Vale tem o Etanol como opção mais vantajosa na cidade

Depois de dois anos, abastecer o carro com etanol voltou a ficar mais vantajoso que a opção pela gasolina nos postos de combustíveis da região. Segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo), enquanto o preço médio da gasolina está R$ 2,65, o etanol está R$ 1,76. Como a autonomia do veículo a álcool é 30% menor do que de um carro abastecido com gasolina, para compensar para o motorista, o preço do litro deste precisa ser, ao menos, 30% mais barato do que o da gasolina. A diferença entre os combustíveis, nesta semana, chegou a 33%. “Apesar de o litro do etanol ter caído alguns centavos, não acredito que o preço vá cair mais.

No momento, abastecer com álcool é vantajoso, no entanto, não acredito que essa posição durará muito tempo. Até porque os donos de postos de combustível já arcaram com aumentos de custo que não foram repassados ao consumidor”, afirmou Dirceu Augusto, sócio da Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo), do Vale do Paraíba.

Na pesquisa que a ANP fez nos postos de gasolina da cidade, os preços da gasolina variaram entre R$ 2,48 e R$ 2,94. Já os valores do etanol, entre R$ 1,57 e R$ 1,99. Segundo Augusto, a melhor opção para o consumidor é pesquisar. “Os valores estão sempre variando entre R$0,02 e R$0,03. Parece pouco, mas no final das contas podem trazer boas economias”, afirmou. É o caso da dona de casa Lucília Fernandes, 51 anos, que tem um carro flex e abastece uma vez por semana. “Além de pesquisar os preços entre os postos, na hora de abastecer pergunto ao frentista qual a melhor opção”, disse. Segundo ela, nunca percebeu qualquer diferença no desempenho do carro ao abastecê-lo com um ou outro combustível.

“Não vejo diferença. Por isso, sigo a regra que torna um ou outro combustível mais vantajoso financeiramente”, afirmou Lucília, que gasta, em média R$ 200 por mês com combustível.
No entanto, independente do preço, muitos motoristas escolhem colocar gasolina. “Ela tem uma explosão melhor no motor. Então, há quem prefira. Nesse caso, só informo qual combustível é mais vantajoso financeiramente, mas deixo a critério do cliente”, afirmou o frentista Paulo de Jesus, 24 anos. Na cidade, o etanol também saiu na frente, com R$1,77 e R$ 2,69 a gasolina. Uma diferença de 34% entre os litros.

Tarifas geram protestos aqui em São José

A onda de protestos contra as tarifas de ônibus que se espalhou pelo país, chega hoje a São José dos Campos. A partir das 17h, os manifestantes vão se reunir em frente ao prédio do COI (Centro de Operações Integradas) para “exigir a anulação do aumento da tarifa”. Em São José, a tarifa foi aumentada de R$ 2,80 para R$ 3,30 em fevereiro, mas no último sábado o preço foi reduzido para R$ 3,20.

Os organizadores esperam reunir cerca de 1.000 pessoas ligadas aos sindicatos dos Metalúrgicos, Químicos, Petroleiros, Motoristas, Professores, Correios, Movimento Mulheres em Luta, ex-moradores do Pinheirinho, estudantes e militantes dos partidos PSOL e PSTU. “Queremos mobilizar toda a população contra esta tarifa de ônibus em São José, que é uma das mais caras do país”, disse o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos Edson Alves da Cruz. Ontem, estudantes e sindicalistas de São José saíram em três ônibus para ir a São Paulo engrossar o movimento dos estudantes contra o aumento das tarifas.

Nesta quinta-feira, a praça Afonso Pena voltará a ser cenário de protesto, dessa vez organizado pelo MPL (Movimento Passe Livre), que tem como grito de ordem “se a tarifa não baixar, São José vai parar”. O grupo, que vai se reunir a partir das 16h na praça para percorrer as ruas da cidade, não informou o trajeto da manifestação alegando “motivos de segurança”. Membro do MPL, o professor Rafael Silva, 22 anos, disse que neste protesto não deve ter bandeiras partidárias, porque o movimento é apartidário. “Queremos que todos, independentemente se tem ligação partidária ou, compareçam ao ato”.

