Cidade tem plebiscito para decidir destino do ECO

O destino da ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, na região leste de São José, será definido por meio de plebiscito, informou o prefeito Carlinhos Almeida (PT). “Como a opinião sobre a ECO está dividida na região, decidimos fazer um plebiscito para que a população tome uma decisão”, afirmou. A Secretaria de Transportes informou, por meio de sua assessoria, que as definições sobre a data e formato do plebiscito serão tomadas em conjunto com representantes da comunidade e da Defensoria Pública Estadual.

A pasta realizou uma pesquisa com os usuários da ECO para saber a opinião sobre a estação. Foram consultadas 1.250 pessoas. No mês passado, a secretaria promoveu quatro audiências públicas em bairros servidos pela ECO para debater o destino da estação e para apresentar o resultado da pesquisa. Na ocasião, o secretário de Transportes, Wagner Balieiro, relatou que parte dos consultados é favorável à manutenção da estação e parte é contrária.

A opinião da comunidade irá basear a tomada de decisão do governo. Se o consenso for para a manutenção da ECO, o governo vai investir em melhorias. As principais queixas da comunidade sobre o terminal são falta de ônibus e demora e atrasos dos coletivos que servem a estação. A ECO foi construída e entrou em operação no governo do ex-prefeito Eduardo Cury (PSDB). Ela integra a proposta inicial do novo sistema do transporte coletivo. O projeto original previa a construção de 13 estações de conexão. Desde que entrou em operação, a ECO do Campos de São José, a primeira e única a ser construída, começou a gerar queixas dos usuários. Mesmo assim, o governo anterior manteve a estação em funcionamento, mas desistiu de construir as demais previstas no plano.

Cidade tem Audiência para definir destino do ECO

Alvo constante de críticas dos usuários, a ECO (Estação de Conexão) do Campos de São José, zona leste de São José dos Campos, terá seu destino definido a partir de uma série de reuniões com a comunidade. A Secretaria de Transportes agendou quatro reuniões com os moradores da região leste atendida pela ECO para definir se a estação será mantida ou desativada.

Se a opção preferencial for a primeira, a pasta irá programar melhorias no terminal nos próximos meses. A primeira reunião será hoje na Pousada do Vale. Amanhã no Santa Cecília 1, na quinta-feira, no Jardim Mariana. Os encontros estão programados para as 19h. No sábado, a pasta realizará a última reunião, a partir das 16h, no Campos de São José, onde fica a ECO. A secretaria irá apresentar à comunidade o resultado de uma consulta realizada em fevereiro sobre o funcionamento da estação. A pasta informou que 1.252 opinaram a respeito.

Os detalhes da pesquisa vão ser apresentados a partir de hoje nos encontros, mas, o secretário Wagner Balieiro, disse que as opiniões estão divididas. Segundo ele, a pesquisa mostra que uma parte dos entrevistados elogia a ECO. “Entre os que fizeram críticas, uma parte é favorável à permanência da estação, desde que sejam feitas melhorias, e outra parte quer a extinção do terminal”, disse Balieiro. O secretário afirmou que a intenção das reuniões também é para apresentar as mudanças já efetivadas para melhor o serviço do transporte nesse ponto da zona leste. A Defensoria Pública vai acompanhar.

Ele lembrou que já foi colocado um ônibus extra nos horários de pico no sentido centro/bairro para atender a demanda e que outro carro fica estacionado no terminal à disposição para casos emergenciais. Balieiro relatou que, desde o início de maio, um ônibus articulado, com capacidade para transportar até 120 passageiros, circula, em caráter experimental, no terminal.“Vamos apresentar a pesquisa, ouvir as críticas e sugestões da comunidade”, disse.

Usuários ouvidos ontem pelo O VALE apontam que os principais problemas do terminal são falta de ônibus, demora e atrasos dos veículos. “É preciso esperar muito tempo para pegar ônibus. Não deu certo”, disse o carpinteiro Elinaldo da Silva Rodrigues.

O Vale

Publicado em: 07/05/2013

Destino do terreno do Pinheirinho será decidido hoje (18)

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) julga hoje a ação que pede a suspensão da falência da empresa Selecta Comércio e Indústria S.A., ligada ao empresário Naji Nahas e proprietária do terreno do Pinheirinho, na região sul de São José.

Se o TJ concordar com a suspensão da falência, o empresário poderá reaver o controle do Pinheirinho. Em setembro do ano passado, por meio de uma liminar concedida pelo TJ, Nahas conseguiu suspender o leilão da área que havia sido determinado pela Justiça para pagar credores. Um novo leilão pode ser marcado se os desembargadores do TJ seguirem, no julgamento de hoje, o parecer da Procuradoria Geral de Justiça, que considerou ilegal a suspensão da falência.

