Vendas de Carros tem alto indice até agosto com o IPI baixo

As revendas de automóveis na região registraram aumento médio de 20% nas vendas desde o anúncio da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), no final de maio. Gerentes e vendedores estimam que o crescimento nas vendas seja ainda maior nestes dois últimos meses de taxa reduzida o IPI menor vai até 31 de agosto uma vez que o período de férias escolares já representa um aumento natural no ritmo de vendas.

“A redução do IPI foi muito boa para nós. Vendemos mais, praticamente, em todos os segmentos”, disse o gerente de vendas da Veibras, concessionária da Chevrolet em São José, William Graciola. Os veículos 1.0 foram os mais vendidos, pelo preço mais baixo. No entanto, a redução do IPI fez com que os descontos em carros mais caros chegasse a até R$ 6.000, o que chamou a atenção dos consumidores.

“O que percebemos é que muita gente que vinha determinado a comprar um 1.0, que teve o IPI zerado, resolveu mudar de ideia com o desconto nos carros até 2.0”, disse o vendedor da Original, da Volkswagen, Marcos Lázaro. A redução do IPI para carros zero quilômetros também impactou nas vendas de usados.

“O preço do semi-novo caiu muito, de 15% a 20%. Com essa redução, aumentamos o leque de opções. O cliente que estiver procurando carro tem muita alternativa”, disse Graciola.  Na Veibras, alguns veículos como Celta e Corsa Hatch estão sem estoque. Os consumidores que comprarem esses veículos têm que esperar até uma semana pelo carro.

A redução do IPI foi motivada, prioritariamente, pelo estoque acima da média das montadoras, que acumulavam veículos em seus pátios e reduziam o ritmo de sua produção. Dados na Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores) mostram que as vendas de veículos comerciais leves, caminhões e ônibus novos no país cresceram 22,86% somente em junho.

Foi o melhor resultado desde o mês de dezembro de 2011. Na comparação com junho do ano passado, as vendas cresceram 16,06%. Já no acumulado do ano, o setor registra uma queda de 1,17%. Com o resultado, a Fenabrave reviu as projeções de vendas para o acumulado do ano. De alta de 3,5% feita em maio, a previsão passou para queda de 0,4%, com a comercialização de 3,41 milhões de unidades.

Entre as quatro maiores montadoras do país, a Fiat registrou vendas de 75.247 automóveis e comerciais leves ante 59.484 em maio. A Volkswagen vendeu 71.508 unidades após 54.337 no mês anterior.  A General Motors fechou o mês com 57.584 veículos licenciados contra 54.780 em maio. Já a Ford registrou emplacamentos de 33.723 unidades, ante 24.269 em maio.

O Vale

Sindicato decidi diminuir a produção na GM

Após anunciar a abertura de um PDV (Programa de Demissão Voluntária) em sua fábrica de São José, a General Motors reduziu nessa semana o volume de produção da linha conhecida como MVA, responsável pela fabricação dos modelos Meriva, Zafira e Corsa.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, no primeiro turno do MVA, a produção passou de 46 para 29 carros por hora. Já no segundo turno, de 22 para 17 unidades. A medida seria o início do ajuste da produção do complexo fabril da GM, o que, segundo a empresa, motivou a abertura do PDV, cujo prazo de adesão termina hoje.

Em entrevista a O VALE após o anúncio da implantação do programa, o diretor de Assuntos Institucionais da GM, Luiz Moan afirmou que os modelos produzidos no MVA estavam em baixa no mercado, o que forçou o ajuste na produção.

As minivans Meriva e Zafira, inclusive, saem de linha ao longo do ano. O veículo substituto dos modelos, batizado de Spin, já está sendo produzido na unidade da GM em São Caetano do Sul. Ontem, o Sindicato dos Metalúrgicos realizou uma assembleia com os trabalhadores da GM para debater a situação da fábrica.

Na ocasião, foi aprovado o pedido de reabertura das negociações entre GM e sindicato para discutir investimentos na unidade. O esforço, no entanto, pode ser em vão. Moan afirmou que não estão previstos novos investimentos para o Brasil e que não seria possível atender às reivindicações apresentadas pelo sindicato.

