Prefeitura mapea toda a cidade para integração de corredores

Como parte dos estudos do projeto corredores, que será implantado em novembro pela Prefeitura de São José dos Campos, a Secretaria de Transportes começou nesta quarta-feira (20) uma pesquisa de origem e destino nos principais pontos da região central. O objetivo é traçar o perfil dos usuários dos pontos, fazer um planejamento das melhorias no entorno dos ônibus como sinalização, acessibilidade e segurança.

Os pesquisadores envolvidos na ação farão a abordagem dos usuários até esta sexta-feira (22), no período das 6h às 10h e das 15h às 19h, horário de maior movimento nos pontos de ônibus. As questões buscam mapear se o usuário chega ao ponto a pé e qual o trajeto que ele percorre. Ou ainda, se ele chega vindo de outro ônibus e usa o ponto para a integração com outros carros.

A ação é um complemento de uma pesquisa de maior impacto que analisa todo o perfil da oferta e da demanda na região central, além de estudar os pontos que, dentro do projeto corredores, poderão ser os de pré-embarque, locais em que o usuário fará o pagamento da passagem ao acessar o ponto.  Os dados levantados também são importantes para analisar a melhor localização dos pontos para a realidade do projeto corredores.

Os pontos pesquisados nesta etapa são: Rua Major Antônio Domingues; o primeiro ponto da Adhemar de Barros; o ponto da Nélson D’avila (próximo a Rua Benedito Matarazzo); o ponto do CTA; o último ponto da José Longo e o da Avenida Dr. João Guilhermino.

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 21/03/2013

Mudanças do ECO gera polêmica na cidade

Ao mesmo tempo que realiza uma pesquisa para saber a opinião de usuários sobre possíveis melhorias na Eco (Estação de Conexão de Ônibus), do bairro Campos de São José, na zona leste, o governo Carlinhos de Almeida (PT) já tem um projeto elaborado para readequação do local.

A planta está afixada em uma parede atrás do balcão onde os passageiros são convidados a responder a um questionário. O projeto foi finalizado no último dia 18 e apresenta uma estação totalmente remodelada, com banheiros, rampas de acesso, cobertura no espaço de embarque e desembarque, e até quiosque, academia ao ar livre e playground.

Os próprios fiscais responsáveis pela aplicação da pesquisa convidavam os passageiros a conhecer o novo desenho do local. A assessoria da Secretaria de Transportes informou que o projeto não é definitivo e está sujeito a mudanças a partir do que a população indicar na pesquisa.

A pesquisa, que termina hoje, acontece desde anteontem, das 6h às 19h. A ideia é ouvir boa parte das 5.000 pessoas que utilizam o local diariamente e apresentar o resultado do estudo na próxima semana. O levantamento tem 20 questões, sendo sete delas com foco no perfil do usuário, com perguntas sobre idade, sexo, escolaridade, qual linha está aguardando, como chegou até o ponto, como costuma pagar a passagem e qual o motivo da viagem.

Na sequência, os usuários devem apontar ps pontos positivos e negativos do local e opinar sobre alguns aspectos, como qualidade geral, cumprimento de horários e lotação dos ônibus, segurança, conforto, entre outras observações. O caldeireiro Mauro Leonardo da Silva, 41 anos, mostrou desconfiança quanto ao objetivo da pesquisa. “Se o projeto está pronto, pra quê ouvir a gente?”, disse.

A Eco foi criada em maio de 2010 na gestão do PSDB com o objetivo de levar uma maior oferta de ônibus para a região. A promessa era implantar 13 pontos, mas apenas um saiu do papel. A maioria dos usuários não aprova o modelo. Eles alegam que o ponto piorou a situação, já que agora eles precisam de dois ônibus para ir até o centro, sendo que antes era necessário apenas um.

“Já teve vez que o ônibus estava chegando comigo e o outro que eu ia pegar saindo, e o próximo demorou 40 minutos”, disse a manicure Eliana Santos Vieira, 37 anos. O secretário de Transportes, Wagner Baleiro, disse que a planta apresentada no local da pesquisa não é definitiva. “O projeto não está pronto, ele é uma adequação do que já existia ano passado, vamos fazer as modificações que a população apontar.”

