Rede Pública sofre com falta de médicos para População

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba tem um déficit estimado em mais de 500 médicos na rede pública de saúde das cidades. O número representa cerca de 30% de aumento para o atual número de profissionais contratados pelas prefeituras, seja por concurso ou por organização social. O fosso entre a demanda de pacientes e a oferta de médicos é maior nas cidades com menos de 50 mil habitantes, que somam 27 dos 39 municípios da região. Na RMVale, estima-se que o total de médicos das redes municipais de saúde chegue a 1.900 profissionais, para pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde). O número foi levantado com base em dados do Ministério da Saúde e fornecidos pelas prefeituras.

Para uma população de 2,406 milhões de habitantes, a região precisaria de, pelo menos, 2.470 médicos. Assim, as cidades atenderiam o preceito da OMS (Organização Mundial de Saúde) que preconiza um médico para cada grupo de 1.000 habitantes. Como está hoje, a região conta com um médico para cada grupo de 1.266 habitantes, índice considerado inadequado. “A falta de médicos hoje já é evidente. E a tendência é que aumente, pois a população está aumentando e envelhecendo”, diz Gilson Carvalho, médico pediatra e de saúde pública.

“Morre e sofre gente pela falta de assistência médica. Não lá longe, mesmo na nossa região do sudeste maravilha! Na melhor das hipóteses falta de atendimento na prevenção e começo da doença, provocando dor e muitas vezes a morte”, disse. O desafio dos gestores públicos prefeitos e secretário de saúde é encontrar maneiras de fixar o médico no serviço público. Uma delas é aumentar os salários, que são considerados baixos. A outra é conceder benefícios para quem quiser atender nas periferias.

Entrevista  com Gilson Carvalho, médico de Saúde Pública

A falta de médicos hoje já é evidente’
Leia trechos da entrevista com o médico especialista em Saúde Pública, Gilson Carvalho:

As cidades dizem que faltam médicos para contratar. Porque isso ocorre?
Há várias causas. A profissão é das poucas, senão a única, que goza de mercado pleno. Mais postos de trabalho vagos que a quantidade de médicos disponíveis. Diante disto, entra-se na lógica de mercado. Há condições oferecidas pelas cidades que o médico vai levar em conta, o que pode provocar concorrência entre elas. O mecanismo mais comum de resolver esta disputa é via diferença salarial a maior, mostrando o quão determinante é este fator.

O serviço público não é atraente ao médico?
É um circulo vicioso onde os vícios se somam dos dois lados. O médico pode escolher trabalhar num plano de saúde em que a carga horária deva ser cumprida na íntegra e o salário e condições de trabalho não são tão melhores às que o público oferece. Mas, tem outras vantagens, como, por exemplo, ter um hospital onde tratar seus pacientes. Sempre são avaliadas e pesadas vantagens e desvantagens.

Faltarão médicos no país?
A falta de médicos hoje já é evidente. A tendência é que aumente, pois a população está aumentando e envelhecendo, os serviços de saúde crescendo e se especializando, o que cria novos postos de trabalho. O problema não é apenas futuro. É presente. Morre e sofre gente pela falta de assistência médica. A maior carência hoje é a de pediatras e clínicos gerais com formação específica. Mas, por vezes a falta de especialistas, como neurologistas, ortopedistas e dermatologistas, chama mais a atenção.

O que o sr. achou dos médicos estrangeiros vindo ao país?
Acho que temos que fazer algumas reflexões. O programa Mais Médicos tem questões extremamente positivas e outras negativas, o que não o torna aberração.

As prefeituras erram ao não investir na prevenção?
Os erros são vários. Um deles é focar a ação na doença e sua assistência, e não na prevenção. Mas não se deve cair no falso maniqueísmo de contrapor assistência e prevenção. As duas são necessárias dentro de um equilíbrio.

Zona Azul tem falha na transmissão de Informações na cidade

O primeiro dia útil de funcionamento dos novos corredores de ônibus na região central de São José foi marcado pela necessidade de mais orientação aos motoristas, que ainda trafegaram irregularmente pelas faixas exclusivas de ônibus, e necessidade de ajustes. A implantação da cobrança da zona azul eletrônica no estacionamento do Parque Santos Dumont não funcionou como era esperado e a Secretaria de Transportes teve que suspender temporariamente a implantação do sistema.

