Prefeitura de São José inicia semana de incentivo ao teste Anti-HIV

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A Prefeitura de São José dos Campos inicia a Campanha Fique Sabendo, que tem como objetivo alertar a população e incentivá-la a fazer o teste Anti-HIV, visando o diagnóstico precoce para início do tratamento. A campanha vai até o dia 4 de dezembro.

A novidade deste ano é que os testes também poderão ser feitos em qualquer uma das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade, no horário de funcionamento das unidades. No COAS/CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento) os testes estarão sendo realizados, no período de 25 de novembro a 1º de dezembro (com exceção dos finais de semana). O COAS/CTA fica na rua Amim Assad, 200 no Jardim São Dimas.

O teste é simples, rápido e gratuito. O resultado sai na mesma hora. Nas UBSs, além do teste anti-HIV, serão oferecidos os testes para sífilis.

Após a infecção pelo HIV, o sistema imunológico demora de um a três meses para produzir anticorpos em quantidade suficiente para serem detectados pelo teste anti-HIV, a chamada janela imunológica. Portanto, o teste poderá ser realizado após uma exposição de risco, mas terá de ser repetido após 30 dias, conforme orientação do Ministério da Saúde.

Em 2014, foram diagnosticados 87 novos casos de HIV em São José dos Campos, com 16 mortes.

Legacy ‘chinês’ faz seu primeiro vôo

O primeiro jato executivo Legacy 650 fabricado na China pela Harbin Embraer Aircraft Industry, que funde a Embraer e a AVIC (Aviation Industry Corporation of China), fez com sucesso seu voo inaugural. O anúncio foi feito ontem pela Embraer, que divide a produção do jato entre as unidades de São José dos Campos e da cidade de Harbin, na China. Por cerca de 2h30, pilotos e engenheiros de ensaio da Embraer realizaram testes para avaliar as características de desempenho, comandos de voo, comunicação e navegação, entre outros sistemas do jato executivo. A entrega da primeira aeronave produzida na fábrica chinesa está programada para o final de 2013.

O Legacy 650 entrou em serviço no final de 2010, tem alcance de 7.223 quilômetros e pode levar até 14 passageiros. O jato tem capacidade para voos diretos entre Beijing e Dubai e de Hong Kong a Adelaide, na Austrália. Desde fevereiro de 2012, quando a Embraer entregou o primeiro Legacy 650 para o mercado chinês, a empresa recebeu 21 pedidos firmes e mais cinco opções de compra. O valor referência da aeronave é US$ 30 milhões, que pode subir conforme os opcionais incluídos no jato. “O sucesso do primeiro voo do Legacy 650 é um marco importante não apenas para a parceria entre a Embraer e a AVIC, mas também para a história da aviação executiva chinesa”, disse, em nota, Guan Dongyuan, presidente da Embraer na China. “Trata-se do primeiro jato executivo da categoria large produzido por uma joint venture no país”, completou. Também em nota, Yuri Capi, presidente da Harbin Embraer Aircraft, disse que o voo inaugural “mostra ao mercado que estamos prontos e com plena capacidade para oferecer jatos executivos de alta qualidade”.

Sinalização dos Corredores de ônibus está confusa

Implantadas há uma semana em São José, as novas faixas exclusivas para ônibus e todas as mudanças no sistema viário da região central da cidade ainda geram muitas dúvidas e reclamações da população.  Entre as críticas apontadas por usuários, estão a má sinalização na avenida Adhemar de Barros, a implantação das ilhas nas avenidas São José e Madre Tereza que reduziu o espaço para os carros, o fim das vagas de estacionamento na rua Paraibuna e avenida Adhemar de Barros e a junção do ponto de ônibus próximo à Sabesp. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, responsável pelo projeto, disse que ainda fará análise mais detalhada do corredor, mas considera “positivo” o resultado da primeira semana de mudança.

