Emprega São Paulo tem 872 ofertas de trabalho na região

A agência de empregos pública Emprega São Paulo/Mais Emprego oferece nesta semana 872 vagas de trabalho para a região do Vale do Paraíba. Das vagas anunciadas, 71 aceitam pessoas com deficiência, e são divididas entre Indústria, comércio e serviços, dentre outras áreas.

Nessa semana as vagas em destaque na região são de repositor em supermercados para Taubaté com 15 vagas e chefe de serviço de limpeza 6 vagas para São José. Segundo Milena Coelho Diretora Regional da SERT(Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho), no último trimestre, o comércio e o setor de serviços responderam pela maioria das vagas criadas na RMVale, para cargos como vendedor, auxiliar de escritório, recepcionista e operador de caixa.

“Para as pessoas concorrerem as vagas é só se cadastrarem no site do programa pelo endereço www.empregasaopaulo.sp.gov.br , criar login, senha e informar os dados solicitados.” Outra opção é comparecer a um Posto de Atendimento ao Trabalhador. Ao se cadastrarem as pessoas devem procurar cadastrar 5 ocupações que melhor se enquadram em seu perfil profissional e estudantil.

Comércio abre 3.000 vagas de emprego para o Natal no Vale

Lojas e centros de compra da região começaram a planejar as contratações para o final de ano. As primeiras vagas abertas são para os que vão trabalhar nos cenários e encenações de Natal, principalmente nos shoppings. Os principais centros de compra estão definindo os candidatos a Papai Noel, ajudantes e as “noeletes”. Ainda há tempo para quem quiser concorrer à uma vaga nas encenações de Natal. Os candidatos devem procurar os shoppings e deixar o currículo. Quanto às lojas, seja no comércio de rua e nos centros de compra, começarão a contratar funcionários temporários a partir de outubro.

Em setembro, os lojistas recebem currículos dos candidatos e fazer treinamentos, além de entrevistas. A expectativa das entidades do comércio é que os novos funcionários comecem a trabalhar a partir de novembro. Outra estimativa é de que a região abra em torno de 3.000 vagas temporárias no comércio para o Natal, metade delas em São José. Na avaliação de José Maria de Faria, presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista) de São José, a quantidade de vagas pode sofrer variações por causa da economia, que não anda bem das pernas.

A instabilidade política, as manifestações de rua e as crises no governo também podem influenciar negativamente as contratações. “Vamos começar um estudo mais amplo no comércio da cidade para sentir como está o ânimo do comerciante para o final de ano”, disse ele. A orientação da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José para os candidatos a vagas temporárias é de preparar um bom currículo e procurar as lojas e os shoppings. “O Natal é uma época em que as lojas costumam contratar temporários, abrindo a chance do primeiro emprego para muitos jovens”, disse Felipe Cury, presidente da ACI.

Nos principais shoppings da região, a ordem é encontrar o melhor Papai Noel para o projeto de Natal, além de ajudantes e das “noeletes”. No Colinas Shopping, em São José, trabalharão dois papais noéis durante quase dois meses. Um deles já foi contratado. O outro está sendo selecionado. “Fiquei até emocionada durante a entrevista com três candidatos. Há senhores que precisam mesmo do emprego”, disse Margarete Sato, gerente de Marketing do Colinas. Juliana Bidoia, gerente de Marketing do CenterVale Shopping, calcula que as lojas devem contratar temporários na proporção de até 40% do total de efetivos. Boa parte deles tem chance de se fixar.

“As lojas colocam comunicações nas vitrines informando que estão precisando de funcionários. A dica é realmente ficar atento e ver se você se enquadra nos requisitos.” No Jacareí Shopping, com a abertura de nove lojas novas, o total de vagas será de 160 fixas e 200 temporárias. Os candidatos já podem procurar a administração para entregar o currículo e se candidatar à vaga. Boa comunicação, aparência e empenho no trabalho são os principais pré-requisitos para quem está em busca de um emprego temporário para a época do Natal. Consultores de recursos humanos orientam os candidatos a se prepararem desde já, buscando informações sobre as vagas e deixando o currículo em lojas, shoppings e empresas de consultoria.