O corredor da avenida Adhemar de Barros foi o que apresentou mais problemas. Em média, seis carros por minuto utilizaram irregularmente o corredor exclusivo de ônibus, na esquina com o parque. Agentes de trânsito devem permanecer essa semana nos corredores para orientar os motoristas sobre as mudanças. Depois que os motoristas estiverem adaptados, a prefeitura vai começar a multar.

O sistema de cobrança no Parque Santos Dumont vai precisar de ajustes para funcionar. Muitos motoristas reclamaram que não conseguiram fazer o pagamento das horas fracionadas. Eles se queixaram de ter que ficar procurando representantes da Serttel empresa responsável pela cobrança eletrônica, contratada pela prefeitura para pagar o estacionamento rotativo no parque Santos Dumont. “A empresa prometeu um novo dispositivo eletrônico de cobrança que não funcionou. O motorista que quer ficar menos tempo no estacionamento, não conseguiu pagar a fração da hora, tendo que comprar período maior”, criticou o assessor de operações do Transportes, Paulo Guimarães.

Segundo ele, a empresa não informou o valor da hora fracionada para a compra da zona azul. Até 15 minutos, o motorista paga R$ 0,30. Para duas horas, R$ 2,40. Ao redor do estacionamento do parque, a prefeitura não implantou parquímetros, como foi feito no centro. “Acredito que, com os parquímetros, esse problema poderia ser resolvido”, disse Guimarães.  A empresa Serttel não quis comentar ontem as falhas verificadas no sistema. O gerente de operações, Edson Zampieri, reclamou da falta de orientação da prefeitura. “A prefeitura está se preocupando com os ônibus, tirando vagas para os carros estacionar e não oferece nenhuma opção para bolsão de estacionamento”, disse.

A dona de casa, Cristiane de Andrade, que leva os filhos para estudar na escola infantil que fica dentro do parque, acredita que a implantação do estacionamento rotativo vai ajudar a ter mais vagas no local.  “Muitas vezes a gente não consegue estacionar para pegar os filhos na escola. Com a zona azul, esse problema pode ser resolvido”, afirmou. Os pedestres que passaram ontem pelas duas ilhas montadas pela Prefeitura de São José dos Campos, nas avenidas Madre Tereza e São José, próximo ao corredor exclusivo de ônibus, receberam orientações para a travessia segura.

A prefeitura instalou grades de segurança que obrigam o pedestre a parar na ilha antes de atravessar o corredor. Alguns pedestres ainda insistiam em não atravessar nas faixas de segurança. Nessas avenidas, o sinal fecha para os carros, mas continua aberto para os ônibus e vans, que começaram a transitar numa velocidade maior. Depois que o pedestre atravessa quando o sinal está fechado para os carros, ele tem que ir até a ilha apertar a botoeira e esperar em média 24 segundos até o sinal do corredor fechar.  Muitos estavam atravessando direto, sem parar no sinal, correndo o risco de serem atropelados pelos ônibus. “Acho que a travessia para o pedestre ficou mais segura com essa medida e vai ser melhor para quem anda de ônibus, que passou a circular mais rápido”, disse o aposentado Paulo da Silva.

Para orientar pedestres e motoristas sobre a segurança na travessia de ruas, respeito à faixa de pedestre, limites de velocidade e os perigos em se misturar álcool e direção, a CS Brasil e a Prefeitura de São José, iniciaram ontem a campanha “Esquina Segura”, nas vias de grande movimento. A campanha será realizada até o dia 3 de agosto.

Frio e Falta de artistas deixa Festa da cidade mais vazia

A baixa temperatura e a falta de artistas famosos esfriaram a festa de aniversário de São José dos Campos, cujo ponto alto foi ontem, em vários locais da cidade, como o Parque da Cidade, o Parque Vicentina Aranha e o Centro da Juventude. A festa, que já reuniu mais de 100 mil pessoas em anos anteriores, foi acompanhada por cerca de 40 mil, segundo estimativas da organização. O show mais esperado seria o da cantora Paula Fernandes, cancelado pela prefeitura em razão dos protestos. Mas nem isso tirou a motivação de quem acompanhou os eventos. Pelo contrário. O público aproveitou a festa com calma e sem enfrentar filas. A programação começou com um culto evangélico na praça Cônego Lima, às 6h30, e o hasteamento de bandeiras no Banhado, às 8h. Na igreja Matriz, às 9h, foi celebrada a missa solene do aniversário da cidade.

