Ontem foi divulgado o Vestibular da Fuvest na região

A Fuvest divulgou nesta segunda-feira que o vestibular 2013 tem 159.603 candidatos inscritos. Eles vão disputar vagas na Universidade de São Paulo (10.982 vagas) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (100 vagas). No vestibular de 2012 inscreveram-se 146.892 candidatos. O recorde histórico é do vestibular de 2006, com mais de 170 mil candidatos.

Os candidatos devem acessar o site www.fuvest.com.br para imprimir os dados de inscrição, que serão necessários para que o vestibulando identifique o local em que fará as provas da primeira, dia 25 de novembro..

A prova antecipada de habilidades específicas para o curso de artes visuais, de caráter eliminatório e classificatório, será realizada no dia 14 de outubro. Na mesma data começam as provas para o curso de música que se estendem até o dia 19 deste mês. A lista de aprovados para esses cursos da ECA (Escola de Comunicações e Artes) será divulgada no dia 5 de novembro. No dia 19 de novembro a Fuvest publicará os locais de exame da primeira fase, que será realizado no dia 25.

As provas serão realizadas em 26 municípios do estado de São Paulo. Na região metropolitana haverá exames em Diadema, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Osasco, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e São Paulo. No interior do estado a Fuvest aplicará provas em Barretos, Bauru, Campinas, Franca, Jundiaí, Lorena, Marília, Mogi Mirim, Piracicaba, Pirassununga, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Taubaté.

A prova da primeira fase será em 25 de novembro. A prova terá 90 questões de múltipla escola sobre disciplinas do núcleo comum obrigatório do ensino médio: português, história, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês, e terá algumas questões interdisciplinares. A duração da prova será de cinco horas.

As provas da segunda fase serão realizadas de 6 a 8 de janeiro de 2013. No primeiro dia, os candidatos vão responder a dez questões de português e farão uma redação; no segundo dia a prova constará de 16 questões sobre história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. As questões poderão abranger conhecimentos de mais de uma disciplina, inclusive português. No terceiro dia, a prova terá 12 questões de duas ou três disciplinas, de acordo com a carreira escolhida. Todas as provas terão quatro horas de duração.

A Fuvest lembra que a partir de 1º de janeiro de 2013, estarão em vigor as normas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. A lista dos aprovados sairá em 2 de fevereiro de 2013.

A Universidade de São Paulo tem um Programa de Inclusão Social (Inclusp) com duas formas de estimular o ingresso de estudantes egressos da escola pública em seus cursos. Para o Programa de Avaliação Seriada da USP (Pasusp), as inscrições estão encerradas. A outra forma de estímulo é chamada de Sistema de Pontuação Acrescida que permite aos estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas brasileiras e que não tenham se inscrito no Pasusp, optar por acréscimo nas notas da 1ª e 2ª fases, segundo cálculo baseado no desempenho do vestibulando na prova da primeira fase. Esse bônus pode corresponder a 8% da nota.

G1 (Vnews)

Greve dos Bancários termina em toda a região

Após nove dias de greve, os bancários voltam ao trabalho depois de aceitarem na noite dessa quarta-feira em assembleias, a proposta de reajuste salarial feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).  Segundo sindicalistas da região, onde a paralisação afetou mais de 50% das agências, a expectativa é que demore até duas semanas para normalizar o atendimento.

A dica é ter paciência e, quem puder esperar, evitar ir aos bancos nos próximos dias. “A greve está acabando no fim do mês e coincide com a data de pagamento de salários e de contas. Normalmente, as agências já ficam cheias”, disse a diretora do Sindicato dos Bancários de São José, Débora Machado.

Para o presidente-interino do Sindicato dos Bancários de Taubaté, Valdir Aguiar, os clientes devem ter paciência nos primeiros dias de volta ao trabalho. Segundo ele, o trabalho será normalizado em duas semanas. “Os serviços mais procurados serão as concessões de crédito e os serviços que precisam de trâmites burocráticos”, disse Aguiar.

