Cidade será o Polo Nacional de Alfabetização

São José dos Campos será polo regional do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), lançado pelo Governo Federal no ano passado. O lançamento regional será nesta segunda-feira (15), às 8h, no Centro de Formação do Educador (CEFE) Professora Leny Bevilacqua, em Santana, região norte.

O PNAIC tem como meta alfabetizar todas as crianças no momento certo: até o final do terceiro ano do Ensino Fundamental, quando completam oito anos de idade. A ação é voltada principalmente a questões didáticas e metodológicas, com foco na alfabetização da língua portuguesa e matemática.

O polo regional será responsável pela formação de 140 professores orientadores de estudo (formadores), selecionados entre escolas públicas de 40 municípios. São José vai contar com a participação de 27 educadores, dos quais 13 da rede municipal e 14 da estadual. O curso, de aproximadamente dois anos, será ministrado por professores da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Para o secretário de Educação de São José, o pacto representa um importante avanço para a Educação no país. “Com o pacto, a alfabetização passa a ser uma das prioridades da educação nacional, valorizando o professor alfabetizador para que ele exerça de forma plena sua função e tenha clareza do que é preciso ensinar e como ensinar. Com isso, o processo de alfabetização será mais eficiente e eficaz, preparando o aluno para os desafios posteriores do processo de aprendizagem”, afirmou. Os 140 professores cadastrados no programa regional vão receber, durante o curso, uma bolsa-auxílio do Governo Federal no valor de R$ 765.

Desafio dos multiplicadores

Enquanto participam do programa, os orientadores de estudo irão atuar como multiplicadores do PNAIC, ministrando cursos junto aos demais educadores de suas respectivas cidades. Em São José, os professores da rede municipal de ensino interessados em participar podem se inscrever até o próximo dia 23, pelo site da Prefeitura, na página da Educação. Os professores alfabetizadores receberão do Governo Federal uma bolsa-auxílio no valor de R$ 200. As aulas terão início no dia 6 de maio.

Mais informações pelo telefone 3901-2187, na Secretaria Municipal de Educação.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 15/04/2013

Cidade tem especialidade para enfermeiros na Unifesp

O polo de educação a distância da Unifesp em São José dos Campos está com inscrições abertas para o curso de especialização em Cuidado Pré-natal, destinado a enfermeiros com formação superior. A inscrição deve ser feita até o próximo dia 24, pela internet, onde também se pode obter o edital completo.

A seleção será por meio da análise de currículo feita pela Escola Paulista de Enfermagem e há 50 vagas. O curso é gratuito, terá duração de um ano e vai começar em 18 de março. Os alunos deverão realizar atividades individuais e em grupo, a maior parte com utilização da internet, e outra parte em encontros presenciais no polo da Unifesp em São José dos Campos.

Os cursos na modalidade de educação a distância são ministrados por universidades públicas que mantêm convênios com a Prefeitura da São José dos Campos, por meio da Universidade Aberta do Brasil, mantida pelo Ministério da Educação. Os certificados obtidos pelos alunos são reconhecidos pelo MEC e válidos em todo o país.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 10/01/2013

Defesa Antiaérea é estuda na cidade

Sede de importantes institutos de pesquisa e empresas consideradas estratégicas para o país, São José dos Campos é uma cidade vulnerável, sendo necessário a adoção de medidas de defesa militar para proteger o seu complexo tecnológico, científico e empresarial.

A recomendação é do Ministério da Defesa e está inserida no documento “Estratégia Nacional de Defesa”, encaminhado pela pasta em julho para conhecimento e análise do Congresso Nacional. No documento, o ministério avalia que é preciso “preparar a imediata defesa antiaérea do complexo para enfrentar o problema de vulnerabilidade estratégica crida pela concentração de iniciativas no complexo”.

Especialistas militares consultados por O VALE avaliam que essa preocupação reflete a importância do polo tecnológico, científico e industrial da cidade, que abriga entre outros institutos o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e empresas como Embraer, Avibras, Mectron, Orbisat, consideradas estratégicas para o país.

