4º Campeonato Embraer de Miniplanadores na cidade

Alunos de escolas públicas e privadas de São José e Botucatu se preparam para o 4º Campeonato Embraer de Miniplanadores. Ontem, o Parque da Cidade, na região norte de São José, foi palco dos treinos livres de voo. A competição acontece no dia 24 de novembro, a partir das 8h.

O objetivo é fazer o miniplanador voar em linha reta e mantê-lo o maior tempo no ar. Alunos, professores e voluntários garantem que é possível aliar estudo com diversão. “São conhecimentos novos, uma imersão no conteúdo. Trabalha mente e corpo. É um bom hobby”, disse o estudante César Augusto Siqueira Santos, de 14 anos.

Ao todo, 23 equipes 19 de São José e 4 de Botucatu foram auxiliados durante o ano por voluntários da Embraer, que realizaram oficinais nas escolas para contribuir com o desenvolvimento dos miniplanadores. “O objetivo do projeto é fortalecer a educação. Ele desperta o interesse dos alunos pela competição e mostra a importância da matemática para aplicas nas experiências, da língua portuguesa para preencher os relatórios, além de ver o alunos criar uma relação de valorização com a escola e despertar a valorização para a cultura disse”, Mariza Scalabrin, gerente de desenvolvimento social do Instituto Embraer.

Tem de tudo. Desde isopor, bandeja de queijo e presunto a vara de pesca. A regra é exatamente essa. Utilizar material alternativo para produzir os miniplanadores. “Estamos envolvidos no projeto desde abril. E de lá para cá já testamos várias ferramentas como isopor normal e denso. É muito bom participar”, disse o estudante Leonardo Rocha, de 12 anos.

“Criamos as regras para desenvolver no aluno a vontade de estudar e pesquisar. Tem uns que saem daqui querendo ser engenheiro. É muito motivador”, disse o engenheiro e um dos idealizadores do projeto, André Van de Schepop.

No dia do evento serão realizadas seis baterias. Passa de fase o grupo que conseguir pelo menos três voos válidos. A equipe vencedora tem o direito de escolher fazer uma visita à Embraer ou ao Museu Catavento de São Paulo. Para o público, será reservado um espaço para brincadeiras de aviação. A expectativa é receber cerca de 1.000 pessoas no parque. “É especial ver a realização de um projeto”, disse a dona de casa e mãe de aluno, Fabiana Santos, de 38 anos.

Todas as escolas de São José, públicas e particulares, podem participar do Campeonato Embraer de Miniplanadores. O edital com as regras é divulgado sempre no início do ano no site www.institutoembraer.com.br. Uma escola pode inscrever mais de uma equipe desde que os alunos estejam cursando os três últimos anos do ensino fundamental.

Uma das regras é a entrega de um relatório, escrito à mão, do planejamento da construção do miniplanador e o desenho dele. Durante o ano, são realizadas seis oficinas duas teóricas e quatro práticas. “Orientamos, falamos dos conceitos de aeronáutica, técnicas de voo e os alunos colocam a ‘mão na massa’”, disse o engenheiro André Van de Schepop.

A ideia dos organizadores é ampliar a competição e somar mais equipes nos próximos anos. Escolas de Botucatu e Gavião Peixoto também podem participar. “O que mais me motiva é poder passar o conhecimento e ver nos olhos dos alunos a paixão pela aviação”, disse o voluntário da Embraer, Adílson de Souza, de 40 anos.

O Vale

Publicado em: 16/11/2012

Embraer da cidade prevê venda de 650 Jatos para a China

A Embraer, com sede em São José, prevê a entrega de 650 jatos executivos na China nos próximos 10 anos, negócio avaliado em US$ 24 bilhões que representa 9% das entregas mundiais. A previsão do mercado chinês de aviação executiva foi apresentada ontem durante a 9ª Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China (Airshow China 2012) em Zhuhai, na Província de Guangdong.

Em nota, o presidente da Embraer-Aviação Executiva, Ernest Edwards, disse que a China é um crescente mercado global de aviação executiva graças ao seu desenvolvimento econômico, à abertura gradual do espaço aéreo e à melhoria contínua de sua infraestrutura aeroportuária.

