Orçamento do Estado para 2014 ignora a RM Vale

O Orçamento do Estado para 2014 não especifica verbas para o Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, criado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) com a proposta de financiar o- bras, estudos e programas de interesse regional. O fundo foi instituído por meio de decreto em maio, com previsão de receber os primeiros repasses a partir do ano que vem. Projeto encaminhado pelo governador à Assembleia Legislativa detalha recursos somente para as outras três Regiões Metropolitanas do Estado: São Paulo (R$ 59 milhões), Campinas (R$ 5,5 milhões) e Baixada Santista (R$ 5,5 milhões).

Prefeitos e deputados do Vale temem que, sem a dotação orçamentária, o fundo saia efetivamente do papel só em 2015, já no próximo governo três anos após a criação da RMVale, ocorrida em janeiro de 2012. “A falta de uma previsão no Orçamento é um risco. Isso pode levar a um descrédito, o que não é bom para ninguém”, disse o deputado estadual Marco Aurélio (PT), membro do Conselho da RMVale. Questionado na última semana, o governo informou a O VALE que os recursos para o fundo estão contemplados na previsão orçamentária da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano (rubrica 48001).

Segundo a assessoria de imprensa do Estado, o investimento inicial será de R$ 5,5 milhões, mesmo valor destinado às RMs de Campinas e da Baixada Santista. Ao contrário das duas últimas, porém, a RMVale não aparece no projeto. O prefeito de São Bento do Sapucaí, Ildefonso Mendes Neto (PSDB), presidente do Conselho da RMVale , disse ter sido informado de que a verba do fundo “seria incluída no Orçamento de 2014”. “Estive com o secretário de Desenvolvimento Metropolitano e nada foi comentado a esse respeito”, afirmou. “Agora, é preciso identificar, primeiro, quanto será preciso para iniciar os nossos projetos, e ainda não temos esse valor. Estamos em um período de estudos e planejamento.”

A lei que instituiu a RMVale prevê a criação de instrumentos de planejamento, execução e fomento de ações de interesse regional. A estrutura contempla um Conselho de Desenvolvimento (instância máxima, formado por representantes das 39 prefeituras da região e do governo do Estado que deliberam sobre todas as questões), um fundo e uma agência regional (órgão executor, responsável por contratar obras e serviços com os recursos captados). A criação desse último órgão ainda depende da aprovação de um projeto na Assembleia, sem data para ocorrer. “Ganhamos um carro de último ano, mas não temos pneus nem gasolina”, disse o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Vale do Paraíba.

A criação da Agência de Desenvolvimento, braço operacional da RMVale, ainda depende da aprovação de um projeto de lei na Assembleia. Segundo o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edmur Mesquita, os estudos que embasarão a proposta estão sendo finalizados. “Creio que eles serão concluídos em 10 dias. Depois, o projeto passará pela análise das secretarias de Gestão, Planejamento e Fazenda”, disse. “Tenho convicção que o projeto será enviado à Assembleia ainda este ano”, acrescentou. Mesquita ressaltou que o escritório regional da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), criado em abril deste ano em São José dos Campos, tem dado suporte técnico à RMVale . “Não há nenhum prejuízo prático ou institucional.” Enquanto a agência não for criada, o Fundo da RMVale ficará vinculado à Desenvolve SP (Agência de Desenvolvimento Paulista), ligada ao próprio governo do Estado.

Moradores da RM Vale pedem fim da cobrança de DDD nas ligações

Uma das vantagens de maior impacto para a população com a criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte seria o pagamento de tarifas locais nas ligações telefônicas entre as 39 cidades da região, ao invés da obrigação do uso do interurbarno. Entretanto, um ano e oito meses após a  criação da RMVale, constituída por lei de janeiro de 2012, essa medida ainda não foi implantada o que gera gastos extras aos moradores.

Dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que a ligação interurbana em horário comercial é pelo menos três vezes mais cara que uma ligação local. A saída encontrada pelos moradores da região para fazer economia é o uso dos telefones celulares. O dentista Salvatores Li Puma é um deles. “Eu cancelei minha linha de telefone fixo porque não compensava, devido ao alto custo de assinatura e  porque eu tenho um plano pré fixado de valores no celular. Realmente não compensa usar o fixo para fazer DDD no mesmo código 12 “, disse o dentista.  A conta dele foi reduzida de R$170 para R$ 40, já que nos celulares a ligação é considerada local.

A professora Natália Gomes também reclama dos gastos. Ela faz ligações entre Taubaté e São José dos Campos em horário comercial e paga R$ 0,20 o minuto. Se fosse considerada uma ligação local, o valor seria três vezes mais barato – R$ 0,07. “Sou de Taubaté e sempre que estou ligando para amigos e parentes e isso pesa no bolso do trabalhador”, afirmou.

Outro lado
A Anatel informou que é preciso esperar as revisões dos contratos de concessão de telefonia para acabar com a cobrança de interurbano. O contrato na RM Vale tem validade até dezembro de 2015 e só depois deste período é que a revisão deverá passar a valer.

“Estivemos em Brasília duas vezes conversando com o presidente da Anatel. Só em 2015 depois de uma audiência pública é que a região metropolitana poderá ser considerada para ligações locais”, disse Luiz Pedreti, diretor vice-presidente da região metropolitana. A Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa) informou que as negociações com a Anatel foram retomadas pelo secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edmur Mesquita, desde 23 de setembro último. A medida renova a expectativa de que o fim da cobrança de DDD nas ligações possa ocorrer antes do previsto.

Vale tem queda no número de mortes, mais ainda é lider de Violência

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba registrou, pelo terceiro mês consecutivo, uma queda no número de mortes violentas –que somam vítimas de homicídios e latrocínios.De acordo com os dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado, divulgados ontem, foram 273 casos entre janeiro e agosto deste ano contra 296 mortes no mesmo período de 2012. Os números representam uma queda de 7,77%. Ou 23 mortes. Mesmo assim, a região continua é a mais violenta do interior do Estado. Foram 10 casos a mais do que a região de Piracicaba, a segunda colocada no ranking da violência. Além dessas regiões, também se destacaram Campinas, com 239 mortes e Ribeirão Preto, com 204 registros.

Entre as principais cidades da RMVale, a única que registrou aumento no número de mortes nos oito primeiros meses do ano foi Jacareí. Em 2012 foram 38 homicídios e neste ano a marca já atingiu 47 casos. Um aumento de 23,6%. Em São José dos Campos e Taubaté, porém, houve uma redução nas mortes. Enquanto São José teve redução de 10,41%, Taubaté registrou uma queda de 8,8% . Outra cidade que teve crescimento nos números de mortes violentas foi Caraguatatuba. Em 2012 foram 18 contra 23 este ano na maior cidade do Litoral Norte, o que representa um aumento de 27,77%.

De acordo José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública no governo Fernando Henrique Cardoso, alguns fatores colaboram para que a região seja violenta. “A região tem alguns casos sazonais, como o verão no Litoral Norte e o mês de julho em Campos do Jordão, que acabam concentrando muita gente. Além disso, a via Dutra, que corta várias cidades, é uma das rodovias mais problemáticas, pois vez ou outra temos casos com drogas e violência”, afirmou Silva. Ainda segundo o ex-secretário, é preciso que, diante dos números apresentados, cada cidade faça uma análise dos problemas que influenciaram nos dados. “Existe uma série de itens que podem ser considerados para fazer as adequações necessárias. É preciso analisar os problemas para melhorar os números para o próximo levantamento”, disse.

