Partido do PSDB, querem barrar pesquisas com Candidatos

A coligação liderada por Alexandre Blanco (PSDB) em São José dos Campos pediu à Justiça Eleitoral a concessão de liminar para suspender as pesquisas qualitativas que estão sendo feitas pela coligação do concorrente à prefeitura pelo PT, Carlinhos Almeida.

Os tucanos protocolaram no dia 30 de agosto ação contra o PT em que acusam Carlinhos Almeida (PT) de compra de votos e pedem a impugnação da candidatura do petista. A ação tramita no Juizado da 127ª Zona Eleitoral. Blanco e seus aliados acusam Carlinhos de pagar R$ 50 para os eleitores, além de oferecer transporte e alimentação, para que façam análise de seu programa eleitoral na TV.

O pedido de liminar foi ajuizado posteriormente. “Queremos que o PT pare essa atividade até o julgamento do mérito da ação”, disse o coordenador da campanha tucana, Anderson Ferreira. “A legislação é clara quanto à distribuição de brindes, que é proibido.”

O PT, por sua vez, pediu que o processo tramite em segredo de Justiça. “O pedido de sigilo é uma estratégia jurídica da defesa”, informou em nota a assessoria de Carlinhos.O juiz da 127ª Zona Eleitoral, José Loureiro Sobrinho, disse que se pronunciaria ontem sobre o caso.

A assessoria do PT relatou que o pedido de liminar teria sido indeferido pelo juiz. O VALE não conseguiu confirmar a informação ontem até as 20h30. A ação judicial teve como base reportagem de O VALE no último dia 18 de agosto sobre o instituto de pesquisa contratado por Carlinhos e que estaria pagando R$ 50 para pessoas analisarem o seu programa eleitoral na TV.

O Vale

Segundo Ibope, Área da Saúde é a pior da cidade

Pesquisa Ibope encomendada pela Rede Vanguarda mostra que a Saúde é a área em que os moradores de São José dos Campos enfrentam os maiores problemas. A pergunta faz parte da segunda pesquisa de intenção de voto para prefeito de São José, divulgada na última quinta-feira (16).

O questionário foi aplicado entre os dias 13 e 15 de agosto para 602 moradores de diferentes regiões da cidade.

Confira abaixo as respostas à pergunta: ‘diga qual área em que, na sua opinião, a população de São José está enfrentando os maiores problemas?’:

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55% Saúde
12% Segurança Pública
7% Educação
4% Geração de Empregos
3% Calçamento de ruas e avenidas
3% Trânsito
3% Transporte Coletivo
3% Habitação

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2% Assistência Social
1% Limpeza Pública
1% Abastecimento de Água
1% Meio Ambiente
1% Imposto e taxas
1% Administração Pública
1% Opções de lazer
1% Corrupção

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G1 (Vnews)

Escolas da cidade tem mal desempenho segundo Ideb

Metade das escolas públicas de São José dos Campos e Taubaté não atingiu a meta no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), que é o principal indicador público do ensino fundamental no país.
Dos 128 colégios municipais e estaduais das duas cidades, 62 tiveram nota aquém da esperada. Em Taubaté, outras 15 unidades não foram avaliadas.

Divulgado anteontem pelo MEC (Ministério da Educação), o levantamento revelou que 3 escolas de São José estão entre as 10 melhores do Estado: a estadual José Mariotto e as municipais Waldemar Ramos e Mercedes Klein quarta, nona e décima, respectivamente.

Das 39 cidades da RMVale, 26 alcançaram o objetivo traçado pelo governo federal. Os dados são referentes a 2011. Elaborado desde 2005 e publicado a cada dois anos, o Ideb une o fluxo escolar e o desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

Com bonsresultados individuais, as 87 escolas joseenses somadas não obtiveram a meta de nota 5 indicada no ranking, mas chegaram perto, com 4,9. Os índices vão de 0 a 10. O colégio Estadual Sônia Pereira, no Parque Interlagos, foi o sexto pior do Vale do Paraíba.

“A educação pública de São Paulo está entre as melhores do país e é sempre mais difícil alcançar todas as metas”, disse o secretário de Educação de São José, Alberto ‘Mano’ Marques, por meio de nota. Já Taubaté vive um paradoxo. Enquanto comemora a pontuação de 4,7 (acima da meta de 4), a cidade teve 20 colégios municipais entre os 23 da cidade abaixo do indicador.