No Parque Vicentina Aranha, na região central, a partir das 9h30, uma série de atrações levou mais de 1.000 pessoas ao local. Houve campeonato de xadrez, piquenique e apresentação da Orquestra Sinfônica de São José. “É uma festa simples, sem formalidade e com participação de muitas pessoas. Aqui, somos todos iguais”, disse o administrador Rodrigo Machado, 36 anos. Antes da apresentação da orquestra, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) disse que São José é uma cidade “bonita, organizada e acolhedora”. Para ele, o desafio é humanizar cada vez mais os serviços prestados à população.

Crianças encontraram vários brinquedos infláveis no Parque da Cidade, na zona norte, nas atividades de lazer para os pequenos. Às 9h, começou o campeonato de truco. Houve ainda passeio ciclístico e show do projeto “Vozes pela Paz”, que reuniu músicos da cidade para celebrar São José dos Campos. “Está muito gostoso aqui. Não há confusão e as crianças podem brincar à vontade”, afirmou a dona de casa Maria Esther Moreira, 29 anos. No Centro da Juventude, na zona sul, o aniversário foi comemorado com esportes radicais, como skate, BMX, patins, basquete de rua, futebol freestyle e slackline. O estudante Leonardo Silva, 13 anos, estava inscrito em uma oficina de skate e pretendia sair de lá andando nas rodinhas. “Quero muito aprender”.

A programação continua hoje com atividades e shows nos poliesportivos do Campo dos Alemães e Altos de Santana e no parque ecológico do Santa Inês, entre 10h e 16h30. Também haverá música no Parque Vicentina Aranha, a partir das 10h. O encerramento do aniversário da cidade será no Teatro Municipal, no Shopping Centro, às 20h, com o espetáculo de teatro “Anseio”.

Cidade tem crise na área da Saúde nos hospitais

A Secretaria de Saúde de São José dos Campos planeja iniciar na próxima semana recadastramento dos médicos da rede municipal para verificar possíveis distorções na situação funcional do corpo clínico da pasta. O secretário de Saúde, Paulo Roitberg, disse ontem que o resultado do recadastramento será utilizado no processo de redimensionamento dos profissionais nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). “Sabemos que há unidades com muitos médicos e outras com poucos. Temos também informação de que existem muitos profissionais que estão afastados há anos”, afirmou. Segundo ele, esses médicos serão chamados para definir suas vidas profissionais no serviço público municipal. “Tem médico que está afastado há quase dez anos. É preciso saber se ele quer continuar na secretaria”, disse.

Atualmente, a Secretaria de Saúde possui 634 médicos nas Unidades Básicas de Saúde e UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento. No total, são 2.955 servidores. Déficit de funcionários é um dos gargalos da saúde no município, aponta o Comus (Conselho Municipal de Saúde), que vai elaborar um relatório para o secretário com as pendências prioritárias para serem solucionadas. O secretário relatou também que aguarda a conclusão de um relatório sobre a situação funcional dos profissionais técnicos e administrativos para verificar se há desvios de função. No ano passado, o Ministério Público, a pedido do Sindicato dos Servidores Municipais, começou a apurar possível desvio de função de pelo menos 179 auxiliares e técnicos de enfermagem que estariam sendo empregados em atividades não compatíveis com as suas atribuições de origem. Zelita Ramos, diretora do sindicato, disse que há muito tempo a entidade alerta para a falta de funcionários e existência de desvios de função na pasta. “É preciso abrir concurso público”, declarou. Ela afirmou que o sindicato vai procurar o secretário para conversar a respeito.

Roitberg destacou que as iniciativas integram o plano de melhoria do atendimento nas unidades da rede municipal de Saúde. “O objetivo é melhorar o acolhimento e o atendimento do paciente. Para isso, precisamos saber exatamente a situação dos servidores e dos profissionais da rede.” A meta é implantar um novo padrão de atendimento nas UBSs e UPAs. Os pacientes passarão por triagem e serão atendidos conforme a urgência do caso, segundo relatou o secretário.