Balieiro disse que esteve ontem na Eco ouvindo os usuários. Dependendo do resultado da pesquisa, ele admite, inclusive, extinguir a estação. “Temos uma ideia do que fazer se as pessoas apoiarem a estação, vamos pensar o que fazer se o resultado ficar equilibrado e numa alternativa se for para ela não ficar.”

Criador da Eco do Campos São José, o ex-secretário de Transportes, Anderson Ferreira, acusou a prefeitura de ter se apoderado do seu projeto de reformulação no local. “A readequação era um projeto nosso para o fim do ano passado, que só não foi feito pela troca de gestão”, disse ele há um mês a O VALE. Na ocasião, Ferreira chegou a ironizar a decisão da atual gestão petista em manter a estação. “Isto me causa muita estranheza, porque o PT sempre disse que iria acabar com a Eco”, afirmou.

O atual secretário de Transportes, Wagner Balieiro, que ontem admitiu a possibilidade de extinguir a estação, disse que a insatisfação da população com a Eco é gerada pelo não cumprimento dos horários dos ônibus o que ele diz que vai buscar mudar. Ele também disse que o PSDB não cumpriu o que prometeu. “O Cury Eduardo Cury, ex-prefeito disse que ia fazer uma audiência pública sobre a ECO, o que não foi feito.”

O Vale

Publicado em: 22/02/2013

Segundo levantamento, GM é a mais cara do País

O salário médio dos trabalhadores da General Motors em São José é quase 15% maior que o da planta de São Caetano do Sul e 185% superior ao de Gravataí (RS). A redução salarial em São José é o principal item da pauta de exigências da GM para manter os 1.598 empregos ameaçados na cidade.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, os operários ganham em média R$ 4.000 por mês em São José, contra R$ 3.500 de São Caetano e R$ 1.400 de Gravataí, a planta mais barata da GM no país. Na semana passada, a montadora condicionou a possível manutenção de 1.598 funcionários considerados excedentes a um plano para reduzir custos na unidade de São José.

A proposta deve ser apresentada pelo sindicato amanhã, data prevista para a terceira reunião do ano. Para Aparecido Inácio da Silva, o ‘Cidão’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, diálogo e flexibilização são o melhor caminho para tentar evitar a demissão em massa.

“Acho que o sindicato não acreditou que a GM pudesse fazer isso. Agora, é hora de reavaliar”, disse ele. Em entrevistas anteriores, o presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de São José, Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, disse que não concorda com a redução dos salários.

Amanhã, GM e sindicato se encontram no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), às 9h. No sábado, termina o prazo do layoff, no qual 779 estão com o contrato suspenso desde agosto de 2012. Sem acordo, pode haver a demissão.

O Vale

Publicado em: 22/01/2013

Mulheres conquistam seu espaço no mercado segundo IBGE

Já foi a época que fazer carro ou avião era coisa de homem. De maneira mais delicada, mas não menos competente, as mulheres já conquistaram espaço e respeito no meio industrial da região. Hoje, a média de funcionárias mulheres em empresas da Região Metropolitana do Vale do Paraíba é de 15%. Trinta anos atrás esse número não passava de 5%. A prova do avanço do público feminino na indústria é a procura por cursos na área.

Há 20 anos na General Motors de São José, Ana Cláudia Barbosa, 42 anos, foi a segunda mulher na história da empresa na cidade a conquistar um cargo de supervisora. Atualmente, ela é gerente de produção de veículos e comanda uma equipe de 700 pessoas.

O ambiente dominado por homens não a incomoda, já que tem sido assim desde que ingressou na faculdade de engenharia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) em Guaratinguetá. “É uma troca muito boa. Tento agregar o raciocínio lógico e a praticidade do homem com a sensibilidade e argumentação da mulher.”

Na engenharia de produção, área tradicionalmente masculina, o destaque vai para Cristine Mendonça Bloch, 40 anos. Responsável pela engenharia de manufatura do projeto do KC-390 a maior aeronave que a Embraer terá colocado no ar e o principal produto na área de defesa, ela se sente desafiada.

“Me sinto super motivada e feliz em trabalhar em um programa importante não só para a Embraer, mas para o Brasil”, afirmou. Atualmente, ela comanda uma equipe de 160 pessoas, em que 20 são mulheres. “Nunca me senti estranha no ninho. Como minha equipe, quero ver esse avião voar, fazer parte disso.”

