Transporte Público tem mais linhas de ônibus na Zona Leste

A linha 246 – Paineiras/Tancredo Neves começou a circular nesta segunda-feira (4) na região leste de São José dos Campos. Além do Paineiras, a linha vai atender os bairros Dom Bosco e Santa Helena em horários alternados, aumentando a oferta aos mordores.

Com a implantação do atendimento a esses bairros, os ônibus que circulam pelo Novo Horizonte no sentido centro não precisarão mais circular pela Avenida 29 de Junho, seguindo pela 23 de Dezembro. São eles: 204A – Novo Horizonte via José Longo; 204B – Novo Horizonte via Pedro Álvares Cabral; 232- Novo Horizonte via Avenida São José; 240- Novo Horizonte/Campo dos Alemães e 242-Majestic/Praça Afonso Pena (apenas nos horários em que atende o Novo Horizonte).

Também a partir desta segunda-feira (4), a linha 245- Praça 1º de Maio/Centro (zona leste) terá aumento de 10 partidas no sentido bairro e de 11 saídas do centro durante a semana. A linha passa a incluir também o atendimento às avenidas Pedro Álvares Cabral e José Longo.

Prefeitura de São José

Expansão no Vale Sul, gera na cidade mais de 2 mil empregos

O Vale Sul Shopping, de São José dos Campos, inaugurou ontem seu novo espaço de 17 mil metros quadrados divididos em três andares, com capacidade para abrigar 57 lojas. A área fica próxima ao pátio de eventos, perto do cinema, em terreno à margem da avenida Cidade Jardim, onde duas novas entradas estão sendo construídas.

Estimativa do Vale Sul é que cerca de 2.100 empregos sejam gerados no shopping, que possui atualmente 7.000 postos de trabalho em todo o complexo de 112 mil metros quadrados de área construída, o que o credenciaria como o maior shopping da região.

As primeiras lojas, como a Renner, já se instalaram no novo espaço. O restante algumas marcas exclusivas irá inaugurar seus estabelecimentos ao longo deste mês. Entre os principais nomes estão Vivara, Nike, Empório Bijoux, Meia de Seda, Via Tarra Boutique e Empório Piccini.

O shopping não divulgou valores de investimento para a implantação na nova área. Somente o investimento da Renner foi de R$ 6,5 milhões. “Nosso foco é um público família. Queremos que as pessoas se sintam bem no shopping e com a nova área elas terão uma experiência nova”, afirmou gerente de marketing do Vale Sul, Robson Mikio.

O novo espaço conta com elevador panorâmico, escadas rolantes e a entrada construída em estilo neo clássico. Além das duas entradas pela avenida Cidade Jardim, o shopping terá mais 1.500 vagas de estacionamento, considerado um diferencial pela administração do shopping.

“Temos 1,2 milhão de visitantes por mês. Acreditamos que, com o maturação da expansão, aumentaremos essa média para 1,4 milhão”, disse Mikio. Quem aproveitou para conferir o primeiro dia da nova área gostou do que viu. “Achei fantástico. O consumidor tem mais opção. A expansão dos shoppings têm mudado a cidade”, disse a publicitária Valéria

Israel, 42 anos, que foi ao Vale Sul ao lado da amiga Christiane Sardinha, 43 anos, relações públicas. “Surpreendente. Ficou muito bonito”, disse Christiane. A médica Laura Machado, 39 anos, de Pindamonhangaba, ficou surpresa com o tamanho da nova área. “Fui pega de surpresa. Passei por acaso pelo shopping e vi esse novo espaço, muito diferente. Deixou o shopping mais elegante”, disse Laura.

A nova área terá um mix diversificado de lojas. Além de estabelecimentos de vestuário, o local terá loja voltada para queijos e vinhos, docerias e café como Doceira do Vale, Galeteria Estância, Croasonho e California Coffe. Em julho, mais duas atrações completam a expansão: um boliche da marca YEX e uma academia da K@2, com ringue para realização de lutas marciais.