“A situação é enfrentada por um número muito grande de estabelecimentos de ensino do país e da região, que em 2009 já apresentavam índices de avaliação mais elevados”, afirmou a Secretaria de Educação, por meio de nota. Para o diretor estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) Gilmar Ribeiro, o problema da rede estadual paulista está no sistema de progressão continuada, em que o aluno avança com apenas uma avaliação entre o 5º e 6º anos.

“Os ciclos de avaliação têm que ser pelo menos de dois em dois anos. O nível de conhecimento de 80% dos alunos que terminam hoje o colegial é de um estudante de 6ª série.”

O Vale

Segundo Pesquisa cidade tem 3 escolas com indice bom

São José dos Campos tem 3 das 10 melhores escolas do Estado, de acordo com dados do Ideb ( Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) divulgados ontem pelo MEC (Ministério da Educação). As unidades que se destacaram são a José Mariotto Ferreira Major Aviador, que é estadual e fica dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), e as municipais Waldemar Ramos, do Vista Verde (zona leste), e Mercedes Carnevalli Klein, do Jardim Satélite (zona sul).

Elas ficaram, respectivamente, em quarto, nono e décimo lugares no ranking estadual. Os dados são referentes a 2011 e aos alunos do ensino fundamental. Divulgado desde 2005 a cada dois anos, o Ideb é uma avaliação do Ministério da Educação (MEC) que une o fluxo escolar e desempenho na Prova Brasil, feita por alunos de escolas públicas.

A RMVale tem ainda 4 escolas entre as 100 melhores do Brasil e 10 entre as 300 melhores. Neste último grupo, só 1 não fica em São José -a Escola Estadual Rogério Lacaz, de Guaratinguetá (53º no ranking estadual e 300º no ranking nacional).

Mesmo com bons resultados individuais, São José não atingiu a meta estipulada pelo MEC, que era nota 5 ficou com 4,9. Nos dois exames anteriores (2007 e 2009) o objetivo foi alcançado. Taubaté teve nota 4,7, superando a meta de 4,. Jacareí obteve 4,3 exatamente o que precisava.

Na ponta de baixo do ranking, a terceira pior escola do Estado também é da região: a estadual Paulo Virgínio, de Cachoeira Paulista, com nota 2,3 a meta era 3,6. “Enquanto o governo não puder ajudar, vai ficar assim. Não manda verba, não manda nada”, disse o prefeito da cidade, Fabiano Vieira (PSDB), ao avaliar o resultado.

Com Ideb de 6,5, a Escola Estadual José Mariotto Ferreira ficou bem acima da meta de 4,7. A diretoria da unidade e o governo do Estado não quiseram comentar o resultado ontem. Nona melhor do Estado e 61ª em âmbito nacional, a Escola Waldemar Ramos tem 70 professores e 890 alunos. “Temos professores dedicados e pais empenhados em ajudar”, disse diretora Rosa Rodriguez.

Para o professor e consultor em educação Magno Maranhão, do Rio de Janeiro, o sistema de ranking não é ideal, mas ajuda. “É avaliação de um momento. Mesmo assim, o Ideb é importante porque é nacional e serve para elaboração de políticas públicas de educação.”

O Vale

Pesquisa sobre anemia em idosos é feita pelo Pio 12

Se você tem mais de 65 anos e mora em São José dos Campos pode contribuir para uma pesquisa sobre a taxa de anemia na terceira idade que começou a ser realizada ontem na cidade. O levantamento, feito pelo Hospital Pio 12 em parceria com o Centro de Hematologia do Vale, é considerado inédito no país e precisa da colaboração de 400 idosos.

A meta é contribuir com as políticas públicas para o setor e ampliar as ações de prevenção ao problema. O estudo deve ser divulgado no final do ano. Os voluntários terão que fazer coleta do sangue e, sete dias após o exame, poderão retirar nos hospitais o resultado, que será explicado pelo médico do projeto. Os voluntários com anemia serão orientados a procurar serviço médico específico.

De acordo com o hematologista Fernando Callera, diretor do Centro de Hematologia do Vale, a anemia em idosos está associada a fatores como a depressão, queda da qualidade de vida e a frequência de internações hospitalares.

