Pib faz recusar a RMVale devido a crise da industria

Em uma década, a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte recuou de 6,5% para 4,9% sua participação no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado de São Paulo, revela estudo divulgado ontem pelo Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). A pesquisa é referente ao período de 2000 a 2010.

O PIB conjunto dos 39 municípios somou em 2010 total de R$ 61,7 bilhões. A queda foi puxada por São José, o maior PIB da região, com R$ 24,1 bilhões. Segundo o estudo, o PIB estadual atingiu R$ 1,247 trilhão em 2010. A participação do município no PIB paulista recuou de 3,2% para 1,9%.

A cidade despencou do 2º para o 8º lugar no ranking do PIB dos municípios paulistas. Na contramão, Taubaté, segundo maior PIB da RMVale (R$ 9,7 bilhões), avançou três posições no ranking e passou de 19º para 16º lugar entre os 20 maiores municípios. O bom desempenho foi puxado pelos valores adicionados dos setores industrial e de serviços.

O PIB representa a soma das riquezas geradas pelos diversos setores e mede a diferença entre o custo de se produzir e o que se obtém como fruto dessa produção. Os números têm impacto no cotidiano e podem refletir na qualidade de vida da população.

Para o gerente da área de Indicadores Econômicos do Seade, Wagner Bessa, a queda da participação da RMVale no PIB paulista é explicada por problemas conjunturais, mas a região permanece com um grande polo econômico de São Paulo.

“Podemos dizer que, no caso de São José, um problema identificado que colaborou para a queda da participação do município no PIB paulista foi o desempenho da indústria de petróleo e gás”, afirmou. Bessa explicou que essa cadeia tem grande peso no PIB e a variação para baixo do preço internacional do petróleo aliada à política do governo federal de “represamento” do preço interno dos derivados influenciou na composição final do PIB do município.

“Mesmo tendo registrado queda, São José é o terceiro colocado no ranking estadual considerando a participação dos municípios no valor adicionado da indústria, atrás apenas da capital e de São Bernardo do Campo”, disse. Já o bom desempenho de Taubaté foi avaliado pelo gerente da Seade como resultado do crescimento dos polos industrial, sobretudo do setor automotivo, e de serviços na cidade. “A cidade registrou avanços nos polos varejista, atacadista e automotivo.”

O economista Edson Trajano, da Unitau (Universidade de Taubaté), ponderou que o polo industrial de São José é afetado pela crise econômica internacional. “As indústrias de São José exportam para países ricos da Europa e para os Estados Unidos, que enfrentam crise. Aliado a esse fator há a questão do setor de óleo e gás que enfrenta problema de preços”, disse.

“Com Taubaté acontece o contrário. As indústrias fornecem para o mercado interno e para o Mercosul, que não estão em crise ”, afirmou Trajano. O secretário de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos, José de Mello Corrêa, afirmou que o resultado do PIB de 2010 mostra que a situação de São José permanece estável. “A expectativa é positiva par os próximos anos”, disse.

O Vale

Publicado em: 13/12/2012

IBGE aponta que igreja cresce, mais riqueza diminui

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que São José dos Campos perdeu riqueza entre 1999 e 2009 e caiu no ranking nacional e estadual das cidades com maior índice de PIB (Produto Interno Bruto) a soma de todos os bens e serviços produzidos na cidade.

No período, o município aumentou o PIB de R$ 9,740 bilhões para R$ 22,018 bilhões, mas não o suficiente para ganhar posições na lista das cidades mais ricas. Em 1999, São José ocupava a 12ª posição no Brasil e a 5ª no Estado de São Paulo das cidades mais ricas.

Dez anos depois, caiu para a 19ª posição no país e a 8ª no Estado, sendo ultrapassado por Osasco, Barueri e Santos. No plano nacional, perdeu para Osasco, São Bernardo do Campo, Barueri, Duque de Caxias, Betim, Recife e Santos.

“Houve crescimento nominal no PIB, mas queda no valor real. Calculo que a cidade vem perdendo cerca de R$ 300 milhões ao ano, em média”, disse o economista e advogado Roberto Koga, que fez o estudo da queda da riqueza analisando dados do IBGE e do governo federal.

A diferença entre real e nominal é o quanto, efetivamente, a subida do PIB representa em aumento dos recursos para investimento na cidade. Ganhar mais não significa que se pode gastar mais. Segundo Koga, a retração econômica provocou diminuição de 29,2% no repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) ao longo da década, refletindo na menor disponibilidade de dinheiro para investimento no município.