Além desses, o caixa deverá estar sobrecarregado devido ao pagamento de boletos atrasados. A paralisação não tira a obrigação de ninguém de pagar contas, mas quem se sentir prejudicado, pode recorrer ao Procon de sua cidade.  Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, disse que o comércio e a população foram os mais prejudicados.

A negociação entre bancos e funcionários começou em agosto. No dia 18 deste mês, os bancários deflagraram greve nacional.  Na região, a adesão ficou em torno de 50%. Na noite de terça-feira, a Fenaban apresentou uma proposta que agradou os bancários e ontem os trabalhadores aprovaram os reajustes em assembleias e deram fim a paralisação.

Os bancos ofereceram aumento de 7,5% nos salários e reajuste de 8,2% para os pisos salariais (de R$ 1.900 para R$ 2.056) e vale alimentação (de R$ 339 para R$ 367). Para a PLR (participação no lucros e resultados), a fórmula é de 90% do salário mais R$ 1.544,00. 10% a mais que o valor oferecido anteriormente.

Os bancários pediam reajuste de 10,25%, piso de R$ 2.416,38 e PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos.  “Os banqueiros gostaram da proposta. Conseguimos evoluir em pontos importantes como o piso salarial e o vale alimentação”, disse Débora.

Valdir Aguiar achou a proposta boa mas esperava um reajuste maior. Ele também disse que as condições de trabalho e de segurança para os bancários também agradou. Até as 20h dessa quarta-feira, a Fenaban não havia se pronunciado sobre o fim da greve. No Vale do Paraíba e Litoral Norte, há cerca de 400 agências e 5.500 bancários.

O Vale

Em passe de negociação, Bancários cruzam os braços

Cerca de 5.500 bancários podem cruzar os braços a partir de hoje na região em função do impasse nas negociações da campanha salarial da categoria. A greve, que é nacional e por tempo indeterminado, deve atingir até 400 agências no Vale.

Ontem à tarde, em função do aviso de greve, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) divulgou em seu site uma tabela com os serviços que podem ser feitos pelo correntista em caixas eletrônicos e pela internet, caso não consiga utilizar os caixas tradicionais.

Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real, piso de R$ 2.416,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Já os bancos oferecem reajuste de 6%, piso de R$ 2.014,38 e PLR de no máximo 2,2 salários mais fixo de R$ 1.484.

Os bancários também pedem mais contratações, proteção contra demissões, combate ao assédio moral e mais segurança. Os sindicatos dos bancários que cobrem o Vale do Paraíba informaram que a greve serve para pressionar os bancos a aumentarem a proposta salarial. A Fenaban, entidade que representa os bancos, informou ontem por meio de nota que só iria comentar o assunto hoje.

Segundo a presidente do Sindicato dos Bancários de São José e região, Maria de Lourdes de Oliveira, o ideal era que todos os bancos entrassem em greve, mas que dificilmente todos os bancários aderem ao movimento. “No começo, o movimento não tem 100% de adesão, mas depois os agentes vão percebendo que o movimento está crescendo e aumentam a mobilização.”

Hoje em São José um carro de som percorrerá o centro avisando a deflagração da greve. A base do sindicato de São José engloba 203 agências e 3.116 bancários em 11 cidade. Na base de Taubaté, são 140 agências e 1.600 funcionários em 12 cidades e, na de Guará, mais 60 agências e 822 agentes em 16 municípios.

Correntistas precisam ficar atentos aos serviços que podem ser feitos mesmo com as agências fechadas. Serviços de financiamento, saques, depósitos e transferências devem ser os mais prejudicados. Mesmo com a greve, pagamento de contas e boletos deve ser feito normalmente por outros meios.

Para o comerciante Carlos Eduardo, 36 anos, de São José, a greve vai atrapalhar o dia-a-dia de seu estabelecimento. “Eu uso mais a internet mas, como eu tenho comércio, tem coisas que não dá para fazer pelo computador. Essa greve vai complicar”, disse.

Já a estudante Vanessa Oliveira, 22 anos, disse que a greve vai vir em má hora. Ela está resolvendo assuntos burocráticos do pai que morreu. “A greve vai atrapalhar porque estou resolvendo problemas referentes à pensão, seguro e fundo de garantia do meu pai”, afirmou ela.