Segundo ele, a anemia causa fraqueza e desânimo. “Associada a outras doenças, a anemia prejudica a recuperação do idoso”, disse. Callera, que irá coordenar a pesquisa, disse que o levantamento é raro. “Temos poucas pesquisas nacionais sobre esse tema, o que é ruim, já que o envelhecimento da população está ocorrendo de forma constante e crescente”, afirmou a O VALE.

O Centro de Hematologia do Vale informou que pesquisas americanas servem como referência mundial para o tema e apontam que em torno 10% da população com idade superior a 65 anos tem anemia por diferentes causas.

Após a análise dos dados coletados em São José, a equipe médica pretende também publicar os resultados em revistas científicas brasileiras e internacionais. “Considerando o envelhecimento da população e as consequências da anemia em idosos, o resultado da pesquisa poderá contribuir de forma relevante para os gestores públicos”, disse.

A irmã Sílvia Rodrigues de Paula, gerente administrativa do Hospital Pio 12, que fica na zona norte de São José, afirmou por nota que os idosos fazem parte do público atendido pelo hospital. “É importante conhecermos mais sobre a saúde do idoso para aprimorarmos técnicas e terapias. Estamos muito satisfeitos”, disse Silvia, por meio de nota oficial.

O Vale

Definição do novo Diretor do Inpe demorará dois meses

A definição do novo diretor do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, deve demorar ainda pelo menos mais dois meses. A previsão foi feita pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, a diretores do Sindict (Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial) na semana passada.

O presidente da entidade, Ivanil Elisiário, relatou que Raupp informou que deseja ter na direção do Inpe uma pessoa que tenha afinidade com o presidente da AEB (Agência Espacial). “Ele disse que quer trabalhar em sintonia com os comandos do Inpe e da AEB”, afirmou o dirigente.

Segundo Elisiário, Raupp prevê que ainda serão necessários pelo menos mais 60 dias para a conclusão do processo de definição do presidente da AEB e do Inpe. O impasse está relacionado à demora na nomeação do atual diretor do Parque Tecnológico de São José, José Raimundo Coelho, para a presidência da AEB.

Na última sexta-feira, um grupo de 25 servidores do Inpe foi em caravana ao Rio de Janeiro pressionar Raupp, que cumpriu agenda em instituições na cidade. Pela manhã, diretores do Sindict estiveram com o ministro na Pontifícia Universidade Católica. No período da tarde, os servidores se encontraram com Raupp em outra solenidade.

Em ambos os eventos, ele foi cobrado pelo grupo. “Ele afirmou que pretende chamar o primeiro nome da lista tríplice dos candidatos.” O presidente do Sindict relatou que 350 servidores do Inpe assinaram uma carta aberta entregue ao ministro em que pedem pressa na escolha do novo diretor.

O temor dos funcionários é que o impasse na definição do nome possa provocar prejuízos aos projetos do Inpe.
Hoje completam 263 dias que o diretor demissionário do Inpe, Gilberto Câmara, pediu para deixar o cargo.

O Vale

Ipplan tem planejamento de Transporte rápido em massa

Em maio, o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) divulga os primeiros resultados do estudo que realiza sobre a mobilidade urbana em São José dos Campos. O trabalho irá embasar a elaboração de um plano macro de TRM (transporte rápido de massa) que o prefeito Eduardo Cury (PSDB) planeja deixar para o seu sucessor, como alternativa ao sistema em operação.

A intenção do Ipplan é envolver a sociedade no debate sobre o futuro da mobilidade em São José. A principal premissa é que a cidade não pode ter seu sistema de circulação fundamentado apenas no uso do automóvel.

A diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, disse que os técnicos avaliam vários cenários para o TRM na cidade articulado com um sistema regional para atender o deslocamento que existe hoje entre os municípios da microrregião de São José.

O estudo mostra o cenário atual da mobilidade em São José e projeta o desenvolvimento e crescimento da cidade até 2030. Entre os sistemas em avaliação estão desde corredores expressos de ônibus, VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) bem como o BRT (sistema rápido de ônibus em vias segregadas).

Um dos pilares do trabalho é a pesquisa de origem e destino realizada no ano passado pelo instituto sobre a circulação da população. “O trabalho técnico que estamos desenvolvendo é que deverá apontar qual será o melhor sistema a ser implantado, considerando cenários de futuro almejados”, afirmou Cynthia.