Segundo Juliana Garcia, consultora da Soulan Recursos Humanos, de São José, as características mais apreciadas pelos lojistas para os candidatos são facilidade de comunicação, simpatia e disponibilidade de horário. “Os empresários têm dificuldade, muitas vezes, de encontrar pessoas qualificadas e com disposição para trabalhar em vários horários. Quem não tiver esse problema, sai na frente para conseguir a vaga.”

Cidade tem emissão de Gases do Efeito Estufa em alto nível

A emissão de gases do efeito estufa pela frota de veículos da Região Metropolitana do Vale do Paraíba aumentou 33% em quatro anos. Entre 2009 e 2012, segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), o total de emissões saltou de 1,871 milhões de toneladas para 2.488 milhões de toneladas. O levantamento faz parte do Relatório de Emissões Veiculares do Estado de São Paulo, divulgado há duas semanas. Segundo o estudo, os grandes vilões do aumento das emissões de gases do efeito estufa na região foram o crescimento da frota e o maior uso de gasolina no lugar de etanol. No período, a frota subiu de 558.418 veículos em 2009 para 696.861, no ano passado, um crescimento de 24,7%.

Os veículos movidos a gasolina emitiram 1.283 milhões de toneladas de gases, enquanto que os de etanol lançaram 11,05 mil toneladas. O efeito estufa potencializa os danos provocados pelos poluentes na saúde das pessoas, agravando problemas respiratórios, cardíacos e podendo causar cânceres. “A avaliação é que o Vale do Paraíba não está melhor ou pior do que outras grandes regiões do Estado”, disse Marcelo Pereira Bales, gerente do setor de Avaliação de Programas de Transportes da Cetesb. “Mas é um desafio reduzir as emissões até 2020, principalmente pelo aumento constante da frota e o uso da gasolina no lugar do etanol.”

“Os gases de efeito estufa, além de contribuírem para o aquecimento atmosférico em escala global, também criam uma espécie de efeito estufa localizado”, disse César Souza, engenheiro da Ambiental Consultoria, de São Paulo. Segundo Bales, a Cetesb vai atualizar os dados das emissões veiculares anualmente, aumentando o intervalo para efeito de comparação. Na RMVale, um dos desafios será avaliar os impactos do movimento na via Dutra, que corta toda a região. “É uma fonte ainda não mensurada.”

Cidade pode ter novos Centros de Detenções Provisórias

O governo do Estado prepara um pacote de medidas para enfrentar o problema da superlotação dos CDP’s (Centros de Detenção Provisória) da Região Metropolitana do Vale do Paraíba.  A ofensiva prevê a construção de duas novas unidades: uma em Santa Branca e outra no Vale Histórico, em cidade a ser definida. O anúncio deverá ser feito entre a coordenadoria regional de presídios e os deputados da Frente Parlamentar em Defesa da RMVale, agendada para a primeira quinzena de setembro.Hoje, a região abriga três CDPs, todos superlotados.

O caso mais crônico é o da unidade de São José dos Campos. A unidade tem capacidade para 512 presos, mas hoje abriga 1.632 (mais de três vezes). Já no CDP de Taubaté há 2.146 detentos. A unidade deveria atender 768. O CDP de Caraguá também tem 768 vagas, mas abriga 1.386 presos. “Todos os três CDPs da região estão em péssimas condições. Você tem uma cela com 40 presos, onde deveria haver apenas 12. Agora, o Estado e a Frente Parlamentar se reunirão para debater a viabilização de mais duas unidades para o Vale”, disse o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV). “Temos presos condenados que continuam nos CDPs, o que não deveria acontecer. O Estado está extrapolando”, completou.

Segundo o deputado, o governo deverá discutir com os municípios que receberão as novas unidades uma política compensatória, com investimentos em outros setores. “A reunião será feita com os deputados em 15 dias”, disse. Para o deputado Marco Aurélio (PT), a superlotação é reflexo de erros do governo. “É evidente que a construção de novas unidades ajudará, mas só isso não é a solução. Há necessidade de se criar uma política de humanização”, afirmou o petista. A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado informou que a distribuição das unidades irá ampliar o sistema prisional de acordo com o princípio da regionalização. “O preso fica mais próximo do juiz que o julgará, agilizando o processo. A proximidade do preso junto aos familiares também tem grande importância no processo de reintegração social”, informou por meio de nota. “A intenção da SAP é também proporcionar melhores condições de cumprimento de pena, com mais dignidade.

