Cidade tem Operação Cata-treco para mais bairros

A Prefeitura de São José dos Campos continua com a Operação Cata-Treco e neste sábado (31) mais nove bairros estão na programação. Os caminhões vão passar pelas ruas do Jardim Augusta; Vila Tatetuba; Portal do Céu; Jardim Santa Lúcia; Jardim Santa Rita; Vila do Rhodia; Vila Alexandrina; Vila Iracema; Jardim Morumbi (trecho entre a Rua Benedito Cubas e a Avenida Benedito Bento).

O recolhimento de móveis e utensílios domésticos que a população não usa mais será feito das 8h às 16h. Para garantir que o material descartado seja recolhido, é necessário deixá-lo em frente à residência até as 8h, antes do caminhão passar. Desde o início das operações em maio, já foram recolhidos pelas equipes da Secretaria de Serviços Municipais (SSM), cerca de 700 toneladas de materiais volumosos. Restos de materiais de construção e lixo orgânico não serão recolhidos pelos caminhões do Cata-Treco.

Queimada do Banhado assusta moradores da cidade

Um incêndio no Banhado, considerado o principal cartão-postal de São José dos Campos, destruiu ontem cerca de 25 mil metros quadrados de área de preservação ambiental e provocou apre-ensão entre moradores da zona oeste da cidade. A queimada, que atingiu toda a orla do Banhado, mobilizou uma força-tarefa entre Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Guarda Civil Municipal, além do helicóptero Águia da Polícia Militar, que sobrevoou o local para avaliar os danos causados pelo incêndio. O Corpo de Bombeiros, a Polícia Civil e a Prefeitura de São José acreditam que o incêndio possa ter sido criminoso. O fogo teve início por volta das 9h, próximo a uma propriedade particular no Jardim Esplanada, zona oeste da cidade (área do Banhado), segundo o tenente do Corpo de Bombeiros, Antônio Carlos Bernardes. “O foco do incêndio era pequeno no início, mas depois ganhou grandes proporções em pouco tempo por conta do vento e fez o fogo se propagar rapidamente por todo o Banhado”, afirmou.

Segundo ele, a principal preocupação era com a aproximação do fogo com a área das casas da Vila Nova Esperança, perto da linha férrea. “Fizemos uma linha no local para evitar com que o fogo se alastrasse muito”, disse. A nuvem de fumaça que surgiu por volta das 10h cobriu parte da zona oeste e seguiu em direção à região central da cidade, devido ao vento. “Levei um susto muito grande ao ver a fumaça tomando conta das minhas janelas. Acionei os bombeiros para que viessem rapidamente, mas não deu tempo”, disse o aposentado João dos Santos Silva, 64 anos.

Ele e outros moradores de prédios que ficam próximos às avenidas Borba Gato e São José, em extremidades oposta do Banhado, sofreram com o forte cheiro da fumaça. Eles mantiveram as janelas dos apartamentos fechadas para tentar amenizar o problema. Vizinhos do local, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) e a presidente da Câmara, Amélia Naomi, foram checar pessoalmente a situação, que foi agravada devido ao tempo seco. “Vim acompanhar o problema ‘in loco’ neste momento importante e vamos procurar os responsáveis pela queimada ilegal de mato”, disse o prefeito a O VALE.

A Secretaria de Defesa do Cidadão de São José informou por meio de nota oficial que não descarta a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso e disse ainda que as causas estão sendo investigadas. Segundo a assessoria de imprensa da pasta, nos sete primeiros meses deste ano, a Defesa Civil atendeu 163 ocorrências de fogo em mato. Ontem, a equipe só conseguiu controlar as chamas por volta das 14h30 com a ajuda da equipe do Corpo de Bombeiros. Por e-mail, a assessoria de imprensa da secretaria informou que atualmente a Defesa Civil conta com um grupo de cerca de 60 funcionários e voluntários brigadistas. A assessoria de imprensa da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) informou ontem que não foi acionada para acompanhar a ocorrência, mas deverá avaliar os estragos provocados pelo incêndio nos próximos dias se houver necessidade.

Consulta para Lei de Zoneamento é prorrogada na cidade

A exemplo da audiência pública realizada na última sexta-feira, a consulta pública disponibilizada no site da Prefeitura de São José dos Campos sobre as mudanças na Lei de Zoneamento tem recebido pouca adesão. A consulta pública foi lançada no último dia 13 e até ontem à tarde haviam sido encaminhadas apenas 10 sugestões dos moradores da cidade. Na audiência pública no Teatro Municipal foram feitas 23 manifestações orais e outras 19 foram protocoladas. A consulta pública permanecerá no site da prefeitura (www.sjc.sp.gov.br) até a próxima sexta-feira. Segundo a Secretaria de Planejamento, todas as sugestões da população passarão por análise e as que forem viáveis tecnicamente poderão ser incorporadas no projeto de lei que será encaminhado pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT) à Câmara na primeira quinzena de setembro.

