São José Tem Greve na Coleta Seletiva de Lixo

Por aumento salarial, os 80 funcionários da Urbam cruzaram os braços ontem; eles ameaçam manter hoje a paralisação.

São José dos Campos

Os 80 funcionários da Urbam (Urbanizadora Municipal S.A.) que fazem a coleta seletiva de lixo em São José entraram em greve ontem e devem manter a paralisação hoje caso a prefeitura não aceite as reivindicações da categoria.
Eles pedem aumento salarial de R$ 810 para R$ 930, que é o vencimento atual dos coletores de lixo comum, mas aceitam R$ 870, com os outros R$ 60 ficando para negociação futura.
A categoria quer ainda 40% de insalubridade e 1 hora de almoço. Haverá hoje assembleia para decidir se a greve terá continuidade.
Por meio da assessoria, a Urbam informou ontem que a partir do ano que vem o piso salarial será de R$ 830, conforme definido pelo acordo coletivo. A empresa também concorda em conceder 40% de insalubridade, o dobro do percentual atual mesmo sem perícia.

Memória.
No mês passado, a coleta de lixo orgânico ficou suspensa por greve dos coletores e o lixo reciclável deixou de ser recolhido para dar prioridade ao lixo comum na coleta feita pela Urbam e Secretaria de Serviços Municipais.
A Urbam recolhe atualmente cerca de 50 toneladas de reciclável por dia.
Moradores reclamaram da paralisação do serviço.
“Tem três tambores de lixo cheios, só da adega. Não tem onde colocar o lixo”, afirmou Gledson Fernando, balconista de adega na Vila Industrial.
“Produzimos grande quantidade de lixo e um dia sem coleta faz muita diferença”, disse Agnes Soares, gerente de padaria no mesmo bairro.

Fonte: O vale

Coleta seletiva de São José pode parar na 2ª feira

Funcionários da coleta seletiva da Urbam (Urbanizadora Municipal), de São José dos Campos, ameaçam entrar em greve a partir da próxima segunda-feira por equiparação salarial com coletores do lixo orgânico, contratados da Cavo Serviços e Saneamento.

Segundo Marcelo Ribeiro da Silva, presidente do Seaac (Sindicato dos Empregados Autônomos do Comércio), que representa os funcionários da Urbam, o salário dos coletores de lixo seletivo é R$ 120 menor do que os de lixo comum. “O piso deles é R$ 810 e o dos coletores de orgânico, de R$ 930. Os funcionários da Urbam estão indignados”, disse. O sindicalista afirmou também que os empregados reivindicam pagamento de 40% de insalubridade, índice igual a de outros funcionários da Urbam. “Não há justificativa para eles ganharem menos”.

Atualmente, 84 funcionários da Urbam trabalham na coleta seletiva, que recolhe 50 toneladas por dia. Se for confirmada a paralisação, será a segunda em menos de um mês na cidade. Entre 25 e 30 de setembro, a coleta de lixo comum ficou suspensa por causa de greve dos coletores. Outro lado. A Urbam disse que ficou surpresa com a reivindicação dos coletores, em razão de acordo coletivo que foi assinado na última semana. Os pedidos serão analisados.

Fonte: Xandu Alves – O Vale

Contratada pela Urbam, Cavo é doadora de campanhas do PT

A Cavo Serviços e Saneamento, que presta serviço desde anteontem de forma emergencial para a Prefeitura de São José dos Campos, está entre as principais doadoras de campanhas eleitorais do PT nos últimos anos. A empresa foi contratada com dispensa de licitação pela Urbam (Urbanizadora Municipal) para fazer a coleta de lixo no lugar da empresa VSA (Vale Soluções Ambientais), que teve o contrato rescindido. A Cavo, que vai atuar por três meses em São José e receber R$ 4,049 milhões da Urbam, é doadora de campanhas do PT desde 2004. Durante este período, ela doou R$ 648 mil para candidatos petistas em várias cidades do país. Nenhum deles era de São José dos Campos.