Nahas tenta reaver a propriedade do Pinheirinho depois que houve a reintegração de posse autorizada pela Justiça e a retirada, em janeiro de 2012, de cerca de 1.700 famílias do local. Pertencente à massa falida da Selecta, a área de 1,3 milhão de metros quadrados é cobiçada por construtoras interessadas em erguer residenciais e condomínios industriais. O terreno foi avaliado em R$ 187 milhões pelo próprio Judiciário. Os advogados de Nahas entraram com um recurso no TJ pedindo a anulação da falência da Selecta para retomar o controle sobre a área, que poderia ser vendida no mercado.

O Vale

Publicado em: 18/04/2013

Impasse sobre o Destino da GM continua na cidade

O futuro dos 1.606 trabalhadores considerados excedentes da General Motors de São José foi adiado. Na reunião realizada ontem, a montadora pediu mais tempo para analisar as propostas da categoria. A próxima rodada de negociação ficou agendada para quinta, às 9h, na montadora. A reunião será a última e decisiva. Após o término do encontro, os funcionários vão saber se serão ou não demitidos.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José, a empresa mantém a posição de demitir os trabalhadores e não acatou as propostas feita pela categoria. A GM não comenta o assunto. Mesmo com os indícios de demissão em massa, o presidente do Sindicato do Metalúrgicos de São José, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, acredita que é possível manter os funcionários.

“Eu não só acredito como estou batalhando para isso. Não há justificativa para a empresa demitir funcionários para importar”, disse. Os metalúrgicos da GM cobram da empresa mais investimentos na planta de São José. Eles querem que a manutenção da produção do Classic, a fabricação de novos carros e caminhões e o fim da importação de veículos.

Eles também querem que o governo federal proíba a demissão em empresas que importam e que o lucro obtido no Brasil seja investido no país. No próximo dia 16, os trabalhadores da GM vão a Brasília para uma audiência pública no Senado. Caso a posição de demitir os funcionários se confirme, o sindicato promete realizar manifestações.

Nas últimas negociações, a montadora apresentou um pacote com 17 propostas. Elas foram rejeitadas por não garantir os empregos. As negociações começaram em julho quando a empresa apresentou a intenção de demitir 1.840, considerados excedentes. Eles pertencem à linha de produção do Classic, que será desativada.

Após protestos e reuniões, ficou acordado que a montadora suspenderia até 30 de novembro as demissões e que 925 entrariam em layoff contrato de trabalho suspenso. Desde agosto, a empresa já demitiu234 trabalhadores pelo sistema de PDV (Programa de Demissão Voluntária).

O PDV só termina no dia 30 de novembro, junto com o layoff. Com as adesões, restam 1.606 trabalhadores considerados excedentes. “Vai ser um desastre se essas pessoas forem demitidas. As indústrias da região não tem como absorver todos”, disse Macapá.

O Vale

Publicado em: 09/10/2012

Agenda Semanal é definida em negociação com Sindicato

Na primeira rodada da nova etapa de negociação entre a General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos sobre o futuro da fábrica da montadora em São José dos Campos, ocorrida ontem, as partes reafirmaram suas propostas iniciais, sem previsão de acordo.

Segundo relato do secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates, o Mancha, a empresa informou que a possibilidade de eventuais novos investimentos na planta local depende de medidas de flexibilização trabalhista. Entre elas, criação de banco de horas, nova grade salarial e redução de salários na fábrica.

A GM também informou que a unidade industrial permanece com excedentes de funcionários e que está mantida a previsão de fechamento da linha de montagem conhecida como MVA após 30 de novembro deste ano. Segundo a montadora, o excedente é de 1.840 funcionários de um total de 7.500 empregados do complexo industrial de São José.

“A empresa reafirmou as suas e propostas e nós reafirmamos as nossas”, disse o dirigente sindical. Prates declarou que o sindicato reforçou a tese de manutenção de empregos, inclusive dos funcionários que terão o contrato de trabalho suspenso a partir da próxima segunda-feira, da manutenção da produção do Classic na linha MVA e de novos investimentos no complexo. Atualmente, apenas esse modelo é produzido no setor, onde eram montados também o Meriva, Zafira e Corsa.

No encontro, GM e sindicato definiram uma agenda de reuniões para aprofundar as negociações. A partir da próxima semana, os encontros serão semanais, segundo Prates. A abertura de diálogo faz parte do acordo firmado pelas partes no dia 4 de agosto para evitar a demissão imediata de 1.840 funcionários. Na reunião, a GM informou ao sindicato que houve uma redução de 940 para 925 no número de funcionários que terão o contrato de trabalho suspenso.

