Cidade tem plebiscito para decidir futuro da Estação de Conexão

A Prefeitura de São José dos Campos realiza neste domingo (18) um plebiscito na região do Campos de São José, zona leste da cidade, para decidir o futuro da Estação de Conexão (ECO). A votação acontece entre 9h e 17h. Serão disponibilizadas urnas em dez bairros ao redor da ECO. Nelas, moradores e usuários do sistema de transporte coletivo da região poderão optar pela permanência ou pelo fim da estação. Cerca de 10 mil pessoas são esperadas para a votação.

Em fevereiro de 2013, a Prefeitura realizou pesquisa de satisfação dos usuários. O objetivo foi promover adequações no sistema e atender às solicitações dos usuários. Em maio, a região recebeu a primeira série de audiências públicas, onde foram apresentados os projetos de melhorias aos moradores. Com a permanência da ECO (que recebe melhorias desde o início do ano), a Prefeitura dará início às obras dos projetos apresentados. O plebiscito terá início às 9h. Para facilitar a participação popular, a Secretaria de Transportes vai disponibilizar urnas nos bairros Campos de São José, Mariana 1 e Mariana 2I, Pousada do Vale, Santa Cecilia 1, Santa Cecilia 2I, Serrote, Jardim Helena, Monterrey e Cajuru.

Para participar
Todos os moradores ou proprietários de lote poderão votar uma única vez. É necessário apenas ser maior de 16 anos e apresentar um documento com foto e o comprovante de residência. Serão aceitos quaisquer comprovantes emitidos pelo município como água, luz, telefone, além de contratos de locação em nome do próprio eleitor, dos respectivos pais ou cônjuge. Não serão aceitas correspondências particulares. Também não será permitido o voto por procuração. A coordenação do plebiscito é de responsabilidade da comissão organizadora formada por representantes dos moradores, Secretaria de Transportes, Secretaria de Governo e Defensoria Pública.

Cidade tem plebiscito para decidir destino do ECO

O destino da ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, na região leste de São José, será definido por meio de plebiscito, informou o prefeito Carlinhos Almeida (PT). “Como a opinião sobre a ECO está dividida na região, decidimos fazer um plebiscito para que a população tome uma decisão”, afirmou. A Secretaria de Transportes informou, por meio de sua assessoria, que as definições sobre a data e formato do plebiscito serão tomadas em conjunto com representantes da comunidade e da Defensoria Pública Estadual.

A pasta realizou uma pesquisa com os usuários da ECO para saber a opinião sobre a estação. Foram consultadas 1.250 pessoas. No mês passado, a secretaria promoveu quatro audiências públicas em bairros servidos pela ECO para debater o destino da estação e para apresentar o resultado da pesquisa. Na ocasião, o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, relatou que parte dos consultados é favorável à manutenção da estação e parte é contrária.

A opinião da comunidade irá basear a tomada de decisão do governo. Se o consenso for para a manutenção da ECO, o governo vai investir em melhorias. As principais queixas da comunidade sobre o terminal são falta de ônibus e demora e atrasos dos coletivos que servem a estação. A ECO foi construída e entrou em operação no governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB). Ela integra a proposta inicial do novo sistema do transporte coletivo. O projeto original previa a construção de 13 estações de conexão. Desde que entrou em operação, a ECO do Campos de São José, a primeira e única a ser construída, começou a gerar queixas dos usuários. Mesmo assim, o governo anterior manteve a estação em funcionamento, mas desistiu de construir as demais previstas no plano.

Cidade tem Audiência para definir destino do ECO

Alvo constante de críticas dos usuários, a ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, zona leste de São José dos Campos, terá seu destino definido a partir de uma série de reuniões com a comunidade. A Secretaria de Transportes agendou quatro reuniões com os moradores da região leste atendida pela ECO para definir se a estação será mantida ou desativada.

Se a opção preferencial for a primeira, a pasta irá programar melhorias no terminal nos próximos meses. A primeira reunião será hoje na Pousada do Vale. Amanhã no Santa Cecília 1, na quinta-feira, no Jardim Mariana. Os encontros estão programados para as 19h. No sábado, a pasta realizará a última reunião, a partir das 16h, no Campos de São José, onde fica a ECO. A secretaria irá apresentar à comunidade o resultado de uma consulta realizada em fevereiro sobre o funcionamento da estação. A pasta informou que 1.252 opinaram a respeito.

Os detalhes da pesquisa vão ser apresentados a partir de hoje nos encontros, mas, o secretário Wagner Balieiro, disse que as opiniões estão divididas. Segundo ele, a pesquisa mostra que uma parte dos entrevistados elogia a ECO. “Entre os que fizeram críticas, uma parte é favorável à permanência da estação, desde que sejam feitas melhorias, e outra parte quer a extinção do terminal”, disse Balieiro. O secretário afirmou que a intenção das reuniões também é para apresentar as mudanças já efetivadas para melhor o serviço do transporte nesse ponto da zona leste. A Defensoria Pública vai acompanhar.

