Funcionários da Petrobrás paralisam na cidade

Funcionários da Petrobras decidiram cruzar os braços na manhã desta terça-feira (11) em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O motivo é a falta de pagamento do salário e ajuda de custo que deveriam ter sido pagos no primeiro dia do mês de setembro.

A paralisação envolve cerca de 3.000 funcionários terceirizados da Refinaria Henrique Lage (Revap). De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, cerca de 500 trabalhadores de uma empresa da construção civil não receberam o vencimento até o quinto dia útil deste mês.

O salário médio dos trabalhadores que ficaram sem receber é de R$ 1.500 e a ajuda de custo R$ 300. O grupo, que trabalha na área de manutenção da refinaria, começou a fazer uma assembleia na porta da unidade às 8h para discutir outras formas de mobilização.

“A empresa não deu nenhuma justificativa do porque não pagou. Os encarregados disseram que até sexta-feira agora (dia 14) o pagamento pode sair, mas se for isso os funcionáios vão ficar sem trabalhar até essa data”, afirmou Joselino Marçal, diretor do sindicato da Construção Civil em São José.

“Isso é bom para deixar a empresa em alerta porque já aconteceu com cinco empresas terceirizadas da Petrobras de não pagar os funcionários e depois fechar as portas e deixar os funcionários na mão”, disse ao G1. A Petrobras foi procurada, mas ainda não comentou o assunto.

G1 (Vnews)

107 milhões de carros cruzaram a Via Dutra este ano

O volume de veículos pedagiados na rodovia Presidente Dutra, uma das mais movimentadas do país, registrou crescimento de 5,8% no período de janeiro a setembro deste ano comparado com o mesmo período do ano passado.

Segundo dados do grupo CCR, que controla a CCR NovaDutra, concessionária da rodovia, 107.299.950 veículos passaram pelas praças de pedágio até setembro contra os 101.436.167 no ano passado na rodovia. Somente no terceiro trimestre de 2011 (julho a setembro) foram pedagiados 37.675.231 veículos, o que representa um crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período de 2010.

No Vale do Paraíba, o trecho mais movimentado é em São José dos Campos. Diariamente circulam nos dois sentidos do trecho da rodovia cerca de 130 mil veículos, segundo a NovaDutra. Do total, 55% correspondem a veículos leves e o restante, veículos pesados.

Todo esse volume de tráfego na rodovia possibilitou à CCR NovaDutra uma arrecadação bruta de R$ 727,7 milhões de janeiro a setembro deste ano. Se comparado com o arrecadado no mesmo período do ano passado (R$ 654,7 milhões), a receita da concessionária somente com as praças de pedágio registrou crescimento de 11,1%.

De acordo com dados da CCR, o maior volume de tráfego na rodovia é de veículos comerciais (ônibus, carretas e caminhões, entre outros), que representam 72,7%. Para Ronaldo Garcia, engenheiro e especialista em transportes, o crescimento econômico do país é um dos fatores que contribui para o aumento do tráfego na Dutra.

“A Dutra é uma rodovia aberta, porta a porta, e atende a dezenas de empresas ao longo do traçado, que utilizam a estrada para escoar seus produtos”, disse o especialista.

Na avaliação do engenheiro, se a rodovia não for ampliada, logo estará totalmente estrangulada.
“Há mais de 15 anos o DNER (atual DNIT) já apontava que o trecho de São José dos Campos é um dos críticos em termos de tráfego”, disse.

Garcia frisou que as marginais são importantes porque segregam o tráfego doméstico e isso alivia o movimento nas pistas centrais da estrada. A NovaDutra planeja construir até 2013 mais uma via marginal entre os km 151 e 154, na pista sentido Rio-São Paulo, em São José.

Segundo a concessionária, o investimento previsto é da ordem de R$ 21 milhões. O projeto executivo já está pronto e se encontra em análise na ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) Segundo a agência reguladora, o investimento nessa primeira etapa de implantação de novas marginais em São José dos Campos já está embutido na tarifa atual do pedágio.

Já o projeto da segunda pista marginal, entre os km 154 e 158,5, o orçamento inicial da obra também está em fase de análise, segundo informou a assessoria da ANTT. A agência reguladora informou que não há definição de execução da obra, que deve ter seu custo incluso no PER (Programa de Exploração da Rodovia) para ser viabilizada.

O Vale