O Vale

Cidade perde status de Mega Polo Automobilistico na Região

Principal polo do setor automotivo na região, São José dos Campos caminha para perder seu posto com o crescimento das cadeias produtivas em Taubaté e Jacareí. Na década de 80, a General Motors, que lidera a cadeia automotiva na cidade, empregava 12.500 pessoas. Hoje, possui cerca de 8.000 trabalhadores e pode ‘enxugar’ ainda mais em breve.

Na contramão da indústria automotiva, que anunciou recentemente investimentos para ampliação de fábricas e construção de novas plantas, a GM vive a expectativa de demissões com a saída de linha de modelos como Zafira e Meriva.

A nova versão das minivans será produzida na unidade da GM em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A cadeia produtiva que alimenta a GM também se difundiu pelo Vale. São 10 empresas de autopeças em São José, contra 20 em Taubaté, instaladas no parque industrial da Volkswagen.

Outras 20 fornecedoras deverão se instalar na fábrica da chinesa Chery, em Jacareí, no final de 2013. A guerra fiscal com outros municípios da região fez com que investimentos, como da fabricante de vidros automotivos AGC, fossem para Guaratinguetá. Lorena, também com incentivos fiscais, ‘fisgou’ a nova unidade de produção da fabricante de ônibus Comil. A Prefeitura de São José não considera o risco de perder o posto de polo automotivo da região.

Para o economista do Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais da Universidade de Taubaté, Edson Trajano, a vocação exportadora da indústria automotiva de São José fez com que a cidade sentisse mais o processo de descentralização na produção das montadoras no país.

“Praticamente toda a produção de carro em Taubaté é voltada para o mercado interno, enquanto em São José, tem um maior peso o setor externo”, disse.

O Vale

Prefeitura da cidade decide ampliar Radares de Fiscalização

A Prefeitura de São José dos Campos vai ampliar a fiscalização eletrônica do trânsito no município. O sistema terá mais radares e plataformas de fiscalização. O número de vias monitoradas será ampliado.

Os radares fixos passarão de sete para 12, os controladores de avanços de sinal vermelho pularam de 3 para 4 e as lombadas eletrônicas, de 2 para 4. O número de radares móveis continuam sendo os dois de sempre. As plataformas para radares fixos (os postes) serão ampliadas de 53 para 74.

O secretário municipal de Transportes, Anderson Farias Ferreira, disse ontem que o novos sistema terá duas novidades tecnológicas. Os radares fixos terão câmera de vídeo para monitorar on-line as avenidas e ruas. “Vai permitir maior controle das vias fiscalizadas”, disse o secretário.

Todos os equipamentos terão também um sistema denominado de OCR, que permite identificar a placa do veículo. Segundo o secretário, essa novidade será um instrumento importante para identificar veículos furtados. “A polícia informará ao CCO (Centro de Controle Operacional do sistema) a placa de veículos furtados e quando o radar identifica-lo pela placa os operadores imediatamente acionarão os policiais”, disse.

A licitação para a operação do sistema será lançada no sábado, segundo o secretário. Ele relatou que ainda não está fechado o valor, mas a previsão é de cerca de R$ 4,2 milhões por 24 meses. O contrato em vigor com as empresas Fotossensores e Splice, que operam o sistema, termina no final de junho.

Ferreira informou que mais ruas e avenidas da cidade serão monitoradas. Somente com os radares móveis é possível fiscalizar, em média, 33 vias por mês em sistema de rodízio.

Ele citou que estão nos planos da pasta ampliar a fiscalização nas avenidas Tancredo Neves (região leste), Cidade Jardim e Salinas (região sul). Vão ser incluídas no sistema a avenida Rui Barbosa e a Via Norte, na zona norte, e a estrada do Mato Dentro, na região leste. Dados da pasta apontam que, em média, 433 motoristas são flagrados por dia cometendo alguma irregularidade no trânsito da cidade. “A maioria das infrações, 70%, é por excesso de velocidade”, disse.

O Vale

Fabrica desativa modelos e coloca em risco Vagas

A General Motors planeja suspender até julho a produção de três modelos fabricados em São José Corsa, Meriva e Zafira. A medida ameaça o emprego de quase 1.500 trabalhadores que atuam no MVA (Montagem de Veículos Automotores).