A convite do jornal O VALE, o piloto joseense André Azedo, um dos ídolos do esporte da cidade, percorreu os principais corredores de ônibus para fazer uma avaliação do sistema. Acostumado a viajar o mundo pelas provas do Ralli Dacar, o piloto teve dificuldade para entender a sinalização vertical colocada na avenida Adhemar de Barros, que pode induzir o motorista ao erro, segundo ele. “Em cima da faixa 3, tem uma placa indicando faixa 2 preferencial. E sobre a faixa 4, a placa indica faixa exclusiva 3. Quem não está acostumado com a cidade e que se guia pelas placas verticais, como é padrão em todo o mundo, vai se confundir aqui na avenida”, observou o piloto de rali. Ele também afirmou que na faixa 4, por onde devem circular os veículos, a via ficou muito estreita e, um carro de grande porte, tem dificuldade para andar ao lado dos ônibus, na Adhemar de Barros.

Ainda segundo ele, na mesma faixa 4, não há uma placa informando ao motorista que, essa faixa deve ser usar para fazer a conversão à direita.  Próximo ao novo ponto de ônibus da Sabesp, o piloto não conseguiu passar de carro junto com o ônibus, isso porque, o coletivo precisa de espaço para conseguir fazer a curva sozinho, antes de entrar na Adhemar de Barros. Em outro ponto do corredor de ônibus, nas avenidas São José e Madre Tereza, Azevedo apontou que as duas ilhas instaladas para separar o corredor de ônibus acabaram afunilando o trânsito, reduzindo o espaço para os carros.

“As mudanças feitas pela prefeitura beneficiam os ônibus e os usuários. Para quem anda de carro e precisa de lugar para estacionar nessa região, as mudanças não estão sendo boas”, disse Azevedo, que acha necessário um tempo para adaptação. O secretário de Transportes, Wagner Balieiro, disse em entrevista ao O VALE, que o resultado dos corredores tem sido muito positivo nessa primeira semana. “Os motoristas já estão acostumando com a proposta dos corredores.”

Zona Azul tem falha na transmissão de Informações na cidade

O primeiro dia útil de funcionamento dos novos corredores de ônibus na região central de São José foi marcado pela necessidade de mais orientação aos motoristas, que ainda trafegaram irregularmente pelas faixas exclusivas de ônibus, e necessidade de ajustes. A implantação da cobrança da zona azul eletrônica no estacionamento do Parque Santos Dumont não funcionou como era esperado e a Secretaria de Transportes teve que suspender temporariamente a implantação do sistema.

O corredor da avenida Adhemar de Barros foi o que apresentou mais problemas. Em média, seis carros por minuto utilizaram irregularmente o corredor exclusivo de ônibus, na esquina com o parque. Agentes de trânsito devem permanecer essa semana nos corredores para orientar os motoristas sobre as mudanças. Depois que os motoristas estiverem adaptados, a prefeitura vai começar a multar.

O sistema de cobrança no Parque Santos Dumont vai precisar de ajustes para funcionar. Muitos motoristas reclamaram que não conseguiram fazer o pagamento das horas fracionadas. Eles se queixaram de ter que ficar procurando representantes da Serttel empresa responsável pela cobrança eletrônica, contratada pela prefeitura para pagar o estacionamento rotativo no parque Santos Dumont. “A empresa prometeu um novo dispositivo eletrônico de cobrança que não funcionou. O motorista que quer ficar menos tempo no estacionamento, não conseguiu pagar a fração da hora, tendo que comprar período maior”, criticou o assessor de operações do Transportes, Paulo Guimarães.

Segundo ele, a empresa não informou o valor da hora fracionada para a compra da zona azul. Até 15 minutos, o motorista paga R$ 0,30. Para duas horas, R$ 2,40. Ao redor do estacionamento do parque, a prefeitura não implantou parquímetros, como foi feito no centro. “Acredito que, com os parquímetros, esse problema poderia ser resolvido”, disse Guimarães.  A empresa Serttel não quis comentar ontem as falhas verificadas no sistema. O gerente de operações, Edson Zampieri, reclamou da falta de orientação da prefeitura. “A prefeitura está se preocupando com os ônibus, tirando vagas para os carros estacionar e não oferece nenhuma opção para bolsão de estacionamento”, disse.