Dados da Abimde (Associação Brasileira da Indústria de Material de Defesa e Segurança) revelam que pelo menos 49 empresas formam o núcleo aeronáutico e espacial de São José, com a geração de ao menos 20 mil empregos diretos e 60 mil indiretos.

No polo são desenvolvidos importantes projetos militares como o do avião cargueiro KC-390, sistemas de inteligência e informação, pesquisas espaciais e construção de satélites, e produção de material bélico, como mísseis e os produtos da Avibras.

“Somos pacíficos, mas nada impede que alguma iniciativa furtiva, com a demência elevada, venha atacar os polos de excelência do país. Essa concentração que há em São José não deixa de ter uma vulnerabilidade por si só”, disse Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente da Abimde.

Segundo ele, São José, como outros pontos, como hidrelétricas, são “sítios que sítios do Brasil que precisam estar prontos para se defenderem”. A Aeronáutica informou que a ampliação do sistema de defesa está em análise.

O Vale

Cidade perde status de Mega Polo Automobilistico na Região

Principal polo do setor automotivo na região, São José dos Campos caminha para perder seu posto com o crescimento das cadeias produtivas em Taubaté e Jacareí. Na década de 80, a General Motors, que lidera a cadeia automotiva na cidade, empregava 12.500 pessoas. Hoje, possui cerca de 8.000 trabalhadores e pode ‘enxugar’ ainda mais em breve.

Na contramão da indústria automotiva, que anunciou recentemente investimentos para ampliação de fábricas e construção de novas plantas, a GM vive a expectativa de demissões com a saída de linha de modelos como Zafira e Meriva.

A nova versão das minivans será produzida na unidade da GM em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. A cadeia produtiva que alimenta a GM também se difundiu pelo Vale. São 10 empresas de autopeças em São José, contra 20 em Taubaté, instaladas no parque industrial da Volkswagen.

Outras 20 fornecedoras deverão se instalar na fábrica da chinesa Chery, em Jacareí, no final de 2013. A guerra fiscal com outros municípios da região fez com que investimentos, como da fabricante de vidros automotivos AGC, fossem para Guaratinguetá. Lorena, também com incentivos fiscais, ‘fisgou’ a nova unidade de produção da fabricante de ônibus Comil. A Prefeitura de São José não considera o risco de perder o posto de polo automotivo da região.

Para o economista do Núcleo de Pesquisas Econômico-sociais da Universidade de Taubaté, Edson Trajano, a vocação exportadora da indústria automotiva de São José fez com que a cidade sentisse mais o processo de descentralização na produção das montadoras no país.

“Praticamente toda a produção de carro em Taubaté é voltada para o mercado interno, enquanto em São José, tem um maior peso o setor externo”, disse.

O Vale

Proposta para criar o maior polo de pesquisa na cidade

Em meio à sua saída para a AEB (Agência Espacial Brasileira), o diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos, José Raimundo Coelho, lançou um projeto ambicioso para o futuro da instituição: criar uma ‘cidade tecnológica’ de até 200 mil pessoas dentro dos domínios do parque nos próximos 20 anos.

Para alcançar tal meta, Coelho conta com o lançamento de novos centros de pesquisa, instituições de ensino e áreas de serviço para suportar a chegada de novas empresas ao local. Atualmente, pouco mais de 2.000 pessoas atuam em 1,5 milhão de metros quadrados de área construída do Parque o terreno total é de 25 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Presidente Dutra.

“Quando falo de 150 mil a 200 mil pessoas no Parque, não me refiro a moradores, mas a pessoas trabalhando, estudantes e prestadores de serviço”, disse Coelho. Entre os novos empreendimentos da instituição, destaca-se o Parque das Universidades, que deverá receber nos próximos anos até sete instituições de ensino.

Educação. Além da Fatec (Faculdade Técnica) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), já presentes no Parque, Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), UAB (Universidade Aberta do Brasil), Unifei (Universidade Federal de Itajubá) têm tratativas para se instalarem no local.