Ela relatou que esses cenários estão sendo construídos com a colaboração de Cândido Malta Campos Filho, urbanista e professor da Universidade de São Paulo. “Um dos aspecto que ele analisa é a capacidade atual do sistema de circulação e quando poderá ficar saturado”.

O engenheiro e especialista em transporte Sérgio Eizenberg avalia que, para cidades de médio porte como São José, um sistema de ônibus expresso e até mesmo um sistema tipo BRT seriam mais econômicos e atenderiam a demanda de TRM com qualidade pelo menos por dez anos.

“Nesse período, os municípios teriam tempo para planejar sistemas complementares como metrô”, afirmou. Ele lembra que é preciso planejar um TRM em sintonia com o uso e ocupação do solo. “Em uma cidade mais adensada, é mais econômico planejar sistemas de TRM”, disse.

Há cerca de dois anos especialistas do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) analisaram alternativas de TRM para a cidade, a pedido da prefeitura. “O estudo que efetuamos privilegiou essencialmente o transporte público de larga escala em relação ao particular. Considera-se que se o conceito de TRM que apontamos não for implantado progressivamente a partir do presente, será cada vez mais difícil, no futuro, estruturar um maior nível desejado de mobilidade urbana”, disse o professor Eugênio Vertamatti, coordenador do trabalho”.

O Vale

Pesquisa aponta quatro novos Ponto Histórico da cidade

Quais são os principais marcos do centro de São José dos Campos? Se você pensou na orla do Banhado como sendo um deles, acertou. Mas a população considera outros pontos como ícones que remetem ao centro. A Praça Afonso Pena, o Mercado Municipal e o Calçadão da rua Sete de Setembro são outros.

Esse quarteto é a cara do centro, revela a pesquisa realizada pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) sobre a percepção e a imagem que a população tem do tradicional centro. A coordenadora da pesquisa, Maria Angélica de Avellar Silva, conta que a escolha dos ícones do centro foi feita de forma espontânea, como parte dos debate sobre a região com os oito grupos de trabalho. “Esses marcos foram mencionados em todos os grupos de trabalho”, afirmou.

Para a população, a orla do Banhado representa “exuberância” pela sua beleza. Foi considerado um dos pontos altos da cidade. No entanto, na avaliação da comunidade, a orla não é bem aproveitada e a sugestão é que, para, de fato, se parecer com uma orla marítima, precisa de transformações, como bares, restaurantes e passeios.

Já o Mercado Municipal, segundo revela a pesquisa qualitativa, significa “aconchego”, um local de cenários de lembranças do passado e que hoje pode ser transformado em um ponto de diversão e relaxamento. O mercadão foi considerado um dos principais marcos históricos do centro.

A praça Afonso Pena, apesar de já não ser a mesma e hoje abrigar diversas “tribos” e até ser repelida por muita gente, ainda é considerada a mais bela da cidade. Maria Angélica relata que os grupos trabalho definiram a Afonso Pena como “imponente” pela sua localização e tamanho. Afirmaram que é preciso resgata-la para que ela possa voltar a ser utilizada novamente pela comunidade.

A tradicional feira de artesanato realizada todos os sábados na praça foi mencionado com um dos chamarizes do local. A sugestão é que a feira seja incrementada e sejam criados espaços para atividades culturais, incentivos a instalação de bares e lojas diferenciadas no seu entorno.

Principal polo do comércio popular do centro, o Calçadão da rua Sete de Setembro, na avaliação da população, representa “vitalidade” pelo grande fluxo diário de pessoas na rua. Ele é considerado muito útil para o centro e importante para a cidade.

Dois outros marcos foram lembrados pelos grupos que participaram da pesquisa qualitativa a praça Padre João (Matriz) e a praça João Mendes (Sapo). A Matriz é vista como sendo a “ancestralidade” de São José e remete às raízes da cidade, um lugar para se contemplar.

Na avaliação dos grupos, a João Mendes também representa recordação do passado da cidade e foi considerada um lugar que transmite delicadeza, porém, o espaço é visto como o mais abandonado de todos os marcos do centro. Para a diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo, a identificação espontânea desses locais como marcos importantes para o centro e para cidade reforça as propostas do instituto para a região.