As comissões dos Direitos Humanos e Política Criminal e Penitenciária, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São José dos Campos, avaliaram a intenção do Governo em criar dois novos CDP’s positivamente, mas cobraram a necessidade de desenvolver projetos para reinserir o detento à sociedade. Para ambas comissões, o sistema prisional do Brasil é um velho problema e que ser agrava cada vez mais com a superlotação de detentos em situações precárias. “Temos acompanhado e trabalhado em parceria com as unidades dos CDP’s da região com visitas a cada 15 dias a fim de garantir que os presidiários tenham condições mínimas de sobrevivência”, disse o presidente da Comissão de Política Criminal e Penitenciária, o advogado Cristiano Pacheco.

Segundo o presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Luiz Alves de Lima, a OAB tem recebido pedidos de estudo sobre a população carcerária da região. “Não é construindo mais presídios que nós vamos eliminar o crime ou colocando mais pessoas atrás das grades. O que deveria ser feito é oferecer um tratamento mais humanizado”, disse Lima. “Há necessidade reintegrar o preso à sociedade, e isso nenhum presídio no Brasil oferece”, finalizou.

Valor de Cesta Básica tem queda maior depois de 9 anos

Pelo terceiro mês consecutivo, a cesta básica da Região Metropolitana do Vale do Paraíba registrou queda de preço em julho, conforme pesquisa divulgada ontem pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), da Unitau (Universidade de Taubaté). O recuo foi de 1,8%, o quarto maior registrado pelo Nupes desde fevereiro de 2005, quando começou a pesquisa. O levantamento aponta que o valor da cesta básica na região em julho foi de R$ 1.104,94. Em junho, ela valia R$ 1.125,14, mostra o levantamento mensal do Nupes.  Vilão da inflação no começo do ano, o tomate desponta agora como um dos responsáveis pela baixa do valor da cesta básica regional.

A pesquisa da Unit au revela que em julho o tomate registrou queda de 35,27% no preço, recordista de redução entre os 32 produtos de alimentação pesquisados. Na sequência, aparecem abobrinha (-15,95%), cebola (-14,01%), laranja pera (-12,20%) e frango (-9,60%). Segundo o economista Luiz Carlos Laureano, pesquisador do Nupes, a baixa de preço do tomate foi provocada pela oferta elevada na safra de inverno, o que levou à redução do valor no comércio. “O clima mais propício à cultura, mais seco, favoreceu a sua produção, contribuindo com o acréscimo na oferta”, afirmou Laureano. Para os consumidores, a queda no preço de hortifrutigranjeiros melhora o cardápio em casa.

“Pagando menos, a gente consegue comprar mais e fazer receitas mais elaboradas”, disse a cobradora Josefa Machado, 40 anos, que costuma pesquisar preços antes de comprar os alimentos. “Assim, encontro boas ofertas”. Segundo o comerciante Iranildo Araújo, os consumidores podem esperar outras reduções de preço nos próximos meses. “Vai ter mais surpresa nas prateleiras”. Adriano Pereira, comerciante de São José, espera aumentar o volume de vendas com a queda nos preços. “A chegada da primavera, com calor e mais chuvas, deve provocar aumento de produção e queda nos preços”, afirmou ele. A expectativa de comerciantes e consumidores é que os produtos hortifrutigranjeiros caiam de preço com a chegada da temporada das chuvas, a partir de setembro.

O calor é ideal para algumas culturas, como verduras, legumes e frutas. O problema é se o tempo estiver quente em excesso, com chuvas torrenciais de verão antecipadas para a primavera, que começa em 22 de setembro. “A tendência para os próximos meses é de estabilidade e até queda no preço dos hortifrutigranjeiros, o que é muito bom para os negócios”, disse Adriano Pereira, comerciante em São José. Um exemplo da oscilação do mercado foi com o preço do tomate, que chegou a R$ 10 o quilo e hoje está na faixa entre R$ 4 e R$ 2,95. A tendência é que o produto reduza de preço até o final do ano, justamente por causa da produção em alta. “A melhor saída é ir acompanhando os alimentos que estão com o preço mais baixo, seguindo as tendências de queda”, afirmou Luiz Carlos Laureano, economista do Nupes.

