Comerciantes do Centro exigem mais policiamento

Em meio à discussão dos projetos Bela Fachada e Centro Vivo, que têm como objetivo revitalizar o centro de São José dos Campos, funcionários, comerciantes e clientes voltaram a cobrar ontem mais segurança no local. Para eles, mais importante do que reformar as fachadas é aumentar o número de policiais e guardas municipais nas ruas da região.

A atendente Joelma Honorato reclama da iluminação na Praça do Sapo. Todos os dias após o trabalho ela vai a pé para a faculdade. “Eu tenho medo de passar pela praça. Eu passo correndo.” Já Mário Ribeiro, proprietário de uma banca na Praça Afonso Pena, queixou-se da falta de guardas municipais.

“A praça é frequentada por maus elementos. Eu já vi gente fumando maconha à luz do dia. É preciso colocar mais guardas municipais.” Pessoas que trabalham e frequentam o centro de São José consultadas ontem também cobraram a recuperação das calçadas.

No mês passado, foram registradas nove ocorrências no centro, sendo quatro furtos e três roubos ocorridos à noite. O comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar em São José, capitão Sadi Fernando Stamborowski, disse que no centro já é feito policiamento a pé, através de viaturas e através de câmeras de segurança nas ruas. O Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) disse que com a revitalização, a Praça do Sapo receberá nova iluminação.

O Vale

Comerciantes não comparecem em Reunião na Prefeitura

O comércio do centro de São José boicotou o projeto de revitalização das fachadas das lojas proposto pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) e pela ACI (Associação Comercial e Industrial). Dos 300 comerciantes convidados para a apresentação do projeto Bela Fachada ontem na sede da associação, apenas dois compareceram. A reunião começou às 8h30.

Os comerciantes justificaram a baixa adesão pelo horário do evento no momento em que costumam abrir suas lojas, pela falta de divulgação do evento e informações sobre a proposta e pelo preço de R$ 1.400 apenas para a elaboração do projeto, sem contar o que será gasto com reforma. Irritado com o boicote ao novo projeto, o presidente da ACI, Felipe Cury, rebateu as críticas e disse que a divulgação foi bem feita.

“Nós mandamos o comunicado por e-mail e distribuímos panfletos”. Ele também prometeu uma nova reunião para reapresentar o projeto. “Vou fazer uma pesquisa com os comerciantes, pedindo para eles responderem o melhor horário e dia para que possam comparecer.”

Felipe Cury disse que não irá desistir dos comerciantes que mostram resistência ao projeto. “O que nós estamos fazendo é o melhor para eles. Eu quero que todos vendam mais e tenham mais lucro.” O ‘Bela Fachada’ faz parte do projeto Centro Vivo e tem como objetivo revitalizar as fachadas das lojas do centro comercial.

A intenção é que os empresários do comércio reformem a frente de seus estabelecimentos, colocando iluminação e vitrine específicas. Para a diretora-geral do Ipplan, Cynthia Gonçalo, a reforma das fachadas vai trazer o cidadão de volta para o centro. “Com este projeto de revitalização, vamos trazer lazer, cultura e riqueza para o centro de São José. ”

Comerciantes procurados pelo O VALE disseram que não pretendem aderir ao programa ‘Bela Fachada’. Eles dizem que não acham necessários trocar a fachada, já que já estão atendendo às normas municipais. “Não acho que fará alguma diferença. As ruas e calçadas são boas e nenhum comércio está irregular. Muitas lojas já têm a fachada bonita”, disse Jurandir Bessa Diógenes. Já a comerciante Aline Carrara não acha certo os lojistas arcarem com as reformas. “Se a prefeitura quer a mudança, que pague.”

O Vale

Dona de lojas no calçadão, reclamam de abandono

Lojistas do Calçadão da rua Sete de Setembro, principal referência do comércio de rua de São José dos Campos, pedem melhorias para o local, principalmente na iluminação pública. Na avaliação dos empresários do comércio varejista estabelecidos no Calçadão, as luminárias públicas são insuficientes.