“A Embraer está muito atenta ao mercado chinês, o qual deverá gerar grandes oportunidades para todos os fabricantes deste setor. Temos um compromisso com o mercado e com cada um de nossos clientes, por meio de nossa linha completa de jatos executivos de última geração e o contínuo aprimoramento do nosso suporte ao cliente”, afirmou ele.

De acordo com a Embraer, o ‘boom’ do mercado chinês é graças ao crescimento econômico do país. Hoje, o país tem uma frota de 267 aeronaves, 77% das quais são de grande porte, entre as categorias super mid-size e ultra-large. Para comparação, em 2007, a China tinha apenas 78 jatos executivos. A China tornou-se a ‘menina dos ovos de ouro’. “É um mercado brilhante”, dia a nota da empresa.

Uma das estratégias da fabricante para se firmar nesse mercado é a contratação do ator Jackie Chan como ‘garoto-propaganda’. O astro chinês esteve em fevereiro em São José dos Campos para receber seu Legacy 650, estimado em US$ 30 milhões. O primeiro Legacy 600/650 será produzido no início de 2013 na China com previsão de entrega no fim do mesmo ano.

O jato executivo Phenom 300 da Embraer recebeu recentemente a Validação de Certificado de Tipo da Administração de Aviação Civil da China (CAAC). O anúncio foi feito durante a 9ª Exposição Internacional de Aviação & Aeroespacial da China. Agora, todos os cinco jatos executivos da Embraer em serviço estão certificados pela autoridade de aviação civil da China.

O Vale

Publicado em: 14/11/2012

Funcionários da Embraer ameaçam greves na cidade

Funcionários da Embraer ameaçam entrar em greve a partir de hoje em São José em função do impasse nas negociações entre o Sindicato dos Metalúrgicos e a empresa sobre o reajuste salarial da categoria neste ano. Pela quarta vez não houve acordo em uma reunião realizada ontem em São Paulo entre o sindicato e a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que representa legalmente a empresa e o setor aeronáutico da região.

O encontro teve início às 14h e, após quase seis horas de negociação, o resultado ainda não havia sido anunciado até as 20h de ontem. O grupo faz assembleia hoje às 5h30 (entrada do 1º turno), às 7h (administrativo) e às 15h (2º turno) em frente ao portão da fábrica. Na reunião, os sindicalistas vão submeter aos trabalhadores a possibilidade de cruzar os braços.

O impasse se arrasta desde agosto. A categoria reivindica reajuste salarial de 4,58% de inflação, 2,5% de aumento real e a ampliação das cláusulas sociais da Convenção Coletiva como adicional noturno e licença-maternidade.

Já a empresa ofereceu 4,58% de inflação, 1,5% de aumento real e a manutenção das cláusulas sociais da última Convenção Coletiva. A oferta foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleia. “A empresa só tem lucro. Uma fábrica que anuncia quase 35% de lucro não pode ser tão intransigente. Todas as outras fábricas já entraram em um acordo e fecharam a campanha salarial. Só falta a Embraer”, disse o vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José, Hebert Claros.

Para ele, o trabalhador é o maior prejudicado. “Estamos lutando pelo bem do operário. Assim, nesse impasse todo, o maior prejudicado é, sem dúvida, o funcionário.” A Embraer tem cerca de 12 mil funcionários na planta de São José. Ainda de acordo com a categoria, não há previsão de novas reuniões com a empresa.

Em nota, a Embraer informou que não houve acordo entre as partes com relação à seguinte proposta apresentada pela Fiesp, como a manutenção da data-base em setembro, reposição integral da inflação do período (novembro de 2011 a agosto de 2012) de 4,58% a ser aplicado nas empresas com mais de 35 empregados, reajuste salarial a título de aumento real de 1,5% no período considerado (10 meses) e a manutenção das cláusulas sociais da última Convenção Coletiva

Ainda segundo a fabricante, como em 2011 a data-base era novembro, o período de apuração do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) compreende 10 meses (novembro de 2011 a agosto de 2012). Considerado um período de 12 meses, o aumento real de 1,5% oferecido equivale a 1,8%.

A nota também diz que esgotadas as possibilidades de avanço nas negociações num segmento que passa por dificuldades por depender de exportações, diante do esforço já feito pelo setor patronal, a Fiesp continua aberta a ir à mesa, “embora não se vislumbre perspectivas de novas propostas no que se refere a maiores aumentos reais”. A Embraer ainda afirma que, por liberalidade, já antecipou a todos seus funcionários, no mês de setembro, o aumento de 4,58% relativo ao INPC integral.