A dona de casa, Cristiane de Andrade, que leva os filhos para estudar na escola infantil que fica dentro do parque, acredita que a implantação do estacionamento rotativo vai ajudar a ter mais vagas no local.  “Muitas vezes a gente não consegue estacionar para pegar os filhos na escola. Com a zona azul, esse problema pode ser resolvido”, afirmou. Os pedestres que passaram ontem pelas duas ilhas montadas pela Prefeitura de São José dos Campos, nas avenidas Madre Tereza e São José, próximo ao corredor exclusivo de ônibus, receberam orientações para a travessia segura.

A prefeitura instalou grades de segurança que obrigam o pedestre a parar na ilha antes de atravessar o corredor. Alguns pedestres ainda insistiam em não atravessar nas faixas de segurança. Nessas avenidas, o sinal fecha para os carros, mas continua aberto para os ônibus e vans, que começaram a transitar numa velocidade maior. Depois que o pedestre atravessa quando o sinal está fechado para os carros, ele tem que ir até a ilha apertar a botoeira e esperar em média 24 segundos até o sinal do corredor fechar.  Muitos estavam atravessando direto, sem parar no sinal, correndo o risco de serem atropelados pelos ônibus. “Acho que a travessia para o pedestre ficou mais segura com essa medida e vai ser melhor para quem anda de ônibus, que passou a circular mais rápido”, disse o aposentado Paulo da Silva.

Para orientar pedestres e motoristas sobre a segurança na travessia de ruas, respeito à faixa de pedestre, limites de velocidade e os perigos em se misturar álcool e direção, a CS Brasil e a Prefeitura de São José, iniciaram ontem a campanha “Esquina Segura”, nas vias de grande movimento. A campanha será realizada até o dia 3 de agosto.

Vereadores da Camara são reprovados na cidade

Teste de interatividade realizado por O VALE reprovou metade dos vereadores de São José dos Campos. Dos 21 parlamentares da cidade, 10 não responderam os e-mails encaminhados pela reportagem com pedidos de ajuda para conseguir vaga em creche, bolsa de estudo, cirurgia e compra de materiais de construção. Não deram retorno às solicitações a presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT), e os vereadores Dulce Rita (PSDB), Renata Paiva (DEM), Walter Hayashi (PSB), Macedo Bastos (DEM) e Dilermando Dié Alvarenga (PSDB).

Também não responderam os e-mails Robertinho da Padaria (PPS), Fernando Petiti (PSDB), Tonhão Dutra (PT) e Willis Goulart (PP). As correspondências eletrônicas foram encaminhadas entre as 18h40 e as 19h22 da última segunda-feira. Os vereadores tiveram três dias para responder. Atualmente, cada parlamentar tem pelo menos cinco assessores.

Entre os parlamentares que responderam, o mais rápido foi o ‘novato’ Rogério Cyborg (PV), que encaminhou retorno às 7h04 da última terça-feira, logo no início do expediente daquele dia no Legislativo. O último a dar retorno foi o também ‘novato’ Calasans Camargo (PRP) no caso, às 10h17 da última quinta-feira. Nenhum vereador se comprometeu a conseguir para os munícipes a vaga em creche, a bolsa de estudo e o material de construção e ajudar a agilizar cirurgia, o que caracterizaria clientelismo.

Em geral, eles se limitaram a pedir telefones de contato dos moradores para dar explicações sobre os motivos de não poderem atender as solicitações feitas. Já os 10 vereadores que não responderam alegaram que não receberam os e-mails, que houve erro na hora do encaminhamento das respostas ou que não tiveram tempo hábil de responder devido ao excesso de demandas.

O professor de Ciências Políticas da Unitau (Universidade de Taubaté) José Maurício Cardoso Rego criticou o que ele classificou como falha de comunicação e de interação dos vereadores com a população da cidade. “A Câmara de São José tem estrutura mais do que suficiente para dar retorno a todas as solicitações que são encaminhadas aos vereadores. Mesmo quando o pedido não pode ser atendido, é de se esperar que o morador receba uma resposta”, afirmou o especialista.

