, disse Pisani. “Exportar nos deu credibilidade no mercado interno”, acrescenta Sant’Anna. Hoje, a exportação representa 10% do total de vendas da empresa.

A Compsis, também de São José, fechou 2011 na 36ª posição no ranking de empresas mais exportadoras de São José. A companhia, que atua na área de tecnologia para sistemas de automação, arrecadação em pedágio e sistemas embarcados, vendeu o equivalente a US$ 1,4 milhão ao exterior no ano passado.

A diretora executiva de tráfego e transporte da Compsis, Rosângela Monteiro, destacou que no segmento de pedágio, carro-chefe da empresa, as exportações chegam a 20% do total de vendas da empresa. “Hoje em dia, o contato é maior”, disse Rosângela. Ainda assim, a executiva salienta que o mercado brasileiro está aquecido e continua sendo seu foco de atuação.

O Vale

Com a recuperação do Mercado, Embraer amplia entregas

A Embraer, de São José dos Campos, registrou aumento de 21% no número de aeronaves entregues no primeiro trimestre do ano, ante o mesmo período de 2011. Foram 34 aviões entregues este ano contra 28 no primeiro trimestre do ano passado.

O maior crescimento foi no setor executivo. Foram 13 jatos entregues em 2012 contra oito no primeiro trimestre de 2011. O balanço divulgado ontem pela empresa mostra que as entregas de E-Jets, segmento comercial da Embraer e principal fonte de receita da companhia, se mantiveram estáveis. Foram 21 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2012 ante 20 de 2011.

Para o economista da Unicamp, especializado no mercado aeronáutico, Marcos Barbieri, o resultado ainda não indica a recuperação plena do setor, o que mais foi afetado pela recessão da economia mundial. “Em um trimestre, ainda é pouco para falar que há recuperação. Não que o resultado não signifique isso, mas é difícil afirmar com base em apenas um trimestre. É preciso mais alguns meses para ter uma ideia melhor. O segmento executivo é sempre o primeiro que é afetado e o primeiro que se recupera de uma crise” afirmou Barbieri.

Das 13 aeronaves do segmento executivo entregues no último trimestre, 12 foram jatos pequenos (da família Phenom 100/300) e um grande, da família Legacy 600/650. Entre os pequenos, o destaque foi a entrega da aeronave adaptada para serviços médicos, que foi o 300º jato da família Phenom e 100º jato executivo entregue para o mercado brasileiro.

No período, a Embraer anunciou a venda de três jatos Lineage 1000, maior aeronave do portfólio executivo da Embraer, avaliada em cerca de US$ 50,4 milhões (R$ 92 milhões), para a empresa chinesa de leasing Minsheng. No segmento comercial, das 21 aeronaves entregues, foram dois E-175, 13 E-190 e seis E-195. Com isso, a família E-Jets chegou a 1.063 unidades, com encomendas de 60 companhias em 42 países.

Nos primeiros três meses do ano, a Embraer anunciou a venda de 10 E-195 para a companhia aérea brasileira Azul, um E-190 para a BA CityFlyer (subsidiária da British Airways) e um E-170 para a JAL, do Japão. Em 31 de março, a lista da Embraer de pedidos firmes para entregar era formada por 240 aeronaves e seu backlog (carteira de pedido) era de US$ 14,7 bilhões. No primeiro trimestre de 2011, o backlog da empresa era de US$ 16 bilhões.

Com o resultado do trimestre, a Embraer manteve sua previsão inicial de entrega para 2012, de 105 a 110 jatos comerciais, de 75 a 85 jatos executivos leves e 15 a 20 jatos executivos grandes, atingindo uma receita líquida entre US$ 5,8 e US$ 6,2 bilhões.

O Vale

Jato executivo é novo lançamento no mercado da Embraer

Após registrar queda de 31% na entrega de jatos executivos em 2011, a Embraer prepara a expansão do seu portfólio no segmento atrás da recuperação de mercado. Dois novos modelos chegarão ao mercado a partir do final de 2013. Tratam-se dos jatos Legacy 500 e 450, que ocuparão um espaço intermediário entre a já existente família Legacy, de modelos grandes, e a linha Phenom, de aeronaves leves.

O diretor de marketing e vendas da Aviação Executiva da Embraer para América Latina, Breno Corrêa, afirma que os novos modelos têm como diferencial o aumento da autonomia de voo em relação à família Phenom, que possui praticamente o mesmo número de passageiros que os aviões a serem lançados, entre 6 e 10 pessoas. “O que muda é a distância que precisa ser voada, a autonomia”, disse Corrêa, que explica que o crescimento do mercado de aviação civil pede a atualização do portfólio da empresa.

