Metalurgicos devem assinar acordo nesta Segunda-feira (28)

Os trabalhadores da GM (General Motors) de São José dos Campos realizam assembleia nesta segunda-feira, às 5h30, para votar a proposta de acordo elaborada sábado pelo Sindicato dos Metalúrgicos e pela montadora, em uma reunião que durou cerca de nove horas. A votação da proposta será no estacionamento da portaria do MVA (Montagem de Veículos Automotores).

O acordo encerrou uma negociação iniciada há cerca de seis meses, quando a direção da GM comunicou o sindicato sua intenção de encerrar a produção do modelo Classic em São José e demitir pelo menos 1.598 operários  considerados excedentes.

A proposta estende por mais dois meses o período de layoff  (suspensão do contrato de trabalho), que mantém 779 afastados da empresa desde agosto do ano passado e garante a manutenção da produção do Classic até dezembro deste ano. Porém, quando acabar o layoff, a empresa poderá demitir cerca de 650 funcionários, pagando uma  multa de três salários-base.

Caso a proposta seja aprovada na assembleia desta segunda-feira, os funcionários que trabalham na produção do Classic entram em férias coletivas a partir de amanhã até o dia 14 de fevereiro. Nesse período a GM deve repor as peças necessárias para a retomada da produção do Classic, que seria desativada caso não se chegasse a um acordo no sábado.

A proposta também prevê que a GM invista R$ 500 milhões no período de 2013 a 2017 na Powertrain, fábrica do complexo de São José que produz motores e câmbios. O pacote ainda permite jornada flexível de compensação em caso de oscilações na produção e nova grade salarial para novos operários, caso a GM venha a contratar na cidade.

“O acordo que foi fechado não é o nosso sonho, mas certamente é o que foi possível de ser reconstruído neste momento”, disse Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato. Luiz Moan, diretor de Relações Institucionais da GM e responsável pelas negociações, ressaltou a manutenção do emprego de 950 dos 1.598 considerados excedentes.

“Nós garantimos o nível de emprego no período de produção do Classic. O investimento não é baixo. E mais importante é colocar São José na rota dos investimentos”, disse Moan. Moan ressaltou que a produção de novos modelos será oferecida à planta de São José em breve, o que poderá trazer de volta o nível de produção na cidade.

Do lado de fora da sede do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), onde aconteceu a reunião, cerca de 100 sindicalistas e funcionários da GM acompanharam o resultado da reunião. O grupo passou o dia em uma espécie de vigília no local. O impasse entre GM e sindicato se estende desde meados do ano passado, mas a ameaça aos empregos começou bem antes, em 2008.

O Vale

Publicado em: 28/01/2013

Montadora admite risco de fechamento de setor na cidade

A direção da General Motors admitiu ontem pela primeira vez que o complexo industrial de São José pode fechar caso não haja acordo na reunião de amanhã que vai discutir o futuro de 1.598 funcionários considerados excedentes.

A declaração foi dada pelo diretor de assuntos institucionais da empresa, Luiz Moan, em audiência pública na Câmara para debater o futuro da empresa na cidade. Segundo Moan, com o fechamento do MVA, onde hoje é produzido somente o Classic, as outras sete fábricas que integram a planta da cidade e que empregam mais 6.000 pessoas serão fechadas gradativamente por falta de produtos e novos investimentos.

“A coisa é mais séria do que vocês pensam. O risco não é fechar o MVA e sim o risco de fechar o complexo”, afirmou. Moan também deixou claro os números que envolvem a montadora. De acordo com ele, a empresa admitiu mais do que demitiu no Brasil do período de 2008 até 2012. Em janeiro de 2008, eram cerca de 21 mil funcionários e, até junho de 2012, cerca de 23 mil.

Em São Caetano do Sul, planta para onde foram os investimentos em 2008 que seriam para São José, em quatro anos, o número subiu de 9.598 para 11.678. Na contramão, São José perdeu 1.572 funcionários no mesmo período, de 9.128 para 7.549. “Há poucos anos tínhamos 13 mil empregados e é exatamente o período que não conseguimos acordo com o sindicato. Então, nós precisamos reverter essa tendência. Se salvarmos o MVA, salvamos o complexo todo”, disse ele.