A principal causa para a redução da riqueza em São José, segundo o economista, foi a perda gradual de competitividade e do poder de atrair novas empresas. Ele justifica a opinião com números. Em 1999, o PIB do setor industrial na cidade foi de R$ 4,475 bilhões, colocando São José como a terceira maior riqueza industrial do país, perdendo apenas para as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Com PIB industrial de R$ 9,998 bilhões, em 2009, São José caiu para a sétima maior riqueza industrial do país, perdendo lugar para os municípios de Manaus (AM), Campo dos Goytacazes (RJ), Betim (MG) e São Bernardo do Campo. “A competitividade está cada vez mais agressiva. Nessa batalha, não se admite acomodação, que pode provocar um retrocesso”, afirmou Koga.

O Vale

Publicado em: 23/10/2012

Primeira Igreja Batista inaugura novo Templo

A PIB (Primeira Igreja Batista) de São José dos Campos inaugura na próxima segunda-feira parte do mega-templo que está sendo construído na zona leste.  Denominado Campus Colina, o prédio ocupa um terreno de 205 mil metros quadrados, na Vila Tatetuba, às margens da via Dutra.

O novo templo será a nova sede principal da igreja que vai devolver aos proprietários dois dos três prédios que ocupa há 12 anos na avenida José Longo, região central.  Com dois auditórios, estacionamento para 1.000 veículos, academia ao ar livre, restaurante, livraria, ginásio e uma tenda de esporte, o investimento para a construção do espaço não foi divulgado. O terreno foi comprado há oito anos por R$ 44 o metro quadrado, parcelados em 10 anos.

A inauguração parcial deve contar com 5.000 pessoas e será feita em dois cultos às 18h e às 20h da próxima segunda-feira. Neste primeiro momento, apenas o ginásio poliesportivo de 2.000 metros quadrados será liberado e sediará os cultos da PIB.

Toda a obra do espaço que contará ainda com um jardim temático das nações, deve ser concluída em dezembro de 2013. A construção começou em agosto de 2009.  O bispo e diretor da PIB de São José, Carlito Paes, afirmou que o objetivo da construção é abrigar melhor os fieis e oferecer novas atividades de lazer e cultura à comunidade evangélica. Segundo ele, toda a obra está sendo paga com a doação dos 6.000 membros que frequentam a PIB.

“Alguns até fizeram empréstimos para a igreja que vai pagar esse dinheiro com juros”, afirmou a O VALE. Ele disse ainda que o novo espaço segue uma tendência mundial de levar os templos para as áreas mais afastadas do município.

“Dessa forma vamos evitar incomodar os vizinhos com barulho natural do movimento da igreja, não vamos gerar muito impacto no trânsito e vamos conseguir oferecer uma gama maior de atividades para nossa comunidade”, afirmou.

A PIB conta ainda com um prédio no Jardim Primavera, na zona leste, e outro na Euclides Miragaia, centro. A festa de inauguração deve durar uma semana e contará com shows de cantores como Ricardo Robortela, no dia 10, e Paulo Cesar Baruk, no dia 11 (veja quadro ao lado). A PIB conta hoje com 6.000 membros um aumento de 24% ao ano nos últimos dez anos. Além da PIB, São José conta com cerca de 400 templos evangélicos que representam 22% da população.

O Vale

No Ranking do PIB, São José subiu duas posições

O Produto Interno Bruto (PIB) de São José dos Campos alcançou R$ 22,018 bilhões em 2009, segundo relatório divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O montante representa um aumento de 6,27% em relação a 2008, quando o PIB registrado foi de R$ 20,7 bilhões.

Outro indicador que apresentou crescimento foi o PIB per capita, que passou de R$ 34.007,00 em 2008 para R$ 35.751,06 em 2009. O PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo município e o PIB per capita é a participação de cada habitante nesta produção.

Esse resultado coloca São José dos Campos em destaque entre os municípios brasileiros que mostraram crescimento do PIB em 2009 em comparação com 2008. Os números fizeram com que o município subisse da 21ª para a 19ª colocação no ranking dos maiores PIBs do país. No ranking do estado, é o oitavo colocado, subindo um ponto no ranking do interior.

Segundo o IBGE, o município ocupa o terceiro lugar na geração do valor adicionado industrial do Estado de São Paulo com R$ 9.998,95 bilhões e integra o grupo dos cinco municípios paulistas responsáveis por 40% da geração do valor adicionado industrial do Estado, um dos componentes formadores do PIB.

Prefeitura Municipal