Como parte da campanha de inauguração de sua nova loja, a Renner oferece ofertas exclusivas e descontos até amanhã. Além do Vale Sul, os demais shoppings de São José anunciaram projetos de expansão. Outras cidades receberão novos empreendimentos.

O Vale

Em consideração a expansão, Centervale visa aumento

Um dos principais centros de compra da região, o CenterVale Shopping, de São José, chega aos 25 anos projetando um crescimento nas vendas de 18% em 2012. O aniversário é amanhã. “Esse crescimento é estimado por conta da chegada das novas marcas e pelo bom momento na economia”, disse o superintendente Ricardo Nunes.

E as perspectivas para o próximo ano são ainda mais otimistas em função da expansão da área locável do empreendimento, que ganhará 6.000 metros quadrados e nada menos que 80 lojas. A construção segue em ritmo acelerado para a entrega dos novos prédios em outubro deste ano, após um investimento de R$ 100 milhões.

Além dos 500 empregos diretos e indiretos gerados durante a obra, o centro de compras prevê mais de 1.000 vagas de trabalho a serem abertas com as novas lojas. Para Nunes, cada vez mais o público prefere fazer suas compras em um local onde encontre toda a estrutura necessária de conforto, segurança e lazer.

“Antes, as pessoas iam aos shoppings apenas para fazer suas compras. Hoje, o espaço se tornou um lugar de convivência, o que chamamos de experimentação. É muito mais do que apenas consumo”, afirmou o superintendente. A estrutura do Vale Sul Shopping em São José também está sendo expandida. A expectativa é concluir a primeira fase das obras até agosto deste ano, com 57 novas lojas, academia e entretenimento.

O novo prédio tem três andares, escadas rolantes e elevadores panorâmicos, além de um novo acesso pela avenida Cidade Jardim. As obras elevarão a área do centro de compras de 95 mil m² para 112 mil m². As vagas estacionamento saltarão de 3.000 para 4.500.

“Estamos preparando a estrutura do shopping para receber cada vez mais público, que hoje já é de 1,5 milhão de pessoas por mês. As obras trazem o que é de mais moderno no negócio para nossos clientes”, disse Robson Mikio, gerente de Marketing do Vale Sul.

Completando 15 anos de vida em 2012, o Shopping Colinas, de São José, anunciou um projeto ambicioso de expansão. A meta é dobrar de tamanho até outubro de 2014, com uma área adicional de 160 mil m² e 306 novas lojas. O investimento é de R$ 252 milhões. Em abril de 2014, a empresa conclui a construção de um edifício comercial sustentável que será erguido dentro da área do centro de compras.

O Vale

Prefeitura aumenta o número de ônibus para o Interlagos

A linha 315-Interlagos/Terminal Central está circulando desde a manhã desta segunda-feira (7) com mais horários de partidas do bairro e do centro.

O aumento na oferta será possível com o ajuste na tabela horária. A mudança vai propiciar a criação de 17 novos horários em dias úteis.

Confira os horários da linha de segunda a sexta-feira no site da Prefeitura.
Prefeitura Municipal

Aumento Automobilistico afeta o ar da cidade

A quantidade cada vez maior de veículos nas ruas piorou a qualidade do ar nas maiores cidades da região, como São José e Jacareí que contam com frota superior a 435 mil veículos. Em ambas, conforme relatório da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado do São Paulo) divulgado ontem, durante 11 dias do ano passado foi detectado índice inadequada de ozônio.

O ozônio resulta de um processo a partir da combinação de substâncias procedentes da queima incompleta de combustíveis veiculares e voláteis, que reagem com a luz solar e originam o ozônio, que é nocivo à saúde. Indústrias e veículos são apontados como os principais vilões. A região também é impactada pelo tráfego na via Dutra, especialmente de caminhões e ônibus. Por dia, segundo a NovaDutra, circulam na região cerca de 130 mil veículos.

O ozônio encontrado na faixa de ar próxima do solo, onde respiramos, chamado de “mau ozônio”, é tóxico. Ele pode causar ou agravar problemas do aparelho respiratório e nos olhos. Na estratosfera, a cerca de 25 quilômetros de altitude, o ozônio forma uma espécie de filtro e age como escudo protetor da Terra.