O Vale

Publicado em: 30/10/2012

Mesmo em meio a crise, Embraer mantém as vendas

Mesmo com retração nas vendas, a Embraer, de São José dos Campos, descarta, por enquanto, reduzir o ritmo de produção. A carteira de pedidos firmes da empresa recuou 22,5% nos últimos 12 meses, segundo os dados do balanço financeiro do terceiro trimestre, divulgado anteontem à noite. A carteira fechou o terceiro trimestre de 2012 em US$ 12,4 bilhões em pedidos a entregar, ante US$ 16 bilhões de um ano antes.

A empresa efetivou de janeiro a setembro deste ano 30 vendas de jatos para a aviação comercial, carro-chefe da companhia, ante 62 no mesmo período de 2011. O vice-presidente executivo financeiro da empresa, José Antônio Filippo, disse que a cadência produtiva será mantida, pois a companhia trabalha com boas perspectivas de negócios para os próximos meses.

No entanto, para manter o mesmo ritmo produtivo no próximo ano, a Embraer precisará fechar novas vendas de jatos comerciais nos próximos seis meses. Segundo a empresa, há pequeno risco de redução do ritmo produtivo em 2013. Filippo evitou detalhar as perspectivas futuras de curto prazo com relação a vendas.

“Estamos com campanhas em andamento, principalmente nos Estados Unidos, e esperamos resultados nos próximos meses”, afirmou o executivo na teleconferência sobre o balanço financeiro. Um dos potenciais negócios pode ser com a aérea Delta Air Lines, que anunciou ontem que até o final do escolherá o fornecedor da frota de 70 aeronaves de até 76 lugares que pretende comprar.

Além da Embraer, com o jato 175, a canadense Bombardier também está na disputa. A carteira de encomendas firmes de jatos comerciais totalizou 178 unidades no final do terceiro trimestre.  Filippo afirmou também que a empresa espera bons resultados na aviação executiva no quatro trimestre, após fraco desempenho nos anteriores.

Até o final de setembro, foram despachados 46 jatos executivos 40 leves e 6 grandes. “O quatro trimestre sempre é mais forte para a aviação executiva”, disse Filippo. Embora tenha revertido no terceiro trimestre o prejuízo registrado um ano antes, a companhia informou que o resultado do lucro líquido poderia ter ser maior não fosse a situação relacionada à proposta feita pela fabricante para reestruturar financiamentos pendentes da cliente Chautauqua Airlines, controlada pela Republic Airways.

No balanço, a fabricante informa que o impacto foi da ordem de R$ 85,1 milhões. A Embraer fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 132,5 milhões ante prejuízo de R$ 200 no mesmo período do ano passado. Ontem, a cotação das as ações da companhia fecharam em baixa.

O Vale

Publicado em: 25/10/2012

Embraer registra lucro liquído alta, saindo do vermelho

A Embraer registrou lucro líquido de R$ 132,5milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de R$ 200 mil registrado em igual período no ano passado, anunciou a empresa ontem à noite na divulgação do seu balanço financeiro.

Já a receita líquida da companhia alcançou R$ 2,85 bilhões no terceiro trimestre deste ano ante R$ 2,27 bilhões em igual período verificado no ano passado. Em relação ao segundo trimestre deste ano, a companhia registrou alta de 6% no lucro líquido. O balanço mostra que a receita líquida de julho a setembro teve queda de 15% no comparado com o segundo trimestre deste ano, de R$ 3,384 bilhões.

No acumulado do ano, a companhia soma receita líquida de R$ 8,283 bilhões e lucro líquido de R$ 444,1 milhões, segundo o balanço. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 336,9 milhões entre julho e setembro, ante R$ 311,4 milhões registrados em igual período do ano passado.

A fabricante informa no balanço que o resultado positivo do lucro líquido do terceiro trimestre e do ano foram impactados por uma redução no imposto de renda do primeiro e segundo trimestres, devido a uma alteração na base de cálculo.

“O lucro líquido acumulado foi positivamente impacto por R$ 85,7 milhões devido uma redução no Imposto de Renda de R$ 76,3 milhões no primeiro trimestre e R$ 9,4 milhões no segundo, que resultou na mudança da base de cálculo da companhia”, informa.