Outro que será prejudicado com a greve dos bancos é o professor de xadrez José Maria Soares, 59 anos. Ele precisa dos bancos para retirar o pagamento que recebe das escolas onde leciona.

O Vale

Prefeitura realiza mudanças no trânsito e gera transtornos

Mais de cinco meses após o fechamento da alça de acesso à rodovia. Presidente Dutra pelo Viaduto Bandeirante, no Jardim da Granja, zona leste de São José dos Campos, o tráfego ficou carregado no local e é alvo de reclamações de motoristas.

A pista era utilizada para acessar a rodovia no sentido Rio de Janeiro, em direção ao bairro Vista Verde, mas foi bloqueada em 30 de março pela prefeitura de São José a pedido da PRF (Polícia Rodoviária Federal). Os motoristas que trafegam no viaduto e desejam acessar a via Dutra, devem seguir pela avenida dos Astronautas, efetuar o retorno na rotatória que existe no início da avenida.

A intenção da mudança foi diminuir o número de acidentes na saída para a via Dutra. Só que o trânsito no local aumentou consideravelmente desde a alteração. “Antes a gente levava 15 minutos da Embraer até a Dutra e agora demora de meia hora a 40 minutos”, disse Reynaldo Molina, funcionário da empresa.

As reclamações são principalmente em relação ao semáforo próximo à alça de acesso. Isso, porque agora os motoristas que trafegam no viaduto e desejam acessar a via Dutra utilizam o mesmo caminho dos ônibus que levam funcionários da Embraer de volta para casa.

A Secretaria de Transportes de São José dos Campos informou que encaminhou à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) um projeto de alargamento de pista próximo ao viaduto Bandeirante, para melhorar o tráfego de veículos na área, e que aguarda a resposta da agência.

Tanto a PRF quanto a CCR (Concessionária Nova Dutra) descartam reabrir a alça de acesso à rodovia e apresentam números de queda nos acidentes como justificativa. Segundo balanço divulgado pela CCR a pedido de O VALE, os acidentes no trecho da Dutra próximo ao local caíram 30,14% de 2011 para 2012, de 73 para 51 entre 30 de março e 30 de julho. O trecho avaliado fica entre o km 146,9 e km 149, no sentido Rio. Ainda segundo o levantamento, os engavetamentos e as colisões entre veículos caíram mais de 50% no local.

O Vale

Estação do inverno tem recordes com o calor

A região sudeste não registra temperaturas tão altas no inverno desde 1999. A média foi de 33,3ºC, medida no início do mês pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). No inverno de 1999, a média ficou em 33,5ºC. Setembro também registrou o recorde em dias consecutivos de estiagem, contabilizando 61 dias sem chuva, medidos até ontem.

A região conta ainda com a umidade relativa do ar baixa, com índice chegando a 20% em algumas cidades do Vale, o que caracteriza estado de atenção, segundo o Ceptec/Inpe (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos). De acordo com a meteorologista Ludmila Pochmann, o calor e o clima seco sentido nestes dias é normal. “No Sudeste, as chuvas são escassas. É comum ainda os baixos valores de umidade relativa do ar”, afirmou.

Com as altas temperaturas, as pessoas têm aproveitado para passear, principalmente no Litoral Norte. Segundo José Carlos de Souza, secretário executivo do Sinhores (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares), do Litoral Norte, houve um aumento no número de pessoas na região.

“Podemos contabilizar cerca de 15% mais movimento em relação aos finais de semana menos quentes”, disse. “O calor desta época do ano não está sendo usado como apelo para que os turistas visitem a região. Com esse tempo seco, as pessoas têm vindo espontaneamente para cá”, afirmou Souza.

Os clubes de São José também têm registrado bastante movimento. “Nossa piscina, que estava fechada no mês passado, reabriu este mês. Já neste fim de semana o movimento foi maior do que no último feriado prolongado”, disse Paula Fonseca Matos, coordenadora do centro esportivo do Sesi (Serviço Social da Indústria), localizado no Bosque dos Eucaliptos, na zona sul da cidade.

