Pesquisas registram indice menor de violência na Região

Dados preliminares sobre os índices de criminalidade na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, divulgados com exclusividade para O VALE, apontam redução de 29,6% no número de vítimas de homicídios no mês passado, em relação a julho de 2012. No mês passado, foram 19 homicídios nas 39 cidades da região, contra os 27 casos contabilizados no mesmo mês em 2012, segundo a estatística da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo. Se comparado ao mês anterior, a região do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) também revela queda. Em junho, foram 25 vítimas de homicídios dolosos (com intenção de matar).

Para a polícia, o resultado revela o intenso trabalho que vem sendo feito após uma série de investimentos do governo estadual no que diz respeito à infraestrutura das corporações e em programas de valorização do policial colocados em prática pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para o diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho, a queda de homicídios está atrelada ao trabalho que tem sido feito pelos policiais militares e civis no combate ao tráfico de drogas, efetuando mais apreensões de armas e prisões.

“É um trabalho que está sendo feito há algum tempo e boa parte dos casos é passional, e isto não temos como reduzir. Tem se tornado cada vez mais comum em nossa região este tipo de crime”, disse Barbosa Segundo o diretor, o combate ao tráfico de entorpecentes e a apreensão de armas ilegais em posse de suspeitos são dois pontos importantes que contribuem para a redução da criminalidade. “Quando o tráfico é reprimido e o combate de armas no mercado ilegal resulta em apreensões (são três armas apreendidas por dia na RMVale), temos a queda do índice”, afirmou. Barbosa aponta ainda as operações que têm sido realizadas pela Polícia Civil como outro fator relevante.

“Só nos primeiros sete meses prendemos mais criminosos do que no ano passado todo. Com essas pessoas presas, a chance de ocorrer algum delito é menor e a população, ajudando por meio de denúncias, tornará o índice cada vez menor.” Para o especialista em segurança pública, José Vicente da Silva Filho, é necessário fazer uma comparação anual para avaliar se houve ou não a redução do crime. “Se você pegar, por exemplo, o período de janeiro a julho verá que a redução de homicídios foi apenas de 4,20%”, disse. O VALE tentou em contato ontem pela manhã com o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), mas não conseguiu localizar o comandante para comentar.

Prefeitura realiza inauguração de Camelódromo dia 30

Os ambulantes do centro antigo de São José dos Campos têm prazo até dia 29, um domingo, para deixarem as ruas e praças da região. A partir do próximo dia 30, o grupo passará a trabalhar nos camelódromos, denominados pela prefeitura de Centros de Compra Popular, construídos na Rodoviária Velha e na praça João Mendes (conhecida como a Praça do Sapo).

A data foi definida durante reunião realizada terça-feira entre a secretária de Defesa do Cidadão, Joana Flávia Soares Borges e membros da Adei (Associação de Emprego Informal), que representa os ambulantes. O presidente da Adei, Antonio Batista Gonçalves, o Tonico Pipoqueiro, disse que todos os 132 ambulantes cadastrados que irão ocupar os camelódromos já foram comunicados.

“Muitos estão preparando os boxes para a mudança. Na segunda-feira, dia 30, todas as ruas e praças vão amanhecer sem barracas”, disse. O camelódromo da Rodoviária Velha tem 90 boxes e o da praça João Mendes, 42.

O plano da prefeitura prevê que quatro informais que trabalham com barracas de frutas serão transferidos para a praça defronte à escola estadual Olímpio Catão. Outros 16 vendedores informais que trabalham com carrinhos de alimentação, como pipoca, sorvete e churrasquinho irão permanecer na rua.

A Secretaria de Defesa do Cidadão informou que a Fiscalização será reforçada no centro para evitar ações de comércio clandestino. Hoje será lido na sessão de Câmara o projeto que disciplina o comércio informal no centro.

A expectativa dos integrantes da Adei é que o projeto seja aprovado o mais rápido possível pelos vereadores. Pela proposta, os camelôs passarão a ser permissionários dos boxes e poderão transferir essa permissão após dez anos de carência.

Também será permitida a transferência da permissão para familiares. O ambulante poderá ainda indicar um preposto para exercer o comércio em seu lugar desde que seja seu cônjuge, companheiro, filho ou irmão. Nos camelódromos será proibida a comercialização de produtos ilegais, falsificados, pornográficos e de armas.

O Vale

SindusCon preve alta de 30% em imóveis na cidade

O SindusCon (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo) projeta para 2012 expansão de 30% no crédito para financiamento de imóveis em relação a este ano, quando já houve crescimento na mesma faixa. A notícia anima os empresários da construção civil da região, uma vez que o financiamento é a modalidade de compra escolhida em até 80% do total das vendas no Vale do Paraíba.

Depois de um segundo semestre de desaceleração na comercialização de imóveis, as construtoras e imobiliárias estimam a retomada nas vendas já no início de 2012. “O financiamento é a grande mola propulsora das vendas de imóvel. No ano que vem, podemos projetar um crescimento maior do que 2011 em função da necessidade brasileira de crescimento”, afirmou o diretor regional do SindusCon, José Luiz Botelho.

Das mais de 15 mil unidades lançadas ou disponíveis para comercialização em São José, 77% já foram vendidas. Deste total, de 70% a 80% foi fruto de financiamento. O restante veio de vendas à vista, mais comuns em imóveis de alto padrão, e financiamentos junto à própria incorporadora, com prazos menores para o pagamento.

O financiamento foi a modalidade escolhida pela auxiliar de produção Flávia Alcântara, 38 anos, de São José, para adquirir um imóvel de dois dormitórios na zona sul de São José. Depois de vender um carro para dar entrada no apartamento há pouco mais de dois anos, ainda tem mais de 30 parcelas para quitar a compra. “Realmente demora para pagar e sei que as taxas de juros são altas. Mas, se não fosse pela possibilidade de financiar, nunca teria comprado”, disse.

A taxa de juros para o financiamento, que em alguns casos pode chegar a dois dígitos ao ano, também preocupa o radialista Fernando Badelocchi, 54 anos. Ele saiu de São Paulo para procurar imóveis em São José a fim de investir. “O sistema bancário tem que ganhar menos. Mesmo estando no interior, os preços estão altos. Aqui, o padrão médio é considerado baixo. Está fora da realidade”, disse Badelocchi.

O sistema campeão em financiamento é o programa federal Minha Casa Minha Vida, com taxa de juros até oito pontos percentuais abaixo das convencionais. Segundo o vice-presidente da Acist (Associação das Construtoras e Imobiliárias de Taubaté), Hodges Danelli, a aprovação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba deve movimentar ainda mais o mercado de imóveis do Vale.

“O governo está interessado em fortalecer a construção civil, que gera empregos e movimenta a economia. A RMVale vai impulsionar muito mais esse mercado. Em Tremembé, por exemplo, o valor dos imóveis vai passar de R$ 100 mil para R$ 170 mil”, disse. Em Taubaté, há hoje 3.411 imóveis disponíveis para venda.

Para os empresários e corretores da região, a crise econômica que atingiu o mercado internacional foi a responsável pela diminuição da confiança do consumidor, reduzindo o ritmo das vendas de imóveis.

O Vale