Depois da crise, Embraer vende mais de 90 jatos

A Embraer, de São José dos Campos, anunciou ontem a venda de um pacote de jatos Embraer 175 para a empresa norte-americana Republic Airways, em um contrato que pode atingir US$ 4 bilhões. O contrato firmado com a aérea é para a venda firme de 47 aeronaves 175, com a opção para o fornecimento de mais 47 jatos adicionais.

A preço de lista, cada jato 175 custa, em média, aproximadamente US$ 42 milhões. O contrato divulgado ontem é um dos maiores já firmados pela fabricante brasileira e o maior depois da crise econômica mundial de 2008, que atingiu duramente a aviação comercial em todo o mundo e levou a empresa a reduzir a cadência produtiva e a demitir mais de 4.000 empregados.

De acordo com o comunicado da Embraer, os novos aviões serão operados pela Republic Airlines, subsidiária da Republic, nas cores da American Eagle em rotas regionais da American Airlines. A fabricante informou, no entanto, que o acordo está sujeito à aprovação do Tribunal de Recuperação Judicial da American, o que está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2013.

Os papéis da fabricante na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registram alta ontem após o anúncio da venda de jatos. As ações chegaram a subir mais de 10% durante o dia e fecharam cotadas a R$ 15,87 (alta de 8,48%).

Os E175 serão configurados em duas classes de serviço, com capacidade para 76 passageiros, segundo a empresa. A primeira entrega está programada para este ano. A Embraer começou a implementar uma série de melhorias para a atual geração de E-Jets, incluindo novas pontas de asa (wingtips), otimização de sistemas e refinamentos aerodinâmicos que reduzirão o consumo de combustível em até 5%.

A Republic será o primeiro cliente a receber o jato E175 com estes aprimoramentos. A venda dos jatos foi viabilizada por causa de um acordo firmado pelas companhias aéreas norte-americanas com a associação dos pilotos para permitir que a aviação regional possa operar jatos com capacidade superior a 50 passageiros.

A Embraer estima entre 300 e 400 unidades a demanda de jatos para a aviação regional nos Estados Unidos. “É muito significativo que a Republic Airways, nosso cliente de longa data, um verdadeiro inovador no ramo de transporte aéreo regional, seja o primeiro cliente do E175 com os novos aprimoramentos que estamos implementando na frota”, disse em nota Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

“Este é um marco significativo na história da nossa companhia”, afirmou em nota Chuck Schubert, vice-presidente de Planejamento da Rede de Voos da American. Para o especialista Expedito Bastos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a venda sinaliza processo de recuperação do mercado da aviação. “Depois da crise de 2008, as aéreas dos Estados Unidos se retraíram. É bom sinal para a Embraer, que tem excelentes produtos”, disse.

O Vale

Publicado em: 25/01/2013

Prefeitura fecha contrato para construir habitações

Pela primeira vez, um contrato para a construção de moradias vai beneficiar famílias de São José dos Campos que ganham até três salários mínimos por mês. O acordo entre a Prefeitura e o Governo Federal será assinado nesta quarta-feira (16), às 10h, na Caixa Econômica Federal (CEF – Avenida Cassiano Ricardo, 521), no Jardim Aquarius, e vai garantir a construção de 528 unidades habitacionais.

É a primeira ação do município no âmbito do programa Minha Casa Minha Vida e terá também a participação do governo estadual por meio do programa Casa Paulista. Serão as primeiras unidades das 8 mil previstas pela Prefeitura para reduzir o déficit habitacional na cidade.

De acordo com a Secretaria da Habitação, a previsão é de que ainda no primeiro trimestre sejam assinados outros convênios para a construção de mais moradias em São José dos Campos.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 15/01/2013

Duas grandes empresas da cidade fecham contrato

Duas empresas controladas pela Embraer Defesa e Segurança – Savis Tecnologia e Sistemas S/A e OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S/A – e que formam o consórcio Tepro, assinaram contrato de R$ 839 milhões com o Exército Brasileiro para o início da primeira fase do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

A fase inicial do Sisfron vai monitorar aproximadamente 650 quilômetros de fronteira terrestre na faixa que acompanha a divisa do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e com a Bolívia. Segundo a Embraer, o sistema compreende a vigilância e proteção das fronteiras terrestres do país em uma faixa de 16.886 quilômetros que separa o Brasil de 11 países vizinhos e se estende por dez estados e 27% do território nacional.

No comunicado enviado à imprensa nesta segunda-feira (26), o presidente da Savis, Marcus Tollendal, diz que a pretensão da empresa é entregar o sistema ao Exército e no futuro exportar o modelo.