A empresa Estre Ambiental, atual controladora da Cavo, também é uma histórica doadora para candidatos petistas. Nas eleições de 2008 e 2010, a Estre, que é considerada a maior empresa de gerenciamento de lixo do país, doou para candidatos petistas R$ 1,070 milhão. Ambas as empresas também doaram somas em dinheiro para candidatos de outros partidos. Para vereadores da oposição, a ligação da Cavo com candidatos petistas é duvidosa e levanta suspeitas sobre o contrato emergencial assinado em São José. “Vamos ficar de olho nessa empresa em São José, que está começando a operar. A prefeitura deveria ter mantido a VSA enquanto realizava a nova licitação do lixo”, disse Fernando Petiti (PSDB). Ele informou que a bancada de oposição irá estudar quais medidas poderá tomar para questionar o contrato emergencial. “Não descartamos recorrer ao Ministério Público, mas isso ainda está em estudo pela bancada do PSDB.”

Para o vereador governista Shakespeare Carvalho (PRB), , a situação do lixo na cidade foi desencadeada pelo valor abaixo do mercado no contrato com a VSA. “Ela acabaria deixando o serviço por não conseguir pagar as contas e deixaria a cidade na mão”, afirmou. Para ele, no entanto, a Cavo não deveria participar da próxima licitação do lixo, em razão das doações para o PT. “Não seria o ideal”. A Urbam defendeu o contrato emergencial com a Cavo, que fornece caminhões e absorveu os cerca de 200 trabalhadores da VSA. Em nota, a Urbam informou que “preza pela segurança jurídica dos seus atos e pelo estrito respeito às leis”. Também em nota, a Cavo informou que “realizou doações a diversos partidos políticos em diversas ocasiões”, e que “todas as contribuições realizadas são públicas e conforme legislação vigente”.

Após uma semana de greve dos coletores de lixo e outra de força-tarefa da Prefeitura de São José para minimizar o problema, a coleta de lixo comum na cidade ainda não foi completamente regularizada. Moradores de bairros das regiões leste e sul reclamaram ontem da falta de coleta, que não teria sido feita. “O caminhão não passou e o lixo ficou na porta de casa”, disse a manicure Maria Batista de Oliveira, 50 anos, que mora no Novo Horizonte, na zona leste da cidade. Mathias Cardoso, 48 anos, professor do Morumbi, na região sul, também reclamou da falta de coleta de lixo. “É ruim ficar com o lixo amontoado na rua de casa. Os vizinhos estão reclamando muito”, afirmou.

A Urbam informou que o calendário da coleta de lixo comum sofreu uma mudança e que alguns moradores ainda não estão habituados com a nova agenda da passagem do caminhão. Ontem, por exemplo, não era dia de coleta no Novo Horizonte. No Morumbi, o lixo foi coletado ontem na área entre a rua Benedito Bento para o Jardim Oriente. A Urbam informou que reforçará a divulgação do novo calendário para os moradores. A distribuição do folheto será feita de porta em porta.

Urbam promete manter coletores de lixo

A Urbam (Urbanizadora Municipal) contratou, em caráter emergencial, a empresa Cavo Serviços e Saneamento, que será responsável pela coleta do lixo comum. A contratação se deu após o rompimento do contrato com a VSA – Vale Soluções Ambientais, que poderá, ainda, pagar multa de R$ 300 mil à prefeitura pelos seis dias que a cidade passou sem coleta de lixo comum. A rescisão resulta da greve dos pagamento de R$ 1.300 na PLR (Participação de Lucros e Resultados), valor negado pela empresa terceirizada.

De acordo com a prefeitura, os 220 coletores da VSA serão admitidos pela Cavo Serviços e Saneamento, que foi escolhida com base numa pesquisa de mercado. O valor do contrato não foi informado. A nova empresa começa a atuar já a partir de amanhã. Segundo Donovan Neves de Brito, advogado da VSA, nenhuma possibilidade está descartada, “nem a de retomar o contrato com a prefeitura”. Ele disse, porém, que, se outra companhia assumir a coleta, a VSA está disposta a transferir os funcionários, sem criar obstáculos. O advogado acrescentou que a empresa está em dia com todas as obrigações trabalhistas e que amanhã já deve ter uma posição sobre que medidas prática vai adotar.

