Segundo levantamento, GM é a mais cara do País

O salário médio dos trabalhadores da General Motors em São José é quase 15% maior que o da planta de São Caetano do Sul e 185% superior ao de Gravataí (RS). A redução salarial em São José é o principal item da pauta de exigências da GM para manter os 1.598 empregos ameaçados na cidade.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, os operários ganham em média R$ 4.000 por mês em São José, contra R$ 3.500 de São Caetano e R$ 1.400 de Gravataí, a planta mais barata da GM no país. Na semana passada, a montadora condicionou a possível manutenção de 1.598 funcionários considerados excedentes a um plano para reduzir custos na unidade de São José.

A proposta deve ser apresentada pelo sindicato amanhã, data prevista para a terceira reunião do ano. Para Aparecido Inácio da Silva, o ‘Cidão’, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, diálogo e flexibilização são o melhor caminho para tentar evitar a demissão em massa.

“Acho que o sindicato não acreditou que a GM pudesse fazer isso. Agora, é hora de reavaliar”, disse ele. Em entrevistas anteriores, o presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de São José, Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, disse que não concorda com a redução dos salários.

Amanhã, GM e sindicato se encontram no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), às 9h. No sábado, termina o prazo do layoff, no qual 779 estão com o contrato suspenso desde agosto de 2012. Sem acordo, pode haver a demissão.

O Vale

Publicado em: 22/01/2013

Novo desafio da prefeitura é conviver com máquinas

Carro-chefe da Prefeitura de São José dos Campos, o funcionalismo será um dos maiores desafios do próximo ocupante do gabinete principal do 7º andar do Paço. As terceirizações das gestões do Hospital Municipal, do Hospital de Clínicas Norte, do Parque Vicentina Aranha e do Parque Tecnológico ampliaram os gastos fixos com pessoal, mesmo que indiretamente, comprometendo a capacidade de investimentos.

De acordo com dados fornecidos pelo governo Eduardo Cury (PSDB), hoje a prefeitura possui 13.052 servidores, sendo 9.090 na administração direta e 3.962 na administração indireta (Urbam, Fundação Cultural, Fundhas e Instituto de Previdência do Servidor).

A folha de pagamento mensal é de R$ 40 milhões, comprometendo 42,52% do orçamento municipal.  No entanto, este valor não inclui os funcionários contratados pelas OSs (Organizações Sociais) que administram os hospitais, o Vicentina Aranha e o Parque Tecnológico.  Os salários dos cerca de 2.000 servidores são pagos através dos repasses que o governo faz para estas entidades para custeio.

Além da ‘máquina’ administrativa mais cara, o próximo prefeito de São José terá que conviver com pressões para aumento de salários e realização de novos concursos públicos e terá que resolver as divergências geradas pelos novos planos de carreira.

A exemplo das outras áreas discutidas na campanha eleitoral, os candidatos Alexandre Blanco (PSDB) e Carlinhos Almeida (PT) divergem em relação ao modelo de gestão para o funcionalismo. Candidato da situação, o tucano rebate as críticas do Sindicato dos Servidores e promete manter e ampliar os novos planos de carreira e o sistema de meritocracia.

Ele também defende as terceirizações como forma de garantir mais agilidade e qualidade no serviço público. “Vou investir fortemente em capacitações e em treinamento para que os servidores dos planos de carreira novo e antigo possam ascender, garantindo a eles que o mérito os levará a obter melhores condições salariais e funcionais”, disse Blanco.

Principal candidato da oposição, Carlinhos adota uma postura mais cautelosa quando questionado sobre os planos de carreira, meritocracia e terceirizações. Ele disse que irá fazer avaliação rigorosa para decidir se os modelos serão mantidos. “Tudo que estiver funcionando bem será mantido. Sobre os planos de carreira, vou avaliar em conjunto com o servidor. Os direitos adquiridos serão mantidos e os méritos serão valorizados com critérios transparentes.”

O Vale