Pesquisas aponto que cidade é a mais cara para se comer

São José dos Campos é a segunda cidade mais cara do país para se comer fora de casa. É o que revela pesquisa da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador) divulgada ontem. O consumidor gasta na cidade, em média, R$ 26,34 por uma refeição completa, com prato principal, bebida, sobremesa e café. O valor só não é maior do que em São Paulo, onde o cliente gasta R$ 26,80.

Na comparação com o ano passado, o valor da refeição em São José subiu 26%, bem acima da inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) que fechou 2011 em 6,5%, alta puxada justamente pelo setor de alimentação e bebidas.

Já o valor nacional médio da refeição foi de R$ 22,37, variação positiva de 6% em relação ao ano anterior. Na avaliação do presidente do Sinhores (Sindicato dos Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares) de São José, Antônio Ferreira Junior, parte desse aumento se justifica pelo encarecimento dos produtos e serviços do setor alimentício.

“Para reajustar o preço, os restaurantes levam em conta itens diferenciados, que o IPCA não considera, como a mão de obra. No final do ano passado, vários cortes de carne subiram mais do que 60%”, disse Ferreira Junior, que considera o crescimento de 26% do preço da refeição acima do normal.

O aquecimento da economia, a geração de empregos e a chegada de novas indústrias ao Vale foram apontados pela Assert como responsáveis pela vice-liderança de São José no ranking nacional, à frente de capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Quem tem que comer fora de casa em São José, seja por trabalho ou estudo, garante que está caro mesmo. Pela média da Assert, uma pessoa que almoça de segunda a sexta-feira em restaurantes desembolsaria, mensalmente, cerca de R$ 500.

“Por causa do trabalho, almoço fora quase todos os dias. Há um ano, com R$ 20 dava para comer bem. Hoje, já não é suficiente”, afirmou o analista de sistemas Roberto Rodrigues, 47 anos. O empresário Hélio Matsuo, 43 anos, foi outro a perceber a elevação do preço. “Não costumo comer fora, mas realmente aumentou, principalmente na região central.”

O proprietário do restaurante Adissai, Maurício Tsuji, afirma que a elevação de preço não foi tão alta no setor de comida por quilo, uma vez que a concorrência acaba freando o reajuste no valor. Os maiores reajustes teriam sido feitos nos estabelecimentos com sistema à la carte. “Se eu subir o preço em 26%, ninguém mais vem aqui”, disse. O economista Edson Trajano atribuiu o preço elevado ao padrão de renda de São José.

Ranking de preços

São Paulo: R$ 26,80
São José: R$ 26,34
Campinas: R$ 25,73
Rio de Janeiro: R$ 26,17
Belo Horizonte: R$ 20,41
Florianópolis: R$ 22,36
Curitiba: R$ 21,34
Recife: R$ 18,84
Salvador: R$ 21,17
Manaus: R$ 22,42
Vitória: R$ 23,90
Santos: R$ 25,67
Ribeirão Preto: R$ 21,37
Média nacional: R$ 22,37

O Vale

Setor da saúde é o que mais indica problemas na cidade

A Saúde é o principal problema de São José dos Campos e de Taubaté, revela a pesquisa O VALE/Mind. Os dados mostram que 22,8% dos entrevistados em São José dos Campos e o mesmo índice dos consultados em Taubaté apontaram o setor como o mais problemático.

Na estratificação do levantamento, considerando a idade, 27% dos entrevistados em São José na faixa etária de 45 a 59 anos, o maior índice, apontaram a saúde como o maior problema da cidade. Se considerada a faixa de renda familiar, os que ganham de 3 a 5 salários mínimos, 26%, são os que consideram a saúde o maior problema.

Considerada a zona geográfica, 26,7% dos consultados que moram na região sudeste disseram que a saúde é o grande problema de São José. Em Taubaté, 25% dos entrevistados com 60 anos ou mais apontaram o setor como o mais problemático na cidade.

Se considerada a renda familiar, o maior índice de crítica à saude, 24%, está entre os consultados com renda até 3 salários mínimos. Considerando a zona geográfica, 33,3% dos consultados que moram na região formada pelo Jardim Mesquita, Vila dos Comerciários, Esplanada Santa Terezinha e bairros adjacentes apontaram a saúde como o maior problema.

