Semana será quente e seca, aponta o Inpe para a cidade

Termômetros na casa dos 30ºC e umidade relativa do ar abaixo de 30%. Segundo previsão do Cptec/Inpe, a semana vai ser quente e seca nas 39 cidades da RMVale.  O meteorologista Fábio Rocha diz que haverá queda de temperatura somente a partir do próximo domingo. “O tempo seco vai durar a semana toda. Esse calor já é típico para este período do ano”, afirmou. Nas cidades mais próximas do litoral, o clima vai estar melhor”, disse.

Ontem, em São José, o calor de 29º C fez a alegria do vendedor de sorvete Cléber da Silva, de 34 anos. As vendas, segundo ele, aumentaram já no fim de semana. “Mas hoje (ontem) bateu recorde. Não tem nem comparação. Espero que esse calor continue pelo resto da semana”, afirmou o vendedor. “Eu tinha até guardado o ventilador, mas voltei a usá-lo para driblar esse calor. Também tomo muita água e sorvete”, concluiu a manicure Iraci Maria Vasconcelos da Silva, de 51 anos.

Cidade registra tempo Seco e deixa em estado de atenção

O tempo seco e a baixa umidade do ar, próximo a 30% na tarde de ontem, deixaram São José dos Campos em sinal de atenção. A cidade registrou dois focos grandes de queimadas, na marginal da Dutra, próximo à General Motors e na região do Putim, perto do CDP (Centro de Detenção Provisória). Segundo o Corpo de Bombeiros, os incêndios nos dois locais devem ter sido provocados por pontas de cigarros jogadas na mata. Com o tempo seco, o fogo se alastrou rapidamente. Foram necessárias três viaturas para combater o incêndio próximo à Vila Tesouro, na noite de ontem. Ninguém ficou ferido.

Segundo a previsão do tempo, uma massa de ar seco deve se intensificar sobre a região, dificultando a formação de nuvens e a ocorrência de chuvas, fazendo com que os níveis de umidade do ar voltem a baixar. O meteorologista do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos), Fábio Rocha, disse que umidade abaixo de 30% é considerado estado de atenção. Até sábado, não há previsão de chuva para a região de São José, segundo o Cptec. As temperaturas devem ficar em 12°C a mínima e a máxima em 28°C na região. A médica pediatra Neusa Massula, disse que nos meses de julho e agosto, aumentou o número de mães procurando o consultório com os filhos com doenças respiratórias, devido ao tempo seco. “São quadros alérgicos, rinite, sinusite e bronquite, provocados por vírus”.

As mães precisam observar os filhos, principalmente crianças menores de dois anos, para ver se estão com o peito cansado e com febre. “Se a criança não se alimentar direito e não estiver muito disposta, é aconselhável procurar um médico para ter um diagnóstico melhor”, afirmou. A médica disse que as mães devem colocar cachepôs com água espalhados por toda a casa, durante todo o dia, para manter a casa umidificada. “Não é necessário colocar embaixo da cama”. As crianças devem tomar muito líquido e, quando estiverem com o nariz entupido, pode ser utilizada uma solução nasal, disse a pediatra.

Umidade do ar pode cair em torno de 20% na região

A umidade relativa do ar pode cair para 20% e caracterizar estado de alerta na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, exigindo cuidados especiais de saúde. O ideal para o corpo humano é que a umidade esteja na casa de 60%. Hoje, o valor ficará abaixo de 30% na maior parte da região, especialmente no Litoral Norte, entrando em estado de atenção. Médicos recomendam a ingestão de muita água e que se evitem atividades físicas nos períodos de sol forte, como à tarde. De acordo com o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), o sol irá predominar na região até a próxima segunda-feira, com a temperatura máxima podendo chegar a 30°C. O calor em pleno inverno, conhecido como “veranico”, é causado por uma massa de ar seco que paira na região e evita a formação de nuvens, que trariam chuva e amenizariam o tempo quente. “A região ficará influenciada por uma massa de ar seco, contribuindo para deixar o tempo aberto, as madrugadas frias e as condições para formação de nevoeiro em áreas do Vale e de serra”, disse Henri Pinheiro, meteorologista do Cptec.

“As chances de chuva são baixas até segunda-feira, o que exige cuidado das pessoas para o tempo seco”, completou Fábio Rocha, também meteorologista. Quem mais sofre com o calor são os idosos. As crianças também exigem atenção dos pais, para que se mantenham hidratadas. Os mais velhos tomam menos água e acabam sofrendo com os problemas da falta de hidratação nesse período. Segundo a nutricionista Sheila Castro, os adultos também costumam perder muita água durante o dia, principalmente pelo suor. “Não repor essa água é muito prejudicial ao corpo, que é formado quase todo de líquido”, explicou ela, sugerindo uma dieta de verduras, frutas e hortaliças no “veranico”.

O pediatra Marcelo Arthur Chaves disse que crianças e adultos que sofrem com problemas respiratórios têm mais dificuldade com os períodos de calor no inverno. Para amenizar a situação, ele sugere umedecer o quarto onde os pequenos irão dormir, usando aparelhos específicos ou toalhas e bacias com água. “Colocar um pano umedecido perto da cama da criança já ajuda bastante. A água evapora e umedece o ar, deixando-o mais respirável”, disse. Nas ruas, os moradores da região sofrem também com as queimadas em terrenos baldios, morros e encostas. De acordo com os Bombeiros, a incidência de queimadas aumenta até 40% no período de inverno, quando o nível de chuva diminuir, o que contribui ainda mais para a sensação de tempo seco e quente.