“Há uma tendência das empresas de expandirem seus negócios e, com isso, acaba-se tendo necessidade de jatos maiores, com mais autonomia”, afirma Corrêa. Enquanto o Phenom 100 tem 1.178 milhas náuticas de autonomia e o Phenom 300, 1.971, as novas aeronaves terão 2.300 milhas náuticas (no caso do Legacy 450) e 3.000 (Legacy 500).

O jato executivo com maior autonomia da Embraer é o Lineage 1000, com 4.500 milhas náuticas. A expectativa da Embraer é que o Legacy 500 faça seu primeiro voo teste no terceiro trimestre deste ano. Sua certificação deve ficar pronta até o final de 2013 e suas entregas começarem no final de 2013 ou início de 2014. Já o Legacy 450 passará pelo mesmo processo com um ano de defasagem.

Num primeiro momento, a Embraer estima que a venda dos novos modelos deva ficar entre a família Phenom, líder de vendas do segmento, e os modelos Legacy 600/650. Em 2011, a Embraer entregou 99 jatos executivos, segmento responsável por 19% da receita da empresa.

Os campeões de venda são os Phenom 100 e 300, que representaram 83% do total das aeronaves entregues pela empresa no ano passado. Corrêa destaca que um indicador do fortalecimento do segmento executivo da empresa é que, do total de Phenom 100/300 vendidos pela Embraer, metade foi para clientes que não possuiam aeronaves.

“É interessante coletar o feedback dos clientes. Depois que ele começa a utilizar o avião, consegue visitar mais clientes, estar mais perto das operações da empresa e passar mais noites em casa. Não é luxo. No final do ano, a empresa tem retorno deste investimento. Se você visita mais clientes, pode fechar mais negócios e isto acaba pagando o avião”, afirma o executivo.

A Embraer iniciou sua atuação do segmento executivo em 2001, com o programa do Legacy 600, modelo que teve sua 100ª entrega em 2007. A família Phenom 100/300 foi lançada em 2005. Dois anos depois de sua entrada em operação, o Phenom 100 alcançou o posto de aeronave executiva mais entregue do mundo. Já o Lineage 1000, modelo mais sofisticado do segmento executivo da empresa, de US$ 50 milhões, fez seu primeiro voo em 2007.

O Vale

Prefeitura permite instalação de novas Rampas no Mercadão

O Mercado Municipal de São José dos Campos vai ganhar rampas especiais para portadores de deficiência. O Comphac (Conselho do Patrimônio Histórico do município) aprovou esta semana proposta da Assessoria Para Pessoas com Deficiência para a implantação de cinco rampas especiais nas entradas do prédio do mercadão, que passa por reforma geral.

O vice-prefeito e assessor para Pessoas com Deficiência, Luiz Antonio Angelo da Silva, disse que a medida visa adequar o Mercado ao projeto de mobilidade e acessibilidade desenvolvido pelo governo em São José. “Como o mercado ainda não está adequado ao programa, solicitamos autorização ao Comphac para as rampas.” Luiz Antonio frisou que a medida é importante porque vai facilitar o acesso de idosos e de pessoas com deficiência ao tradicional ponto comercial do centro.

“O Mercado Municipal recebe muitos idosos e é preciso que o prédio esteja adequado”, afirmou o vice-prefeito. De acordo com o diretor do Departamento de Patrimônio Histórico da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e secretário do Comphac, Vitor Chuster, em algumas entradas do mercadão a altura entre a calçada e o prédio chega a 28 centímetros.

“As rampas são importantes porque vão adequar o prédio”, afirmou Chuster. Ainda não há data para a instalação das rampas, mas a intenção do governo é que isso seja feita o mais breve. Frequentadores do tradicional mercadão elogiaram a iniciativa. “O mercado vai ficar mais agradável”, afirmou a dona de casa Maria Carolina da Costa, 65 anos.

O vice-prefeito relatou que a prefeitura também irá construir calçada segura no mercadão. Luiz Antonio frisou que as melhorias no prédio histórico integram o projeto Centro Vivo, de revitalização do centro de São José. “A proposta prevê transformar a rua Sete de Setembro no trecho do mercado em calçadão. O mesmo será feito na travessa Chico Luiz, do lado oposto”, afirmou.

No momento, o mercadão passa por obras de melhoria. Os serviços incluem pintura interna e externa, revisão elétrica, limpeza do telhado, adequação do depósito de lixo, troca das grelhas, recuperação do piso e troca das calhas deterioradas.

O Vale

Aviação comercial prevê aumento de 5% na industria

Após ‘amargar’ queda em seus lucros em 2011, a Embraer, de São José, aposta na melhoria da economia de países afetados pela crise, principalmente Estados Unidos e parte da Europa, para se recuperar neste ano. Estimativa da empresa é que o mercado cresça em média 5,2%. De olho nisso, a Embraer planeja aumentar a atuação no segmento de aviação comercial, seu maior gerador de receita.