A gerente trabalha na Embraer em São José há 12 anos. Hoje, o número de mulheres engenheiras na Embraer se aproxima dos 10%. Já 23 anos atrás, quando Eliane Rodrigues de Moraes, 43 anos, entrou na Embraer, mulher era peça rara.

Eliane conta que no início o sonho de ter carteira de trabalho assinada pela Embraer era de sua mãe que levou seu currículo. Mas não demorou muito para que ela tivesse sonhos dentro da empresa. Passou de eletricista a supervisora de produção de aviões executivos.

“Eu adoro o que faço. É um orgulho. Consegui o respeito das pessoas e hoje discuto de igual para igual”, afirmou ela. Desafiada a conquistar ainda mais espaço, a supervisora estuda inglês e faz MBA em gestão empresarial.

A montadora de interiores, Ana Cláudia Xavier, 29 anos, é um exemplo de força de vontade. Ela sabia que para poder concorrer a uma vaga na Embraer, onde tanto queria trabalhar, precisaria estudar. Pesquisou, correu atrás, se formou no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e há cinco anos é funcionária da  companhia de aviação.

“É uma satisfação muito grande saber que o produto onde trabalhei está carregando tantas vidas disse ela.
Ana Cláudia pretende voar mais alto. Por isso não paro de estudar”, disse ela. Prestes a completar a maioridade como funcionária da GM, Juliana Matos passou de estagiária a gerente de controle de produção e tem que conciliar trabalho e família. “Antes, nascemos para ser mãe e dona de casa. Hoje, somos mãe, dona de casa e respeitadas no mundo dos negócios. Isso é o um diferencial de uma mulher que sai de casa para trabalhar.”

O número de mulheres na indústria da região vem crescendo a cada ano. Na Embraer, 14% dos funcionários são mulheres. A tendência é que esse número aumente, segundo Daniela Sena, diretora de Recursos Humanos. Isso porque o público feminino tem procurado mais por cursos de especialização de acordo com a necessidade de cada empresa, que absorve essa mão de obra.

“A mulher conquistou respeito pela sua competência e se destaca pelo lado mais humano que aliado ao negócio se posiciona bem estruturada no mercado de trabalho”, disse. Segundo Daniela, a mulher conquistou também o tratamento igualitário. Em São José, a Embraer tem cerca de 15 mil funcionários.

Na GM, 8% dos funcionários é mulher: 950 na produção e 900 na área administrativa. A atual presidente da empresa no Brasil é Grace Lieblein. Na planta da Argentina, com sede em Buenos Aires, a brasileira Isela Costantini comanda a montadora.

O Vale

Publicado em: 21/01/2013

Segundo Pesquisa, cidade tem a gasolina mais barata

São José tem a gasolina mais barata do Estado de São Paulo. É o que mostra pesquisa de dezembro, quando o combustível na cidade foi cotado a R$ 2,61 em média, segundo o IPTC (Índice de Preços Ticket Car). Taubaté ficou em quarto lugar entre as mais baratas, empatada com Sorocaba, e marcou R$ 2,65 o litro.

Os números não surpreenderam o métri Adriano Lorenzetti, 28 anos. Segundo ele, em cidades vizinhas e em outros Estados, o valor da gasolina é bem maior. “Estou de férias e de malas arrumadas para Santa Catarina. Lá é muito caro, sei porque morei lá. Dá vontade de encher vários galões e levar. Só de pensar, entro em desespero”, afirmou.

Mas o ranking surpreendeu quem trabalha na área. “Não imaginava isso. Só quando saímos de São José que dá para perceber isso. Que bom para a gente”, disse o frentista João Paulo de Moura, 30 anos. O motorista de Franca está desembolsando mais pelos dois combustíveis: o derivado do petróleo em média R$ 2,78 e o da cana de açúcar em média R$ 1,94.

Entre as 15 cidades pesquisadas, São José ficou atrás de Taubaté em 1 centavo, mas as duas cidades estão longe de terem o etanol mais barato de São Paulo. De acordo com o levantamento, a média do etanol em Taubaté ficou em R$ 1,88 e em São José em R$ 1,89, atrás de Americana, Araçatuba, Jundiaí, Limeira, Bauru, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Piracicaba, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Santa Bárbara do Oeste.