A nova proposta ocorre três meses após a revisão na Lei de Zoneamento. Entre as mudanças está a transformação de duas áreas industriais na região do Putim em Zeis (Zonas Especiais de Interesse Social) para viabilizar 1.800 casas para os ex-moradores do Pinheirinho. O ‘pacote’ cria brechas para instalação de hotéis, centros comerciais e bancos no perímetro do Parque Tecnológico e prevê incorporação do prolongamento das ruas Sebastião Humel e Coronel José Monteiro ao perímetro do centro para viabilizar empreendimentos como novo hospital.

Cidade tem antecipação de 13° pelo Governo do País

O Ministério da Previdência Social irá pagar R$ 185,8 milhões a 360.184 segurados da Região Metropolitana do Vale do Paraíba como antecipação da primeira parcela do 13° salário. O crédito começou a ser feito ontem junto com a folha de pagamento de agosto, que segue até 6 de setembro. Receberão primeiro os aposentados e pensionistas que ganham até um salário mínimo. A partir de 2 de setembro, serão creditados os abonos para quem ganha mais de um mínimo. Para ambos os grupos, o valor da gratificação natalina é de 50% da aposentadoria, sem desconto do IR (Imposto de Renda). O IR será cobrado na segunda parcela do 13° salário, em novembro e dezembro. De acordo com a Previdência Social, a primeira antecipação do 13º dos aposentados ocorreu em 2006, resultado de acordo entre o governo federal e entidades representativas de aposentados e pensionistas.

O pagamento do benefício representa 49,03% do total da folha de agosto dos aposentados e pensionistas da região, que é de R$ 378,9 milhões. Somando a folha e o abono natalino, a Previdência irá depositar R$ 564,7 milhões para segurados da região até o dia 6 de setembro. “É um retorno muito positivo aos aposentados e pensionistas da região. A antecipação faz parte das reivindicações da categoria”, disse Osmar Ferreira, coordenador em São José do Sindicato Nacional dos Aposentados. Segundo ele, além da antecipação do 13° salário, a categoria pede o fim do fator previdenciário, que é o cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, e aumento real do benefício. “Está defasado há anos. Daqui a algum tempo, quase todo mundo receberá salário mínimo de aposentadoria”, afirmou Adão Alves de Souza, secretário geral estadual do Sindicato Nacional dos Aposentados.

Aos segurados que receberão o abono, o economista Luiz Carlos Laureano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), sugere usar o benefício para saldar dívidas, especialmente as de juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. Quem não as tiver, afirmou ele, pode guardar o valor na poupança até que receba a segunda parcela, usando o dinheiro para reforçar o caixa dos gastos de Natal. “O dinheiro extra serve muito bem para o final de ano. Mas quem puder guardar e economizar, melhor ainda. Não se deve gastar por impulso”, orientou Laureano.

Obras para conter Enchentes na cidade contabilizão R$ 1,7 mi

A Prefeitura de São José prevê um gasto de R$ 1,790 milhão em três obras contra enchentes na cidade. Foram priorizados bairros com histórico de inundação nas chuvas, como Costinha (zona norte), Residencial Cambuí (sudeste) e Parque Industrial (sul). Dos três, a obra do Costinha foi concluída em 9 de agosto, custando R$ 100 mil. Foram feitas a ligação da rede de esgoto com uma estação da Sabesp, a mudança na rede de drenagem que jogava as águas pluviais e de esgoto no contra-fluxo do rio Buquira e a instalação de uma válvula retentora. As outras duas intervenções são no Residencial Cambuí e no Parque Industrial.

No Cambuí, a prefeitura gastará R$ 494 mil para construir um dique de contenção de 1.300 metros e oito válvulas de retenção, além de dois motores e um segundo dique. A obra vai até novembro deste ano. Na região sul, a obra é a mais cara, de R$ 1,196 milhão, para construir o sistema de drenagem por causa de uma cratera que surgiu há 8 anos ao lado do campo de futebol 1º de Maio. O canal projetado encaminhará um volume de águas de aproximadamente 100 mil litros por segundo. A obra termina em janeiro de 2014.