Ele lembrou que já foi colocado um ônibus extra nos horários de pico no sentido centro/bairro para atender a demanda e que outro carro fica estacionado no terminal à disposição para casos emergenciais. Balieiro relatou que, desde o início de maio, um ônibus articulado, com capacidade para transportar até 120 passageiros, circula, em caráter experimental, no terminal.“Vamos apresentar a pesquisa, ouvir as críticas e sugestões da comunidade”, disse.

Usuários ouvidos ontem pelo O VALE apontam que os principais problemas do terminal são falta de ônibus, demora e atrasos dos veículos. “É preciso esperar muito tempo para pegar ônibus. Não deu certo”, disse o carpinteiro Elinaldo da Silva Rodrigues.

O Vale

Publicado em: 07/05/2013

Mudanças do ECO gera polêmica na cidade

Ao mesmo tempo que realiza uma pesquisa para saber a opinião de usuários sobre possíveis melhorias na Eco (Estação de Conexão de Ônibus), do bairro Campos de São José, na zona leste, o governo Carlinhos de Almeida (PT) já tem um projeto elaborado para readequação do local.

A planta está afixada em uma parede atrás do balcão onde os passageiros são convidados a responder a um questionário. O projeto foi finalizado no último dia 18 e apresenta uma estação totalmente remodelada, com banheiros, rampas de acesso, cobertura no espaço de embarque e desembarque, e até quiosque, academia ao ar livre e playground.

Os próprios fiscais responsáveis pela aplicação da pesquisa convidavam os passageiros a conhecer o novo desenho do local. A assessoria da Secretaria de Transportes informou que o projeto não é definitivo e está sujeito a mudanças a partir do que a população indicar na pesquisa.

A pesquisa, que termina hoje, acontece desde anteontem, das 6h às 19h. A ideia é ouvir boa parte das 5.000 pessoas que utilizam o local diariamente e apresentar o resultado do estudo na próxima semana. O levantamento tem 20 questões, sendo sete delas com foco no perfil do usuário, com perguntas sobre idade, sexo, escolaridade, qual linha está aguardando, como chegou até o ponto, como costuma pagar a passagem e qual o motivo da viagem.

Na sequência, os usuários devem apontar ps pontos positivos e negativos do local e opinar sobre alguns aspectos, como qualidade geral, cumprimento de horários e lotação dos ônibus, segurança, conforto, entre outras observações. O caldeireiro Mauro Leonardo da Silva, 41 anos, mostrou desconfiança quanto ao objetivo da pesquisa. “Se o projeto está pronto, pra quê ouvir a gente?”, disse.

A Eco foi criada em maio de 2010 na gestão do PSDB com o objetivo de levar uma maior oferta de ônibus para a região. A promessa era implantar 13 pontos, mas apenas um saiu do papel. A maioria dos usuários não aprova o modelo. Eles alegam que o ponto piorou a situação, já que agora eles precisam de dois ônibus para ir até o centro, sendo que antes era necessário apenas um.

“Já teve vez que o ônibus estava chegando comigo e o outro que eu ia pegar saindo, e o próximo demorou 40 minutos”, disse a manicure Eliana Santos Vieira, 37 anos. O secretário de Transportes, Wagner Baleiro, disse que a planta apresentada no local da pesquisa não é definitiva. “O projeto não está pronto, ele é uma adequação do que já existia ano passado, vamos fazer as modificações que a população apontar.”

Balieiro disse que esteve ontem na Eco ouvindo os usuários. Dependendo do resultado da pesquisa, ele admite, inclusive, extinguir a estação. “Temos uma ideia do que fazer se as pessoas apoiarem a estação, vamos pensar o que fazer se o resultado ficar equilibrado e numa alternativa se for para ela não ficar.”

Criador da Eco do Campos São José, o ex-secretário de Transportes, Anderson Ferreira, acusou a prefeitura de ter se apoderado do seu projeto de reformulação no local. “A readequação era um projeto nosso para o fim do ano passado, que só não foi feito pela troca de gestão”, disse ele há um mês a O VALE. Na ocasião, Ferreira chegou a ironizar a decisão da atual gestão petista em manter a estação. “Isto me causa muita estranheza, porque o PT sempre disse que iria acabar com a Eco”, afirmou.

O atual secretário de Transportes, Wagner Balieiro, que ontem admitiu a possibilidade de extinguir a estação, disse que a insatisfação da população com a Eco é gerada pelo não cumprimento dos horários dos ônibus o que ele diz que vai buscar mudar. Ele também disse que o PSDB não cumpriu o que prometeu. “O Cury Eduardo Cury, ex-prefeito disse que ia fazer uma audiência pública sobre a ECO, o que não foi feito.”