Segundo Moan, a planta da cidade perdeu a produção do Cruze, Spin e Cobalt e a oportunidade de produzir o Ônix, além da expansão da fábrica de motores e estampados. “A GM perdeu a vontade em investir aqui (São José)”, disse o diretor da montadora.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, na época, houve acordo para a produção da S10 e a nova Blazer. Para a entidade, o momento é de lutar pelo emprego e pressionar o governo federal a criar medida que evite demissões na empresa.

“Nós não somos loucos de recusar investimento, mas queremos garantia da estabilidade do emprego”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato. A reunião de ontem contou também com a presença de representantes da Prefeitura de São José, vereadores, CUT (Central Única dos Trabalhadores) e Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.

Procurada por O VALE, a prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que a postura do governo é de intermediar o diálogo apostando em um acordo positivo. Na quarta e última reunião para tratar do assunto, amanhã, GM e sindicato se reúnem às 10h no Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em São José. Do encontro sairá a decisão final de acordo ou não.

A montadora se comprometeu na última quarta-feira a avaliar a proposta do sindicato, entre elas, redução do piso salarial de R$ 3.100 para R$ 1.840 para novos funcionários. Além disso, a GM vai apresentar uma contraproposta. “Eu trabalho com a hipótese de que na segunda-feira os operários aprovem o acordo feito no sábado”, disse Moan. Já o sindicato anunciou greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira se não houver acordo.

O Vale

Publicado em: 25/01/2013

Acordo do Sindicato com a GM fracassa na cidade

Após 10 horas de negociação, terminou sem acordo a primeira reunião da série de três entre General Motors e Sindicato dos Metalúrgicos de São José realizada ontem na sede da montadora, na região leste da cidade, para definir o futuro de 1.500 funcionários considerados excedentes e que podem ser demitidos em nove dias.

Segundo o sindicato, a empresa teria dito na reunião que só aceita negociar qualquer proposta da entidade se o grupo for dispensado. “A empresa mantém a posição dela em demitir os trabalhadores e discute somente isso”, disse Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato.

O dia 26 de janeiro é o prazo final de negociação, segundo acordo fechado no ano passado que deu uma trégua temporária nas dispensas e colocou 779 operários em layoff (contrato de trabalho suspenso). Ainda de acordo com o sindicato, para a segunda reunião do ano, agendada para amanhã, às 9h, ficou acertada a presença de representantes dos ministérios do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e de Luiz Moan, diretor de assuntos institucionais da General Motors.

“Esperamos que com a presença desses ministérios possamos entrar em acordo. Esperamos também que a postura do governo seja em favor da manutenção dos empregos”, afirmou Macapá. Hoje, haverá assembleia na sede do sindicato em São José, às 9h, quando serão definidos os próximos passos da mobilização da categoria. Protestos e greves não estão descartados. “Continuamos nosso processo de luta e contamos com o apoio da população”, disse.

As propostas feitas pelo sindicato, desde a primeira reunião realizada em agosto de 2012, são a continuidade da fabricação do Classic em São José segundo o sindicato, empresa teria interesse em levar a produção para Rosário, na Argentina, mas GM nega, a fabricação local de modelos que hoje são importados como o Sonic, a retomada da produção de caminhões, novos investimentos e acordo trabalhista que garanta a estabilidade no emprego.

“Com novos investimentos, que são importantíssimos para a economia da cidade, esses trabalhadores devem ser contratados novamente. O sindicato deve aceitar as demissões porque a recompensa virá”, disse Felipe Cury, presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José.

Para Jair Capatti Júnior, delegado do Corecon (Conselho Regional de Economia), é preciso ter bom senso porque a ruptura de um ciclo de negócios pode não ser vantagem para a cidade. “Todo e qualquer tipo de investimento é importante porque gera arrecadação de impostos e benefícios. Nesse caso, a gente torce para o bom senso”, disse.