Como os substitutos destes modelos serão produzidos em outras plantas da GM no país, o MVA (setor que mais emprega em São José com dois turnos e 3.000 trabalhadores) ficaria responsável apenas pela fabricação do Classic, que também é feito em São Caetano do Sul e em Rosário, na Argentina.

Para ajustar a produção à futura demanda, um turno do MVA deve ser extinto. Restaria a São José, além do Classic, a fabricação da picape S10, de motores e transmissões, além de CKDs (veículos desmontados para exportação). A planta, que já empregou 12 mil na década de 90, hoje tem pouco mais de 8.000 funcionários.

O prefeito Eduardo Cury (PSDB) admite o risco de demissões e afirmou que estuda alternativas ao problema. A GM passa por um processo de reestruturação de produção no país, tema que já teria sido abordado com funcionários em reuniões internas. O sindicato da categoria diz não ter sido comunicado da mudança, mas garantiu que luta para que novos investimentos sejam feitos em São José.

“Em maio, temos a discussão sobre a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) e nela a GM tem que apresentar a previsão de metas de produção. Se houver paralisação da fabricação desses veículos, vamos querer que São José concentre a produção do Classic”, disse o presidente eleito do sindicato Antonio Ferreira Barros, o Macapá, que toma posse no final de maio.

O metalúrgico não acredita na extinção de um dos turnos do MVA e garante que, se toda a produção do Classic ficar em São José, o total de empregados no setor não seria suficiente para dar conta da demanda, de cerca de 140 mil carros por ano.

O diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Almir Fernandes, diz temer que a fábrica fique ociosa até um novo projeto ser implantado na cidade. “Se em 2008 os projetos que a GM apresentou tivessem sido aprovados, essas mudanças na fábrica já teriam sido feitas. Um projeto demora para ser implantado e esse período não se recupera mais. Se o trabalhador não tem o que fazer na fábrica, todos sabem o que irá acontecer”, disse.

Macapá se defende e alega que a GM não apresentou projetos ao sindicato em 2008. “O único projeto apresentado foi aprovado, que foi o da S10. O sindicato tem total interesse em discutir a situação da fábrica, mas não tivemos resposta do pedido de reunião com a GM”, disse o sindicalista.

Se na unidade de São José há demissões quase que diárias, a situação na planta do ABC é outra. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, Aparecido Inácio da Silva, disse que a fábrica vem admitindo para atender à demanda dos novos projetos. “Desde 2011, cerca de 1.700 pessoas foram contratadas e, em março (de 2011), tivemos a abertura do terceiro turno”, disse.

Silva destaca que teve que buscar investimentos que inicialmente foram oferecidos a São José. “Não houve acordo com São José e essa produção iria para fora do país. Consegui trazer esses projetos depois de reuniões com a empresa.”

As minivans Zafira e Meriva chegaram a São José em 2001 e 2002, respectivamente. O projeto PM7, que desenvolveu o veículo substituto dos modelos, chamado de Spin, tem previsão de ter a produção iniciada no ABC até agosto. A direção da GM foi procurada ontem, mas não comentou o assunto.

O Vale

Aumento Automobilistico afeta o ar da cidade

A quantidade cada vez maior de veículos nas ruas piorou a qualidade do ar nas maiores cidades da região, como São José e Jacareí que contam com frota superior a 435 mil veículos. Em ambas, conforme relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado do São Paulo) divulgado ontem, durante 11 dias do ano passado foi detectado índice inadequada de ozônio.

O ozônio resulta de um processo a partir da combinação de substâncias procedentes da queima incompleta de combustíveis veiculares e voláteis, que reagem com a luz solar e originam o ozônio, que é nocivo à saúde. Indústrias e veículos são apontados como os principais vilões. A região também é impactada pelo tráfego na via Dutra, especialmente de caminhões e ônibus. Por dia, segundo a NovaDutra, circulam na região cerca de 130 mil veículos.

