Obras da Avenida Guadalupe está em fase final

As máquinas estão trabalhando a pleno vapor para que, ainda esta semana, esteja demolido tudo que restou da ponte José Guido Alves Cardoso, na Avenida Guadalupe.  “Não há mais risco para a adutora da Sabesp que passa pelo local, e a Vivo também já garantiu a preservação dos cabos que alimentam 25 mil linhas telefônicas da cidade”, informou René Mina Vernice, Diretor de Concessionárias da Secretaria de Obras do município.

Agora, todos os esforços estão voltados para o desvio que está sendo feito pela Prefeitura para que o trânsito de carros e ônibus volte a fluir na região. “Com isso resolvido, daremos um grande passo para o início das obras da nova ponte, que será a solução definitiva para esta região da cidade”, disse a Secretária de Obras, Saraya de Paula Rosário.  Ela lembra que o projeto básico da nova ponte está pronto, faltando apenas terminar o projeto executivo para início dos trabalhos.

Conforme a Secretaria de Obras será realizada no local a proteção das margens para evitar o assoreamento do córrego Senhorinha, uma vez que o terreno é frágil e com muita argila, o que tem provocado o deslocamento de terra. A nova ponte terá sustentação e proteção na cabeceira, para garantir que a estrutura não seja abalada, como ocorreu com a anterior.

Desvio

Com previsão de ficar pronto até o próximo dia 23, as obras com duas aduelas de concreto armado farão a ligação provisória da Rua Galícia com a Rua Rosário, de forma a permitir a travessia sobre o córrego, tanto para carros como para ônibus.

Com a liberação do tráfego, os carros que vêm pela Guadalupe em direção ao Satélite, poderão entrar pela Rua Mar Del Prata, descer pela Rosário e ir até o final da rua. A ponte provisória fica na continuação da Rua Rosário. Foi aberta uma rua que desce, atravessa o córrego Senhorinha e encontra a Rua Galícia, já do outro lado do rio.  Para quem faz o sentido contrário, a saída será ir pela Rua Perseu, descendo pela Estrela D’Alva e entrando na Rua Lira para acessar a ligação provisória.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 16/05/2013

Prédio Histórico da cidade é demolido sem autorização

Um prédio que faz parte do complexo da Tecelagem Paraíba e que é tombado pelo patrimônio histórico de São José dos campos, estava passando por obras sem autorização da prefeitura. A antiga usina de leite foi projetada pelo arquiteto Rino Levi, em 1963, o mesmo profissional que planejou a casa de Olivo Gomes, que fica dentro do Parque da Cidade, na zona norte da cidade.

Nesta terça-feira (14), conselheiros do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Comphac), fizeram uma inspeção no local. Eles dizem que encontraram operários demolindo paredes internas da construção. Montanhas de entulhos estão dentro do prédio. “E chegamos aqui ele estava sendo marretado, tirando toda a parte interna do prédio, mexendo na sua estrutura interna”, contou Rosana Tavares, diretora de patrimônio histórico da prefeitura.

A usina é um dos prédios que representam a arquitetura moderna da cidade e marcam o início da era industrial no município. “Foi uma surpresa e ao mesmo tempo uma tristeza para nós. Como conselho, nosso dever é aconselhar os arquitetos e proprietários para que eles preservem o patrimônio. Esse edifício é um bem preservado pelo município”, disse Dilene Zaparoli, conselheira do Comphac.

O prédio foi tombado como patrimônio histórico em 2004. Qualquer alteração precisa ser aprovada pelo conselho municipal do patrimônio histórico. O proprietário chegou a fazer um pedido de reforma 20 dias atrás, mas ele ainda estava sendo analisado.

O proprietário será multado pela prefeitura e investigado por crime contra o patrimônio. “Tem indícios que tem resíduos no interior da estrutura. Com certeza vai ser solicitada uma perícia para confirmar se esse resíduo foi proveniente dessa intervenção de hoje ou anterior”, garantiu o tenente Marcos Bonzanini, da Polícia Ambiental.

Outro lado
Por telefone, o dono do prédio informou que pretende transformar o local em um restaurante e em um espaço para convenções e, para isso, espera a aprovação do projeto encaminhado para a prefeitura. Ele afirmou que a ideia é usar melhor o espaço e impedir o acesso de usuários de drogas. Disse ainda que pediu apenas para que os operários fizessem um alambrado e uma limpeza no terreno, incluindo calhas e bueiros, mas que não sabia da demolição de paredes internas.

G1 (Vnews)

Publicado em: 15/05/2013

Moradores vivem em áreas de risco em São José

Casas que não foram totalmente demolidas em uma área do Jardim das Indústrias no ano passado durante as obras da Via Oeste voltaram a ser ocupadas e reconstruídas por antigos moradores. Ontem, O VALE esteve no local, e constatou que, ao menos, três famílias estão morando nos escombros dos imóveis.

“Eu e o meu irmão entramos aqui assim que a minha prima saiu, há quase um ano. Ela foi morar no Interlagos, onde as pessoas que moravam aqui ganharam casa”, afirmou o servente de pedreiro Ricardo dos Santos, que pretende reformar o local.

Das 115 famílias que ocupavam a área, que é da União, cerca de 30 estão no local. “Não vou sair daqui. Essa casa é da minha família há anos”, afirmou o aposentado Raimundo Pereira, 84 anos, que acabou de reformar o imóvel em que mora. Entulhos das demolições também não foram retirados dos terrenos. “Tem aparecido muito inseto, caramujo e rato aqui”, afirmou a dona de casa Maiara Santana, 24 anos.