“Estrutura para responder existe. Se não houve resposta, é porque há falha na comunicação e na interação com a comunidade e isto precisa ser corrigido”, completou. O presidente do PSTU de São José, Antônio Donizete Ferreira, o ‘Toninho’, não ficou surpreso. “Mostra descaso com os moradores”. Embora sustentem que costumam dar resposta aos questionamentos e pedidos encaminhados pela população, os 10 vereadores de São José que não retornaram os e-mails do teste de O VALE admitiram falha na comunicação.

Tonhão Dutra (PT) e Willis Goulart (PP) alegaram que não receberam os e-mails. Já Dulce Rita (PSDB) e Renata Paiva (DEM) disseram que tentaram responder, mas que houve erro na hora da digitação do endereço eletrônico para o retorno, o que impediu que a resposta chegasse. A presidente da Câmara, Amélia Naomi (PT) informou, por meio da assessoria, que seu e-mail esteve com problema durante toda a semana passada, não sendo possível acessar os encaminhamentos nem respondê-los. Também por meio da assessoria, Dilermando Dié Alvarenga (PSDB) informou que o pedido não foi respondido em tempo hábil porque havia questões mais urgentes.

“Como era pedido de bolsa de estudo, a assessora separou para que eu respondesse. Não deu tempo”, disse Robertinho da Padaria (PPS). “Fiquei em São Paulo a semana toda e por isto não foi possível responder”, afirmou Walter Hayashi (PSB). Fernando Petiti (PSDB) e Macedo Bastos disseram que costumam responder os e-mails, mas que a grande demanda impediu que houvesse retorno rápido.

Cidade tem teste com ônibus articulares pela Prefeitura

Os técnicos da Secretaria de Transportes, da Prefeitura, acompanham nesta quinta (21) e sexta-feira (22) os testes do ônibus articulado nas principais vias de São José dos Campos. Os nove ônibus articulados vão complementar a frota e atender as linhas de maior demanda. Na manhã desta quinta-feira, o teste foi na região sudeste da cidade: Avenida dos Astronautas e bairros da região do Putim.

O teste é para analisar se há necessidade de adequação dos corredores e linhas para a circulação do articulado, já que o ônibus tem características técnicas que precisam ser consideradas. O carro mede 18,600 metros, representando 38 % de aumento do veículo convencional, com capacidade para transportar 160 pessoas, o dobro do número de passageiros.

O estudo dos articulados vai considerar principalmente os trajetos percorridos pelas linhas 304, 115, 121, 204, 205, 206, 212, 341 ECO, 317 Campo dos Alemães, que são linhas de significativa demanda, porém toda a cidade deverá ser analisada. A pesquisa em campo considera todas as necessidades de adaptações dos carros ao sistema viário joseense e garante dados para prevenir possíveis correções futuras.

Modo rápido

O carro que está na cidade é um modelo de demonstração, mas tem as mesmas características técnicas dos nove articulados que chegam à cidade em maio. Além de ter a tecnologia Blue Tech 5, que otimiza a combustão no motor e trata os gases nocivos ao meio ambiente antes de serem expelidos, ele é considerado um Bus Rapid Transit (BRT), ou seja, um carro de maior capacidade de transporte de passageiros e que transita de modo rápido por corredores específicos.

Roteiro do teste:

  • 21/03 Tarde – Leste (Novo Horizonte, Campos de São José e região)
  • 22/03 Manhã – Sul (Campos dos Alemães, Região do Jardim Satélite)
  • 22/03 Tarde – Norte e Oeste (Região de Santana, Ponte da Ponte e Região do Aquarius e Urbanova)

Prefeitura Municipal de São José

Publicado em: 22/03/2013

Projeto Cargueiro é conferido na cidade pela Embraer

A Embraer Defesa e Segurança e a FAB (Força Aérea Brasileira) concluíram no mês passado a revisão preliminar do projeto do jato de transporte militar KC-390, que será desenvolvido pela fabricante de aviões de São José dos Campos.Orçado em mais de R$ 1 bilhão, o projeto do cargueiro militar é da FAB, que contratou a Embraer em 2009 para fabricar a aeronave.