O VALE procurou os representantes das polícias Civil e Militar na região, mas eles não foram localizados. O balanço divulgado nesta quarta-feira também aponta que 314 pessoas foram vítimas de tentativa de homicídio na RMVale em oito meses. Veja abaixo os números registrados pela SSP:

Funcionários dos Correios da região aprovam greve

Os cerca de 1.350 funcionáiros dos Correios que trabalham na região do Vale do Paraíba  e Litoral Norte decidiram paralisar as atividades nesta sexta-feira por tempo indeterminado, aderindo à greve nacional que já parou os serviços em cidades de sete estados brasileiros. Os trabalhadores dos Correios em Taubaté, São José dos Campos e Jacareí aprovaram a greve em assembleia realizada na noite desta quinta-feira, segundo informou a direção do Sintect (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos do Vale do Paraíba e Litoral Norte). Já No Litoral Norte, a greve já foi aprovada na noite de quarta-feira.

O sindicato espera adesão de 100% dos funcinários, paralisando todas as atividades  dos Correios na região a partir da 0h desta sexta-feira. Funcionários dos Correios de  cidades de sete estados brasileiros já cruzaram os braços. Até o final da tarde, a greve havia atingindo cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Rio Grande do Norte, Rondônia e Pernambuco. A categoria reivindica reposição da inflação, reajuste do piso salarial de 10%, aumento real de 6%, vale alimentação de R$ 35 e vale cesta de R$ 342,05, auxílio creche de R$ 500 e auxílio para dependentes de cuidados especiais de no mínimo R$ 850.

Os Correios oferecem 5,27% de reajuste sobre salários e benefícios. Em nota, os Correios afirmam que colocarão em prática medidas para garantir a entrega de cartas e encomendas e o atendimento em toda rede de agências. A greve dos funcionários dos Correios pode atrasar a entrega das contas a pagar. A Proteste (Associação de Consumidores) divulgou em seu site informações para orientar os consumidores sobre possível atraso no recebimento de boletos, evitando  a cobrança de juros e multas ou a suspensão na prestação de serviços.

Segundo a entidade, os consumidores precisam ficar atentos com a data de pagamento. Se a data estiver próxima e o boleto não chegar a tempo, a Proteste aconselha o consumidor a entrar em contato com a empresa credora. O consumidor deve negociar um outro meio de efetuar o pagamento (por exemplo, emissão de segunda via internet, depósito em conta ou envio da fatura por fax ou e-mail). Caso a empresa não disponibilize alternativas para pagar, a empresa deve prorrogar o vencimento da conta.

A Proteste ressalta ainda que o não recebimento da conta na data não isenta da cobrança de multa se o pagamento for feito fora do prazo, já que a greve não é culpa da empresa. Por isso, não se deve esperar o vencimento do boleto e, posteriormente, justificar a falta de pagamento com base na greve. Somente se a empresa credora não disponibilizar outra forma de pagamento e o consumidor receber a conta com a cobrança de encargos, os valores poderão ser questionados. O ideal é que o consumidor anote o número do protocolo de atendimeto, com data e horário do contato.

Com relação aos serviços contratados diretamente nos Correios (por exemplo, envio de Sedex),  segundo a Proteste, se houver atraso na entrega, o consumidor tem o direito de pleitear ressarcimento por eventuais prejuízos sofridos. É recomendável verificar o andamento da entrega pelo próprio site dos Correios. Caso seja prejudicado, o consumidor deve reclamar nas entidades de defesa do consumidor. Pode-se também recorrer ao Juizado Especial Cível para pedir indenização, para ressarcimento de prejuízo moral ou financeiro. Quem precisa enviar encomendas ou correspondência com urgência nesse período de paralisação dos Correios deve procurar por serviços alternativos de entregas. Se não for possível a substituição por fax ou e-mail, o consumidor deve procurar outras empresas de entrega, enquanto os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos se mantiverem em greve.

Cidade tem antecipação de 13° pelo Governo do País

O Ministério da Previdência Social irá pagar R$ 185,8 milhões a 360.184 segurados da Região Metropolitana do Vale do Paraíba como antecipação da primeira parcela do 13° salário. O crédito começou a ser feito ontem junto com a folha de pagamento de agosto, que segue até 6 de setembro. Receberão primeiro os aposentados e pensionistas que ganham até um salário mínimo. A partir de 2 de setembro, serão creditados os abonos para quem ganha mais de um mínimo. Para ambos os grupos, o valor da gratificação natalina é de 50% da aposentadoria, sem desconto do IR (Imposto de Renda). O IR será cobrado na segunda parcela do 13° salário, em novembro e dezembro. De acordo com a Previdência Social, a primeira antecipação do 13º dos aposentados ocorreu em 2006, resultado de acordo entre o governo federal e entidades representativas de aposentados e pensionistas.

