Obras de Duplicação da Tamoios vira disputa por empresas

A disputa pela obra de duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99) se resume agora a 13 empresas quase metade das 25 ‘gigantes’ da construção civil que concorreram pelo serviço. A informação foi divulgada ontem em edital da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A). Agora, vence quem cobrar o menor valor para realizar o serviço previsto para começar em março.

De acordo com a Dersa, as finalistas foram escolhidas com base na documentação e a metodologia apresentadas. O último edital para apresentação da proposta comercial deve ser publicado em março, se não houver recurso das empresas desqualificadas.

O crivo da Dersa tirou de fora da concorrência grandes empresas do país como a Carioca Christiani e Nielsen Engenharia. Outras grandes empresas do setor continuam no páreo como a Andrade Gutierrez, Norberto Odebrecht e Camargo Corrêa. A Andrade Gutierrez doou R$ 19,2 milhões para as eleições do PSDB nas eleições de 2010.

As obras estão divididas em dois lotes o primeiro, que vai do km 11, em São José, até o km 35, em Paraibuna, e o lote 2, que vai do km 35 ao km 60, ambos em Paraibuna. As obras de engenharia para os dois lotes estão estimadas em cerca de R$ 775 milhões. Das 13 empresas finalistas no processo licitatório, três estão interessadas em fazer somente o primeiro lote e duas querem executar o segundo. Ao todo, oito concorrem pela execução dos dois lotes.

O projeto prevê que uma nova pista seja construída ao lado da atual e prevê apenas duas mudanças de traçado uma na curva da Rosa Mística, que terá seu raio de curva ampliado do lado oposto de quem está se dirigindo ao Litoral Norte. A segunda ocorre na ponte entre os kms 26 e 28.

De acordo com a Dersa, as obras vão transformar a Tamoios em uma rodovia modelo. A proposta é implantar na pista novos recursos de segurança como a sinalização anti-ofuscante, que evita que o farol do veículo sentido contrário prejudique o motorista. Também está prevista a construção de passarelas e barreiras de concreto nas margens do acostamento para evitar que os carros invadam a pista usada pelos pedestres.

As obras devem durar cerca de 20 meses, até novembro de 2013, e vão gerar impactos no tráfego da rodovia como interdições parciais em alguns trechos e mudanças de acessos. Principal acesso às cidades do Litoral Norte, a Tamoios recebe hoje cerca de 12 mil carros por dia. A previsão é que o tráfego diário supere os 30 mil veículos em 2035. Estudo da CNT (Confederação Nacional do Transporte) publicado no final do ano passado põe a Tamoios como a pior estrada do Vale do Paraíba.

O Vale

Frota reforçada para melhor atendimento na coleta do lixo

A Urbam  empresa vinculada à Prefeitura e responsável pelo recolhimento do lixo em São José dos Campos ampliou de 27 para 33 o número de caminhões compactadores da coleta seletiva e orgânica.

Os seis novos veículos começam a circular na cidade nesta quarta-feira (1º). Ao longo de fevereiro, toda a frota da coleta de lixo deverá ter caminhões zero quilômetro, mais modernos e com comandos eletrônicos. Esses veículos são também mais econômicos e silenciosos e menos poluentes. Uma iniciativa que também vai trazer benefícios para o meio ambiente.

Essa aquisição vai reforçar o atendimento prestado nos bairros e melhorar o serviço com as demandas que surgirem devido ao crescimento da cidade. A coleta será executada com maior rapidez. Por exemplo, se um caminhão precisar transportar o lixo recolhido para o aterro sanitário, imediatamente outro veículo será designado para continuar a coleta no itinerário.

Além de melhorar ainda mais a estrutura existente e atender as novas necessidades da população, a medida vai gerar empregos. Em fevereiro serão contratados mais 50 funcionários para o trabalho da coleta. Com isso, o efetivo vai passar de 156 para 206 trabalhadores.