Na última terça, o prefeito Carlinhos Almeida (PT) se reuniu com a direção da GM. Em nota, Carlinhos informou que fez um apelo à empresa para que reveja a situação e evite a demissão dos trabalhadores. O prefeito se colocou à disposição para intermediar o diálogo entre GM e sindicato.

O Vale

Publicado em: 17/01/2013

Vice de Blanco pode trabalhar com o Carlinhos na cidade

O prefeito eleito de São José, Carlinhos Almeida (PT), fechou um acordo para obter o apoio do DEM ao seu governo e deve manter no primeiro escalão da prefeitura José Luís Nunes (DEM) ex-candidato a vice-prefeito na chapa do PSDB.

Nunes está no governo há quatro anos. Derrotado nas urnas quando disputou a reeleição de vereador, ele foi abrigado pelo governo tucano com a criação da Secretaria de Relações do Trabalho. Embora a direção do DEM e Carlinhos descartem negociações sobre cargos e nomes, a informação que circula nos bastidores é a de que Nunes deve assumir a Secretaria de Defesa do Cidadão ou permanecer na atual secretaria de Relações do Trabalho.

A direção do DEM apresentou a Carlinhos uma lista com outros seis nomes ligados ao partido que poderiam ser aproveitados em cargos de confiança da administração petista: o atual vice-presidente da legenda, Pedro Dória, Ricardo Dinelli, Ramon Touron, Alcides Pirandello, José Antônio e Fernando Canineu.

O presidente do DEM, Jorley Amaral, disse ontem que a lista apresentada a Carlinhos é uma maneira de contribuir para o novo governo, mas alegou que não houve reivindicação de cargos ou de espaço no governo. José Luís Nunes não comentou a possibilidade de permanecer na administração.

Outro partido que fechou acordo com o PT é o PP de Alexandre da Farmácia, que também apoiou Alexandre Blanco (PSDB) na eleição. A negociação incluiria a permanência da atual presidente da Fundhas, Maria Emília Cardoso, no governo.

O prefeito eleito, Carlinhos Almeida preferiu não comentar nomes, mas disse que não há rejeição à permanência de Nunes. “O apoio do DEM é um apoio muito bem-vindo porque é um partido que a gente sempre teve um diálogo de respeito na cidade, mesmo estando em chapas opostas como aconteceu na última eleição. Nós estivemos juntos em 2004 e o meu espírito após a eleição é o espírito de conciliação”, disse Carlinhos.

Carlinhos, que já divulgou 16 secretários, irá anunciar novos nomes na próxima sexta-feira. Sobre o perfil de seu secretariado, o petista afirmou que o principal critério de escolha é a capacidade de liderar e mobilizar a equipe.

O Vale

Publicado em: 20/12/2012

Acordo com Santa Casa fica em risco na cidade

A Santa Casa de São José voltou a ser o foco das atenções na área da Saúde.  De um lado, o prefeito eleito Carlinhos Almeida (PT), que promete retomar o convênio com a instituição, cancelado em 2005 após uma crise institucional. O petista já teria até fechado um acordo nesse sentido, se comprometendo com a criação de uma tabela SUS (Sistema Único de Saúde) diferenciada para a instituição.

Do outro lado da história, o secretário de Saúde de São José, Danilo Stanzani Junior, que negou qualquer atrito com a Santa Casa e afirmou que o novo governo terá de apontar de onde sairá o dinheiro para formalizar um convênio com o hospital.

“A Santa Casa recebe recursos do governo estadual. Para São José, seria mais interessante conseguir aumentar esses recursos e, consequentemente, ampliar os serviços oferecidos para os usuários da cidade, do que gastar dinheiro da cidade em um convênio”, afirmou ele.

‘Capitão’ do time da Saúde de Carlinhos, o cirurgião Itamar Coppio, eleito vice-prefeito, vê na retomada do convênio com a Santa Casa uma forma de aumentar a oferta de atendimentos. E não só no hospital, do qual ele faz parte como membro do corpo clínico. Coppio defende ampliação do convênio com os hospitais Antoninho da Rocha Marmo e Pio 12.