A estudante Raíssa Araújo, 20, da Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livres), disse que “é difícil proibir a livre manifestação das pessoas com bandeiras”. Raíssa acredita que possa haver repressão por parte da polícia, mas sustenta que “o movimento é pacífico e luta por tarifa justa para todos.” O secretário de Transportes, Wagner Baliero, disse que “os agentes estarão preparados para organizar o trânsito, garantindo a tranquilidade dos manifestantes e de quem não quer protestar”.

Ele não acredita que haja atos de vandalismo e nem confronto durante os protestos. “O direito de se manifestar é legítimo”, afirmou Balieiro. A Polícia Militar informou que vai fazer a segurança se for solicitada. Ontem, cerca de 300 pessoas protestaram contra tarifa de Jacareí, que é de R$ 3,20. Um grupo de manifestantes está programando uma passeata contra o aumento da tarifa em Taubaté.

A ação está marcada para acontecer na próxima quinta-feira, às 17h, com saída da Praça Santa Terezinha. Até o final da tarde de ontem, 4.300 pessoas já haviam marcado presença para o ato na página oficial do Facebook. Segundo o estudante de engenharia civil e um dos organizadores do manifesto, Douglas Antero, 19 anos, o ato é extensão dos protestos que estão acontecendo há cinco dias em São Paulo o forte confronto entre a Polícia Militar, manifestantes e jornalistas é alvo de polêmica e ganhou repercussão nacional e internacional.

“Vamos fazer passeata pacífica, sem confusão e vandalismo. Nosso objetivo é chamar a atenção das autoridades e da própria população para o que está acontecendo em todo país e Taubaté não fica fora disso, com uma tarifa que aumentou R$ 0,40, sendo que as condições continuam as mesmas, precárias”, disse Antero. Desde novembro de 2011, a tarifa subiu de R$ 2,40 para R$ 2,80. Na madrugada de anteontem, a fachada do prédio do Bom Prato, que fica em frente à Rodoviária Velha, foi pichada com as frases ‘Mãos ao alto. Assalto R$ 2,80’ e ‘Taubaté vai parar’.

Investimento da GM gera Briga na cidade

A CUT (Central Única dos Trabalhadores)entrou na briga pelos investimentos da GM em São José, criando novo foco de conflito com o Sindicato dos Metalúrgicos, ligado à Conlutas. A CUT vai montar uma subsede em São José e pretende acompanhar de perto as negociações entre a montadora e o sindicato em torno do investimento de R$ 2,5 bilhões para a produção de um novo carro. Ligada ao PT, a central sindical acusa o Sindicato dos Metalúrgicos de São José de radicalizar a negociação de investimentos e dificultar a geração de empregos na cidade.

O diretor regional da CUT, Nilson Coutinho, disse que o discurso do sindicato está ultrapassado e, com isso, a cidade corre o risco de perder esse novo investimento da montadora. “O sindicato tem que estar aberto a negociação, numa relação de ganha-ganha. Com esse discurso inflexível, o que vamos ter é o perde-perde, cidade e trabalhadores prejudicados”, afirmou Coutinho. A CUT pretende participar da audiência pública que a Câmara realizará amanhã para discutir os investimentos da GM. “Queremos apresentar para a sociedade uma outra visão de sindicalismo, mais aberta a negociações”, disse o diretor.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o “Macapá”, rebateu as acusações de Coutinho e disse que o sindicalismo proposto pela CUT é muito flexível e não defende os interesses dos trabalhadores. “Lamentavelmente , o que a CUT defende faz parte da pauta de interesses das empresas, com rebaixamento de salários e condições precárias para os trabalhadores”, afirmou.

A próxima reunião de negociação entre GM e sindicato está agendada para segunda-feira. O maior foco de impasse é o futuro dos 750 trabalhadores do MVA, que a montadora pretende incluir em um PDV (Programa de Demissões Voluntárias) ainda este mês. A Câmara de São José realiza audiência pública amanhã, às 18h, para discutir os novos investimentos da montadora na cidade. A proposta, segundo o vereador Fernando Petiti (PSDB), da Comissão de Emprego, é apresentar à sociedade o que está sendo feito para garantir a geração de mais empregos em São José.