Segundo Paula, antes mesmo da reabertura da piscina, a procura já era grande. “As pessoas ligavam perguntando quando que iríamos abri-la”, disse Paula. “Nessa época de calor, as quadras de tênis e os campos também ficam cheios, principalmente no final da tarde e pela manhã”, afirmou.

Para minimizar os efeitos do clima seco no organismo, que pode trazer doenças respiratórias, são necessários alguns cuidados. De acordo com comunicado da Secretaria da Saúde de São José, é recomendado manter as janelas abertas nos ônibus, em casa e no local de trabalho.

Deve-se ainda evitar aglomerações em lugares muito fechados, que pode facilitar a transmissão de doenças. Beber líquidos para hidratar, principalmente água, evitar atividades físicas ao ar livre entre às 10h e às 16h, horário em que são sentidas as temperaturas mais altas, também ajuda a amenizar o calor. Também é importante passar protetor solar ao sair.

A secretaria recomenda ainda, que sejam usadas toalhas umedecidas no ambiente. Para os pais que preferirem colocar uma bacia d’água, é preciso deixa-la longe das crianças para evitar afogamento. A noite, que normalmente, ocorre queda de temperatura, deve-se usar agasalho.

O Vale

Rua do Centro da cidade vai além de lojas, e sim Sofisticação

Apenas corredor de passagem? À primeira vista até parece ser, mas, um olhar mais atento revela que a rua Madre Paula de São José, na Vila Ema, no coração da zona nobre de São José dos Campos, se transformou em polo sofisticado de lojas especializadas em decoração, design e móveis planejados.

A Madre Paula, na realidade, já se transformou em grife e vivencia hoje um boom de empreendimentos comerciais chiques da cidade. A rua está em um ponto estratégico e forma com as avenidas São João e Rio Branco o quadrilátero sofisticado de móveis e decoração. A Madre Paula abriga em seus 550 metros de extensão variadas lojas de móveis, de decoração, e de design de interiores. O corredor se tornou referência na cidade para quem quer montar ou simplesmente mudar a cara da sua casa.

Lilian Lagden, gerente da Mercado Brasil, que trabalha com objetos, decoração e móveis, resume bem o espírito da rua. “Quem percorre a rua toda consegue mobiliar, decorar, encontrar ornamentos para dar toques especiais em sua casa e ainda pode desfrutar da gastronomia e fazer compras em supermercado em um único dia”, disse a gerente da loja, que abriu as portas há cerca de um ano.

Até se hospedar nas proximidades da rua já é possível. Em janeiro deste ano foi aberto o Ema Palace, na vizinha rua Jorge Barbosa Moreira. A menos de 100 metros da Madre Paula, o hotel tem administração familiar e possui 46 apartamentos.

Os lojistas apontam que um dos pontos altos da Madre Paula é a visibilidade que ela oferece. “A rua é passagem para quem mora no Aquarius e no Urbanova, bairros que têm um público sofisticado”, contou Elizangela Silveira, gerente da Requinte Decorações, que trabalha com metais, como maçanetas e torneiras de grife.

Estabelecido na rua há 14 anos, João Batista Antero, proprietário da Reference Decor, lembra do tempo em que a rua era mão dupla. “Quando cheguei, a rua praticamente não tinha nada”, contou. A rua abriga ainda outros estabelecimentos que são referência como a Villa Cores, que trabalha com papel de parede, e a Armários Design, móveis planejados de alto padrão.

O Vale

Região pode ter paralisação de Bancários nas cidades

Bancários de toda a região ameaçam greve a partir da próxima semana em função do impasse nas negociações da campanha salarial deste ano. Ao todo, cerca de 5.500 bancários e 400 agências podem parar. Em assembleias ontem à noite, a categoria reprovou a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos).

No último dia 4, os bancos ofereceram reajuste de 6%, piso de R$ 2.014,38 e PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) de no máximo 2,2 salários mais fixo de R$ 1.484. Os bancários reivindicam reajuste de 10,25%, sendo 5% de aumento real, piso de R$ 2.416,38 e PLR de três salários mais R$ 4.961,25 fixos. Além disso, eles pedem mais contratações, proteção contra demissões, combate ao assédio moral e mais segurança.