“Não acho barato mesmo. Nem sempre dá para colocar etanol. Hoje, carro flex nem é tão lucrativo assim”, disse o fisioterapeuta Thomaz Nogueira, 31 anos. Para quem tem veículo flex, a dica é fazer uma conta simples na hora de abastecer. Divida o preço do etanol pelo da gasolina. Resultados inferiores ou até 70% dão vantagem para o combustível vegetal, mais que isso o derivado do petróleo é a melhor opção.

“É importante que o consumidor fique atento faça a conta. O resultado você vê no bolso”, disse Jair Capatti Júnior, delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia). “Mas vale a pena lembrar que mesmo nos casos de vantagem econômica para a gasolina, o etanol é sempre ecologicamente mais indicado”, afirmou Eduardo Lopes, coordenador de produto Ticket Car.

A pesquisa também revela que em São José a média do diesel ficou em R$ 2,15, biodiesel em R$ 2,19 e GNV, R$ 1,84. Em Taubaté, na mesma ordem, diesel R$ 2,13, biodiesel R$ 2,25 e GNV em R$ 1,79. Quem vai viajar deve ficar atento. Segundo os dados, o motorista das outras regiões do Estado deverão encontrar as seguintes médias por litro: gasolina R$ 2,68, etanol R$ 1,86, diesel R$ 2,13, biodiesel R$ 2,17 e GNV R$ 1,63/m³.

Na capital, os motoristas enfrentam estabilidade no preço da gasolina, cotado a R$ 2,64 o litro, e aumento de 1,6% no valor do etanol, cotado em média a R$ 1,83 o litro. “Quando meus parentes vêm do Sul do país, acham aqui mais barato mesmo. Mas infelizmente quando você opta em andar de carro, tem que pagar o preço”, disse a empresária Larissa Lessa, 33 anos.

O Vale

Publicado em: 16/01/2013

Segundo Pesquisa, Cesta Básica sobe mais que inflação

Os consumidores do Vale do Paraíba gastaram mais dinheiro no ano passado do que em 2011 para encher o mesmo carrinho de compras nos supermercados. O preço da cesta básica na região fechou 2012 com alta de 8,74% na comparação com o ano anterior.

O índice ficou bem acima da inflação no período, de 5,84%, divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Contribuiu para a alta dos produtos a subida de 1,02% no valor da cesta regional em dezembro, na comparação com novembro, que havia registrado queda de -0,32% ante outubro.

A pesquisa foi feita pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté) e que faz o levantamento da cesta desde 1996. O índice de aumento da cesta básica em 2012 foi o sexto mais caro do histórico do Nupes, perdendo para os anos de 2010 (11,28%), 2007 (17,52%), 2004 (10,35%), 2002 (23,35%) e 1999 (13,94%).

Segundo o economista Luiz Carlos Laureano, pesquisador do Nupes, os alimentos têm peso de 88,21% no valor total da cesta básica regional, para uma família de cinco pessoas. “Muitos fatores influenciam na subida do preço dos alimentos. Um dos mais importantes é o clima. Se chove muito ou há uma grande estiagem, os preços oscilam no mercado e normalmente para cima”, afirmou Laureano.

Além do clima, impactos nas safras e na economia internacionais, realinhamento de preços e posição do mercado nacional modificam o valor dos alimentos no país. Foi o que ocorreu com os itens que mais subiram de preço entre dezembro de 2011 e o mesmo mês no ano passado.

Os ‘vilões’ da cesta básica na região foram batata (59,15%), alho (46,21%), feijão carioquinha (42,69%), cebola (38,71%) e tomate (37,30%). No outro lado da tabela, no mesmo período, os alimentos que mais baratearam foram laranja pera (-27,45%), cenoura (-9,29%) e as carnes, como acém (-7,42%), patinho (-6,97%) e contrafilé (-6,9%).

Para Laureano, o aumento de 8,74% no valor da cesta básica regional foi pior para os trabalhadores que não conseguiram reajuste acima da inflação. “Eles vão ter que gastar mais do seu poder de compra para encher o carrinho com os mesmos produtos”, disse.

Quem recebe salário mínimo, completou o economista, conseguiu um reajuste maior, de 14,13%, e manteve o seu poder de compra. Nos supermercados, contudo, os assalariados não ficaram nada satisfeitos com a alta dos preços. “Todo aumento nos alimentos é muito ruim. Não consigo comprar a mesma quantidade do mês anterior e corto os gastos”, disse a dona de casa Beatriz Mariana Couto, 64 anos.