A Câmara está divulgando a audiência nos meios de comunicação para mobilizar um maior número de pessoas. A General Motors anunciou em 27 de abril que vai investir R$ 2,5 bilhões para produzir um novo carro da marca. Três unidades da empresa, em diferentes países, disputam o investimento. No Brasil, o local qualificado é São José. Representantes do Sindicato dos Metalúrgicos e da GM iniciaram uma agenda de reuniões negociar um acordo. O próximo encontro ocorre na segunda-feira. Depois de sugerir um piso de R$ 1.200, a GM cedeu e ampliou a oferta para R$ 1.700.

A empresa manteve a proposta de R$ 8.000 para a PLR na fábrica, metade dos R$ 15 mil atuais. O principal foco de impasse nas negociações é a estabilidade no emprego para 750 trabalhadores do MVA, setor que encerra a produção até o fim do ano. A empresa planeja abrir um plano demissão voluntária e o sindicato não abre mão dos empregos.

Região tem evento com tema de Análise de Contratos

Quem mora em condomínio e já teve problemas com contratos não pode perder a palestra “Dicas de Análise Contratual para Síndicos” que acontece nesta terça – feira, em São José dos Campos.  O objetivo da palestra é esclarecer moradores e síndicos sobre esses itens, além de tirar possíveis dúvidas sobre o tema.

“É fundamental que o síndico tenha alguns cuidados e confira, pelo menos, se algumas informações estão nos contratos”, afirmou o advogado Paulo Henrique Pereira Bom, diretor de Legislação Condominial do Secovi-SP, que ministrará a palestra.  Os presentes receberão orientações sobre cláusulas, relacionadas a obras, serviços ou empregados.

“Algumas das informações importantes que serão abordadas são: a responsabilidade pela assinatura do contrato, se uma obra aprovada em assembleia pode automaticamente ter o contrato assinado e a locação de áreas comuns”, conta o palestrante. O temário inclui, ainda, a suspensão de pagamento nos casos de não cumprimento por parte do contratado; a exigência de documentos necessários para acompanhamento do contrato, como projetos e organogramas; e a especificação detalhada dos serviços contratados.

A iniciativa faz parte do Ciclo de Palestras para Síndicos e Administradoras de Condomínios de 2013, e será coordenada por Iolanda Rufino dos Santos, diretora de Condomínios do Secovi-SP na região. O evento será na unidade regional do Sindicato, das 18h30 às 21 horas.

Publicado em: 20/05/2013

Cidade tem aumento de empregos, mais não recupera perda

As indústrias da Região Metropolitana do Vale do Paraíba registraram aumento de 305 postos de trabalho formais, com carteira assinada, em abril deste ano, segundo levantamento divulgado ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Trata-se do quarto mês consecutivo com criação de novas vagas na região diante do saldo negativo de 2012, quando a RMVale perdeu 4.400 empregos formais.

No acumulado de 2013, entre janeiro e abril, o número de empregos gerados na região é de 1.350. Mas o saldo ainda não foi suficiente para compensar a redução de empregos registrada nos últimos 12 meses na RMVale, com perda de 3.000 postos de trabalho. “Estamos numa tendência de crescimento, mas ainda não foi suficiente para zerar o saldo negativo”, disse José de Arimathéa Campos, gerente administrativo da regional de Taubaté do Ciesp.

Formada por 28 municípios, a regional de Taubaté teve o melhor desempenho na criação de vagas na indústria de toda a região. Foram 200 novos postos de trabalho em abril e 2.350 no acumulado do ano, mas saldo negativo nos últimos 12 meses, com redução de 400 vagas. Na regional de São José, as empresas tiveram saldo positivo de 100 vagas em abril, o que é considerado insuficiente.

No ano e nos últimos 12 meses, de acordo com o levantamento do Ciesp, São José registra perda de vagas: 1.150 postos entre janeiro e abril e 2.250 empregos desde abril do ano passado. “A situação está estável, mas não é de se comemorar. As grandes empresas precisam comprar mais da cadeia de fornecedores”, afirmou Almir Fernandes, diretor da regional de São José do Ciesp, que congrega oito cidades.

Em Jacareí, cuja regional é formada por três municípios, o acréscimo de postos de trabalho em abril foi de apenas cinco novas vagas. No ano, as cidades acumulam saldo positivo de 150 empregos, que cai para a redução de 350 postos de trabalho nos últimos 12 meses. Para diretores do Ciesp, a RMVale só deve registrar crescimento no número de empregos no setor industrial no segundo semestre de 2013. A situação deve melhorar com a chegada de investimentos e novas empresas.