Apesar de sofrer os efeitos da recessão na economia mundial, a aviação comercial aumentou em 2011 sua participação na receita da empresa, de 61% para 64%. O cenário estaria apresentando “os primeiros sinais positivos”, como afirmou ontem o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Embraer, Paulo Penido.

O executivo participou de teleconferência com jornalistas para falar do balanço financeiro da empresa, divulgado anteontem. O documento mostra que a fabricante registrou queda de 73% no lucro líquido de 2011 ante o ano anterior.

“Estamos cautelosamente otimistas. Observamos os primeiro sinais positivos (nos países afetados pela crise). Na Europa, a situação não está piorando mais”, disse Penido. O executivo afirmou que a recuperação da economia desses países é fundamental para a retomada dos negócios da Embraer, beneficiada com um processo de renovação da frota das companhias aéreas.

“(O mercado de) aviação está relacionado com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Todos sabemos da necessidade de renovação da frota e isso tem gerado demanda por aeronaves.” No segmento de jatos de 60 a 120 assentos, a Embraer é líder, com 45% de participação. Na China, um dos mercados que mais cresce no mundo, esse número chega a 70%.

No ano passado, a venda de E-Jets (família de aeronaves comerciais) cresceu 30% em relação a 2010. Em 2011, seis novos clientes iniciaram operação com os modelos. O campeão de vendas é o E-190, que registrou 68 entregas em 2011, ante 58 de 2010.

Queda. Já a aviação executiva amargou queda de 8% em suas entregas em relação a 2010. A companhia credita o resultado aos reflexos da crise, que atingem o segmento de forma mais forte que outros setores, além da concorrência com jatos usados com preços menores. Na teleconferência, Penido também abordou os feitos do setor de defesa, como o ‘amadurecimento’ do projeto do cargueiro KC-390 e a aquisição de empresas como a Atech e a Orbisat.

O Vale

Changes de Estágio ampliado, prevê Profissionais para o Futuro

Pressionado pelo aumento da competitividade entre as empresas e a escassez de mão de obra qualificada, o estágio se ‘profissionalizou’ nos últimos anos. É o que apontam diretores de empresas instaladas na região que aproveitam o estágio para moldar os estudantes em potenciais trabalhadores do futuro.

“A gente olha nossos estagiários como futuros líderes da nossa empresa”, disse o gerente de relações institucionais da Johnson&Johnson, Alcides Suliman. Na empresa de produtos de saúde com sede em São José, atualmente 60 estudantes participam do programa de estágio da J&J, um dos mais concorridos da região. No ano passado, 5.000 pessoas se inscreveram para os 60 postos, concorrência de 83 pessoas por vaga.

O programa consiste em workshops, treinamento prático e auxílio de monitores no planejamento da carreira dos alunos. Quem se destaca, passa para o segundo ano de estágio. Mais à frente, a meta é ficar para o programa de trainee. Bruna Varella, 22 anos, estudante de administração, está em seu segundo ano de estágio da Johnson. Atuando no setor de relações institucionais, busca terminar o ano entre os estagiários selecionados para o trainee.

“O programa de estágio nos prepara para isso. Enxergo que estarei aqui no futuro e sei que as possibilidades são grandes, pois temos muito treinamento”, disse. Quem também vislumbra uma chance como profissional é Andréa Campos, 24 anos, outra estagiária em seu segundo ano de empresa. “O investimento da empresa no estagiário é muito alto”, afirmou.

A média de retenção de estagiários da Johnson varia entre 30% e 45%, índice maior que o registrado no passado.
“Com a evolução do mercado de trabalho, o programa de estágio se tornou um celeiro de talentos”, disse Suliman. Na Unimed de São José, a média de efetivação dos estagiários é ainda maior: de 70% a 80%. Atualmente, 15 estudantes prestam serviço na empresa.

“A proposta é de fazer um trabalho para moldar essa pessoa dentro da empresa”, afirma Regina Bellato, gerente de recursos humanos da Unimed. Ela explica que outra vantagem em adaptar um profissional que já está na empresa para preencher uma vaga aberta é a redução do custo do processo de seleção.

“Quando identificamos um profissional diferenciado, buscamos rete-lo”, disse Regina.
Foi o caso da enfermeira Claudia Serrano, 22 anos, contratada no mês passado pela Unimed, após passar pelo processo de estágio da empresa em 2011.