Entre 20 e 29 de agosto deste ano, militares e representantes da empresa realizaram uma revisão teórica do projeto nas instalações da Embraer em São José. A próxima etapa será a revisão final do projeto, que ocorrerá em 2013, antes que a Embraer construa o primeiro protótipo da aeronave. O voo inaugural está programado para 2014 e a primeira entrega, para 2016.

Na revisão teórica, a fabricante informou que apresentou ao Comando da Aeronáutica as características técnicas das soluções de projeto adotadas para estrutura e diversos sistemas embarcados da aeronave. Os detalhes incluíram as definições dos principais componentes e suas interfaces.

Para a Embraer, projeto “alcançou a maturidade esperada”. “Ficamos satisfeitos com o que foi apresentado e estamos seguros de que o projeto está no caminho certo”, disse o coronel Sérgio Carneiro, gerente do projeto KC-390 na FAB.

Como parte da revisão de projeto, segundo a Embraer foi realizada uma avaliação da ergonomia da cabine de pilotagem, com a participação de militares da Aeronáutica. “As discussões com a Força Aérea foram muito produtivas e estamos contentes com o resultado do trabalho”, disse Paulo Gastão Silva, diretor do programa KC-390 na Embraer.

A empresa se associou à norte-americana Boeing para o desenvolvimento do KC-390. A parceria aumenta as opções de mercado do avião. A Boeing disputa com a sueca Saab e a francesa Dassault a concorrência do F-X2, programa da FAB para a compra de 36 caças supersônicos estimado em R$ 10 bilhões e que se arrasta há 16 anos. Ao contrário das concorrentes, a Boeing não condicionou a participação no KC-390 à vitória na disputa pelos caças.

O Vale

Aluguel de Bicicletas será testado no mês de Setembro

A Prefeitura de São José dos Campos vai testar a partir da segunda quinzena de setembro um sistema de aluguel de bicicletas no centro da cidade. O projeto-piloto será implantado em três pontos: na Praça João Mendes, na Praça Cônego Lima e no Largo da Igreja de São Benedito.

Inicialmente, 30 bicicletas serão disponibilizadas de graça nesses locais de graça para deslocamentos. Após realizar um cadastro, o usuário utilizará o cartão do ônibus para pegar uma delas. O projeto faz parte do Plano Estratégico Centro Vivo, que busca revitalizar a região central de São José.

“É preciso estimular o uso de bicicleta no centro. É um meio de transporte saudável e sustentável”, disse Cynthia Gonçalo, diretora geral do Ipplan (Instituto de Pesquisa, Administração e Planejamento), gerenciadora do Centro Vivo. A empresa que fará o serviço não foi divulgada, mas segundo o Ipplan ela não cobrará nada pelos serviço nos próximos seis meses.

As três estações funcionarão durante 180 dias em fase de teste. Após esse período, será aberta uma licitação para a escolha de uma empresa e novas estações serão criadas. O especialista em trânsito Ronaldo Garcia diz que a iniciativa é válida, mas pode encontrar obstáculos.

Segundo ele, o centro é o lugar onde as pessoas fazem compras, “e não fica fácil comprar usando bicicleta”. Garcia também cobra melhorias na infraestrutura do centro para receber ciclistas. “Para fazer os deslocamentos é complicado, não tem ciclovias nem ciclofaixas. Bicicletas e carros terão que conciliar os mesmos espaços, o que não é recomendado.”

Para ele, a saída seria tirar uma das faixas de estacionamento das ruas e trabalhar a conscientização dos motoristas. “É um trabalho em conjunto”, afirmou. A educadora ambiental Federica Giovanna Fochesato, 36 anos, é uma assídua usuária da bicicleta e quase todos os dias vai ao centro.

Para ela, o centro não é muito perigoso para o ciclista, pois os carros estão quase sempre parados. Mas ela cobra mudança no trânsito. “É preciso tirar os estacionamentos das ruas para dar lugar ao ciclista. A política de incentivo à bicicleta precisa vir junto com a restrição ao uso do carro”, afirmou.