Otimistas, mas sem exagero. Assim estão os diretores das duas maiores regionais do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) no Vale do Paraíba. Em São José, que registra redução de 2.250 postos de trabalho desde abril do ano passado, a cobrança de Almir Fernandes, diretor do Ciesp, é para que as grandes empresas aumentem a compra de produtos de fornecedores locais. “Isso teria um resultado muito bom e imediato nas contratações de funcionários pelas empresas da cadeia”, afirmou.

Em Taubaté, que vem registrando saldo positivo desde o final de 2012, mas ainda amarga redução de 400 vagas nos últimos 12 meses, José de Arimathéa Campos, gerente administrativo do Ciesp, acredita que as empresas irão zerar o saldo até julho. “Cresceremos no segundo semestre”.

O Vale

Publicado em: 15/05/2013

Policiais terão treinamentos para evento da Copa na cidade

O Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior) irá oferecer cursos aos policiais civis da região visando a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Haverá aulas de inglês, uso de armas não letais, contenção de distúrbios e operações em grandes eventos. Os cursos serão ministrados na Academia de Polícia na sede do Deinter-1, na região sul de São José.

“As aulas de inglês vão começar em breve. Os outros cursos iremos oferecer conforme a necessidade da preparação dos policiais para grandes eventos”, disse João Barbosa Filho, diretor do Deinter-1. Segundo ele, a preparação será reforçada com a escolha de cidades da região como subsedes da Copa, abrigando seleções que disputarão o Mundial. São José já assinou um pré-contrato com a Fifa para sediar um Centro de Treinamento de Seleções.

Taubaté, Guaratinguetá, Caraguatatuba e Campos do Jordão seguem na briga pela mesma oportunidade. “A vinda de seleções para a região irá trazer muitas pessoas também, como jornalistas e o público. Por isso, estaremos preparados para o trabalho na segurança pública”, disse Barbosa Filho. Cursos especiais preparatórios para a Copa do Mundo também estão sendo dados na Acadepol (Academia de Polícia Civil), na capital.

Um deles é ministrado pela delegada assistente na Seccional de Taubaté, Ana Paula Bittencourt Ribeiro, que é professora de Relações Públicas da Acadepol e especialista em cerimonial, protocolo e etiqueta. Segundo ela, para desempenhar bem sua função, não basta o policial civil ter apenas o conhecimento técnico. “Os policiais que fazem segurança em geral têm muito conhecimento técnico, mas podem se descuidar e comprometer até seu desempenho operacional”, disse a delegada, em nota. O curso orienta os policiais a trabalhar na segurança de famosos e autoridades.

O Vale

Publicado em: 15/04/2013

Cidade fecha fevereiro em saldo positivo nos empregos

Balanço do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostra que São José dos Campos fechou fevereiro com saldo positivo de 543 postos formais de trabalho, com carteira assinada. O bom desempenho no período contrasta com janeiro, quando o município fechou o mês com saldo negativo de 161 vagas. O setor de serviços, com saldo positivo de 589 postos, e da construção civil, com 144 vagas positivas, alavancaram o bom resultado obtido pelo município. Na contramão, o comércio mais demitiu que contratou e fechou com saldo negativo de 187 postos.

No acumulado do ano, São José está com saldo positivo de 449 vagas. O secretário municipal de Relações do Trabalho, José Luís Nunes, destacou que o setor industrial também apresentou saldo positivo, de 9 vagas, contra saldo negativo de uma vaga em janeiro. “Isso é um indicativo que o setor industrial está se recuperando. É importante porque o segmento influencia dos demais”, frisou. O secretário avaliou que a construção civil está em recuperação, pois, apresentou resultado positivo na geração de empregos pelo segundo mês consecutivo.

Já o município de Taubaté fechou fevereiro com saldo negativo de 196 postos de trabalho. A baixa foi puxada pelo setor industrial, com saldo negativo de 318 vagas. O mês só não foi pior para o município porque o setor de serviços gerou 175 postos positivos de emprego. Em Jacareí, o saldo de empregos formais também foi negativo de 100 postos. O pior desempenho foi do comércio, com saldo negativo de 59 vagas. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Emerson Goulart, disse que a perda de vagas é sazonal. “A perspectiva é positiva para os próximos meses”.