Segundo Antônio Carlos Wolff Nadolny, secretário de Serviços Municipais, todas as obras são regulares e não estão sendo feitas em áreas de risco ou que sejam consideradas APP (Área de Preservação Permanente), como condena o Ministério Público de São José. “A prefeitura realiza essas obras apenas em locais que, tecnicamente, poderão ser regularizados no futuro”, disse Nadolny, ressaltando que não há desconformidade com o MP. “Nosso objetivo é garantir a essas comunidades o direito de viver com dignidade.”

Câmara pressiona o prefeito da cidade para rever Via Banhado

Vereadores que integram a Comissão de Planejamento Urbano, Habitação e Obras da Câmara de São José vão cobrar explicações do governo Carlinhos Almeida (PT) sobre as mudanças na Via Banhado. O projeto elaborado na gestão Eduardo Cury (PSDB) previa um viaduto e uma alça de acesso na rua Coronel José Monteiro para fazer a ligação com o Banhado e desafogar o trânsito no centro, mas a prefeitura desistiu, transferindo-os para a rua Henrique Mudat, no Jardim Esplanada. Os vereadores já solicitaram uma reunião com o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, que deve ser realizada até a próxima quinta-feira. “O viaduto no centro daria mais fluidez ao trânsito. Sem ele, os motoristas ficarão sem alternativas de acesso à Via Banhado. Vou defender a volta do viaduto no centro”, afirmou o presidente da comissão, Shakespeare Carvalho (PRB).

“O viaduto e a alça de acesso no centro são boas alternativas para melhorar o trânsito. O governo terá que nos convencer de que a mudança foi para melhor”, disse o relator da comissão, Walter Hayashi (PSB). Moradores consultados por O VALE consideram que o viaduto se tornou mais necessário após a implantação do corredor de ônibus nas avenidas São José e Madre Tereza. “O trânsito no centro está bem congestionado, ainda mais com corredores de ônibus. A prefeitura não poderia tirar o viaduto”, disse o aposentado Carlos Alberto da Costa Silva, 57 anos, que mora na Vila Industrial, na zona leste. “O viaduto no centro é essencial. O trânsito, que já era intenso, ficou mais congestionado com o corredor de ônibus na avenida São José. Não gostei da mudança do projeto”, disse o advogado Walter Medeiros, 66 anos, que mora na Urbanova, na região oeste. Com as mudanças pedidas por Carlinhos, o projeto executivo será entregue com cinco meses de atraso, o que deverá postergar o início da obra.

Com custo de R$ 66 milhões, sendo R$ 34,5 milhões do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e R$ 31,5 milhões da prefeitura, a Via Banhado ligará a Via Norte ao complexo do Anel Viário na região oeste, nas proximidades do Jardim Esplanada e do Esplanada do Sol. A Secretaria de Transportes informou que “a Via Banhado está passando por análise do traçado, sempre levando em conta custos, aspectos ambientais e trânsito”. Já o BID informou, por meio de nota, que “de modo geral, atrasos em projetos não afetam financiamentos contratados junto ao BID”. A exemplo da Via Banhado, a Via Cambuí, em São José, enfrenta atrasos para entrega do projeto executivo e do EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental).

O Consórcio Projeto Via Cambuí, contratado por 4,7 milhões em dezembro último, na gestão Eduardo Cury (PSDB), deveria ter entregue os projetos básico e executivo em junho último, enquanto o EIA/RIMA deveria estar finalizado neste mês. No entanto, a Secretaria de Transportes informou ontem, por meio de nota oficial, que os projetos e as licenças ambientais serão entregues somente em dezembro próximo. A Via Cambuí terá 8.400 metros de extensão e será construída ao lado do córrego Cambuí, a partir do entroncamento com a avenida Juscelino Kubitschek, próximo à rotatória da Itavema, até o bairro do Putim, na região sudeste. A obra tem custo estimado de R$ 137,7 milhões, sendo R$ 70 milhões do BID e R$ 67,4 milhões da prefeitura.

São José volta a ter Prédios Pichados por toda a cidade

Os pichadores voltaram a agir em São José. Na região central e nos corredores dos bairros, as pichações estão presentes nos prédios particulares. Os prédios públicos não estão pichados. O VALE percorreu algumas ruas e encontrou marcas de vandalismo em imóveis na praça Melvin Jones, avenidas São João, Nelson D’Ávila, Andrômeda, Heitor Villa-Lobos e ruas Dolzani Ricardo e Paraibuna. A pichação é considerada um crime ambiental (lei federal 9.605/1998). Em 2008, uma lei complementar foi feita para proibir a comercialização de tintas em embalagens do tipo aerossol a menores de 18 anos. Segundo denúncias de moradores, a Guarda Municipal não estaria mais fazendo rondas à noite para coibir ação dos pichadores na cidade.