A companhia também informa que as despesas comerciais registras no terceiro trimestre foram de R$ 225,2 milhões ante R$ 233,5 milhões no trimestre passado. Também foi registrado decréscimo das despesas administrativas no terceiro trimestre, que totalizaram R$ 119,9 milhões ante R$ 147,6 milhões no segundo trimestre, comunica a fabricante.

No terceiro trimestre, a companhia entregou 27 aeronaves comerciais e 13 jatos executivos, sendo 11 jatos leves e dois jatos grandes. No ano, a empresa já despachou 83 aeronaves comerciais e 46 executivas. No balanço, a Embraer informa que mantém sua expectativa de atingir a receita líquida projetada para este ano.

A carteira de pedidos firmes da empresa somou US$ 12,4 bilhões no final do terceiro trimestre deste ano ante US$ 16 bilhões registrada um ano antes. Pelos dados, a carteira tem registrado baixa em razão do aumento de entregas. A empresa destaca também o crescimento do setor de Defesa e Segurança na receita, que foi de 18% no terceiro trimestre.

A Embraer mostra pela primeira vez um modelo em escala real do Legacy 450 na Convenção da Associação Nacional de Aviação Executiva (NBAA, na sigla em inglês), em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos, de 30 de outubro a 1º de novembro.

Além do modelo, que será apresentado no estande da Embraer, no centro de convenções, cinco jatos executivos da empresa estarão em exposição estática no Orlando Executive Airport. O Legacy 450 teve a fabricação do primeiro protótipo iniciada em agosto passado.

“A NBAA é um evento importante para a Embraer, razão pela qual escolhemos este palco para apresentar pela primeira vez o modelo em tamanho real do Legacy 450, enfatizando suas características revolucionárias”, disse Ernest Edwards, presidente da Embraer Aviação Executiva. Os jatos em exposição estática pela Embraer são o Phenom 100, Phenom 300, Legacy 650 e o Lineage 1000, além de um Legacy 600 semi-novo.

O Vale

Publicado em: 24/10/2012

Funcionários recebem PLR pela Embraer na cidade

A primeira parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) a ser paga hoje aos funcionários da Embraer vai injetar cerca de R$ 35 milhões na economia regional. O dado foi divulgado pela empresa, que possui cerca de 12 mil trabalhadores em São José dos Campos.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, o valor representa 12,5% do lucro líquido da empresa no primeiro semestre. A forma de pagamento será R$ 1.003,31 fixos mais 15,44% sobre o salário de cada trabalhador. A segunda parcela será paga em abril de 2013.

Os metalúrgicos reclamam da forma de pagamento. Eles defendiam divisão igual, entre todos os funcionários, de 15% do lucro operacional maior que o lucro líquido, mas não divulgado pela empresa. “Uma empresa da realidade econômica da Embraer pagar R$ 1.000 fixos de PLR é muito pouco”, disse o vice-presidente do sindicato e funcionário da empresa Herbert Claros.

Ele alega que a média dos salários dos funcionários da produção é cerca de R$ 3.500. No cálculo, esses trabalhadores receberiam de participação R$ 1.500, considerado baixo por eles. O sindicato informou que empresas de menor porte, como a Latecoere, de Jacareí, com 400 funcionários, pagou R$ 2.600 de PLR.

A empresa informou em nota que “apesar das declarações do sindicato hoje em São José, a Embraer está de fato cumprindo todos os aspectos do acordo entre a empresa e a comissão de PLR”. Claros confirma que os termos foram aprovados na comissão, mas disse que os membros foram pressionados a aceitar por não terem estabilidade no emprego.

Em assembleia realizada ontem, os trabalhadores da Embraer aprovaram o aviso de greve em razão de impasses nas negociações do reajuste salarial deste ano. A reivindicação da categoria é de aumento salarial de 12,5%, mas os trabalhadores aceitam fechar em torno de 8%. Segundo o sindicato, a empresa ofereceu a inflação no período, 4,58%.

Com o aviso de greve protocolado judicialmente, os trabalhadores podem paralisar a produção após 48 horas. “Por conta desse impasse nós fizemos a assembleia e decidimos pela greve. Caso as negociações não avancem, nós vamos parar em um momento oportuno”, disse Claros. A empresa possui em torno de 7.000 metalúrgicos, mas a campanha salarial vale para todos os 12 mil. A Embraer informou que a situação na fábrica em São José é de plena normalidade.