Setor da saúde da cidade tem crise com grande numeros de doentes

O novo secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, recebeu de herança antigos e crônicos problemas, como falta de médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e nas UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento), falta de especialistas, fila de espera para cirurgias e demora no atendimento. Alguns destes gargalos estão entre as principais reclamações dos moradores nas audiências do POP, o Planejamento Orçamentário Participativo. A saúde é ‘vitrine’ do governo Carlinhos Almeida (PT) e engloba algumas de suas principais promessas de campanha. Entre as missões de Roitberg estão ainda agilizar o mutirão de cirurgias e tirar do papel projetos como o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Roitberg reconhece que um dos gargalos imediatos a resolver é a falta de médicos na rede, que possui 634 profissionais. “Vamos chamar 58 médicos que passaram em concurso para reforçar a rede”. Ele informou que vai chamar os médicos que estão afastados sem vencimentos para saber se querem continuar na rede. Roitberg substituiu o Álvaro Machuca, que deixou o comando da saúde anteontem após sete meses no cargo. Ao pedir demissão, Machuca não escondeu que enfrentou dificuldades. “Cansei. Virei burocrata na secretaria e só assinava papéis”. Um dia após a troca no comando da Saúde, O VALE esteve ontem na UPA do Campo dos Alemães (zona sul), onde reclamações de falta de médicos são constantes. Com apenas dois médicos, o tempo de espera por paciente chegou a sete horas.

“Cheguei às 9h40. São 15h e ainda tem dez pessoas na minha frente. É uma vergonha”, afirmou a manicure Vânia de Moura, 36 anos. A prefeitura informou que dois médicos faltaram ontem e que não foi possível realocar outros profissionais para suprir demanda. À noite, atendimentos foram normalizados. Também ontem, o munícipe André Fonseca e sua mulher Andrea enviaram fotos ao O VALE, feitas no último sábado, que mostram macas com pacientes no corredor e amontoados em sala no Hospital Municipal, onde o acesso à área interna é vetado à imprensa. “Minha sobrinha foi internada na quarta-feira e levou três dias para ser colocada em um quarto. É um descaso com o paciente”, disse Andrea.

Administradora do hospital, a SPDM (Associação para o Desenvolvimento da Medicina) informou que nenhum paciente fica desassistido. “Estão sendo realizadas obras de reforma e manutenção no Pronto-Socorro para ampliar o atendimento à população e está sendo definido juntamente com a Secretaria de Saúde projeto para ampliar o número de leitos de internação na unidade”, disse a SPDM em nota oficial. O novo secretário de Saúde de São José, Paulo Roitberg, disse ontem que até o fim de agosto quer promover redimensionamento da rede básica de saúde para amenizar a falta de médicos nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). “Há unidades que têm falta de profissionais e outras em que há mais médicos.”

Roitberg salientou ainda que o redimensionamento da rede básica tem como foco melhorar o atendimento. “Precisamos melhorar o acolhimento e o atendimento da população, que não pode ficar esperando de quatro a seis horas para ser atendida.” O plano do novo titular da Saúde é implantar o programa Humaniza SUS, em parceria com o Ministério da Saúde. “Vamos capacitar e treinar os profissionais para que tenham um novo olhar para o paciente”, disse Roitberg. Outro gargalo que o secretário planeja atacar é a falta de médicos especialistas. “Cardiologia é uma especialidade da rede que enfrenta falta de profissionais.” Atualmente, a rede municipal de Saúde disponibiliza 17 especialidades médicas. Na avaliação do novo secretário, a Saúde pública de São José possui estrutura que só existe em algumas poucas cidades do país.

“Temos hoje 40 UBSs, 5 UPAs e 3 hospitais. A rede oferece procedimentos de alto padrão e alto custo”, afirmou Roitberg. Segundo ele, o desafio é melhorar os serviços prestados com a verba disponibilizada no orçamento. “A secretaria tem uma verba de R$ 478 milhões, maior que muitos orçamentos municipais. O nosso desafio é otimizar os recursos e fazer mais ainda”, disse Roitberg. Já com relação à fila de cirurgias, o novo secretário destaca que ela é infindável, mas que este ano já foram realizados 7.000 procedimentos. A implantação do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do PSF (Programa de Saúde da Família) são considerados projetos prioritários para o novo secretário de Saúde, Paulo Roitberg. Ele relatou que planeja dar celeridade à implantação desses programas. No caso do Samu, falta firmar convênio com as cidades que integram o sistema.

Falta de estrutura é crise do Bombeiros da cidade

Falta de viaturas, deficiência no efetivo e alteração no repasse de verbas são alguns dos problemas que o Corpo de Bombeiros enfrenta em São José dos Campos. Segundo os bombeiros, a falta de estrutura pode comprometer o atendimento à população e põe em xeque a agilidade necessária aos atendimentos.