A queixa é que a prefeitura demora para trocar as lâmpadas queimadas. Segundo lojistas, a “iluminação precária” é motivo de insegurança para clientes, que evitam frequentar o Calçadão após as 18h. “Além de não ser apropriada, há demora na reposição das lâmpadas queimadas”, afirmou Matheus Bessa, lojista do local.

Ele disse que a melhoria da iluminação é uma questão de segurança para os lojistas e consumidores. Bessa relatou que, em dezembro, mês de pico de vendas do comércio, havia lojas na rua que não permaneciam abertas no período noturno, por causa da falta de iluminação no local. “Vários comerciantes fechavam mais cedo”, afirmou o lojista.

“Não há incentivo para as pessoas virem ao centro. Falta iluminação e segurança”, afirmou recentemente o comerciante Rogério Alivei, ao reclamar do sistema de iluminação da rua. Outra queixa dos comerciantes é com relação à limpeza das coberturas laterais das fachadas das lojas e a limpeza geral do Calçadão.

“O Calçadão não é mais um lugar agradável. As coberturas laterais das lojas estão sujas. A rua só é lavada uma vez por mês”, afirmou o comerciante Estelino Silva.

Segundo ele, o sentimento é de “abandono”. “Não há diálogo com a atual administração. Ninguém escuta”, disse. O empresário afirmou que as queixas dos cerca de 90 lojistas do Calçadão são comuns, mas não são ouvidas pelo poder público.

O presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Felipe Cury, disse que a entidade está aberta ao diálogo com os comerciantes. “A entidade está em sintonia com o Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento) no projeto de revitalização do centro”, afirmou o dirigente.

Cury relatou que ontem se reuniria com técnicos da Secretaria Municipal de Obras para tratar de planos para a melhoria do sistema de iluminação do centro todo. “É preciso melhorar toda a iluminação do centro, com troca do sistema”, afirmou.

Em nota, a Secretaria Municipal de Obras informou que estuda melhorias para a iluminação do Calçadão da rua Sete de Setembro. O estudo está sendo realizado pelos técnicos da pasta. No entanto, não há prazo para execução de projetos.

Além disso, secretaria informou que o Calçadão passa todo mês por uma lavagem, que é realizada pela SSM (Secretaria de Serviços Municipais).

A última lavagem aconteceu no dia 8 de janeiro deste ano. Também são limpas as grelhas pra evitar entupimento em dias de chuva e acabar com o mau cheiro. Segundo a pasta, as floreiras também recebem manutenção da Secretaria de Serviços Municipais, como a troca daquelas que estão quebradas e o replantio de flores. A SSM faz reparos na iluminação, como troca de lâmpadas.

O Vale

Em 2012 São José ganhará 2 novos calçadões

O centro de São José dos Campos vai ganhar em 2012 novos calçadões, com o fechamento das ruas laterais do Mercado Municipal. O plano é transformar a travessa Chico Luiz, onde está localizada a Igreja Nossa Senhora Aparecida, e a continuidade da rua Sete de Setembro, em vias para pedestres.

O projeto, elaborado pelo Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), está em fase de orçamento de custos na prefeitura. A proposta integra o plano de revitalização do centro antigo de São José, denominado “Centro Vivo”.

Arrojado, o plano prevê a recuperação das fachadas dos imóveis comerciais pelos proprietários, floreiras, bancos e nova sinalização visual. Também está previsto um sistema de iluminação especial, subterrânea, para eliminar a fiação aérea hoje existente nas duas vias.

“A intenção do projeto é mostrar para a comunidade como pode ser todo o centro de São José”, afirmou a diretora do Ipplan, Cynthia Gonçalo. Segundo ela, a recuperação das duas ruas irá valorizar todo o entorno do mercadão, que também passará por reformas.

As duas pequenas ruas possuem 88 metros de extensão cada. A continuação da rua Sete de Setembro, por exemplo, já vira um calçadão em dezembro. O trecho é fechada ao trânsito no período que antecede o Natal para facilitar as compras de final de ano pela população.