Do grupo de 1.840 funcionários, 900 permanecem no trabalho, na produção do Classic. “Segundo a empresa, como há funcionários afastados, o número foi reduzido”, disse. Hoje, o sindicato vai realizar assembleia com o grupo, em sua sede, para orientar sobre a suspensão do contrato. “Vamos passar informações sobre o processo e reafirmar a nossa luta pela manutenção dos empregos”, declarou o dirigente sindical. A assembleia está marcada para as 14h.  A GM informou, por meio de sua assessoria, que não vai se pronunciar a respeito das reuniões com o sindicato.

O Vale

Governador Alckmin promete ajudar a acabar com a Crise da Gm

Às vésperas da reunião que pode selar o destino de 2.000 funcionários da General Motors em São José dos Campos, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) se comprometeu ontem a apresentar propostas à montadora para tentar evitar a demissão em massa.

Após se reunir em seu gabinete com a direção do Sindicato dos Metalúrgicos, Alckmin afirmou que vai procurar a direção da GM e o governo federal e propor que a empresa mantenha na cidade a produção do Classic para evitar a demissão.

“A nossa posição é totalmente favorável à manutenção do emprego”, afirmou. Anteontem, o ministro Guido Mantega (Fazenda) já havia descartado interferir na crise da GM. Alckmin disse que a permanência da produção do Classic em São José, além de garantir emprego, possibilitaria tempo para novos investimentos, com a criação de uma nova linha. Ele relatou que o Estado tem o programa ‘Pró-Veículo’ para estimular a atração de investimentos no setor no Estado.

O programa é financiado com a liberação de créditos retidos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) em troca de investimentos no Estado. “Vamos entrar em entendimentos com a direção da GM e com o governo federal”, afirmou o governador.

O presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, disse que o encontro com Alckmin foi positivo. “O governador se posicionou claramente contra demissões na GM. Os governos federal e estadual podem evitar demissões em São José”, disse.

Desativação. A GM afirma que há excedentes de funcionários na linha de produção MVA. Dos quatro modelos montados no setor, apenas o Classic ainda é produzido. Segundo o sindicato, a maioria dos 1.500 empregados do MVA está ociosa com a redução da produção.

A reunião de ontem foi a última tentativa política do sindicato antes do encontro de amanhã com a GM para definir o destino dos operários. O prazo foi dado como final na negociação que se arrasta há um mês.

O Vale

Diretor da GM define destino de mais de 1000 funcionários

A General Motors define até o final deste mês o destino dos cerca de 1.500 empregados da fábrica de São José dos Campos que trabalham na linha de produção conhecida como MVA, onde são produzidos os modelos Corsa, Meriva e Zafira .

O diretor de Relações Institucionais da montadora, Luiz Moan, disse ontem a O VALE que a decisão da empresa será tomada até o dia 28 de julho. Moan afirmou que a montadora não tem uma definição sobre o futuro dos trabalhadores da linha do MVA.

“Nada está descartado”, respondeu o executivo ao responder se a empresa pode demitir ou realocar os trabalhadores para outros setores da planta de São José.  O executivo se reuniu ontem com representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e do Ministério do Trabalho, na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, em São Paulo, para tratar da ameaça de demissão em massa na fábrica de São José.

Moan relatou que a GM e o Sindicato dos Metalúrgicos estão fazendo uma análise do mercado consumidor para a tomada de uma decisão. Segundo ele, o comportamento futuro do mercado é que balizará a questão. Ontem, a GM deixou de produzir em São José a minivan Zafira, por causa do baixo desempenho do modelo no mercado consumidor.

Segundo Moan, o número de trabalhadores da linha de produção do MVA seria menor do que o divulgado pelo sindicato. “Não tenho esse número, mas muitos trabalhadores foram remanejados para a linha de produção da S-10”, disse.

Ele relatou que ficou acertado mais duas reuniões com o sindicato, nos dias 23 e 28 de julho, para fechar o assunto. “A pedido do Ministério do Trabalho, haverá também uma nova reunião que será agendada entre os dias 20 e 25 de julho, e acontecerá em São José dos Campos”, disse.

Os trabalhadores da montadora podem entrar em greve a partir da próxima segunda-feira. A direção do sindicato encaminhou ontem a GM o aviso de greve da fábrica. A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores em assembleia pela manhã. Os empregados também paralisaram a produção ontem durante duas horas, segundo a diretoria da entidade.

O presidente do sindicato, Antonio Ferreira Barros, o Macapá, fez uma avaliação negativa do encontro com a GM. “Não houve avanço no encontro porque a empresa não mudou sua posição”, disse. As discussões sobre a ameaça de demissão em massa na planta da GM en São José serão levadas para a Secretaria Geral da Presidência da República, na próxima terça-feira, em Brasília.

“A GM tem uma responsabilidade social com a região e o governo federal tem dado incentivo e benefícios para a montadora”, disse Macapá.Confira a entrevista Luiz Moan, diretor de Relações Institucionais da General Motors.

O Vale