Acordo na Justiça determina fim da greve dos coletores de lixo

O fim da greve dos funcionários da empresa terceirizada que atua na coleta de lixo comum em São José dos Campos foi acertado na tarde desta terça-feira (1º), em acordo formalizado no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. Com isso, os coletores da empresa Vale Soluções Ambientais (VSA) devem retornar às suas funções já na manhã desta quarta-feira (2). Independentemente do retorno, a Prefeitura aplicou as penalidades previstas pelo não-cumprimento do contrato firmado com a empresa durante os dias de greve. A multa é estimada em R$ 300 mil.

A Prefeitura e a Urbam também vão dar sequência ao mutirão de coleta para normalizar o serviço de recolhimento de lixo orgânico. No período de quarta-feira (25 de setembro) a segunda-feira (30 de setembro), foram recolhidas 2.069,49 toneladas de lixo orgânico pela URBAM e Secretaria de Serviços Municipais.

A expectativa é que até o final de semana a coleta de lixo comum esteja normalizada em toda a cidade e, na próxima segunda-feira, seja retomada a coleta seletiva Os trabalhadores da VSA ainda fazem uma assembleia na manhã desta quarta-feira, onde votam se aceitam ou não a proposta do sindicato que é pelo retorno imediato ao trabalho.

Greve dos coletores de lixo chega a uma semana na cidade

Os coletores de lixo e a empresa Vale Soluções Ambientais (VSA) participam hoje de uma audiência de conciliação que pode definir se a coleta em São José voltará, ou não, ao normal nos próximos dias. A audiência está programada para as 13h30, em Campinas, e contará com representantes da empresa e do Sindetur (Sindicato das Empresas de Turismo), que negocia em nome dos coletores. A greve dos coletores de lixo por maior PLR (Participação nos Lucros e Resultados) completa hoje sete dias.

Segundo o advogado da VSA, Donovan Neves de Brito, ainda ontem havia esperança de que os coletores do turno da tarde comparecessem para trabalhar, porém, o presidente do Sindetur, Jamil Assad Júnior, informou que os funcionários estiveram na empresa apenas para debater a situação e voltaram mais cedo para casa. Os trabalhadores deveriam ter voltado ao seus postos na quinta-feira passada, por força de decisão judicial que exigia a manutenção de pelo menos 50% do serviço. Segundo o sindicato, todo o efetivo se dispôs a trabalhar, mas a empresa teria selecionado quem entraria e quem receberia férias ou aguardaria, em casa, uma resposta da companhia. A VSA nega que tenha impedido os funcionários de voltarem às atividades. Enquanto o impasse não é decidido, o lixo continua a se juntar nas calçadas, canteiros e lixeiras da cidade.

Como tentativa de reduzir o lixo acumulado nas vias, a Urbam (Urbanizadora Municipal) e a Secretaria de Serviços Municipais (SSM) puseram em prática sua operação de emergência também no final de semana. Somente no sábado e no domingo foram recolhidas aproximadamente 750 toneladas de lixo, quase o dobro das 400 toneladas recolhidas em dias normais. Para força-tarefa, a SSM disponibilizou 45 caminhões e 140 funcionários. Já a Urbam destinou 160 funcionários e os 10 caminhões utilizados normalmente na coleta seletiva. Questionada sobre a possibilidade de anulação de contrato e possível escolha de outra empresa para o serviço de recolhimento de lixo, a SSM não respondeu. A pasta reafirmou, porém, que já notificou a VSA e exigiu multa por não cumprimento do contrato, também destinou o número 3944-1000 para dúvidas e informações.

Urbam orienta população a contribuir com coleta de lixo

Em razão da greve dos empregados da empresa contratada para a coleta de lixo comum em São José dos Campos, a Urbam iniciou uma operação de emergência que está utilizando os caminhões da coleta seletiva para recolher o lixo comum.

Para que a operação seja eficiente, a Urbam está solicitando aos munícipes que, nesse período, evitem colocar o lixo reciclável nas ruas. Além dos caminhões da Urbam, outros 17 veículos da Secretaria de Serviços Municipais também auxiliam a coleta. Assim que a greve terminar, a coleta seletiva voltará ao normal.