Policíais Civil da cidade paralisam suas atividades

Pela segunda vez em menos de duas semanas, policiais civis da Região Metropolitana do Vale do Paraíba vão paralisar suas atividades hoje em protesto pela falta de valorização dos profissionais e pelas condições de trabalho impostas pelo governo estadual. A ‘Operação Blecaute’, encabeçada pela Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo), mobilizará todas as delegacias do Estado. A paralisação será das 10h às 14h. Nesse horário, nenhum atendimento será feito nas delegacias da região. São duas horas a mais de protesto do que a primeira manifestação, no último dia 29 de julho, quando os policiais deixaram de atender a população entre 10h e 12h. Uma terceira paralisação relâmpago está prevista para o próximo dia 13, data em que os policiais lembrarão os cinco anos da greve da corporação, deflagrada em agosto de 2008 e que durou 59 dias.

Na ocasião, houve confronto entre policiais civis e militares no Palácio dos Bandeirantes, na capital, sede do governo paulista. “O nosso objetivo é protestar contra a desvalorização e o sucateamento da Polícia Civil em todo o Estado”, disse Marilda Pansonato Pinheiro, presidente da Adpesp. “A falta de investimentos do governo estadual ao longo dos anos impede a polícia de prestar um serviço de melhor qualidade, prejudicando o atendimento e o esclarecimento de diversos crimes.” Segundo ela, os policiais estão “cansados de promessas e de sentar para negociar”. “Queremos uma atitude diferente do governo, que sabe muito bem quais são as nossas reivindicações”, disse Marilda.

A expectativa da Adpesp é contar com 100% de adesão nas delegacias da RMVale, o mesmo índice alcançado no protesto do dia 29 de julho. Segundo Marilda, a atual situação encontrada pela polícia gera o aumento da impunidade e diminui a segurança entre a população. “Contamos com o apoio das pessoas para compreenderem que, lutar pela polícia, é lutar por mais segurança.” Em nota, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse que “respeita todo tipo de manifestação” e acredita que as autoridades responsáveis pelos departamentos e pelas unidades policiais vão assegurar “que não haja prejuízos à população”. Ainda na nota, a pasta afirmou que “tem tido muito empenho na negociação salarial com todas as categorias da polícia”, e que “anunciou um pacote de benefícios às carreiras policiais”, com medidas para “facilitar as promoções e a valorização de carreiras”.

Cidade tem mais de 800 vagas de empregos para moradores

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba está com mais de 800 vagas de empregos abertas nos Postos de Atendimento ao Trabalhador (PAT) nas áreas de serviço, comércio, construção civil e indústria. Em muitos casos, as vagas deixam de ser preenchidas por falta de qualificação profissional, dizem os empregadores. As vagas oferecidas por meio do Programa Emprega São Paulo da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, em parceria com o Ministério do Trabalho, são para as cidades de São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Caçapava, Aparecida, Guaratinguetá, Potim, Pindamonhangaba, Cruzeiro, Ilhabela, Campos do Jordão, Lorena e Canas.
Metade das vagas oferecidas são para a área de serviços. Também há 170 vagas abertas para pessoas com deficiência.

A supervisora de Recursos Humanos da Manserv, Elisangela Camargo, que presta serviços para a Johnson em São José dos Campos, disse que teve dificuldades para preencher 200 vagas de auxiliar de limpeza. Segundo ela, a empresa paga o piso da categoria no valor de R$ 755, mais convênio médico e odontológico. Os funcionários almoçam no restaurante da empresa e podem utilizar o ônibus fretado, sem pagar nada. “Mesmo assim, demoramos para preencher as vagas porque as pessoas não tinham o primeiro grau completo e não estavam disponíveis para trabalhar nos horários que precisávamos. Ainda temos 100 vagas abertas e precisamos de gente para trabalhar”, disse Elizangela.