Em São José, a pesquisa foi realizada nos dias 30 e 31 de janeiro. Em Taubaté, nos dias 26 e 27 de janeiro. Foram ouvidas 600 pessoas em cada cidade e a margem de erro do levantamento é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos.

O secretário de Saúde de Taubaté, Pedro Henrique Silveira, afirmou que, “apesar dos avanços ocorridos no setor nos últimos anos, a demanda está muito além da capacidade oferecida pela rede municipal de saúde”. “Reconhecemos que ainda falta muito, que há problemas pontuais, mas é preciso ressaltar que Taubaté também é referência para outras cidades”.

“Temos 1.380 funcionários. Não é suficiente, mas temos limitações”, declarou. Em São José dos Campos, o secretário municipal de Saúde, Danilo Stanzani, afirmou que a avaliação da saúde é um “sentimento individualizado”. “Tem muita gente que critica a saúde sem nunca ter usado”.

Para o secretário, a expectativa da população sempre é de melhoria. “As necessidades da saúde são contínuas e devem melhorar sempre. Desenvolvemos ações que muitas vezes não são percebidas pela população”, declarou. Para o presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) em São José, Sérgio Passos Ramos, a rede de saúde do município é bem estruturada e atende toda a cidade, mas existem problemas pontuais.

“Um gargalo é a falta de médicos. Isso ocorre pelo baixo salário inicial oferecido”, afirmou Ramos. A violência aparece na pesquisa como o segundo maior problema nas duas principais cidades da região. Ela foi citada por 16,5% dos entrevistados em São José e para 13,3% dos consultados em Taubaté.

O Vale

Pesquisa feita aponta que eleitores apoiam Desocupação

Mais da metade da população de São José dos Campos aprova a desocupação do Pinheirinho, revela a pesquisa O VALE/Mind. De acordo com a sondagem, 54,3% dos pesquisados manifestaram apoio à reintegração de posse da área, na região sul da cidade.

Outros 30,7% afirmaram que não aprovam e 15% dos pesquisados disseram não saber ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 30 e 31 de janeiro. Foram ouvidas 600 pessoas de todas as regiões de São José dos Campos.

A pesquisa foi estratificada por sexo, escolaridade, renda familiar, religião e zona geográfica. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. A sondagem mostra também que a maioria da população acha que houve violência na remoção dos moradores da área e que a prefeitura tem a maior parcela de culpa pelo crescimento do acampamento irregular.

Pelos dados da estratificação, 73% dos pesquisados que possuem ensino superior de ensino disseram que são a favor da remoção. Outros 20% desse nicho disseram que são contra a desocupação do Pinheirinho. Considerando ainda a escolaridade, 41,7% dos que possuem o primeiro grau disseram que não aprovam a remoção, maior índice dos que manifestaram ser contrários à desocupação da área.

No quesito renda familiar, 72% dos entrevistados com renda familiar superior a 5 salários mínimos disseram que são a favor da desocupação, enquanto 20,6% da mesma faixa de renda manifestaram contra. Ainda segundo a renda, 35,9% dos que ganham até 3 salários disseram que são contra a desocupação e outros 46,2% aprovam.

Considerando a zona geográfica, 58% dos entrevistados que moram na região sul, onde fica o terreno do Pinheirinho, aprovam a desocupação, ante 25% que reprovam a remoção dos sem-teto. Nesse nicho, a maior aprovação está entre os que moram no centro, 61,9%, e a maior reprovação entre os moradores da zona norte, 39,7%

“Se olharmos os dados da estratificação da pesquisa, verificamos que a taxa de aprovação à desocupação do Pinheirinho é maior entre os moradores de maior renda e escolaridade”, disse o diretor geral da Mind Pesquisas, Alexandre Lima.

Para ele, esse posicionamento da população reflete o perfil da cidade. “São José é uma cidade bastante urbanizada e industrial e a parcela da população mais escolarizada e com maior renda defende o respeito à lei, ao estado de direito, já que a desocupação foi uma decisão judicial”, disse o executivo.

Lima destacou que entre a camada da população com menor escolaridade e renda, a visão é o inverso. “Nesse nicho, a maioria desaprova a desocupação. Possivelmente, muitas pessoas dessa camada são mais suscetíveis a questões habitacionais ou vivenciam problemas de moradia”, avalia Lima.

