Marginal da Via Dutra é liberada após obras de reconstrução na pista

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O trecho da marginal da Via Dutra entre a passarela do Carrefour e o Viaduto Kanebo, sentido São Paulo-Rio, será liberado nesta quinta-feira (29). O local, que fica na saída do km 152 sentido Rio de Janeiro, no Parque Industrial, estava interditado deste 22 de dezembro, em função de uma erosão na pista causada após fortes chuvas.

 

A liberação foi anunciada pela Nova Dutra, responsável por realizar as obras que duraram cerca de 40 dias. Durante esse período, a Secretaria de Transportes do município ofereceu suporte na sinalização dos acessos e orientação aos motoristas.

Obras do Viaduto da Kanebo terá apenas uma pista a mais

A principal obra viária do governo de Carlinhos Almeida (PT), a ampliação do Viaduto Kanebo, responsável por ligar o Anel Viário à estrada velha Rio-São Paulo, na zona sul de São José dos Campos, contemplará apenas a duplicação do viaduto no sentido centro-bairro. A informação foi dada pelo prefeito durante entrevista a um programa de rádio na última quinta-feira. “É a obra mais importante de São José e a segunda com a maior viga de sustentação do país”, disse. A obra se tornou uma importante vitrine da atual administração e um dos principais desafios da Secretaria de Transportes devido ao congestionamento constante de carros, ônibus e caminhões nos horários de pico.

Hoje, são apenas duas faixas e o motorista que quer acessar a estrada velha tem que esperar uma ‘brecha’ no tráfego no Anel Viário para acessar o principal corredor dos bairros Parque Industrial e Jardim Paraíso. O projeto de duplicação é para fazer com que o viaduto passe a contar com quatro faixas de rolamento, sendo três de circulação e uma somente para a aceleração dos veículos que acessam ao viaduto por meio da marginal da via Dutra. O custo das obras, que tiveram início no dia 24 de abril deste ano, está estimado em R$ 10 milhões. A previsão de término, segundo a empresa Empavi, é dezembro. A ampliação do trecho da estrada velha até a chegada ao Parque Industrial já foi finalizada.

Na sexta-feira, O VALE esteve no local e constatou que seis homens trabalhavam na construção de uma das vigas. A notícia de que o viaduto no sentido bairro-centro não será duplicado foi recebida negativamente por moradores, empresários e comerciantes. “Por mais que a prefeitura acredite que o trânsito no sentido centro seja tranquilo nos horários de picos, nós, acreditamos que daqui a dois anos no máximo a situação estará pior para quem sai da zona sul e vai para o centro”, disse o empresário Fernando Vilela, 34 anos. Para a administradora de empresas Carla Silvana, 28 anos, a prefeitura deveria fazer a duplicação total do viaduto. “Imagina o transtorno para a cidade quando uma nova obra surgir na região?”, disse.

Segundo o ex-secretário de Transportes e presidente do PSDB de São José, Anderson Farias Ferreira, a licitação feita à época da gestão passada (há cerca de um ano e meio), não incluia a duplicação do viaduto no sentido bairro-centro por ainda não apresentar gargalo. “Ali tem uma pequena retenção para quem acessa o Anel Viário no sentido centro, mas não a ponto de atrapalhar o trânsito. Mas isso no máximo por cinco anos”, disse. A Secretaria de Transportes não quis comentar o assunto.

Pista de Skate fica ameaçada por falta de vigilância

Um espaço público, criado para o lazer da população em São José, está sem controle de segurança para a prática de atividades esportivas. Como consequência, frequentadores relatam acidentes constantes com crianças e adolescentes. A prefeitura alega que não monitora o local por conta da baixa demanda média de 20 usuários por dia.

O problema acontece no Centro de Referência da Juventude, no Parque Industrial, zona sul de São José, onde a pista de skate não tem controle de equipamentos de segurança, como capacetes, joelheiras e cotoveleiras, apesar de uma placa logo na entrada indicar que é obrigatório o uso.

“Já vi quedas perigosas. As mais comuns por aqui são torções no tornozelo, fraturas no pulso e cortes no queixo. O pessoal gosta de se arriscar na pista, mas a hora que descobre que a recuperação é lenta passa a usar os equipamentos”, afirmou o enfermeiro Wagner Bezerra, 36 anos, único que estava usando os equipamentos de segurança ontem à tarde no local.

O não uso de equipamento de segurança é defendido pelos mais novos. “O equipamento dificulta a fazer as manobras. O corpo fica mais pesado, é ruim. Se for para escolher, usaria apenas o capacete”, disse o estudante G.G., 14 anos, que anda de skate há três anos e já deslocou o cotovelo, mas continua frequentando diariamente a pista do centro.