Já para o mecânico de bicicletas Alexandre Coelho dos Santos, andar no centro é uma aventura. “Ninguém respeita. Os taxistas e motoristas de ônibus te veem como um adversário. As vezes é preciso subir na guia para não bater no carro.”

Tanto Federica quanto Alexandre cobram conscienti-zação dos motoristas. Segundo o Ipplan, as principais vias do centro vão receber uma sinalização de ciclo-rota para conscientização do motorista e a velocidade máxima permitida para os automóveis trafegarem será reduzida para que o uso compartilhado das ruas seja seguro.

O Vale

Sátelite fabricado no Inpe tem fase de teste concluída

Especialistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), de São José, e da Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial) concluíram mais uma etapa do satélite sino-brasileiro, Cbers-3, que será lançado no final do ano, na China.

Os especialistas terminaram as atividades de balanceamento e medidas de propriedades de massa do satélite.
Segundo o Inpe, o balanceamento é realizado para atender aos requisitos de posição de centro de gravidade estabelecidos pelo veículo lançador e pelo subsistema de controle de atitude e órbita.

O conhecimento preciso das propriedades de massa do satélite é fundamental para o correto desempenho desse subsistema. Em seguida, o Cbers-3 deve passar pelos testes de vibração acústica e senoidal. O satélite é o quarto desenvolvido pelo Programa Cbers, parceria com a China que garantiu a ambos os países o domínio da tecnologia do sensoriamento remoto para observação da Terra.

Neste ano começaram a ser enviados à China os equipamentos desenvolvidos pela indústria brasileira para que, junto aos chineses, fossem instalados na estrutura do Cbers-3 para realização dos testes que antecedem o seu lançamento. Essas atividades são fundamentais para demonstrar o bom funcionamento em condições ambientais semelhantes ao lançamento e órbita e identificar e corrigir eventuais problemas.

O Vale

Testando o ensino público

A Unesco vai testar a qualidade de ensino em 48 escolas da rede municipal de São José. Nos próximos dois meses, os pesquisadores do Instituto Internacional de Planejamento da Educação, vinculado ao órgão da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), devem avaliar da infraestrutura das instituições de ensino à qualificação dos professores.

Um dos objetivos é medir até que ponto estudantes em situação social vulnerável têm um desempenho pior nas escolas. A rede municipal de São José tem 146 instituições de ensino. Entre as escolas selecionadas para participar da pesquisa, estão instituições com elevados problemas de conflitos entre estudantes e professores ou de distúrbios internos.

As avaliações começam na próxima terça-feira e depois de organizar esses dados, o instituto irá organizar um relatório contendo as características dessas escolas. O documento será entregue à secretaria de Educação de São José, que vai trabalhar sobre os problemas diagnosticados.

A coordenadora afirmou ainda que um dos exemplos de mudança que pode acontecer nas escolas é na grade curricular das escolas. Para o secretário de Educação, Alberto Alves Marques Filho, esse projeto é importante pois vai mostrar como o governo pode agir para solucionar alguns problemas.

O projeto de cooperação foi assinado entre a Prefeitura de São José dos Campos e a Unesco em agosto do ano passado. Em fevereiro desse ano, o 1ª Fórum Técnico sobre Avaliação Institucional do Sistema Municipal de Ensino foi realizado para a divulgação e implantação do projeto.

Na manhã de ontem, foi realizado o segundo fórum, no Parque Tecnológico, onde foi apresentada a etapa de avaliação dessas escolas. Participaram da reunião, duas representantes do Instituto Internacional de Planejamento da Educação, que tem sede regional em Buenos Aires, na Argentina, diretores de escolas da rede municipal de ensino, consultores e técnicos da Unesco no Brasil.

A avaliação foi aprovado pelos professores e diretores de escolas municipais que participaram do encontro, no Parque Tecnológico. De acordo com a diretora da escola Possidônio José de Freitas, no bairro Galo Branco, Adriana Marques da Silva, a avaliação será é importante para unificar e alinhas as escolas de São José.

Já a diretora da escola Mariana Teixeira Cornélio, do bairro Vila Dirce, acredita que o projeto não pode achar culpados para os problemas.

O Vale