6 mil vagas de estágios são abertas na região

A unidade do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) de São José dos Campos atingiu a marca histórica de 6.000 estagiários em atividades nas empresas e órgãos públicos do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Com este patamar, a unidade de São José ocupa o quarto lugar atrás de importantes capitais brasileiras como São Paulo, Brasília e Salvador e destaca o trabalho da instituição desenvolvido em todo o Vale.

“Esse número mostra a força do estágio nas empresas e destaca a região com ótimas oportunidades para o mercado de trabalho. É a quarta unidade no país a conseguir esse feito”, disse a supervisora do CIEE de São José, Priscila Dalmas. A unidade prevê ainda a abertura de mais de 500 vagas de estágios até o final de julho nas 39 cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

A projeção é resultado do período de reposição de estagiários que tiveram seus contratos vencidos no final do primeiro semestre. “O período também coincide com a formatura de estudantes e com a efetivação de estagiários nas empresas.” De todas as 50 unidades do CIEE no país, São José se destaca também por ter mais de 600 aprendizes atuando nas indústrias. O programa permite que empresas de médio e grande porte contratem jovens, com idade entre 14 e 24 anos, para a capacitação profissional, cumprindo cotas que variam de 5% a 15% do número de funcionários efetivos.

“Sou estagiário há quatro meses e nunca tinha passado por uma experiência tão positiva. Estou aprendendo na prática, o que vejo no curso de contabilidade”, disse o estudante Pedro Santos de Souza, 23 anos. O sonho da estudante Raíssa Silva Augusto, 15 anos, moradora do Parque Industrial, zona sul de São José, é poder estagiar. “Estou à procura de uma oportunidade, pois sempre achei que estágio é importante, pois além de ampliar o conhecimento, nos prepara para o mercado de trabalho.”

Contribuir com a formação de mão de obra qualificada para a economia é importante para os empresários, segundo a coordenadora executiva da Assecre (Associação dos Empresários do Chácaras Reunidas), Angela Grou. “Ter estagiários traz benefícios às empresas ao ‘moldar’ o futuro funcionário de acordo com a rotina e produção das empresas”, disse.

Região Central ganham corredores de ônibus

Quatorze das principais vias da região central de São José serão marcadas com faixas exclusivas e preferenciais de ônibus até o final deste mês. Além disso, dois pontos de ônibus mudarão de lugar já no dia 21. As linhas azuis já marcadas no chão de algumas vias ainda causam estranheza. A Secretaria de Transporte diz que o objetivo do novo desenho viário é diminuir em até 30% o tempo de viagem das 72 linhas de ônibus que trafegam pelo centro da cidade.

Até o momento as avenidas Adhemar de Barros, José Longo e a rua Paraibuna já contam com a sinalização. Até o dia 27, quando o sistema começará a funcionar, as avenidas São José/Madre Tereza e São João e as ruas Luiz Jacinto, Siqueira Campos, Antônio Saes/ Francisco Rafael, Francisco Paes, João Guilhermino, Dolzani Ricardo e Euclides Miragaia, também receberão as linhas azuis.

Segundo o planejamento da prefeitura, o primeiro ponto de ônibus da Adhemar de Barros será desativado, assim como o da rua Major Antônio Domingues. A demanda de ambos será suprimida por um ponto que funcionará na praça da Sabesp. Na rua Coronel Morais, o ponto próximo da igreja Universal, será transferido para a rua Francisco Paes. Assim, os ônibus que irão passar pela rua Francisco Rafael eliminam uma parada.

“Novos pontos serão modificados, mas no início do ano que vem, com a chegada dos Pontos de Embarque, como o último ponto da Madre Tereza – que será eliminado – e último da José Longo, que irá para a frente do antigo fórum”, afirmou Athanasía Janet Michalopoulos, engenheira civil, uma das responsáveis pelo projeto.

São dois tipos de faixas: exclusivas para ônibus (linha azul contínua) e preferencial para ônibus, mas que também podem ter circulação de carros (linha azul seccionada). Algumas vias receberão apenas faixas preferenciais, como a Paraibuna – que terá o estacionamento eliminado -, e a São João. Outras, terão ambas faixas, como a José Longo. “Na Adhemar de Barros, a faixa de ônibus é a terceira pista em vez de a quarta. Adotamos a medida para não prejudicar comércios e escolas do lado direito”, disse Athanasía. O estacionamento em toda a via será eliminado. E, as calçadas do ponto de ônibus próximo ao Santos Dumont e ao bar Gogó da Ema serão ampliadas até a pista exclusiva. Assim, carros que estiverem na quarta pista (direita) deverão virar em uma das vias à direita.