O Vale

Publicado em: 11/01/2013

Com início a aulas, variação de preço é grande na cidade

O preço do material escolar varia até 455% na região, conforme levantamento do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté), divulgado ontem. O recordista na diferença de preço é o lápis de cor (caixa com 12 unidades), produto encontrado por R$ 2,69 e também por R$ 14,65.

O Nupes pesquisou os 12 principais itens da cesta básica de materiais escolares em cinco grandes lojas especializadas de São José dos Campos e Taubaté, entre os dias 4 e 7 de janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a cesta está 18,47% mais cara, tendo subido de R$ 129,62 para R$ 153,55. “É um aumento de mercado e já esperado. Mas os consumidores têm que prestar atenção na variação dos preços dos produtos, que está muito grande”, disse o economista Luiz Carlos Laureano, do Nupes.

Os itens com menor variação no preço são o papel sulfite (100 folhas) e a cola (40 gramas), com diferença de 47% e 123% no valor, respectivamente. O sulfite vai de R$ 2,17 a R$ 3,20 a resma e a cola, de R$ 0,93 a R$ 2,08 o tubo. “Quanto mais os consumidores pesquisarem os preços, mais aproveitaram as melhores oportunidades”, afirmou Laureano.

É o que faz a dona de casa Luciana Coelho, 45 anos, quando tem que comprar o material da filha Nayla, de 13 anos. Ela costuma visitar várias lojas antes de fechar a compra dos produtos. “A variação é bem grande e compensa pesquisar os preços. A gente encontra promoções e economiza”, disse.

Além da comparação dos preços, o levantamento do Nupes aponta uma série de dicas para os consumidores economizarem na compra do material escolar. Itens com estampas e marcas famosas ou personagens são bem mais caros do que aqueles sem imagens. Isso ocorre muito com os cadernos, mochilas e lancheiras.

“Os pais devem avaliar se vale a pena pagar bem mais caro para ter um herói na capa do material”, disse Laureano. “Uma alternativa é comprar sem a estampa e colocar um adesivo, que é mais barato.” “Há produtos em que se deve observar a qualidade. Nestes casos, o barato pode sair caro”, disse Hélio Anan, supervisor da papelaria Tanby. O projetista Alexandre Bernardo, 40 anos, levou ontem os filhos para comprar materiais. “Os preços estão razoáveis.”

O Vale

Publicado em: 09/01/2013

Empresa Norte-Americana quer instalação na cidade

Representantes da norte-americana Boeing visitaram o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (11), para fechar acordos para desenvolvimento de pesquisas. A colaboração deve acontecer em áreas como ciências de vôo, energia e satélites.

As parcerias são o primeiro passo para a implantação do centro de pesquisas que a fabricante de aviões pretende instalar no ano que vem no Brasil. A Boeing ainda não fez o anúncio oficial, mas existe a possibilidade do centro ser em São José dos Campos.

O vice-presidente da Boeing, Matthew Ganz, disse que não é à toa que a primeira cidade que ele visita é São José dos Campos e que ele gostaria de estar próximo de seus principais parceiros, o DCTA e o INPE.

“No INPE eu tive exemplos excelentes de tecnologia espacial, grandes oportunidades de cooperação futura e nós vamos trabalhar fortemente com eles. Além disso, no DCTA e no ITA, além de toda variedade de tecnologias, de possibilidades de trabalho conjunto e desenvolvimento em conjunto, a Boeing tem grande interesse de trabalhar com educação, engenharia, treinamento e isso vai ser desenvolvido fortemente”, revelou.

Programa FX-2
A norte americana Boeing é uma das fábricas concorrentes que quer vender caças para o programa brasileiro FX-2. O Brasil deve comprar 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB). As outras empresas que estão na disputa são a francesa Dassault e a sueca SAAB. O governo brasileiro precisa anunciar a compra até o dia 31 de dezembro. O vice-presidente da Boeing disse que o projeto da empresa para o Brasil é de longo prazo e não depende do programa FX-2.