Consórcio Tepro
A Savis, empresa da Embraer Defesa e Segurança, foi criada para atuar na gestão integrada de projetos de monitoramento e controle de fronteiras, estruturas estratégicas e recursos naturais. A OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S/A é uma empresa brasileira de base tecnológica, especializada em sensoriamento remoto e radares de vigilância aérea e terrestre, com centros tecnológicos e comerciais em Campinas e São José dos Campos.

G1 (Vnews)

Publicado em: 27/11/2012

Contrato é assinado para realização de obras no Paraíba

A Prefeitura de São José dos Campos e a Caixa Econômica federal assinaram nesta sexta-feira (23) o contrato que permitirá a liberação de recursos da ordem de R$ 6,7 milhões para execução das obras de contenção das margens do Rio Paraíba do Sul, no trecho entre a Vila Cristina e a Vila Ouro Preto, região norte da cidade. A verba é proveniente do Ministério das Cidades e faz parte do PAC-2.

Após a solenidade, o prefeito de São José dos Campos disse que a operação contribui para adiantar os trabalhos e ajudar o novo governo e a cidade. “Essa parceria através do PAC significa a garantia de um recurso importante, sem sacrifício do orçamento do município”, destacou. Segundo ele, trata-se de uma obra de grande porte que vai resolver o problema de assoreamento do rio naquela região, “além de ser a primeira obra do PAC em São José dos Campos”.

O superintendente da Caixa Econômica Federal, Júlio César Volpp Sierra, manifestou satisfação em proporcionar recursos do PAC aos municípios. Ele afirmou que a Prefeitura cumpriu todas as etapas do processo, com rapidez e eficiência, para garantir essa verba em curto espaço de tempo. “Vimos o empenho do Município para obter os recursos junto à União, e a Caixa vai acompanhar o ritmo das obras, que, acreditamos, vão beneficiar muito a população”, enfatizou.

As obras vão corrigir e interromper o processo de erosão que ocorre na margem do rio. Serão construídos gabiões e estruturas de pedras para estabilização das margens e do fundo do leito no local. Também serão executados serviços de remoção de materiais depositados no rio e que provocam assoreamento.

A ETC – Empreendimentos e Tecnologia em Construções é a empresa escolhida por licitação para executar a obra, que deve ser concluída em seis meses, a partir da ordem de serviço.

O projeto foi enviado pela Prefeitura ao Ministério das Cidades como parte do plano de obras de infraestrutura do município, com solicitação de recursos. No total, eram sete projetos, que incluíam a construção de galerias de águas pluviais e canalização de córregos, mas apenas o que prevê a contenção das margens do Rio Paraíba no trecho da Vila Cristina foi aprovado pelo ministério.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 26/11/2012

Prefeitura assinou contrato com o BID pelo Governo

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), assinou nesta quinta-feira (22)  contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a elaboração dos projetos de construção das vias Cambuí e Banhado. A assinatura do projeto foi feita sem que haja previsão de quando as obras serão realizadas.  O contrato prevê o repasse de R$ 8,6 milhões do BID para que os projetos executivos das vias seja elaborado.

Segundo a prefeitura, o projeto da Via Banhado – que ligará a zona norte a região oeste da cidade – vai consumir R$ 4,7 milhões. Já o projeto da Via Banhado vai consumir R$ 3,9 milhões – este corredor fará ligação entre as regiões leste e sudeste. Os projetos devem ser entregues apenas na gestão do próximo prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT). Se decidir pela realização das obras, caberá ao petista abrir o processo licitatório para contratar as empresas.

“A verba para a construção das duas vias é do BID. Então, o dinheiro não vai sair do orçamento da prefeitura. Cabe ao novo prefeito gerenciar o projeto, fazer as desapropriações e conseguir as licenças ambientais necessárias”, disse Cury ao G1. Ainda segundo Cury, o próximo governo não pode usar a verba repassada pelo BID para outra finalidade e o novo prefeito já  teria sinalizado durante a transição o desejo de fazer as obras. As licitações para contratação dos serviços de construção e implantação das duas vias deverão ser abertas em 14 meses.

De acordo com Anderson Farias, secretário de Transportes, os dois projetos vão melhorar o trânsito. “É necessário na questão de mobilidade, já que há um crescimento de veículos nas ruas, mas também corredores importantes para o transporte público pois já nascem com três faixas de rolamento e pode deixar uma exclusiva para ônibus. Além disso, tem também as questões de ciclovias”, afirmou.

Projeto
A Via Cambuí irá interligar as regiões sudeste e leste da cidade e depois será ligada às rodovias dos Tamoios (SP-99) e Carvalho Pinto (SP-70). Serão cerca de 8,5 quilômetros de extensão com passagem sob a Via Dutra.