Jacareí ganhou no começo do ano passado uma estação de monitoramento da qualidade do ar da Cetesb. Portanto, não há dados dos anos anteriores na cidade. Na região, apenas São José contava com o equipamento. A estação mostra que o índice de saturação de ozônio vem oscilando em São José desde 2002, quando em 14 dias do ano a cidade ultrapassou o padrão aceitável. O índice caiu para 2 dias em 2006 e subiu para 19 em 2010.

“No geral, a qualidade do ar esteve entre boa e regular, com predominância de boa. Mas a quantidade de veículos e fábricas, além do clima, influencia bastante”, disse Maria Helena Martins, gerente da divisão de qualidade do ar da Cetesb.

Para a meteorologista Ana Catarina Perrella, professora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), é preciso estudar com mais profundidade os dados da Cetesb, combinando com informações sobre vento e dispersão de poluentes, para se ter uma ideia mais precisa da região. “A poluição está presente na região”, disse.

A qualidade das praias no Litoral Norte melhorou no ano passado na comparação com 2010, mas a tendência na última década é de piora. Relatório divulgado ontem pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado do São Paulo) mostra que, em 2011, 36% das praias monitoradas no Litoral Norte estiveram próprias para banho durante o ano todo o órgão monitora 77 das 184 praias. A porcentagem de praias péssimas foi 4%.

A avaliação do índice ao longo dos últimos 10 anos revela uma tendência de piora, segundo a Cetesb, com a diminuição das praias que permanecem próprias para banho o ano todo. Essa tendência pode ser explicada pelo aumento de cerca de 20% da população nesse período em conjunto com a deficiência na coleta dos esgotos na região. “O desafio é ampliar o saneamento, que está ocorrendo, e evitar as invasões”, disse Débora Moura, bióloga da Cetesb.

O Vale

Aviação comercial prevê aumento de 5% na industria

Após ‘amargar’ queda em seus lucros em 2011, a Embraer, de São José, aposta na melhoria da economia de países afetados pela crise, principalmente Estados Unidos e parte da Europa, para se recuperar neste ano. Estimativa da empresa é que o mercado cresça em média 5,2%. De olho nisso, a Embraer planeja aumentar a atuação no segmento de aviação comercial, seu maior gerador de receita.

Apesar de sofrer os efeitos da recessão na economia mundial, a aviação comercial aumentou em 2011 sua participação na receita da empresa, de 61% para 64%. O cenário estaria apresentando “os primeiros sinais positivos”, como afirmou ontem o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Embraer, Paulo Penido.

O executivo participou de teleconferência com jornalistas para falar do balanço financeiro da empresa, divulgado anteontem. O documento mostra que a fabricante registrou queda de 73% no lucro líquido de 2011 ante o ano anterior.

“Estamos cautelosamente otimistas. Observamos os primeiro sinais positivos (nos países afetados pela crise). Na Europa, a situação não está piorando mais”, disse Penido. O executivo afirmou que a recuperação da economia desses países é fundamental para a retomada dos negócios da Embraer, beneficiada com um processo de renovação da frota das companhias aéreas.

“(O mercado de) aviação está relacionado com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do país. Todos sabemos da necessidade de renovação da frota e isso tem gerado demanda por aeronaves.” No segmento de jatos de 60 a 120 assentos, a Embraer é líder, com 45% de participação. Na China, um dos mercados que mais cresce no mundo, esse número chega a 70%.

No ano passado, a venda de E-Jets (família de aeronaves comerciais) cresceu 30% em relação a 2010. Em 2011, seis novos clientes iniciaram operação com os modelos. O campeão de vendas é o E-190, que registrou 68 entregas em 2011, ante 58 de 2010.

Queda. Já a aviação executiva amargou queda de 8% em suas entregas em relação a 2010. A companhia credita o resultado aos reflexos da crise, que atingem o segmento de forma mais forte que outros setores, além da concorrência com jatos usados com preços menores. Na teleconferência, Penido também abordou os feitos do setor de defesa, como o ‘amadurecimento’ do projeto do cargueiro KC-390 e a aquisição de empresas como a Atech e a Orbisat.