A Fenaban tem reunião com o Comando Nacional dos Bancários na segunda-feira. Caso as negociações não avancem, os bancários entram em greve no dia seguinte. “A greve é o único modo que temos para conseguir nossos direitos. Os bancos têm cada vez mais lucros e não repassam para os funcionários”, disse o presidente-interino do Sindicato dos Bancários de Taubaté, Valdir de Aguiar Santos. A Fenaban informou somente que já apresentou sua proposta à categoria.

Cerca de 500 funcionários terceirizados da Revap (Refinaria Henrique Lage), de São José, paralisaram as atividades pelo segundo dia seguido. Eles são funcionários da Tenace, empresa do setor da construção civil, e cobram o pagamento do salário do mês de agosto. Hoje, os operários continuam em greve e prometem voltar ao trabalho apenas quando receberem o salário.

Metalúrgicos da empresa de autopeças Hydrostec, de Taubaté, aprovaram ontem a proposta da PLR(Participação nos Lucros ou Resultados) para este ano. A proposta aprovada em assembleia pelos trabalhadores garante a injeção de R$ 200 mil na economia de Taubaté e região. A PLR será paga em parcela única no mês de fevereiro de 2013 para cerca de 80 funcionários.

Trabalhadores de quatro empresas da região entraram em greve ontem como protesto por reajuste salarial. Na Parker Filtros, de São José, e na Parker Hannifin, de Jacareí, os funcionários declararam greve de 24 horas. Na Blue Tech de Caçapava e na Sun Tech de São José, metalúrgicos paralisaram por algumas horas. Hoje, as paralisações continuam em outras empresas.

O Vale

Contrato é rompido com empresa que construia Escola

A Prefeitura de São José suspendeu o contrato com a empresa CKR Engenharia e Construções, de São José, que construía uma escola estadual no bairro Altos da Vila Paiva, na região norte, por atrasos na obra. Iniciada em 3 de novembro do ano passado, com prazo de nove meses e orçada em R$ 3,64 milhões, a escola deveria ter sido entregue em 30 de julho deste ano.

Segundo a administração, apenas 21% dos serviços foram executados dentro do prazo e a obra foi paralisada em 2 de agosto deste ano. A empresa, que já recebeu R$ 791 mil, teve o contrato de rompido e será impedida de assumir novos serviços com a prefeitura pelos próximos dois anos.

Proprietário da construtora, o engenheiro Carlos Moreno acusa a prefeitura de fornecer projetos com erro e de não fiscalizar o andamento da obra como deveria, causando atraso no cronograma. A nova escola estadual da região norte tem 10 salas para alunos de ensino fundamental e está sendo construída por meio de convênio entre a prefeitura e a Secretaria de Estado da Educação, que financia a obra.

São cerca de 2.700 metros quadrados com prédio, quadra e estacionamento. A previsão é que o complexo seja municipalizado. Para tocar o restante da obra, a prefeitura convocou a empresa EXM Construtora e Incorporadora, segunda colocada na licitação, que já aceitou finalizar o projeto pelo valor remanescente, de R$ 2,89 milhões.

A empresa vai começar a trabalhar na segunda quinzena de setembro e com prazo de conclusão de nove meses. Na avaliação da prefeitura, não haverá prejuízo no plano educacional em razão de a escola ter sido planejada para “cobrir futuras demandas na rede pública na zona norte”. A Secretaria de Estado da Educação informou que dará apoio para a finalização da obra dentro do novo prazo.

O engenheiro Carlos Moreno, proprietário da CKR Engenharia, disse que havia erros no cálculo dos níveis para a construção do prédio, quadra e estacionamento da nova escola estadual na região norte. A empresa foi suspensa pela prefeitura por não conseguir entregar a obra no prazo.

Segundo Moreno, os erros e a falta de vistoria regular de fiscais da prefeitura no início da obra, no final de 2011, teriam prejudicado o andamento dos serviços. Ele também afirmou que o prazo de nove meses teria sido subdimensionado.