Depois que o orçamento do projeto ficar pronto, o Ipplan pretende promover reuniões com os comerciantes locais e também do mercadão para expor o projeto e conquistar a adesão dos empresários ao projeto. Cynthia explicou que na travessa Chico Luiz será reservado um espaço até a primeira entrada do mercadão para serviços de carga e descarga de mercadorias e recolhimento do lixo. “Não haverá prejuízos para os comerciantes”, garantiu a diretora do Ipplan.

Comerciantes consultados pelo O VALE disseram que aprovam a iniciativa. “Acho uma ideia boa, pois irá facilitar o acesso para pedestres. Os clientes podem ficar mais tranquilos”, afirmou Jonatas Fernandes, gerente da Eletrogames.

“Se o projeto transformar a Chico Luiz em um boulevard, acho excelente ideia”, disseo lojista Décio Gatti, da Itapoã Embalagens. Já para Roberto Pereira, da Casa do Fazendeiro, o plano é bom, desde que não deixem camelôs se instalarem no local. “Acho que pode valorizar a área”, declarou o lojista.

Na avaliação do Ipplan, os calçadões podem atrair novos empreendimentos, além de valorizar a Igreja Nossa Senhora Aparecida, transforma em Museu Sacro. “Podemos pensar em novas atividades para o museu”, afirmou Cynthia.

O Vale

Calçadão na avenida São José

Proposta sobre o projeto ‘Centro Vivo’, ousado, prevê fechamento da avenida São José, além de repaginação do Cine Teatro e da galeria Pedro Rachid

As melhorias prometem um ar moderno, para que o pedestre tenha preferência no lugar dos carros, e devem começar a sair do papel já neste semestre, segundo a administração municipal.

Três grandes obras previstas ficam em frente ao cartão postal, ou seja, a reutilização da Galeria Pedro Rachid, a concessão ao setor privado do Cine Teatro Benedito Alves e a criação de um ‘calçadão’ na avenida São José.

Na avenida São José, será construído um calçadão, chamado pela prefeitura de boulevard, que terá a mesma largura da via (cerca de 20 metros). Carros e ônibus vão usar uma passagem subterrânea, um túnel que será criado para absorver o tráfego.

A obra está prevista para ser executada entre os próximos três a cinco anos, explicou Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), alça da prefeitura que coordenou o estudo.

A Galeria Pedro Rachid, readquirida pela prefeitura em março após uma batalha judicial que durou nove anos, também deve ganhar uma nova ‘identidade’ e no futuro até perder seu ‘vizinha’, o presídio feminino da cidade.

Segundo a prefeitura, o espaço vai virar um moderno centro de atendimento ao cidadão e de especialidades de saúde.

Os atendimentos médicos serão realizados nos dois pavimentos superiores. No térreo, serão retiradas todas as paredes das antigas lojinhas para dar espaço a uma espécie de ‘poupatempo’ municipal –com a prestação da maioria dos serviços oferecidos no Paço.

A previsão é que o edital de licitação da obra seja lançado em setembro. A obra ainda não tem prazo para ser executada, mas uma das regras já definidas é que os serviços deverão atender todos os conceitos de sustentabilidade.

A proposta é que a maioria da energia utilizada no prédio seja solar e que a água da chuva seja reutilizada.

O Cine Teatro Benedito Alves, que está fechado há oito anos, deverá ser repassado à iniciativa privada, por meio de um leilão.

Os detalhes da concessão ainda estão sendo definidos pela administração, mas a proposta é que o futuro proprietário seja responsável pelo custeio da reforma que deverá manter parte das características originais do prédio.

O edital de concessão da área deve ser divulgado no último trimestre deste ano, de acordo com o cronograma apresentado pela prefeitura na última semana. Uma das principais bandeiras do Centro Vivo é a criação de camelódromos no centro da cidade.

Entenda mais sobre o projeto ‘Centro Vivo’ para o Teatro Benedito Alves

Fonte: O Vale