O Vale

Publicado em: 11/10/2012

Contrato com a Atech, equipará helicópteros da Helibras

A fabricante de helicópteros Helibras, sediada em Itajubá (MG), anunciou ontem contrato com o consórcio formado pela Atech, empresa do grupo Embraer, Defesa e Segurança, de São José dos Campos, e a europeia Cassidian, do grupo EADS, para o fornecimento de sistemas tático de missão naval a oito helicópteros EC-725 comprados pela Marinha.

A parte do contrato da Atech é de R$ 30 milhões. A escolha se deu por sua capacidade de desenvolvimento de sistemas para o Sivam (Sistema de Vigilância e Proteção da Amazônia), entre outros programas. O anúncio foi feito na inauguração da ampliação da fábrica da Helibras, que contou com os ministros da Defesa, Celso Amorim, e Desenvolvimento Econômico e Comércio, Fernando Pimentel.

Os helicópteros da Marinha fazem parte da frota de 50 unidades compradas pelo governo brasileiro do grupo francês Eurocopter. O contrato, de 1,9 bilhão de euros, prevê entrega até 2017. A contratação de empresas nacionais está prevista na parceria firmada pelo governo brasileiro e o grupo francês, em 2008, controlado pela EADS. Pela parceria, a participação da indústria nacional será de 50%.

“Participar desse consórcio, coordenado pela Força Aérea Brasileira, é uma responsabilidade para uma empresa que tem se dedicado ao domínio da chamada tecnologia crítica”, afirmou o presidente da Atech, Tarcísio Takashi Muta.

Ele destacou ainda que a escolha é o reconhecimento da capacidade e experiência na “absorção de tecnologia de defesa, sistemas embarcados em aeronaves e comunicações táticas de alto desempenho”. “Trata-se de uma continuidade no avanço da autonomia tecnológica brasileira, um dos pilares da consagrada Estratégia Nacional de Defesa”, disse.

Esse sistema de missão será desenvolvido no Brasil pela Atech, que também será a responsável, sob a supervisão do novo Centro de Engenharia da Helibras, pela integração de sistemas e pelos testes em solo e em voo. Os serviços de suporte para a Marinha também serão providos pela Atech.

O presidente da Helibras, Eduardo Marson, disse que a companhia já firmou contrato com 15 empresas brasileiras, entre elas, Aernnova e Akaer, do polo aeronáutico de São José. Marson afirmou que o polo de São José é importante para a Helibras e pode ampliar a sua participação nos programas da companhia. “Temos muita interação com empresas do polo de São José”, afirmou.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, disse que a parceria entre empresas e grupos estrangeiros e nacionais na área de defesa faz parte do esforço do governo brasileiro de reequipar as Forças Armadas e adquirir conhecimento com a transferência de tecnologia. Amorim esquivou-se de temas polêmicos, como o impasse do F-X2, programa de compra de 36 caças para a FAB. “O desfecho desse programa só Deus sabe. Agora está com a presidente Dilma.”

O Vale

Crise na aviação ameaça entregas da Embraer

Nova crise volta a rondar a Embraer, após tímida recuperação do ‘baque’ sofrido em 2009 por conta da recessão mundial. A fabricante, com sede em São José, está de olho no mercado executivo e prevê novos cancelamentos de pedidos de jatos do segmento, que responde por 20% de sua receita.

A informação foi divulgada ontem pelo diretor-presidente da companhia, Frederico Curado, que participa de conferência da OMC (Organização Mundial do Comércio), em Genebra, Suíça. “Em jatos executivos, temos visto um movimento de vendas relativamente bom, mas ainda estamos vendo alguns cancelamentos”, afirmou Curado à agência de notícias Reuters, no intervalo da conferência da OMC.

No ano passado, a fabricante entregou 99 jatos executivos, 20 unidades a menos que a meta original, já que a crise de dívida soberana na Europa e seus efeitos na economia global provocaram uma onda de cancelamentos. No primeiro semestre deste ano, foram entregues 33 aviões do segmento. A meta é entregar de 90 a 105 jatos executivos este ano.

Na aviação comercial, a meta é manter o ‘backlog’ (pedidos firmes) estável. “Ainda temos como meta manter nosso backlog estável no fim do ano, mas é claro que existe uma fraqueza no mercado e temos que reconhecer isso”, disse Curado.