O ozônio encontrado na faixa de ar próxima do solo, onde respiramos, chamado de “mau ozônio”, é tóxico. Ele pode causar ou agravar problemas do aparelho respiratório e nos olhos. Na estratosfera, a cerca de 25 quilômetros de altitude, o ozônio forma uma espécie de filtro e age como escudo protetor da Terra.

Jacareí ganhou no começo do ano passado uma estação de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb. Portanto, não há dados dos anos anteriores na cidade. Na região, apenas São José contava com o equipamento. A estação mostra que o índice de saturação de ozônio vem oscilando em São José desde 2002, quando em 14 dias do ano a cidade ultrapassou o padrão aceitável. O índice caiu para 2 dias em 2006 e subiu para 19 em 2010.

“No geral, a qualidade do ar esteve entre boa e regular, com predominância de boa. Mas a quantidade de veículos e fábricas, além do clima, influencia bastante”, disse Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb.

Para a meteorologista Ana Catarina Perrella, professora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), é preciso estudar com mais profundidade os dados da Cetesb, combinando com informações sobre vento e dispersão de poluentes, para se ter uma ideia mais precisa da região. “A poluição está presente na região”, disse.

A qualidade das praias no Litoral Norte melhorou no ano passado na comparação com 2010, mas a tendência na última década é de piora. Relatório divulgado ontem pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado do São Paulo) mostra que, em 2011, 36% das praias monitoradas no Litoral Norte estiveram próprias para banho durante o ano todo o órgão monitora 77 das 184 praias. A porcentagem de praias péssimas foi 4%.

A avaliação do índice ao longo dos últimos 10 anos revela uma tendência de piora, segundo a Cetesb, com a diminuição das praias que permanecem próprias para banho o ano todo. Essa tendência pode ser explicada pelo aumento de cerca de 20% da população nesse período em conjunto com a deficiência na coleta dos esgotos na região. “O desafio é ampliar o saneamento, que está ocorrendo, e evitar as invasões”, disse Débora Moura, bióloga da Cetesb.

O Vale

Aplicativo de Smartophone, paga zona azul na cidade

A Prefeitura de São José dos Campos lançou um aplicativo para smartphone que facilita o pagamento de tíquetes da zona azul. Nem é preciso se dirigir a um parquímetro. Somente com alguns cliques, o motorista pode fazer todo o processo de dentro do carro.

Hoje já é possível pagar o estacionamento por meio do telefone celular. Cerca de mil pessoas utilizam esse serviço na cidade, mas o sistema tem tecnologia WAP e portais de voz que exigem contato com uma central para ativar ou desativar o tíquete.

Para usar o novo serviço, pelo smartphone, é preciso se cadastrar no site da zona azul eletrônica e baixar o aplicativo, que está na página principal. Em seguida, é só carregar com créditos, que podem ser pagos com cartão pela internet ou pelo próprio celular, e entrar no programa, o qual também pode ser baixado pelo Android Market ou Itunes.

O programa, que roda em sistemas operacionais Android e IOS, define pelo GPS a posição do motorista e registra por quanto tempo ele ficou parado na vaga. O usuário pode ainda determinar um tempo mínimo e programar o alarme para avisá-lo sobre o vencimento do horário. Tudo isso em tempo real.

Além disso, será possível acompanhar a lista de tíquetes emitida no dia e o saldo de créditos. Não há necessidade de comprovante físico, uma vez que o agente de trânsito usa um aparelho portátil com acesso on-line que permite confirmar o tíquete virtual.

A nova opção vai beneficiar muitos motoristas. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a região de São José dos Campos (código 12) ocupa a terceira posição no país no ranking de teledensidade: número de celulares para cada grupo de cem habitantes. Conforme dados de novembro, o município só é superado pelas regiões de Salvador (BA) – na primeira colocação – e Brasília (DF).

Prefeitura Municipal

Rodovia dos Tamoios começam a lotar para festa de Reveillon

Mal acabou o Natal, e os motoristas começaram ontem a lotar as estradas da região em busca de lazer durante o Réveillon. O resultado foi muito congestionamento nas rodovias de acesso ao Litoral Norte durante todo o dia.
Para a Polícia Rodoviária Estadual, o cenário é uma indicação de como vai ser o trânsito nas estradas durante toda a semana. Hoje, a SP-99 (Rodovia dos Tamoios) deve receber mais de 28 mil carros o dobro do seu fluxo normal.