Na avenida São José, uma calçada está sendo construída no meio da pista. O objetivo é quebrar a travessia de pedestre. As duas primeiras faixas serão para carros, após o calçamento, a última via será exclusiva para ônibus. As mudanças nas vias ainda geram dúvidas na população. O vendedor Alexandre Vezzani, 48 anos, acredita que com a alteração, alguns pontos de ônibus irão ficar muito distantes.

“Fico pensando em como será, se por acaso, alguém perder o ponto e tiver de descer no próximo. Ou mesmo quem trabalha entre os dois. À noite, é perigoso caminhar por aqui”, afirmou o usuário que pega ônibus no ponto que será desativado na Adhemar de Barros. A comerciante Rosemeire Ferreira da Silva, 35 anos, nem imagina como será a briga por vagas no entorno das vias que terão os estacionamentos eliminados. “Já é complicado parar hoje, imagina como será sem essas vagas?”, indagou.

Segundo a Secretaria de Transporte, o objetivo de todas as mudanças foi a democratização da via. “Essa é uma discussão ampla e que deve ser feita. Será que aquele que usa carro tem de ter maior privilégio em detrimento do transporte coletivo e do pedestre?”, disse a engenheira Athanasía Michalopoulos, uma das responsáveis pela implantação do projeto. A ideia é que os corredores de ônibus que estão sendo implantados pela primeira vez na região central de São José dos Campos sejam, aos poucos, estendidos aos bairros. As ruas em torno de todas as vias centrais serão zona azul. A estimativa é que 265 mil passageiros sejam beneficiados com a implantação dos corredores de ônibus e o novo sistema de transporte.

Cidade tem 7 novos Radares de Fiscalização

São José dos Campos irá ganhar mais sete pontos com fiscalização de radar a partir desta quinta-feira (4). Segundo a prefeitura, os locais escolhidos para receber os equipamentos são considerados críticos na cidade. A Secretaria de Transportes vai gastar cerca de R$ 450 mil com o contrato que tem duração de dois anos.

Um dos novos pontos de fiscalização é um trecho da SP-50, estrada que liga São José a Monteiro Lobato e tem alto fluxo de carros, caminhões e pedestres trafegando. Quem vem a pé da Vila Cândida, por exemplo, tem que atravessar a rodovia pra pegar o ônibus do outro lado. “Meu cunhado-primo morreu aqui esses tempos passado. Foi atropelado em uma quinta-feira, passou quatro dias, ele morreu”, conta a dona de casa Ana Rosa de Jesus Silva.

A reclamação de acidentes no trecho não é novidade. Há duas semanas, os moradores do bairro bloquearam a SP-50 e colocaram fogo em pneus. O protesto, que pedia um semáforo eletrônico, uma rotatória ou a colocação de um obstáculo, durou quase duas horas. Outro ponto de fiscalização eletrônica é a Avenida Pedro Friggi, principal acesso ao bairro Vista Verde, zona leste de São José. Outro radar já havia no local, mas foi retirado. O equipamento será reinstalado devido aos acidentes, foram sete de janeiro até julho. “Correndo, passa mais de 80 km/h, aqui é 60 km/h”, afirma o frentista Eguiberto de Lima que trabalha em um posto que fica na via.

Além da Pedro Friggi e da SP-50 os novos pontos de radar, em São José dos Campos, vão ficar na Avenida Cassiano Ricardo, no Jardim Aquarius, na Rua Bahia, no trecho próximo ao Jardim Paulista, na Praça Bandeirantes, na Vila Anchieta, e na Avenida Maurício Cardoso, no Jardim Sul. Será instalada ainda uma lombada eletrônica na Rua Lênin, no bairro Dom Pedro II. No local, aliás, houve um acidente na última semana. Dois jovens, que estavam numa moto, morreram depois de bater no ônibus. “A partir do dia quatro de julho estarão todos já implantados e funcionando. São equipamentos iguais aos que a gente já tem na cidade, o que basta é a população estar respeitando as regras de trânsito que não vai ter nenhum problema”, explica o secretário de Transportes, Wagner Balieiro.