G1 (Vnews)

Publicado em: 12/12/2012

Balanço de empregos é realizado na cidade

As indústrias da Região Metropolitana do Vale do Paraíba perderam neste ano 3.250 empregos formais, com carteira assinada, segundo levantamento do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgado ontem.

A regional de São José dos Campos do Ciesp, que congrega oito cidades, continua tendo a pior situação na região. O último saldo positivo na geração de emprego na regional foi em setembro do ano passado. “Não esperamos uma recuperação até o final do ano”, disse o diretor da regional, Almir Fernandes. “Melhorias só a partir de 2013, e ainda assim se a redução de impostos e de tarifas anunciada pelo governo federal se efetivar.”

Em São José, as indústrias perderam2.500 postos de trabalho em 2012, retração de -4,68%. Em outubro, foram menos 100 vagas. A retração da indústria na regional de Jacareí do Ciesp, formada por três cidades, surpreendeu a direção da entidade. “Não esperávamos um resultado tão ruim”, admitiu o diretor Ricardo Esper. “Até setores que vendem muito no final do ano, como alimentação e bebidas, registraram cortes de pessoal.”
Em outubro, Jacareí perdeu 150 postos de trabalho, número bem acima do acumulado de 50 vagas em 2012.

Com 28 cidades, a regional de Taubaté foi a única que registrou saldo positivo de empregos em outubro, com 200 postos de trabalho. No acumulado do ano, contudo, a região perdeu 700 vagas. “Esperamos minimizar a perda até o final do ano”, disse o gerente José de Arimathéa Campos.

Perda de 100 vagas em outubro e de 2.500 no acumulado de 2012. Com oito cidades, a regional não registra saldo positivo de geração de emprego desde setembro de 2011. Saldo positivo de 200 vagas em outubro, mas perda de 700 postos em 2012. No acumulado dos últimos 12 meses, a regional perdeu 1.850 vagas. Perda de 150 postos de trabalho em outubro, o pior resultado no Vale do Paraíba. No acumulado, as três cidades da regional registram perda de 50 vagas de emprego. No acumulado dos últimos 12 meses, Jacareí perdeu 300 vagas.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

IBGE aponta que igreja cresce, mais riqueza diminui

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que São José dos Campos perdeu riqueza entre 1999 e 2009 e caiu no ranking nacional e estadual das cidades com maior índice de PIB (Produto Interno Bruto) a soma de todos os bens e serviços produzidos na cidade.

No período, o município aumentou o PIB de R$ 9,740 bilhões para R$ 22,018 bilhões, mas não o suficiente para ganhar posições na lista das cidades mais ricas. Em 1999, São José ocupava a 12ª posição no Brasil e a 5ª no Estado de São Paulo das cidades mais ricas.

Dez anos depois, caiu para a 19ª posição no país e a 8ª no Estado, sendo ultrapassado por Osasco, Barueri e Santos. No plano nacional, perdeu para Osasco, São Bernardo do Campo, Barueri, Duque de Caxias, Betim, Recife e Santos.

“Houve crescimento nominal no PIB, mas queda no valor real. Calculo que a cidade vem perdendo cerca de R$ 300 milhões ao ano, em média”, disse o economista e advogado Roberto Koga, que fez o estudo da queda da riqueza analisando dados do IBGE e do governo federal.

A diferença entre real e nominal é o quanto, efetivamente, a subida do PIB representa em aumento dos recursos para investimento na cidade. Ganhar mais não significa que se pode gastar mais. Segundo Koga, a retração econômica provocou diminuição de 29,2% no repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) ao longo da década, refletindo na menor disponibilidade de dinheiro para investimento no município.

A principal causa para a redução da riqueza em São José, segundo o economista, foi a perda gradual de competitividade e do poder de atrair novas empresas. Ele justifica a opinião com números. Em 1999, o PIB do setor industrial na cidade foi de R$ 4,475 bilhões, colocando São José como a terceira maior riqueza industrial do país, perdendo apenas para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com PIB industrial de R$ 9,998 bilhões, em 2009, São José caiu para a sétima maior riqueza industrial do país, perdendo lugar para os municípios de Manaus (AM), Campo dos Goytacazes (RJ), Betim (MG) e São Bernardo do Campo. “A competitividade está cada vez mais agressiva. Nessa batalha, não se admite acomodação, que pode provocar um retrocesso”, afirmou Koga.

O Vale

Publicado em: 23/10/2012