Já a Via Banhado seguirá o traçado da antiga ferrovia e permitirá a ligação entre a Via Norte e a Via Oeste. A extensão da Via Banhado será de 4,1 quilômetros e prevê dois viadutos para ligação com a região central da cidade. O trajeto segue a antiga linha férrea da cidade – que passa no entorno do Banhado.

As duas vias estão incluídas no Programa de Reestruturação Urbana, previsto no contrato firmado entre o BID e a prefeitura em 18 de agosto de 2011. Pelo acordo, o BID se compromete a liberar um empréstimo no valor equivalente a US$ 86 milhões, com uma contrapartida do município da ordem de US$ 92,4 milhões. O financiamento começará ser pago somente em 2016, em parcelas semestrais, com juros de 5% ao ano e prazo de vinte anos.

G1 (Vnews)

Publicado em: 23/11/2012

Cidade poderá ficar sem médico nas redes de saúde

Alerta: o prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), corre o risco de assumir a prefeitura sem médicos para tocar os plantões de final de semana das unidades da rede pública de saúde. O VALE apurou que o contrato com a empresa Emercor, que presta atendimento médico de urgência no Hospital Clínicas Sul e nas Upas (Unidades de Pronto-Atendimento), irá terminar no próximo dia 14 de dezembro.

E, mesmo com alerta de profissionais da saúde sobre um possível colapso, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) teria se recusado a prorrogar o contrato firmado por 12 meses, no valor de R$ 2,2 milhões. Desde dezembro do ano, a empresa Emercor disponibiliza médicos plantonistas 24 horas no Hospital Clínicas Sul e nas UPAS do Novo Horizonte, Eugênio Melo, Campo dos Alemães e São Francisco Xavier, nas especialidades de emergência adulto e pediátrico.

O governo não comentou o caso. Lideranças alinhadas a Cury afirmaram que aditamentos e novos contratos podem ser feitos para evitar um colapso na rede. “Não vai haver nenhum tipo de maldade para prejudicar o próximo governo”, disse o vice-presidente do PSDB, Juvenil Silvério. A ruptura do contrato pode reduzir ainda mais o número de médicos na rede pública em São José.

Nos últimos 14 meses, 71 médicos deixaram a prefeitura. Atualmente, a rede possui 1060 médicos. Desse total, 642 são funcionários públicos municipais, 384 da SPDM (Organização Social que administra o Hospital Municipal da Vila Industrial) e 34 do Provisão-Clínicas Norte –hospital instalado na região norte. O possível desfalque não preocupa Carlinhos. Para ele, o caso pode ser resolvido na transição.

“Isso será conversado na transição. A gente vai conversar com o prefeito durante a transição e eu tenho certeza que é possível resolver isso conversando. Nós vamos receber relatórios e levantar essas questões”, disse.
Coordenador do processo de transição, o vereador Wagner Balieiro (PT) disse que convênios considerados prioritários podem ser aditados durante o processo de transição.
“Precisamos levantar todos os contratos e convênios existentes com término nesse ano e no ano que vem para tomarmos medidas conjuntas para manter os serviços. Isso pode ser feito com aditamentos.”

Reação. Vereadores alinhados ao prefeito eleito defendem o aditamento dos convênios considerados estratégicos. “Desfalque médico é um problema. Esse contrato precisa ser renovado para que o novo prefeito tenha tempo”, disse Walter Hayashi (PSB).

O Vale

Publicado em: 29/10/2012

Contrato com a Atech, equipará helicópteros da Helibras

A fabricante de helicópteros Helibras, sediada em Itajubá (MG), anunciou ontem contrato com o consórcio formado pela Atech, empresa do grupo Embraer, Defesa e Segurança, de São José dos Campos, e a europeia Cassidian, do grupo EADS, para o fornecimento de sistemas tático de missão naval a oito helicópteros EC-725 comprados pela Marinha.

A parte do contrato da Atech é de R$ 30 milhões. A escolha se deu por sua capacidade de desenvolvimento de sistemas para o Sivam (Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia), entre outros programas. O anúncio foi feito na inauguração da ampliação da fábrica da Helibras, que contou com os ministros da Defesa, Celso Amorim, e Desenvolvimento Econômico e Comércio, Fernando Pimentel.

Os helicópteros da Marinha fazem parte da frota de 50 unidades compradas pelo governo brasileiro do grupo francês Eurocopter. O contrato, de 1,9 bilhão de euros, prevê entrega até 2017. A contratação de empresas nacionais está prevista na parceria firmada pelo governo brasileiro e o grupo francês, em 2008, controlado pela EADS. Pela parceria, a participação da indústria nacional será de 50%.