Multas na cidade
De janeiro a junho deste ano, a cidade arrecadou R$ 3,6 milhões em multas. No primeiro semestre do ano passado foram R$ 5,5 milhões. Com mais esses pontos de fiscalização, São José terá 77 pontos de radar em toda a cidade. E a multa para quem anda acima da velocidade permitida varia de R$ 85,13 a R$ 191,54, dependendo da gravidade. O número de multas aumentou na cidade. De janeiro a junho do ano passado, foram aplicadas 64 mil multas e agora em 2013 foram 67 mil, mas segundo a Secretaria de Transportes, o balanço deste ano ainda está em aberto e vai até a primeira quinzena de junho. Segundo a prefeitura, a maioria das avenidas campeãs de multas em São José fica na zona sul. Entre elas a Cidade Jardim, Cassiopéia e a Andrômeda.

Cidade tem Revelando São Paulo para Moradores

[sinopse datas=”true” imprensa=”4″]

Com a proposta de difundir a diversidade da cultura tradicional do Estado, o Revelando São Paulo, há 16 anos, estimula paulistas do interior e da capital a conhecer sua própria história, contada por meio de suas tradições. Nesta grande festa popular, a pluralidade da mesa paulista, assim como o artesanato, a música, o folclore e as danças tradicionais de várias regiões reúnem-se no mesmo espaço, em uma grande celebração multicultural que envolve 200 municípios.

[block]

Mais Informações:

Revelando SP Vale do Paraíba 2013

  • Local: Parque da Cidade
  • Data: 05-07-2013   á 09-07-2013 Horário: 09h00 às 21h00
  • Endereço: Av. Olivo Gomes, 100, Santana

[/block]

Vale tem o Etanol como opção mais vantajosa na cidade

Depois de dois anos, abastecer o carro com etanol voltou a ficar mais vantajoso que a opção pela gasolina nos postos de combustíveis da região. Segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo), enquanto o preço médio da gasolina está R$ 2,65, o etanol está R$ 1,76. Como a autonomia do veículo a álcool é 30% menor do que de um carro abastecido com gasolina, para compensar para o motorista, o preço do litro deste precisa ser, ao menos, 30% mais barato do que o da gasolina. A diferença entre os combustíveis, nesta semana, chegou a 33%. “Apesar de o litro do etanol ter caído alguns centavos, não acredito que o preço vá cair mais.

No momento, abastecer com álcool é vantajoso, no entanto, não acredito que essa posição durará muito tempo. Até porque os donos de postos de combustível já arcaram com aumentos de custo que não foram repassados ao consumidor”, afirmou Dirceu Augusto, sócio da Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), do Vale do Paraíba.

Na pesquisa que a ANP fez nos postos de gasolina da cidade, os preços da gasolina variaram entre R$ 2,48 e R$ 2,94. Já os valores do etanol, entre R$ 1,57 e R$ 1,99. Segundo Augusto, a melhor opção para o consumidor é pesquisar. “Os valores estão sempre variando entre R$0,02 e R$0,03. Parece pouco, mas no final das contas podem trazer boas economias”, afirmou. É o caso da dona de casa Lucília Fernandes, 51 anos, que tem um carro flex e abastece uma vez por semana. “Além de pesquisar os preços entre os postos, na hora de abastecer pergunto ao frentista qual a melhor opção”, disse. Segundo ela, nunca percebeu qualquer diferença no desempenho do carro ao abastecê-lo com um ou outro combustível.

“Não vejo diferença. Por isso, sigo a regra que torna um ou outro combustível mais vantajoso financeiramente”, afirmou Lucília, que gasta, em média R$ 200 por mês com combustível.
No entanto, independente do preço, muitos motoristas escolhem colocar gasolina. “Ela tem uma explosão melhor no motor. Então, há quem prefira. Nesse caso, só informo qual combustível é mais vantajoso financeiramente, mas deixo a critério do cliente”, afirmou o frentista Paulo de Jesus, 24 anos. Na cidade, o etanol também saiu na frente, com R$1,77 e R$ 2,69 a gasolina. Uma diferença de 34% entre os litros.

Região participa do Revelando São Paulo

Congada, moçambique, folia de reis, catira, jongo, São Gonçalo, modas de viola, carros de bois e tropeiros aportam no Vale do Paraíba para o XII Revelando São Paulo Vale do Paraíba, o maior festival da cultura tradicional paulista do Estado. Entre os dias 5 e 9 de julho, o Parque da Cidade “Roberto Burle Marx” (Avenida Olivo Gomes 100), em São José dos Campos, recebe culinária, artesanato e manifestações culturais tradicionais de mais de 100 municípios do Estado.