A auxiliar de limpeza Maria Alice Costa Mendes, de 22 anos, teve sorte. Ela mandou o curriculum para a Manserv e logo conseguiu ser chamada para o seu primeiro emprego. “Acho que ter o ensino básico me ajudou na contratação”, disse Maria Alice. O supervisor dos PATs da região, Anderson Martino, acredita que, além da falta de qualificação profissional, as empresas tem feito muitas exigências para contratar os funcionários.nEle diz que para tentar ajudar a melhorar a empregabilidade dos trabalhadores, o PAT oferece cursos por meio do Programa Estadual de Qualificação (PEQ). Para ter acesso às vagas tem que acessar o site: www.empregasaopaulo.sp.gov.br criar login, senha e informar os dados solicitados. Outra opção é comparecer a um Posto de

Atendimento ao Trabalhador (PAT) com RG, CPF, PIS e Carteira de Trabalho.

Umidade do ar pode cair em torno de 20% na região

A umidade relativa do ar pode cair para 20% e caracterizar estado de alerta na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, exigindo cuidados especiais de saúde. O ideal para o corpo humano é que a umidade esteja na casa de 60%. Hoje, o valor ficará abaixo de 30% na maior parte da região, especialmente no Litoral Norte, entrando em estado de atenção. Médicos recomendam a ingestão de muita água e que se evitem atividades físicas nos períodos de sol forte, como à tarde. De acordo com o Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), o sol irá predominar na região até a próxima segunda-feira, com a temperatura máxima podendo chegar a 30°C. O calor em pleno inverno, conhecido como “veranico”, é causado por uma massa de ar seco que paira na região e evita a formação de nuvens, que trariam chuva e amenizariam o tempo quente. “A região ficará influenciada por uma massa de ar seco, contribuindo para deixar o tempo aberto, as madrugadas frias e as condições para formação de nevoeiro em áreas do Vale e de serra”, disse Henri Pinheiro, meteorologista do Cptec.

“As chances de chuva são baixas até segunda-feira, o que exige cuidado das pessoas para o tempo seco”, completou Fábio Rocha, também meteorologista. Quem mais sofre com o calor são os idosos. As crianças também exigem atenção dos pais, para que se mantenham hidratadas. Os mais velhos tomam menos água e acabam sofrendo com os problemas da falta de hidratação nesse período. Segundo a nutricionista Sheila Castro, os adultos também costumam perder muita água durante o dia, principalmente pelo suor. “Não repor essa água é muito prejudicial ao corpo, que é formado quase todo de líquido”, explicou ela, sugerindo uma dieta de verduras, frutas e hortaliças no “veranico”.

O pediatra Marcelo Arthur Chaves disse que crianças e adultos que sofrem com problemas respiratórios têm mais dificuldade com os períodos de calor no inverno. Para amenizar a situação, ele sugere umedecer o quarto onde os pequenos irão dormir, usando aparelhos específicos ou toalhas e bacias com água. “Colocar um pano umedecido perto da cama da criança já ajuda bastante. A água evapora e umedece o ar, deixando-o mais respirável”, disse. Nas ruas, os moradores da região sofrem também com as queimadas em terrenos baldios, morros e encostas. De acordo com os Bombeiros, a incidência de queimadas aumenta até 40% no período de inverno, quando o nível de chuva diminuir, o que contribui ainda mais para a sensação de tempo seco e quente.

O hábito de tomar menos água no inverno é prejudicial ao organismo humano, principalmente em períodos de “veranico”, quando o sol predomina, a temperatura esquenta e o clima se torna seco mesmo na temporada do frio. Quando isso ocorre, deve-se beber mais água do que o normal para os dias frios. O alerta é da nutricionista Sheila Castro, da Unimed de São José dos Campos. Segundo ela, a hidratação é tão necessária no inverno quanto no verão, tornando-se ainda mais importante nos períodos de ondas de calor. Com a umidade relativa do ar caindo para até 20%, beber água se torna uma necessidade básica de saúde. “Os adultos perdem mais água que as crianças, e os idosos exigem atenção especial”, disse.  Em razão da perda de sensibilidade dos receptores para a sede, que ficam na boca, os mais velhos costumam beber menos água. Em dias quentes, isso pode trazer problemas de saúde. “Indico beber bastante água. Se for água de coco, que seja natural, além de verduras, frutas e hortaliças”.

Cidade é a melhor do País no Desenvolvimento Humano

Três cidades da Região Metropolitana do Vale do Paraíba –São José dos Campos, Taubaté e Guaratinguetá estão entre as 50 melhores do país no ranking do IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), que mede a qualidade de vida. É o que revela o estudo divulgado ontem pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), intitulado ‘Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013’. São José conquistou a 24ª colocação com 0,807, Taubaté ficou em 40º com 0,800 e Guaratinguetá obteve o 47º lugar com 0,798 (veja lista completa no site www.pnud.org.br).