O hábito de tomar menos água no inverno é prejudicial ao organismo humano, principalmente em períodos de “veranico”, quando o sol predomina, a temperatura esquenta e o clima se torna seco mesmo na temporada do frio. Quando isso ocorre, deve-se beber mais água do que o normal para os dias frios. O alerta é da nutricionista Sheila Castro, da Unimed de São José dos Campos. Segundo ela, a hidratação é tão necessária no inverno quanto no verão, tornando-se ainda mais importante nos períodos de ondas de calor. Com a umidade relativa do ar caindo para até 20%, beber água se torna uma necessidade básica de saúde. “Os adultos perdem mais água que as crianças, e os idosos exigem atenção especial”, disse.  Em razão da perda de sensibilidade dos receptores para a sede, que ficam na boca, os mais velhos costumam beber menos água. Em dias quentes, isso pode trazer problemas de saúde. “Indico beber bastante água. Se for água de coco, que seja natural, além de verduras, frutas e hortaliças”.

Depois de 69 dias sem chuva, dia amanhece chuvoso

São José dos Campos acordou diferente nesta quinta-feira (20). Depois de 69 dias de estiagem, a cidade acordou com uma leve chuva, suficiente para aumentar a umidade relativa do ar – o que melhora a qualidade do ar e diminui o risco de queimadas. Informação do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) é de que a umidade relativa do ar é de 73%, por volta das 8h, número muito maior que os 24% registrados na última quarta-feira (19).

Além de São José, a chuva atingiu Taubaté, Bragança Paulista e o Litoral Norte – em São Sebastião, os ventos causaram estragos, mas não chegou a chover na cidade. A previsão é que à tarde sejam registradas pancadas de chuva. Segundo o Cptec, a chuva também deve ser registrada na sexta-feira (21) e é consequência de uma frente fria que chegou na região e deve permanecer pelos próximos dias.

G1 (Vnews)

Tempo seco continua em toda a região

As temperaturas devem continuar elevadas em toda a região esta semana. Em São José, as mínimas devem chegar a 16ºC e as máximas a 33ºC; em Ubatuba, os termômetros devem ficar entre 18ºC e 27ºC e Campos do Jordão, deve ter máximas de 9ºC e mínimas de 25ºC. Segundo informações do Cptec/Inpe, existe hoje a possibilidade de aumento da nebulosidade no Vale do Paraíba, com pequenas chances de chuvas isoladas no fim da tarde.

De acordo com o meteorologista do Cptec Olívio Bahia, uma massa de ar seco se mantém desde o mês de agosto no Vale do Paraíba, impedindo a chegada de frentes frias. “A tendência é de que as temperaturas continuem elevadas. Somente a partir da segunda quinzena de outubro as chuvas devem começar”, afirmou o meteorologista.

A falta de chuvas tem deixado o tempo bastante seco na região. Ontem, por exemplo, São José dos Campos chegou a registrar 25% de umidade relativa do ar, entrando em estado de atenção. Durante o feriado, Guaratinguetá chegou a níveis críticos e no domingo teve umidade de 9% considerado estado de emergência e bem abaixo dos 30% recomendáveis pela Organização Mundial da Saúde.

Nos dias secos, algumas práticas devem ser evitadas, como praticar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h e aglomerações em ambientes fechados. É importante consumir bastante água.

O Vale

Tempo na região fica seco e agrava casos crônicos

A umidade relativa do ar desceu ontem a 18% em São José dos Campos e a 19% em Taubaté. O tempo seco atingiu o estado de alerta, pela classificação da OMS (Organização Mundial da Saúde). A situação pode piorar ainda mais, porque não há previsão de chuva até pelo menos o fim deste mês.

Segundo o professor de otorrinolaringologia da faculdade de medicina da Unitau Leandro Oliveira de Souza, o tempo seco aumenta as chances de infecções e doenças respiratórias.  De acordo com o médico, a camada interna do corpo humano resseca e abre espaço para entrada de vírus e bactérias.

Além disso, o nariz fica congestionado e compromete o bom fluxo respiratório do corpo humano. “O sistema respiratório é um só. Quando a entrada está comprometida, todo o resto se compromete” As principais doenças que aparecem no tempo seco são sinusite, otite, amidalite, laringite, bronquite, pneumonia e asma.

Segundo o Cptec/Inpe, o tempo deve permanecer seco ao menos até o final do mês. Não há previsão de chuva. “Há uma grande massa de ar seca estacionada na região, o que aumenta o calor e reduz a umidade do ar. É algo comum nesta época do ano” disse o meteorologista Felipe Farias. Há 36 dias não chove na região. A última registrada foi no dia 17 de julho.

O tempo seco também é responsável pelo aumento no número de queimadas na região. De 1º de agosto até ontem, o Corpo de Bombeiros de São José registrou 90 ocorrências de fogo em mato na cidade. O número é maior que os últimos quatro meses juntos. De janeiro até ontem, já foram registrados 248 ocorrências.

Os principais focos de incêndio da cidade são a zona sul e leste, com 85 e 73 ocorrências registradas, respectivamente. Em Taubaté, neste mês foram registrados 65 ocorrências de fogo em mato. Segundo o Corpo de Bombeiros, antes da estiagem não houve registros. Os principais focos de incêndio são os bairros Campos Elíseos e Barreiros. Os bombeiros trabalham em parceria com a Defesa Civil no combate a incêndios.

O Vale