“Na orla do Banhado, por exemplo, o plano estratégico Centro Vivo prevê a construção de um boulevard, com passeios amplos e espaços para lazer e diversão”, disse.

O Vale

Pesquisa revela que busca maior por imóvel é entre os Jovens

Quase a metade dos interessados em adquirir imóveis em São José dos Campos tem entre 25 e 36 anos, aponta pesquisa de mercado da incorporadora Plano&Plano, subsidiária da Cyrela. O estudo mostra que 56% dos potenciais compradores possui ensino médio e 60% recebe uma renda familiar mensal entre R$ 1.500 e R$ 3.500.

A gerente de Marketing da Plano&Plano, Adriane Cardoso, chama atenção para outro dado da pesquisa. “Em meio a tudo isso, constatamos que há mais mulheres interessadas na compra, do total, elas representam 61%. O que na verdade mostra um retrato da sociedade em que a mulher é ativa e tem sua independência”, disse Adriane.

A maioria dos consumidores, 57,6%, busca apartamentos de dois dormitórios sem suíte. Entre os motivos mais citados para a compra estão a realização de um investimento e a fuga do aluguel. Ao todo, 1.165 pessoas participaram da pesquisa.

Mercado. O setor imobiliário de São José vai movimentar R$ 5,4 bilhões até 2014, segundo levantamento da Aconvap (Associação das Construtoras do Vale do Paraíba). O montante é referente à comercialização de 143 empreendimentos lançados ou em fase de lançamento.

O Vale

Proposta para criar o maior polo de pesquisa na cidade

Em meio à sua saída para a AEB (Agência Espacial Brasileira), o diretor geral do Parque Tecnológico de São José dos Campos, José Raimundo Coelho, lançou um projeto ambicioso para o futuro da instituição: criar uma ‘cidade tecnológica’ de até 200 mil pessoas dentro dos domínios do parque nos próximos 20 anos.

Para alcançar tal meta, Coelho conta com o lançamento de novos centros de pesquisa, instituições de ensino e áreas de serviço para suportar a chegada de novas empresas ao local. Atualmente, pouco mais de 2.000 pessoas atuam em 1,5 milhão de metros quadrados de área construída do Parque o terreno total é de 25 milhões de metros quadrados, às margens da rodovia Presidente Dutra.

“Quando falo de 150 mil a 200 mil pessoas no Parque, não me refiro a moradores, mas a pessoas trabalhando, estudantes e prestadores de serviço”, disse Coelho. Entre os novos empreendimentos da instituição, destaca-se o Parque das Universidades, que deverá receber nos próximos anos até sete instituições de ensino.

Educação. Além da Fatec (Faculdade Técnica) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), já presentes no Parque, Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), UAB (Universidade Aberta do Brasil), Unifei (Universidade Federal de Itajubá) têm tratativas para se instalarem no local.

Segundo Coelho, depois de pronto, o Parque das Universidades terá estrutura para receber 20 mil alunos. Com investimento de R$ 100 milhões, outra aposta do Parque é o LEL (Laboratório de Estruturas Leves), fruto de uma parceria entre Embraer, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e o IPT (Institutos de Pesquisas Tecnológicas).

Com estrutura já pronta, o laboratório deve funcionar a todo vapor a partir do início do ano que vem no desenvolvimento de materiais compostos, estrutura base da fuselagem dos aviões.De acordo com Coelho, a Petrobras também estaria interessada no LEL.

“Aqueles tubos utilizados para retirar petróleo a 2.000 metros de profundidade têm que ser construídos de material composto, é uma peça chave. Não tem nada igual (ao LEL) no hemisfério sul”, afirmou o diretor do Parque. Para atender à demanda de novas empresas, o Parque lançou no final do ano passado o Centro Empresarial 2, com capacidade para abrigar 50 novas empresas.

As obras para a construção do prédio de 10 mil metros quadrados estão previstas para começar dentro dos próximos 45 dias. Ainda este mês, o Parque recebe o centro de TI (Tecnologia da Informação) da Ericsson, que será instalado em uma estrutura de 400 metros quadrados, fora do Centro Comercial 1. Atualmente, o Parque conta com cerca de 40 empresas de diversos segmentos.

O Vale