A cidade mais bem classificada do país foi São Caetano do Sul (SP), que atingiu 0,862 e foi a primeira colocada pela terceira vez consecutiva. A avaliação do IDH dos municípios vai de 0 a 1: quanto mais próximo de 0, pior o desenvolvimento humano e quanto mais próximo de 1, melhor é a qualidade de vida. Para o antropólogo André Luiz da Silva, da Unitau (Universidade de Taubaté), o IDH deveria significar um instrumento de avaliação e organização de políticas públicas de educação, longevidade e renda (PIB per capita), mas não é bem assim que funciona.

“Parece óbvio, mas não. É necessário ter claro que este é mais um entre vários outros índices utilizados para avaliar o desenvolvimento humano. Sua principal característica é ser extremamente limitado para medir o desenvolvimento humano, mas é um índice e oferece um parâmetro, sobretudo relacional”, disse Silva. “Talvez sua maior limitação seja o fato de ignorar os índices de desigualdade social que envolvem o fator renda dos lugares avaliados, sejam municípios, países, etc”, concluiu. O IDHM considera indicadores de longevidade, renda e educação e foi medido pela terceira vez no país. Outras duas edições da pesquisa foram divulgadas em 1998 e 2003.

O prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), disse que o desafio é avançar mais ainda. “Em 1991, nosso IDH estava entre os 15 melhores do país. Nosso município desacelerou e perdeu o ritmo de crescimento e hoje, mesmo na 24° colocação nacional, ainda é considerado índice elevado. O nosso esforço é para retornar ao melhor índice e isso conseguiremos, principalmente nas áreas da educação, saúde e criação de empregos”. O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior (PSDB), comemorou. “Fiquei muito feliz. É reflexo de política que adotada desde a década de 90 com o tripé saúde, educação e geração de emprego e renda”. Representantes da Prefeitura de Guaratinguetá não comentaram o assunto ontem.

Ranking

  • São José: 24ª colocada com 0,807
  • Taubaté: 40ª colocada com 0,800
  • Guaratinguetá: 47ª colocada com 0,798
  • No país: A cidade mais bem classificada do país foi São Caetano do Sul, no ABC Paulista, que atingiu 0,862

 

Univap terá nova instalação para Medicina no Vale

São José entrou na disputa pela instalação de um novo curso de Medicina no Vale do Paraíba. A partir de agora, o Ministério da Educação irá selecionar municípios que tenham condições de receber o curso. Prefeitura e universidades já começaram a se articular para garantir a escolha da cidade. O edital ainda não foi publicado. Mas, o ministro da Educação, Aloisio Mercadante, já sinalizou que a cidade tem condições de constar no edital. Instituições de ensino que se interessarem em abrir cursos na cidade terão acesso ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A possibilidade de que São José seja incluída entre as cidades aptas a receber o curso vem de encontro com um o interesse da nova gestão da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) em criar um curso. Segundo o reitor Jair Candido de Melo, essa é a primeira vez que o pensamento no sentido de criar o curso se mostra maduro. “Essa é uma questão que vem permeando a nossa pauta há algum tempo. Nós já temos quase toda a infraestrutura necessária, já sondamos médicos da região e vimos que temos profissionais com bons títulos e que podem compor o corpo docente. Então, agora é a hora de estabelecer parcerias”, disse A universidade começou a sondar os hospitais da região para negociar apoio.

A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) informaram que não planejam ter Medicina nas unidades locais. Já a Faculdade Anhanguera e a Unip (Universidade Paulista) não retornaram o contato. Segundo Ana Julia Araujo, pró-reitora de graduação da Unitau (Universidade de Taubaté), que possui o curso de Medicina há quase 50 anos, os desafios são grandes. “É preciso oferecer infraestrutura, com laboratórios de formação básica e específicos, com corpo docente qualificado e a garantia aos alunos de estágio em todas as áreas.” De acordo com ela, não está prevista a abertura de um campus da Unitau em São José a curto prazo. Mas está em estudo a ampliação do número de vagas no curso de Medicina.