A secretária Alzira Citti disse que já cansou de reclamar na prefeitura de imóvel abandonado que está pichado na praça Melvin Jones. “Além das pichações, à noite ficam vários moradores de rua aqui, usando drogas e sujando o loca. Denuncio, mas ninguém vem ver o problema.” Na avenida Andrômeda, na região Sul, um prédio comercial, onde no térreo funciona a Igreja Fonte da Vida, está totalmente pichado. A auxiliar de serviços gerais Rosimeire dos Reis disse que os pichadores não respeitam os prédios. “Sujam tudo e ninguém fiscaliza”, afirmou. São José tem um Programa Antipichação desde 2001.Segundo a prefeitura, quando um imóvel particular é pichado pela primeira vez, o proprietário fornece a tinta para a pintura e a prefeitura disponibiliza a mão de obra.

No caso de reincidência, o poder público se responsabiliza por todo o serviço. A equipe do Programa Antipichação limpa as pichações nos locais públicos, como prédios e viadutos. O grupo é formado por 13 pessoas, entre servidores públicos, bolsistas, prestadores de serviço (apenados). Por meio da assessoria, a Secretaria de Defesa do Cidadão informou que a fiscalização tem sido feita e que os pichadores flagrados têm sido levados para a delegacia. Segundo o governo, serão implantados novos recursos técnicos e metodologias para tornar o trabalho mais eficaz. A prefeitura informou que nove jovens foram flagrados pela Guarda Municipal pichando neste ano e um foi encaminhado para a Justiça para prestação de serviços comunitários. No ano passado, a Justiça encaminhou 11 pessoas para serviços comunitários. Ainda segundo o governo, após pichações 2.312 muros foram pintados neste ano até julho. Em 2012, foram 3.945.

Obras do Viaduto da Kanebo terá apenas uma pista a mais

A principal obra viária do governo de Carlinhos Almeida (PT), a ampliação do Viaduto Kanebo, responsável por ligar o Anel Viário à estrada velha Rio-São Paulo, na zona sul de São José dos Campos, contemplará apenas a duplicação do viaduto no sentido centro-bairro. A informação foi dada pelo prefeito durante entrevista a um programa de rádio na última quinta-feira. “É a obra mais importante de São José e a segunda com a maior viga de sustentação do país”, disse. A obra se tornou uma importante vitrine da atual administração e um dos principais desafios da Secretaria de Transportes devido ao congestionamento constante de carros, ônibus e caminhões nos horários de pico.

Hoje, são apenas duas faixas e o motorista que quer acessar a estrada velha tem que esperar uma ‘brecha’ no tráfego no Anel Viário para acessar o principal corredor dos bairros Parque Industrial e Jardim Paraíso. O projeto de duplicação é para fazer com que o viaduto passe a contar com quatro faixas de rolamento, sendo três de circulação e uma somente para a aceleração dos veículos que acessam ao viaduto por meio da marginal da via Dutra. O custo das obras, que tiveram início no dia 24 de abril deste ano, está estimado em R$ 10 milhões. A previsão de término, segundo a empresa Empavi, é dezembro. A ampliação do trecho da estrada velha até a chegada ao Parque Industrial já foi finalizada.

Na sexta-feira, O VALE esteve no local e constatou que seis homens trabalhavam na construção de uma das vigas. A notícia de que o viaduto no sentido bairro-centro não será duplicado foi recebida negativamente por moradores, empresários e comerciantes. “Por mais que a prefeitura acredite que o trânsito no sentido centro seja tranquilo nos horários de picos, nós, acreditamos que daqui a dois anos no máximo a situação estará pior para quem sai da zona sul e vai para o centro”, disse o empresário Fernando Vilela, 34 anos. Para a administradora de empresas Carla Silvana, 28 anos, a prefeitura deveria fazer a duplicação total do viaduto. “Imagina o transtorno para a cidade quando uma nova obra surgir na região?”, disse.

Segundo o ex-secretário de Transportes e presidente do PSDB de São José, Anderson Farias Ferreira, a licitação feita à época da gestão passada (há cerca de um ano e meio), não incluia a duplicação do viaduto no sentido bairro-centro por ainda não apresentar gargalo. “Ali tem uma pequena retenção para quem acessa o Anel Viário no sentido centro, mas não a ponto de atrapalhar o trânsito. Mas isso no máximo por cinco anos”, disse. A Secretaria de Transportes não quis comentar o assunto.

