Moradores da cidade reclamam de ônibus lotados e atrasados

As principais queixas da população sobre o transporte coletivo de São José são poucos horários/poucos ônibus e veículos lotados, revela pesquisa O VALE/Mind. A sondagem mostra que 35,8% dos entrevistados disseram que poucos horários/poucos ônibus são o principal problema do sistema de transporte de massa.

Outros 21,2% dos pesquisados responderam que ônibus lotados são o principal problema na cidade.  Já para 5,3% dos entrevistados, a tarifa cara é o principal problema do sistema. Atualmente, o valor da passagem de ônibus do serviço é de R$ 2,80. A sondagem mostra ainda que 8,2% responderam que o sistema de transporte de massa não tem nenhum problema e funciona bem. Consultados por O VALE, os usuários do transporte coletivo afirmaram que os problemas de lotação e poucos ônibus são mais frequentes durante os horários de pico, no período da manhã e no final da tarde.

“De manhã, os ônibus estão sempre lotados. É difícil embarcar”, afirmou a doméstica Verônica Almeida, 49 anos, moradora do Jardim Colonial, na zona sul. “No bairro onde eu moro, o Limoeiro, a coisa mais difícil é ônibus. Se perder um ônibus, é preciso esperar pelo menos meia hora para pegar outro”, reclamou Sandra Santos Menezes, 50 anos.

O pintor Luiz Otávio de Aquino Silva, 56 anos, morador do São Judas, relatou que na região onde mora os ônibus estão sempre cheios. “Nos horários de maior movimento, os ônibus sempre estão cheios, principalmente pela manhã”, afirmou. Para a dona de casa Nair Maria da Silva, moradora do Novo Horizonte, região leste, a situação também não é diferente. “A gente tem que disputar para entrar no ônibus pela manhã”, disse.

A secretária de Transportes, Dolores Moreno Pino, afirmou que a oferta de linhas e ônibus tem sido ampliada gradativamente. “Este ano foram criadas mais seis linhas e a frota de ônibus também aumentou”, disse a secretária.

Ela, no entanto, reconheceu que nos horários de pico o sistema de transporte de massa enfrenta dificuldades. “Em São José, os horários de pico são bastante concentrados e a demanda é grande”, disse Dolores. A secretária explicou que, no período da manhã, a maior demanda pelo serviço acontece das 6h às 7h. À tarde, o pico ocorre entre 16h30 e 18h.

Atualmente, a frota do sistema de transporte de massa soma 401 ônibus. O serviço é operado por três empresas Expresso Maringá, que tem 121 veículos, CS Brasil, com 150 carros, e Saens Pena, com 130 ônibus. Ao todo, o sistema possui 101 linhas. A região leste, por exemplo, é atendida por 31 linhas e 152 ônibus.

Segundo a Secretaria de Transportes, o sistema transporta, em média, 160 mil pessoas por dia. O atual modelo entrou em operação em 2008. A pesquisa O VALE/Mind foi realizada entre os dias 26 e 27 de setembro. Foram ouvidas 600 pessoas e a margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral.

O Vale

41% é o percentual que o Governo de Cury foi aprovado

A administração do prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury (PSDB), possui uma moderada taxa de aprovação da população, que atinge 41,5% de ótimo e bom, revela a pesquisa de intenção de voto realizada por O VALE/Mind.

A pesquisa mostra que 21,4% da população reprova o governo do tucano. De acordo com os dados da sondagem eleitoral, o prefeito alcançou 33,8% de avaliação boa entre os entrevistados e 7,7% de ótimo.

Para 11,7% dos pesquisados, Cury faz uma péssima administração. Outros 9,7% a consideram ruim. A sondagem mostra que 35,5% consideram o governo Cury regular. Do total de entrevistados, 1,7% não sabem avaliar ou não responderam.

A pesquisa de intenção de voto foi realizada entre os dias 30 e 31 de janeiro. Foram ouvidas 600 pessoas de todas as regiões da cidade. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. A sondagem foi registrada na Justiça Eleitoral, conforme as regras da legislação em vigor.

O diretor geral da Minda Pesquisas, Alexandre Lima, disse que o resultado da sondagem mostra que a administração Cury sofre desgaste natural por se tratar de segundo mandato. “É normal que o prefeito em segundo mandato tenha uma taxa de aprovação menor ao final do governo”, afirmou o executivo.

Para Lima, não é possível identificar se o episódio do Pinheirinho pode ter influenciado o resultado da sondagem. “Não sabemos até que ponto o Pinheirinho pode ter contaminado a avaliação do governo”, disse. O diretor da Mind ressalta que a taxa de aprovação de Cury está entre os mais velhos e de renda mais alta.

Prefeitura Municipal

Pesquisa feita aponta que eleitores apoiam Desocupação

Mais da metade da população de São José dos Campos aprova a desocupação do Pinheirinho, revela a pesquisa O VALE/Mind. De acordo com a sondagem, 54,3% dos pesquisados manifestaram apoio à reintegração de posse da área, na região sul da cidade.

Outros 30,7% afirmaram que não aprovam e 15% dos pesquisados disseram não saber ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 30 e 31 de janeiro. Foram ouvidas 600 pessoas de todas as regiões de São José dos Campos.

A pesquisa foi estratificada por sexo, escolaridade, renda familiar, religião e zona geográfica. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos. A sondagem mostra também que a maioria da população acha que houve violência na remoção dos moradores da área e que a prefeitura tem a maior parcela de culpa pelo crescimento do acampamento irregular.

Pelos dados da estratificação, 73% dos pesquisados que possuem ensino superior de ensino disseram que são a favor da remoção. Outros 20% desse nicho disseram que são contra a desocupação do Pinheirinho. Considerando ainda a escolaridade, 41,7% dos que possuem o primeiro grau disseram que não aprovam a remoção, maior índice dos que manifestaram ser contrários à desocupação da área.

No quesito renda familiar, 72% dos entrevistados com renda familiar superior a 5 salários mínimos disseram que são a favor da desocupação, enquanto 20,6% da mesma faixa de renda manifestaram contra. Ainda segundo a renda, 35,9% dos que ganham até 3 salários disseram que são contra a desocupação e outros 46,2% aprovam.

Considerando a zona geográfica, 58% dos entrevistados que moram na região sul, onde fica o terreno do Pinheirinho, aprovam a desocupação, ante 25% que reprovam a remoção dos sem-teto. Nesse nicho, a maior aprovação está entre os que moram no centro, 61,9%, e a maior reprovação entre os moradores da zona norte, 39,7%

“Se olharmos os dados da estratificação da pesquisa, verificamos que a taxa de aprovação à desocupação do Pinheirinho é maior entre os moradores de maior renda e escolaridade”, disse o diretor geral da Mind Pesquisas, Alexandre Lima.

Para ele, esse posicionamento da população reflete o perfil da cidade. “São José é uma cidade bastante urbanizada e industrial e a parcela da população mais escolarizada e com maior renda defende o respeito à lei, ao estado de direito, já que a desocupação foi uma decisão judicial”, disse o executivo.

Lima destacou que entre a camada da população com menor escolaridade e renda, a visão é o inverso. “Nesse nicho, a maioria desaprova a desocupação. Possivelmente, muitas pessoas dessa camada são mais suscetíveis a questões habitacionais ou vivenciam problemas de moradia”, avalia Lima.

O Vale