Nesta edição, serão montados 70 espaços de culinária, 120 de artesanato, Rancho Tropeiro com 17 espaços, além das brincadeiras de todos os tempos e a tradicional Corrida de Cavalhada de Catuçaba, distrito de São Luís do Paraitinga. A novidade deste ano é o Arranchamento Tropeiro, onde o público poderá vivenciar o dia-a-dia da vida tropeira, acompanhando grupos de Piquete, Monteiro Lobato e Caçapava.

No palco, aproximadamente 150 grupos trarão manifestações artísticas e tradicionais durante os cinco dias do evento. A programação inclui Folias de Reis, Orquestras de Violas, Fandango, Catira, Quadrilhas, Moçambique, Congada, São Gonçalo e Bonecos Gigantes, Jongo e Batuques. Haverá ainda cortejos pelas ruas centrais da cidade seguindo até o Parque. Um dia do evento é dedicado exclusivamente ao Festival da Amizade, com apresentações de grupos étnicos de danças folclóricas e características das culturas dos países imigrantes no Brasil como a dança alemã, japonesa, italiana, portuguesa, árabe, entre outras.

Durante todos os dias, cerca de 100 animais ente cavalos, bois, búfalos, mulas e carros de bois vão circular na arena do parque possibilitando ao público um passeio rural. Com a realização do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, a Fundação Cultural Cassiano Ricardo e a Prefeitura de São José dos Campos, o Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional é gratuito, das 9h às 21h.

Hoje é dia de protesto aqui em São José

Os protestos contra as tarifas do transporte público na região devem se intensificar hoje, com mobilizações simultâneas em pelo menos 9 cidades. O maior ato está programado para São José dos Campos, onde quase 30 mil pessoas haviam confirmado presença por meio do Facebook em uma passeata pelas principais ruas do centro. Os manifestantes vão se concentrar na praça Afonso Pena a partir das 16h. O protesto deve avançar até o início da noite pegando o horário da volta dos trabalhadores para casa.

O protesto é organizado pelo Movimento Passe Livre, composto em sua maioria por estudantes, mas deverá ser ‘engrossado’ por sindicalistas, ex-moradores do Pinheirinho e militantes de partidos políticos. Também haverá manifestações em Taubaté, Jacareí, Caçapava, Guaratinguetá, Lorena, Cruzeiro, Caraguatatuba e Ilhabela. A tarifa do transporte coletivo de São José é a mais cara da região, mesmo com a recente redução de R$ 3,30 para R$ 3,20 feita com base nas desonerações de impostos concedidas pelo governo federal ao setor de transporte público. O novo valor da passagem, anunciado antes da onda de protestos no país, vigora desde o último sábado.

“Queremos que o preço da tarifa volte a ser de R$ 2,80 \[valor que era praticado antes do último reajuste, em fevereiro”, afirmou Paulo Monteiro, 24 anos, membro do Movimento Passe Livre (MPL) em São José. “O ato não será feito apenas hoje. Vamos fazer protestos até a tarifa ser reduzida.” A prefeitura se diz disposta a dialogar com os manifestantes, mas não sinalizou se poderá rever a tarifa. Ontem, o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, informou que agentes acompanharão o protesto para organizar o trânsito. O prefeito Carlinhos Almeida (PT) está em Paris, na França, em uma feira do setor aeronáutico. O medo de possíveis atos de vandalismo durante as manifestações afetou o comércio da cidade, que fechará as portas mais cedo, e a Câmara, que decidiu antecipar o horário da sessão de hoje para as 9h.

Pressionadas pela recente onda de protestos, as prefeituras de Jacareí e Ubatuba anunciaram ontem reduções no valor das tarifas do transporte público. Em Jacareí, a passagem de ônibus, que subiu de R$ 2,80 para R$ 3,20 em março, vai passar para R$ 3,15 a partir do próximo domingo. Segundo a administração, o decreto que reduz o preço da tarifa foi assinado ontem pelo prefeito Hamilton Mota (PT) após estudo sobre o impacto das isenções do PIS e da Cofins sobre os serviços de transporte coletivo, que passou a valer no início deste mês. Em Ubatuba, a redução vai ser maior. O valor da tarifa vai passar de R$ 3,10 para R$ 2,90 para os passageiros que usam o sistema de bilhetagem eletrônica. Já para o pagamento em dinheiro, o preço será R$ 3. O novo valor é válido a partir de hoje. O governo Maurício Moromizato (PT) alega que ainda negociou com a empresa Expresso Verdebus a garantia de renovação de parte da frota municipal ainda nesse ano.