O principal problema seria a demora na manutenção dos carros – apenas um dos quatro veículos de combate à incêndio está em operação na cidade; duas viaturas de resgate estão quebradas e tiveram que ser substituídas por ambulâncias.Uma outra viatura está parada aguardando para ser montada. Segundo o bombeiro, que pediu para não ser identificado, o atraso na manutenção dos carros começou depois que a prefeitura mudou a forma de repassar as verbas.

“Infelizmente a cidade de São José possui somente um caminhão para combate a incêndio, que fica no quartel na base sul na cidade. São quatro quartéis na cidade, o correto seria quatro caminhões. Se der uma ocorrência na zona sul e outra na zona leste, simultâneamente, uma vai ser prejudicada, porque até vir apoio de outra cidade isso vai levar um certo tempo”, disse.

O funcionário acusa que houve corte na verba. “A prefeitura repassa um valor para o Corpo de Bombeiro da cidade, para manutenção da viatura. Com esse corte, a manutenção das viaturas está sendo prejudicada. Por exemplo, se uma viatura quebrar, ela vai ficar encostada até a prefeitura autorizar o conserto”, explicou. A prefeitura nega o corte.

Com viaturas paradas, o tempo de atendimento ideal às ocorrências, de no máximo 10 minutos, estaria sendo comprometido. “Se não tiver nenhuma ocorrência e entrar uma ocorrência, essa vai ser atendida rapidamente, mas quando se acumulam dois pedidos ao mesmo tempo aí você tem um tempo a mais de resposta. Precisa atender uma para depois atender outra e isso faz essa demanda demorar mais para ser atendida”, disse o comandante Ernesto Rizetto.

A responsabilidade pelo serviço dos bombeiros é compartilhada entre prefeitura e estado. A administração municipal custeia gastos como água, luz e manutenção dos carros. O estado mantém os funcionários e equipa as unidades.

Efetivo
A corporação em São José conta com 100 funcionários para atendimentos emergenciais e 30 na área administrativa distribuídos em quatro quartéis. O número é considerado insuficiente para quem faz parte da equipe, que atende de 10 a 12 ocorrências em média diariamente por quartel.

“A gente se desdobra para que a população não sofra com isso, porque a população não tem culpa da situação dos bombeiros, que os governos municipal e estadual deixaram chegar”, disse o bombeiro. O comando informou que conta com uma rede integrada emergencial, formada por empresas da região, para caso de incidentes que exijam um aparato maior do que o disponível.

Outro lado
A prefeitura nega que tenha diminuído o repasse aos bombeiros, mas admite que mudou a forma como o repasse é feito à corporação. A justificativa da prefeitura é que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo apontou irregularidades na forma como a transferência do valor era feita. O secretário de Defesa do Cidadão, José Luiz Nunes disse que o setor jurídico da prefeitura analisa o repasse para verificar se ele poderá voltar a ser feito como antes.

Sobre o carro que precisa ser montado, o comandante Ernesto Rizzeto informou que o prefeito Carlinhos Almeida (PT) teria se comprometido a providênciar a montagem. Não há prazo. Se houver demora, o caminhão poderá ser encaminhado para outra cidade que tenha os cerca de R$ 280 exigidos na ação. A respeito do efetivo, o comando diz que é suficiente para atender a cidade. O Tribunal de Contas do Estado foi procurado e informou que não encontrou nenhuma irregularidade na forma que as verbas de manutenção foram repassadas aos bombeiros pela administração anterior.

G1( Vnews)

Publicado em: 18/04/2013

Estado está com carência de PMs por toda a região

Reforço no efetivo da Polícia Civil e reuniões bimestrais de prestação de contas estão entre as prioridades definidas pela Secretaria de Segurança Pública para combater a criminalidade, que foi recorde no Vale do Paraíba no ano passado com 449 pessoas assassinadas.

As medidas foram anunciadas ontem pelo Secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, após reunião com representantes das polícias Civil, Militar e Científica da região realizada na Câmara de São José. O quadro de escrivães e investigadores do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) está com uma defasagem em torno de 30%, o que representa cerca de 420 homens de um total de 1.400.