O lixo comum vem sendo priorizado porque o lixo reciclável, sendo seco e tendo durabilidade maior, pode ser guardado em casa por mais tempo. Os munícipes que tiverem dúvidas podem obter informações por meio do telefone 3944-1000.

Coletores entram em greve e lixo se acumula nas ruas

Os coletores de lixo de São José dos Campos, que prestam serviço por meio de uma empresa contratada pela Urbam, entraram em greve na quarta-feira e paralisaram todo o serviço de coleta de lixo orgânico. A prefeitura  montou um esquema emergencial, mas apenas 85 toneladas das 400 produzidas diariamente, em média, estão sendo recolhidas. Devido à força-tarefa montada pela prefeitura, a coleta seletiva de material reciclável foi suspensa por tempo indeterminado. Os cerca de 150 coletores que trabalham na coleta orgânica são funcionários da Vale Soluções Ambientais e reivindicam R$ 1.300 do PPR (Programa de Participação no Resultados). A empresa oferece cerca de R$ 500, o equivalente a 60% do salário pago atualmente aos trabalhadores.

A empresa faz o serviço de coleta de lixo orgânico com 20 caminhões e todos estão parados. Uma ordem judicial determina que pelo menos 50% dos coletores retornem ao trabalho nesta quinta-feira. O sindicato não confirmou se a determinação da Justiça será atendida. Para evitar que as 400 toneladas de lixo coletadas diariamente em São José se acumulem nas ruas da cidade, a prefeitura montou um esquema emergencial usando 16 caminhões da Urbam e 17 da SSM (Secretaria de Serviços Municipais).  No entanto, como a  capacidade dos veículos é menor do que a dos compactadores utilizados, cerca de 315 toneladas de lixo deixam de ser coletadas.

Para que evitar acúmulo de lixo nas ruas, a Urbam (Urbanizado Municipal) está solicitando aos moradores que, nesse período, evitem colocar o lixo reciclável nas ruas. Segundo a Urbam, o lixo comum é a prioridade, já que e o lixo reciclável, sendo seco e tendo durabilidade maior, pode ser guardado em casa por mais tempo. A Secretaria de Serviços Municipais informou que já notificou a empresa contratada em relação à paralisação na coleta e está tomando as medidas cabíveis em relação ao caso para sanar o problema no prazo mais curto possível. Os munícipes que tiverem dúvidas podem obter informações sobre as regiões em que ela está ocorrendo a coleta de lixo por meio do telefone 3944-1000.

Mercado do lixo se desenvolveu e atrai investidores para cidade

A cena causou estranheza quando apareceu nos cinemas em 1985. Voltando do futuro, o cientista Emmett Brown parou o carro voador e encheu o tanque de lixo. O adolescente Marty McFly e a namorada espantaram-se diante da tecnologia. A cena do primeiro filme da trilogia “De volta para o futuro” já não é mais apenas obra de ficção. O mercado de tratamento de lixo se desenvolveu a ponto de transformar os resíduos em energia e de atrair empresas para o setor de tratamento de resíduos sólidos. Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, três empresas administram aterros sanitários e recebem cerca de 1.300 toneladas de lixo por dia de 27 das 39 cidades.

Os contratos geram às companhias mais de R$ 3 milhões por mês, valor multiplicado com o atendimento a outros municípios e empresas privadas. De acordo com analistas, o mercado brasileiro é de 64 milhões de toneladas de lixo por ano. Desse total, 58% estão em aterros sanitários, 24% em aterros controlados e 18% em lixões a céu aberto. Na RMVale, a imagem de famílias catando lixo nesses lugares desapareceu por completo. Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), todos os aterros sanitários da região são adequados e apenas um, o de Arapeí, ainda não conseguiu a licença de operação.

“Os marcos regulatórios no país desde 1998, quando poluir tornou-se crime, modificaram o mercado”, diz Alberto Fissore, diretor Comercial Público da Estre Ambiental, empresa que administra o aterro sanitário de Tremembé. O lixo deixou de ser reduzido a um problema dos órgãos públicos e passou a ser encarado como uma oportunidade de negócio. Portanto, daqui para frente, não se assuste se o frentista perguntar se você quer colocar no tanque do carro: álcool, gasolina ou lixo. Jorge Delgado vive do lixo. E não esconde isso de ninguém. Aliás, fala com orgulho da profissão. “Sou coletor de material reciclável, agente ambiental e negociante de resíduos reaproveitáveis. Pode escolher”, brinca o homem de 59 anos, que mora e trabalha na região sul de São José.