O Vale

Demolição das casas no Pinheirinho: Urbam aumenta efetivo

O terceiro dia da reintegração de posse do terreno começou sem focos de tensão, segundo a Polícia Militar

A terça-feira começou marcada pela demolição das casas do Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos. Os moradores retiram seus pertences e as máquinas entram em ação. A Urbam (Urbanizadora Municipal)  aumentou o efetivo de funcionários para acelerar o processo.

Segundo a Polícia Militar,  não há  focos de tensão no acampamento neste momento. A última ocorrência registrada foi um carro incendiado por volta das 22h30 de ontem.

O Vale

São José dos Campos tem aumento de 10% nas exportações

São José dos Campos encerrou o ano de 2011 com aumento de 10,84% no volume de exportações em relação a 2010, totalizando US$ 5,787 bilhões. As importações somaram US$ 3,563 bilhões e o saldo da balança comercial foi de US$ 2,224 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados nesta semana, em Brasília.

Entre as principais empresas exportadoras, destaque para a Embraer, responsável por mais de 70% do volume exportado pela cidade. Em 2011, a empresa vendeu US$ 4,1 bilhões (cerca de R$ 7,3 bilhões) ao exterior, 6% a mais que em 2010. Outros destaques foram as empresas General Motors e Ericsson, com volume de exportações 16% e 169% maior que em 2010.

Com o desempenho, o município se mantém na segunda posição no ranking nacional dos maiores exportadores de produtos industrializados, atrás apenas de São Paulo e à frente de São Bernardo do Campo. Outras cidades que tiveram maior volume de exportações não se destacam como São José dos Campos na produção de bens de alto valor agregado, pois participam do mercado internacional apenas com a venda de matérias primas, principalmente minérios, ou possuem portos onde são embarcados os produtos para o exterior.

A lista dos principais produtos exportados pelas empresas do município é liderada por aviões; veículos; equipamentos para telefonia celular; peças para aviões; helicópteros; autopeças e produtos médicos. O principal bloco de países importadores é formado por Argentina, Estados Unidos, China, Alemanha, Reino Unido e México.

Indicadores

O Produto Interno Bruto (PIB) de São José dos Campos alcançou R$ 22,018 bilhões em 2009, segundo relatório divulgado em dezembro passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa um aumento de 6,27% em relação a 2008, quando o PIB registrado foi de R$ 20,718 bilhões. O resultado coloca São José dos Campos em destaque entre os municípios brasileiros que mostraram crescimento do PIB em 2009 em relação a 2008, subindo da 21ª para a 19ª colocação no ranking dos maiores PIBs do país. No estado, o município manteve o oitavo lugar.

Outro indicador que apresentou crescimento foi o PIB per capita, que passou de R$ 34.007,00 em 2008 para R$ 35.751,06 em 2009. O PIB per capita é a soma dos salários de toda a população dividida pelo número de habitantes e ajuda a indicar o grau de desenvolvimento econômico de um país, região ou município.

Segundo o IBGE, São José dos Campos ocupa o terceiro lugar na geração do valor adicionado industrial do Estado de São Paulo com R$ 9.998,95 bilhões e integra o grupo dos cinco municípios paulistas responsáveis por 40% da geração do valor adicionado industrial do Estado, um dos componentes formadores do PIB, que é o total de bens e serviços produzidos em uma determinada região.

Prefeitura Municipal

Aumento de 100% na fila para casa própria na cidade

Mais 1.634 famílias devem entrar na fila de espera por uma moradia em São José dos Campos com o cumprimento da ordem de reintegração de posse no acampamento sem-teto do Pinheirinho, zona sul da cidade. Com elas, a fila deverá reunir quase 28 mil pessoas, segundo números da prefeitura, ou beirar os 32 mil inscritos, conforme levantamento paralelo do PT.

Considerando o índice oficial, 28 mil pessoas na fila por uma moradia representam um aumento de 100% no acumulado dos quatro governos tucanos em São José Emanuel Fernandes, de 1997 a 2004, e Eduardo Cury, de 2005 a 2012.