Seus amigos concordam e abrem mão do equipamento, no entanto, histórias de pessoas que se feriram gravemente não faltam. “Cair faz parte. Uma vez, fui tentar uma manobra, caí, bati a cabeça e machuquei o queixo. Meus amigos me levaram ao hospital. No dia seguinte, eu estava aqui novamente”, disse o estudante A.C., 17 anos, que anda de skate há três.

O uso do equipamento necessário também é deixado de lado por aqueles que não podem compra-lo. É o caso do estudante C.B., 14 anos. “Acho que eu até usaria. Mas é caro. Não tem como pagar R$ 200 no kit. Mas também não vou deixar de andar. Venho quase todos os dias. Caio sempre, mas levando e tento a manobra de novo”, afirmou o garoto.

A Secretaria de Esporte e Lazer informou em nota que “os programas (do Centro da Juventude) estão em avaliação e a frequência neste início de ano tem sido abaixo do normal. A meta é chegar à média de 10 mil usuários por mês”. A prefeitura diz que prevê uma fiscalização na área, no entanto, não foram informados prazos nem de que forma está será feita.

O Centro de Referência da Juventude, vitrine do governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB), foi inaugurado no final do ano passado, após investimento de R$ 14 milhões. O espaço tem, além da pista de skate, pista de caminhada, quadras de esporte, ginásio, sala de rádio e TV, núcleos médico e odontológico, cozinha experimental, salas de aulas e dois auditórios. Só a reforma da pista de skate custou R$ 430 mil. O centro foi criado onde antes funcionava o antigo Pavilhão Municipal.

O Vale

Publicado em: 27/02/2013

Poliesportivo João do Pulo terá características olímpica

Um convênio entre a Prefeitura e o Governo Federal vai destinar R$ 1 milhão para a modernização da pista de atletismo do Centro Poliesportivo João do Pulo, no Jardim Satélite, região sul da cidade. Com a obra, o local terá padrão internacional e poderá ser utilizado para treinamento de atletas durante a Olimpíada e os Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

O anúncio foi feito em conjunto pelo prefeito de São José dos Campos e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, em entrevista nesta segunda-feira (21), no Centro da Juventude. Participaram também do encontro autoridades locais e regionais, atletas de várias modalidades e representantes da comunidade esportiva joseense.

Os recursos a serem repassados ao Município foram definidos por meio de emenda parlamentar. Os custos que excederem o valor do repasse serão bancados pela prefeitura, como contrapartida do investimento.

O ministro Aldo Rebelo visitou a cidade na parte da manhã. Acompanhado do prefeito, de secretários e vereadores, ele conheceu as instalações do Estádio Martins Pereira, um dos 54 locais catalogados pela Fifa como candidatos a centro de treinamento das seleções que vão disputar a Copa do Mundo. O ministro vistoriou as cabines de imprensa, os setores das arquibancadas, vestiários e o gramado.

Os centros de treinamento foram pré-selecionados pela Fifa e cabe exclusivamente às seleções a escolha do local. A visita do ministro a esses locais foi para avaliar as necessidades de adequação às exigências e propor parcerias para as instalações que forem públicas.”São José tem o maior complexo tecnológico do Brasil e uma grande importância no esporte”, declarou Aldo Rebelo. Estavam na plateia atletas do atletismo, basquete, rugby, futsal, natação, judô, taekwondo e futebol feminino.

O ministro citou a atuação em sintonia entre a Prefeitura e o Governo Federal que poderá resultar em parcerias, como a instalação de um centro de iniciação esportiva na cidade. “Além de já ter sido selecionada como possível centro de treinamento para a Copa, São José terá um papel importante na preparação do Brasil para a Olimpíada de 2016.”

O prefeito joseense afirmou que o local candidato a centro de treinamento passará pelos ajustes necessários para a Copa do Mundo. Ele colocou o município à disposição também para a Olimpíada de 2016. “São José tem tradição no esporte e acreditamos que os atletas de alto rendimento servem de exemplo para a juventude.”

Falta de estrutura do Aeroporto é justificado por Cury

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), culpou a falta de uma pista para testes de aeronaves na cidade pela saída de empresas médias e pequenas do setor aeronáutico. “Esse tipo de empresa tem necessidade de ter uma pista à disposição e em São José isso depende de uma decisão da Infraero e do governo federal”, disse Cury.

Anteontem, a Novaer Craft, que emprega 100 funcionários em São José, anunciou a construção de uma fábrica em Santa Catarina e a saída definitiva da cidade. No ano passado, a Krauss Aeronáutica mudou-se para Campanha (MG) em busca de apoio da prefeitura e para formar mão-de-obra especializada.

A abertura de um polo aeronáutico em São Bernardo do Campo, anunciado em 2011, é visto por empresários como ameaça para tirar mais empresas da cidade. Para Cury, no entanto, a prefeitura vai esperar a definição do governo federal sobre a ampliação do aeroporto de São José antes de pensar em qualquer projeto de uma outra pista.

