Fabricação de novo Jato é apresentado pela Embraer

A Embraer, de São José dos Campos, apresenta esta semana na Labace (Feira Latino-Americana de Aviação Executiva) o seu maior jato executivo, o Lineage 1000, que é utilizado pela Presidência da República. No final do ano passado, a companhia cedeu uma aeronave para uso da presidente Dilma Rousseff (PT).

O Lineage 1000 utiliza a plataforma do Embraer 190, o maior jato comercial da empresa, que tem 114 assentos. É a primeira vez que a Embraer expõe o Lineage no Brasil. O modelo tem capacidade para 19 assentos e custo estimado em US$ 55 milhões. A aeronave poderá ser visitada na Labace, que será realizada de amanhã até sexta-feira, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A entrada custa R$ 200.

Com a retração da economia nos Estados Unidos e a crise econômica na Europa, a Embraer reforçou suas atenções para o mercado da aviação executiva no Brasil, que já possui a terceira maior frota de jatos do mundo. Atualmente a frota soma cerca de 720 aeronaves. A Embraer já entregou 112 jatos executivos no país.

Segundo a empresa, até 2014 o Brasil passará a ter a segunda maior frota de jatos executivos, sendo superado apenas pelos Estados Unidos. A empresa estima que nos próximos 10 anos a demanda de jatos executivos no Brasil será de 550 aeronaves, mercado estimado em US$ 8 bilhões.

A empresa trabalha para disputar grande parte dessa fatia do mercado. A Embraer anunciou ontem também que começou a produção na última semana do primeiro Legacy 450, outro modelo do seu portfólio para a aviação executiva

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Embraer realiza test drive em avião a Biocombustivél

A Azul Linhas Aéreas prevê utilizar biocombustível em seus voos comerciais dentro de cinco anos. Este é o prazo estimado para a homologação do produto feito à base de cana-de-açúcar, fruto de uma tecnologia desenvolvida pela Amyris.

Ontem, o biocombustível foi testado em um voo da aeronave E-195, da Embraer, que partiu do aeroporto de Viracopos, em Campinas, para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, como parte das ações do evento de sustentabilidade Rio+20.

A tecnologia da Amyris, fruto de investimento de US$ 500 milhões, utiliza microorganismos que atuam convertendo o açúcar da cana em hidrocarboneto e é capaz de reduzir em até 82% a emissão de dióxido de carbono em relação ao querosene convencional.

“Esse voo é o ápice desse projeto iniciado em 2009, um marco para a aviação mundial”, disse o diretor de Relações Institucionais da Azul, Adalberto Febeliano. A Embraer, além da parceria com Azul, Amyris e a fabricante de motores GE para o voo de ontem, atua em outras frentes para atingir maior índice de sustentabilidade em suas aeronaves.

“A aviação é responsável por apenas 2% da emissão de dióxido de carbono no mundo, mas é uma indústria que está crescendo e que vai continuar crescendo. Por isso, houve compromisso de se reduzir a emissão de poluentes”, disse o diretor de desenvolvimento tecnológico da Embraer, Jorge Ramos.

O compromisso da indústria aeronáutica é reduzir em até 50% a emissão de poluentes na atmosfera até 2020 com base nos índices de 2005, considerando o aumento da frota de aeronaves no mundo.

“São várias frentes para atingir esse objetivo. Temos projetos estruturais, uma busca pela eficiência operacional com sistemas que viabilizem a operação de menor consumo de combustível. Outra frente é na construção da aeronave, com sistemas mais eficientes, perfis aerodinâmicos e materiais que deixem essas aeronaves mais leves”, disse Ramos.

Uma dessas ações é o LEL (Laboratório de Estruturas Leves), situado no Parque Tecnológico de São José no qual a Embraer faz o papel de empresa integradora. No local são desenvolvidas tecnologias para utilizar materiais cada vez mais leves na construção dos aviões.

“O LEL está no foco da construção de uma aeronave mais leve e vai permitir que todas as empresas aéreas façam seus exercícios e soluções com essas tecnologias mais leves”, afirmou Ramos. Sem citar números, o executivo salientou que para a nova família de E-Jets remotorizados, com previsão de entrada no mercado em 2018, haverá “ganhos substanciais em termos de redução” de emissão de poluentes.

A Embraer está envolvida em pelo menos outras quatro frentes para a pesquisa de biocombustível. Na maior delas, atua com a norte-americana Boeing e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) na elaboração de um estudo voltado para identificar todas as possibilidades de biomassa a serem empregadas como combustível.

A cana-de-açúcar, usada no voo de ontem, já é utilizada pela indústria do açúcar e do etanol, o que poderia criar uma disputa interna pelo produto e elevar os custos do combustível para aviões, hipótese descartada pelo diretor da Azul.