“Aprendi muito nesse tempo em que fui estagiária. Quando me inscrevi, buscava ter a vivência de um hospital e foi o que aconteceu. Foi muito positivo”, disse Claudia. Em São José, mais de 5.200 estudantes estagiam nas empresas da cidade. Mais de 250 vagas estão abertas.

O Vale

Montadora GM retoma liderança no mercado na cidade

A General Motors foi a montadora que mais vendeu veículos em janeiro no país, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) baseados no número de emplacamentos. É a primeira vez desde junho de 2006 que a fabricante, com planta industrial em São José, passa à frente de Fiat e Volkswagen na comercialização de automóveis, desconsiderando a venda de veículos comerciais leves.

A GM terminou janeiro com a venda de 52.863 automóveis e comerciais leves, contra 51.909 da Fiat e 51.061da Volkswagen. Um dos fatores que contribuiu para a retomada da liderança pela montadora norte-americana foi o lançamento do sedã Cobalt que, nos primeiros 15 dias de janeiro, foi o décimo carro mais vendido no país.

“Não só o Cobalt, como o Cruze vendeu bastante. Para o Cobalt, inclusive, temos lista de espera. A GM apostou em promoções logo no início do ano e isso contribuiu também”, afirmou a gerente de vendas da Veibras, de São José, Viviane Silveira.

A unidade da GM em São José emprega cerca de 9.000 trabalhadores. Neste mês, a fábrica iniciou a produção da picape sucessora da S10, conhecida como Colorado fora do país. “Há três semanas havia a produção de um carro por hora, o equivalente a 16 unidades nos dois turnos. Ontem (anteontem), houve a produção de 29 carros apenas no primeiro turno e, hoje (ontem), esse número pode chegar a 60”, afirmou o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira Barros.

O lançamento da nova picape deve acontecer neste mês. Segundo a montadora, até dezembro, sete novos modelos chegarão ao mercado brasileiro, o maior número de lançamentos da história da GM. A expectativa é que, no futuro, a linha de produção da nova S10 seja utilizada também para a montagem de um utilitário conhecido como TrailBrazer, sucessor da Blazer, que pode chegar ao mercado brasileiro até o próximo ano.

O investimento total da GM no país no período entre 2008 e 2012 é de R$ 5 bilhões. Em São José, o montante foi de R$ 800 milhões, segundo o sindicato. “Essa é a prova de que as críticas de lideranças empresariais sobre intransigência nas negociações com a GM não procedem. Temos novos projetos em negociação, mas que ainda não podem ser divulgados”, disse Barros.

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) estima crescimento de 4% a 5% nas vendas neste ano, com recorde entre 3,77 milhões e 3,81 milhões de carros comprados pelos brasileiros.

O Vale

Crescimento nos lucros

O balanço financeiro da Embraer referente ao segundo trimestre do ano, divulgado ontem à noite, mostra que a empresa está otimista com a recuperação do mercado internacional de aviação comercial, após mais de dois anos de incertezas após a crise econômica que afetou o setor em 2009.

A empresa fechou o período com lucro líquido de R$ 153,8 milhões 43,9% a mais que o ganho obtido no mesmo período de 2010, quando atingiu R$ 101,7 milhões.

Em relação ao primeiro trimestre deste ano, o lucro apurado foi 12% menor. No período, a companhia registrou ganhos de R$ 174,3 milhões, segundo o balanço. O motivo da redução foi o impacto causado pela desvalorização do dólar em relação à moeda brasileira. O lucro acumulado no ano atingiu R$ 328,1 milhões.

A receita líquida do trimestre somou R$ 2,168 bilhões, 23,4% a mais que no primeiro, mas inferior ao registrado em 2010, quando atingiu R$ 2,435 bilhões. A receita acumulada no ano somou R$ 3,925 bilhões, ante R$ 4,218 bilhões no mesmo período de 2010.

A empresa revisou para cima o faturamento em dólares previsto este ano. A previsão inicial da Embraer era fechar o ano com uma receita de US$ 5,6 bilhões.  Agora, projeta arrecadar US$ 5,8 bilhões.

A fabricante também revisou seu plano de investimentos e reduziu a carteira de US$ 210 milhões para US$ 160 milhões, segundo informa no balanço financeiro. Os resultados do balanço mostram que a empresa foi favorecida com redução de despesas com Imposto de Renda e contribuição social, que somaram R$ 52,1 milhões no segundo trimestre deste ano, ante R$ 119,9 milhões no mesmo período do ano passado.

A fabricante informa que no segundo semestre entregou 25 jatos comerciais, totalizando 45 no ano. Para a aviação executiva, foram despachados 23 jatos, sendo 20 leves e 3 grandes, totalizando 31 aeronaves no acumulado do ano. Foi registrada a venda de 62 jatos comerciais no ano.

O Vale