Segundo a prefeitura, há um nova negociação com os moradores para uma solução definitiva uma vez que muitos já tinham deixado o local. Por enquanto, as obras estão paralisadas por causa de uma discussão judicial iniciada pelas construtoras Terra Simão e MRV Engenharia responsáveis pela contrapartida viária. Não há previsão para a entrega da obra.

O Vale

Publicado em: 10/04/2013

Durante o fim de semana foi concluído a demolição dos barracos

A Selecta S/A concluiu na noite de domingo a demolição das 1.700 casas do acampamento do Pinheirinho, na zona sul de São José. Em meio a destruição, apenas um barraco, escondido pelo mato, permaneceu intacto. No local, há roupas, móveis e galinhas do antigo dono.

Com o fim da demolição, os seguranças da empresa passaram a dificultar o acesso da população, que antes tinha livre acesso para garimpar em meio aos escombros. Sem ter para onde ir, dependentes químicos se abrigaram em meio aos restos dos barracos para usar drogas.Os sem-teto ainda acreditam que o Poder Público pode adquirir a área e eles possam voltar ao Pinheirinho.

A equipe que faz a segurança da área limitou o acesso ao terreno de 1,3 milhão de metros quadrados.
Ontem, poucas pessoas conseguiram entrar na área e as que foram, ficaram surpresas com o que se tornou o antigo acampamento em que viviam cerca de 1.120 famílias.

“Vinha todo dia vender verduras e legumes. Tinha mais de 120 clientes, todos pessoas de bem. Dá dor no coração ver que todas as casas viraram pó”, diz o vendedor Everaldo Rocha de Melo, 60 anos. A partir de hoje, a Selecta deve começar a colocar cercas de arame farpado em torno do terreno e, logo depois, deve murar a área.

Nos trechos que a população estava driblando a segurança, foram criadas algumas trincheiras. Foram cavados buracos fundos no chão e, logo depois, há montes de lama. Acessível apenas por uma trilha em meio a um matagal, o ‘Sítio do Barba’, como diz a placa na entrada, é o único barraco de pé.

A casa, de dois cômodos, está intacta. As roupas continuam penduradas no varal e o quarto desarrumado.
As duas galinhas do antigo dono foram soltas, mas continuam na casa. O saco, onde ficava a comida delas, foi virado para que elas comessem.

O Vale

Demolição das casas no Pinheirinho: Urbam aumenta efetivo

O terceiro dia da reintegração de posse do terreno começou sem focos de tensão, segundo a Polícia Militar

A terça-feira começou marcada pela demolição das casas do Pinheirinho, na zona sul de São José dos Campos. Os moradores retiram seus pertences e as máquinas entram em ação. A Urbam (Urbanizadora Municipal)  aumentou o efetivo de funcionários para acelerar o processo.

Segundo a Polícia Militar,  não há  focos de tensão no acampamento neste momento. A última ocorrência registrada foi um carro incendiado por volta das 22h30 de ontem.

O Vale

Fundhas do Banhado demolida

Após 15 anos de atividade, o prédio da Fundhas na favela Nova Esperança, localizada no Banhado, região central de São José, foi demolido na manhã de ontem pela própria prefeitura.

A demolição aconteceu dez dias após as 21 crianças atendidas entrarem de férias e pegou de surpresa os moradores do local. As crianças serão transferidas para outras unidades.

De acordo com moradores, sem avisar a comunidade, funcionários da prefeitura entraram no bairro por volta das 7h30 de ontem, escoltados pela Polícia Militar e, após a remoção do mobiliário da unidade, iniciaram a demolição do prédio.

Os escombros ainda estão no local. A Fundhas era a único equipamento público do governo Eduardo Cury (PSDB) na comunidade. Pressão. Os moradores acusaram a prefeitura de demolir a unidade da Fundhas para ‘forçar’ a saída das famílias do Banhado.

Há mais de três anos, a Prefeitura de São José, tenta sem sucesso, remover as 399 famílias que vivem no local para garantir uma verba de compensação ambiental, no valor de R$ 10,2 milhões, para a criação do Parque do Banhado. Até agora, só foram removidas 83 famílias.

A meta do governo é criar, na área de proteção ambiental, um parque natural com os recursos da Petrobras.

Enquanto um grupo de mulheres chorava ao lado dos escombros da Fundhas, outros moradores tentavam reaproveitar pedaços de ferro e madeira da escola demolida.
O líder comunitário do bairro, David Moraes, disse que a ação foi um golpe profundo nos moradores.

A Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) informou, por nota, que a demolição da unidade Nova Esperança, no Banhado, na região central de São José, ocorreu porque o espaço não oferecia condições adequadas para o atendimento das crianças e para o desenvolvimento das atividades propostas pela instituição.

Segundo a Fundhas há cerca de um ano foi iniciado um processo de transferência dos alunos da unidade com a ciência dos pais e responsáveis. As crianças foram transferidas para a unidade Centro. Das 60 crianças atendidas em 2010, somente 21 eram atendidas atualmente.

Também foi informado que as 21 crianças restantes foram transferidas para a unidade Centro onde irão iniciar as atividades no mês de agosto. As crianças entraram de férias no início deste mês.