Ele é um dos “soldados” do exército de catadores de materiais recicláveis da cidade que, em um único dia, consegue recolher quase 80 toneladas de resíduos. O volume é maior do que a coleta seletiva da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A) leva para o aterro sanitário do Torrão de Ouro, na região sul de São José. Os agentes ambientais da empresa coletam 50,8 toneladas de lixo reciclável diariamente. A estimativa da Urbam é que mais de 1.500 pessoas se envolvam com coleta de lixo na cidade. Levando-se em conta apenas o valor da latinha de alumínio, uma das mais valorizadas, esse contingente pode movimentar cerca de R$ 230 mil por dia com a venda de lixo. “Eu vivo muito bem com o dinheiro que ganho recolhendo lixo. Não é uma atividade para qualquer um, é pesado, mas recompensa quem trabalha”, ensina Delgado.

Na cadeia do tratamento de lixo, coletores e empresários estão em lados opostos, mas convivem no mesmo negócio. Não raro, os primeiros conseguem se dar bem a ponto de chegarem ao topo da escala social do lixo. Filha de catadores, Maria Amélia Batista, 52 anos, deixou São José como catadora e tornou-se uma pequena empresária em Belo Horizonte (MG). A cidade é referência na coleta seletiva e Maria Amélia aproveitou. “Juntei parentes e abri uma firma. Estamos faturando com o lixo”, conta ela.

Aterro sanitário de São José recebe nota 10

Os municípios do Vale do Paraíba foram aprovados no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos 2012, elaborado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Segundo o documento, São José pôde comemorar: o aterro sanitário da cidade recebeu nota 10, o que configura um avanço, já que, em 2011, ele registrou nota 9,7. Jambeiro, Jacareí e Caraguatatuba também melhoraram a destinação de seus resíduos e conquistaram, em 2012, a nota máxima. Já as cidades Monteiro Lobato, Taubaté, Tremembé e Caçapava se mantiveram com nota 10.

Produzido desde 1997, o inventário se baseia no IQR (Índice de Qualidade de Resíduos). Os técnicos da Cetesb fazem visitas constantes aos aterros sanitários do Estado e atribuem notas a diversos quesitos, levando em conta duas categorias: inadequada (de zero à 7) e adequada (de 7,1 a 10). “O sucesso dessas ações resultará em benefícios ambientais à população do Estado”, informou, em nota, Cristiano Kenji Iwai, gerente da Divisão de Apoio ao Controle de Fontes de Poluição da Cetesb e um dos coordenadores do inventário

O objetivo da Cetesb é incentivar as cidades a cumprir a meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a disposição final do resíduo de forma ambientalmente adequada. A previsão é de que, até 2014, não haja mais os chamados lixões lugares considerados inadequados. “A substancial melhoria das condições ambientais obtidas nesse período deve-se, em grande parte, às ações da Cetesb no controle da poluição, no apoio e na orientação técnica prestados aos municípios”, informou, via nota da assessoria de imprensa, Otavio Okano, presidente da Cetesb.

Boanésio Cardoso, diretor de operações da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A), de São José dos Campos, avalia que as notas são dadas por vários parâmetros. “Tem um relatório que a fiscalização faz ao longo das visitas, em que avaliam a estabilidade do terreno, a operação, a destinação do chorume e a documentação adequada, além de outras informações”, disse. O modelo de São José já foi estudado por Sorocaba, Guarulhos e Ubatuba. A exceção no mapa do inventário criado Cetesb é o município de Bananal, que “exporta” o seu lixo para Barra Mansa, no Rio de Janeiro .

A Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como meta alcançar o índice de 20% de reciclagem de resíduos, em 2015. Para isso, prevê a prevenção e a redução na geração de lixo. Entre as propostas estão a prática de hábitos sustentáveis e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização desse material.