Embraer amplia as entregas de jatos em 10% no 3° trimestre

A Embraer, de São José dos Campos, registrou crescimento de 10% nas entregas de aviões no terceiro trimestre deste ano no comparado com o mesmo período do ano passado. No trimestre, a empresa também registrou alta de mais de 40% na sua carteira de pedidos na mesma base de comparação. A empresa despachou 44 aeronaves entre julho e setembro deste ano contra 40 no mesmo período de 2012. A Embraer informou que sua carteira de pedidos firmes atingiu US$ 17,8 bilhões no final de setembro, um crescimento de mais de 40% em relação a setembro do ano passado, que era de US$ 12,4 bilhões. O crescimento da carteira foi impulsionado pelos anúncios de vendas feitas na Paris Air Show, uma das principais feiras de aviação do mundo, ocorrida em junho, para a nova família dos E-Jets lançada no evento, a E-Séries. A nova família de jatos comerciais da empresa deve entrar em operação até o final da década.

Segundo a companhia, foram despachados no terceiro trimestre 19 aeronaves para a aviação comercial, principal segmento de vendas da companhia. No comparado com o ano passado, a empresa registrou baixa de 30% nas entregas de jatos para este segmento. Já para a aviação executiva, a empresa entregou no terceiro trimestre deste ano 25 jatos, quase o dobro em relação ao mesmo período do ano passado. Foram entregues 21 jatos leves (6 Phenom 100 e 15 Phenom 300 e 4 Legacy 650) e 4 jatos grandes. No total, a Embraer entregou este ano 124 aviões, sendo 58 comerciais e 66 jatos executivos. No ano passado, no mesmo período, foram despachadas 129 aeronaves. A fabricante trabalha com a expectativa de entregar este ano até 120 jatos executivos e até 95 jatos comerciais. A empresa sempre trabalha com a expectativa de que as entregas no quarto trimestre são melhores.

A carteira de pedidos firmes da companhia somava no final de setembro total de 396 jatos comerciais. A empresa contabiliza 6 pedidos firmes do E170, 140 do E715, 78 do E190 e 123 do modelo E195. Já da nova família de jatos, os pedidos firmes são de 100 do E175-E2, 24 do E190-E2 e o mesmo volume do E195-E2. As negociações de aumento salarial para os trabalhadores da Embraer está em um impasse. A empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos ainda não chegaram a um acordo. A companhia já anunciou a concessão de reajuste de 6,07% a partir de setembro, referente ao INPC do período. Já o sindicato reivindica aumento de 13,5% e redução da jornada de trabalho. As rodadas de negociações ocorridas entre as partes, no âmbito da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) fracassaram.

Na semana passada, os metalúrgicos da empresa paralisaram as atividades durante quatro horas para pressionar a empresa a negociar. Na última sexta-feira, a Embraer anunciou, a primeira parcela da PLR 2013 ((Participação nos Lucros e Resultados). Segundo o sindicato, os trabalhadores receberão R$ 878 fixos mais 12,46% sobre os salários. Esse valor está entre os mais baixos de toda a categoria metalúrgica da região, inclusive em comparação com fábricas bem menores, de acordo com a entidade. O Sindicato defende que o cálculo seja a partir do lucro operacional (sem desconto de impostos, transações financeiras e investimentos).

FONTE: Chico Pereira – O Vale

Bairro da cidade não recebe Sedex pelo correio

Moradores do bairro Campos de São José, na zona leste de São José dos Campos, deixaram de receber encomendas em casa por meio dos Correios. O motivo alegado pela empresa para suspender as entregas é a violência no bairro. A situação, que já se arrasta por mais de um ano, dificulta a vida dos moradores. Há um ano os correios pararam de entregar encomendas e pacotes no local.

“Paguei por um produto pela facilidade da entrega, para chegar rápido e entregar para o cliente de forma rápida aí o correio faz esse impasse com a gente de ter que ir lá retirar e enfrentar fila. Eles, nem ao menos tem o respeito de atender a gente com gentileza. Parece que eles estão fazendo um favor para a gente”, reclama o empresário Wellington Souza.

A situação, segundo os donos de uma locadora no bairro, está gerando prejuízos. “Estou até parando de pegar DVDs de produtoras de São Paulo, começando a pegar aqui e pagando um preço mais alto, com lucratividade menor porque o correio não me atende”, afirmou o comerciante Ivanir Mezzono.