O Vale

Publicado em: 21/03/2013

Embraer tem vistoria para garantir o mercado no Vale

A confirmação da Embraer Defesa e Segurança como fornecedora de 20 aeronaves Super Tucano para a Força Aérea dos Estados Unidos, anunciada anteontem, abre uma perspectiva positiva de mercado para o setor aeronáutico na região.

Para especialistas, a medida pode ‘desencantar’ o programa F-X2, que prevê a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira. Para empresários e lideranças da área, a Embraer, com sede em São José dos Campos, garante entrada no maior mercado de defesa do mundo, que deve beneficiar e fortalecer a cadeia produtiva no Vale do Paraíba.

“Avião brasileiro é símbolo de avião de qualidade. É mais uma demonstração de competência e tende a nos ajudar quando formos nos apresentar no mercado dos Estados Unidos”, disse Graciliano Campos, presidente da Novaer Craft, empresa incubada na Univap (Universidade do Vale do Paraíba). O objetivo de Campos é fabricar aviões monomotores de quatro lugares que devem ser vendidos no mercado brasileiro, América do Sul e, futuramente, nos EUA.

“Tudo o que a Embraer vende tem reflexo positivo na cadeia produtiva”, disse Agliberto Chagas, gerente do (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista). Para ele, a vitória da Embraer pode gerar novos empregos na região e garante a manutenção de milhares de postos de trabalho. “Entrar no mercado da maior potência do mundo é o carimbo da competência”, afirmou Chagas. Segundo Sebastião Gilberti Cavali, secretário de Desenvolvimento Econômico e Ciência e Tecnologia de São José, a Embraer é um motivo de orgulho. “Sinônimo de competência e vitrine para o mundo”.

A vitória da Embraer na concorrência nos EUA trouxe à tona o programa F-X2 da FAB (Força Aérea Brasileira), que se arrasta desde 2001. Para Expedito Bastos, pesquisador de assuntos militares da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a notícia pode, de alguma forma, apressar o andamento da escolha do vencedor.

“Quem sabe agora o F-X2 desencanta. A escolha da Embraer para fornecer equipamentos e aeronaves para o setor militar dos Estados Unidos é muito importante para todo o Brasil”, afirmou ele. O anúncio da vitória pode beneficiar o caça norte-americano F-18 Super Hornet, produzido pela Boeing já apontado pela FAB como melhor opção para modernizar a frota brasileira. Em junho do ano passado, Embraer e Boeing assinaram um acordo de cooperação para o programa KC-390, que é um  projeto da Força Aérea Brasileira, para o qual a Embraer foi contratada, em abril de 2009, para desenvolver um cargueiro militar.

O acordo prevê o compartilhamento de conhecimentos técnicos específicos e a avaliação conjunta de mercados onde poderão estabelecer estratégias de vendas no segmento de aeronaves de transporte militar de médio porte. “É um ganho de integração de sistema e transferência de tecnologia”, disse Bastos.

Concorrência.
Ontem, a Força Aérea dos Estados anunciou a Embraer Defesa e Segurança como vencedora da concorrência avaliada em US$ 427 milhões para o fornecimento inicial de 20 aeronaves Super Tucano para o programa LAS (Light Air Support), ou apoio aéreo leve. Há expectativa de compra de mais aeronaves, podendo chegar a 55, em um contrato de até US$ 1,1 bilhão.
As aeronaves serão fornecidas em parceria com a Sierra Nevada Corporation e utilizadas em missões de treinamento avançado em voo, reconhecimento aéreo e apoio aéreo tático, com finalidade de operar em missões de vigilância de fronteira e ataques contra insurgência no Afeganistão e segurança nacional.

O Vale

Publicado em: 01/03/2013

Mês de Janeiro tem indice bom para exportação no Vale

As exportações de São José e Taubaté registraram alta de 4,58% em janeiro deste ano, comparado ao mesmo período do ano passado. Os setores aeronáutico e automotivo foram os responsáveis pela alta, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgados ontem.