O Vale

Eleição sem Emanuel, torna Carlinhos vencedor, diz Pesquisa

A disputa pela Prefeitura de São José dos Campos este ano pode repetir cenário das quatro eleições anteriores na cidade, com nova polarização entre o PSDB e o PT, revela pesquisa de intenção de votos para prefeito realizada por O VALE/Mind.

Foram avaliados dois cenários, o primeiro deles com o deputado federal Emanuel Fernandes (PSDB). Na pesquisa estimulada de intenção de voto, em que o entrevistado declara sua preferência por um dos nomes propostos no cartão, Emanuel Fernandes (PSDB) aparece como favorito, com 50,3% das intenções de voto.

Neste cenário, o pré-candidato do PT, deputado federal Carlinhos Almeida, obteve 31% dos votos. A seguir, o vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV) obteve 2% e o advogado Antonio Donizete Ferreira, o Toninho, (PSTU), 1,8%.

Os indecisos somaram 9,2%. Brancos e nulos, 5,7%. Como Emanuel afirma que não será candidato, a pesquisa O VALE/Mind avaliou um cenário com a secretária de Governo, Claude Mary de Moura, como candidata do PSDB. Foi incluído o nome do vereador Alexandre da Farmácia (PP).

A pesquisa mostra que a ausência de Emanuel gera um “vácuo” eleitoral, pois não há nenhum candidato do grupo governista que consiga “herdar” consistentemente seus votos. Neste cenário, Carlinhos desponta como favorito na disputa pela prefeitura, com 40,7% dos votos. Alexandre da Farmácia aparece em segundo lugar, com 16,5% das citações.

Em seguida, vêm Cristiano Ferreira, com 3,5% dos votos, e Toninho, com 3%. A tucana Claude foi citada por 2,3% dos pesquisados. Os indecisos somaram 20%. Brancos e nulos, 14%. Na pesquisa espontânea, Carlinhos Almeida obteve 11,3%, Eduardo Cury (PSDB), 9,7%, Emanuel, 8,8%. Os demais citados não atingiram 1%.

O Vale

IBGE mostra que característica industrial lideram ranking

Dados do PIB (Produto Interno Bruto) de 2009 divulgados ontem mostram que a distribuição de riqueza entre as cidades da região é desigual. O levantamento é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A pesquisa revela que a maior parte da riqueza regional está concentrada no eixo entre as cidades de Jacareí e Pindamonhangaba. Embora apenas dois dos 39 municípios do Vale e Litoral Norte tenham registrado queda no PIB em 2009 (São Sebastião e Santa Branca), o crescimento da riqueza nas pequenas e médias cidades está bem distante do verificado nos municípios que concentram atividades industriais e de serviços.

PIB é o indicador que mede a produção de um país, levando em conta três grupos principais agropecuária, indústria e serviços. São José é o município com maior PIB, de R$ 22,018 bilhões. A renda per capita da população é de R$ 35 mil. No ranking das 100 cidades do país com maior PIB, São José pulou do 21º para o 19º lugar.

A seguir, Taubaté é a segunda com maior riqueza na região, com PIB de R$ 8,324 bilhões. A cidade pulou de 61º para 54ºlugar no ranking nacional. A renda per capita é de R$ 30,4 mil. Jacareí e Pinda estão na sequência de cidades mais ricas, com PIBs de R$ 4,832 bilhões e R$ 4,417 bilhões, respectivamente. Já a renda per capita das duas cidades é de R$ 22.705,97 e R$ 28.851,13, respectivamente.

Arapeí é o município mais pobre da região, com PIB de R$ 26,350 milhões, seguido por São José do Barreiro (R$ 31,520 milhões) e Canas (R$ 34,6 milhões, revela o IBGE. Na avaliação do prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota (PT), a criação da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte pode ser a oportunidade para reduzir as desigualdades regionais.

“A RM pode ter instrumentos que permitam um desenvolvimento igualitário entre os municípios e para uma melhor distribuição da riqueza. Isso é bom para os pequenos e também para a grandes cidades.” Com relação ao PIB de Jacareí, Hamilton destacou que, apesar de 2009 ter sido um ano de crise na economia, a cidade conseguiu se destacar. “Acreditamos que 2010 foi ainda melhor”, afirmou.

José de Mello Corrêa, secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, analisa que os dados do IBGE são positivos para toda a região. “A pesquisa revela que a maioria das cidades teve crescimento no PIB. Para São José, os dados também são positivos, pois melhoramos a nossa posição no ranking nacional”, disse o secretário.

O Vale