“Participar desse consórcio, coordenado pela Força Aérea Brasileira, é uma responsabilidade para uma empresa que tem se dedicado ao domínio da chamada tecnologia crítica”, afirmou o presidente da Atech, Tarcísio Takashi Muta.

Ele destacou ainda que a escolha é o reconhecimento da capacidade e experiência na “absorção de tecnologia de defesa, sistemas embarcados em aeronaves e comunicações táticas de alto desempenho”. “Trata-se de uma continuidade no avanço da autonomia tecnológica brasileira, um dos pilares da consagrada Estratégia Nacional de Defesa”, disse.

Esse sistema de missão será desenvolvido no Brasil pela Atech, que também será a responsável, sob a supervisão do novo Centro de Engenharia da Helibras, pela integração de sistemas e pelos testes em solo e em voo. Os serviços de suporte para a Marinha também serão providos pela Atech.

O presidente da Helibras, Eduardo Marson, disse que a companhia já firmou contrato com 15 empresas brasileiras, entre elas, Aernnova e Akaer, do polo aeronáutico de São José. Marson afirmou que o polo de São José é importante para a Helibras e pode ampliar a sua participação nos programas da companhia. “Temos muita interação com empresas do polo de São José”, afirmou.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a parceria entre empresas e grupos estrangeiros e nacionais na área de defesa faz parte do esforço do governo brasileiro de reequipar as Forças Armadas e adquirir conhecimento com a transferência de tecnologia. Amorim esquivou-se de temas polêmicos, como o impasse do F-X2, programa de compra de 36 caças para a FAB. “O desfecho desse programa só Deus sabe. Agora está com a presidente Dilma.”

O Vale

Hospital Municipal pode passar por avaliação de Carlinhos

O candidato do PT à Prefeitura de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, planeja reavaliar contratos firmados pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) com Organizações Sociais, caso seja eleito em 7de outubro. O coordenador da campanha petista, vereador Wagner Balieiro, garante, no entanto, que nenhum contrato será rompido.

“Todos os contratos serão mantidos, mas a meta é dar mais transparência das parcerias à sociedade.” Balieiro disse que o assunto será melhor debatido após eleições.“Vamos aguardar o pleito para tratar do assunto, com tranquilidade. Cada caso é um caso. Vamos verificar onde é possível melhorar”, disse o coordenador.

Segundo ele, um dos tópicos que deve ser analisado é se para determinado tipo de prestação de serviço é melhor para a prefeitura ter parcerias com OSs ou criar uma nova entidade, como uma fundação, por exemplo. Atualmente, a administração tucana mantém parcerias com seis entidades reconhecidas como Organizações Sociais.

O valor global dos contratos soma R$ 223,1 milhões, incluídos repasses extras. A maior parceria é com a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), no valor de R$ 119,6 milhões anuais, para o gerenciamento do Hospital Municipal da Vila Industrial.

O contrato com a SPDM foi firmado em 2006 e renovado em julho do ano passado, com vigência até 2016. A entidade é vinculada à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). O segundo contrato de maior valor é com a Associação Parque Tecnológico, que administra o Parque Tecnológico do município, no valor de R$ 81,4 milhões, por cinco anos. O contrato foi celebrado em 2009 e renovado este ano, com vigência até 2017.

Essa Organização Social foi fundada pelo atual ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp. O governo Cury mantém ainda contrato com o Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) até 2013, no valor de R$ 7,7 milhões.

Com o Instituto de Planejamento, Administração e Pesquisa, a parceria foi firmada em 2009. Este ano o Ipplan já recebeu R$ 3 milhões. O município também mantém contrato desde o ano passado com a Associação Joseense para o Fomento da Arte e da Cultura, para o gerenciamento do Parque Vicentina Aranha.
O valor inicial era de R$ 1,1 milhão. Este ano, a entidade recebeu R$ 3 milhões.

A mais nova parceria, com o Pró-Visão, foi firmada este ano para administrar o Hospital de Clínicas Norte, no valor de R$ 10,3 milhões, por um ano. Em nota, a prefeitura informou que: “a contratação de Organizações Sociais contribui para agilizar e qualificar o desempenho do poder público, permitindo alcançar metas mais ousadas, sem elevação de custos”. Consultadas, as entidades informaram que estão tranquilas com relação ao cumprimento dos contratos.