Antes de Jacareí e Ubatuba, outras quatro cidades da região já haviam anunciado reduções de tarifa após o início da onda de protestos. Em Ilhabela, a passagem passou a custar R$ 2,80 ontem o preço anterior era R$ 2,90. Em São Sebastião, o valor do bilhete cairá de R$ 3,05 para R$ 2,95 na semana que vem. Em Guaratinguetá, o preço da tarifa vai passar de R$ 2,95 para R$ 2,84 em 18 de julho. São José reduziu o preço da passagem de R$ 3,30 para R$ 3,20 no último dia 15, antes das manifestações, com base nas isenções de PIS e Cofins.

Aterro sanitário de São José recebe nota 10

Os municípios do Vale do Paraíba foram aprovados no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos 2012, elaborado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Segundo o documento, São José pôde comemorar: o aterro sanitário da cidade recebeu nota 10, o que configura um avanço, já que, em 2011, ele registrou nota 9,7. Jambeiro, Jacareí e Caraguatatuba também melhoraram a destinação de seus resíduos e conquistaram, em 2012, a nota máxima. Já as cidades Monteiro Lobato, Taubaté, Tremembé e Caçapava se mantiveram com nota 10.

Produzido desde 1997, o inventário se baseia no IQR (Índice de Qualidade de Resíduos). Os técnicos da Cetesb fazem visitas constantes aos aterros sanitários do Estado e atribuem notas a diversos quesitos, levando em conta duas categorias: inadequada (de zero à 7) e adequada (de 7,1 a 10). “O sucesso dessas ações resultará em benefícios ambientais à população do Estado”, informou, em nota, Cristiano Kenji Iwai, gerente da Divisão de Apoio ao Controle de Fontes de Poluição da Cetesb e um dos coordenadores do inventário

O objetivo da Cetesb é incentivar as cidades a cumprir a meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a disposição final do resíduo de forma ambientalmente adequada. A previsão é de que, até 2014, não haja mais os chamados lixões lugares considerados inadequados. “A substancial melhoria das condições ambientais obtidas nesse período deve-se, em grande parte, às ações da Cetesb no controle da poluição, no apoio e na orientação técnica prestados aos municípios”, informou, via nota da assessoria de imprensa, Otavio Okano, presidente da Cetesb.

Boanésio Cardoso, diretor de operações da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A), de São José dos Campos, avalia que as notas são dadas por vários parâmetros. “Tem um relatório que a fiscalização faz ao longo das visitas, em que avaliam a estabilidade do terreno, a operação, a destinação do chorume e a documentação adequada, além de outras informações”, disse. O modelo de São José já foi estudado por Sorocaba, Guarulhos e Ubatuba. A exceção no mapa do inventário criado Cetesb é o município de Bananal, que “exporta” o seu lixo para Barra Mansa, no Rio de Janeiro .

A Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como meta alcançar o índice de 20% de reciclagem de resíduos, em 2015. Para isso, prevê a prevenção e a redução na geração de lixo. Entre as propostas estão a prática de hábitos sustentáveis e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização desse material.

Rodovias da Região terão novos Radares

O governo do estado licita a compra de 61 novos radares fixos que devem começar a ser instalados entre agosto e setembro nas principais rodovias estaduais que cortam o Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, como a SP-99 (Tamoios) e SP-125 (Oswaldo Cruz). A compra, que vai aumentar em quase seis vezes os equipamentos de fiscalização em operação nas estradas da região, vai exigir que os motoristas redobrem a atenção para respeitar os limites de velocidade e evitar multas.

Atualmente, apenas 12 radares fixos operam nas estradas que cortam a região, de acordo com os dados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Os aparelhos estão distribuídos em apenas três rodovias, sendo dois radares na SP-99 (Tamoios), dois na SP-123 (Floriano Rodrigues Pinheiro) e oito na SP-55 (Padre Manoel da Nóbrega).

O G1 apurou que os novos equipamentos de fiscalização que estão em licitação são divididos em dois tipos – 32 radares fixos e 29 lombadas eletrônicas. As lombadas possuem um visor informativo que mostra a velocidade que o motorista passou pelo trecho monitorado.