Em 1997, primeiro ano de mandato do ex-prefeito Emanuel Fernandes, a fila reunia 14 mil inscritos. De lá para cá, a média de casas populares construídas no município foi de 387 por ano. O número de moradias construídas no período não seria suficiente nem mesmo para atender a fila existente no começo da ‘era tucana’.

Existente desde 2004, o acampamento sem-teto do Pinheirinho reúne hoje 1.704 famílias. Segundo a Prefeitura de São José, apenas 70 delas estão inscritas nos programas habitacionais da cidade, esperando por uma casa.

Na última semana, O VALE pediu uma avaliação ao governo Eduardo Cury sobre o aumento que a fila da moradia no município sofrerá com o cumprimento da ordem de reintegração de posse do Pinheirinho. A administração municipal disse que só se pronunciaria sobre o assunto posteriormente, pois no momento estava concentrada em oferecer condições de atender emergencialmente os desabrigados, conforme solicitação da Justiça.

Para o governo tucano, o tamanho da fila de espera pela casa própria na cidade é resultante da falta de políticas habitacionais das gestões anteriores.

O Vale

SindusCon preve alta de 30% em imóveis na cidade

O SindusCon (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo) projeta para 2012 expansão de 30% no crédito para financiamento de imóveis em relação a este ano, quando já houve crescimento na mesma faixa. A notícia anima os empresários da construção civil da região, uma vez que o financiamento é a modalidade de compra escolhida em até 80% do total das vendas no Vale do Paraíba.

Depois de um segundo semestre de desaceleração na comercialização de imóveis, as construtoras e imobiliárias estimam a retomada nas vendas já no início de 2012. “O financiamento é a grande mola propulsora das vendas de imóvel. No ano que vem, podemos projetar um crescimento maior do que 2011 em função da necessidade brasileira de crescimento”, afirmou o diretor regional do SindusCon, José Luiz Botelho.

Das mais de 15 mil unidades lançadas ou disponíveis para comercialização em São José, 77% já foram vendidas. Deste total, de 70% a 80% foi fruto de financiamento. O restante veio de vendas à vista, mais comuns em imóveis de alto padrão, e financiamentos junto à própria incorporadora, com prazos menores para o pagamento.

O financiamento foi a modalidade escolhida pela auxiliar de produção Flávia Alcântara, 38 anos, de São José, para adquirir um imóvel de dois dormitórios na zona sul de São José. Depois de vender um carro para dar entrada no apartamento há pouco mais de dois anos, ainda tem mais de 30 parcelas para quitar a compra. “Realmente demora para pagar e sei que as taxas de juros são altas. Mas, se não fosse pela possibilidade de financiar, nunca teria comprado”, disse.

A taxa de juros para o financiamento, que em alguns casos pode chegar a dois dígitos ao ano, também preocupa o radialista Fernando Badelocchi, 54 anos. Ele saiu de São Paulo para procurar imóveis em São José a fim de investir. “O sistema bancário tem que ganhar menos. Mesmo estando no interior, os preços estão altos. Aqui, o padrão médio é considerado baixo. Está fora da realidade”, disse Badelocchi.

O sistema campeão em financiamento é o programa federal Minha Casa Minha Vida, com taxa de juros até oito pontos percentuais abaixo das convencionais. Segundo o vice-presidente da Acist (Associação das Construtoras e Imobiliárias de Taubaté), Hodges Danelli, a aprovação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba deve movimentar ainda mais o mercado de imóveis do Vale.

“O governo está interessado em fortalecer a construção civil, que gera empregos e movimenta a economia. A RMVale vai impulsionar muito mais esse mercado. Em Tremembé, por exemplo, o valor dos imóveis vai passar de R$ 100 mil para R$ 170 mil”, disse. Em Taubaté, há hoje 3.411 imóveis disponíveis para venda.

Para os empresários e corretores da região, a crise econômica que atingiu o mercado internacional foi a responsável pela diminuição da confiança do consumidor, reduzindo o ritmo das vendas de imóveis.

O Vale