Atualmente os caminhões recolhem diariamente 480 toneladas de lixo orgânico e 46 toneladas de material reciclável proveniente da coleta seletiva.

Prefeitura Municipal

GM investirá R$49 milhões para pagamento a metalúrgicos

Cerca de R$ 49 milhões serão injetados na economia da região neste mês com o pagamento da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) da General Motors, de São José dos Campos. Somando as duas parcelas do benefício, os trabalhadores receberão referente ao abono de 2011 um total de R$ 11.268 13% superior ao montante recebido em 2010.

No ano passado, as fábricas da GM em São José e em São Caetano produziram 404 mil carros, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos.

O montante a ser recebido pelos 9.000 funcionários da GM anima os comerciantes, que esperam que suas lojas sejam o destino de parte do benefício. “Esse dinheiro chega num momento muito bom. Janeiro é um mês de liquidação, tanto que a maioria dos empresários não se desfez dos funcionários temporários. Muitos vão saldar seus compromissos para voltar a consumir”, disse o presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury.

O delegado regional do Corecon (Conselho Regional de Economia), Jair Capatti Junior, recomenda cautela na hora de usar o benefício no comércio. “Esse trabalhador sai em vantagem por receber no início do ano um valor considerável e que pode ajudar muito nas despesas mais imediatas, tais como IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), material escolar, e também mais à frente o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana)”, disse o economista.

Para aqueles que pretendem utilizar o dinheiro para acertar dívidas, ele recomenda priorizar os débitos com taxa de juros mais elevada, como cartão de crédito e cheque especial. “O objetivo é ficar sem dívidas com juros”, disse.

O diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, afirmou que a PLR da GM foi fruto do esforço dos trabalhadores, que produziram mais que no ano anterior e chegaram a deflagrar greve de 24 horas durante as negociações com a empresa.

“Aquela foi uma grande vitória da categoria”, disse Barros, que é candidato à presidência do sindicato. Para o diretor da entidade, o benefício maior que o de 2010 é justo pelo balanço de vendas e o saldo de produção do setor.

Em 2011, 3,6 milhões de veículos foram comercializados no país, um crescimento de 3,4% em relação a 2010, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). A produção de automóveis também apresentou alta, de 0,7% em relação ao ano anterior.

O Vale

Para melhor avaliar, INPE instala mega câmera na região

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos, iniciou neste mês estudo inédito sobre raios no país. O trabalho, coordenado pelo Elat (Grupo de Eletricidade Atmosférica), do Inpe, monitora, com câmeras de vídeo de alta resolução, toda a região de São José.

São três câmeras posicionadas estrategicamente na cidade que cobrem toda a área urbana e zona rural. Os equipamentos operam 24 horas e são acionados automaticamente. O novo sistema é denominado de Rammer (Rede Automática Multicâmeras para Monitoramento e Estudos de Raios).

As câmeras registram a formação de tempestades, gravam a ocorrência das descargas atmosféricas, inclusive entre as nuvens. “É um trabalho pioneiro que possibilitará compreender melhor o fenômeno e no futuro ajudará a prevenir acidentes e prejuízos ocasionados pelos raios”, afirmou Osmar Pinto Júnior, coordenador do Elat e do trabalho em desenvolvimento.

As câmeras foram instaladas na Univap (Universidade do Vale do Paraíba), no bairro Urbanova, região oeste da cidade, em uma torre de uma emissora de televisão, na região leste, e no IEAv (Instituto de Estudos Avançados), do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), na zona sul.

A campanha de monitoramento das descargas atmosféricas será realizada até o final do verão, em março, período de maior ocorrência do fenômeno atmosférico. “Após o término da campanha, começaremos analisar os dados e as imagens coletadas”, disse o especialista.

O Vale do Paraíba é uma região propícia para o registro do fenômeno, segundo explicou Pinto Júnior. Por estar posicionado entre duas cadeias de montanhas, Serra da Mantiqueira e Serra do Mar, o Vale do Paraíba é uma das regiões do país onde a frequência do fenômeno é maior, segundo Pinto Júnior.