O pagamento do benefício representa 49,03% do total da folha de agosto dos aposentados e pensionistas da região, que é de R$ 378,9 milhões. Somando a folha e o abono natalino, a Previdência irá depositar R$ 564,7 milhões para segurados da região até o dia 6 de setembro. “É um retorno muito positivo aos aposentados e pensionistas da região. A antecipação faz parte das reivindicações da categoria”, disse Osmar Ferreira, coordenador em São José do Sindicato Nacional dos Aposentados. Segundo ele, além da antecipação do 13° salário, a categoria pede o fim do fator previdenciário, que é o cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, e aumento real do benefício. “Está defasado há anos. Daqui a algum tempo, quase todo mundo receberá salário mínimo de aposentadoria”, afirmou Adão Alves de Souza, secretário geral estadual do Sindicato Nacional dos Aposentados.

Aos segurados que receberão o abono, o economista Luiz Carlos Laureano, do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), sugere usar o benefício para saldar dívidas, especialmente as de juros altos, como cartão de crédito e cheque especial. Quem não as tiver, afirmou ele, pode guardar o valor na poupança até que receba a segunda parcela, usando o dinheiro para reforçar o caixa dos gastos de Natal. “O dinheiro extra serve muito bem para o final de ano. Mas quem puder guardar e economizar, melhor ainda. Não se deve gastar por impulso”, orientou Laureano.

Pesquisas registram indice menor de violência na Região

Dados preliminares sobre os índices de criminalidade na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, divulgados com exclusividade para O VALE, apontam redução de 29,6% no número de vítimas de homicídios no mês passado, em relação a julho de 2012. No mês passado, foram 19 homicídios nas 39 cidades da região, contra os 27 casos contabilizados no mesmo mês em 2012, segundo a estatística da SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo. Se comparado ao mês anterior, a região do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) também revela queda. Em junho, foram 25 vítimas de homicídios dolosos (com intenção de matar).

Para a polícia, o resultado revela o intenso trabalho que vem sendo feito após uma série de investimentos do governo estadual no que diz respeito à infraestrutura das corporações e em programas de valorização do policial colocados em prática pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Para o diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho, a queda de homicídios está atrelada ao trabalho que tem sido feito pelos policiais militares e civis no combate ao tráfico de drogas, efetuando mais apreensões de armas e prisões.

“É um trabalho que está sendo feito há algum tempo e boa parte dos casos é passional, e isto não temos como reduzir. Tem se tornado cada vez mais comum em nossa região este tipo de crime”, disse Barbosa Segundo o diretor, o combate ao tráfico de entorpecentes e a apreensão de armas ilegais em posse de suspeitos são dois pontos importantes que contribuem para a redução da criminalidade. “Quando o tráfico é reprimido e o combate de armas no mercado ilegal resulta em apreensões (são três armas apreendidas por dia na RMVale), temos a queda do índice”, afirmou. Barbosa aponta ainda as operações que têm sido realizadas pela Polícia Civil como outro fator relevante.

“Só nos primeiros sete meses prendemos mais criminosos do que no ano passado todo. Com essas pessoas presas, a chance de ocorrer algum delito é menor e a população, ajudando por meio de denúncias, tornará o índice cada vez menor.” Para o especialista em segurança pública, José Vicente da Silva Filho, é necessário fazer uma comparação anual para avaliar se houve ou não a redução do crime. “Se você pegar, por exemplo, o período de janeiro a julho verá que a redução de homicídios foi apenas de 4,20%”, disse. O VALE tentou em contato ontem pela manhã com o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior), mas não conseguiu localizar o comandante para comentar.