A empresa fechou o primeiro semestre com backlog de US$ 12,9 bilhões, o menor patamar em seis anos.

Fonte: O Vale

Embraer fecha contrato de U$ 130 Milhões

A Embraer Defesa e Segurança, de São José dos Campos, e a Força Aérea Brasileira assinaram um contrato para fornecimento de suporte logístico e serviços para a frota de 24 aeronaves da família ERJ-145 (ERJ-145, ERJ-135, Legacy 600, RS e AEW&C) operada pela FAB.

O valor do contrato pode chegar a US$ 130 milhões R$ 262 milhões), sendo US$ 98 milhões firmes, relativos ao apoio logístico rotineiro, e US$ 32 milhões opcionais, referentes a serviços adicionais, segundo informações divulgadas pela companhia.

Denominado ESSG (Embraer Solução de Suporte para Governo), o programa inclui suporte de material, gestão de reparos, controle técnico de manutenção, suporte de engenharia e apoio técnico em campo, além de serviços de manutenção programada e não-programada.

Segundo a Embraer Defesa e Segurança, o programa ESSG é uma solução integrada que aumenta a disponibilidade e a prontidão da frota para realização de missões, com preço fixo e requisitos de desempenho definidos, eliminando riscos ao cliente. Por meio de uma gestão centralizada, permite o planejamento de longo prazo, integração da rede global de parceiros e fornecedores, e clara definição de prazos para a entrega de peças.

O resultado esperado com o novo programa é a redução dos custos operacionais e de suporte das aeronaves da Força Aérea Brasileira. “Atender à FAB com um novo modelo de serviços que lhe permitirá cumprir suas missões com excelência nos dá imensa satisfação”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, vice-presidente de Operações da Embraer Defesa.

“Este contrato representa uma grande conquista para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional, uma vez que é de notório conhecimento a excelência na qualidade dos serviços prestados pela Embraer”, declarou em nota major-brigadeiro Paulo João Cury, diretor da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico da Força Aérea. As aeronaves são usadas pela FAB em missões em fronteiras, monitoramento, entre outras funções.

O Vale

Projeto Cargueiro é conferido na cidade pela Embraer

A Embraer Defesa e Segurança e a FAB (Força Aérea Brasileira) concluíram no mês passado a revisão preliminar do projeto do jato de transporte militar KC-390, que será desenvolvido pela fabricante de aviões de São José dos Campos.Orçado em mais de R$ 1 bilhão, o projeto do cargueiro militar é da FAB, que contratou a Embraer em 2009 para fabricar a aeronave.

Entre 20 e 29 de agosto deste ano, militares e representantes da empresa realizaram uma revisão teórica do projeto nas instalações da Embraer em São José. A próxima etapa será a revisão final do projeto, que ocorrerá em 2013, antes que a Embraer construa o primeiro protótipo da aeronave. O voo inaugural está programado para 2014 e a primeira entrega, para 2016.

Na revisão teórica, a fabricante informou que apresentou ao Comando da Aeronáutica as características técnicas das soluções de projeto adotadas para estrutura e diversos sistemas embarcados da aeronave. Os detalhes incluíram as definições dos principais componentes e suas interfaces.

Para a Embraer, projeto “alcançou a maturidade esperada”. “Ficamos satisfeitos com o que foi apresentado e estamos seguros de que o projeto está no caminho certo”, disse o coronel Sérgio Carneiro, gerente do projeto KC-390 na FAB.

Como parte da revisão de projeto, segundo a Embraer foi realizada uma avaliação da ergonomia da cabine de pilotagem, com a participação de militares da Aeronáutica. “As discussões com a Força Aérea foram muito produtivas e estamos contentes com o resultado do trabalho”, disse Paulo Gastão Silva, diretor do programa KC-390 na Embraer.

A empresa se associou à norte-americana Boeing para o desenvolvimento do KC-390. A parceria aumenta as opções de mercado do avião. A Boeing disputa com a sueca Saab e a francesa Dassault a concorrência do F-X2, programa da FAB para a compra de 36 caças supersônicos estimado em R$ 10 bilhões e que se arrasta há 16 anos. Ao contrário das concorrentes, a Boeing não condicionou a participação no KC-390 à vitória na disputa pelos caças.

O Vale