“Além disso, os sistemas frontais que sobem do Sul para o Sudeste também colaboram para a ocorrência de raios. Estes sistemas trazem ar frio que, ao se chocar com o ar quente sobre a região Sudeste, provoca tempestades”, disse.

Balanço do Elat sobre a densidade de ocorrência de raios entre 2009 e 2010 aponta que em São José dos Campos foram registrados 7,86 raios por quilômetro quadrado no período. Na região, Jacareí é a cidade que possui maior densidade de ocorrência do fenômeno. No período pesquisado pelo Elat, foram registrados 12,84 raios por km2/ano.

Anualmente, segundo dados do Elat, de cada 50 pessoas que morrem no mundo vítimas de raios, uma é do Brasil. No período 2000 a 2009 foram registradas 1.321 vítimas fatais por raios, média de 130 pessoas por ano.

O Vale

Novo programa habitacional na cidade, garante moradia

São José dos Campos foi uma das cidades escolhidas para participar de um novo programa de construção de moradias, que será desenvolvido em parceria com os governos estadual e federal.

O acordo foi assinado na manhã desta quinta-feira (12) em São Paulo, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, que teve a presença do governador Geraldo Alckmin e da presidente Dilma Rousseff.

O prefeito de São José dos Campos participou do evento e obteve do governo paulista a garantia da construção de mais mil unidades habitacionais no município, nas regiões norte e do Putim.

De acordo com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano (CDHU), o termo de cooperação assinado vai viabilizar a construção de 97 mil moradias populares no estado, no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. A cidade será incluída no programa como pioneira.

A parceria será desenvolvida ao longo dos próximos quatro anos e vai beneficiar famílias com renda mensal de até R$ 1.600, com prioridade para moradores de favelas, áreas de preservação, mananciais, de risco e rurais.

Prefeitura Municipal

Prefeitura asfalta o bairro Campos de São José

O Plano Comunitário de Melhorias para asfaltar sete ruas do Campos de São José, na região leste de São José dos Campos, já tem 40% de adesão. Até março serão realizados plantões aos sábados no bairro para atingir os 60% necessários por parte dos moradores para o início dos serviços.

As obras  que incluem a execução de guias, sarjetas e galerias de águas pluviais serão na Avenida Antônio da Costa Nunes e nas ruas Hanna Youssef, Ângela Bertti, Antônio Sudário Ferreira, Isabel Nunes Guimarães, Alcides Salgado e Rosa Cândida. A previsão é que os trabalhos comecem em abril e sejam concluídos em seis meses.

Outros cinco bairros estão sendo beneficiados. No Jardim Califórnia, o asfaltamento está sendo concluído. Nova Michigan e Nova República já estão com as obras em andamento. A pavimentação do bairro Nova Detroit está na fase de análise de contratos. E no Jardim Minas Gerais foi aberta licitação para definir a empresa que vai realizar os serviços.

Pelo Plano Comunitário de Melhorias, o contrato é feito diretamente entre a população beneficiada e a empresa vencedora da licitação. A Prefeitura entra como parceira e é responsável pelos 40% restantes do custo total da obra.

Prefeitura Municipal

Dona de lojas no calçadão, reclamam de abandono

Lojistas do Calçadão da rua Sete de Setembro, principal referência do comércio de rua de São José dos Campos, pedem melhorias para o local, principalmente na iluminação pública. Na avaliação dos empresários do comércio varejista estabelecidos no Calçadão, as luminárias públicas são insuficientes.

A queixa é que a prefeitura demora para trocar as lâmpadas queimadas. Segundo lojistas, a “iluminação precária” é motivo de insegurança para clientes, que evitam frequentar o Calçadão após as 18h. “Além de não ser apropriada, há demora na reposição das lâmpadas queimadas”, afirmou Matheus Bessa, lojista do local.