Umidade do ar pode cair em torno de 20% na região

A umidade relativa do ar pode cair para 20% e caracterizar estado de alerta na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, exigindo cuidados especiais de saúde. O ideal para o corpo humano é que a umidade esteja na casa de 60%. Hoje, o valor ficará abaixo de 30% na maior parte da região, especialmente no Litoral Norte, entrando em estado de atenção. Médicos recomendam a ingestão de muita água e que se evitem atividades físicas nos períodos de sol forte, como à tarde. De acordo com o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), o sol irá predominar na região até a próxima segunda-feira, com a temperatura máxima podendo chegar a 30°C. O calor em pleno inverno, conhecido como “veranico”, é causado por uma massa de ar seco que paira na região e evita a formação de nuvens, que trariam chuva e amenizariam o tempo quente. “A região ficará influenciada por uma massa de ar seco, contribuindo para deixar o tempo aberto, as madrugadas frias e as condições para formação de nevoeiro em áreas do Vale e de serra”, disse Henri Pinheiro, meteorologista do Cptec.

“As chances de chuva são baixas até segunda-feira, o que exige cuidado das pessoas para o tempo seco”, completou Fábio Rocha, também meteorologista. Quem mais sofre com o calor são os idosos. As crianças também exigem atenção dos pais, para que se mantenham hidratadas. Os mais velhos tomam menos água e acabam sofrendo com os problemas da falta de hidratação nesse período. Segundo a nutricionista Sheila Castro, os adultos também costumam perder muita água durante o dia, principalmente pelo suor. “Não repor essa água é muito prejudicial ao corpo, que é formado quase todo de líquido”, explicou ela, sugerindo uma dieta de verduras, frutas e hortaliças no “veranico”.

O pediatra Marcelo Arthur Chaves disse que crianças e adultos que sofrem com problemas respiratórios têm mais dificuldade com os períodos de calor no inverno. Para amenizar a situação, ele sugere umedecer o quarto onde os pequenos irão dormir, usando aparelhos específicos ou toalhas e bacias com água. “Colocar um pano umedecido perto da cama da criança já ajuda bastante. A água evapora e umedece o ar, deixando-o mais respirável”, disse. Nas ruas, os moradores da região sofrem também com as queimadas em terrenos baldios, morros e encostas. De acordo com os Bombeiros, a incidência de queimadas aumenta até 40% no período de inverno, quando o nível de chuva diminuir, o que contribui ainda mais para a sensação de tempo seco e quente.

O hábito de tomar menos água no inverno é prejudicial ao organismo humano, principalmente em períodos de “veranico”, quando o sol predomina, a temperatura esquenta e o clima se torna seco mesmo na temporada do frio. Quando isso ocorre, deve-se beber mais água do que o normal para os dias frios. O alerta é da nutricionista Sheila Castro, da Unimed de São José dos Campos. Segundo ela, a hidratação é tão necessária no inverno quanto no verão, tornando-se ainda mais importante nos períodos de ondas de calor. Com a umidade relativa do ar caindo para até 20%, beber água se torna uma necessidade básica de saúde. “Os adultos perdem mais água que as crianças, e os idosos exigem atenção especial”, disse.  Em razão da perda de sensibilidade dos receptores para a sede, que ficam na boca, os mais velhos costumam beber menos água. Em dias quentes, isso pode trazer problemas de saúde. “Indico beber bastante água. Se for água de coco, que seja natural, além de verduras, frutas e hortaliças”.

Sindicato dos Metalúrgicos tem Campanha Salarial

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos começa amanhã a campanha salarial da categoria. A entidade representa 43 mil trabalhadores na região, em 1.124 empresas, nas cidades de São José, Jacareí, Caçapava, Santa Branca e Igaratá. Os metalúrgicos irão decidir, em uma assembleia marcada para às 10h de amanhã, na sede do sindicato, na região central de São José, qual será a pauta de reivindicação deste ano. A entrega da pauta na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) ocorrerá no dia 7 de agosto.