“Houve nesses últimos anos uma diminuição do atendimento na Santa Casa a pacientes encaminhados pela prefeitura. Tem que categorizar o hospital e ver o que podem fazer pelo município, como na área de cirurgias”, disse Coppio. Para ele, as parcerias serão fundamentais para acelerar os atendimentos na Saúde, diminuir a fila por consultas, exames e cirurgias e até resolver o problemas da falta de médicos na rede municipal.

Em 2005, a então secretária de Saúde de São José, Marina de Fátima de Oliveira, rompeu o convênio com a Santa Casa, abrindo uma crise entre as instituições. Na época, após receber R$ 17 milhões do Estado para reformas estruturais e ampliação, a Santa Casa não aceitou manter convênios com o governo Eduardo Cury (PSDB) se a tabela SUS não ganhasse incremento municipal.

Por sua vez, a prefeitura disse que a entidade exigia valores acima dos praticáveis. Procurado pelo O VALE, o provedor da Santa Casa, Luiz Roberto Porto, não foi localizado para comentar o assunto. A direção do hospital preferiu não se manifestar.

Via Vale

Publicado em: 06/11/2012

Acordo contra demissões da GM é aceito por Metálurgicos

Os trabalhadores da General Motors aprovaram ontem por unanimidade acordo que garantiu por mais dois meses, até 26 de janeiro, o emprego de quase 2.000 funcionários considerados excedentes pela montadora no complexo de São José.

O acordo foi acertado entre empresa e sindicato da categoria na última quinta-feira, mas precisava de aval dos empregados. Inicialmente, o prazo para negociação terminaria em 30 de novembro. Com isso, o sindicato ganha mais tempo para negociar uma alternativa às demissões.

Além disso, o sindicato planeja uma série de mobilizações para chamar a atenção do poder público. Hoje, 150 pessoas, entre funcionários da GM e sindicalistas, vão participar de uma audiência pública no Senado, em Brasília.

Eles saíram ontem de São José em três ônibus e devem retornar ainda hoje. “Vamos cobrar a proibição de demissões em empresas que importam”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’. A montadora, que não comenta o assunto desde agosto, quando fechou acordo para evitar temporariamente a demissão em massa, quer o fim da produção do Classic, único modelo ainda feito no MVA, que já havia perdido Corsa, Meriva e Zafira no meio do ano.

Após o acordo, GM e sindicato iniciaram negociação para tentar uma solução. A empresa apresentou uma pauta com 18 ítens ao sindicato. Caso a categoria aceite, a planta de São José pode ser candidata a receber novos investimentos. Amanhã, ocorre a primeira reunião da nova fase de negociações.

Os metalúrgicos também preparam uma manifestação no Congresso. Eles vão montar dois carros de papelão em tamanho real. Um é o Classic com a bandeira da Argentina. O carro é produzido em São José mas está previsto para ser feito no país vizinho. O sindicato quer manter a produção na cidade.

O outro carro é o Sonic com a bandeira da Coreia do Sul. Ele é produzido no país asiático e os metalúrgicos querem que a produção seja transferida para São José. Na próxima semana, o sindicato participa de uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

O sindicato também tenta uma reunião com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e com o futuro prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT). Carlinhos informou ontem que acompanha de perto as negociações e que vai ouvir as duas partes para tentar ajudar na solução do impasse. Também está prevista manifestação no Salão do Automóvel, em São Paulo no fim do mês.

Dos 1.840 funcionários inicialmente considerados excedentes, 232 já saíram pelo PDV (Programa de Demissão Voluntária). Dos afastados, 824 permanecem em layoff.

O Vale

Publicado em: 16/10/2012

Sem acordo ainda, Metálurgicos prometem protesto

A direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São José tenta evitar a demissão de 1.840 trabalhadores da General Motors na cidade com mobilizações e protestos. Hoje, em São José, os sindicalistas esperam reunir boa parte dos 940 funcionários da GM que estão com o contrato de trabalho suspenso até 30 de novembro em uma passeata pelo centro da cidade.

Ontem, sindicalistas e representantes da empresa se encontraram para um nova rodada de negociação, que terminou sem acordo. Segundo Antônio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’, presidente do sindicato, a GM manteve a meta de fechar a linha de produção MVA e colocar 1.840 trabalhadores na rua no final de novembro.