Ele disse que a melhoria da iluminação é uma questão de segurança para os lojistas e consumidores. Bessa relatou que, em dezembro, mês de pico de vendas do comércio, havia lojas na rua que não permaneciam abertas no período noturno, por causa da falta de iluminação no local. “Vários comerciantes fechavam mais cedo”, afirmou o lojista.

“Não há incentivo para as pessoas virem ao centro. Falta iluminação e segurança”, afirmou recentemente o comerciante Rogério Alivei, ao reclamar do sistema de iluminação da rua. Outra queixa dos comerciantes é com relação à limpeza das coberturas laterais das fachadas das lojas e a limpeza geral do Calçadão.

“O Calçadão não é mais um lugar agradável. As coberturas laterais das lojas estão sujas. A rua só é lavada uma vez por mês”, afirmou o comerciante Estelino Silva.

Segundo ele, o sentimento é de “abandono”. “Não há diálogo com a atual administração. Ninguém escuta”, disse. O empresário afirmou que as queixas dos cerca de 90 lojistas do Calçadão são comuns, mas não são ouvidas pelo poder público.

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury, disse que a entidade está aberta ao diálogo com os comerciantes. “A entidade está em sintonia com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) no projeto de revitalização do centro”, afirmou o dirigente.

Cury relatou que ontem se reuniria com técnicos da Secretaria Municipal de Obras para tratar de planos para a melhoria do sistema de iluminação do centro todo. “É preciso melhorar toda a iluminação do centro, com troca do sistema”, afirmou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Obras informou que estuda melhorias para a iluminação do Calçadão da rua Sete de Setembro. O estudo está sendo realizado pelos técnicos da pasta. No entanto, não há prazo para execução de projetos.

Além disso, secretaria informou que o Calçadão passa todo mês por uma lavagem, que é realizada pela SSM (Secretaria de Serviços Municipais).

A última lavagem aconteceu no dia 8 de janeiro deste ano. Também são limpas as grelhas pra evitar entupimento em dias de chuva e acabar com o mau cheiro. Segundo a pasta, as floreiras também recebem manutenção da Secretaria de Serviços Municipais, como a troca daquelas que estão quebradas e o replantio de flores. A SSM faz reparos na iluminação, como troca de lâmpadas.

O Vale

Prefeitura inicia processo de renovação de alvará

Em São José dos Campos, a Prefeitura iniciou o processo de renovação de alvarás para transporte escolar, ônibus fretados e táxis. A medida é uma exigência da lei, e os profissionais dessas áreas que não apresentarem a documentação podem ter o veículo apreendido e a revogação do documento, além do pagamento de multa.

Os transportadores podem pedir a revogação do prazo, mas isso tem de ser feito antes da expiração da data. Ainda assim a solicitação depende de análise técnica da Prefeitura. Por isso, os permissionários devem estar atentos ao cronograma para não perderem a licença.

No caso do transporte escolar em que atualmente 354 pessoas têm o alvará, a renovação deve ser feita até 10 de fevereiro. Para as 174 profissionais que atuam no ramo de ônibus fretados, esse prazo é mais longo: só termina em 31 de março.

Os proprietários de táxi devem apresentar a documentação de acordo com o final da placa do veículo, conforme o seguinte cronograma: janeiro (0 e 1), fevereiro (2 e 3), março (4 e 5), abril (6 e 7) e maio (8 e 9). Na cidade, 374 motoristas têm licença para trabalhar como taxistas.

Para renovar o alvará, os transportadores devem entregar os documentos na Secretaria de Transportes (Avenida Rui Barbosa 400, no centro).

Os documentos necessários para a renovação estão no site da Prefeitura.

Prefeitura Municipal

Equipamentos de segurança é distribuido a trabalhadores

O centro de triagem do aterro sanitário onde são separados os materiais recicláveis que chegam da coleta seletiva ganhou equipamentos modernos para garantir mais segurança no trabalho e conforto aos funcionários. Um deles é um banco para a pessoa trabalhar com a postura correta, em pé, porém com a coluna em repouso.