Pesquisas registram indice menor de violência na Região

Dados preliminares sobre os índices de criminalidade na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, divulgados com exclusividade para O VALE, apontam redução de 29,6% no número de vítimas de homicídios no mês passado, em relação a julho de 2012. No mês passado, foram 19 homicídios nas 39 cidades da região, contra os 27 casos contabilizados no mesmo mês em 2012, segundo a estatística da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo. Se comparado ao mês anterior, a região do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) também revela queda. Em junho, foram 25 vítimas de homicídios dolosos (com intenção de matar).

Para a polícia, o resultado revela o intenso trabalho que vem sendo feito após uma série de investimentos do governo estadual no que diz respeito à infraestrutura das corporações e em programas de valorização do policial colocados em prática pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para o diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho, a queda de homicídios está atrelada ao trabalho que tem sido feito pelos policiais militares e civis no combate ao tráfico de drogas, efetuando mais apreensões de armas e prisões.

“É um trabalho que está sendo feito há algum tempo e boa parte dos casos é passional, e isto não temos como reduzir. Tem se tornado cada vez mais comum em nossa região este tipo de crime”, disse Barbosa Segundo o diretor, o combate ao tráfico de entorpecentes e a apreensão de armas ilegais em posse de suspeitos são dois pontos importantes que contribuem para a redução da criminalidade. “Quando o tráfico é reprimido e o combate de armas no mercado ilegal resulta em apreensões (são três armas apreendidas por dia na RMVale), temos a queda do índice”, afirmou. Barbosa aponta ainda as operações que têm sido realizadas pela Polícia Civil como outro fator relevante.

“Só nos primeiros sete meses prendemos mais criminosos do que no ano passado todo. Com essas pessoas presas, a chance de ocorrer algum delito é menor e a população, ajudando por meio de denúncias, tornará o índice cada vez menor.” Para o especialista em segurança pública, José Vicente da Silva Filho, é necessário fazer uma comparação anual para avaliar se houve ou não a redução do crime. “Se você pegar, por exemplo, o período de janeiro a julho verá que a redução de homicídios foi apenas de 4,20%”, disse. O VALE tentou em contato ontem pela manhã com o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), mas não conseguiu localizar o comandante para comentar.

Prefeitura abre inscrições para Cursos Profissionalizantes

A partir desta sexta-feira (23) estarão abertas as inscrições para os cursos gratuitos do programa Qualifica São José, da Prefeitura de São José dos Campos. São 828 vagas para cursos de Informática Básica, Excel Avançado e Montagem e Manutenção de Microcomputadores. As inscrições vão até o dia 2 de setembro e podem ser feitas pelo site da Prefeitura (www.sjc.sp.gov.br) ou nos endereços abaixo com apresentação dos documentos de RG, CPF, além de um comprovante de residência. Será aceita apenas uma inscrição por candidato, que deve ter idade superior a 16 anos para concorrer a uma vaga.

São 324 vagas para Informática, com carga horária de 80 horas de aula, e o curso de Excel terá 40 horas e 396 vagas. Para quem optar por Montagem de Computadores, são 108 vagas e duração de 80 horas. O curso será ministrado por professores do Senai (Sistema Nacional de Aprendizagem Industrial) de São José, que também emitirá o certificado de conclusão. A inscrição não garante a vaga. O sistema de classificação é automático e vai priorizar candidatos desempregados, com grau de vulnerabilidade e necessidade socioeconômica, conforme dados informados no ato da inscrição.

O resultado da classificação será publicado no site da Prefeitura a partir do dia 5 de setembro e as matrículas vão de 10 a 12 de setembro. As aulas acontecerão no período noturno, das 19h às 22h, nos laboratórios de informática de escolas municipais, a partir da segunda quinzena de setembro. Informações através dos telefones 3923-8666 e 3913-2184.

Onde se inscrever:

  • Centro de Serviços Autônomos – das 8h às 17h
    Rua Major Antonio Domingues, 354 – Centro
  • EMEF Mercedes Carnevalli Klein – das 18h às 21h
    Rua Cassiopéia, 425 – Jardim Satélite
  • EMEF Dom Pedro de Alcântara – das 18h às 21h
    Av. Adilson José da Cruz, 7.581 – Conjunto Dom Pedro I
  • EMEF Possidônio José de Freitas – das 18h às 21h
    Rua Felício Nasser, 935 – Galo Branco
  • EMEF Profa. Leonor P. Nunes Galvão – das 18h às 21h
    Rua José Molina, 150 – Vila Industrial
  • EMEF Profa. Vera Lúcia Carnevalli – das 18h às 21h
    Rua Olívio Gomes, 520 – Santana