“Condicionamos qualquer discussão de propostas à manutenção dos empregos em São José”, disse Barros. Uma nova rodada de negociação está marcada para a próxima quinta-feira. Segundo o sindicato, a GM deverá responder se aceita ou não a proposta de manter os empregos e aumentar a produção do Classic em São José.

O modelo e a nova caminhonete S10 são os únicos fabricados atualmente na planta de São José. Na linha MVA, deixaram de ser montados Corsa, Zafira e Meriva. Barros informou ainda que os trabalhadores com o contrato de trabalho suspenso foram convocados para uma assembleia no sindicato hoje, às 10h. Eles serão informados dos rumos da negociação e da agenda de mobilizações.

“Estivemos em Brasília na última terça para envolver o governo federal nessa luta e evitar as demissões”, disse.  A GM não comentou o assunto ontem.

O Vale

Para evitar corte, Sindicato e GM estabelecem acordo

A General Motors e o Sindicato dos Metalúrgicos têm reunião decisiva na próxima quinta-feira sobre o destino dos 1.840 trabalhadores da linha de produção MVA, da planta de São José. A empresa apresentou um pacote com 17 propostas em encontros anteriores, o últimos deles na sexta-feira, mas não garantiu a manutenção do emprego e nem a vinda de investimentos ou novos projetos para a cidade.

Ela alega baixa produtividade e excedente de mão de obra e ameaça fechar todo o setor, colocando na rua 1.840 trabalhadores. Desde 27 de agosto, 940 funcionários estão com o contrato de trabalho suspenso, medida conhecida como ‘layoff’ e que termina em 30 de novembro.

As propostas feitas pela GM flexibilizam as condições de salário e de trabalho na planta como medida para “viabilizar possíveis novos investimentos na unidade”. Mesmo sem ter levado as propostas para assembleias, o sindicato rechaçou o pacote por não garantir o emprego e a manutenção do MVA.

“A GM segue a linha de demitir e fechar o setor, o que não concordamos. Defendemos a manutenção do emprego, a ampliação da produção do Classic e a vinda de novos investimentos para a planta”, disse o presidente do sindicato, Antonio Ferreira de Barros, o ‘Macapá’. Por meio da assessoria, a GM disse que não comentaria a negociação.

Ontem, uma caravana com 86 sindicalistas e trabalhadores da GM viajou a Brasília com o intuito de pedir ajuda ao governo para impedir demissões na fábrica da GM. Eles tentarão um encontro hoje com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ou com o ministro do Trabalho, Brizola Neto. “Pediremos ao governo que proíba a GM de demitir, amplie a produção de carros no país, garanta estabilidade no emprego e traga investimentos para São José”, disse Barros.

Na empresa, segundo o relato de funcionários, o clima é de instabilidade e apreensão. Há quem ainda mantenha esperança na manutenção dos postos de trabalho, mas muitos já dão como certa a demissão em massa. “É um desastre psicológico o que ocorre com os trabalhadores, que escutam falar de demissão desde o ano passado. O clima é de instabilidade total”, disse Nilson Araya, funcionário da GM ligado à CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), oposição à diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos.

O secretário de Relações do Trabalho de São José, Ricardo Dinelli, disse que as propostas da empresa podem sinalizar para a chance de entendimento. “A prefeitura não pode interferir, mas acreditamos num acordo.” Mesma opinião tem Felipe Cury, diretor regional da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). “Cada lado tem que ceder um pouco em favor do emprego.”

O Vale

Em meio a Eleição, Carlinho trava guerra com Santa Casa

Pivô de polêmicas nos últimos anos, a Santa Casa de São José voltou ao centro das atenções após a direção do hospital fechar acordo com o candidato do PT à prefeitura, Carlinhos Almeida, que prevê novos convênios com a administração municipal em 2013, no caso de o petista ser eleito .