Isto reflete diretamente, por exemplo, nos indicadores de esclarecimento de homicídios dolosos (com intenção de matar). Apenas as delegacias de Cruzeiro e Taubaté, das seis seccionais da região superaram o índice de 50% no ano passado. “É um índice considerado aceitável para a situação atual. Nossa Polícia Civil está envelhecida, com uma média de idade de 48 anos. Precisamos formar pelo menos 3.000 policiais por ano para recomposição de algumas delegacias”, disse o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Maurício Blazeck, que acompanhou o secretário na reunião, assim como o comandante geral da PM no Estado, coronel Benedito Roberto Meira.

Concursos para o preenchimento dessas vagas já estão em andamento.  O pedido de aumento do efetivo foi reforçado pelo diretor do Deinter-1, João Barbosa Filho. “É necessário pelo menos 30% a mais, mas se recebermos 15%, conseguiremos um equilíbrio entre o bom trabalho e bons resultados”, afirmou Barbosa Filho.

Para o comandante geral da PM, o efetivo da corporação no Vale, formado por 3.359 homens e mulheres, é um dos melhores no Estado. “É um número muito bom e significativo. A região tem um déficit de menos de 49 policiais. Tem policiais suficientes para trabalhar.”

Meira negou que a frota da região esteja sucateada. De acordo com ele, existem no Vale 181 viaturas em operação, o que representa 26% da frota da PM em todo Estado. “Também estamos estudando maneiras para que o efetivo seja aproveitado ao máximo.”

O presidente do sindicato dos delegados de São Paulo, George Melão, critica as ações do Estado. De acordo com ele, a RM Vale cresce cada vez mais e não são apresentados projetos relacionados à Segurança Pública a longo prazo. Para Melão, o número de policiais civis e militares é insuficiente. “Muitos policiais estão se aposentando e os concursos não estão acompanhado. A relação do quadro de policiais civis é de 1994, faltam mais de 6.000 em todo o Estado”, disse.

“O Vale está na rota do tráfico e armas e drogas. Isso acarreta em um serviço de policiamento judiciário mais eficaz. Vemos quadrilhas transitando livremente pela região. É preciso investir em inteligência e evitar a troca de comandos para que os projetos possam dar resultados”, afirmou.

O Vale

Publicado em: 20/02/2013

Devido as festas de fim de ano, comércio fica sem eletrônicos

A corrida pelas compras de Natal já provoca a falta de algumas opções de presente, como tablets e celulares, nos shoppings da região. Os aparelhos estão entre os mais procurados desde o início da campanha natalina e devem bater recorde de vendas neste ano.

Nas lojas Colombo, no CenterVale, em São José, alguns modelos com recursos 3G já esgotaram. “Apesar do movimento esperado para esta época do ano, está surpreendendo. O giro está bem bacana”, disse Leandro Quadros, gerente.

Somente na primeira quinzena de dezembro, a loja vendeu cerca de 60 tablets e mais de 300 celulares. Segundo ele, câmeras digitais também estão tendo boa procura e sendo bem vendidas. Outras quatro lojas especializadas em venda de eletrônicos também entram para a última semana de compras com estoque baixo. Na Vivo, também do CenterVale Shopping, as vendas aumentaram 20% em relação ao mesmo período de 2011.

De olho nos aparelhos mais modernos, o aposentado Glayton Alvarenga Cardoso, 63 anos, está à procura de um tablet. “É mais moderno. Desde que vi pela primeira vez gostei”, disse. Na tentativa de agradar aos filhos e ficar de olho neles, o gerente de TI, Celso Fernandes, 49 anos, está em busca de um celular em lançamento.

“Já pesquisei e vi que o produto é adequado e compactado para a idade dele (13 anos). Além de ajudar na leitura, tem GPS, assim, sei onde ele está. Isso é importante para um pai”, afirmou ele. O felizardo será o estudante Daniel Fernandes. “O meu já está com o software desatualizado. Eu uso para jogar e estudar”, disse o garoto.

O campeão de vendas é o celular, que varia de R$ 99 a R$ 2.000, seguido pelo tablet, com preço a partir de R$ 449. Entre os produtos mais procurados e também em falta estão peças básicas femininas. Segundo Martha Serra, gerente de Marketing do Taubaté Shopping, a loja Hering está repondo essas peças diariamente. “Está uma loucura. Além dos eletrônicos, as roupas básicas estão sendo vendidas muito rapidamente.” Já no Vale Sul Shopping, em São José, alguns brinquedos já estão em falta. Nesta semana, o comércio atua em horário estendido.