São José exportou US$ 195 milhões em janeiro ante US$ 187 milhões em 2012. Somente a Embraer e seus fornecedores venderam ao exterior US$ 94 milhões, 32% a mais que o ano passado. Os principais destinos foram Itália, Quênia e Estados Unidos.

“Isso mostra que a Itália dá sinais de recuperação. Se a economia mundial vai bem, a indústria aeronáutica cresce, embora ainda tímida, é um excelente resultado para as empresas”, disse Agliberto Chagas, gerente do Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista).

Com o mesmo índice de crescimento, Taubaté vendeu ao exterior US$ 110 milhões em janeiro deste ano contra US$ 106 milhões em 2012, com destaque para o setor automotivo, que vendeu US$ 66 milhões no mesmo período.

“A nossa expectativa é de crescimento até o meio do ano”, disse José de Arimathea Campos, gerente do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Taubaté. As indústrias de Jacareí tiveram alta de 37,87% US$ 21 milhões em 2013 ante US$ 15 milhões em 2012.

Vale considerado referencia de Desenvolvimento Tecnológico

Hoje no laboratório, amanhã em sua sala de estar. As incríveis tecnologias desenvolvidas em empresas, polos tecnológicos e universidades, que muitas vezes dão ares futuristas aos negócios, se tornarão corriqueiras daqui a algumas décadas.

Basta lembrar que a frigideira, a calça e o pacote de bolachas devem muito à pesquisa espacial. Foram as tecnologias desenvolvidas para a conquista do espaço que permitiram a criação do teflon, do velcro e do código de barras.

Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, especialmente em São José dos Campos, várias dessas novas tecnologias já estão em desenvolvimento. Elas são usadas hoje para monitorar frotas de veículos, descobrir áreas de risco, vigiar multidões, tratar efluentes industriais, reduzir o desperdício na construção civil e construir aviões.

Mas serão capazes de levar inteligência e conforto ao transporte coletivo, por exemplo, permitindo que o usuário receba, no celular, informações de quais ônibus estão chegando ao ponto em que ele estiver. Para Margareth Lopes Leal, assessora técnica da Coordenadoria de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, as tecnologias serão incorporadas à vida das pessoas naturalmente. Do contrário, não há sentido em investir nelas.

“A tecnologia vai interferir cada vez mais na vida das pessoas, principalmente na superação dos problemas de metrópoles urbanas”, diz. Na região, Margareth destaca a aplicação dessa ênfase no Parque Tecnológico de São José dos Campos, considerado referência para todo o Estado, que tem 14 parques instalados e outros 14 em implantação. “O parque de São José é a nossa ‘menina dos olhos’. Muito bem estruturado, com visão de futuro e na qualidade de vida das pessoas. Essa é a boa tecnologia.”

O Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), órgão responsável por gerenciar a Polícia Civil nas 39 cidades do Paraíba, investe em tecnologia para conter a onda de violência no Vale. Com 449 assassinatos em 2012, a região é a mais violenta do interior do Estado há três anos.

Além dos sistemas atualmente em uso pela polícia, como Alpha, Guardião e Ômega, a corporação usa novos softwares conhecidos como “I2” que permitem uma análise visual da investigação, além do cruzamento de bancos de dados dos mais diversos.

Trata-se de um sistema usado pelas melhores polícias investigativas do mundo, como o FBI (a polícia federal norte-americana), a Scotland Yard (Inglaterra) e a Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal). Os italianos usaram o I2 para investigar e prender mafiosos e os americanos, a Al-Qaeda de Osama bin Laden.

“O sistema é conhecido como ‘teia de aranha’ porque permite cruzar dados e investigar ligações entre criminosos de maneira fácil e rápida, com suporte tecnológico de primeiro mundo”, disse João Barbosa Filho, diretor do Deinter 1.

Segundo ele, uma análise de dados que demorava 15 dias para ser feita pelos policiais leva alguns segundo com o I2. O sistema é operado pela Polícia Civil sob licença do fabricante. Uma espécie de versão beta está rodando nos servidores do Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil) até que o governo do Estado feche contrato com a empresa detentora dos direitos. O valor não foi divulgado. Na sala de inteligência do Deinter-1, analistas trabalham em computadores conectados ao I2 para investigar os diversos crimes na região. Ele permite aos policiais entender tramas criminosas complexas.

O Vale

Publicado em: 25/02/2013