Por telefone, a produção do Link Vanguarda conversou com um funcionário dos correios que justifica a suspensão da entrega alegando falta de segurança no bairro. Segundo informações disponíveis no site dos correios, a entrega domiciliar não é feita em algumas cidades, na área rural, em áreas de difícil acesso ou em regiões consideradas de risco. Segundo a Polícia Militar, a empresa nunca procurou a instituição alegando falta de segurança.

“Não há nenhum ofício dos correios endereçado à Polícia Militar noticiando o fato ou solicitando providências. Também não há registro envolvendo os correios naquela região”, explicou o tenente da PM Marcelo Mendes. Mesmo assim, em nota, os Correios disseram que os serviços continuarão suspensos por tempo indeterminado.

A PM esclareceu também que os índices não apontam que a área seja perigosa e que faz o patrulhamento de rotina. A PM orienta os moradores para que acionem a polícia pelo 190 ou 181 e não deixem de registrar boletim de ocorrência.

Segundo o Procon de São José dos Campos, a falta de policiamento no bairro é uma questão que deve ser resolvida entre empresa e polícia e não pode afetar o consumidor que paga pelo serviço. Portanto é só procurar a instituição e registrar a reclamação. Os Correios podem ser punidos e pagar multa.

G1 (Vnews)

Publicado em: 25/01/2013

Com a recuperação do Mercado, Embraer amplia entregas

A Embraer, de São José dos Campos, registrou aumento de 21% no número de aeronaves entregues no primeiro trimestre do ano, ante o mesmo período de 2011. Foram 34 aviões entregues este ano contra 28 no primeiro trimestre do ano passado.

O maior crescimento foi no setor executivo. Foram 13 jatos entregues em 2012 contra oito no primeiro trimestre de 2011. O balanço divulgado ontem pela empresa mostra que as entregas de E-Jets, segmento comercial da Embraer e principal fonte de receita da companhia, se mantiveram estáveis. Foram 21 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2012 ante 20 de 2011.

Para o economista da Unicamp, especializado no mercado aeronáutico, Marcos Barbieri, o resultado ainda não indica a recuperação plena do setor, o que mais foi afetado pela recessão da economia mundial. “Em um trimestre, ainda é pouco para falar que há recuperação. Não que o resultado não signifique isso, mas é difícil afirmar com base em apenas um trimestre. É preciso mais alguns meses para ter uma ideia melhor. O segmento executivo é sempre o primeiro que é afetado e o primeiro que se recupera de uma crise” afirmou Barbieri.

Das 13 aeronaves do segmento executivo entregues no último trimestre, 12 foram jatos pequenos (da família Phenom 100/300) e um grande, da família Legacy 600/650. Entre os pequenos, o destaque foi a entrega da aeronave adaptada para serviços médicos, que foi o 300º jato da família Phenom e 100º jato executivo entregue para o mercado brasileiro.

No período, a Embraer anunciou a venda de três jatos Lineage 1000, maior aeronave do portfólio executivo da Embraer, avaliada em cerca de US$ 50,4 milhões (R$ 92 milhões), para a empresa chinesa de leasing Minsheng. No segmento comercial, das 21 aeronaves entregues, foram dois E-175, 13 E-190 e seis E-195. Com isso, a família E-Jets chegou a 1.063 unidades, com encomendas de 60 companhias em 42 países.

Nos primeiros três meses do ano, a Embraer anunciou a venda de 10 E-195 para a companhia aérea brasileira Azul, um E-190 para a BA CityFlyer (subsidiária da British Airways) e um E-170 para a JAL, do Japão. Em 31 de março, a lista da Embraer de pedidos firmes para entregar era formada por 240 aeronaves e seu backlog (carteira de pedido) era de US$ 14,7 bilhões. No primeiro trimestre de 2011, o backlog da empresa era de US$ 16 bilhões.

Com o resultado do trimestre, a Embraer manteve sua previsão inicial de entrega para 2012, de 105 a 110 jatos comerciais, de 75 a 85 jatos executivos leves e 15 a 20 jatos executivos grandes, atingindo uma receita líquida entre US$ 5,8 e US$ 6,2 bilhões.

O Vale