No ano passado, os metalúrgicos da região tiveram até 3% de aumento real nos salários. O sindicato de São José irá realizar a campanha unificada com entidades de Campinas, Limeira e Santos, o que representa cerca de 150 mil trabalhadores. As maiores empresas na base do sindicato de São José são a Embraer, com 12 mil funcionários, a General Motors, com 6,6 mil, e a Avibras, com 1.200. “As mobilizações que tomaram conta do país nos últimos meses e que ainda acontecerão certamente darão maior poder de negociação e de luta aos metalúrgicos”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato.

Os 750 metalúrgicos do setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) da General Motors em São José, que estavam em férias coletivas desde 22 de julho deste ano, serão colocados em licença remunerada a partir da próxima segunda-feira. A GM pretende encerrar a atividade do setor. Um acordo com o sindicato garante os empregos até o final do ano.

Com o frio, cidade registra ar seco em toda região

A umidade relativa do ar deve ficar entre 20% e 30% na região de São José dos Campos nos próximos dias, segundo previsões do Climatempo.  Esse índice é considerado como estado de atenção. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera como ideal a umidade do ar acima de 60%. As temperaturas na região devem registrar a mínima de 9°C e máxima de 25°C. Com a escassez de chuvas no inverno e o ar mais seco, as pessoas precisam retomar os cuidados com a saúde para evitar infecções das vias aéreas e viroses. Elas também ficam mais vulneráveis a sintomas como ardência e ressecamento nos olhos, na boca e no nariz.

Segundo recomendações médicas, é necessário ingerir bastante liquido, evitar exercícios físicos entre 10h e 17h no período de seca, lavar as narinas com soro fisiológico ou fazer inalação, manter os ambientes arejados e colocar um recipiente com água ou pano molhado no quarto. Na região serrana de Campo do Jordão, há previsão de geada nessa madrugada. A cidade registrou temperatura de 3,1°C esta semana, segundo dados do Climatempo.

A falta de nuvens durante à noite ajuda a resfriar ainda mais o ar, favorecendo a formação de nevoeiros durante o dia, afirmou a metereologista Daniele Lima, do Climatempo. Nessas condições de neblina, a Polícia Rodoviária Estadual recomenda mais atenção aos motoristas na hora de dirigir. Segundo a PRE, o motorista deve reduzir a velocidade, manter distância do carro da frente, não usar o pisca alerta com o veículo em movimento e verificar se a ventilação interna do carro está funcionando. Se não estiver, é necessário abrir uma janela para o vidro não embaçar.

Região tem queda de temperatura com frente fria

Àquelas pessoas que guardaram os seus casacos no guarda-roupa por causa do clima de verão que tem tomado as tardes nos últimos dias, podem retira-los para tomar ar de novo. Uma frente fria que chegou ontem à noite na região promete derrubar as temperaturas nos próximos dias trazendo nebulosidade e chuva em pontos isolados. Hoje, as máximas cairão até cinco graus. Em São José dos Campos, se ontem à tarde fez 25ºC, hoje a temperatura não passará dos 21ºC. Já as mínimas permanecem em 12ºC.

“É normal que haja uma corrente de ar quente antes da chegada de uma frente fria. As temperaturas tendem a cair na sequência”, afirmou Fábio Rocha, meteorologista do Cptec. No entanto, a passagem da frente fria será rápida. “Deve ir embora hoje já seguindo para o oceano. Ainda assim trará mais nebulosidade à região”, disse Rocha. O sol voltará a sair amanhã. Já na quinta-feira, há uma nova possibilidade de pancadas de chuva à tarde e, sexta-feira, deve chover o dia todo.

Hoje, as temperaturas em Taubaté variam entre 11ºC e 22ºC. Já amanhã, a mínima cai para 9ºC e a máxima sobe para 25ºC. No Litoral Norte, as temperaturas também cairão. Em Caraguatatuba, a mínima será de 16ºC hoje e cairá para 14ºC amanhã. Já as máximas sobem de 22ºC para 24ºC. O mar estará agitado por causa de ventos. Banhistas devem evitá-lo principalmente durante o período chuvoso.