Entre as rodovias que irão receber os aparelhos estão as duas que já são fiscalizadas, Tamoios e Padre Manoel da Nóbrega, além da SP-66 (Geraldo Scavone) e SP-77 (Nilo Máximo, ambas em Jacareí. Parte dos novos aparelhos também serão instalados na SP-62 (Padroeira do Brasil), que fica em Aparecida. A SP-123 não está prevista no pacote.

Pacote
Os aparelhos que devem começar a operar nas estradas do Vale do Paraíba fazem parte do pacote de 425 radares fixos e lombadas eletrônicas que está sendo licitado para operar nas estradas de todo o estado.

Por nota, o DER informou que a licitação tem o objetivo de ‘garantir melhores condições de segurança aos usuários das rodovias não concedidas’. Segundo o órgão, a licitação tem como base um levantamento de pontos críticos nas rodovias, onde há maior incidência de excesso de velocidade pelos motoristas, realizado entre 2005 e 2011.

Zoológico da Região para de funcionar em Junho

O único zoológico da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, o Vale dos Bichos, em São José dos Campos, vai fechar as portas em julho por falta de investimentos, parcerias e visitantes. Inaugurado em 2007 e mantido pelo tradicional clube Thermas do Vale, o zoológico abriga atualmente 110 animais de diversas espécies. O local é aberto ao público de terça a domingo, das 9h às 17h.

Animais como o veado catingueiro, tucano, tartaruga tigre d’água, iguana, pôneis, jiboia, gavião carcará, arara, pavão, bode, avestruz, cabra e macacos das espécies bugio, aranha e prego deverão ser transferidos para zoológicos de Sorocaba, São Paulo e Rio de Janeiro. “Fecharemos as portas por conta da situação financeira enfrentada pela administração do zoológico. O clube já tem acertado detalhes das transferências dos animais para outras cidades. Só estamos aguardando as licenças ambientais”, afirmou o veterinário Thiago Neves, um dos responsáveis pelo Vale dos Bichos.

Segundo ele, o custo para manter os animais e a manutenção da área é de R$ 30 mil por mês. “É uma tristeza perdermos o zoológico, pois são sete anos de história. A notícia não foi bem recebida pelas pessoas que gostam do local”, disse Neves a O VALE. O número de visitantes não foi informado. O ingresso de entrada custa R$ 5, mas sócios do clube não pagam o acesso.

A notícia sobre o fim das atividades do Vale dos Bichos pegou de surpresa alguns dos visitantes na última terça-feira como o empresário Elton Rodrigo Germano, 30 anos, da zona leste de São José. “O ‘zoo’ é uma ótima opção de lazer para a região, mas percebo que não tem uma boa administração. Fiquei muito chateado quando soube que iria fechar, pois é um programa que costumo fazer. Agora a única opção mais próxima será São Paulo”, disse. A dona de casa Juliana Gonçalves, 27 anos, visitou o local pela primeira vez nesta semana e disse a O VALE
ter ficado encantada com a diversidade de animais.

“É um lugar tranquilo, gostoso e arborizado. Adorei ver os bichos muito próximos, principalmente os macacos, mas fiquei triste com a notícia que fechará. Prometi aos meus sobrinhos que trariam eles algum dia para conhecer”, contou Juliana, moradora há sete anos da zona sul da cidade. A mesma opinião tem o empresário Fernando Vilela, 32 anos. Apaixonado por animais desde criança, ele critica os espaços destinados para os animais.

“Eu acho que o clube fechará por não oferecer condições básicas de sobrevivência aos animais. De longe a gente percebe que faltam recintos adequados para as diferentes espécies”, disse. Uma das saídas para manter o zoológico aberto à região, segundo sugestão de Vilela, seria a possibilidade de o clube fechar parcerias com a prefeitura ou outras empresas. “Isso promoveria o turismo regional para todo o Vale do Paraíba.”

As escolas e creches da RMVale têm até julho para levar alunos e crianças nos passeios educativos e monitorados pelo Vale dos Bichos, em São José. Os grupos escolares e outras instituições devem fazer contato pelo telefone (12) 2136-8836 para agendar a visita, que pode ser feita de terça a sexta, das 8h30 às 12h ou das 13h30 às 17h. O valor para visita monitorada é de R$ 15.

O Vale