“São José possui uma pista com 95% de ociosidade, com torre de controle já instalada, além de um terreno com mais de 2 milhões de metros quadrados, com os principais acessos à Dutra, Carvalho Pinto e Tamoios, aguardando apenas a liberação para expandir sua utilização”, disse.

“Considerando tudo isso, a prefeitura não vê como uma opção preferencial investir recursos públicos na construção de uma pista municipal, o que seria uma obra de altíssimo custo e muito demorada, se levarmos em conta as fases de projetos e licenças ambientais necessárias.”

Na avaliação de Cury, é mais proveitoso manter a cadeia produtiva em torno de empresas consolidadas como a Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, do que se preocupar com a eventual saída de pequenos negócios, muitos deles experimentais. Quanto ao setor na cidade, o prefeito mantém o otimismo de que o APL (Arranjo Produtivo Local) aeronáutico continuará em expansão. Hoje, 120 empresas estão registradas. “São José tem perfeitas condições de receber novas empresas do setor, como as que se instalaram no Parque Tecnológico no último ano.”

Empresários discordam de Cury e defendem a diversificação das empresas no setor aeroespacial e de defesa na cidade, não apenas aquelas que fazem parte da cadeia de fornecedores da Embraer. “Uma indústria aeronáutica pujante não é feita de uma só empresa, mas de diversificação dos setores. Não dá para ter uma visão apenas local”, disse o engenheiro Carlos Aquino, CEO da Aerolink do Brasil.

Uma das saídas apontadas por ele para as empresas é a construção de uma pista privada em Caçapava, empreendimento que recebeu a licença de instalação (leia texto nesta página). “A indústria aeroespacial exige a visão macro, pensando no mercado internacional. A pista é essencial nesse ponto”, disse.

O Vale

Prefeitura inaugura nova pista de skate

A comunidade do Jardim Aquarius, principalmente os jovens, comemoraram a entrega da nova pista de skate do bairro. A cerimônia foi no domingo (27) e concretizou a solicitação de um grupo de skatistas da região que utilizavam outros locais para as manobras radicais. A pista fica na Avenida Comendador Vicente de Paula Penido.

Antes mesmo de sua inauguração oficial, cerca de 50 skatistas já vinham utilizando o local diariamente. “Nós nos reunimos em agosto de 2010 com a Secretaria de Esportes para solicitar a pista. Recebemos o espaço no prazo acordado. Percebemos o comprometimento da equipe e a forma proativa de atender os esportistas para a realização desse sonho”, salientou Ricardo Escudeiro morador e líder dos skastistas do bairro.

Essa foi a primeira pista de skate feita com novas estruturas na cidade. No local foi construído um mini-half, três rampas em curva, três rampas retas, um caixote rampado, um caixote baixo.

Na obra foram utilizados 464,16 metros de pista com granilite a base de CPII, base de piso de rampas e piso em concreto armado, estruturas de rampas com baldrames, vigas e pilares de concreto armado e iluminação.

Prefeitura Municipal

Vidoca terá interdição ao sábado

Principal via de ligação à zona sul de São José dos Campos, a avenida Jorge Zarur, que margeia o córrego do Vidoca, será interditada neste final de semana. O bloqueio faz parte da obra de alargamento da pista, sob a via Dutra, que deve ser concluída em novembro.

A interdição exige a atenção redobrada dos motoristas e deverá mudar a rotina dos usuários do transporte público –17 linhas de ônibus terão o trajeto alterado.

A previsão é de que o tráfego na avenida fique interrompido das 0h de sábado até as 5h da madrugada de segunda-feira. Segundo a prefeitura, neste período será feita a remoção do viaduto da pista expressa da rodovia, no sentido Rio de Janeiro.

A obra de alargamento prevê criar cinco novas faixas de rolamento, totalizando nove faixas –sendo cinco faixas sentido zona sul e quatro sentido centro.

A obra também é a responsável pela interdição em 1,5 quilômetros da pista expressa da Dutra sentido São Paulo que está obrigando os motoristas a adotarem trajetos alternativos.

A interdição ao acesso pela pista marginal começou em 13 de maio e tinha previsão de durar por 90 dias. A prefeitura mudou o cronograma e informou ontem que a liberação vai acontecer somente no mês de novembro.

Em contrapartida, a prefeitura suspendeu a interdição na pista sentido RJ que estava prevista para ocorrer. De acordo com a Secretaria de Transportes, os acessos (em frente ao Vale Sul Shopping e próximo à concessionária da Peugeot) continuarão abertos normalmente tanto nesse final de semana como durante todo o trabalho de alargamento da via.

Durante o período de interdição, o melhor acesso para o Litoral é o Anel Viário, sentido sul até o viaduto Kanebo. Já o motorista que estiver na Mário Covas (sul) sentido centro, deve acessar a marginal Dutra, passar pela avenida Marechal Henrique Teixeira Lott, sentido Nelson D’Ávila.

Fonte: O Vale