“Uma obra desse tamanho exige 18 meses. Para piorar, depois que detectamos erros no projeto, a prefeitura demorou muito em resolver os problemas”, afirmou Moreno, que reivindica cerca de R$ 350 mil por trabalho ainda não remunerado e materiais no canteiro. “Também pedi e não recebi documentos da prefeitura. É cerceamento de defesa.” A prefeitura informou que a CKR já havia sido advertida por atraso em reforma e ampliação de escola na zona sul.

O Vale

Tempo seco continua em toda a região

As temperaturas devem continuar elevadas em toda a região esta semana. Em São José, as mínimas devem chegar a 16ºC e as máximas a 33ºC; em Ubatuba, os termômetros devem ficar entre 18ºC e 27ºC e Campos do Jordão, deve ter máximas de 9ºC e mínimas de 25ºC. Segundo informações do Cptec/Inpe, existe hoje a possibilidade de aumento da nebulosidade no Vale do Paraíba, com pequenas chances de chuvas isoladas no fim da tarde.

De acordo com o meteorologista do Cptec Olívio Bahia, uma massa de ar seco se mantém desde o mês de agosto no Vale do Paraíba, impedindo a chegada de frentes frias. “A tendência é de que as temperaturas continuem elevadas. Somente a partir da segunda quinzena de outubro as chuvas devem começar”, afirmou o meteorologista.

A falta de chuvas tem deixado o tempo bastante seco na região. Ontem, por exemplo, São José dos Campos chegou a registrar 25% de umidade relativa do ar, entrando em estado de atenção. Durante o feriado, Guaratinguetá chegou a níveis críticos e no domingo teve umidade de 9% considerado estado de emergência e bem abaixo dos 30% recomendáveis pela Organização Mundial da Saúde.

Nos dias secos, algumas práticas devem ser evitadas, como praticar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h e aglomerações em ambientes fechados. É importante consumir bastante água.

O Vale

Região Central da cidade é Trânsito sem regras

A restrição ao tráfego de caminhões em algumas ruas e avenidas da região central de São José dos Campos parece não intimidar quem está ao volante das carretas. Pelo menos foi o que apurou O VALE ao conversar durante esta semana com comerciantes e moradores locais, após o acidente do último dia 23 de agosto.

Na ocasião, a comerciante Cíntia Aiko Kmagai, de 47 anos, foi morta depois de ser atingida por um golpe de cabo da rede telefônica, arrebentado por uma carreta na rua Vilaça, no centro. O caminhão circulava em alta velocidade numa área proibida para esse tipo de veículo. A Polícia Civil segue atrás do motorista. A família da vítima, pede justiça.

“Esta foi quarta ou quinta vez que um caminhão arrebenta os cabos”. A frase é de Ciro Guimarães, 29 anos, dono de um estacionamento na rua Vilaça local inserido no chamado perímetro urbano de São José. A área é formada por seis vias onde caminhões, exceto modelos ‘baú’, não podem trafegar, na região central. Essa espécie de ‘cordão’ invisível só pode ser transposto fora dos horários de pico no trânsito.

Caminhões com altura acima de 4,4 metros são proibidos de circular em toda a cidade e em qualquer horário, exceto com autorização especial requerida com antecedência. O problema é que apenas seis agentes de trânsito da prefeitura são responsáveis por fiscalizar, não somente o perímetro urbano, como as demais vias do trânsito central.

“Vamos aumentar o número de agentes”, afirmou o diretor de Trânsito da Secretaria de Transportes, Paulo Guimarães. Por enquanto, segundo ele, os ‘marronzinhos’ foram orientados a fiscalizar com mais rigor os caminhoneiros.

Guimarães listou algumas medidas estudadas pela Secretaria a fim de intensificar a fiscalização no perímetro: adaptar os radares fixos para flagrar as carretas irregulares e monitorar as vias que dão acesso ao perímetro de restrição, são exemplos. “Os agentes também deverão abordar os caminhões que circulam em horários e locais proibidos. Hoje, eles somente anotam a placa da carreta”, disse o diretor de Trânsito.

O Vale