“O custo do biocombustível é compatível com o do querosene tradicional. Não vejo risco na safra da cana-de-açúcar maior do que o risco político no Oriente Médio, que eleva o preço do barril de petróleo”, disse Febeliano, ressaltando que existem outras possibilidades a serem estudadas.

“Temos milhões de pastos degradáveis que poderiam ser convertidos na produção de cana. Ainda temos cartas na manga e muitas possibilidades”, afirmou o diretor da companhia aérea.  O voo de aproximadamente 50 minutos partiu de Campinas por volta do meio-dia e teve a composição de 50% de querosene convencional e 50% de biocombustível, batizado de AMJ 700.

O Vale

Embraer Cria Jato Verde com combustível de Cana

Embraer e suas parceiras no desenvolvimento de biocombustível para aviões Amyris, Azul Linhas Aéreas e a fabricante de motores GE anunciaram ontem a realização de um voo demonstração na Rio+20 com uso de combustível feito à base de cana-de-açúcar.

O voo, chamado de ‘Azul+Verde’, irá acontecer no dia 19 em uma aeronave E-195, avião de maior porte fabricado pela Embraer. No ano passado, as mesmas empresas realizaram um voo com o mesmo combustível em uma aeronave E-170.

Em comunicado, a Embraer afirma que “foram concluídos com sucesso os testes necessários para que um combustível renovável e inovador para jatos, seja utilizado em voo de demonstração por um jato E-195”. A fabricante está envolvida em diversos projetos relacionados a biocombustível.

Em um deles, é parceira da ‘gigante’ norte-americana Boeing e da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), que desenvolvem levantamento de todos os projetos de biocombustível no país para aprofundar pesquisas a partir de 2013. A Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, acontece de 13 a 22 no Rio.

O Vale

Jato executivo é novo lançamento no mercado da Embraer

Após registrar queda de 31% na entrega de jatos executivos em 2011, a Embraer prepara a expansão do seu portfólio no segmento atrás da recuperação de mercado. Dois novos modelos chegarão ao mercado a partir do final de 2013. Tratam-se dos jatos Legacy 500 e 450, que ocuparão um espaço intermediário entre a já existente família Legacy, de modelos grandes, e a linha Phenom, de aeronaves leves.

O diretor de marketing e vendas da Aviação Executiva da Embraer para América Latina, Breno Corrêa, afirma que os novos modelos têm como diferencial o aumento da autonomia de voo em relação à família Phenom, que possui praticamente o mesmo número de passageiros que os aviões a serem lançados, entre 6 e 10 pessoas. “O que muda é a distância que precisa ser voada, a autonomia”, disse Corrêa, que explica que o crescimento do mercado de aviação civil pede a atualização do portfólio da empresa.

“Há uma tendência das empresas de expandirem seus negócios e, com isso, acaba-se tendo necessidade de jatos maiores, com mais autonomia”, afirma Corrêa. Enquanto o Phenom 100 tem 1.178 milhas náuticas de autonomia e o Phenom 300, 1.971, as novas aeronaves terão 2.300 milhas náuticas (no caso do Legacy 450) e 3.000 (Legacy 500).

O jato executivo com maior autonomia da Embraer é o Lineage 1000, com 4.500 milhas náuticas. A expectativa da Embraer é que o Legacy 500 faça seu primeiro voo teste no terceiro trimestre deste ano. Sua certificação deve ficar pronta até o final de 2013 e suas entregas começarem no final de 2013 ou início de 2014. Já o Legacy 450 passará pelo mesmo processo com um ano de defasagem.

Num primeiro momento, a Embraer estima que a venda dos novos modelos deva ficar entre a família Phenom, líder de vendas do segmento, e os modelos Legacy 600/650. Em 2011, a Embraer entregou 99 jatos executivos, segmento responsável por 19% da receita da empresa.

Os campeões de venda são os Phenom 100 e 300, que representaram 83% do total das aeronaves entregues pela empresa no ano passado. Corrêa destaca que um indicador do fortalecimento do segmento executivo da empresa é que, do total de Phenom 100/300 vendidos pela Embraer, metade foi para clientes que não possuiam aeronaves.

“É interessante coletar o feedback dos clientes. Depois que ele começa a utilizar o avião, consegue visitar mais clientes, estar mais perto das operações da empresa e passar mais noites em casa. Não é luxo. No final do ano, a empresa tem retorno deste investimento. Se você visita mais clientes, pode fechar mais negócios e isto acaba pagando o avião”, afirma o executivo.

A Embraer iniciou sua atuação do segmento executivo em 2001, com o programa do Legacy 600, modelo que teve sua 100ª entrega em 2007. A família Phenom 100/300 foi lançada em 2005. Dois anos depois de sua entrada em operação, o Phenom 100 alcançou o posto de aeronave executiva mais entregue do mundo. Já o Lineage 1000, modelo mais sofisticado do segmento executivo da empresa, de US$ 50 milhões, fez seu primeiro voo em 2007.

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