Carlinhos Almeida teria se comprometido a criar uma tabela SUS (Sistema Único de Saúde) diferenciada para a instituição. A tabela é responsável por definir quanto um hospital conveniado ao poder público recebe por cada procedimento médico efetuado os valores são oriundos do governo federal, que os repassa à esfera de governo responsável pelo convênio.

Muitas cidades, inclusive o atual governo do PSDB em São José, costumam colocar aportes financeiros próprios para aumentar os repasses. Foi justamente ao negociar esses acordos em 2005 que a Santa Casa de São José se tornou pivô de polêmicas.

Na época, após receber R$ 17 milhões do governador Geraldo Alckmin (PSDB) então em seu primeiro mandato para reformas estruturais e ampliação, a Santa Casa não aceitou manter convênios com o governo Eduardo Cury (PSDB) se a tabela SUS não ganhasse incremento municipal.

“O primeiro governo do Cury rompeu tudo. A tabela SUS é muito pequena e não é possível trabalhar com ela. O governo da Ângela [Guadagnin (PT)] e do Emanuel [Fernandes (PSDB)] pagavam [o incremento]. Ele [Cury] não quis”, disse o provedor da Santa Casa, Luiz Roberto Porto. Por sua vez, a prefeitura diz que a entidade exigia valores acima dos praticáveis.

Em 2005, a Santa Casa oferecia atendimentos nas áreas de oncologia, emergência e consultas em geral. “Temos capacidade ociosa. Atendo 90 pacientes do SUS por dia. Posso atender de 160 a 170. O que acordamos com o Carlinhos é o retorno dos convênios que tínhamos antigamente”, disse Porto.

Para Carlinhos Almeida, a prefeitura tem, atualmente, orçamento para ampliar suas parcerias com hospitais. “Hoje, milhares de joseenses aguardam na fila por uma consulta, um exame ou uma cirurgia. Por isso, defendo as parcerias com os hospitais filantrópicos que já oferecem instalações adequadas e profissionais qualificados para o atendimento rápido e eficiente da população”, disse o petista. A Santa Casa, que no começo deste ano quase perdeu o certificado de filantrópica, acumula dívida, segundo balanço de 2011, de R$ 45,1 milhões.

O Vale

Embraer fecha contrato de U$ 130 Milhões

A Embraer Defesa e Segurança, de São José dos Campos, e a Força Aérea Brasileira assinaram um contrato para fornecimento de suporte logístico e serviços para a frota de 24 aeronaves da família ERJ-145 (ERJ-145, ERJ-135, Legacy 600, RS e AEW&C) operada pela FAB.

O valor do contrato pode chegar a US$ 130 milhões R$ 262 milhões), sendo US$ 98 milhões firmes, relativos ao apoio logístico rotineiro, e US$ 32 milhões opcionais, referentes a serviços adicionais, segundo informações divulgadas pela companhia.

Denominado ESSG (Embraer Solução de Suporte para Governo), o programa inclui suporte de material, gestão de reparos, controle técnico de manutenção, suporte de engenharia e apoio técnico em campo, além de serviços de manutenção programada e não-programada.

Segundo a Embraer Defesa e Segurança, o programa ESSG é uma solução integrada que aumenta a disponibilidade e a prontidão da frota para realização de missões, com preço fixo e requisitos de desempenho definidos, eliminando riscos ao cliente. Por meio de uma gestão centralizada, permite o planejamento de longo prazo, integração da rede global de parceiros e fornecedores, e clara definição de prazos para a entrega de peças.

O resultado esperado com o novo programa é a redução dos custos operacionais e de suporte das aeronaves da Força Aérea Brasileira. “Atender à FAB com um novo modelo de serviços que lhe permitirá cumprir suas missões com excelência nos dá imensa satisfação”, disse Eduardo Bonini Santos Pinto, vice-presidente de Operações da Embraer Defesa.

“Este contrato representa uma grande conquista para o desenvolvimento da indústria de defesa nacional, uma vez que é de notório conhecimento a excelência na qualidade dos serviços prestados pela Embraer”, declarou em nota major-brigadeiro Paulo João Cury, diretor da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico da Força Aérea. As aeronaves são usadas pela FAB em missões em fronteiras, monitoramento, entre outras funções.

O Vale