Foi a Tamoios que registrou ontem a maior extensão de congestionamento entre as estradas do Vale mais de 23 quilômetros, o que representa todo o trecho da Serra. Mais de 22 mil carros haviam enfrentado a pista até as 17h de ontem, todos sofreram o mesmo problema ao chegar na serra, no km 50, o fluxo praticamente parava.

A viagem entre São José e Caraguá que normalmente leva 1h30 levou mais de 4h30 na última segunda-feira para ser realizada, de acordo com estudo feito pela polícia com alguns condutores. Uma das causas do congestionamento de ontem foi a falta dos dispositivos de facilidade ao condutor como os cones que liberam duas pistas no trecho da serra para a descida.

A polícia informou que os equipamentos serão instalados hoje a partir das 6h da manhã. Segundo o comandante da PRE no Vale, tenente Milton Luiz Farias, eles não foram instalados antes porque o fluxo também estava intenso no sentido contrário.

A única saída do motorista é a paciência já que nenhum outro mecanismo para agilizar o fluxo será implantado. “O fluxo no acostamento não está liberado”, afirmou Farias. “Também vamos fiscalizar a passagem em local proibido”, disse o tenente.

Amanhã, a Tamoios deve registrar seu pico de congestionamento 37 mil veículos. Na volta, o fluxo maior está previsto para a manhã de domingo e da segunda-feira.

Balanço da Polícia Rodoviária Estadual mostra que 48 acidentes foram registrados durante o final de semana de Natal nas estradas da região. As colisões deixaram 41 pessoas feridas sendo sete em estado grave. Os acidentes também culminaram na morte de um motorista na tarde de domingo na SP-70 (Rodovia Carvalho Pinto), de Jacareí a São Paulo. No ano passado, nenhuma pessoa morreu durante o Natal.

O Vale

107 milhões de carros cruzaram a Via Dutra este ano

O volume de veículos pedagiados na rodovia Presidente Dutra, uma das mais movimentadas do país, registrou crescimento de 5,8% no período de janeiro a setembro deste ano comparado com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados do grupo CCR, que controla a CCR NovaDutra, concessionária da rodovia, 107.299.950 veículos passaram pelas praças de pedágio até setembro contra os 101.436.167 no ano passado na rodovia. Somente no terceiro trimestre de 2011 (julho a setembro) foram pedagiados 37.675.231 veículos, o que representa um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2010.

No Vale do Paraíba, o trecho mais movimentado é em São José dos Campos. Diariamente circulam nos dois sentidos do trecho da rodovia cerca de 130 mil veículos, segundo a NovaDutra. Do total, 55% correspondem a veículos leves e o restante, veículos pesados.

Todo esse volume de tráfego na rodovia possibilitou à CCR NovaDutra uma arrecadação bruta de R$ 727,7 milhões de janeiro a setembro deste ano. Se comparado com o arrecadado no mesmo período do ano passado (R$ 654,7 milhões), a receita da concessionária somente com as praças de pedágio registrou crescimento de 11,1%.

De acordo com dados da CCR, o maior volume de tráfego na rodovia é de veículos comerciais (ônibus, carretas e caminhões, entre outros), que representam 72,7%. Para Ronaldo Garcia, engenheiro e especialista em transportes, o crescimento econômico do país é um dos fatores que contribui para o aumento do tráfego na Dutra.

“A Dutra é uma rodovia aberta, porta a porta, e atende a dezenas de empresas ao longo do traçado, que utilizam a estrada para escoar seus produtos”, disse o especialista.

Na avaliação do engenheiro, se a rodovia não for ampliada, logo estará totalmente estrangulada.
“Há mais de 15 anos o DNER (atual DNIT) já apontava que o trecho de São José dos Campos é um dos críticos em termos de tráfego”, disse.

Garcia frisou que as marginais são importantes porque segregam o tráfego doméstico e isso alivia o movimento nas pistas centrais da estrada. A NovaDutra planeja construir até 2013 mais uma via marginal entre os km 151 e 154, na pista sentido Rio-São Paulo, em São José.