O Vale

Embraer fecha contrato de U$ 130 Milhões

A Embraer Defesa e Segurança, de São José dos Campos, e a Força Aérea Brasileira assinaram um contrato para fornecimento de suporte logístico e serviços para a frota de 24 aeronaves da família ERJ-145 (ERJ-145, ERJ-135, Legacy 600, RS e AEW&C) operada pela FAB.

O valor do contrato pode chegar a US$ 130 milhões R$ 262 milhões), sendo US$ 98 milhões firmes, relativos ao apoio logístico rotineiro, e US$ 32 milhões opcionais, referentes a serviços adicionais, segundo informações divulgadas pela companhia.

Denominado ESSG (Embraer Solução de Suporte para Governo), o programa inclui suporte de material, gestão de reparos, controle técnico de manutenção, suporte de engenharia e apoio técnico em campo, além de serviços de manutenção programada e não-programada.

Segundo a Embraer Defesa e Segurança, o programa ESSG é uma solução integrada que aumenta a disponibilidade e a prontidão da frota para realização de missões, com preço fixo e requisitos de desempenho definidos, eliminando riscos ao cliente. Por meio de uma gestão centralizada, permite o planejamento de longo prazo, integração da rede global de parceiros e fornecedores, e clara definição de prazos para a entrega de peças.

O resultado esperado com o novo programa é a redução dos custos operacionais e de suporte das aeronaves da Força Aérea Brasileira. “Atender à FAB com um novo modelo de serviços que lhe permitirá cumprir suas missões com excelência nos dá imensa satisfação”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, vice-presidente de Operações da Embraer Defesa.

“Este contrato representa uma grande conquista para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional, uma vez que é de notório conhecimento a excelência na qualidade dos serviços prestados pela Embraer”, declarou em nota major-brigadeiro Paulo João Cury, diretor da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico da Força Aérea. As aeronaves são usadas pela FAB em missões em fronteiras, monitoramento, entre outras funções.

O Vale

Contrato é rompido com empresa que construia Escola

A Prefeitura de São José suspendeu o contrato com a empresa CKR Engenharia e Construções, de São José, que construía uma escola estadual no bairro Altos da Vila Paiva, na região norte, por atrasos na obra. Iniciada em 3 de novembro do ano passado, com prazo de nove meses e orçada em R$ 3,64 milhões, a escola deveria ter sido entregue em 30 de julho deste ano.

Segundo a administração, apenas 21% dos serviços foram executados dentro do prazo e a obra foi paralisada em 2 de agosto deste ano. A empresa, que já recebeu R$ 791 mil, teve o contrato de rompido e será impedida de assumir novos serviços com a prefeitura pelos próximos dois anos.

Proprietário da construtora, o engenheiro Carlos Moreno acusa a prefeitura de fornecer projetos com erro e de não fiscalizar o andamento da obra como deveria, causando atraso no cronograma. A nova escola estadual da região norte tem 10 salas para alunos de ensino fundamental e está sendo construída por meio de convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Estado da Educação, que financia a obra.

São cerca de 2.700 metros quadrados com prédio, quadra e estacionamento. A previsão é que o complexo seja municipalizado. Para tocar o restante da obra, a prefeitura convocou a empresa EXM Construtora e Incorporadora, segunda colocada na licitação, que já aceitou finalizar o projeto pelo valor remanescente, de R$ 2,89 milhões.

A empresa vai começar a trabalhar na segunda quinzena de setembro e com prazo de conclusão de nove meses. Na avaliação da prefeitura, não haverá prejuízo no plano educacional em razão de a escola ter sido planejada para “cobrir futuras demandas na rede pública na zona norte”. A Secretaria de Estado da Educação informou que dará apoio para a finalização da obra dentro do novo prazo.

O engenheiro Carlos Moreno, proprietário da CKR Engenharia, disse que havia erros no cálculo dos níveis para a construção do prédio, quadra e estacionamento da nova escola estadual na região norte. A empresa foi suspensa pela prefeitura por não conseguir entregar a obra no prazo.

Segundo Moreno, os erros e a falta de vistoria regular de fiscais da prefeitura no início da obra, no final de 2011, teriam prejudicado o andamento dos serviços. Ele também afirmou que o prazo de nove meses teria sido subdimensionado.

“Uma obra desse tamanho exige 18 meses. Para piorar, depois que detectamos erros no projeto, a prefeitura demorou muito em resolver os problemas”, afirmou Moreno, que reivindica cerca de R$ 350 mil por trabalho ainda não remunerado e materiais no canteiro. “Também pedi e não recebi documentos da prefeitura. É cerceamento de defesa.” A prefeitura informou que a CKR já havia sido advertida por atraso em reforma e ampliação de escola na zona sul.

O Vale