Saída do Dia das Crianças vai beneficiar 1.770 presos no Vale

A saída temporária do Dia das C rianças começou ontem e vai beneficiar 1.770 detentos das unidades do Vale do Paraíba. A ‘saidinha’ é concedida pela Justiça a presos com bom comportamento e que cumprem pena no regime semiaberto, em que o preso sai de dia para trabalhar. A liberação teve inicio às 9h, com a saída temporária de 150 mulheres da Penitenciária Feminina 2 de Tremembé. Hoje, a partir das 8h, cerca de 1.500 presos devem deixar o presídio Edgard Magalhães Noronha, o Pemano.

Amanhã, 120 detentos da penitenciária Doutor Augusto César Salgado, a P-2 de Tremembé serão beneficiados. A Justiça ainda avalia a saída dos irmãos Cristian e Daniel Cravinhos. No entanto, é grande a possibilidade de Daniel não receber o benefício, já que ele desobedeceu a ordem de um funcionário, o que se caracterizou como falta disciplinar média. Os irmãos cumprem pena na P2 pelo assassinato dos pais de Suzane von Richtofen e chegaram a perder o benefício no Dia dos Pais porque em julho último haviam sido mandados para celas solitárias pelas infrações disciplinares. As detentas que saíram ontem têm que retornar até 18h do próximo dia 14, os que saírem hoje devem voltar até 18h do dia 15 e os que saírem amanhã, até 18h do dia 16.

Saída da Johnson para a Dutra será interditada na cidade

A saída da Avenida Deputado Benedito Matarazzo para a Via Dutra na altura do km 153,7, em São José dos Campos, será interditada a partir deste sábado (14). A interdição, que deve durar 20 dias, é necessária devido às obras de prolongamento das pistas marginais, entre os km 151 (altura do viaduto Kanebo) ao km 154 (altura da empresa Johnson & Johnson). De acordo com a concessionária, esse prazo pode aumentar dependendo das condições climáticas.

Durante essa fase das obras, o acesso dos motoristas à rodovia a partir da Avenida Deputado Benedito Matarazzo deve acontecer cerca de um quilômetro antes da saída atual, na altura do km 152,5. Outra alternativa será fazer o contorno pela Avenida João Batista Soares de Queirós Júnior (entre o viaduto da Johnson e o posto de gasolina), no bairro Jardim das Indústrias, e utilizar o primeiro retorno na rotatória para seguir em direção à Dutra.

As novas pistas marginais em São José dos Campos (SP) estão sendo implantadas entre o km 151 (altura do viaduto Kanebo) e km 154 (altura da empresa Johnson & Johnson), na pista sentido São Paulo. As pistas marginais terão 11 metros de largura e contarão com duas faixas de rolamento e acostamento. Após a conclusão das obras, o trecho terá maior capacidade de absorção do tráfego na pista sentido São Paulo, com a duplicação da quantidade de faixas de rolamento. Atualmente a pista expressa do trecho conta com duas faixas de rolamento e acostamento.

Falta de estrutura do Aeroporto é justificado por Cury

O prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), culpou a falta de uma pista para testes de aeronaves na cidade pela saída de empresas médias e pequenas do setor aeronáutico. “Esse tipo de empresa tem necessidade de ter uma pista à disposição e em São José isso depende de uma decisão da Infraero e do governo federal”, disse Cury.

Anteontem, a Novaer Craft, que emprega 100 funcionários em São José, anunciou a construção de uma fábrica em Santa Catarina e a saída definitiva da cidade. No ano passado, a Krauss Aeronáutica mudou-se para Campanha (MG) em busca de apoio da prefeitura e para formar mão-de-obra especializada.

A abertura de um polo aeronáutico em São Bernardo do Campo, anunciado em 2011, é visto por empresários como ameaça para tirar mais empresas da cidade. Para Cury, no entanto, a prefeitura vai esperar a definição do governo federal sobre a ampliação do aeroporto de São José antes de pensar em qualquer projeto de uma outra pista.

“São José possui uma pista com 95% de ociosidade, com torre de controle já instalada, além de um terreno com mais de 2 milhões de metros quadrados, com os principais acessos à Dutra, Carvalho Pinto e Tamoios, aguardando apenas a liberação para expandir sua utilização”, disse.

“Considerando tudo isso, a prefeitura não vê como uma opção preferencial investir recursos públicos na construção de uma pista municipal, o que seria uma obra de altíssimo custo e muito demorada, se levarmos em conta as fases de projetos e licenças ambientais necessárias.”

Na avaliação de Cury, é mais proveitoso manter a cadeia produtiva em torno de empresas consolidadas como a Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo, do que se preocupar com a eventual saída de pequenos negócios, muitos deles experimentais. Quanto ao setor na cidade, o prefeito mantém o otimismo de que o APL (Arranjo Produtivo Local) aeronáutico continuará em expansão. Hoje, 120 empresas estão registradas. “São José tem perfeitas condições de receber novas empresas do setor, como as que se instalaram no Parque Tecnológico no último ano.”

Empresários discordam de Cury e defendem a diversificação das empresas no setor aeroespacial e de defesa na cidade, não apenas aquelas que fazem parte da cadeia de fornecedores da Embraer. “Uma indústria aeronáutica pujante não é feita de uma só empresa, mas de diversificação dos setores. Não dá para ter uma visão apenas local”, disse o engenheiro Carlos Aquino, CEO da Aerolink do Brasil.

Uma das saídas apontadas por ele para as empresas é a construção de uma pista privada em Caçapava, empreendimento que recebeu a licença de instalação (leia texto nesta página). “A indústria aeroespacial exige a visão macro, pensando no mercado internacional. A pista é essencial nesse ponto”, disse.

O Vale