Segundo a concessionária, o investimento previsto é da ordem de R$ 21 milhões. O projeto executivo já está pronto e se encontra em análise na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) Segundo a agência reguladora, o investimento nessa primeira etapa de implantação de novas marginais em São José dos Campos já está embutido na tarifa atual do pedágio.

Já o projeto da segunda pista marginal, entre os km 154 e 158,5, o orçamento inicial da obra também está em fase de análise, segundo informou a assessoria da ANTT. A agência reguladora informou que não há definição de execução da obra, que deve ter seu custo incluso no PER (Programa de Exploração da Rodovia) para ser viabilizada.

O Vale

93 carros novos todos os dias na cidade sem freio

Levantamento do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) revela que a frota de veículos de São José e Taubaté aumentou mais de 50% nos últimos cinco anos. Juntas, as duas cidades recebem por dia 93 novos veículos, entre carros, motos e caminhões, que refletem diretamente na morosidade do fluxo e aumento dos congestionamentos.

Os números divulgados na última semana, referentes ao período entre outubro de 2006 e de 2011, mostram que São José e Taubaté atingiram taxa de motorização inferior a de dois habitantes por carro considerado próximo da saturação.

São José tem hoje 1,87 habitante por carro. Em Taubaté, a taxa é ainda menor 1,70 morador por carro.
Especialistas afirmam que o aumento da frota está ligado à capacidade econômica do morador, mas que a deficiência do transporte público influencia em um uso mais constante do veículo.

“O problema é que os investimentos na malha viária ou em sistemas de gerenciamento de trânsito não acompanham esse crescimento”, afirmou Carlos Alberto Guimarães, professor da Faculdade de Engenharia Civil e Urbanismo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

“O aumento registrado nas cidades do Vale é alto e supera a taxa dos municípios do país, que é de 6% ao ano”, afirmou o especialista. Segundo o estudo do Denatran, São José tem quase 235 mil carros de passeio. Se enfileirados, formariam uma fila de 91 quilômetros, distância superior ao trajeto entre São José e Guará (86 km).

Ao todo, circulam pelas ruas e avenidas de São José 335.680 veículos, entre carros, caminhões, ônibus e motos, contra a frota de 163.874 de Taubaté. Em Jacareí, o crescimento da frota nos últimos cinco anos foi de 48,5%. A cidade conta hoje com um total de 100.082 veículos.

Alerta

As motos foram as grandes responsáveis pelo aumento da frota acima da média nas principais cidades da região.
Os dados do Denatran apontam que, o entre os diferentes veículos, a moto foi que a registrou o crescimento mais expressivo e subiu mais de 70% em Taubaté, São José e Jacareí, contra o crescimento médio de 50% dos carros.

O maior aumento de motos foi registrado em Taubaté, onde o número de motociclistas nas ruas cresceu 83%, passando de 22 mil em setembro de 2006 para mais de 42 mil no mesmo mês deste ano.

A cidade é a única das três que permite a atividade do mototaxista, que é proibida em São José. Em Jacareí, a atividade não existe. Em São José, o número de motos subiu 79,8% são mais de 51 mil em circulação. Em Jacareí, o aumento foi de 78,4% (18 mil motos nas ruas).

O presidente do Sindicato dos Motociclistas, Benedito Carlos dos Santos, afirmou que a principal causa é a precariedade do transporte público. Outra causa, segundo ele, é a oportunidade de renda que muitos moradores encontram na moto. Estima-se que 20% da frota de motos seja utilizada por motoboys.

“As cidades não estão preparadas para esse aumento no número de motos. O trânsito está cada vez mais arriscado”, afirmou Santos. Dados da Prefeitura de São José mostram que no primeiro semestre deste ano foram registrados 576 acidentes com moto que deixaram pessoas feridas. Dessas, 11 morreram.

No comércio, o que mais se vê são facilidades e formas de pagamento parceladas que incentivam a compra de uma moto. Para se ter ideia, é possível comprar uma moto com R$ 300 de entrada e parcelar o restante do valor sem juros em até 20 meses.

O Vale