O Vale

Publicado em: 18/12/2012

Cidade tem falta de gasolina em Posto BR

Falta gasolina nos postos de combustíveis da Petrobras em São José dos Campos e Taubaté (SP) na manhã desta terça-feira (20). A alternativa dos motoristas que percorrem os postos da bandeira BR é abastecer com álcool ou com gasolina aditivada, que chega a custar até R$ 1 mais caro por litro. Em algumas unidades ainda resta um pouco da gasolina comum, mas a previsão é que o estoque termine antes das 12h.

Segundo os funcionários, o problema ocorre por conta de um atraso no setor de distribuição da empresa. Jessen Vidal, gerente de três postos de combustíveis da BR na zona sul de São José dos Campos, disse que a base da Petrobras que abastece o Vale do Paraíba e Litoral Noste está parada. “Estamos com pedido de 100 mil litros de gasolina nos três postos. Era para ter chegado no sábado, mas ainda não recebemos”, disse.

Ed Carlos, gerente de um posto de combustível na Vila Ema, disse ao G1 que o problema é consequência da falta de álcool anidro – que é misturado com a gasolina para gerar o combustível. “Conversei com o motorista da distribuidora e ele me disse que está tendo um problema de programação na base da distribuidora”, disse. Carlos afirmou que está esperando desde segunda-feira (19) mais de 15 mil litros de gasolina.

Cristina Machado, proprietária de um posto em Taubaté, afirmou que está com o estoque de gasolina comum no final. “Era para ter chegado 10 mil litros de gasolina comum na segunda-feira, mas não chegou. Para piorar o sistema caiu, estamos fazendo as notas na mão. Não sei quando a situação vai se resolver”, disse.

O G1 procurou a assessoria de comunicação da Petrobras em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas não conseguiu contato. A reportagem enviou email para a assessoria da empresa no Rio de Janeiro, mas até a publicação desta reportagem não havia recebido a resposta sobre os problemas registrados no postos da região.

G1 (Vnews)

Publicado em: 21/11/2012

Falta de Profissionais na area da Policia Civil na cidade

Falta de concursos públicos, aposentadorias e abandono de carreira estão entre os fatores que levaram a um déficit de ao menos 572 profissionais da área de Segurança Pública no Vale do Paraíba, entre delegados, investigadores, escrivães e peritos da Polícia Civil.

De acordo com o Sipesp (Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de São Paulo), atualmente existem 1.430 servidores trabalhando na região, o equivalente a um policial para cada 1.612 habitantes. A entidade indica que seriam necessários pelo menos um adicional de aproximadamente 40% no quadro de profissionais, para atender os 2.305.758 habitantes das 39 cidade da RMVale. “É inconcebível que uma região importante como o Vale do Paraíba, que serve de ligação entre as duas principais cidades do país, trabalhe com um efetivo reduzido”, afirmou João Batista Rebouças, presidente do Sipesp.

Das seis seccionais da região, a mais carente de efetivo é a de Jacareí, cuja área compreende ainda as cidades de Igaratá, Santa Branca e Paraibuna. “Além das aposentadorias, muitos colegas pediram transferências para outras áreas, o que acabou reduzindo consideravelmente no efetivo”, contou um investigador, que pediu para não ser identificado.

O resultado da defasagem de policiais pode ser visto nos resultados: 76% dos homicídios registrados na cidade de janeiro a julho deste ano não foram solucionados, de acordo com dados do Deinter1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

De acordo com George Melão, presidente do Sindpesp (Sindicato dos Delegados da Polícia Civil) o efetivo da Polícia Civil do Estado é o mesmo desde 1994. “A polícia está com o mesmo quadro desde então, enquanto, a população de cresceu cerca de 26% no período.”

Outra explicação para a queda do efetivo são os baixos salários oferecidos pela carreira. A média salarial dos investigadores no estado é de R$2.900. “O salário não atrai novos candidatos e quem tá dentro acaba prestando concurso para outras áreas do serviço público. O resultado: uma polícia velha, cansada e desmotivada”, disse Rebouças.

Além de mais concursos e melhores salários, o sindicato sugere que as seleções sejam feitas por região. “Hoje o cidadão presta concurso e não sabe em que região do Estado irá trabalhar. O ideal seria que as pessoas fossem alocadas na região em que moram.”

O Vale