O Vale

Publicado em: 22/02/2013

Ônibus do ECO na Zona Leste, terão sistema mudado

A prefeitura de São José dos Campos vai modificar o sistema de operação dos ônibus na ECO (Estação de Conexão de Ônibus) no bairro Campos de São José. A promessa foi feita pelo secretário de transportes, Anderson Farias Ferreira, durante audiência pública com a administração, realizada no último dia 29.

Usuários do local reivindicam mudanças no sistema e na infraestrutura desde que a estação entrou em operação, em maio de 2010. Para o motorista Valdecir Antônio Pereira, 42 anos, a instalação da ECO só piorou a situação. “Agora quem mora no fim do bairro precisa de dois ônibus para ir até o centro, mas antes pegava apenas um. Não vi vantagem, fora que eles sempre demoram muito para passar”, afirmou.

A Secretaria de Transportes informou ontem que já estuda as mudanças necessárias para serem implantadas, mas não deu prazo para resolução dos problemas. A pasta informou ainda que nos últimos dois meses já realizou algumas mudanças de itinerários e horários incluindo mais dois veículos para atendimento nos bairros da região da ECO, e que será realizada uma pesquisa com o objetivo de entender a necessidade dos usuários.

Segundo a estudante Tamires Cristina da Silva, 19 anos, o pior problema é a demora na linha Serrote. “Eu pego ônibus aqui todos os dias, mas o Serrote é sempre o que demora mais”, disse. A reclamação da auxiliar de serviços gerais, Lucimara Vilar, de 35 anos é a mesma.

“O serviço aqui está bem ruim, os ônibus demoram e a ECO está sem estrutura para os usuários”, afirmou ela. Segundo a secretaria, entre as melhorias no serviço da ECO estão ainda o aumento nos horários das linhas nos bairros Serrote e Santa Cecília 2, além de mudança nos itinerários dos ônibus no Pousada do Vale, Monterrey e também no bairro Jardim Helena.

Outra reclamação comum aos moradores, que a secretaria já está analisando, é o abuso de velocidade dos motoristas na Estrada do Cajuru, já prevista pela prefeitura, e outros bairros da região. Os moradores também reivindicam o recapeamento no Campos de São José e a secretaria disse que uma empresa já foi contratada para o serviço.

No bairro Pousada do Vale, também já estaria em andamento a documentação para adesão do PCM (Plano Comunitário de Melhorias). A ECO teve sua operação iniciada em maio de 2010, e atende nove bairros: Campos de São José, Pousada do Vale, Jd Mariana I e II, Santa Cecília I e II, Jd Helena, Monterrey.

Após a realização de estudos pelo Departamento de Transporte Público nas 96 linhas existentes na cidade, a Secretaria de Transportes disse que o serviço de integração feito hoje pela ECO é realizado sem a necessidade de construção de novas estações, mas que acabam mantendo o mesmo conceito.

O Vale

Liberação do ECO

A Justiça de São José negou liminar pedida pela Defensoria Pública que previa suspender o funcionamento da ECO (Estação de Conexão de Ônibus) do Campos de São José, na zona leste.

Em decisão anunciada na última terça-feira, o juiz Luiz Guilherme Cursino Santos, da 2ª Vara da Fazenda, liberou ainda a construção de novas ECOs na cidade.

Segundo o magistrado, a implantação da Eco estava prevista no edital de concorrência pública que regulamentou a implantação do atual sistema de transporte e foi precedida de reuniões com os moradores da região.

A liminar requerida pela Defensoria Pública atendia pedido dos moradores da região que reprovam o terminal desde a sua implantação, em maio de 2010.

A Eco funciona como um terminal de transbordo que divide as linhas que atendem sentido centro das linhas sentido bairro. Ou seja, depois de esperar no ponto da região central, por exemplo, o morador desce na Eco do Campos de São José, onde tem que esperar novamente para pegar outro ônibus e ir até seu bairro.

Os moradores reclamam que a estação aumentou o tempo de espera, de viagem e a lotação dos coletivos. A defensoria argumentou que a implantação do terminal, inaugurado em maio de 2010, aconteceu sem nenhuma discussão com os moradores.

O projeto de governo do prefeito Eduardo Cury (PSDB) era construir 12 ECOs, mas após a reclamação dos moradores a prefeitura mudou a proposta e agora vai implantar apenas mais dois terminais na cidade um na zona sul e outro na zona norte da cidade.

A Secretaria de Transportes ainda não definiu os bairros dessas regiões que vão receber o terminal. Ontem, a pasta informou que tem previsão deles estarem funcionamento até o primeiro semestre de 2012.

O defensor público de São José, Jairo Salvador de Souza, disse que vai recorrer da decisão em segunda instância, no Tribunal de Justiça.

O Vale