Cidade deixa idosos sem Vacina contra Gripe

Idosos tiveram dificuldade ontem para conseguir a vacina contra a gripe nas unidades de saúde de São José. O estoque não supriu a demanda dos postos, provocando filas e reclamações. Iniciada na última segunda-feira, a campanha da vacinação contra o vírus influenza vai até o dia 26 de abril.

“Fui ontem em três postinhos e não consegui me vacinar. Se é uma campanha, é um absurdo faltar vacina”, disse o aposentado Egídio Pinheiro Silva, 73 anos. “Eles me orientaram a voltar no sábado, quando terá mais vacinas. Mas acho errado, pois os idosos não têm como ficar perambulando pelos postinhos atrás de vacina.”

No sábado, a Secretaria de Saúde de São José terá 53 unidades vacinando pessoas contra a gripe. Serão as 40 UBS’s (Unidade Básica de Saúde) mais 13 postos volantes, em locais como supermercados, rodoviárias e farmácias. Será o “Dia D” da campanhas. Devem ser vacinados idosos com 60 anos de idade ou mais, bebês de seis meses e menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 dias após o parto) e portadores de doenças crônicas.

A Secretaria de Saúde informou que houve um problema de logística no transporte das vacinas que provocou a falta do medicamento nos postos. A distribuição teria sido normalizada no final da tarde de ontem. A pasta recebeu e distribuiu dois lotes de vacinas enviadas pela Secretaria de Estado da Saúde: 20 mil antes do dia 15 e 73 mil anteontem. Já foram vacinadas 14 mil pessoas.

O Vale

Publicado em: 19/04/2013

Região Central da cidade é Trânsito sem regras

A restrição ao tráfego de caminhões em algumas ruas e avenidas da região central de São José dos Campos parece não intimidar quem está ao volante das carretas. Pelo menos foi o que apurou O VALE ao conversar durante esta semana com comerciantes e moradores locais, após o acidente do último dia 23 de agosto.

Na ocasião, a comerciante Cíntia Aiko Kmagai, de 47 anos, foi morta depois de ser atingida por um golpe de cabo da rede telefônica, arrebentado por uma carreta na rua Vilaça, no centro. O caminhão circulava em alta velocidade numa área proibida para esse tipo de veículo. A Polícia Civil segue atrás do motorista. A família da vítima, pede justiça.

“Esta foi quarta ou quinta vez que um caminhão arrebenta os cabos”. A frase é de Ciro Guimarães, 29 anos, dono de um estacionamento na rua Vilaça local inserido no chamado perímetro urbano de São José. A área é formada por seis vias onde caminhões, exceto modelos ‘baú’, não podem trafegar, na região central. Essa espécie de ‘cordão’ invisível só pode ser transposto fora dos horários de pico no trânsito.

Caminhões com altura acima de 4,4 metros são proibidos de circular em toda a cidade e em qualquer horário, exceto com autorização especial requerida com antecedência. O problema é que apenas seis agentes de trânsito da prefeitura são responsáveis por fiscalizar, não somente o perímetro urbano, como as demais vias do trânsito central.

“Vamos aumentar o número de agentes”, afirmou o diretor de Trânsito da Secretaria de Transportes, Paulo Guimarães. Por enquanto, segundo ele, os ‘marronzinhos’ foram orientados a fiscalizar com mais rigor os caminhoneiros.

Guimarães listou algumas medidas estudadas pela Secretaria a fim de intensificar a fiscalização no perímetro: adaptar os radares fixos para flagrar as carretas irregulares e monitorar as vias que dão acesso ao perímetro de restrição, são exemplos. “Os agentes também deverão abordar os caminhões que circulam em horários e locais proibidos. Hoje, eles somente anotam a placa da carreta”, disse o diretor de Trânsito.

O Vale