A Urbam empresa vinculada à Prefeitura e responsável pela administração do aterro também destinou mangotes de segurança, que protegem o braço e o antebraço. Outra novidade no setor é o equipamento de proteção coletiva usado para lavar os olhos em casos de emergência. Se ocorrer algum tipo de acidente no manuseio de produtos químicos, tintas, solventes, graxas e óleos, são aplicados jatos de água na pessoa atingida.

Borrifadores de água também foram instalados para amenizar as atividades, principalmente no período do verão. No local, são usados todos os equipamentos de proteção individual obrigatórios, como botina de segurança, avental de PVC, luva de raspa ou de malha com palma de borracha, óculos de segurança e protetores auriculares.

A equipe de segurança e medicina do trabalho da empresa orientou os trabalhadores sobre o uso correto dos novos equipamentos. Na estação de tratamento de resíduos sólidos são realizados encontros frequentes com todas as equipes. Os treinamentos também ocorrem nos 22 pontos de apoio da varrição na cidade.

Prefeitura Municipal

Produtividade de PMs é aumentada com tablets

Após 45 dias com o sistema de tablets em operação, a Polícia Militar já começa a apontar as primeiras mudanças no padrão de policiamento devido à nova ferramenta. Nesse período, a ferramenta foi usada para checar irregularidades em 54.174 veículos e 40.251 pessoas. Antes do tablet, o número de pessoas pesquisadas era o triplo dos veículos.

“Agora, quando há suspeita de um veículo irregular, fazemos a busca sem precisar pará-lo. A abordagem ao motorista só é feita se a suspeita tiver relação com ele”, diz o capitão Antero Alves Baraldo, chefe de comunicação da PM na região.

O tablet é um computador de bordo acoplado à viatura. Ele permite a consulta em tempo real a veículos irregulares e pessoas foragidas.  Os computadores estão em operação no Vale desde 21 de novembro. Atualmente, todas as 454 viaturas possuem o equipamento.

No Estado, a PM investiu R$ 23 milhões na compra de 11 mil equipamentos. A PM considera o tablet como uma ferramenta capaz de revolucionar a estrutura de policiamento. A primeira vantagem apontada está na forma de conferir documentação.

No tempo do rádio, quando o policial fazia uma abordagem, ele tinha de pedir pela rede de rádio ao Copom (Central de Operações), que fizesse a busca por ele. “Até fazer o contato, pedir para o policial no Copom que entrasse no sistema, digitasse a senha, fizesse a busca e esperasse o resultado, levava pelo menos um minuto”,diz Alves.

Isso, se a rede de rádio estivesse vazia, já que os pedidos iam para a mesma central. “Imagina durante uma operação em que são feitas abordagens simultâneas, quantos pedidos não eram irradiados.” O VALE fez um teste sobre o tempo levado pelos policiais durante abordagens a 13 pessoas que estavam em um bar na zona leste.

O processo levou três minutos. Pela rede de rádio, levaria entre sete e oito em um dia normal, segundo a PM.
“Isso significa mais tempo para fazermos abordagens. O número cresceu e, no longo prazo, isso vai se reproduzir em mais prisões.”

O Copom é responsável por atender todas as ligações feitas via 190 com denúncias que são repassadas aos policiais ou aos bombeiros. Como os policiais, agora, dificilmente usam a rede de rádio para checar documentos, a expectativa é de a população conseguir acionar a polícia mais rapidamente.

“A pessoa que atende a ligação joga o endereço e já é feita uma busca pelas viaturas que estão mais próximas. A mais próxima é acionada”, afirma o capitão.

Os tablets também permitem aos policiais terem informações sobre a região onde fazem ronda. Conforme andam pelas ruas, o GPS aponta dados no mapa. Ele indica se há foragidos com endereço na região. Também é possível saber se há ocorrência em andamento próximo ao local da ronda.

O Vale