Segundo Coelho, depois de pronto, o Parque das Universidades terá estrutura para receber 20 mil alunos. Com investimento de R$ 100 milhões, outra aposta do Parque é o LEL (Laboratório de Estruturas Leves), fruto de uma parceria entre Embraer, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o IPT (Institutos de Pesquisas Tecnológicas).

Com estrutura já pronta, o laboratório deve funcionar a todo vapor a partir do início do ano que vem no desenvolvimento de materiais compostos, estrutura base da fuselagem dos aviões.De acordo com Coelho, a Petrobras também estaria interessada no LEL.

“Aqueles tubos utilizados para retirar petróleo a 2.000 metros de profundidade têm que ser construídos de material composto, é uma peça chave. Não tem nada igual (ao LEL) no hemisfério sul”, afirmou o diretor do Parque. Para atender à demanda de novas empresas, o Parque lançou no final do ano passado o Centro Empresarial 2, com capacidade para abrigar 50 novas empresas.

As obras para a construção do prédio de 10 mil metros quadrados estão previstas para começar dentro dos próximos 45 dias. Ainda este mês, o Parque recebe o centro de TI (Tecnologia da Informação) da Ericsson, que será instalado em uma estrutura de 400 metros quadrados, fora do Centro Comercial 1. Atualmente, o Parque conta com cerca de 40 empresas de diversos segmentos.

O Vale

Depois da gastronomia, Vila Ema tem foco em grifes

Depois de se consolidar como polo gastronômico, o bairro Vila Ema, considerado um dos mais charmosos de São José, virou o endereço de grifes e butiques de roupas e acessórios finos. Nos últimos cinco anos, o bairro viu proliferar o número de lojas na ruas Serimbura, Casemiro de Abreu e Euclides da Cunha.

A expansão comercial deve se acentuar ainda mais com a inauguração de um boulevard na avenida Heitor Villa Lobos e um centro comercial na praça Chuí. O comerciante José Nabuco Sorinho tem uma loja de bolsas e acessórios femininos no bairro e afirmou que está tendo um bom retorno.

“Nossas bolsas têm um valor diferenciado, os produtos vêm do Rio Grande do Sul, direto da fábrica. Estou satisfeito com o negócio, vendemos bastante nos últimos meses”, afirmou. Nabuco disse que escolheu a Vila Ema pela clientela e pelos produtos vendidos aqui, que fogem do comum. “Tive uma excelente recepção”, disse o empresário.

“O público aqui é fidelizado, quando conquistamos um cliente, ele sempre volta, pois sabem que o atendimento é preferencial”, disse Nina Albuquerque, 22 anos, vendedora responsável. Ela disse que já trabalhou em grandes centros comerciais e prefere trabalhar com lojas mais exclusivas e com atendimento personalizado.

A comerciante Shirley Fernanda Souza Dutra, 27 anos, abriu a loja no bairro há sete meses, pois disse que percebeu que o bairro está crescendo. “A Vila Ema é um polo comercial, que conta com um excelente público. Muitas pessoas preferem vir aqui do que enfrentar dificuldade de estacionar e encarar filas e lojas lotadas. A cada mês, tenho superado o faturamento do mês anterior. Tenho grandes expectativas em relação à minha loja”, afirma.

De acordo com Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial de São José), o comércio do bairro se desenvolveu bastante, chamando a atenção dos consumidores e comerciantes pela expansão. Segundo ele, o que chama atenção na Vila Ema para os investidores é a auto-suficiência.

“Os clientes que procuram lojas, encontram muitas facilidades sem sair do bairro, como bancos, farmácias, supermercados e bons restaurantes”, afirmou. A estudante Manuela Cruvinel, 24 anos, afirma que o clima do bairro é muito agradável.

“Eu prefiro comprar aqui, pois me passa a impressão de que estou na Vila Madalena, em São Paulo, um lugar charmoso, que gosto muito. Em cada esquina da Vila Ema achamos uma loja diferente e que chama muito a atenção”, afirmou Manuela.

O Vale